Saturday, December 31, 2005

 

A Purificação pelo Fogo


O Sol é o fogo mais importante presente neste planeta. Sem ele todas as formas de vida na Terra não existiriam. Na presença dele, praticamente todas as nossas doenças "evaporam". Uma anemia, por exemplo, pode sumir em poucos minutos. Em um corpo saudável, pode-se expô-lo ao sol durante todo o dia, sem efeitos negativos, da mesma forma como aquelas delicadas flores que crescem nas areias das praias. Como não temos corpo perfeitamente saudável, não recomendo esta exposição contínua, obviamente. Porém, exposições mais amenas a fogos menos fortes são muito salutares.


O imortalista Leonard Orr esteve aqui no Brasil no começo deste ano, no Rio de Janeiro, e me contou a seguinte história: Um boliviano, amigo dele, emagreceu 25 kg dormindo sempre, durante um período de seis meses, com 12 velas acesas ao seu lado na cama. Talvez esta informação seja de interesse para algumas mulheres... :)) O Leonard tem um livro interessante a esse respeito [1].

Muitos rituais xamânicos de cura também são realizados em torno de fogueiras, algo coerente com essa idéia de purificação do corpo pelo fogo. As indústrias metalúrgicas (de ferro, cobre, etc) também purificam os metais, via fusão, utilizando o fogo. Os tarugos de materiais semicondutores também são purificados de suas impurezas utilizando fusão (portanto, fogo) parcial e seletiva de uma região do tarugo, seguida de uma movimentação desta região fundida ao longo do tarugo em processo de purificação. Na natureza, a água é purificada pelo fogo, na evaporação solar, e volta do céu, na forma de chuva, numa forma mais saudável. Jesus Cristo fazia muitos elogios ao "Anjo da Luz Solar"...

Portanto, fique amigo(a) do sol - nas praias, piscinas, rios e cachoeiras -, das velas acesas, das fogueiras, etc. O seu corpo agradecerá.

Um grande abraço a todos(as) e meus votos de um 2006 de muito fogo...

Rui.

Referência:
[1] Leonard Orr, O Fogo e a Imortalidade Física

 

O Pingo na Orelha


Certa vez, recebi um e-mail de uma Lista do exterior, fazendo um apelo para que eu não usasse a vacina contra a gripe. Realmente, todos os tipos de vacinas contêem apenas substâncias prejudiciais (venenos, em bom português!) ao nosso organismo. Seus efeitos são, literalmente, chicotear um cavalo cansado para que ele trabalhe, ao invés de deixar o cavalo descançar para que trabalhe melhor. Nesta história, o "cavalo" é você e o "chicote" é a vacina. As vacinas apenas contribuem para que as pessoas transfiram sua residência para o cemitério mais cedo.

Esta parte do e-mail, portanto, não trouxe nenhuma novidade para mim, já que sou totalmente contrário a receber essas vacinas venenosas. Porém, na segunda parte do citado e-mail, a pessoa dava uma receita curiosa para substituir a vacina contra a gripe: tratava-se de colocar uma gota de água oxigenada em cada canal auditivo das orelhas! A justificativa apresentada era de que é principalmente nessas regiões (onde acumulam-se as "ceras") que os vírus da gripe montam sua residência e a água oxigenada é um antisséptico por excelência [vide a série de postagens sobre o oxigênio, com início em 29.04.05]. Fazia certo sentido para mim. Portanto, na ocasião em que fui acometido de uma forte gripe (com febre e pulsação muito alta) lembrei-me desta mensagem e a coloquei em prática: comprei água oxigenada de 10 volumes [3% de H2O2 e 97% de H2O], disponível em qualquer farmácia, e coloquei em um vidrinho com tampa tipo conta-gotas. Deixei também um lenço de papel à disposição. Virei-me de lado na cama (com os dois ouvidos ficando alinhados na vertical) e coloquei um pingo de água oxigenada no canal auditivo de uma das orelhas. Não há qualquer dor, apenas um barulhinho devido ao estouro das bolhinhas de oxigênio, que está acabando com os vírus, e uma certa cosquinha neste lugar da orelha, também devido ao festival de matança de vírus. Para maximizar a atuação da H2O2, convém desviar lentamente a posição da cabeça da vertical até encontrar a posição que maximiza o barulinho no ouvido. Após algum tempo, volta-se a cabeça na posição inicial vertical para facilitar a entrada de mais H2O2 (sempre do mesmo pingo inicial) no canal auditivo e volta-se novamente a inclinar a cabeça para a maximização dos estouros das bolhas. Esta brincadeira pode demorar de 15 a 20 minutos, em cada orelha (para que as bolhas deixem de se formar e de estourar). Após brincar com uma orelha (e secá-la com o lenço de papel que você deixou à disposição), você passa para a outra orelha. Como resultado desta brincadeira, em três aplicações (em três noites seguidas) eu estava livre da forte gripe. Gostei tanto da experiência, que passei a usar esta brincadeira todas as noites antes de dormir (como medicina preventiva), e descobri um efeito bastante interessante: minhas narinas se descongestionam bastante após cada brincadeira, tornando a respiração mais livre e propiciando um sono mais tranqüilo e reparador.

Como a água oxigenada é um ótimo antisséptico (não poluente), ele pode ser utilizado em todo o seu lar, substituindo os outros produtos germicidas (poluentes) usados nos vasos sanitários, piso, lavagem de alimentos, etc. E na boca, para matar os germens! Livei-me de problemas periodontais e de gengivite usando isso e sabonete em barra (ao invés de cremes dentais que contêem o fluor venenoso nazista, conforme postado em 28.04.05, sob o título Água Cura Tudo - 18). Mas esta é uma outra história, que posso contar se algum(a) leitor(a) dessas linhas se interessar...

Um grande abraço, Rui.

Adendo: Recentemente tive uma forte gripe/resfriado, ficando com ambas as narinas entupidas durante a noite. Lembrei-me deste método simples e natural  e coloquei gotas no canal auditivo esquerdo e a narina esquerda ficou imediatamente desobstruida. Fiz o mesmo com o ouvido direito e a narina direita desobstruiu. Tudo leva a crer que os vírus da gripe são anaeróbicos, sendo mortos pelo oxigênio ativo liberado pela água oxigenada. Bochechar com essa água, antes de escovar os dentes, também pode ajudar um pouco nessas condições.

Para saber mais:
1. http://verdesmares.globo.com/tvdiario/noticia.asp?codigo=212199&modulo=511:
31 - Como aliviar as dores de ouvido
  • Pingue 3 a 5 gotas de água oxigenada a 3% (= 10 volumes) no canal do ouvido dolorido a cada 3 ou 4 horas. Isso ajuda a debater a infecção, a inflamação e a dor.

Labels: ,


Friday, December 30, 2005

 

Sob Gravidade Zero


O corpo humano, sob o efeito de gravidade zero (ou gravidade muito pequena, chamada de microgravidade), se comporta de forma bastante diferente daquela que estamos acostumados, na gravidade normal da superfície externa terrestre. Nestas condições, o corpo flutua (levita, boia). Neste planeta existem três locais em que podemos colocar o nosso corpo em condição de gravidade zero: em órbita ao redor do planeta, em grandes volumes de água (mar, lagos, piscinas, banheiras, etc) na superfície externa do planeta e em uma região específica entre as superfícies externa e interna desta nosssa Terra Oca [vide postagem de 07.08.2005 intitulada "Mensagens das Civilizações Intraterrenas"].


O livro Etidorhpa [1] comenta sobre essa região de gravidade zero na crosta terrestre. Nele observamos o seguinte:

1. O personagem envelhecido artificialmente, chamado "Eu-Sou-O-Homem"
[ESOH], e conduzido por um guia não-nomeado [sem olhos, mas que enxergava
tudo], foi levado para um local onde existia uma infinidade de cabeças
humanas vivas enfileiradas em uma matriz de linhas e colunas. Esta descrição
concorda exatamente com uma cena do Inferno no filme "Amor além da Vida"
[disponível em video locadoras], em que o personagem principal [Robbin
Williams] vai buscar sua esposa pintora no inferno, no interior da crosta terrestre.

2. Quando ESOH vai se aproximando da região de gravidade zero
[aproximadamente a 700 milhas abaixo da superfície externa da Terra], ele
vai comendo cada vez menos e a sua pulsação e respiração vão diminuindo. Quando
chegam na região de gravidade zero, há zero de comida ingerida, zero de pulsação e
zero de respiração, mas 100% de vida física [zero de sono]! Os dois [ESOH e o seu guia] pularam
em um precipício, próximo do local de gravidade zero, e ficaram sujeitos a um
movimento oscilatório amortecido em torno da superfície de gravidade zero.
Após a oscilação acabar eles ficaram flutuando [parados] no local de
gravidade zero e ESOH ficou com medo que ali seria o local de seu túmulo eterno, pois
não via como sair daquele ponto da atmosfera [ele não queria chutar o seu
guia - único ponto de apoio disponível, para não se perder no interior do
planeta]: aí o guia deu a solução! Naquele local especial [gravidade zero] a
propriedade de "mente sobre a matéria" é TOTAL! Bastou eles PENSAREM em se
deslocar para a beirada do precipício e eles foram para lá!
Ao subirmos em altura, a partir da superfície terrestre externa [nas
grandes montanhas, por exemplo], a força da gravidade vai diminuindo e,
portanto, todos os fatos notáveis acima passam a ficar mais fáceis de serem
atingidos. Veja uma passagem que retirei da internet:
"Of course, it has been pointed out that in the mountains one may sleep
and eat much less, as the necessity for both appreciably decreases there..."

Os corpos de todos os seres animais e vegetais aumentam de tamanho com a diminuição da gravidade. É fato constatado que os astronautas que ficam muito tempo em órbita, aumentam sua altura. Isto está, também, coerente com a informação de que todos os animais, seres humanos e vegetação presente na superfície interna da terra oca, onde a gravidade é menor do que aqui na superfície externa ("no telhado de nossa casa planetária"), possuem tamanhos maiores que os da nossa superfície.

