Saturday, September 30, 2006

 

Oscar Quiroga - 45


A EMERGÊNCIA DE UM MUNDO MAIOR E MELHOR


Enquanto isso, aqui na nave Terra tudo está em equilíbrio, e nossa humanidade não sabe o que fazer com isso, pois sempre achou que a realidade, a própria vida, só acontecia de vez em quando, nos momentos de glória ou trágicos. Entretanto, nada é como antes, nem nunca mais o será, nossa humanidade terá de começar a treinar sua mente para acostumar-se a acontecer a todo momento, perante cada situação, relacionando-se perfeitamente com todos os afazeres que, em conjunto, compõem a obra de cada indivíduo e a da espécie humana como um todo. Isso que até agora foi chamado de realidade sempre foi apenas uma caricatura, destinada a ser destruída pela verdade, que chega surfando na onda cósmica. O objetivo não é a destruição, mas a emergência de um mundo maior e melhor.

Friday, September 29, 2006

 

Oscar Quiroga - 44


DESCANSA, HUMANIDADE DE BOA VONTADE!


Enquanto isso, aqui na nave Terra, nada é nada, tudo é tudo, a retórica domina os relacionamentos institucionais, e se a esses domina, por que então não dominaria também os sociais e cotidianos? Esse mundo que parece tão real não passa de uma ilusão consensualmente destinada a tomar posse da realidade, mas toda ilusão depende de um número crítico de pessoas ter fé nela, e esse número vem decaindo ao longo dos primeiros anos deste terceiro milênio. Ainda que não tenha se estabelecido o número crítico contrário, o que inventaria uma nova realidade, o número de indecisos é enorme, e a dúvida é forte o suficiente para destruir o mundo, esse que não é mais, mas que se sustenta à força de retóricas. Descansa, humanidade de boa vontade, tudo procede de acordo com o plano maior!

Thursday, September 28, 2006

 

Oscar Quiroga - 43


NOSSA HUMANIDADE ANACRÔNICA


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade anda completamente anacrônica, retrógrada, tomada de furor passional e se esbaldando em sangrentas batalhas em torno de causas perdidas, e isso quando o cosmo a informou devidamente da necessidade de equilibrar-se, consolidando um relacionamento solidário, de modo ao plano maior se realizar. Nossa humanidade luta apaixonadamente por questões regionais, lhes outorgando importância sideral, sem perceber que assim mesmo assina sua sentença de autodestruição, dado já ter se deflagrado a inexorável sequência de acontecimentos que, tendo um de seus clímax entre os dias 18 e 20 de dezembro, deixará nossa espécie ante a visão planetária de seus problemas e soluções. E vai tentar dormir com um barulho desses!

Meu comentário: Antes deste prazo do Quiroga [18 a 20 de dezembro], existe o prazo de outro brasileiro, Jan Val Ellan (Rogério de Almeida Freitas), prevendo explosão de bomba(s?) de destruição em massa (atômica, química ou bacteriológica) no Oriente Médio, em torno do dia 4 de outubro de 2006. Em seguida, entre novembro/2006 e abril/2007, viria o contato público com extraterrestres (em particular, com Jesus Cristo). É esperar e conferir...

Tuesday, September 26, 2006

 

Oscar Quiroga - 42


O GOSTO PELO TORMENTO

Enquanto isso, aqui na nave Terra a inércia leva nossa humanidade a continuar se atormentando, porém, tal exercício tornou-se inútil. Entretanto, gosto é gosto, e andam por aí as almas atormentadas pelos seus próprios pensamentos, açoitadas pela culpa e remorso, incineradas pelo violento desejo de vingar-se de tudo que impede o avanço da ambição. Como pano de fundo, a vontade cósmica procede com seu ritmo alegre, por ser desapegada do tempo que tomar sua conclusão. Já deflagrou-se a inexorável seqüência de acontecimentos que atingirá seu clímax entre os dias 18 e 20 de dezembro, e que colocará nossa humanidade ante uma visão estarrecedora, tendo de abdicar de seus problemas regionais em virtude de algo superior, muito superior, que precisará ser atendido.

Sunday, September 24, 2006

 

Por que VOCÊ está se Matando Diariamente ??

Experimente viver sem cometer o suicídio diário criado pela Sociedade Escravagista!

Você possui um corpo físico imortal, pois você recebeu seu corpo de presente de quem o criou, Deus. Todas as criações de Deus têm duração ilimitada, como o Universo Físico que conseguimos observar com os nossos olhos físicos. No entanto, todos os dias você envenena seu corpo [o Templo Vivo de Deus] e, como conseqüência deste suicídio diário, você só consegue manter esse corpo vivo por menos de 100 anos, algo minúsculo em face de seu potencial eterno.

Vamos começar apresentando FATOS, e não suposições teóricas. O avô materno de meu pai, viveu bem de saúde durante 98 anos; a mãe de meu pai viveu 67 anos, padecendo durante muitos anos com a doença de Parkinson; um irmão de meu pai, que nasceu antes dele, morreu com 35 anos, tuberculoso; um outro irmão de meu pai, que nasceu depois dele, morreu com 36 anos, tuberculoso; eu estava morrendo aos sete anos de idade, e portanto não iria gerar mais descendentes. Note que cada geração sucessiva de minha família viveu 30 anos a menos que a geração anterior. Isto são FATOS e não TEORIA ou suposições ! Qual a CAUSA desses acontecimentos? A causa foi a manutenção da tradição de hábitos hereditários suicidas nessa família durante várias gerações.

Porém, eu estou vivo hoje, com 59 anos e duas lindas filhas, contando esses fatos para você, e meu pai está com 88 anos de idade, com uma saúde radiante! Que ocorreu, que levou ao rompimento da seqüência suicida? Ocorreu uma mudança de hábito (rompimento da tradição familiar), que me salvou da morte aos 7 anos de idade. Notar que nunca eliminamos um hábito, apenas o substituímos por um outro hábito. Sábia é a pessoa que substitui um mau hábito por um bom hábito.

Afinal, qual é o mau hábito suicida que todos os seres humanos deste planeta estão executando diariamente? O único grande Avatar que explicitou totalmente este ato suicida cometido por todos nós, que eu tenho conhecimento, ficou conhecido na história com o nome de Jesus Cristo, vide [1]. Por ousar divulgar este grande segredo, ele foi assassinado (crucificado) e este seu ensinamento desse segredo específico foi cuidadosamente censurado (eliminado do conhecimento público) no livro oficial de seus ensinamentos, a Bíblia Sagrada. Veja a explicação desse segredo, por Jesus:

- No seu corpo arde o Fogo da Vida.
- No seu fogão arde o Fogo da Morte (com temperatura acima da temperatura de seu corpo).
- A Vida só vem da Vida.
- Da Morte só vem Morte.
- A comida morta (cozida), ingerida continuamente, leva à morte do corpo (antes passando, geralmente, pelas fases de envelhecimento e doenças).

Tudo muito claro e simples, não é mesmo? Como eu, meu pai e minha mãe conseguimos implementar essas recomendações de Jesus?

Descontinuar um hábito ou vício que prejudica o nosso corpo é algo bastante complicado. Veja, por exemplo, como é difícil a recuperação de pessoas viciadas em drogas (cocaína, etc), em álcool, em fumo, etc. No entanto, toda a população mundial é viciada em comida cozida, pois alimentos cozidos são viciantes, enquanto que alimentos crus não viciam (não criam dependência). Romper com o hábito de comer morte (comida cozida e, geralmente, cadáveres de animais mortos) é muito mais difícil do que superar os outros vícios citados acima: a "síndrome da abstinência" é muito mais avassaladora, já que este vício da comida cozida nos foi incutido desde o útero materno, através da alimentação cozida da mãe grávida, que nos foi imposta durante todo o período uterino de nossa formação corporal. Meu pai, não sabendo ainda deste "pequeno" detalhe, tentou salvar minha vida, aos 7 anos, fazendo uma mudança radical e instantânea da alimentação morta (cozida) para a alimentação viva (crua). Essa abordagem, para resolver o meu problema de saúde, como previsível, não funcionou, pois a síndrome de abstinência foi muito forte em nós três. Então, ele arquitetou um "plano de guerra" para superar este obstáculo.

O Plano consistiu em comer 100% cru durante 5 dias por semana [de segunda a sexta-feira] e durante os dois dias de final de semana [sábado e domingo] comíamos de tudo, para saciar o desejo da droga (comida cozida) reprimido durante cinco dias. A idéia envolvida no Plano é a seguinte: como se passa mais que o dobro do tempo [5 x 2] com a alimentação correta (crua), com o tempo o corpo irá se adaptar, e posteriormente exigir, a uma alimentação correta o tempo todo. Esse "regime de transição" demorou vários anos, mas, no final, funcionou corretamente para meus pais. Para mim não funcionou completamente pois eu saí do ambiente familiar salutar e me casei. O ambiente é extremamente importante para poder descontinuar um vício, como todos os drogados sabem.

Por que existe uma diferença tão acentuada entre um alimento cru e um cozido? Uma das razões é este trecho [2]:

"
Nosso corpo físico é formado de células vivas e vibrantes. Essas células se juntam para formar os tecidos, órgãos e fluidos do nosso corpo. Todas as partes de nosso corpo vibram aproximadamente na faixa de 60 a 70 MHz (megahertz = um milhão de hertz = um milhão de ciclos por segundo): fígado entre 55-60 MHz, colon 58-63 MHz, estômago 58-65 MHz, topo da cabeça 60-70 MHz, etc. [3]. Um bolo de chocolate fornece baixa energia, correspondente a vibrações na faixa de 1 a 3 MHz; um Big Mac 5 MHz, frutas e vegetais verdes na faixa de 70 a 90 MHz. Se sua dieta básica for de Big Macs e chocolates, você terá deficit de energia nos seus órgãos, que leva ao acúmulo de toxinas e ao envelhecimento, com o passar do tempo. Prefira, portanto, frutas frescas e vegetais para energizar melhor todos os órgãos de seu corpo."

O "resumo da ópera", neste caso, é: alimentando-se constantemente de alimento cozido, todas as partes de seu corpo vivo irão diminuir suas freqüências de vibração. No entanto o seu Espírito, que é quem vivifica seu corpo físico, sempre vibra numa freqüência constante. Quando a diferença de freqüência entre a freqüência espiritual e a freqüência corporal torna-se muito grande, o espírito não consegue mais manter uma sincronia com o corpo, energizando-o e vivificando-o, e é literalmente expulso da latrina que se tornou o corpo dessa pessoa viciada em comida cozida. A "latrina" pode ser identificada pelo cheiro horrível das excreções emanadas desse corpo, como fezes, gases, urina, suor, hálito, etc. A saída (expulsão) do Espírito do corpo vivo torna o corpo morto.

Um outro ponto indispensável que precisa ser tratado, quando falamos de vida (comida crua) e morte (comida cozida), são as ENZIMAS (enzymes, em inglês) [4]. Enzimas são portadoras de energia, de vida. Poderíamos chamá-las de "força vital". Não conseguimos ver as enzimas com o olho nú, mas nós conseguimos ver a vida e a energia que é o resultado da ação das enzimas. Pegue duas amêndoas, uma crua e a outra torrada, e plante as duas em um solo fértil. Em três semanas, a amêndoa torrada irá se desintegrar no solo. A amêndoa crua, depois de certo tempo, irá dar nascimento a um belo pé de amêndoas, que irá gerar milhares de outras amêndoas. Portanto, a diferença entre uma amêndoa torrada e uma amêndoa crua é a diferença entre a vida e a morte. Uma das amêndoas possui enzimas e a outra não. A crua leva dentro de si o potencial da vida (enzimas), e a outra teve suas enzimas eliminadas pelo cozimento (pela temperatura elevada). Se levássemos essas duas amêndoas (a crua e a torrada) para um cientista e pedíssemos para ele analisar ambas as amêndoas, este cientista não iria ver qualquer diferença nutricional entre essas duas amêndoas. Ambas as amêndoas possuem a mesma quantidade de cálcio, potássio, sódio, magnésio, zinco e cobre, como se ambas fossem absolutamente equivalentes, nutricionalmente falando. Porém, como o exemplo acima mostra, uma leva em si a vida, via enzimas, enquanto a outra leva a morte (falta de enzimas, destruídas pelo calor excessivo).

Por exemplo, quando você come uma maçã crua, essa maçã possui enzimas dentro de si que permite sua auto-digestão dentro do nosso tubo digestivo. Nosso corpo não precisa colocar um esforço adicional (gastando nossas próprias enzimas, nossa força vital) para digerir esta maçã. Mais tarde, esta maçã irá sair de seu corpo na forma de fertilizante e continuará a viver. Desta forma, você participa do círculo da vida. Tudo forma um círculo, é uma lei universal.

