Saturday, May 31, 2008

 

Perigos que vem do Mar


Perigo à mesa: peixes e camarões contaminados com mercúrio
29/05/2008

Roni Filgueiras


Divulgação UFRJ

Embora os camarões criados com ração contaminada não
representem risco a humanos, animais não ganham peso


O biofísico Mauro de Freitas Rebelo, pesquisador e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ), estuda frutos do mar há mais de uma década. Nos últimos anos, três trabalhos, conduzidos por ele ou em que participou, revelaram dados estarrecedores da qualidade desses alimentos consumidos no país. De populações ribeirinhas do Amazonas aos restaurantes estrelados do Rio de Janeiro, são várias as chances de se ingerir frutos do mar e peixes contaminados por metais pesados.

É o caso verificado no Amazonas. "As pesquisas do nosso laboratório, lideradas pelos biólogos João Paulo Torres e Wanderley Bastos, no rio Madeira, e Jean Remy Davee Guimarães, no rio Tapajós, mostram que 70% das espécies de peixes carnívoros da Amazônia, como o tucunaré e o pintado, têm concentrações acima de 500 ng/g (500 nanogramas por grama). Alguns chegam a acumular 4700 ng/g. Entre os detritívoros (que se alimentam de dejetos), como o curimbá e o curimatã, herbívoros e omnívoros, esse percentual cai para 20%", atesta Mauro Rebelo que lembra que para as populações ribeirinhas esses peixes são a principal fonte alimentar.

Para efeito de comparação, cerca de 900 habitantes de Minamata, cidade na costa ocidental da Ilha de Kyushu, no Japão, morreram vítimas da contaminação deste metal provocada pelas atividades da Corporação Chisso, na década de 1950. O nível de mercúrio no organismo humano chegava a 60 ng/g, o que levava a convulsões, surtos de psicose, perda de consciência, febre alta, coma e, em alguns casos, morte.

A contaminação por mercúrio na região Amazônia começou a chamar a atenção com a corrida do ouro, nos anos 1980, cujo ápice foi o garimpo de Serra Pelada, no Pará. Na época, o professor Wolfgang Pfeiffer fez uma pesquisa para estudar os níveis de contaminação de mercúrio na extração do ouro de aluvião do Rio Madeira e constatou que os peixes estavam envenenados. Na década de 90, com o fim da corrida do ouro, os níveis de mercúrio recrudesceram. Verificou-se, então, que o mercúrio não vinha somente da atividade extrativista, mas do próprio solo da floresta. Com o desmatamento para a pecuária e a plantação de soja, o solo ficou desprotegido e o mercúrio, que faz parte da composição da terra, foi levado para os rios com a lixiviação (processo de lavagem de solos pelas águas das chuvas carregando os sedimentos para outras áreas).

Bastos, Torres e uma equipe de pesquisadores, incluindo Rebelo, pesquisaram 20 famílias que moravam às margens do Lago do Puruzinho, no Amazonas, próximo do município de Humaitá, divisa com Rondônia. São cerca de 200 pessoas que vivem numa economia de subsistência, pesca basicamente, sem luz elétrica nem água encanada. Por meio de testes (de fios de cabelo até leite materno), os cientistas descobriram que a população apresentava níveis de mercúrio acima do permitido. "Os níveis estavam entre 6 e 16 ng/g ou ppb (partes por bilhão, um em um bilhão, o mesmo que ng/g) de mercúrio, o que, segundo especialistas, seria suficiente para causar déficit de aprendizado, perda de sensibilidade nas extremidades, constrição do campo visual, danos no sistema nervoso central", enumera Rebelo, 37 anos, doutor em biofísica pela UFRJ (2001) e pós-doutor pela Università degli Studi del Piemonte Orientale, na Itália.