Os astronautas, antes de seguirem para orbitar o planeta, treinam em piscinas, onde simulam a contento a condição de gravidade zero. Será que nós não teríamos algo a ganhar, usando esses locais de gravidade zero: mar, rios, piscinas, banheiras, etc.?? A resposta é um retumbante sim!

Confirmando este "retumbante sim", o imortalista Leonard Orr conta o seguinte em um de seus livros [2]: "Meu amigo Igor Tscharkovsky passou trinta dias consecutivos em uma piscina cheia de água, 24 horas por dia. Não apenas se curou de todas suas enfermidades como também se converteu em um gênio." Vejam como essa afirmação se harmoniza com a frase "A água cura tudo" (pelo seu uso externo, neste caso), título da minha série de postagens que se iniciaram em 24.03.05.

Uma outra pessoa que comenta sobre esse assunto é o escritor David Icke, em sua Newsletter semanal de 11 de novembro de 2005, que reproduzo abaixo. Em resumo, ele teve basicamente uma excelente sessão de meditação em um "tanque de flutuação", onde a sensação de se estar sem peso vem da alta concentração de sais de Epson na água do tanque. Isto possibilita uma relaxação profunda, baixando todas suas funções orgânicas e as atividades do cérebro e da mente. Isto acalma o lado esquerdo (racional/consciente/lógico/analítico) do cérebro e o faz entrar em um estado de profundo descanço, com diminuição de sua atividade, permitindo um acesso ao lado direito (criativo/intuitivo/sentimental) do cérebro - que controla prioritariamente o lado esquerdo do corpo. Especificamente, Icke diz que os batimentos cardíacos diminui, assim como a pressão arterial e todo o sistema elétrico do corpo. A respiração também decresce, pois o corpo passa a consumir menos oxigênio. A produção de ácido lático decresce e sua eliminação do sistema se faz mais rápida. Essas transformações levam a uma cura mental e emocional. Somos limitados apenas pelo nosso sentimento de limitação (processado pelo hemisfério esquerdo) e quando vamos para um estado de flutuação este sentimento fica sem limitação.
----------------------------------------------------------------------------------------------
DAVID ICKE NEWSLETTER - 11 NOVEMBER 2005



Hello all,

I mentioned briefly last week about my first go in a float 'tank' and it was such a fantastic experience I am going to expand on the subject a little. I saw a quote in one Internet report which said 'I found God in water closet' and I know what they mean.

I have written often about the way the five senses hold us in this illusory reality. It is not that there is anything wrong with the 'physical senses', only that the way the world has been manipulated most people are aware only of those senses and not the multi-dimensional, infinite, 'I' where all of us are one.

If you look at 'modern' society its entire focus is aimed at captivating the senses of sight, hearing, touch, smell and taste. This, and the suppression of information in 'education' and media about our infinite nature, has locked billions into the illusory micro-world of 'physical' reality. As I said in my last book, Infinite Love Is The Only Truth, Everything Else Is Illusion, humanity has become a collective prisoner of the DNA. It sees, hears, feels, smells and tastes (all just electrical signals interpreted by the brain), but it does not 'know' - the realm of the infinite.

Over the last 16 years t! here hav e been many occasions when I have entered that infinite level of consciousness beyond the vibratory veil where all is one. It happened in 2003 by taking the psycho-active potion called ayahuasca in the Brazilian rainforest and it has happened spontaneously many times since. It certainly happened during my two recent sessions in a float tank because the effect is to unlock the mind from the cell of the senses.

It appears that the idea of the floatation tank goes back to 1954 and a man called Dr. John C. Lilly. He was a medical practitioner and neuro-psychiatrist trying to understand the origin of consciousness and its relation to the brain. He wanted to create a means of restricting external stimuli to see how people reacted in an atmosphere of isolation. What he devised were known at first as Sens! ory Deprivation tanks, but today the usual term is Restricted Environmental Stimuli Therapy, or R.E.S.T.

Whatever the name, you float weightless in water and the effect is incredible. The sense of being weightless comes from the high concentration of Epsom Salts, which creates the density in the shallow water necessary for the body to float effortlessly. You just lie back and float without doing anything, it's the most wonderful feeling. Your mind continues in the darkness and silence to chatter for a while and that's no problem because gradually, without trying, the mind goes quiet as 'knowing' replaces 'thought'. After a while I did not feel part of my body anymore and the sense of relaxation was indescribable. As one Internet explanation said:


'The deep relaxation that occurs during a floatation tank session, slowing down the bodily functions, also slows down the activity of the brain and in turn the mind. This allows the conscious/logical/rational and analytical part of the mind to enter a state of deep rest and to be bypassed. The individual can then experience a shift into deeper levels of the mind; the unconscious mind described as the feeling/creative mind in medical psychology and hypnosis.

This shift is very important because it enables the left hemisphere of the brain associated with the thinking/logical mind to have a decrease in its activity enabling the right hemisphere of the brain to be acces! sed, empowering the feeling/creative and intuitive aspects of the patient.

This is one more reason that explains a sense of balance and wellbeing in the patient's everyday life when using floatation tanks; Recent research has shown more and more the importance of having a good balance of activity between the two cerebral hemispheres to guarantee a better state of physical, mental, and emotional health.'



On the physical level the heart rate slows, as does blood pressure and the entire electrical system of the body. Breathing also decreases as the body demands and consumes less oxygen. The production of lactic acid decreases and its elimination from the system quickens and becomes more efficient. Lactic acid is connected with muscle pain and anxiety and thus these symptoms are eased in the floatation state. There is a multi level transformation of mental and physical activity that leads to mental and emotional healing - indeed the two are the same, one a reflection of the other.

The experience can also open the creative channels as it bypasses the 'rational' - left brain - mind and allows the right brain the freedom to connect with the infinite self where the creative force, inspiration, intuitive knowing, is boundless and without limit. We are only limited by our sense of limitation and where I went in the floatation state there are no limits or awareness of them.

In my experience, anyway, if you want to know what oneness feels like then the floatation tank is a good place to start.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Rui.

Referência:
[1] Etidorhpa, http://www.holloworbs.com/EtidorhpaHome.htm
[2] Leonard Orr, Manual de Sanación: Técnicas para poseer y dominar nuestro cuerpo y nuestra propia divinidad, Editorial Las Acacias-Argentina, pg. 32, 2005.

Labels: , ,


 

Lugar de Médico é na Cozinha


Dr. Alberto Peribanez Gonzalez. Este é um médico carioca, com mestrado e doutorado no exterior (Alemanha), que foi entrevistado no programa do Jô Soares do dia 28/29 de dezembro de 2005. Escreveu um livro, com o título mencionado acima, que está referenciado abaixo. Finalmente, temos um médico brasileiro que descobriu a importância da alimentação crua na construção da saúde do corpo físico. A "cozinha" citada no título da obra, não se refere ao uso do fogão tradicional, mas no uso de alimentos preparados exclusivamente na "cozinha solar" da Natureza, aquela que demora um ano para preparar uma manga, para deixá-la no ponto certo para você saboreá-la...

Comprei esse livro ontem e irei postar futuramente os pontos mais importantes do mesmo neste espaço. A propósito, as mulheres talvez tenham interesse em saber que o livro apresenta 88 receitas cruas, deliciosas e fáceis de preparar....

Boas leituras, Rui.

Referência:
Alberto Peribanez Gonzalez, Lugar de Médico é na Cozinha, Universidade Estácio de Sá - Editora Rio Sociedade Cultural Ltda., 320 páginas, 2005.

Labels:


Thursday, December 29, 2005

 

Só Morremos quando Desejamos Morrer


Ninguém morre quando está alegre e se sentido bem, pois "de um céu azul e sem nuvens não surgem raios", não é mesmo? Quando se está triste e se sentindo mal, podemos chegar a morrer se já tivermos cumprido a missão que aceitamos cumprir, antes desta nossa atual encarnação. Nestas condições, iremos realmente morrer se abrigarmos rotineiramente, consciente ou inconscientemente, pensamentos do tipo "Esta minha vida está uma porcaria e as dores que eu sinto estão insuportáveis".


Vejam o que ocorreu na morte de minha mãe, aos 84 anos, com boa saúde, mas com as forças físicas em queda. Meu pai me contou que ela, algumas semanas antes de falecer, falou três vezes para ele que "Se não fosse pelos meus dois filhos (eu e minha irmã) eu já teria ido embora (teria morrido)". Morreu sem sentir dor (dito por ela), conversando normalmente e nos meus braços e de meu pai.

Se você, que lê estas linhas, teve a oportunidade de acompanhar os últimos dias da morte de um ser querido, eu gostaria muito de ler o seu testemunho através dos "Comentários" disponível no final desta postagem.

Algumas pessoas poderão dizer que, nos casos de acidentes (como queda de avião, trombada com veículos automotores, etc), a pessoa que morre não exerceu esse desejo de morrer. Não acredito. Conforme postamos em 26.12.2005, NADA ocorre por acaso, inclusive a morte, e TUDO ocorre por um motivo correto e em que temos uma participação indispensável (consciente ou não). Visto de outra perspectiva, poderíamos dizer que somos peões manipulados por uma orquestração cósmica comandada por uma inteligência infinita. É o nosso orgulho que nos dá a sensação de que "somos o dono da bola"...