Quando você come uma maçã cozida, dentro de nosso corpo as nossas próprias enzimas precisam parar seus trabalhos de manutenção, como limpar o fígado, nos protegendo de tumores e evacuando toxinas aqui e ali, para vir digerir a maçã cozida que você comeu, que não possui mais enzimas próprias (eliminadas pelo cozimento). Quando esta maçã finalmente deixa seu corpo, no banheiro, ela está cheia de nossas próprias enzimas. Essas enzimas se vão embora para sempre. Comida cozida não contém enzimas vivas e, portanto, rouba enzimas de nosso corpo para poder digerir a comida morta/cozida. Estas nossas enzimas deixam, então, nosso corpo, deixando-o com menos enzimas do que antes de comer o alimento cozido (menos força vital). O Dr. Edward Howell, um famoso nutricionista, afirma que o norte-americano médio, na idade de 40 anos, possui apenas 30% de suas enzimas sobrando no organismo.

As enzimas são vida e energia. Nós somos seres humanos e somos seres espirituais. Nós precisamos de energia para nos mover e trabalhar e, também, para amar, compartilhar, nos comunicar e nos sensibilizar uns com os outros. Toda vez que nós comemos comida cozida nós perdemos enzimas. Em nossos corpos cheios de comida cozida, nossas enzimas estão tendo um trabalho muito árduo para nos manter vivos. Como as comidas cozidas não possuem enzimas, nosso corpo não as pode usar, obviamente. Portanto, o corpo trata a comida cozida como uma toxina/veneno e ele está apenas interessado em eliminá-la o mais rápido possível.

Afinal, como foi que TODA a humanidade se deixou enganar, para entrar em um processo de suicídio coletivo? Existem várias teorias para tentar explicar este fato. Vou comentar apenas uma delas, seguindo as informações divulgadas, por exemplo, pelo pesquisador inglês David Icke [5]. Praticamente toda a humanidade acredita que a única raça inteligente deste planeta é a raça humana. No entanto, segundo vários autores, exite uma outra raça de seres inteligentes que habita este planeta e
que está interessada na eliminação da raça humana, para ficar donos absolutos deste local da galáxia. Trata-se da raça reptiliana. Porém, os seres da raça reptiliana que conhecemos - como dragões, cobras e lagartos - possuem formas físicas bem diferentes da forma do corpo humano, e nós não temos observado qualquer ser reptiliano no topo de comando das atividades mundiais, não é mesmo? Se eles aparecessem abertamente, querendo aniquilar a raça humana, seriam eles facilmente aniquilados por nós. Portanto, qual a tática que eles estariam usando para controlar a humanidade dos bastidores, sem nós percebermos? Eles estão nos controlando através de seres da elite mundial (NWO, illuminati, etc) que possuem a forma humana, mas que não são seres totalmente humanos, são seres híbridos.

Os seres híbridos possuem uma mistura de genes humanos com genes reptilianos. A bem da verdade, todos nós temos esta mistura de genes, mas em nós a quantidade de genes humanos é muito maior que a dos genes reptilianos. Por exemplo, temos no nosso cérebro uma parte chamada de complexo-R [R de reptiliano], a parte reptiliana de nosso cérebro, responsável por nosso comportamento de "sangue-frio" e nossa obsessão por rituais e controle. Porém, nos manipuladores sociais a porcentagem de genes reptilianos é muito maior. Para manter indefinidamente o controle social, via esses seres híbridos majoritariamente reptilianos, os seres puramente reptilianos usaram, entre outros, o seguinte esquema: impuseram à população, em geral, de que os reis (esses seres híbridos majoritariamente reptilianos) possuem o direito divino de imperar eternamente sobre a população do país envolvido. Essas linhagens reais são muito preservadas ao longo do tempo, para manter a predominância da genética reptiliana (não se misturam com a ralé...). Nos países onde não há monarquia, os governantes são selecionados (não são, realmente, eleitos pela população) para possuirem o maior coeficiente reptiliano possível [Os EUA é um caso típico: George Bush (pai), por exemplo, é um ser majoritariamente reptiliano que, segundo dizem, consegue inclusive mudar sua forma física para a forma reptiliana].

Um caso reptiliano típico é a monarquia britânica dos Windsors [5]. David Icke conversou pessoalmente com Christine Fitzgerald, uma confidente íntima da Princesa Diana, assassinada através de um "acidente de carro". Christine contou a Icke que Diana chamava os Windsors de "os Répteis" e de "os Lagartos", e costumava dizer que "Eles não são humanos". Ela também contou que os Windsors são uma linhagem híbrida reptiliana. Já Arizona Wilder
[ originalmente Jennifer Greene ] contou a David Icke que ela conduziu vários rituais, com sacrifício humano, com participação da família real britânica, Tony Blair, George Bush, Henry Kissinger e muitos outros. Ela contou que a Rainha [Elizabeth II, El-Lizard-Birth] e a Rainha Mãe sacrificavam regularmente bebês e adultos em muitos locais de ritual satânico, incluindo o Castelo de Balmoral na Escócia. Durante esses rituais a maioria das pessoas presentes mudam a forma física do corpo para uma forma reptiliana. Sobre Elizabeth II, Arizona diz:

"Eu vi ela sacrificar pessoas e comer a carne delas e beber o sangue delas... Quando ela muda de forma física, ela fica com uma face longa de réptil, quase como um bico e ela fica com uma cor branco-pálido... Ela também têm algumas saliências na cabeça e seus olhos são muito assustadores. Ela é muito agressiva...Eu também vi o Príncipe Charles mudar para a forma reptiliana e fazer todas as coisas que sua mãe faz. Eu os vi sacrificar crianças. Existe uma grande rivalidade entre eles na hora de ver quem come que parte do corpo das vítimas e quem irá absorver o último suspiro da vítima e roubar a sua alma."


Em outras palavras, os sacrifícios humanos aos "deuses" que existiam na antiga humanidade continua hoje em dia entre os membros da elite de nossa sociedade. O sacrifício de crianças é enorme, pois muitas dessas crianças não são registradas (são geradas especificamente para sacrifício) e, portanto, não é notado o desaparecimento oficial delas. Os reptilianos precisam de níveis hormonais dos mamíferos (nós) para manter os códigos mamíferos abertos e, conseqüentemente, manter a forma humana, já que seu estado de "linha-base" é reptiliano e seus códigos mamíferos fecham-se se eles não consumirem suprimentos freqüentes de sangue humano. A história do Conde Drácula, apesar de ser uma ficção, tem muitos pontos verdadeiros...

[Continua]

Referências:

[1] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz [The Essene Gospel of Peace], Editora Pensamento.
[2] Blog Saúde Perfeita (http://saudeperfeitarfs.blogspot.com),Nossa Conexão Cósmica, 30.abril.2006.
[3] Palestra de Anthony (Tony) Robbins: Alkalize and Energize.
[4] Victoria Boutenko, 12 Steps to Raw Foods.
[5] David Icke, Tales from the Time Loop, Bridge of Love Publ., 2003.

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Oscar Quiroga - 41


VAI FICAR MAL


Enquanto isso, aqui na nave Terra deflagrou-se a inexorável seqüência de acontecimentos que atingirá seu ápice entre os dias 18 e 20 de dezembro, colocando definitivamente em xeque o suposto domínio que nossa humanidade exerce sobre os acontecimentos. Vai ficar mal para os líderes mundiais, vai ficar mal para as grandes corporações, e mesmo que por ventura, aproximando-se o fim de ano pareça que nada demais acontece, de um momento a outro se rasgará o véu dessa ilusão que consensualmente chamamos de realidade. Como preparar-se? Fincando a verdade na alma, recusando-se a participar de quaisquer mentiras e, principalmente, estabelecendo diariamente uma rede de relacionamentos corretos, baseados no respeito ao próximo, e ao distante também.

 

Oscar Quiroga - 40


DEFLAGRA-SE O INEXORÁVEL


Enquanto isso, aqui na nave Terra, deflagra-se a inexorável seqüência de acontecimentos que atingirão seu auge entre os dias 18 e 20 de dezembro, e que fazem do circo político que acontece por aqui um mero detalhe regional, pasto para a vaidade de personagens locais, mas de pouca transcendência para o vasto panorama de acontecimentos mundiais, que conduzirão nossa humanidade a uma visão estarrecedora de sua posição. Pode até ser que respingue um pouco dessa magnificência planetária no circo político regional, e que os personagens locais ainda achem que têm certa importância, mas pensamentos assim são os que assinam a segura sentença de tragédias que os coloquem em seu devido lugar. Observem os acontecimentos e meditem sobre a seqüência.

Thursday, September 21, 2006

 

Oscar Quiroga - 39


EQUILÍBRIO OU FINGIR


Enquanto isso, aqui na nave Terra o equilíbrio se instala no seio de nossa humanidade, e eis que essa nossa espécie, acostumada a acontecer de vez em quando, em momentos dramáticos e trágicos, ou de excelsa glória, não sabe como comportar-se na invariabilidade dinâmica, que se chama equilíbrio. De repente, nossa humanidade tem de acontecer a todo momento, esquecer aquele mito de a vida só ocorrer de vez em quando, e dedicar-se, por isso, a acontecer diariamente, através de todos os relacionamentos e aspectos menores, porque todos juntos, a soma de todos os acontecimentos, resulta nessa rara condição, que é o equilíbrio. E agora? O que fazer se não há vencedores nem vencidos? Fingir, eis o que nossa humanidade fará, em vez de responder ao chamado cósmico do equilíbrio.

 

O Poder Curativo do Tato


A pele é o maior órgão em extensão de nosso corpo. Ela é responsável pela nossa
noção de individualidade, delimitando aquilo que chamamos "nós" daquilo que chamamos o ambiente que nos cerca. Será que, de forma rotineira, estamos tratando adequadamente o maior órgão do nosso corpo?

Os filmes de desenho animado de Walt Disney costumam transmitir muitas verdades ocultas, que passam despercebidas para a maioria das pessoas que os assistem. Por exemplo, aqueles olhos de bichos que brilham no escuro é algo que pode ocorrer com certos "bichos" presentes em nosso planeta. Com relação ao assunto de toque, é muito emblemático, no filme "Branca de Neve e os Sete Anões", que a Branca de Neve é curada de sua doença (coma) pelo toque (beijo) do Príncipe Encantado. Realmente, o toque permite (facilita) a transmissão de energia curativa para o interior de nosso corpo. Existe uma imortalista, chamada Sondra Ray, que diz que o que mais a humanidade sente falta, hoje em dia, é do toque de pele com pele. Na antiga China, a importância do toque foi amplamente reconhecida, dando surgimento a uma série de terapias que envolviam toque, como Shiatsu, Do-In (auto-toque), Tui-Ná, etc. Essas técnicas de massagem estão presentes até hoje, junto com inúmeras outras técnicas ocidentais e orientais (Shantala, etc). Uma outra forma de toque pele contra pele, reservada para pessoas adultas, é a atividade sexual na região genital (encontro da "espada com o santo graal"...) que permite a transmissão de energia e emoções sui-generis. Como vimos, para não perder a energia posta em movimentação (mas, pelo contrário, usá-la para a melhoria da nossa saúde), neste caso, ambos os parceiros (masculino e feminino) não devem chegar à sua dissipação através do orgasmo.

Existe, no entanto, um outro tipo de toque que promove nossa saúde, que é o toque de nossa epiderme com os quatro elementos da Natureza que nos rodeiam: ar, água, luz solar (fogo da vida) e terra. Com relação ao ar, sabemos que não podemos passar muitos minutos na ausência dele, por morrermos envenenados pelo acúmulo excessivo das toxinas que geramos em nosso interior. Quantas vezes você toma "banho de ar" em todo o corpo? Só quando vai tomar banho de água? É muito pouco, já que respiramos pela pele tanto quanto respiramos pelos pulmões. Ao bloqueamos a respiração da pele, pelo uso intensivo de roupas, sobrecarregamos a atividade de respiração através dos pulmões. Lembro-me, a esse respeito, do caso de um folião, na época de Carnaval, que faleceu intoxicado por ter pintado todo o corpo com uma tinta impermeável, que bloqueou completamente a respiração cutânea, fazendo com que apenas o pulmão não fosse suficiente para expelir as toxinas geradas internamente no seu corpo. Na linguagem usada por Jesus [1], ele falava sobre as virtudes curativas quando do contato profundo (todo o corpo, sem usar roupa) da pessoa com o "Anjo do Ar".