Num único jovem foi detectado cerca de 30 ppb de mercúrio, revelou o biólogo. Apesar das evidências, os pesquisadores não encontraram danos aparentes na população ribeirinha do Amazonas. Apesar disso, aconselharam as grávidas a suspenderem o consumo de peixe durante a gestação. "É sabido que o mercúrio causa má-formação no sistema nervoso de fetos", disse Rebelo.

Outra pesquisa, realizada por Wanderlei Bastos, da Universidade Federal de Rondônia, mapeou o Rio Madeira e confirmou os resultados da equipe de Puruzinho. "Foram estudados cerca de mil quilômetros de rio, visitaram os ribeirinhos, coletaram amostras de cabelo, peixe, sedimentos, água, a cada 25 quilômetros de rio", explicou o biólogo. O estudo, realizado entre 2004 e 2007, gerou uma tese defendida no final do ano passado.

O grupo de pesquisa em que Rebelo atua dedica-se há dez anos a analisar as baías de Guanabara, Sepetiba e Ilha Grande, o sistema do Paraíba do Sul e Guandu, além dos reservatórios de Vigário e Ribeirão das Lages, no estado do Rio de Janeiro. Rebelo elegeu as coquilles saint-jacques (conhecidas ainda como vieira, vieira-de-mergulho e leque-do-mar) para o estudo sobre toxicidade. E os resultados também se aproximam dos encontrados na Amazônia e no Ceará.

O Instituto de Ecodesenvolvimento da Ilha Grande, localizado na Baía de Sepetiba (uma ONG e laboratório que recebe financiamento da Petrobras para executar um projeto de repovoamento de moluscos na região), forneceu as coquilles saint-jacques para o projeto "Toxicocinética de zinco e cádmio no Nodipecten nodosus". "Queríamos investigar se o ambiente estava poluído, pois a coquille saint-jacques é resistente à contaminação, ela não acumula zinco, mas cádmio", explicou Rebelo. A investigação analisou a contaminação para nove metais pesados. "Encontramos apenas cádmio e zinco acima dos níveis basais."

A Baía de Sepetiba sofreu durante quase 40 anos com as atividades da Ingá Metalúrgica (indústria produtora de óxido de zinco e zinco em pó), que despejou cádmio e zinco nas águas sem qualquer tratamento. A indústria faliu em 1998. E as suspeitas da contaminação surgiram durante as obras de ampliação do Porto de Sepetiba, que ficava ao lado da Ingá, nos anos 90. A dragagem acontecia em Itaguaí e os rejeitos supostamente deveriam acontecer longe da costa, mas teriam sido depositados em Mangaratiba. O caso foi parar na Justiça. "Hoje, este é um dos maiores passivos ambientais do país e o rejeito foi comprado pelo governo de Minas Gerais", recorda Rebelo.

As cerca de 40 fazendas produtoras de vieiras da região da Baía da Ilha Grande criam esses animais engaiolados, deixando os moluscos confinados no mar, de onde eles extraem o fitoplâncton para sua alimentação. "Esses animais dão uma boa amostragem da poluição do ambiente", explica Rebelo. "Há fortes evidências de que a poluição proveniente dos rejeitos da Ingá esteja chegando à região, que produz 90% das vieiras que abastecem os restaurantes do Rio de Janeiro", calcula Rebelo. "Como não há na legislação brasileira limites de contaminação para todos os metais em pescados, usamos, então, os parâmetros da ONU que estipulam o limite de 1ppm (micrograma de cádmio por grama de coquille)." Como os coquilles chegam a acumular até 15 ppm, se uma pessoa ingerisse 20 vieiras, já se teria superado o teto de tolerância para ingestão diária de cádmio permitido.

Os estudos de Rebelo e sua equipe querem justamente monitorar e prevenir desastres ambientais usando como referência de contaminação a fauna local. "Nossa linha de pesquisa principal é o estudo de mecanismos de toxicidade e detoxificação em invertebrados para o desenvolvimento de biomarcadores de contaminação que possam contribuir para o monitoramento costeiro e a qualidade dos ecossistemas adjacentes", explica Rebelo. "Estamos aplicando ferramentas de biologia molecular, como PCR em tempo real e microarranjos de DNA, para estudar esses mecanismos em nível molecular."