Neste caso de acidente, tenho uma outra experiência familiar muito interessante. Certa vez, meu pai e minha mãe se dirigiam de carro de São Paulo para a cidade capixaba de Guaraparí. Iam em um Karman Ghia, meu pai dirigindo e minha mãe ao seu lado. Numa pequena colina, meu pai, impaciente com a pouca velocidade do veículo à sua frente, resolveu ultrapassá-lo numa lombada sem visibilidade adequada da pista à sua frente. Ao iniciar a ultrapassagem pela esquerda, deu de frente com uma jamanta que vinha em sentido contrário. Minha mãe disse que, nesse momento, viu uma grande roda entre ela e meu pai. Meu pai disse que olhou no espelho retrovisor e viu a jamanta se afastando normalmente dentro de sua pista. Ele ficou em dúvida se ambos tinham morrido ou não. Ficaram de tirar a dúvida ao chegar no prédio de Guaraparí e cumprimentar o zelador do prédio: se ele respondesse ao cumprimento deles, eles estavam vivos. Felizmente, o zelador respondeu ao cumprimento deles... São fatos como esse que dão margem à aceitação do conceito cristão de "anjo da guarda", que vela por nós.

Vejamos o que tem a dizer, a esse respeito, Caroline Myss (Ph.D.) [1].
"Sogyal Rinpoche é um conhecido mestre e autor do The Tibetan Book of Living and Dying (O Livro Tibetano da Vida e da Morte). Em 1984, encontrei Sogyal em seu lar em Paris. No meu caminho para sua residência, me perguntei o que teríamos para o jantar. Já que eu não tinha idéia de como eram os costumes sociais tibetanos, estava pensando em todo tipo de coisa ridícula - como, por exemplo, será que eu teria que meditar durante horas antes de jantar? O que aconteceu foi que Sogyal pedira pelo telefone uma refeição chineza, e nos sentamos no chão do seu escritório, comendo nossos jantares diretamente das caixas.

Assim que a atmosfera social tornou-se apropriada para discussões sérias, perguntei a Sogyal: 'É verdade que você pode levitar?' Ele deu uma gargalhada e então respondeu: 'Oh, não, eu não. Mas o meu mestre, ele podia.' Então perguntei: 'É verdade que, devido às suas práticas de meditação, você pode correr em velocidades incomuns?' Novamente minha pergunta foi recebida com gargalhada, e ele respondeu: 'Oh, não, eu não. Mas o meu mestre conseguia.' As suas respostas correspondiam exatamente àquilo que eu tinha lido: que um mestre tibetano, ao ser entrevistado, desvia qualquer atenção sobre o seu poder para o de outra pessoa. Finalmente eu disse: 'Não tenho mais perguntas. Existe alguma coisa que você gostaria de me contar?'

'Eu gostaria de contar sobre o modo como meu mestre morreu', disse ele. 'Ele chamou seus astrólogos e mandou que eles fizessem um horóscopo para ele, notando o momento perfeito para que ele recolhesse seu espírito das energias da terra. O seu espírito era extremamente poderoso, e ele queria ir embora sem causar nenhum tipo de conseqüência energética desfavorável. Você pode não estar consciente dessas coisas, mas quando qualquer espírito deixa a terra, todo o campo energético é influenciado. E quando um espírito muito poderoso vai embora, a influência sobre a terra é ainda mais dramática.'

'Assim, seus astrólogos chegaram com o dia e hora que era o momento perfeito para sua morte física. Então ele contou aos seus estudantes que, naquele dia, e naquela hora, ele iria embora. E foi exatamente isso que ele fez. Ele meditou com seus estudantes naquele dia, os abençoou, e então fechou os olhos e liberou seu espírito do corpo.'

Perguntei a Sogyal se seu mestre escolheu morrer porque estava doente. Novamente Sogyal riu e disse: 'Doente? O que a doença tem a ver com isso? Assim como todos nós nascemos no momento perfeito para que nosssa energia entre nesta terra, existe um momento perfeito para que deixemos a terra. O meu mestre não estava doente; estava completo. Não fomos feitos para morrer de dor e doença. A mente consciente é capaz de liberar o espírito do corpo sem ter que suportar a dor da decadência física. A escolha está disponível para todos.'

Sogyal descreveu o estado de maestria espiritual como a realização de um nível de consciência que 'não conhece conflito algum com o divino', de modo que as escolhas do indivíduo são iguais às escolhas divinas. O seu mestre, segundo Sogyal, viveu num estado de consciência em que o dilema da escolha não existia mais. Cada escolha era a escolha correta, no estado de perfeição que seu mestre alcançara."

Um grande abraço, Rui.

Referência:
[1] Caroline Myss, Anatomia do Espírito: Os Sete Estágios do Poder e da Cura, Editora Rocco, pp. 270-272, 2000.

Labels: ,


 

A Fonte da Juventude - 2


É facil descobrir "o que" e "como" devemos nos alimentar bucalmente. Basta seguir o raciocínio apresentado no parágrafo abaixo. Por que essas coisas simples não estão disseminadas por toda a população? Porque existe uma Elite Global que não está interessada em nosso esclarecimento! Teremos oportunidade de falarmos sobre isto futuramente.

Deus criou o planeta Terra e nos deu uma vestimenta espacial (corpo físico) para viver nele. Em que lugar deste planeta deveríamos habitar, com esta vestimenta fornecida? Certamente não seria nos polos norte ou sul. O local adequado para morarmos é onde o clima é ameno: nos trópicos. Portanto, deveríamos poder viver bem, sem nenhum recurso da nossa civilização, dentro da floresta amazônica! Imagine-se, neste momento, nesta situação: dentro da floresta amazônica, sem roupa, sem nenhum artefato da civilização, e desejando se alimentar! O que você iria comer? Certamente você não iria pular em cima de uma onça para comer a carne dela, não é mesmo? Você iria vagar pela floresta até achar uma árvore frutífera, carregada de frutos, e iria "fazer a festa", não é mesmo? Você não iria colher frutos desta árvore e levar com você até achar outro tipo de árvore frutífera, para, então, comer estes dois tipos de frutas em uma única refeição.

Eis, portanto, a alimentação bucal ideal: um único tipo de fruta (sabor) por refeição. Simples mas praticamente impossível de ser seguido por todos. Nos viciamos com a presença de muitos sabores diferentes em uma mesma refeição. Jesus, sabendo disso, recomendava que comêssemos no máximo três sabores de alimentos crus (alimentos vivos) em uma dada refeição, pois, caso contrário, transformaríamos nossos intestinos em verdadeiras fábricas de gás [1]. Porém, esta recomendação de Jesus também é muito difícil de ser seguida hoje em dia.

Para acomodar o nosso gozo por muitos sabores em uma mesma refeição, surgiu uma ciência conhecida como "combinação adequada dos alimentos" ingeridos em uma mesma refeição. Isto está bem detalhado na Referência [2]. Não é algo muito fácil de se entender e praticar. Mas evita a instalação de uma fábrica de gás e de azia em nosso interior, após cada uma de nossas refeições.

Image hosted by Photobucket.com

Como pode ser observado na tabela acima, os alimentos são classificados em vários grupos: proteínas, amidos, verduras e hortaliças com pouco amido, frutas ácidas, frutas subácidas e frutas doces. Todos os alimentos de um determinado grupo são compatíveis entre si e podem ser comidos em qualquer combinação e quantidade (sem exageros glutonômicos, óbvio). Os alimentos de grupos distintos apresentam compatibilidades variáveis, entre boa, razoável e ruim, conforme indicado.

Comentários em [2]:

. Evite o leite e os laticínios, pois só os bebês têm quantidade suficiente da enzima renina, que digere o leite. Portanto, deve-se eliminar da dieta o leite e seus derivados (além do mais, usamos, normalmente, o leite de vaca, uma espécie de animal diferente da nossa!). A ausência de amilase nos adultos torna o leite indigesto, provocando várias reações alérgicas (inclusive o surgimento de aftas na boca). Além disso, não se deve combinar o leite com nenhum outro alimento devido ao seu elevado teor de proteína e gordura. "O leite certamente não faz bem para a saúde. Se você não acredita, explique porque a hemorróida que há muito tempo me acompanhava (é a autora, Chet Day, quem está afirmando) desapareceu quando eu parei parei de comer e beber derivados de leite (a conselho de um médico cirurgião). Ninguém deve tomar leite!"

. O coronel Bradford aprecia os ovos crus, e nós consideramos a gema de ovo a melhor proteína disponível. E ele aconselha que mastiguemos muito bem os nossos alimentos.

Muitas pessoas podem achar que esta combinação de alimentos, mencionada acima, também é de difícil implementação prática. Talvez, então, o uso de uma outra técnica, chamada de "Alimentação Seqüencial", seja de mais fácil implementação, por permitir o uso de todos os tipos de alimentos (sabores) em uma dada refeição. Vejamos como implementar isso.

A maioria das pessoas pensa que o estômago funciona como um liquidificador, misturando todos os alimentos ingeridos em uma dada refeição. Não é bem assim, e esta diferença é o que permite implementar, com sucesso, a alimentação seqüencial. Vejamos o que diz [2] a esse respeito.

A utilização da combinação dos alimentos melhorará significativamente a sua digestão e a sua saúde em geral. Se você quiser avançar mais um passo e chegar a uma digestão ainda mais eficiente e a maiores benefícios para a saúde, convém adotar a alimentação seqüencial, um fator decisivo na combinação de alimentos. A energia digestiva poupada pela alimentação seqüencial irá ser empregada na cura, na eliminação dos resíduos tóxicos do corpo e dos tecidos, no trabalho mental ou na melhor expressão emocional.

A alimentação seqüencial consiste em nós comermos uma comida por vez e, só então, passarmos para a comida (sabor) seguinte. Neste caso, a digestão procede por estratos. Cada tipo de alimento é digerido na ordem em que é comido e, como resultado, as enzimas digestivas especificamente necessárias à digestão adequada de cada alimento são segregadas e operam sem interferência entre si. Comendo seqüencialmente, você pode digerir uma refeição completa em poucas horas sem nenhum desconforto.