Com relação ao toque salutar propiciado pelo contato de nossa pele com a água, sempre me vem à memória um fato relatado pelo imortalista Leonardo Orr, em [2]: "Meu amigo Igor Tscharkovsky passou trinta dias em uma piscina de água, 24 horas por dia. Não só isto o curou de todas suas enfermidades como também o converteu em um gênio". A maioria das pessoas apenas tem esse contato íntimo com a água durante alguns minutos diários, na hora de seu banho diário (geralmente não é um banho de imersão em banheira, piscina, rio, etc., que é mais salutar do que os banhos simples de chuveiro). Na linguagem de Jesus [1], devemos nos contactar, por fora e por dentro (lavagem intestinal), com o "Anjo da Água". E lembrar de agradecer por seu toque salutar...

A luz solar transmite facilmente a energia solar ao nosso corpo, quando ela entra em contato com nossa pele. Esta luz possui um enorme efeito bactericida e pode eliminar determinados sintomas doentios em questão de minutos (como anemia, por exemplo). Um "banho de sol", em um corpo todo nu, poderia ser tomado em conjunto com o banho de ar e o banho de água em uma praia de nudismo, por exemplo. Ou em sua casa, se você transformá-la em um campo de nudismo... Jesus [1] fala, neste caso, da ação benéfica do "Anjo da Luz Solar".

Com relação à ação benéfica do contato de nossos pés descalços com a terra, me vem à lembrança o caso da pessoa que mais viveu no Brasil, desde Pedro Álvares Cabral: uma mulher mineira chamada Maria do Carmo Jerônimo. Ela teria vivido 129 anos, sempre com os pés descalços! Afinal, Jesus dizia [1] que "da morte só vem morte" e nós costumamos andar constantemente com a morte em contato com os nossos pés, usando sapatos e chinelos feitos de substâncias mortas... É bom também notar que nossas roupas também são feitas de substâncias mortas, e ficam em contato com boa parte de nossa pele... Jesus, na referência citada [1], também dizia que as deformidades ósseas nos nossos pés podiam ser eliminadas enfiando os pés em lama (terra), e deixando atuar o "Anjo da Terra"...

Bons contatos para todos(as), Rui.

Referências:
[1] Edmond B. Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Ed. Pensamento.
[2] Leonard Orr, Manual de Sanación, Ed. Las Acacias - Argentina, 2005.

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Wednesday, September 20, 2006

 

Oscar Quiroga - 38


A MENTE E A MORTE


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade vai onde seus pensamentos a levarem, e se por acaso ela não souber como conduzir essa dimensão misteriosa, que chama mente, então resultará que seu destino será confuso e intrincado, como se nada pudesse resolver-se nunca. Qualquer semelhança com o que acontece atualmente não é mera coincidência, aliás, é a exata coincidência entre o funcionamento da mente e a construção da realidade objetiva. Este é o momento da história evolutiva humana em que há dois tabus, que na verdade são o mesmo, que devem ser superados. Os dois que são um é o funcionamento da mente, e a morte. Quando nossa humanidade reconheça a dimensão da mente, reconhecerá também que a morte é uma ilusão.

Tuesday, September 19, 2006

 

Karma, Aprendento por Repetição


Se verificarmos os vários acontecimentos e informações, enfim, os fatos que nos ocorrem, iremos concluir que praticamente todos eles são repetições, com roupagens um pouco diferentes, dos eventos que já passamos outras vezes.


Levamos em nosso banco de memória uma película gravada com nossas histórias, que projetamos na tela das novas existências. Isso ocorre porque aprendemos por repetição.

Obviamente, por este raciocínio lógico, percebemos que se a história se repete, é porque os personagens que habitam nossa personalidade ainda precisam dessa representação e precisam aprender com o enredo da vida neste plano, para, a partir disso, passar para novos cenários e personagens.

Nós armazenamos, em cada existência, imagens e sentimentos que irão se manifestar conforme a necessidade deste personagem formado e que atrairá novos eventos, como novos personagens sintonizados nessa mesma freqüência. Estas são situações que ignoramos, pois geralmente atuam nos níveis do Inconsciente.

Por isso, muitas vezes o indivíduo se vê em situações inexplicáveis e tendo atitudes que ele mesmo não entende, mas que automaticamente é levado em direção a ela.

Estas repetições não são exatamente idênticas, muito embora possam parecer. Elas são semelhantes, assim como a história de um filme, mas que diferem nos personagens e em algumas características dos cenários, fases, etc. Na verdade, elas se repetem em oitavas diferentes, podendo ser com pouquíssimas evoluções ou em graus bastante avançados, por estarem indo de encontro a um centro. Estas situações podem ser visualizadas como linhas espiraladas em torno de um cilindro ou de um cone, cortadas periodicamente por uma linha reta que constitui os pontos de repetição de um dado fato.

Os conhecimentos psico-espirituais nos auxiliam a acelerar estes avanços às oitavas superiores, onde cada experiência é aprendida mais rapidamente e as repetições são em níveis de densidade cada vez mais sutis.

A Consciência destas leis nos traz a certeza de que, através do autoconhecimento, chegamos às Esferas Superiores por caminhos mais curtos, superando assim as repetições kármicas das existências.

Para superarmos estas repetições cármicas excessivas, somente despertando a nossa Consciência Solar, pois ela ilumina os personagens com a sua Luz pura e, assim, o indivíduo torna-se mais consciente de cada lição vivida.

Fonte:
Edson Salgueiro, O Poder do Sol, em Benefício de sua Espiritualidade, Editora Roca, 1994.

 

Oscar Quiroga - 37


EQUILIBRE-SE


Enquanto isso, aqui na nave Terra, nossa humanidade, que adora dramas e tragédias, dado essas condições resultarem em histórias dignas de ser filmadas e que, por isso, apesar da tortura incluída, trariam também a fama, pois bem, ela se encontra hoje em equilíbrio, e não sabe o que fazer com isso, porque nunca se preparou para existir em equilíbrio. A alegria, por exemplo, dosada cotidianamente, e recuperada em dias como hoje, de Lua Vazia, aos olhos de personalidades ambiciosas, não seria um objetivo digno; melhor pisar no acelerador e criar confusão, pensam elas e eles. Porém, o universo é maior que os desejos periféricos de nossa humanidade, e está escrito que devamos todos, no tempo atual, existir em equilíbrio, inclusive, porque aspiramos a esse estado sem sequer conhecê-lo.

Thursday, September 14, 2006

 

Segredo Sagrado: O Código do Santo Graal


Entre os magos, o Santo Graal é o arcano maior. Só ele pode salvar os casais do dilúvio dos sofrimentos. No cálice de Cristo está contido o maior segredo do universo. No entanto, "
Nada está oculto, que não venha a ser revelado, nem tão secreto que não venha a se saber. O que digo a vocês nas trevas, digam na luz, e o que vocês ouvem, ao pé do ouvido, proclamem sobre os telhados" (Mateus, 10:27).

Reza a lenda...

Melquisedeque entregou o Santo Graal a Abrão, que nele depositou o maná do deserto. Mais tarde, por meio da Rainha de Sabá, o Cálix Bento foi levado ao templo de Jerusalém. Depois de submeter o Rei Salomão a provas rigorosas, a Rainha lhe entregou a Sagrada Relíquia.

Jesus bebeu na Taça de Salomão na Última Ceia. Depois da Crucificação, o senador José de Arimatéia, auxiliado por Nicodemos, tirou o corpo de Jesus da cruz, encheu o Cálice com o sangue que manava das feridas do Mestre crucificado, envolveu-o em tecido precioso, colocou-o num túmulo e cobriu o local com uma pedra, para que os discípulos não pudessem levar o corpo.

A polícia romana invadiu a casa de José, à procura da Jóia Sacrossanta, mas não a encontrou. O senador havia escondido não só o Graal, mas também a Lança com a qual os soldados romanos feriram as costas do Salvador.

José não disse onde estavam os tesouros. Então, as autoridades o jogaram num horrível e afastado calabouço. Diz a tradição que José ficou preso por 42 anos. Durante a clausura, ele foi milagrosamente nutrido e consolado pelas jóias santas. Cristo apareceu e disse: "O inimigo, que nada mais fez do que espreitar os Homens para induzí-los ao mal, seduziu primeiro Eva; e, como toda a humanidade ficou aprisionada por causa de uma mulher, Deus quis que novamente, por meio de uma mulher, todos fossem libertados".

Ao sair do cárcere, o senador foi para Roma, levando o Santo Graal. Como lá os cristãos eram perseguidos pelo imperador Nero, José desviou o caminho pelo Mediterrâneo. Cumprindo as ordens de um anjo, enterrou o Cálice num templo espanhol localizado em Montserrat, na Catalunha. Com o tempo o Graal se fez invisível, e parte da montanha. Na época das Cruzadas, Lancelot, Parsifal, Tristão, Lonhengrin, Galahad e outros cavaleiros da Idade Média, como os templários, orientados por Santo Agostinho, buscaram o Graal pelo mundo a fora. Mas só o encontraram dentro de si mesmos.

Simbologia

Historicamente, o Santo Graal é uma relíquia inestimável, que deu origem a muitas adaptações cinematográficas e falsificações arqueológicas. Mitologicamente, a demanda do Santo Graal é um conto de fadas, onde o motivo principal é a busca de uma "preciosidade de difícil alcance" e a libertação de um feitiço, que é a ilusão da vida inconsciente. Religiosamente, o Graal é uma necessidade teológica, pois simboliza que a substância crística - seu corpo e espírito - continuam vivos, seja no vinho ou na hóstia consagrada. Psicologicamente, o Graal substitui, no imaginário coletivo, o coração de Cristo como receptáculo do seu sangue.

No livro Cruzada rumo ao Graal, publicado em 1933, O. Rahn tenta provar que o Graal foi um objeto sagrado dos cataristas (cátaros, gnósticos albigenses), que tinham uma doutrina neomaniqueísta. Contra a hierarquia e a corrupção eclesiástica, no Século XIII, eles foram perseguidos pela Inquisição e exterminados como heréticos no Sul da França. O autor acredita que os textos dos poemas do Graal ocultariam conteúdo cataristas que, devido à sua periculosidade, se revestiram de linguagem simbólica-mitológica, bíblica ou alquímica.

Entre os poetas do Graal, é ao alemão Wolfram von Eschenbach que cabe o mérito de ter aprofundado a relação entre o Cálice Consagrado e a Alquimia. Wolfram escreveu o livro Parsifal entre 1200 e 1207. Para ele, o Santo Graal, mais do que um recipiente, era a "grès", a pedra filosofal, jóia suprema só conquistada através da Alquimia, que é a ciência oculta do sexo (sexo sagrado).

O Santo Graal simboliza a matriz, o eterno feminino, onde está o elixir da longa vida. O recipiente (a vagina) e a lança (o pênis) são a pedra (a base) da vida. Nesse altar básico, tanto se pode realizar o milagre do matrimônio perfeito, e brindar o elixir, quanto se pode desperdiçá-lo pelos horrores da fornicação (sexo impuro).

O sacerdote deve beber o vinho da luz do Vaso Divino da Alquimia. Lancelote soube transmutar sua energia criadora, por isso bebeu do Vaso de Hermes, servido por Ginebra, a Rainha dos Jinas. Diz a sabedoria hermética: "Levantai bem vossa taça e cuidai de não verter ao chão o precioso vinho".

Tesouro oculto

Segundo o célebre psicólogo Carl Jung, é na Alquimia que a idéia do tesouro oculto encontra sua mais ampla e singular manifestação, porque se supõe que haveria na matéria algo precioso, oculto ou aprisionado, isto é, um espírito, cuja libertação ou transformação constitui a Grande Obra do mago.

Para os cientistas acadêmicos, o fogo provém da combustão. Para os cientistas da vida, a combustão provém do fogo, espírito ou essência que está naturalmente aprisionada em toda matéria. Eis a consciência ígnea de todo sábio. Eis o conhecimento gnóstico, divulgado por Jung, Krumm-Heller, Einstein, Steiner e outros cientistas da vida.

Segundo Paracelso (Século XVI), "todas as coisas são feitas de sal [terra/matéria], mercúrio [água/energia] e enxofre [fogo/espírito]". Para os alquimistas, tudo é substância, e ela é composta de corpo (não combustível) e espírito (combustível). Quando a madeira morre ao ser queimada, temos fumaça e cinzas. Alquimicamente, a cinza é o corpo morto da madeira, e a fumaça que se levanta ao céu é o espírito ou centelha da vida da madeira.