A conclusão da pesquisa intitulada "Estudos de perfis de expressão gênica em bivalves expostos a


Divulgação UFRJ

As várias fases da criação em cativeiro: de larvas ao
crustáceo adulto, pronto para a pesca e consumo

contaminantes ambientais – Construção de uma nova abordagem para estudos ecotoxicológicos", feita no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, também aponta para uma fonte de envenenamento de frutos do mar inusitada. Uma das vertentes da pesquisa, que estuda a contaminação de camarões cultivados no Nordeste, mostra a partir da análise de dez marcas de rações dadas a camarões, que esses insumos são os responsáveis pela contaminação desses animais por mercúrio (Hg) e cobre M.

"As concentrações de mercúrio variavam de um lote para outro da mesma ração. Isso indica que a contaminação não aconteça no processo de produção da ração. A farinha de peixe já deve vir contaminada", sugere o biólogo Diogo Coutinho, estudante de mestrado e participante do projeto pela UFRJ. A hipótese é que os peixes comprados pelas fábricas beneficiadoras são de má qualidade e já chegam contaminados. "Peixes do topo da cadeia alimentar, mamíferos marinhos, animais que vivem em locais contaminados podem apresentar elevadas concentrações de mercúrio nos tecidos. E principalmente nas vísceras, que podem ser usadas também para fazer a farinha de peixe", explica.

Segundo Coutinho, não há motivos para a população se alarmar, pois os índices de contaminação não representam perigo à saúde humana. Mas já não se pode falar o mesmo em relação aos animais. Mesmo sem ficar envenenados, estes animais sofrem com efeitos colaterais, como o baixo peso. Isso se dá, segundo as análises, porque o organismo do animal gasta energia para expelir o metal pesado, ficando, assim, abaixo do peso. "Realmente, os níveis de mercúrio encontrados nos camarões não são maléficos à nossa saúde, já que estão bem abaixo dos limites estipulados no Brasil (0,5 ng/g por dia de Hg). Mas as concentrações de mercúrio a que os camarões estão sendo submetidos, mediante a contaminação nas rações, estão sendo prejudiciais para os próprios camarões. Os nossos experimentos mostram justamente isso, que os animais estão acumulando o metal proporcionalmente às concentrações encontradas no alimento", conclui Coutinho.

O estudo, que consumiu dois anos, foi feito em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), dentro do projeto Rede de Carcinicultura do Nordeste, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O objetivo dos biólogos, que realizaram a experiência no complexo estuário do Rio Jaguaribe, no Ceará, era revelar as variáveis da detoxificação (que significa a retirada de substâncias tóxicas do organismo, que difere da desintoxicação, que é a retirada de substâncias tóxicas do organismo por meio do uso de outros tóxicos).

Mas, afinal, o que determina a legislação brasileira em relação à fiscalização das rações? "Não consta nenhuma resolução na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão responsável pelo controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias) que obrigue as beneficiadoras de ração a informarem ao produtor a existência de contaminação de qualquer tipo no rótulo das rações. Parece também que a Anvisa não fiscaliza as rações, já que em todos os lotes amostrados por nosso grupo, foi encontrada contaminação pelo metal", alerta Coutinho.

Uma solução para controlar as contaminações, ou pelo menos reduzi-las, seria a aquisição de peixes de procedência reconhecida por parte das fábricas de ração, aconselham os biólogos. "Além disso, as beneficiadoras deveriam passar a fazer avaliações periódicas nas rações fabricadas, para uma série de contaminantes, como por exemplo, o mercúrio. Com essas medidas, quem sai ganhando é o produtor, já que o prejuízo conseqüente da compra de rações de má qualidade vai pesar no seu bolso", indica Coutinho. Mesmo estando abaixo do nível tolerado pelo organismo, a ingestão de camarão contaminado com mercúrio só acarretaria efeitos nocivos nos seres humanos dependendo da dose. Segundo Coutinho, "para que essas concentrações pudessem representar um risco importante, o consumo deveria ser altíssimo".