A perda de peso de pessoas obesas é um grande benefício da alimentação seqüencial, que elimina os quilos em excesso. Quando cada garfada consiste numa variedade diferente ou alternada de alimento (sabor), o apetite é constantemente estimulado, o que leva a um consumo muito maior de comida que aquele necessário para satisfazer as necessidades do organismo. Com a alimentação na forma seqüencial, mesmo tendo uma dieta convencional (errada), de baixa qualidade, você emagrece (se for obesa) porque você passará naturalmente a comer menos.

Contrariamente à opinião popular, a comida não se mistura na barriga, a menos que ela seja ingerida assim, misturada, como em um sanduíche ou em uma salada. Quando se ingere uma coisa por vez, o alimento vai se acumulando em camadas, no estômago, e em camadas é digerido por todo o intestino.

No livro Textbook of Physiology [Manual de Fisiologia], do Dr. William Howell, está dito que "o Dr. Grutzner (um pesquisador europeu) alimentou ratos com sucessivas porções de comida de cores diferentes. Passado um breve período, os animais foram sacrificados e seus estômagos , congelados e seccionados. O material colorido foi encontrado disposto em camadas".

Se você quiser ver com seus próprios olhos, experimente comer melancia, salada de folhas e queijo branco, em seqüência. Consuma completamente cada item antes de passar para o seguinte, em várias refeições. Depois, quando a natureza fizer o seu trabalho, examine suas fezes e observe as camadas de diversas cores nela. Primeiro aparecerá a melancia, mais avermelhada; a seguir virá um marrom escuro da salada; por último, o pardo claro correspondendo ao queijo. Os resíduos de cada alimento saem do corpo na ordem em que ele foi deglutido. Qualquer um pode fazer esse teste, mas é preciso comer uma coisa diferente por vez e em seqüência.

Quando nós comemos um alimento por vez, a digestão procede diferentemente em cada estrato ou camada dentro do estômago. As paredes do estômago segregam enzimas digestivas diferentes para cada camada e, em conseqüência, todos os alimentos são digeridos com muito maior eficiência.

Para facilitar a digestão da alimentação seqüencial, coma a comida mais aquosa em primeiro lugar; a seguir, escolha a segunda que contiver mais água, e assim por diante. Termine a refeição com o alimento menos aquoso e mais concentrado. Evite ao máximo inverter essa ordem de ingestão. Na prática, geralmente invertemos essa ordem, tomando os líquidos após os alimentos mais secos. Uma outra vantagem de tomar os líquidos primeiro é que nós acabamos primeiro com a nossa sede, antes de acabar com a nossa fome. Com essa seqüência, acabamos comendo um volume total menor de comida, pois muitas vezes nós comemos quando, na realidade, deveríamos beber, pois é comum não percebermos corretamente a diferença entre sede e fome. Neste sentido, o Dr. F. Batmanghelidj [3] tem algumas afirmações interessantes: "Você não está doente, você está com sede, e não sabe! Não trate a sua sede com medicamentos! Também não trate sua sede com comida, trate-a com água!

Comendo uma coisa por vez, você observa praticamente uma monodieta, a situação ideal. Lembre-se que uma grande quantidade de sabores em uma mesma refeição leva a comer em excesso, e deve ser evitado.

Outra recomendação clássica é: "Coma seus alimentos líquidos e beba seus alimentos sólidos", significando ensalivar bem antes de beber os alimentos já inicialmente na forma líquida e mastigar muito bem os alimentos sólidos, para transformá-los em líquidos, que serão, então, bebidos. Tudo ficará bem ensalivado, pois a digestão começa na boca e, não, no estômago. Aparentemente, nosso sistema digestivo foi construído para processar apenas líquidos. Talvez isto seja uma conseqüência dos nove meses iniciais de construção de nosso corpo, com a dieta líquida que recebemos no ventre de nossa mãe...

Muitos estudos provam, sem sombra de dúvida, que os ocidentais consomem um grande excesso de proteínas, o que contribui para muitos problemas de saúde, como a osteoporose, a artrite e o câncer de colo. Evitando comer carne (e frango), você deixará de envenenar o organismo com a grande quantidade de antibióticos e hormônios de crescimento (e sabe-se lá o que mais) que os pecuaristas modernos injetam nos pobres animais a fim de forçar o aumento de peso e mandá-los para o matadouro o mais depressa possível. Você pode tirar toda a proteína de que precisa de 60 a 80 gramas de nozes ou sementes cruas por dia. Ou, se você preferir o conselho do coronel Bradford, de 2 ovos por dia. O cálcio de que o nosso corpo precisa pode também ser obtido com uma dieta vegetariana de verduras, nozes e sementes cruas, feijão, frutas frescas, frutas secas, brócole, vagem, broto de feijão, etc. A vaca, como todos sabem, tira toda a ótima proteína presente em seus tecidos e o ótimo cálcio presente no seu leite, comendo apenas capim a vida inteira...

Seu nível de colesterol baixará verticalmente quando você se afastar da carne e dos laticínios e adotar uma dieta baseada em hortaliças e cereais. A gema de ovo contém lecitina, que impede que o colesterol se deposite em suas artérias. O corpo cura a si mesmo, com o tempo, desde que ele passe a contar com as condições favoráveis de dieta adequada, exercício, sono e descanço, etc. É bom lembrar, no entanto, que você não pode esperar adquirir uma saúde superior no período de uma semana. Saia da mesa ainda com vontade de comer. Coma pelo menos 1/3 a menos do que você está acostumado a comer em cada refeição. Exclua uma refeição várias vezes por semana. Não coma nada depois das 19 horas. Leembre-se de que Luigi Cornaro, da época do Renascimento e que viveu 102 anos de idade, vivia de 350 gramas de comida e 400 gramas de suco de uva por dia!

Abraços, Rui.

Referências:
[1] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento, pp. 44-45.
[2] Vários autores, A Fonte da Juventude - Livro 2, Editora Best Seller, Cap. 6 (pp.225-271).
[3] F. Batmanghelidj, Your Body's Many Cries for Water, Global Health Solutions, 2001 (Site: www.watercure.com

Labels: , , ,


Wednesday, December 28, 2005

 

A Síndrome da Pressa

Geralmente você:

1. Incita os outros a se apressarem?; 2. Interrompe ou conclui frases
de terceiro? 3. Em reuniões fica inquieto quando alguém se desvia do
assunto?; 4. Quando está em uma loja ou restaurante fica impaciente ou
se queixa quando não é atendido rapidamente?; 5. Considera o "não
fazer nada" desperdício de tempo? ou 6. Acha menos capaz quem fala,
age ou decide devagar?

Se você respondeu afirmativamente a, pelo menos, quatro das seis
questões acima, cuidado: você está na zona de perigo e é candidato natural
à doença da pressa.

Essa doença foi primeiro descrita nos Estados Unidos e é desencadeada
pela crença de que se pode concretizar tudo se agirmos de maneira
acelerada. "Essa concepção leva, pelo menos, a outras doenças
crônicas geradas pelo estresse, como doenças cardíacas, arritmias,
úlceras de estômago ou tensão nervosa", comentam os pesquisadores
Lothar J. Seiwert e Ann McGee Cooper.

Eles explicam que o problema não é a velocidade em si, mas quando ela
passa a ser o único critério. "Na doença da pressa, você se apressa
sem perceber que, possivelmente, esteja errando o alvo", salientam.
Ao desligar rapidamente um telefonema, exemplificam, pode-se perder
um cliente por não perceber hesitações em sua voz. No entanto,
afirmam que o mais importante é notar que se pode passar pela vida
numa corrida para, no fim das contas, constatar que nunca se dedicou
direito à família, aos amigos e ao lazer. A pressa ao dirigir carros nas estradas é muito
conhecida por todos.

Para os pesquisadores, a pressa está relacionada aos avanços
tecnológicos, como fax, e-mail, internet, comunicação por satélite,
celular, meios de comunicação que fazem com que a informação chegue
mais depressa. Para se ter uma idéia, a cada vinte meses dobra-se o
número de informações; assim, recebe-se, no mínimo, o dobro de
correspondências e é necessário "arranjar" mais tempo para despachá-
las e assimilá-las.

"Quem não tem endereço eletrônico está "fora da moda" e a resposta por
e-mail é aguardada em, no máximo, 24 horas; a correspondência normal
é chamada de "correio de lesma" e a mania de telefone celular torna
todos acessíveis o tempo todo. Muitos têm a percepção de estarem
sendo ultrapassados; não é que os grandes dominem os pequenos, mas os
rápidos ultrapassam os lentos", avaliam, considerando que é por isso
que muitos se sentem oprimidos pelo tempo.

Lothar J. Seiwert e Ann McGee Cooper, autores do bestseller na
Alemanha "Se tiver pressa, ande devagar", afirmam que há um movimento
crescente em todo o mundo que propõe o equilíbrio temporal entre
pressa e o devagar. Trata-se do paradigma do devagar, que mescla
compromissos profissionais e satisfação pessoal, objetivos pessoais
de vida e realidade vivenciada.

REMÉDIO

Para curar-se da doença da pressa, explicam os autores, antes é
preciso perceber que se está doente e "decidir compensar o ritmo
alucinante de vida com uma mistura equilibrada e enriquecedora". Com
isso, garantem que haverá melhora na saúde, na capacidade de
desempenho a longo prazo e qualidade de vida. "Além disso, você
acrescenta melhores qualidades de liderança a seu estilo de trabalho
e torna-se modelo para outras pessoas que o amam, admiram e confiam
em você", acrescentam.

O livro acaba de ser traduzido para o português pela Editora
Fundamento e poderá ser encontrado nas principais livrarias.

ÍTENS QUE LEVAM À CURA

1. Incluir, no planejamento diário e semanal, períodos vagos em que se
possa viver sem relógio.

2. Livrar-se do relógio de pulso à noite e nos fins de semana.

3. Planejar períodos para não se fazer nada.

4. Sonhar de olhos abertos, rabiscar descompromissado, tirar uma
soneca ou fazer uma caminhada sem destino certo.

5. Ao avaliar como foi seu dia, semana ou mês, dar a si uma
recompensa por criar um equilíbrio entre "fazer" e "ser", entre
cumprir sua agenda e cheirar uma rosa, entre ser eficiente e ser
consciente.