A crença de que uma fagulha de vida divina, caída do céu, acha-se prisioneira em toda matéria, passou a fazer parte da Alquimia graças ao complexo de idéias religiosas e filosóficas que eram correntes na região oriental do Mediterrâneo na época de Jesus. A maior parte dos cabalistas e gnósticos sustentavam esta crença. Um exemplo disso é a Árvore da Vida dos cabalistas, que traz a imagem da alma descendo de Deus através das esferas celestes, até seu cativeiro na matéria, o corpo.

Alquimia dos magos

Em 1530 foi promulgado em Veneza um decreto que condenava à morte os alquimistas. Perseguidos pela Igreja, eles souberam, como ninguém, preservar o maior segredo da vida, graças a uma linguagem química hermética que, até há poucos séculos, só era compreendida por iniciados em magia. A magnésia, por exemplo, na Alquimia simboliza o Cristo. São cinco os princípios básicos defendidos pelos magos da Química Oculta:

1 - O ser humano não tem uma alma, mas sim um ego ou pedra bruta, que por sua vez aprisiona uma semente crística (o ouro, a alma). Todos os homens são desalmados, com exceção dos maçons que trabalham na grande obra de lapidar a pedra bruta até alcançar o brilho áureo. Na mitologia grega, a bela Helena simboliza a alma, pela qual os guerreiros de Tróia tanto lutaram. Eles lutaram contra os mercúrios secos, ou seja, os demônios que constituem o ego, a pedra bruta dos defeitos psicológicos.

2 - O trabalho com a pedra, mais do que paciência, exige uma energia poderosa. Esse poder só pode ser encontrado nas energias sexuais. Livros, mestres, santos, mantras, psicologismos são inúteis, enquanto são se canalize a força sexual para a Grande Obra. O cimento usado pelos pedreiros da maçonaria provém do depósito: as glândulas sexuais. "Solve et coagula" (dissolva e combine) é uma das fórmulas alquímicas, que consiste em dissolver o ego e combinar os opostos na relação heterossexual. Espagíria é o outro nome que tem a alquimia: do grego "spân" (dissolver) + "ageirein" (reunir). O rei e a rainha se unem para erguer o reino alquímico emsua terra filosofal, construir uma realidade espiritual dentro de si mesmos - eis a Grande Obra.

3 - Na natureza, nada se cria e nada se aniquila, tudo se transforma. Assim ensinou o químico francês Lavoisier, no Século XVIII. No século seguinte, a russa Helena Blavatsky ensinaria o mesmo, em linguagem teosófica: "Se a energia crescente da paixão não encontra canais por onde possa escoar-se, ela aumenta a ponto de tornar-se mais forte do que a vontade, mais forte do que a razão. A fim de assegurar o seu controle, devemos conduzí-la para um outro canal, um canal superior. Assim, o amor por algo vulgar pode se transformar em amor por algo elevado, e o vício pode dar lugar à virtude se o seu curso for alterado. Os antigos diziam que a natureza não comportava nenhum vácuo. Não podemos destruir ou aniquilar uma paixão. Se ela for expulsa, um outro impulso elementar virá tomar o seu lugar. Deveríamos, assim, não tentar destruir o que é inferior sem nada colocar no seu lugar, mas sim substituir o inferior pelo superior; o vício pela virtude, a superstição pelo conhecimento".

4 - Tal como é acima é abaixo (assim no céu como na terra). Esta é a sagrada Lei das Correspondências, ensinada pelos grandes lamas, cabalistas e alquimistas da História: Hermes, Salomão, Krishna, Lao-Tsé, Buda, Pitágoras, Platão, Aristóteles, Plotino, Avicena, Santo Agostinho, Basílio Valentim, Zósimo de Panópolis, Agripa, Lúlio, Nicolas Flamel, Paracelso, Isaac Newton, Saint Germain, Cagliosto, Roger Bacon, Fullcaneli, Jorge Adoum.

No mundo material, para se ter um "veículo do ego" (o corpo), é necessário exteriorizar as mesmas energias. E a força capaz de gerar é a única capaz de curar. O princípio é homeopático: semelhante cura semelhante.

5 - O sexo é a pedra fundamental. Sem ele a vida não rola! O ser humano não é filho de nenhuma teoria, escola ou religião (é resultado do ato sexual); na crua raiz de sua existência, só existe um José, uma Maria e o sexo. A vida é a arte do encontro, e o sexo é inerente à vida como o sangue à carne.

Segundo o célebre poeta Walt Whitman, "o sexo contém tudo. Tudo nele está contido, ou como parte dele ou como sua razão de ser". A sexualidade, base existencial de todas as coisas, é a necessidade elétrica de todo ser vivo e tem suas raízes nas camadas mais profundas da psicologia humana. Além de ser o motor da História, o sexo é uma das mais sofisticadas formas de comunicação. Por meio dele, trocamos sensações e sentimentos impossíveis de serem expressos por palavras.

O ser humano foi a única criatura capaz de transformar o sexo em erotismo e refletir sobre o fato de que ninguém é feliz sozinho, porque o homem só encontra a si mesmo através da mulher, e vice-versa. Segundo a esoterista Dion Fortune, "sempre que nos pomos em contato íntimo com uma alma, como se faz durante a união sexual, criamos um vínculo cármico e passa a existir uma relação entre ambos durante longos anos".

Segundo os alquimistas, acreditar que o Homem possua uma alma imortal pode ser muito poético, mas nada tem de verdade. Pois, se a alma é uma coisa que temos assegurada, porque as religiões insistem tanto pela salvação dela? Se o Homem tem uma alma eterna, porque teme a morte? Se o Homem possui uma alma divina, para que serve tantas filosofias e religiões? Para consertar o que é divino?

Milagre da água benta

Não existe pesquisa científica que comprove a existência, preexistência ou inexistência da alma. Porém, já existem conclusões científicas que comprovam a revitalização orgânica mediante "águas" ou energias sexuais estimuladas mas não expelidas.

O fisiologista francês Brown-Séquard, com sua teoria das secreções internas, e o neurologista austríaco Sigmund Freud, com sua teoria da sublimação da libido, foram os primeiros a introduzir as verdades alquimistas nos domínios da Ciência ocidental.

A palavra "hormônio" provém do grego e significa "ânsia de agir, força de ser". Hoje, todo endocrinologista sério sabe que as glândulas sexuais são cápsulas que excretam e incretam hormônios: excretam para reproduzir, e incretam para revitalizar. A alquimia nada mais é do que incretação sexual intensificada e voluntária. Eis a verdadeira transmutação do chumbo (substância ou matéria) em ouro (energia ou espírito). O sábio Einstein transcreveu essa verdade para a linguagem da Física: E = mc2. Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. Energia é matéria acelerada ou sublimada, e matéria é energia desacelerada ou condensada.

Alquimistas não são materialistas nem espiritualistas. São realistas. E sabiam, séculos antes dos endocrinologistas, que os hormônios sexuais não exteriorizados inundam o sistema sanguíneo e chegam às diferentes glândulas de secreção interna. Com isso, ocorre uma superestimulação responsável pela produção maior de lisossomos, que animam todo o sistema nervoso, ampliando nossos sentidos, percepções, e substituindo a doença por saúde.

Há algumas décadas, a Sociedade Oneida, nos Estados Unidos, confirmou esse fenômeno. Vinte e cinco casais voluntários foram monitorados por determinado tempo. Foi ordenado que esses casais tivessem relações sexuais, com penetração, mas sem que houvesse o êxtase final da mulher ou a ejaculação do homem. Submetidos a estudos clínicos, os cientistas notaram o aumento de hormônios no sangue, a revitalização cerebral, a ampliação da potência sexual e o desaparecimento de várias enfermidades.

Na tradição grega, "ambrósia" era o nome do licor ou manjar dos deuses do Olimpo, que dava e conservava a imortalidade. Em linguagem alquímica, este licor, também chamado de amrit ou bindu, é o fluido hormonal do cérebro, cujo desperdício no intelectualismo e no sexo desenfreado seria responsável pelo envelhecimento e desarranjos circulatórios.

Segundo o gnóstico Karl Bunn, Alquimia é a ciência ou a arte de transmutar os metais pesados contidos nos testículos do homem e nos ovários das mulheres. "Portanto, se alguém perde sua matéria ou sua energia sexual, não tem o que transmutar. A energia sexual é perdida não somente pelos espasmos sexuais. Também se perde essa energia pelo estresse, pelas crises ou explosões de ira ou manifestações egóicas; ou ainda pelos excessos de atividade intelectual, física ou emocional".

O terapeuta brasileiro Sérgio Savian diz que existem muitas vantagens em não se chegar ao orgasmo comum durante a relação sexual. Uma das vantagens é que a pessoa desfruta mais tempo do sexo e armazena a energia para a própria vitalidade. Quando os parceiros se familiarizam com a possibilidade de não ter o orgasmo, eles se sentem muito mais energizados, dispostos, e a relação tende a ser mais vivaz e duradoura. Segundo Savian, "o fato de não gozar permite que você circule a energia ativada para os centros superiores, experimentando o orgasmo em níveis bem mais elevados... Pode ter experiências extra-sensoriais... pode ter acesso a uma felicidade profunda... pode ficar muito agradecido, e até falar com Deus".

VITRIOLO é uma das chaves dos alquimistas. Esta sigla quer dizer: "Visita Interiora Terrae Rectificando Invenies Occultum Lapidem" (Visita às entranhas da terra, que retificando destilarás a pedra oculta). A chave está no vidro líquido flexível: o sêmen, o mercúrio, a substância cristônica, o cristal maleável, as águas genesíacas que devem ser trabalhadas dentro do laboratório orgânico. O fornilho do laboratório são o membro viril (espada) e a vagina (graal) conectados.

A água é, inquestionavelmente, o elixir da vida por excelência. O controle das águas (mercúrios) é o controle da vida. Aristóteles (384-322 a.C.) diz, em Luz das Luzes, que o mercúrio deve ser cozido em um tríplice recipiente de vidro muito duro. O recipiente deve ser redondo com um pequeno pescoço. Esse recipiente é o pênis, que deve ser fechado hermeticamente com uma tampa, isto é, deve-se tapar bem os órgãos sexuais para impedir que a matéria-prima da Grande Obra se derrame.

Pérola aos povos

No induismo, o mantra está para o som, tal como o yantra está para o visual; e o tantra, ao relacional. Tantrismo supõe um sistema de relações. Para essa filosofia, a qualidade de vida sempre dependerá do modo como nos relacionamos com a natureza, com as pessoas, com a cultura e, sobretudo, com o sexo oposto.

O tantra surgiu como sistema há mais de cinco mil anos na Índia. Como toda verdade, é malquista pelas multidões; o tantrismo, nome da alquimia hindu, permaneceu oculto por milênios até que passou a atirar pérolas aos porcos, com o advento da era de Aquário, em fevereiro de 1962. A partir dessa data, a onde apolínea (mental) se quebrou, e a onda dionisíaca (intuicional) de Urano passou a dominar todo o planeta. Dionísio, deus do vinho, simboliza o conhecimento prático, corporal. É sob essa influência energética que surgiu a revolução sexual dos anos 60, e a Alquimia passou a ser a ciência-chave da nova era. Gnósticos, iogues e budistas do tantra entregaram este conhecimento milenar por amor, ou seja, mesmo sabendo que tal sabedoria seria profanada, sobretudo pelo povo ocidental.

Segundo Pierre Weil, doutor em Psicologia, "a cultura oriental criou formas de exercício sexual bem mais completas e compensadoras, mais baseadas no exercício do erotismo do que na busca do orgasmo a qualquer custo. Os exercícios tântricos são um exemplo dessa forma de prática sexual desconhecida no Ocidente".

Na Índia, esses exercícios são chamados de Tantra Yoga, Gnana Yoga, Kriya Yoga, Sahaja Maithuna, Kundalini Yoga, Budismo Vajrayana. No Ocidente, essas técnicas são mais conhecidas como Magia, Alquimia, Tantrismo, Hermetismo, Gnose, Rosa-Cruz, Santa-Cruz, Sexo Zen, que são nomes diferentes para uma mesma prática que consiste em estabelecer a cruz mágica: penetrar o pênis na vagina, manter a conexão e a estimulação do prazer, e descruzar sem que haja o clímax do prazer carnal. No mundo ocidental, essa técnica pode ser entendida como um "coito interrompido, sem ejaculação posterior".