Neste momento, Mauro Rebelo se dedica a projetos de genomas para moluscos, uma pesquisa inédita no país. "A FAPERJ tem apoiado essa linha de pesquisa, nos beneficiando com diversos editais para jovens pesquisadores e agora vamos concorrer no edital de grupos de pesquisa emergentes. Apesar disso, os recursos ainda são parcos, pois essas técnicas são muito dispendiosas. Não existem projetos genomas para ostras, mexilhões e camarões e todo nosso trabalho aplicado depende do desenvolvimento de uma sólida base de conhecimento básico. Vamos continuar trabalhando."


© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte.

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Oscar Quiroga - 223


ALEGRIA


Enquanto isso, o processo de aproximação do céu e da terra continua em franco avanço, o que significa um desafio atrás do outro para cada um de nós em particular, mas principalmente para aquilo que damos o nome de civilização, o somatório de regras e instituições capazes de promover o bem, o belo e a verdade. Esta época é altamente desafiadora e estressante, o que significa que cada momento que for propício ao descanso deve ser aproveitado ao máximo, sem excesso, com muita alegria. Hoje a Lua está Vazia, e quando começarem a aparecer aquelas pontas de ansiedade e medo, será propício anulá-las com a boa vontade de elevar a alma até o nível da alegria, que é o remédio universal. Alegria é não apenas remédio, mas veículo de aproximação do céu e da terra.

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Friday, May 30, 2008

 

As Mensagens da Árvore - 5


Perfeição Social é Mutilação


Como vivemos num mundo onde se valoriza a aparência, é comum pensarmos na árvore apenas pelos elementos visíveis, pela copa e tronco. Esse é o lado "limpo" e "bonito" da árvore. Como a copa e o tronco são as partes visíveis da árvore, elas correspondem ao que as pessoas enxergam de nós, é a nossa aparência, o que queremos que as pessoas conheçam da gente. Em termos psicológicos seria a nossa Persona, a imagem que projetamos socialmente.

As raízes ficam abaixo da superfície da terra. É a parte obscura e "suja" da árvore. É a parte que a árvore não mostra. Nós, seres humanos, também temos uma parte que escondemos das pessoas. O psiquiatra Carl Gustav Jung chamava essa parte de Sombra. Todos os nossos impulsos secretos, nossas vergonhas, nossos medos, nossos pensamentos "sujos", nossas vontades inconfessáveis e nossas fraquezas são ocultados - consciente ou inconscientemente - na sombra da psique. Essa parte é natural e um componente necessário na formação da nossa personalidade, tanto quanto a raiz é necessária para a árvore como um todo. Uma árvore não tenta eliminar sua raiz por achar que deve ter apenas o lado bonito, a copa, as folhas, as flores e os frutos. A copa não vive em conflito com a raiz, mas os seres humanos, por causa dos padrões culturais, têm tendência a fazer isso.

Por influência das crenças históricas que herdamos na nossa formação, somos ensinados a eliminar as coisas consideradas negativas, sujas, obscuras, inferiores e cultuar apenas as coisas positivas, limpas, iluminadas e superiores da alma e da vida. Na prática, percebemos que a sociedade nos cobra a perfeição. As pessoas querem que sejamos perfeitos. Nessa perspectiva, o subterrâneo e o inferior estão associados ao pecado e a parte superior e iluminada está associada à virtude. Isso obriga as pessoas a fazer uma escolha entre o superior e o inferior, entre a essência e a matéria, entre o limpo e o sujo, entre a virtude e o pecado, entre a raiz e a copa. Assim, tudo que é "inferior", "obscuro", "sujo", "subterrâneo", "feio", "escondido" é reprimido, jogado para debaixo do tapete, mantido longe dos olhos dos outros e, pior, longe dos olhos da própria pessoa. Quem busca a perfeição de caráter se vê obrigado a eliminar esses aspectos da vida, para ser uma pessoa "limpa", "pura", "incontaminada", "bonita", "iluminada", enfim, uma bela copa de árvore florida. Uma bela árvore florida, mas sem raízes.