6. Incluir conscientemente em sua vida períodos de tranqüilidade e de
silêncio, ouvindo seu corpo, seus sentimentos, sua intuição: a
inspiração do gênio corresponde a alimentar-se do silêncio.



Rádio Câmara discute Síndrome da Pressa

A chamada Síndrome da Pressa foi o assunto discutido no programa
Palavra de Especialista, da Rádio Câmara, dia 21 de setembro de 2005 . O
programa, dirigido pela jornalista Daniele Lessa, recebeu a médica
Marilda Novaes Lipp, fundadora do Laboratório de Estudos do Stress da
Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, onde a síndrome
foi objeto de estudo. O programa também teve a participação do
diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, Luiz Alberto Hetem,
que falou sobre pressa e ansiedade.

Segundo os entrevistados, as pessoas com síndrome da pressa podem
desenvolver problemas de saúde graves, como doenças cardíacas e
gastrite. A pressa é estimulada principalmente no ambiente de
trabalho, onde muitos buscam sucesso e reconhecimento de forma
desenfreada.

Avaliação feita entre executivos e diretores pelo Laboratório de
Estudos do Stress mostrou que 90% possuem a doença da pressa. "As
pessoas se orgulham de fazer muitas atividades, mas com o passar do
tempo começam a adoecer e lamentar o tempo que viveram desta
maneira", explicou Marilda Lipp. Segundo a pesquisa, o comportamento
também acontece com motoristas e faxineiros.

"A ansiedade normal auxilia e até melhora o desempenho, mas a
ansiedade patológica causa muitos danos, pois paralisa a pessoa em
vez de torná-la mais eficiente", lamentou Luiz Hetem no programa.

A inclusão de um período de meditação no seu dia-a-dia também poderia ser um
antídoto contra a síndrome da pressa.

Palavra de Especialista é um programa da Rádio Câmara, veiculado toda
quarta-feira, às 08h30 da manhã e pode ser sintonizado em FM 96.9
MHz. Na internet o endereço é www.camara.gov.br/radio onde, além da
audição em tempo real, é possível acessar e baixar programas
jornalísticos e culturais.

(Fonte: www.vidaintegral.com.br).

Tuesday, December 27, 2005

 

Saúde e Alimentação

O homem adoece pelo simples motivo que ignora as leis da saúde, ou, quando as conhece, não as observa.

Nosso organismo é constituído de tal forma que nos avisa logo que transgredimos qualquer lei da saúde, porém, no nosso afã de viver, deixamos de atender às admoestações recebidas, preparando-nos assim para a crise chamada doença. A observação, ao menos parcial, de algumas das simples leis que regem a saúde, evitaria muitos males físicos.

Nossos pensamentos modelam nossa fisionomia e dão-lhe a sua expressão peculiar. Os nossos pensamentos determinam as atitudes, o aspecto exterior e até a forma de todo o nosso corpo.

A lei da beleza e a lei da saúde perfeita são uma só. Ambas dependem inteiramente de nosso estado mental, ou digamo-lo por outras palavras: da classe de pensamentos e idéias que projetamos para fora de nós e que de fora recebemos. A expressão de fealdade ou de maldade, que muitas pessoas oferecem, vem geralmente da inconsciente transgressão de uma lei, quer essa expressão se encontre em um jovem ou em um velho. Toda forma de decadência que aparece no corpo humano, toda a debilidade, tudo o que na aparência pessoal de um homem, ou de uma mulher, desperta em nós a repulsão, é o produto do estado mental predominante dessa mulher ou desse homem. O instinto nos leva a desprezar tudo o que é repulsivo e deformado, tudo o que dá sinais de decadência ou de enfermidade. Daí a tendência inata que existe no criatura humana de fugir a tudo o que é imperfeito e de solicitar e de estimar tudo o que é relativamente perfeito.

Cada novo corpo que temos usado, cada nova existência que temos gasto, nada mais é do que uma das várias vestes que o nosso ente espiritual usou; e o que chamamos "morte", não tem sido nem é outra coisa, senão o abandono desta veste, por ignorância dos meios de mantê-lo não só em bom estado, mas também de refazê-lo continuamente e dar-lhe maior força, beleza e vitalidade.

Forçoso é, pois, que cheguemos, se não for nesta, em alguma futura existência, a ser absolutamente perfeitos no físico, porque a evolução da mente, da qual a evolução de nossos corpos é apenas uma muito tosca imagem, se dirige constantemente para o melhor e o mais elevado, buscando as regiões da serenidade absoluta, da felicidade inacessível. Os nossos pensamentos estão sempre modelando os nossos músculos e põem a sua forma e seus movimentos em correspondência com o seu caráter.

Se nossos pensamentos são constantemente amáveis, nosso rosto tomará uma expressão amável; se, porém, a maior parte do tempo permanecemos em um estado mental rancoroso ou mal-humorado, esta espécie de pensamentos fixará em nosso rosto uma expressão antipática. Além disso, esses pensamentos envenenarão o nosso sangue, pois no próprio laboratório da nossa mente teremos gerado elementos tóxicos, embora invisíveis, sem contar que, à medida que formulamos essa espécie de pensamentos, pela lei da natureza atraímos elementos-idéias da mesma classe, formulados pelos outros seres humanos. É como se carregássemos um eletroímã, que é a nossa mente, e, em seguida, atraíssemos todas as correntes mentais da mesma natureza. Se pensamos em assassinatos e em roubos, nos colocamos em correspondência espiritual e em relação com todos os assassinos e ladrões do mundo.

Nossa mente pode, pois, fazer o nosso corpo formoso ou feio, forte ou débil, de acordo sempre com os pensamentos que formula e com a ação que sobre ela exerçam os pensamentos dos demais. Com tanta força opera a idéia ou o modo mental do medo, que várias pessoas, sob a sua ação, se tem tornado em poucas horas inteiramente branco o cabelo, como sucedeu a Maria Antonieta, poucas horas antes de ser guilhotinada. Os pensamentos angustiosos de irritação, de mau humor, afetam perniciosamente a digestão.

A lei do triunfo é a mesma lei da derrota, dependendo apenas do uso que se fizer dela. Envelhecemos porque acreditamos que há de ser forçosamente como a gente o diz. Podemos, portanto, converter a nossa mente em verdadeiro ímã, com o qual atraímos, segundo os nossos pensamentos, saúde ou enfermidade, riqueza ou pobreza, debilidade ou força.

Não se compreende como a humanidade tem podido resignar-se sem mais do que um débil protesto, a que o homem fosse adquirindo, à medida que envelhecia, maior peso e entorpecimento de seus sentidos e movimentos, vivendo nas piores condições, pelo menos metade de sua vida. A essa maior inércia, deu-se o nome de "dignidade". Por conseguinte, a um homem, um pai, um cidadão respeitável, um desses sustentáculos do Estado, convencionou-se que não fica bem correr e saltitar como um rapaz jovem, mas na realidade é porque ele não pode fazê-lo.

Enquanto o espírito e o corpo estiverem recebendo forças de qualquer origem que seja, não podem produzi-las, da mesma forma que o cavalo não pode trabalhar enquanto está comendo. Faríamos, portanto, um dispêndio inútil de forças, se enquanto estivéssemos comendo, a nossa mente estivesse também desagradavelmente ocupada com algum pensamento triste, grave preocupação ou em grande tensão de espírito, relativamente a qualquer assunto. Por essa razão também, o estudar ou ver televisão, enquanto se está comendo, há de acabar por nos causar um gravíssimo dano. Todo mau hábito mental que nos afeta ou domina fisicamente, só pouco-a-pouco e gradualmente pode ser modificado. Há pessoas que irão se gastando e enfraquecendo, sem notarem, devido a esses maus hábitos, até chegar um dia em que o corpo depauperado veja-se completamente abandonado pelo espírito, dando-se o que os homens denominam "morte".

Quando comemos muito depressa, com o espírito cheio de ansiedade ou inquietação, atraímos forças e inteligências que nenhum prazer tomam em nossa refeição e a consideram antes uma operação incômoda e até talvez repugnante, esperando impacientemente que ela acabe o mais breve possível. Quanto mais elevada é a espiritualidade de uma pessoa, mais se depura também o seu paladar. Aquilo em que persistentemente pensamos (como a morte), virá a realizar-se certamente um dia, mais cedo ou mais tarde, no mundo material. Toda idéia ou pensamento acaba convertendo-se em uma parte de nós mesmos.

Os animais, que os homens denominam de irracionais, comem e dormem logo em seguida, e a sua digestão faz-se tão perfeita, completa e tranqüilamente, não só enquanto dormem como quando estão acordados (viva a "siesta"!). Negando ao corpo aquilo que ele nos pede, causamos-lhe grave dado (portanto, vá ao banheiro assim que o seu corpo pedir).

A pessoa que se mostra tão severa com o seu próprio corpo, com certeza o é para com os outros também, e vê sempre com maus olhos todos aqueles que não aceitam nem praticam a sua extrema austeridade. Porém, isto vale também para o Amor.

É evidente que os homens vindouros deixarão de ser carnívoros, tornando-se mais vegetarianos e frugívoros, porquanto gradualmente irão aumentando neles os elementos espirituais, de forma a não terem necessidade do emprego da carne, nem o desejo de comê-la se lhes fará sentir. É uma crueldade enorme e uma grande injustiça tirar a vida física aos animais apenas para satisfazer o nosso gozo.

Não cairemos novamente em nenhuma espécie de excessos quando a mente se tiver elevado muito acima deles (não mais será "a mente que mente"), porque a purificação do espírito é que purifica o corpo e nunca o corpo que corrige o espírito.