Essa energia não desperdiçada no curto-circuito orgásmico, segundo os alquimistas, seria capaz de, mais do que manter a saúde, curar diversas enfermidades e desenvolver o sexto sentido. Esse último poder é conquistado quando, depois de muito treino, a libido sublimada (energia kundalini), altamente estimulada, sobe pelas 33 vértebras da coluna vertebral até o cérebro. As 33 vértebras, segundo os maçons, representam os 33 anos de sacrifício sexual por que deve passar todo cristão ou rosa-cruz autêntico, a fim de que se encha o cálice cerebral ou Santo Graal.

Além de poder detonar o hiperorgasmo espiritual, nesse percurso, a energia sexual sublimada desperta os chakras básicos, cada qual responsável por determinada virtude, poder e cura.

Segundo o alquimista cristão Samael Aun Weor, "nossos sete chakras são sete igrejas internas. Cada uma dessas igrejas contém a sabedoria de um período cósmico. Quando abrimos os sete selos das sete igrejas do livro humano, por meio da espada da Kundalini, então as sete igrejas nos entregam toda a sabedoria cósmica dos sete períodos cósmicos e nos fazem omniscientes".

Eis a verdadeira religião ou religação do ser humano com seu real ser: Deus. Assim, levantando a Serpente (Kundalini) no deserto, Moisés, com sua "vara" (medula espinhal), dominou as "águas turbulentas do mar" (mercúrios da paixão). Mais tarde, Jesus também mostraria o domínio sobre as "águas", caminhando sobre elas e agindo sobre elas. Assim como a primeira lição do Velho Testamento é sobre as águas fenesíacas, o primeiro ensinamento do Novo Testamento é uma lição de alquimia sexual. Nas bodas nupciais de Caná (o sexo), o Cristo transforma a água (libido) em vinho (luz espiritual).

As 33 vértebras pelas quais passa a água viva equivalem aos 33 graus da maçonaria ou 33 pirâmides (pira=fogo + mide=medida). Segundo um gnóstico português, "infelizmente, a sagrada maçonaria, que antigamente ensinava os mistérios do Graal, hoje não passa de 'machonaria' política".

Quem tiver ouvidos de ouvir, ouça

A Bíblia está repleta de simbologias que nos remetem à alquimia. A palavra "Belém", por exemplo, significa "torre de fogo" em caldeu. A aldeia de Belém, no sul da Judéia, ainda não existia na época de Jesus. Porém, simbolicamente se diz que Jesus nasceu em Belém. Beleno era o deus Sol dos germanos e babilônios. "Belém" é uma alegoria que representa a torre a ser levantada dentro do Homem com o fogo de Pentecostes, do cóccix ao cérebro. Este fogo sagrado, que Prometeu roubou do céu, é também chamado pelos alquimistas de Enxofre, Kundalini, Paloma, Espírito Santo, TAO, INRI (sigla de "Igner Natura Renovatum Integra": "o fogo renova a ratureza incessantemente"). Epifânia é o nome da festa religiosa celebrada no duodécimo dia depois do Natal (6 de janeiro, Dia de Reis), em comemoração à revelação de Jesus como Cristo aos cristãos, nas pessoas dos reis magos. Entretanto, todo alquimista sabe que os reis magos nunca existiram fisicamente. São, unicamente, o símbolo das cores da Pedra Filosofal (do árabe Al-Kimia), também chamada de Pedra da Castidade ou Grande Obra. O rei mago da cor negra simboliza o primeiro testemunho da alquimia, quando as águas são negras; o rei mago da cor branca alegoriza o processo das águas se tornando claras; o rei mago amarelo simboliza as águas tomando o brilho do ouro.

O Cristo de Luz só ressuscita no coração humano através da imaculada concepão. Todos nós podemos ficar "grávidos" do Menino de Ouro, o Filho do Homem. Como sabemos, toda gravidez é uma questão sexual. Este é o Segundo Nascimento ou Batismo, ensinado por Jesus a Nicodemus: "Em verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus... Aquele que não nascer da Água [mercúrio seminal] e do Espírito Santo [fogo do amor], não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do espírito, espírito é" (João, 3:5).

O fogo [triângulo para cima, masculino] e a água [triângulo para baixo, feminino] formam Ur-Anas (fogo-água) ou Urano, o Selo de Salomão ou Estrela Guia, que anuncia o Cristo. "Ditoso aquele que saiba beber das águas puras em matrimônio perfeito, porque nunca mais voltará a ter sede... Guardem o sexto mandamento da lei de Deus... não fornicar!", diz o cristianismo primitivo. "Venerado seja o matrimônio de leito imaculado!" celebrou o gnóstico São Paulo de Tarso.

Em Provérbios (5:15), está escrito: "Bebe a água da tua própria fonte e os filetes de água do meio do teu próprio poço... Sejam tuas águas apenas para ti e não para os estranhos. Mostre-se abençoado o teu manancial, e alegra-te com a esposa da tua mocidade".

Não só a Bíblia, mas outros livros sagrado, revelam o segredo do Santo Graal para quem tem ouvidos de ouvir. Em As Mil é Uma Noites, temos a história do rei Xariar, que, desiludido das mulheres (pois foi traído pela esposa), ordenou ao assessor que lhe trouxesse uma donzela por noite. Depois de possuí-la em leito de luxúria, mandava matá-la na manhã seguinte. Por fim, chegou a vez de Xerazade, a formosa filha do assessor. Esta, porém, utilizou uma estratégia. Noite após noite contava ao rei uma história fascinante; mas, interrompendo-a habilmente ao clarear o dia e retomando-a ao cair da noite, conseguia manter sempre vivo o interesse do monarca, que sempre adiava a morte de Xerazade.

Neste conto, "adiar" pode ser entendido como "deixar, eternamente, a morte para amanhã". Não é por acaso que os franceses chamam o orgasmo de "petit mort" (pequena morte".

Se Oriente

O cotidiano estressante do Homem ocidental o força a chocar seu corpo contra algum outro para aliviar as tensões acumuladas no dia-a-dia. Os ocidentais desconhecem o superorgasmo, porque são apressados e se contentam com um prazer menor, que julgam maior.

Antigos iogues, taoistas e alquimistas, mais sensíveis às vozes do corpo, perceberam que depois do orgasmo comum, o corpo fica fraco, preguiçoso. Então, decidiram se reeducar sexualmente. O sexo seria para degenerar ou para regenerar? Qual seria o verdadeiro objetivo do sexo, além da reprodução, do alívio das tensões e do entretenimento?

Os sábios chegaram à conclusão de que, além da função reprodutiva (instintiva) e recreativa (prazerosa), o sexo tinha uma função religiosa (religação espiritualizante). Desde Adão, o Homem fez do sexo uma pedra de tropeço e degeneração. Todavia, esse mesmo Homem também pode fazer do sexo um altar de regeneração. Gautama, o Buda, sentado quatro dias com suas noites em profunda meditação à sombra da figueira (força sexual), alcançou a iluminação final.

O sexo começa a virar pedra de tropeço na adolescência, quando o ser humano, experimentando os prazeres do corpo, acaba confundindo orgasmo com espasmo. A masturbação geralmente culmina em espasmo genital. Filmes pornográficos mostram inúmeras cenas de espasmo genital. O espasmo é sempre muscular, enquanto o orgasmo, além de físico, é psicológico e espiritual. Para os mestres orientais, o espasmo nervoso é uma experiência limitada, diante do orgasmo transcendental, que é mais totalizante.

É possível ter espasmo sem orgasmo, e também orgasmo sem espasmo. A ejaculação (espasmo no homem) e o orgasmo só estão interligados na cultura ocidental, que se condicionou a achar que sexo é aquela "tremenda gozação" que se vê nas orgias e nos vídeos pornôs.

Muitos homens chegam a dizer que transar sem ejacular é um absurdo. Esses mesmos homens não percebem o absurdo que é derramar 7 milhões de espermatozóides, quando só se necessita de um para gerar uma gravidez. Um só espermatozóide escapa facilmente das glândulas sexuais, sem haver necessidade de ejacular o esperma.

De acordo com Dion Fortune, "a chave é a concentração da energia e não a fuga do mal... Deve-se dirigir as forças vitais para os planos onde elas são necessárias e inibi-las nos planos onde elas são desnecessárias no momento, não porque seja mau o seu uso, mas porque seria um desperdício. Para tanto, necessita-se do mais completo domínio de si mesmo, domínio tão completo que não se tenha necessidade de reprimir os desejos porque não se deve nem senti-los".

Adão e Eva

Segundo a Cabala, como era conhecida a religião oculta dos judeus, Adão não foi um só indivíduo, nem Eva uma só mulher. O mito de Adão e Eva simboliza os milhares de homens e mulheres da Lemúria, gigantesco continente pré-histórico que se afundou no Oceano Pacífico.

Os lemurianos se degeneraram moralmente, por mau uso do livre-arbítrio. O sexo desenfreado acabou atrofiando suas percepções espirituais. Segundo a antropologia cabalística, os casais da Lemúria sempre tinham suas relações sexuais dentro dos templos, assistidos pelos kummaras (sábios sacerdotes). Todavia, alguns lemurianos passaram a ter relações sexuais fora dos templos, contrariando as determinações religiosas.

Os casais se rebelaram contra a direção dos kummaras. Como conseqüência, acabaram perdendo suas faculdades transcendentais. Mais tarde, arrependidos, os casais tentaram entrar novamente nos templos, porém os sacerdotes impediram: "Fora, indignos!".

Os casais foram expulsos do Paraíso porque comeram do fruto proibido. Ou seja, deixaram de lado a santidade e o amor no sexo, e se entregaram à paixão carnal e à perversidade. Por isso, perderam suas faculdades mágicas. A partir daí, o homem passou a trabalhar duramente para sustentar a mulher e os filhos, e a mulher passou a trazer seus filhos ao mundo com dor.


Santa Cruz

Hoje, no mundo ocidental, é costume se jurar perante a Bíblia ou perante a Cruz, por serem símbolos sagrados. Porém, as juras nem sempre ocorreram desse modo na Antiguidade. Naquele tempo, para se tomar o juramento de uma pessoa, ela deveria colocar a mão sobre o órgão sexual do ser a quem fazia o voto ou a promessa. Isso porque, no cristianismo primitivo dos gnósticos, o sexo é a parte mais íntima do ser, porque tem o poder da reprodução. Tanto é verdade que, ainda hoje, é comum ofender as pessoas com palavrões, que sempre carregam conotações sexuais, que atacam o íntimo da pessoa.

Na filosofia exotérica (pública e acadêmica), a Cruz representa o encontro espacio-temporal, ou seja, o cruzamento entre o espaço horizontal e o tempo vertical. O ponto em que as duas retas se cruzam não está nem no plano espacial, tampouco no plano temporal, mas sim no plano espiritual. Baseadas nesse conceito, algumas doutrinas orientais acreditam que a Cruz nada mais é do que o "X" de anulação do desejo do ego (espaciotemporal) em virtude da vontade do Pai (espiritual).

Contudo, na filosofia esotérica (restrita e iniciática), a Cruz é o símbolo do sexo, do encontro mágico entre o eterno feminino horizontal e e eterno masculino vertical. Eis a rosa-cruz, mistério do amor também presente no yin-yang chinês, no pai-mãe gnóstico, no Osiris-Ísis egípcio, no Zeru-Ana persa, no Adam-Kadmon cabalista, no theos-chaos grego, no Iod-Heve (Jehovah) semita, do Ur-Anas (Fogo-Água) caudeu, este ensinado por Jesus a Nicodemos.

"Quem quiser vir após mim, negue a si mesmo, tome, dia-a-dia, a sua cruz e siga-me". Negar a si mesmo é dissolver o egoismo, ou seja, preparar o solo da alma de Belém. Tomar a cruz consiste em praticar magia sexual com amor casto. Seguir o Cristo significa sacrificar-se pelos demais, revelando o segredo do Graal com bom senso.

O Santo Graal é o que há de mais precioso em Ciência, mais sutil em Arte, mais profundo em Filosofia, e mais espiritual em Religião. O Graal é a Cruz do Amor, para onde os quatro pontos se convergem.

Os "Nicodemos da vida" têm ouvidos de ouvir mas não ouvem, porque os preconceitos morais os fizeram surdos. Para os nicodemistas, sexo não passa de pecado. Segundo o Evangelho de João (3:12), Jesus já previra a incompreensão: "Se vos disse coisas terrenas e ainda não credes, como crereis se eu vos disser coisas celestiais?"

Para saber mais:

1. Eliphas Levi, A Chave dos Grandes Mistérios, Ed. Martins Fontes.
2. Philip T. Sudo, Sexo Zen: O Caminho da Plenitude, Ed. Sextante.
3. Darrel Irving, A Serpente de Fogo: Uma Visão Moderna da Kundalini, Ed. Pensamento.
4. Robert A. Johnson, He - A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina, Ed. Mercuryo.