A busca do equilíbrio entre os aspectos subterrâneos e a elevação também é uma preocupação dos povos do Extremo Oriente. Jung, no livro O Segredo da Flor de Ouro, comenta que "os chineses não têm tendência à repressão violenta dos instintos, que envenena nossa espiritualidade, imprimindo-lhe um exagero histérico. O homem que convive com seus instintos também pode destacar-se deles, de modo natural".

Querer ser socialmente perfeito é tão prejudicial quanto querer eliminar as raízes. Uma pessoa que deseja ser "perfeita" deve ser cheia de virtudes e não possuir nenhum pecado. Na realidade, a perfeição implica uma mutilação, a eliminação de tudo aquilo que é "baixo", "rasteiro", "subterrâneo", "inferior". Uma árvore, no entanto, não se mutila, não elimina suas próprias raízes, não sacrifica uma coisa em função da outra. A árvore não quer ser perfeita, ela é perfeita. Perfeita porque tem copa e raiz. A árvore só é completa com tronco, galhos e raízes. Em temos psicológicos, podemos dizer que só somos completos se tivermos uma estrutura que nos dê suporte à vida, nos dê estabilidade, nos "aterre" ou nos "enraize" nos conteúdos que mantemos em nosso subterrâneo. Isso significa que uma pessoa completa é capaz de reconhecer a existência e a necessidade da Sombra como componente essencial de sua personalidade.

Sentimentos como medo, vergonha, raiva, fraqueza, impotência, impulsos libidinosos, insegurança, inadequação, cobiça, possessividade, ciúmes também podem ser associados aos aspectos sombrios, inferiores ou subterrâneos da nossa psique. São coisas que procuramos manter em segredo, escondidas. É natural que seja assim. A raiz da árvore também não fica à mostra. Não há nenhuma necessidade de expor nosso lado obscuro a todo mundo. A raiz deve ficar debaixo da superfície, é assim que a Natureza faz. Mas ocultar não significa excluir, mutilar. Para a árvore existir, a raiz também precisa existir, não pode ser eliminada. Nem a nossa Sombra.

[continua]

Fonte: Roberto Otsu, A Sabedoria da Natureza: Taoísmo, I Ching, Zen e os Ensinamentos Essênios, Editora Ágora, 2006.

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Oscar Quiroga - 222


O EQUILÍBRIO


Enquanto isso, aqui na Terra reina o suspense, e nossa humanidade transita pela incômoda linha que separa o nada da eternidade, equilibrando-se entre a ignorância que a brutaliza e a iluminação que a diviniza, e a cada dia, cada pessoa precisa ir tentar dormir com um barulho desses como pano de fundo de sua consciência. A esmagadora maioria nem suspeita o que acontece, mas pressente a dimensão, o que é suficiente. Poucos sabem a verdade, e esta os apunhala incessantemente sem piedade. Todos, porém, temos a mesma responsabilidade, que é sustentar a nota da beleza, da bondade e da veracidade através de quaisquer afazeres e relacionamentos, sejam estes de natureza íntima ou institucional. A civilização atual está em colapso, a nova ainda não se estabilizou, e vamos tentando nos equilibrar no meio de tudo isso!