O primeiro passo que devemos dar para a obtenção do poder ou faculdade de evitar e curar todas as doenças, consiste em arremessarmos para bem longe da nossa mente a falsa crença de que, com o avançar da idade, a nossa força mental se esvai ou, pelo menos, diminui ou pode diminuir, o que é uma verdadeira impossibilidade. Podemos exaurir e extenuar o corpo físico, debilitando-o, até chegar a morrer, mas a Força invisível e energia mental, que é quem atua nesse corpo e o faz agir, essa nunca enfraquece e nem morre.

Essa força pode chegar a tornar-se incapaz de atuar com eficácia no corpo e pode ser dissipada e perdida em pessoas que dispersam sua energia mental em todas as direções, sem conseguir fixar o pensamento numa só coisa por dez minutos seguidos. A força mental emana de um só centro e, para aproveitar toda a sua energia, é necessário concentrá-la num ponto fixo, sem o que ela se dispersa, perdendo-se miseravelmente. O homem possui uma força mental sempre progressiva e que, sem cessar, essa força pode ser aplicada para fortalecer e dar nova vida ao corpo. Só a posse dessa idéia proporciona-nos já um poder espiritual imenso.

Toda doença tem a sua verdadeira sede na mente (é psicosomática), e que tudo quanto nos ocasiona ou pode ocasionar dor ou miséria para a mente, também será causa de dor e miséria para o corpo. Se nos assustarmos, logo o nosso corpo sente repercutir-se nele o medo, debilitando-se e sentindo esvaírem-se-lhe as forças de tal modo que, muitas vezes, se não o amparam, ele cai inerte por terra (literalmente pode-se "morrer de medo").

É justo e razoável que o corpo, como instrumento natural do espírito, procure gozar de todos os prazeres que não causem dano ao espírito. Não é útil nem proveitoso que o corpo, o instrumento, possa obrigar o espírito, seu senhor, a formular esta ou aquela "petição". O espírito só agirá livremente quando puder formular as suas petições com inteira independência do corpo e das circunstâncias que rodeiam este.

Em estados de excessiva timidez ou depressão moral, a maior parte das vezes temos que lutar mais com o invisível do que com o visível e a realidade física. O poder das trevas, ou antes as inteligências malévolas e invisíveis, que povoam o espaço imenso, se dispersam e emanam em todos os sentidos, esforçando-se por dificultar a realização dos nossos melhores planos ou mesmo deitá-los por terra, investem contra nós, fazendo brecha pelo nosso lado fraco que eles muito bem conhecem, tocam uma das nossas cordas mais sensíveis e criam uma grande dificuldade, onde talvez não houvesse nenhuma. Por que lhes é permitido fazerem isso? Porque temos de criar, por nós próprios, uma força capaz de se opor à sua e neutralizá-la ou anulá-la totalmente. Se estivéssemos e nos sentíssemos constantemente protegidos, nunca adquiriríamos a força necessária para nos defender por nós mesmos. Quando, mediante uma prolongada luta contra um estado de depressão mental ou excessiva timidez, chegamos por fim a adquirir uma tal ou qual quantidade de força, esta força já é propriedade nossa e nunca mais nos abandonará.

Não tentemos fazer tudo de uma só vez, nem pensemos em tudo quanto há para fazer. Proceder desse modo produzir-nos-á tal fadiga e aborrecimento, que constitui uma verdadeira doença para a mente, terminando sempre, sem a menor dúvida, por gerar uma doença física. Se algum dia sentires enfraquecer os teus olhos, não recorras imediatamente aos óculos, qualquer que seja o grau; deixa apenas os teus olhos repousarem durante alguns meses. Nenhum dos órgãos do corpo humano padece tanta fadiga como os olhos, os quais obrigamos a ler as minúsculas letras dos nossos impressos, em geral demasiado pequenas. É como se tentássemos de sobrecarregar os nossos músculos com um peso superior às suas forças.

O cansaço dos olhos pode ser devido a alguma fraqueza do corpo, debilidade que terá talvez como origem, alguma perturbação mental: medo, angústia ou dor, pois toda e qualquer perturbação mental esgota as forças físicas. O repouso é o verdadeiro caminho para que todo o órgão físico sobrexcitado ou excessivamente fatigado possa recuperar as forças e robustez primitivas; portanto, isto mesmo se dá também com a vista. Uma só força invisível, mas sempre a mesma, é que alimenta todos os órgãos do corpo. Ora, usando óculos não descansamos nossos olhos, não estimulamos a sua força própria, aplicando-lhe uma lente artificial, que concentra a luz para lhe fazer ver o que ainda não conseguira fazer ver com a lente natural.

A nossa força mental pode, por si só, arremessar para longe do corpo todos os elementos mortos, ou pelo menos os já inúteis e incapazes de reproduzir a vida. Quando a mente deixa de se utilizar do corpo e este morre, é porque a mente perdeu toda a faculdade de afastar de si as matérias mortas que atrapalham a ação dos órgãos.

É o nosso espírito que alimenta a enfermidade e a saúde. A maioria das doenças que nós padecemos provém da falta de repouso. O verdadeiro descanço é tão necessário para a mente como para o corpo. Só conseguimos viver as nossas dezenas de anos porque descançamos nosso corpo como o nosso jejum noturno diário!

A pausa que se faz entre a entrada e a saída do ar dos pulmões, que deixa em completo repouso os nossos órgãos físicos, descança também a mente. O respirar, com ritmo e profundidade, traz aos pulmões maior quantidade de ar, e o ar é um alimento, mais necessário e indispensável que nosso pão. Os males que o homem sofre atualmente provêem todos, ou quase todos, do mundo invisível.

A excessiva obesidade é proveniente da falta de força para expulsar do corpo as matérias mortas. A magia não é outra coisa, senão o meio de obter resultados materiais, sem a intervenção de agentes físicos visíveis. Todas as coisas do mundo físico se realizam graças ao poder da magia (do mundo invisível). A magia nada mais é do que o uso inteligente das forças que em nós estão latentes ou nos rodeiam. A força mental pode ser acumulada e armazenada por um só ou por muitos indivíduos. O poder mental de Jesus Cristo permitiu-lhe realizar os fenômenos qualificados depois como milagres.

Toda a dor e toda a enfermidade de qualquer natureza, nada mais é do que o resultado dos esforços que o espírito faz para se libertar e purificar, ou para arremessar para longe do corpo tudo o que o molesta ou lhe dificulta a ação elevadora. O nosso espírito é uma coisa muito diversa do nosso corpo. O nosso espírito é uma potência e o corpo é apenas o seu instrumento, que ele utiliza nas fases da sua existência terrena encarnada.

Uma forma, sempre perniciosa e de péssimos resultados, consiste em nos mantermos na crença firme de que somos apenas um corpo físico, o único que pode estar doente, e que a sua cura só depende dos remédios materiais e, se persiste o seu estado de fraqueza e doença, é isso apenas devido a não se acharem os meios de combatê-los eficazmente, sem nunca pensarmos que possa ser o meio pelo qual se lançam para fora do corpo grandes quantidades de elementos físicos, que por ter caído em um estado de inércia ou de morte, não podem já ser utilizados pelo espírito.

Indica isso uma completa ignorância da existência do espírito, e essa ignorância aumenta a intensidade e a mortalidade das doenças físicas, até que por último o nosso verdadeiro e único poder, o espírito, se torna incapaz de sustentar por mais tempo um corpo semimorto e, por fim, o abandona, como quem se alivia de uma carga excessivamente pesada. É a este ato do espírito que chamamos de morte, mas na realidade é apenas o abandono, pelo espírito, de um fardo que já não podia carregar.

Muitas pessoas que apenas chegaram aos sessenta anos, andam curvadas ou cabisbaixas e vacilantes, ou têm fraquíssimos os sentidos físicos; são verdadeiros expemplos vivos de que o espírito que utilizam tais corpos está na mais completa ignorância de que possui poder suficiente para recuperar e regenerar esse mesmo corpo, de forma que agora todo esse poder, precisamente por ter acreditado exatamente no contrário, foi empregado na destruição do próprio corpo.

A cada elemento de verdade que o espírito absorva e incorpore em si, sofrerá também o corpo uma favorável e feliz transformação: os nossos músculos, o sangue e os nossos ossos são a expressão material e a correspondência física da ordem de pensamentos que prevalece em nós. Se o que constitui a matéria invisível da nossa personalidade mudou, há de forçosamente mudar também a parte visível do nosso ser, pois ambas estão sempre em perfeita correspondência.

Toda a dor vem do esforço empregado pelo espírito para infiltrar nova vida a qualquer parte do corpo. E quando cessa o espírito em seus esforços, chega ao fim toda a dor e produz-se a insensibilidade total do corpo, sinal da morte física. A enfermidade é a "verdadeira terapêutica" em execução. O espírito que aceitar os velhos erros da humanidade, indubitavelmente fará adoecer, por mais forte e resistente que seja, o corpo de que se utiliza. Quando o espírito adoece, o corpo também acaba por adoecer.

Os períodos de doença física, porém, acabam sempre por trazer-nos uma saúde mais perfeita, devido ao fato de que, se a mente segue na direção boa e reta, impulsiona o corpo para segui-la. O espírito busca a maneira de pôr o corpo em perfeita concordância consigo mesmo e tenta expelir dele todos os velhos pensamentos de morte em que o corpo tem sido educado (Viva à imortalidade física!!). Só o que tem por base a verdade, pode ser eterno. A doença é apenas um meio para a renovação das partes velhas do corpo.

Nada há de novo debaixo do sol, dizem, e é certo; mas há inúmeras coisas ainda atualmente desconhecidas para nós e que, quando as conhecermos nos maravilharão, tão novas elas nos hão de parecer. Não nos é possível apoderarmos de uma só vez do "elemento novo". Só podemos receber a verdade em pequenas doses, pouco a pouco, pois que uma inesperada claridade, demasiado viva, pode cegar-nos. Assim, uma súbita revelação das possibilidades da vida, que não esperávamos nem para a qual estávamos preparados, seria forçosamente origem de transformações físicas, também excessivamente súbitas, capazes de produzirem um verdadeiro desequilíbrio entre o espírito e o corpo e até destruir inopinadamente este último.