Wednesday, September 13, 2006

 

Origem e Razão do Celibato na Igreja Católica


Cientificamente, existe diferença entre
celibato e castidade. O celibato consiste em não se casar, não ter filhos nem ter relações sexuais. A castidade consiste em não chegar à fornicação, nome pelo qual o orgasmo é conhecido nas Escrituras Sagradas. Portanto, a castidade não exclui a relação sexual, mas apenas o auge do prazer físico. O orgasmo, não custa lembrar, é o auge do prazer sexual que, sobretudo na ejaculação masculina, consiste num desperdício de energia e, segundo os cristãos primitivos, num grande desperdício de vitalidade e espiritualidade.

Um dos mais polêmicos dogmas eclesiásticos se refere ao celibatarismo. A regra surgiu na Espanha, no ano 306, por determinação do Concílio de Elvira. Houve uma luta de mais de 1.200 anos para impor o celibato aos sacerdotes da Igreja Católica, até que no Século 16, durante o Concílio de Trento, o celibato acabou se tornando obrigatório aos padres e madres de todo o mundo.

O celibato não foi adotado pela Igreja Romana pelo fato de a sexualidade atrapalhar a espiritualidade, como afirmam os teólogos. Segundo os sociólogos, o celibato foi adotado, politicamente, no decorrer da História, com a finalidade específica de que as posses do clero não fossem utilizadas para uma eventual despesa familiar (com a mulher e filhos dos sacerdotes). Algo puramente venal e nada espiritual.

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Tuesday, September 12, 2006

 

Oscar Quiroga - 36


SORTE E MERECIMENTO


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade tem, hoje, uma dessas raras oportunidades que ela chama de sorte, por mera falta de conhecimento. Atrás da sorte sempre espreita o devido merecimento, pois nada, entre o céu e a terra, acontece por acaso, ou por obra da estatística. Os tolos chamam isso de sorte para não valorizar devidamente o merecimento, e a prova é que, mesmo que nas mãos dos tolos estivesse a pedra filosofal, para eles, ou elas, essa seria uma pedra apenas, já que ela não os tornaria filósofos. Sorte é o devido aproveitamento da oportunidade que continuamente vem junto à graça universal, e hoje, mais do que nunca, essa se manifesta, pelo que, mais do que nunca também, vale a pena manter a alma bem ligada e atenta.

 

Frases Interessantes


Se trouxeres à tona o que está dentro de ti, isso que for trazido à tona te salvará. Se não trouxeres à tona o que está em ti, o que não for trazido à tona te destruirá.
[Jesus Cristo, no Evangelho segundo São Tomé]

Meu comentário: O que pode nos destruir são coisas materiais (como as fezes nos intestinos) e/ou coisas não-materiais (como maus sentimentos), que guardarmos no nosso interior...

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A luz ofusca o que vive nas trevas. [São Paulo de Tarso]

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A natureza tem perfeições, para mostrar que é a imagem de Deus, e defeitos, para mostrar que é apenas a imagem. [Blaise Pascal, pensador e cientista francês]

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O verdadeiro modo de louvar a Deus consiste no agir segundo a sua vontade.
[Immanuel Kant, filósofo alemão do Século 18]

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Somos como blocos de pedra nos quais o Escultor cria formas humanas. Os golpes do formão, que doem tanto, são o que nos fazem perfeitos. [Fídias, escultor grego do Século 5 a.C.]

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Só o bem tem existência real; o mal é ilusão temporária. [Plotino, filósofo grego do Século 3]

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São poucos os homens que realmente sabem o que querem na vida; alguns crêem sabê-lo, mas se equivocam. Confundem os fins com os meios que usam, e às vezes sucede que os meios são sua verdadeira finalidade... Utilizam grandes e sublimes meios para fins bastante mesquinhos. Assim é como se prostitui o conhecimento.

A única coisa que realmente importa é ser. Quando o Homem é, o demais vem por acréscimo. "Velar e orar", foi a herança que Cristo deixou aos audaciosos. Velar é fazer-se todo desperto, para não cair em tentação. Orar é concentrar-se, sentir um ardente desejo de ser. Disse Jesus: "Não podereis velar sem orar, e não podereis orar sem velar".

As pessoas crêem que deixam seus hábitos, mas na verdade elas apenas os trocam por outros. A sabedoria do Homem se prova justamente em que hábitos colocou no lugar de outros.

[frases da tradição apostólica cristã]

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Mensagens de Ergon Abraham

Segue abaixo mensagem recebida de Ergon Abraham:

COLAPSO GLOBAL, MISSÃO BRASIL

E GOVERNO MUNDIAL

Concidadãos do mundo!

Ou os governos e as grandes empresas iniciam de imediato, medidas corretivas radicais, de natureza ecológica, tecnológica, política e social, ou em poucos anos (2008 no mínimo e 2018 no máximo) a temperatura da Terra, deve aumentar aceleradamente até atingir nos trópicos 73°C (w) provocando o pior desastre da história do planeta! - (w) Hoje raramente ultrapassa os 53°C .


Neste trabalho, identificamos a situação em que nos encontramos, mostrando quais são as saídas e soluções para evitar maiores sofrimentos para a humanidade. Revelamos qual é a Missão do Brasil na adoção de novos e revolucionários paradigmas científicos, políticos e sociais e indicamos o que deve ser feito.


Falsos cientistas, manipulados por políticos ignorantes e corruptos e por financistas cegos pela avidez, verdadeiros suicidas, devem negar estes fatos. Os meios de comunicação sob o seu controle também. Mas infelizmente crescentes desastres ambientais devem falar cada vez mais alto.

A TERRA SE AGITA E GRITA POR SOCORRO!

Somos candidatos a transformar este mundo maravilhoso em um planeta similar a Marte. Solo seco, quente e sem vida alguma.

Aqueles que já despertaram a sua consciência universal podem reverter o processo, mas devem agir já! Os suicidas e os loucos que comandam esta civilização cruel, violenta e assassina devem ser afastados de imediato do poder.

Não há mais tempo! A questão é de sobrevivência!

QUER SABER MAIS E ACOMPANHAR MANIFESTO, FICANDO POR DENTRO DA REALIDADE EM QUE ESTAMOS VIVENDO?

Visite nosso blog diariamente, pois estaremos publicando em partes todos os capítulos dessa temática importantíssima para todos os habitantes deste planeta que está ameaçado, violentado e “pisado” por todos os seus habitantes.

OU NOS CONSCIENTIZAMOS E AGIMOS EM HARMONIA COM AS ENERGIAS DA VIDA OU NOS DESTRUIREMOS!

E MAIS...

Através do nosso blog você ficará sabendo de coisas fantásticas que estão em fase de preparação para serem implantadas nos próximos anos através do nosso Instituto (WWI Institute for Global Freedon, Progress and Peace e WWI Foundation).

VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL!

PARTICIPE!

http://blog-de-ergom-abraham.blogspot.com/

COLABORE COM A VIDA, PASSE ADIANTE ESTE E-MAIL!



Monday, September 11, 2006

 

Oscar Quiroga - 35


UMA VIRGEM NADA SANTA


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade é uma virgem nada santa. É virgem porque ainda não fez desabrochar seus melhores talentos e capacidades, mas tampouco é santa porque se dedica diariamente a profanar o templo de suas virtudes cósmicas, desvalorizando-se como espécie. Aqui na Terra, comparativamente, pode se dizer que a criação se destaca pelo reino vegetal, dado esse não se poupar ou reservar para momentos melhores, cumpre a todo momento o que sua própria natureza determina. Aqui na Terra nossa humanidade não se comporta assim, acha ser imortal, mas não o demonstra na prática, se acha a rainha da criação, mas se comporta com um tipo de brutalidade que envergonharia os animais. Algo está fora da ordem aqui na Terra, um algo que se chama humanidade.

 

O Universo é um Holograma


O Universo como um Holograma

Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?

Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.

E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.

Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. Não importa se esta distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a por muito tempo sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect.

Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.

O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam em que a realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.

Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.

A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.

A natureza de "todo em cada parte " de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa à parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.

Este "insight" é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão que habilita as subpartículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele argúe que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental.

Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração: Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.

Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.

Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.

Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do-que-a-luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.

Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a rosa previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes "eidolons", o próprio universo é uma projeção, um holograma.

Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.

Tudo interprenetra tudo e embora a natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir os vários fenômenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.

Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda.

Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá - cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de neve a quasars, de baleias azuis aos raios gamma. Deve ser visto como um tipo de "depósito" de "Tudo que é".

Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super holograma, ele se arrisca em dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade é um simples estágio além do que repousa "uma infinidade de desenvolvimento posterior".

Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra-cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.

Por décadas, inúmeros estudos tem mostrado que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.

Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do cérebro do rato era removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da cirurgia. O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a natureza de "inteiro em cada parte" da estocagem da memória.

Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando. Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma.

A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno.

Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da vida humana ( ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Encyclopaedia Britannica).

Similarmente, foi descoberto que em adição a suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de estocagem de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.

Nossa habilidade de rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme estoque de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funciona segundo princípios holográficos. Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem a mente quando ele diz a palavra "zebra", você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta. Ao contrário, associações como "listrada", parecida com um cavalo e "animal nativo da África" logo lhe vem à mente.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o processo de pensamento humano é que cada peça de informação parece imediatamente correlacionada com muitas outras - uma outra característica intrínseca do holograma. Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema interligado.

A estocagem da memória não é o único quebra-cabeças neurofisiológico que se torna abordável à luz do modelo holográfico de cérebro de Pribram.

Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de freqüências que recebe via sentidos (freqüências de sons, freqüências de luz e assim por diante ) dentro do mundo concreto de nossas percepções. Codificando e decodificando freqüências é precisamente o que o holograma faz melhor.

Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de freqüências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as freqüências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções. Um impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.

O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos. Confuso pelo fato de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades.

Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.

A crença de Pribram que nossos cérebros constroem matematicamente a "dura" realidade pela liberação de um input de uma freqüência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental. Foi descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de freqüências do que se suspeitava anteriormente.

Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sistema visual é sensível às freqüências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de freqüências ósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de freqüências. Estas descobertas sugerem que está apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas freqüências são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.

Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a "concretividade" do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está "lá" é um borrão de freqüências holográfico, e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva? Colocando de forma simples, ela deixa de existir.

Como as religiões orientais há muito tem afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos seres físicos que se movem em um mundo físico, isto também é uma ilusão. Somos realmente "receptores" boiando num mar caleidoscópico de freqüência, e que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um canal entre muitos do super holograma.

Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de "paradigma holográfico", e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticismo, este paradigma tem galvanizado outros. Um pequeno mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica que foi mais longe. Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.

Numerosos pesquisadores como Bohm e Pribram tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.

Em um universo em que cérebros individuais são atualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser simplesmente o acessamento do nível holográfico. E é obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo A para a do indivíduo B ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de quebra-cabeças em psicologia.

Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência. Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma femea de uma espécie pré-histórica de répteis.

Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquissimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as escamas coloridas ao lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de repteis as áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.

A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando com virtualmente todas as espécies na árvore evolucionária (descobertas da pesquisa ajudaram a influenciar a cena do homem-vindo-do-macaco no filme Altered States). E mais ainda, ele descobriu que estas experiências freqüentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser confirmados como acurados.

Regressões dentro do reino animal não são os únicos quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.

Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Em outro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de jornadas fora do corpo, relâmpagos pré cognitivos do futuro, de regressões dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.

Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não envolviam o uso de drogas. Em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxilou na fundação de um ramo de psicologia chamada "psicologia transpessoal" e se devotou inteiramente ao seu estudo.

Embora a recém-fundada Association of Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia, durante anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam testemunhando. Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof recentemente notou, se a mente é parte de um continuum, um labirinto que é conectado não somente as outras mentes que existem ou existiram, mas a cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o fato de que seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e Ter experiências transpessoais não pode mais parecer estranho.

O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências "concretas" como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência. Mais ainda, é a consciência que cria a aparência do cérebro - bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico.

Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica. Que nós agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de mudanças na consciência que por sua vez efetua alterações no holograma do corpo.

Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que são muito "reais" se tornam "realidade". Mesmo visões e experiências que envolvem realidades "não ordinárias" se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, "Gifts of Unknown Things," o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele e outro atônito expectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.

Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vem a ser mais plausíveis se a "dura" realidade é apenas uma projeção holográfica. Talvez concordemos sobre o que está "lá" ou "não está lá " porque o que chamamos realidade de consenso é formulada e ratificada a nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.