Esse abandono dos elementos velhos para serem substituídos por outros novos, há de ser sempre obra de um processo perfeitamente graduado. Sucede mesmo com a digestão. Alimentos em excesso, tomados de uma só vez, perturbam as funções do estômago e muitas vezes lhe causam grandes dores. Toda idéia é uma força e é inconveniente receber maior quantidade de força do que aquela que se pode apreciar bem e utilmente, pois a força excessiva antes contribuirá para a destruição dos tecidos do corpo, do que para a sua conservação.

Uma criança criada na crença de que só o corpo físico constitui o seu verdadeiro ser e que esse corpo nenhum poder encerra, não só contém em si própria o que poderia ser chamado "a semente de todas as enfermidades", mas também dirige quase todo o poder do seu espírito pelos piores caminhos, alimentando e fortalecendo toda a espécie de enfermidades até chegar, afinal, a fazer o seu próprio corpo inabitável para o espírito.

Milhares de mancebos e donzelas fortes e sãos vivem na crença errônea, de que, chegando aos cinqüenta anos, este seu vigor atual começará a cair, o que engendra a sua crença, cada vez mais firme, na doença e na morte. Estes jovens não estão conscientes de que podem manter em bom estado o seu corpo, durante todo o tempo que lhe aprouver (imortalidade física!). A maioria não admite, nem sequer um momento, considerar uma idéia nova como uma possibilidade verdadeira. Não há nada mais perigoso do que permanecer neste estado mental, sem dar lugar a quaiquer reflexões, repelindo toda a idéia nova ou ainda pouco conhecida.

"A verdade far-nos-á livres", está escrito nos textos bíblicos, e certamente assim é. A verdade libertar-nos-á de todas as variadíssimas formas que o sofrimento moral ou físico toma. E quando o Espírito divino dominar completamente dentro de nós, terão as lágrimas deixado para sempre de brotar dos olhos dos seres humanos; completa e eternamente feliz será então a humanidade.

Um grande abraço, Rui.

Fonte:
Prentice Mulford, "Leis da Saúde e da Alimentação" (Extraído do livro Nossas Forças Mentais), Editora Prof. Francisco Valdomiro Lorenz, 2005.

Monday, December 26, 2005

 

Nada é por Acaso

"Crise é ocasião de oportunidade", ditado chinez.

Tudo na vida depende do modo como você olha. Todas as situações têm vários lados. São suas crenças que vão determinar como você vai lidar com elas. Agora, as leis cósmicas são perfeitas e vão agir dentro da verdade, independente de nossas ilusões.

Quando ajo errado, não sou punido pela vida. A vida nunca pune. Ela ensina do seu jeito próprio. Sinaliza de diversas formas, tenta advertir as pessoas provocando situações nas quais elas podem perceber a verdade, mas para os resistentes, que se acomodam e não querem mudar, ela permite que colham os resultados de seus enganos, para que aprendam o que já estão maduros para saber.

É preciso observar, prestar atenção aos fatos à nossa volta. Conhecer e aplicar as leis da vida significa ir pela inteligência e sofrer menos. Quem percebe os primeiros avisos da vida e retifica seu caminho, vive melhor. Para entender as leis universais, observe a vida. Ela nos fala por sinais, e aprende-se experimentando. É preciso estar atento. Um acidente, um fato desagradável, pode ser uma advertência. Uma desilusão é a visita da verdade, tentando restabelecer o equilíbrio adequado.

Na miséria, onde tudo falta, valoriza-se a falta, em vez de agradecer o que já se tem. É viver relacionando o que falta. Aí, sempre há uma passividade, em que a pessoa acredita que não merece algo melhor ou não é capaz de progredir.

A instrução é importante, mas o mais importante é saber aproveitar as oportunidades. Se você observar a vida de uma pessoa que obteve sucesso em todos os aspectos, perceberá que ela nunca perdeu uma boa oportunidade. Nunca teve medo de ousar, de mudar e procurar aprender.

Com vontade de progredir financeiramente, uma pessoa pode fazer coisas erradas. Mas é fácil avaliar isso: ao analisar uma situação, devemos perguntar: essa minha atitude vai trazer benefício para todos os envolvidos? Se a resposta for sim, pode-se aceitar a situação sem medo. Caso contrário, e se prejudicar alguém, não aceite.

A opinião da maioria nem sempre está absolutamente certa. Se eu errar, prefiro que seja por minha própria cabeça. Depois, errar é natural para quem experimenta, e tenho aprendido muito mais com meus erros do que com meus acertos. Os erros ensinam, marcam para sempre.

As crianças sofrem muito a influência do ambiente familiar. Quando pensamos, lançamos à nossa volta energias conforme a qualidade dos nossos pensamentos. Suas preocupações criam um ambiente energético negativo, que influencia seus filhos (e os animais domésticos).

O medo, quando não é provocado por uma situação real de risco, pode ser dissipado pelo conhecimento dos fatos. O otimismo não só nos ajuda a viver melhor, mais felizes, como também contribui para a manutenção da saúde física e mental.

Há muito preconceito com relação ao dinheiro ("Os pobres são as pessoas honestas"). Entretanto, ele é necessário para fazer o bem, desenvolver a ciência, aliviar o sofrimento humano. Não há mal em querer melhorar de vida, ter dinheiro. Ele é valor, e em si não é bom nem mau. Depende do uso que fazemos dele. É um bem quando usado com inteligência a favor do progresso e um mal quando é acumulado sem proveito ou em prejuízo dos outros.

Ficar arrependido de algo feito não basta. A experiência, o conhecimento, têm seu preço. Ninguém conquista a sabedoria sem aprender o valor de cada sentimento. Não deve-se sentir diminuído porque cometemos um erro. O erro identificado é o preço do crescimento.

A vaidade é má conselheira. Não dê importância ao orgulho. Deixe falar seu coração. Nada acontece por acaso. Os desafios da vida são preciosas oportunidades de amadurecimento. Lembre-se de que o entendimento eleva, traz discernimento, amadurece, enquanto o julgamento limita, dificulta, atrai sofrimento.

As revelações ocorrem dentro de cada pessoa, no momento em que a pessoa precisa delas. A vida é sábia e não joga para perder. Quando ela traz um desafio, é porque a pessoa já está madura para vencê-lo. Ninguém é vítima e nada ocorre por acaso. A justiça divina responde a cada um conforme o que se dá. É a lei da vida.

Cuide do corpo que lhe foi dado como instrumento de progresso, sem o qual você não poderia viver na Terra. Quando você se deprime, quando não se aceita como é ou relaxa com a saúde, você está atuando no mal. Quando você dá importância a idéias negativas, quando entra na maledicência e no julgamento dos outros, você está no mal.

Quando você entra nas ilusões do mundo e quer parecer o que não é, está negando seu espírito, sua verdade. Este tipo de mal é um dos mais comuns e é o que traz os maiores sofrimentos. Depois, há a responsabilidade coletiva. Precisamos retribuir os benefícios que o Planeta nos oferece, respeitando a natureza e todo ser vivo, tornando o mundo mais bonito, mais limpo, mais habitável.

É prazeroso ajudar os outros, porém a ajuda só funciona quando sentimos amor no coração. Não é fácil ajudar com inteligência e a favor do que a pessoa precisa realmente. Às vezes, na tentativa de ajudar uma pessoa, metemos os pés pelas mãos, interferimos indevidamente na vida alheia, e sem querer agravamos seus problemas.

Tudo na Terra é material, inclusive nosso corpo de carne. Este é o mundo das formas. O dinheiro serve, assim como tudo que há neste planeta, para permitir ao espírito interagir com as coisas materiais e viabilizar as realizações de amadurecimento interior. Sem ele, assim como sem o corpo de carne, ninguém conseguiria realizar nada neste planeta.

Este planeta é apenas um dos lados da realidade. O outro é a essência, o que está atrás do mundo material. Dinheiro é valor. Quando bem utilizado, proporciona progresso, conforto, bem-estar. Infelizmente, nossa cultura valoriza a pobreza, faz dela uma qualidade louvável, uma prova de honestidade, sem perceber que tanto a honestidade quanto todas as boas qualidades são atributos do espírito. É ele quem comanda o mundo material e é dele que depende o uso bom ou ruim que se faz de tudo que há aqui. Respeitar a matéria, seja em que estado ela estiver, é próprio dos espíritos evoluídos. Diante das leis Divinas, você responde apenas por você, pelas suas atitudes. Viver neste mundo é utilizar todos os recursos que ele nos oferece para o progresso do nosso espírito e o bem-estar de todos.

Não espere do outro aquilo que ele nunca poderá lhe dar. O fato de você querer que uma pessoa aja de certa maneira, não muda a realidade da outra pessoa. Não se magoe por a outra pessoa não ser do jeito que você quer. Cada um é só o que é. Se seus pais lhe dessem tudo, provavelmente você se acomodaria nas facilidades, sob a proteção deles, e não teria grande evolução nesta vida. Saber que nunca estamos sozinhos, que do nosso lado há sempre um espírito bom (o "anjo da guarda") nos inspirando, ajudando, é muito confortador.

A coisa mais importante que aprendi é a não julgar. Para resolver qualquer desafio, o primeiro passo é tentar manter o equilíbrio.

Quando a vida une um grupo de pessoas, numa mesma família, lhes dá a oportunidade para eliminar assuntos mal resolvidos de outras vidas (de encarnações anteriores). Precisamos confiar, o medo nos enfraquece. O passado nos procura quando surge a oportunidade de resolvermos velhos problemas inacabados. Cultivar a culpa faz baixar nosso padrão energético. Sigamos via inteligência ao invés de ir pela dor. Quando nos tornamos melhores, estamos melhorando o mundo.