Se isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson não são lugares comum somente porque nós não temos programado nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.

Num universo holográfico não há limites para a extensão do quanto podemos alterar o tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.

Tudo é possível, de colheres entortadas com o poder da mente aos eventos fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo Yaqui Don Juan, mágico de nascença, não mais nem menos miraculoso que a nossa habilidade para computar a realidade que nós queremos quando sonhamos.

E assim, mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto determinados.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.

Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceito na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas. E mesmo se descoberto que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade".

Tradução do original:
Reality - the Holographic Universe - 03/16/97.
Arquivo postado como REALITY.ASC na lista KeelyNet BBS em 24 de fevereiro de 1991.



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Sunday, September 10, 2006

 

Oscar Quiroga - 34


PRIMEIRO A ILUSÃO, DEPOIS A TIRANIA

Enquanto isso, aqui na nave Terra primeiro veio a ilusão, que desceu goela abaixo de nossa humanidade com suavidade, doce na boca e amarga no ventre, mas que pareceu digestiva, como toda boa ilusão seria. Depois virá a tirania, a opressão severa e cruel à margem de toda lei que possa proteger os cidadãos e cidadãs de boa vontade, estimulada pelos milhares de pessoas odientas, que por odiar a si mesmas abominam também seus semelhantes, e engrossam a torcida a favor da tirania. Os dados estão lançados, e nossa humanidade escolheu o grau de miséria que necessita para começar a reinventar esse mundo em que existe. Poderia ter sido diferente? Sei lá, esse tipo de pergunta é irrelevante e infinita, tudo poderia ter sido, mas só foi o que se decidiu.

 

Você Sabia ? Joana d'Arc


A heroina francesa Joana d'Arc foi queimada em 1431. A virgem só foi canonizada em 1920, por haverem traços esotéricos em sua biografia. Segundo os ocultistas, embora a Virgem tenha sido queimada, todos os átomos de seu corpo voltaram a se reunir com o poder da ressureição, e Joana d'Arc continua viva até hoje, em pleno século 21 e em pleno corpo físico. Até onde se sabe, no século 20 ela morou na Alemanha e trabalhava em um templo.


Fonte: Revista Grandes Avatares, Volume 1, EM Editora, 2006.

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Oscar Quiroga - 33


ISSO É TIRANIA


Enquanto isso, aqui na nave Terra, o mundo é dos mentirosos e mentirosas de nossa humanidade, e a alma que se atrever a contrariá-los com a verdade será condenada sumariamente a ser reacionária, o que só aumenta o tamanho do surrealismo com que se deve conviver atualmente, pois o mundo constituído é que é despótico, sem importar se de direita, centro ou esquerda, a essência de sua tirania é ter a retórica como coluna vertebral, passando o dito pelo feito, negando a realidade do fato e, por isso, mentindo já sem sequer ter consciência da mentira, o que não a diminui nem um pouco, pois essa se caracteriza pela insolência com que trata os semelhantes da espécie humana, declarando que não precisa de ninguém para construir a realidade. Isso é tirania.

Friday, September 08, 2006

 

Oscar Quiroga - 32


MENTIRAS VÃO, MENTIRAS VÊM


Enquanto isso, aqui na nave Terra algumas mentiras poderiam, e deveriam ser decifradas, mas eis que nossa humanidade anda decidindo revelá-las, isto é, mudar-lhes o véu que as simula. Essa cultura nossa, que se gaba de moderna e sofisticada, é feita de simulações. Em outros tempos, isso seria apenas fruto da normalidade, mas agora nossa humanidade se confronta com a severa limitação de sua mínima alegria e espirituosidade que resultou de negar constantemente o que há de mais espontâneo em sua natureza, que é a constituição de laços corretos entre si. Enganam-se os que ainda tentam se convencer de nossa humanidade ser um animal que precisa ser dobrado com severidade. Nossa humanidade, quando deixada em paz, e quando tem alegria cotidiana, é serena e criativa.

Thursday, September 07, 2006

 

Oscar Quiroga - 31


NADA DE INDEPENDÊNCIA


Enquanto isso, aqui na nave Terra nada do que nossa humanidade produz e inventa é absolutamente independente, começando pelas idéias, que sofrem com a aberração da *propriedade intelectual*, que limita e dificulta toda realização. Nenhum ser humano é dono de idéia alguma, as idéias vão e vêm e não há mérito nenhum em pensá-las, somos humanos para isso mesmo. Mérito é realizar as idéias, e não pensá-las, e levanto o tema, obscuro ainda, do processo do pensamento e do funcionamento da mente, pois é nessa dimensão que se demonstra o quão desnecessária é, para nossa humanidade, a vontade de independência, e o quanto essa a afasta da mera perspectiva de começar a entender como funciona nossa espécie, que lugar ocupa no vasto universo, e o que seria, afinal, relacionar-se.

 

Você Mata para Viver ?


Se você diariamente mata para, dessa forma, tentar se manter vivo e com saúde, na realidade você estará se matando (se suicidando) lentamente todos os dias. Para entender esse assunto em profundidade, devemos lançar mão dos ensinamentos de Jesus Cristo, na Referência [1]. Neste texto, Jesus aconselha um grupo de pessoas muito doentes (correspondendo à nossa situação física atual!) sobre o que fazer para recuperar e manter a saúde perfeita do corpo físico. Para obter isso, ele dizia que essas pessoas precisavam atender apenas
UM dos Dez Mandamentos da Bíblia. É bem mais fácil atender apenas um mandamento, do que os dez, não é mesmo? O lamentável é que praticamente nenhum de nós, hoje em dia, segue este referido mandamento! Abaixo reproduzo um possível diálogo, baseado no relatado em [1].

Um dos doentes aproximou-se de Jesus e perguntou: "Qual o mandamento que devemos atender para ficarmos saudáveis?". Jesus respondeu: "Não Matarás". O doente retrucou: "Mas nenhum de nós, que estamos aqui doentes, assassinou qualquer pessoa, e no entanto estamos aqui todos muito doentes!". Jesus disse: "Não matarás seu semelhante é apenas a primeira interpretação do mandamento Não Matarás. Ele deve ser seguido (é necessário), mas ele não é suficiente para preservar a saúde, como você pode observer entre seus colegas doentes e não-assassinos. Existe uma segunda interpretação deste mandamento, que também deve ser observada". O doente: "Qual é?". Jesus: "Não matarás nenhum ser vivente, portanto não matarás nenhum animal para se alimentar". O doente: "Bem, a maioria de nós realmente come cadáver de animais, mas aquelas pessoas ali são vegetarianas, e também estão bastante doentes!". Jesus: "Esta segunda interpretação também deve ser seguida (é necessária), mas também não é suficiente para manter a saúde, como você está observando. Mas existe uma terceira interpretação do Não Matarás". O doente: "Qual é?". Veja a resposta de Jesus, há 2.000 anos atrás: "Não matarás o alimento que levares à boca". O doente: "O que é matar o alimento?". Jesus: "Não passar o alimento por uma temperatura acima da temperatura do seu corpo, pois no seu corpo existe o fogo da vida e no seu fogão está o fogo da morte!". E acrescentou: "A saúde e a vida vêm do alimento vivo (cru, isto é, cozido lentamente e a baixa temperatura, durante um ano, na cozinha solar de Deus) e da morte só vem doenças e morte".

Se comermos morte três vezes por dia [no café da manhã, almoço e jantar], estaremos contribuindo para ficarmos doentes e morrermos. Veja um exemplo ilustrativo bastante simples: vá a um supermercado e compre um saquinho de feijão. Abra o saco e separe um grão de feijão. O resto do feijão prepare para você comer. Antes de comer, separe um novo grão desse feijão cozido, pronto para comer. Coloque esse grão de feijão cozido ao lado do grão de feijão cru separado inicialmente. Coloque esses dois grãos em uma terra bem fofinha, adubada e bem regada, e responda: Qual dos dois grãos de feijão tem vida e dá surgimento a um novo pé de feijão? O cru, obviamente. O grão preparado para você comer, apodrece onde for colocado, porque "da morte só vem morte". Alguém poderia argumentar que não dá para comer feijão cru. Eu então responderia: então não coma feijão! Deve existir algum outro ser vivente que gosta de comer feijão cru. Deixe que ele o coma.

Portanto, nosso critério de alimentação deveria ser (além de não matar): é cru e é gostoso na boca, pode engolir que é saudável [Deus não é sádico!]. O alimento que mais se encaixa nesse critério são as frutas cruas. Mas existe uma série de outros que também permitem atender ao mandamento "Não Matarás", e são saborosos ao nosso paladar. Ao comer uma castanha, você não estará matando o pé de castanha. Ao tomar mel você não estará matando a abelha produtora desse mel. Ao comer um ovo cru você não estará matando a galinha de gerou esse ovo. Ao comer uma manga (ou qualquer outra fruta), você não estará matando a mangueira que gerou essa fruta, mas estará contribuindo com a mangueira para a sua preservação, jogando fora o caroço da manga e permitindo o crescimento de um novo pé de manga. Existe inclusive uma forma essênia de comer alface: retirar apenas a folha de alface (a se comida) do seu pé, mantendo o pé de alface vivo fincado na terra. Usando este mesmo critério (não matarás), veríamos que não deveríamos comer mandioca, cenoura, beterraba, etc. pois estaríamos matando o pé que gerou esses alimentos.

Vamos nos alimentar de forma a preservar nossa saúde e nossa vida (e de toda a natureza)?

Um abraço, Rui.

Referência:
[1] Edmond B. Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento.

Wednesday, September 06, 2006

 

Pensamentos de Sondra Ray - 15


Da Referência [1]:

Se você acha que é perigoso comer muito pouco, não deveria tentar isso até que mude esse pensamento e esteja preparado. Realmente, leva bastante tempo para desfazer os sistemas de crenças pessoais a respeito da alimentação... Pelo menos essa foi minha experiência. Escrevi um livro a esse respeito [2] e fiquei com tanta energia que perdi o interesse por comida. Desde então, reduzi gradualmente minha ingestão de alimentos todos os anos, sem sequer tentar. Atribuo isso ao fato de que estou ficando cada vez mais nutrida espiritualmente.

Benjamin Franklin disse: "Para prolongar a vida, diminuí vossas refeições".

A maioria dos mestres da Imortalidade diz que não só é importante e bom tornar-se vegetariano, mas também que a meta final é se tornar um "frugívoro" (comedor apenas de frutas) - e, depois disso, se tornar um "respirariano" (pessoa que capta todos os nutrientes necessários do próprio ar).

A maioria dos mestres vai lhe falar sobre o mal feito ao corpo quando se come carne traumatizada de todos os tipos e sobre a importância de não matar (que, a propósito, é um dos Dez Mandamentos) vidas para sustentar a sua vida. Portanto, não devemos viver da morte de outros seres vivos. Afinal, todos os seres vivos são queridinhos de Deus (foram feitos por Ele), não é mesmo?...

Abraços, Rui.

Referência:
[1] Sondra Ray, Viva Para Sempre, Editora Gente, 1999.
[2] Sondra Ray, A Única Dieta que Existe (Ideal até para quem não quer perder peso.), Editora Gente.

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Fazer Amor com a Água


É comum os pais admoestarem os filhos por estes ficarem muito tempo tomando banho. No entanto, tomar um banho de água morna é um ato de amor que nos causa muito prazer e é muito bom para nossa saúde. Deveríamos nos conscientizar do benefício desta atividade e, conscientemente, agradecer à água que nos banha por nos proporcionar este prazer e nos ajudar a manter ou a recuperar a nossa saúde. Deveríamos, também, agradecer à água fresca que bebemos quando estamos com sede. Pode parecer ridículo agradecer, com um "muito obrigado", a água que entra em contato com nosso corpo, mas dois fatos recomendam este tipo de atitude.

Vimos anteriormente, neste blog [em 22.abril.2005], que o cientista Masaru Emoto registrou fotograficamente que a água registra, com seu agrupamento molecular, nossos sons e emoções. Bons sentimentos (como uma oração de agradecimento) são registrados de uma forma bonita e benéfica para nossa saúde, com arranjos moleculares com uma forma genérica hexagonal. Isso permite uma melhor absorção celular das moléculas de água em nosso corpo. E, também como vimos, a nossa vida encarnada consiste em um processo contínuo de desidratação de nosso corpo. Portanto, qualquer atividade que proporciona hidratação é sempre bemvinda!