Também não é por mero acaso que você está lendo as informações deste blog... :))
Um grande abraço, Rui.

Fonte: Zibia Gasparetto, Nada é por acaso, Vida & Consciência Editora Ltda., novembro 2005.

Labels: , , , ,


Saturday, December 17, 2005

 

Oscar Quiroga - 10


REFLETIR E DESILUDIR-SE

Aqui na Terra nossa humanidade deve refletir sobre os acontecimentos, especialmente aqueles que a chocam, porque desintegram suas ilusões. Desiludir-se é uma fatalidade contida no próprio ato de iludir-se, o qual os seres humanos praticam de cabeça abaixada, desejosos de aceitar qualquer mentira, desde que sedutora, que lhes impeça reconhecer o caminho e todas suas responsabilidades. As desilusões se repetirão até que nossa humanidade, pelo processo purificador da reflexão, decida sair desse círculo viciado. Mas, atenção! Desiludir-se não é o mesmo que tornar-se cínico, pois essa atitude só confirma o desejo de iludir-se, reconhecendo apenas que isso nunca acontecerá. Desiludir-se é abraçar a verdade, e libertar-se com ela.

Labels:


 

Imortalidade Física - 1

Este assunto constitui um dos Segredos de Estado (25/6/2005) comentado anteriormente. É um tema tabu proibido, ridicularizado em todos os países do mundo.

Um grande número de pessoas acredita, corretamente, que temos uma alma, ou espírito, imortal. Os espíritas e os hinduístas acreditam, por exemplo, que este espírito humano já habitou muitos corpos físicos, através de inúmeras re-encarnações. Porém, quando se aventa a hipótese de que a vestimenta espacial (corpo físico) utilizada por esse espírito imortal, neste planeta, também pode ser imortal, o número de pessoas que acredita neste tipo de imortalidade decresce consideravelmente. No entanto, temos registros históricos de pessoas que viveram próximo, e acima, de 1.000 anos, como o Matusalém [969 anos] da Bíblia e os patriarcas dos Vedas indianos, com vidas de milhares de anos. Para mim, pessoas que vivem encarnadas por mais de 600 anos são pessoas fisicamente imortais que resolvem deixar voluntariamente (não compulsoriamente) sua vestimenta física por ter já adquirido todos os conhecimentos que poderia aprender com esse veículo. Os céticos dirão que esses registros históricos são apenas lendas. Será??

É bastante óbvio que o corpo que temos não foi construído por nós nem pelos nossos pais. Foi portanto um presente que ganhamos de uma enorme inteligência [via Natureza], que muitos chamam de Deus. Além de Deus criar o seu corpo, Ele está fazendo seu corpo funcionar corretamente neste exato instante: você não se preocupa em fazer seu sangue circular, sua digestão ser feita, etc. , não é mesmo? Mas tudo isso está sendo feito corretamente neste exato instante. Como o seu corpo é um presente divino, ele possui as características de Deus na sua constituição. Uma das características de Deus é sua imortalidade espiritual e física, como podemos observar pela imortalidade física do Universo Físico que podemos detectar com nossos sentidos físicos. No universo não existe morte, apenas transformações! Vale sempre o Princípio de Conservação da Energia: A energia nunca é criada e nunca é destruída, apenas é transformada. E nosso corpo físico é apenas uma concentração de energia, não é mesmo? Portanto, se pensarmos a respeito, iremos verificar que o nosso corpo físico possui o potencial de uma existência eterna. Porém, vemos ao nosso redor pessoas descartando-se de seus corpos físicos ("morrendo") de maneira rotineira e compulsória. Por que?

Como somos seres divinos, temos uma série de características divinas. Uma das características de Deus, é que Ele constroi todas as coisas físicas utilizando a força do Seu Pensamento. Portanto, nós também materializamos tudo através do uso do nosso pensamento. Como fomos catequisados para acreditar que um dia "teremos que morrer" (largar o corpo físico), passamos a aceitar e a alimentar diariamente essa idéia e, portanto, iremos concretizar esse ideal: será uma profecia auto-realizada! E iremos mudar de residência para o cemitério...

Deus nos deu um presente chamado de "livre-arbítrio". Esse presente pode ser utilizado de forma correta ou errada (como uma faca, por exemplo). Quando usado de forma incorreta, nos leva à morte do corpo físico, por darmos rotineiramente a esse corpo um tratamento completamente errado.

Somos todos imortais!

[continua]

Saturday, December 10, 2005

 

A Fonte da Juventude


Um espanhol, chamado Ponce de Leon, tentou achar esta fonte na Flórida, mas não conseguiu. Um inglês, apelidado de Coronel Bradford, descobriu os segredos desta fonte em um mosteiro do Tibet: ele saiu velho, quando foi para esse mosteiro, e voltou um jovem. Os segredos divulgados por Bradford estão relatados em um pequeno livro [73 páginas], chamado "A Fonte da Juventude", escrito pelo norte-americano Peter Kelder e publicado, no Brasil, pela Editora Best Seller. Vou fazer, abaixo, um resumo dos pontos importantes desse livro.


A fonte da juventude está dentro de cada um de nós e pode ser colocada em funcionamento excelente através de cinco tipos de exercícios, chamados de cinco ritos. Iremos apresentá-los logo a seguir. Antes, porém, vamos apresentar algumas informações que servem de base para o entendimento teórico desse assunto.

O corpo humano possui sete centros principais de energia, correspondentes às sete glândulas endócrinas, e os hormônios produzidos por essas glândulas regulam todas as nossas funções corporais. Recentes pesquisas médicas descobriram indícios convincentes de que até mesmo o processo de envelhecimento é regulado por um hormônio. Tudo indica que a glândula pituitária começa a produzir um "hormônio da morte" por ocasião do início da puberdade. Aparentemente, esse "hormônio da morte" interfere na capacidade de nossas células utilizarem os hormônios benéficos, tal como o "hormônio do crescimento". Como resultado, nossas células e órgãos pouco-a-pouco vão se deteriorando e, finalmente, morrem.

Os sete centros de energia do corpo poderiam ser chamados de vórtices. Os hindus os chamam de chacras. Trata-se de poderosos campos elétricos girantes, invisíveis ao olho humano, mas cuja existência é indiscutível. Cada um desses sete vórtices centra-se em uma das sete glândulas do sistema endócrino e estimula sua respectiva produção de hormônio. São esses hormônios que regulam todas as funções corporais, incluindo o processo de envelhecimento.

O primeiro vórtice, o mais baixo, tem seu centro nas glândulas reprodutoras. O segundo centra-se no pâncreas, na região abdominal. O terceiro tem como centro a glândula supra-renal, na região do plexo solar. O quarto vórtice centra-se na glândula timo, na região do coração. O quinto, na tireóide, no pescoço. O sexto tem como centro a glândula pineal, situada na parte posterior da base do cérebro. E o sétimo vórtice tem seu centro na glândula pituitária, que fica na parte anterior da base do cérebro.

Num corpo humano saudável, todos esses sete vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a energia vital, também chamada de "prana" ou energia "etérica", flua de baixo para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas, se um ou mais desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo da energia vital fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Num indivíduo jovem, esses vórtices estendem-se para fora do corpo, mas nos velhos, fracos e doentes, eles mal conseguem atingir a superfície do corpo. O modo mais rápido de se recuperar a saúde, vitalidade e juventude, é fazer esses centros de energia voltarem a girar normalmente. Existem cinco exercícios simples para tal finalidade. Qualquer um deles sozinho já é bom, mas os melhores resultados são alcançados quando se pratica todos eles. Esses exercícios não são para serem entendidos como ginástica. Os lamas do Tibete os chamam de "ritos", que será como os chamaremos.

Quanto ao número de vezes para praticar cada rito, o coronel sugere que, na primeira semana você pratique cada rito três vezes, cada dia. Depois, de semana em semana, vá aumentando as repetições de duas em duas [5 na segunda semana, 7 na terceira, 9, 11,13,15, 17, 19, 21], até estar fazendo cada rito 21 vezes por dia. A partir daí, estabilize neste número de repetições. Quanto à hora do dia para praticar os ritos, eles podem ser feitos pela manhã ou à noite, o que for mais conveniente. Sugere-se, também, um banho morno [não frio!] após a prática dos ritos.

RITO 1
Image hosted by Photobucket.com

Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.

RITO 2

Image hosted by Photobucket.com

Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.

RITO 3
Image hosted by Photobucket.com

Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.

RITO 4
Image hosted by Photobucket.com
Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.

RITO 5
Image hosted by Photobucket.com
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um 'V' invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial - deitado de bruços no chão - quando tiver completado todo o ciclo de repetições.

Pronto, eis aí o programa básico para rejuvenescer! O Coronel Bradford faz algumas outras recomendações suplementares: pouco sexo (ao qual ele associa um sexto rito), alimentação adequada (natural, pouco volume, pouca variedade numa refeição, mastigar bem, comer um ovo por dia, comer devagar, etc), usar adequadamente a voz, etc. Estes detalhes vocês podem ler no livro citado. Atualmete, existe um livro "A Fonte de Juventude - Livro 2", escrito pelos entusiastas do primeiro livro e editado, no Brasil, também pela Editora Best Seller. Ele é bem mais grosso que o primeiro [382 páginas] e contém, além das informações fornecidas acima, uma série de outras informações interessantes. Em particular, o Capítulo 5 deste Livro 2, apresenta detalhadamente os cinco ritos apresentados.

Bom rejuvenescimento, Rui. :)))

Fontes:
1. Peter Kelder, A Fonte da Juventude, Editora Best Seller.
2. Vários autores, A Fonte da Juventude - Livro 2, Editora Best Seller.

Labels:


This page is powered by Blogger. Isn't yours?