Um segundo fator a favor do reconhecimento consciente do auxílio proporcionado pela água, também já comentado anteriormente neste blog, refere-se ao reconhecimento de Jesus Cristo ao Anjo da Água, relatado no livro O Evangelho Essênio da Paz [1]. Nele, Jesus recomenda o uso da água em banho de imersão (uso externo) e na lavagem intestinal (uso interno) para a recuperação de saúde de um grupo de homens muito doentes fisicamente. Mas, nesse livro, Jesus recomenda que façamos uma generalização de nossos agradecimentos a todos os Anjos que nos ajudam a recuperar e a manter nossa saúde: Anjo do Ar, Anjo da Água, Anjo da Luz Solar e Anjo da Terra. Realmente, é uma delícia fazer amor com um ar puro perfumado, fazer amor com a água em nossos banhos e saciando nossa sede, fazer amor com o agradável calor da luz solar e jogar fora nossos calçados e fazer amor com a terra, com os nossos pés descalços... Desta forma, durante todo o período do dia em que estivermos acordados estaremos em permanente relacionamento amoroso com tudo (e todos) ao nosso redor... E o nosso corpo agradecerá essa atitude consciente, mantendo-se em um excelente estado de saúde.

Um outro motivo para agradecermos conscientemente (reconhecendo sua contribuição para a preservação de nossa saúde), refere-se ao alimento material que levamos à boca. Isto, antigamente, era um hábito bastante difundido, quando, antes de uma refeição, alguém da família fazia uma pequena oração de agradecimento aos alimentos que seriam ingeridos a seguir. Hoje em dia, com nossa vida agitada e corrida, está tradição está virando pó... Lembrar, no entanto, que, dentro de nossos alimentos existe a água da vida, que responde adequadamente aos nossos bons sentimentos...

Um bom dia amoroso para você, Rui.

Referência:
[1] Edmond B. Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento.
http://perfecthealth-rui.blogspot.com
Salud Perfecta
Perfekt Gesundheit

 

Oscar Quiroga - 30


TUDO VAI ESCAPANDO AO CONTROLE


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade se refestela na vaidade de ter conseguido substituir a realidade pela retórica, onde a versão se tornou mais importante que o fato. Entretanto, cega com sua própria vaidade, e diminuindo com isso sua famosa inteligência, nossa humanidade nem percebe o quanto tudo está, a cada dia, escapando ao seu controle, dado esse ter sido sempre imaginário. Pois é, essa façanha de ter substituído o fato pela versão só poderia ter sido resultado dela mesma se convencer da validade de suas mentiras. Porém, os olhos humanos não são os únicos, nem os mais importantes, construtores de realidade, e a partir do momento em que se tornam uma negação invocam a inexorável destruição de tudo que impede o aparecimento da graça universal.

Tuesday, September 05, 2006

 

Oscar Quiroga - 29


TUDO SOB CONTROLE?


Enquanto isso, aqui na nave Terra tudo parece estar sob controle, mas um detalhe coloca em risco o delicado equilíbrio desse aparente domínio. Esse detalhe é o fato de o controle estar sendo exercido pela mentira. Há uma lei cósmica sobre a qual toda alma é informada sem direito a fazer de conta que não ouviu a notícia, pois essa vem de dentro do próprio coração. Essa lei estipula a destruição e morte de toda negação, e como a mentira é absolutamente uma negação, os mentirosos e mentirosas de nossa humanidade a praticam como verdadeiros suicidas, sabendo intimamente que junto com ela se invoca o princípio destrutivo universal, o qual não se importa com o fator tempo, e que inexoravelmente matará toda a negação que limite a expressão do espírito, que é a verdade.

Sunday, September 03, 2006

 

Oscar Quiroga - 28


TEMPO DE NÃO HAVER MAIS TEMPO A PERDER

Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade existe no tempo em que não há mais tempo a perder, pois ela terá de provar, na prática, a inteligência de que tanto faz propaganda, mas que deixa muito a desejar nas obras concretas. Mais do que nunca, na mente das almas de boa vontade a idéia divina se mostra total, completa e perfeita, aumentando a noção de esforço necessário para que essa se manifeste por meio de atividade constante, em seu processo gradual, evolutivo e auto-revelador. A divina vontade de realizar precede o esforço criativo, e no momento atual a consciência de nossa humanidade se encontra no exato meio entre uma condição e outra, acabrunhada pelo tamanho colossal de seu destino, sofrendo a alternância entre boa vontade e desânimo.

Saturday, September 02, 2006

 

Apreciando o Drama Teatral

"Rir é o melhor remédio"
Ditado popular.

Todo este mundo é simplesmente como uma peça de teatro, portanto não o leve muito a sério. A seriedade o forçará a ter problemas. Não encare o mundo com seriedade. Nada é sério; todo este mundo é apenas uma peça teatral. Se puder vislumbrá-lo como um teatro, você ganhará novamente sua consciência original.

A poeira se acumula porque você é muito sério. Essa seriedade cria problemas e somos tão sérios que, mesmo enquanto assistimos a um drama, acumulamos poeira.

Vá a um cinema e observe os espectadores. Não olhe a tela, esqueça o filme; não olhe a tela, observe apenas os espectadores no cinema. Alguém estará chorando e as lágrimas estarão escorrendo, alguém estará rindo, alguém ficará excitado sexualmente. Só observe as pessoas. O que estão fazendo? O que está lhes acontecendo? E não há nada na tela, a não ser imagens - imagens de luz e sombra.

A tela está vazia. Mas por que eles se tornam excitados? Eles estão chorando, gritando, rindo. A imagem não é somente uma imagem; o filme não é somente um filme. Eles se esqueceram de que se trata apenas de uma história. Eles a consideraram seriamente. Tornou-se viva, é "real"!

E isso está acontecendo em todos os lugares, não apenas nos cinemas. Observe toda a vida que há em seu redor. O que ela é? Muitas pessoas viveram neste planeta. Onde você está sentado, pelo menos dez corpos mortos estão enterrados nesse lugar e eles também eram sérios como você. Agora eles não existem mais. Para onde foram essas vidas? Para onde foram os problemas que tinham? Eles estavam lutando - lutando por um único centímetro de terra e a terra ainda está lá e eles deixaram de existir.

E não estou dizendo que os problemas que tinham não eram problemas. Eles eram, como são seus problemas, simplesmente problemas. Eram "sérios" - questões de vida e de morte. Mas onde estão os problemas dessas pessoas? E se toda a humanidade desaparecesse um dia, o planeta ainda existiria, as árvores cresceriam, os rios fluiriam e o sol nasceria e a Terra não sentiria nenhuma ausência, nem teria interesse em saber onde a humanidade se encontrava.

Observe a extensão; olhe para trás, olhe à frente, olhe todas as dimensões que compõem o seu ser, o que é a sua vida. Parece ser um sonho demorado e tudo o que você leva tão a sério, neste momento, se torna irrelevante no momento seguinte. Você não pode sequer lembrar-se disso. Lembre-se de seu primeiro amor, como era sério. A vida dependia dele. Agora você nem sequer o recorda, está esquecido. E o que você considera fundamental para sua vida hoje será esquecido no final.

A vida é um fluxo, nada permanece. É como se fosse uma imagem em movimento, tudo mudando para algo mais. Porém, na ocasião, você a julga muito séria e fica perturbado.

Na Índia, consideramos este mundo não uma criação de Deus, mas uma peça, um jogo, um leela. O conceito de leela é maravilhoso, porque a criação parece séria. O Deus cristão e judáico é muito sério. Mesmo por um único ato de desobediência, Adão foi expulso do Jardim do Éden - e não só ele foi expulso, como toda a humanidade foi expulsa por causa dele. Ele era nosso pai e estamos sofrendo por causa dele. Deus parece ser muito sério: ele não deve ser desobedecido, caso contrário se vingará.

E a vingança tem-se prolongado por tanto tempo! O pecado não parece ser tão sério. Na realidade, Adão o cometeu por causa da própria tolice de Deus. Deus Pai disse a Adão: "Não chegue perto da árvore, a Árvore do Conhecimento, e não coma do seu fruto".

Essa proibição se tornou um convite e isso é psicológico. Naquele jardim grande somente aquela Árvore do Conhecimento tornou-se atrativa. Ela era proibida. Qualquer psicólogo pode lhe dizer que Deus cometeu um erro. Se o fruto daquela árvore não era para ser comido, teria sido melhor simplesmente não ter falado sobre ela. Não haveria possibilidade de Adão alcançar aquela árvore e toda a humanidade ainda estaria no Jardim do Éden.

Porém, a ordem "Não coma" criou o problema; esse "não" criou todo o problema.

Pelo fato de Adão haver desobedecido, foi expulso do Céu e a vingança parece ter continuado ao longo do tempo. E os cristãos afirmam que Jesus foi crucificado apenas para nos redimir - para nos redimir do pecado que Adão cometeu. Portanto, todo o conceito cristão de História se apóia em duas pessoas: Adão e Jesus. Adão cometeu o pecado e Jesus sofreu para nos redimir dele, permitindo-se ser crucificado. Ele sofreu para que o pecado de Adão pudesse ser perdoado.

Contudo, não parece que Deus já tenha nos perdoado. Jesus foi crucificado, porém a humanidade continua sofrendo do mesmo modo.

O próprio conceito de Deus como um pai é feio, pleno de seriedade.

O conceito hindu não é o de um criador. Deus é apenas um jogador; Ele não é sério. Este é somente um jogo. Há regras, porém as regras de um jogo. Você não precisa encará-las com seriedade. Nada é pecado - somente existe o erro e você sofre por causa do erro, não porque Deus o pune. Você sofre caso não siga as regras do jogo. Deus não o está punindo.

Todo o conceito de leela atriui à vida uma cor dramática; torna-se um longo drama. E a técnica se baseia nesse conceito: se você está infeliz, considerou a vida com muita seriedade.

Não tente descobrir um meio para ser feliz. Apenas mude sua atitude. Você não consegue ser feliz com uma mente séria. Com uma mente festiva você pode ser feliz. Considere toda essa vida um mito, uma história. Ela é, e, após considerá-la desse modo, você não será infeliz. A infelicidade resulta de um excesso de seriedade.

Tente por sete dias; lembre-se de um coisa somente, durante sete dias - que o mundo todo é apenas uma peça - e você não será o mesmo novamente. Apenas por sete dias! Você não perderá muito porque nada tem a perder. Você pode tentar. Durante sete dias encare tudo como uma peça teatral, apenas como um espetáculo.

Esses sete dias lhe darão muitos vislumbres de sua natureza buda e de sua pureza interna. E, após ter obtido um vislumbre, você não será o mesmo outra vez.

Você será feliz e não consegue conceber que tipo de felicidade pode lhe acontecer, porque não teve nenhuma felicidade. Você conheceu apenas graus de infelicidade: algumas vezes estava mais infeliz, outra, menos infeliz e, quando estava menos infeliz, você a denominava felicidade. Você não sabe o que é a felicidade, porque não é capaz de saber.

Quando você considera o mundo de modo muito sério, não pode saber o que é felicidade. A felicidade acontece apenas quando você se baseia na atitude de que o mundo é apenas uma peça. Portanto, tente isso e faça tudo de um modo muito festivo, celebrando, participando de um "ato" - não da coisa real. Se você for um marido, atue, seja um marido-ator; se você for uma esposa, seja uma esposa-atriz. Torne a vida parecida com um jogo.

E, evidentemente, há regras; qualquer jogo precisa de regras para ser jogado. O casamento tem suas regras e o divórcio possui suas regras, porém não as considere com seriedade. Elas são regras e uma regra gera outra. O divórcio é ruim porque o casamento é ruim: uma regra gera outra! Porém, não as considere seriamente e então observe como a qualidade de sua vida muda imediatamente.

Vá para casa esta noite e comporte-se com seu marido ou com seus filhos como se estivesse participando de uma peça de teatro, e veja a beleza dela. Se estiver desempenhando um papel, tentará ser eficiente, porém não ficará perturbado. Não há necessidade. Você desempenhará o papel e irá dormir. Porém, lembre-se: é um papel, e durante sete dias mantenha continuamente essa atitude. Então a felicidade pode vir a você e, depois de saber o que é felicidade, você não precisará mover-se na infelicidade, porque ela é a sua escolha.

Você é infeliz porque optou por uma atitude errada em relação à vida. Você consegue ser feliz se optar por uma atitude certa. Buda a considera uma base, um fundamento - "atitude certa". O que é atitude certa? Qual o critério? Para mim o critério é: a atitude que o torna feliz é a atitude certa e não há um critério objetivo. A atitude que o torna infeliz e sofredor á a atitude errada. O critério é objetivo; sua felicidade é o critério!

Fonte: Osho, Meditação Para Pessoas Ocupadas, Editora Gente, 2005.

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