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Thursday, May 29, 2008

 

Água cura tudo - 34




AYHAM DOYUK Y EL "AGUA DE LA VIDA

Se llama Ayham Doyuk, nació en Turquía y afirma haber descubierto una fórmula basada en ¡agua! que permitiría -entre otras muchas cosas- descontaminar el planeta entero de la polución, especialmente de la causada por el petróleo y sus derivados. Es más, asegura que con algunas de las variantes que ha elaborado se puede prevenir un incendio y apagar rápidamente cualquier fuego - incluyendo los causados por metal, vapor, gas, líquidos y materiales sintéticos y eléctricos-, descontaminar el aire y la tierra así como las aguas de mares, ríos, lagos, estanques, pantanos y pozos dejándolas cristalinas, desalinizar el agua, deshacer la nieve y el hilo de calles y carreteras, desinfectar los vertederos, eliminar las emisiones de gases dañinos por la combustión de basura, descontaminar y fertilizar por completo cualquier terreno, proteger las cosechas de plagas dañinas, evitar la deshidratación y congelación de los vegetales a causa del calor intenso o las heladas, curar enfermedades... y muchísimas cosas más. ¿Estamos ante un genio o ante un farsante?

Como adelanto en el editorial de este mismo número -léalo antes de proseguir, por favor- las afirmaciones del turco Ayham Doyuk son tan extraordinarias que resultan difíciles de creer. De hecho, a pesar de haber hablado largamente con él en Dusseldorf (Alemania) y con algunos de sus colaboradores y de haber presenciado demostraciones realmente inauditas me sigue costando aceptar que todo lo que me contó sea cierto. A pesar de que tanto él como las personas de su equipo me causaron una excelente impresión a nivel humano. Así que entenderé perfectamente que el lector ponga en duda lo que afirma. Y, sin embargo, no encuentro sentido a que todo sea un fraude magníficamente elaborado. Porque, en tal caso, ¿cómo se explica que se empeñe en hacer sus demostraciones ante científicos y expertos de universidades y centros de investigación? ¿Y cómo se explica que no sólo acepte sino que insista en que los presentes se lleven muestras de los productos de los experimentos para analizarlos en laboratorio? ¿O que acepte que los periodistas graben todo experimento desde cualquier ángulo y distancia para corroborar que no hay posible truco? Es más, todos los recipientes que utiliza en las demostraciones son de vidrio transparente para no dejar dudas. Y eso cuando hay posibilidad de plantearse un posible truco porque en algunos casos parece imposible. Quien suscribe este texto, por ejemplo, ha visto cómo apaga en una décima de segundo una sartén de aceite ardiendo mediante una breve pulsación a un bote de spray que contenía una de sus fórmulas acuosas. Y esa simple demostración me pareció contundente. Al menos, los dos amigos químicos con los que he hablado sobre ello me aseguran que eso es imposible, que no hay ningún producto conocido capaz de lograr eso.

También le he visto meter un dedo en su fórmula acuosa y luego en gasolina, prenderla fuego y ver cómo el dedo ardía hasta consumirse la gasolina... sin que las llamas le afectaran lo más mínimo. "Muy espectacular -pensé en aquel momento intentando buscar una explicación racional- pero eso es que antes se había rociado el dedo con algún producto que yo desconozco y se formó una película protectora...." . Sólo que luego le vi hacer lo mismo con una servilleta corriente de papel. Vi cómo la mojaba en su fórmula, cómo la empapaba después de gasolina, la prendía fuego y ésta ardía unos cuantos segundos hasta que se consumía la gasolina y cómo, a continuación, mostraba la servilleta intacta. Aquello me dejó perplejo. Durante una época de mi vida, hace ahora casi catorce años, tuve la oportunidad de asistir continuadamente durante varios meses a una serie de espectáculos de magia y me interesé ampliamente por saber cómo se hacían los trucos de ilusionismo. Tres meses después era capaz de descubrir la mayoría. Pues bien, tengo la certeza de que en este caso no cabía un posible "cambiazo". No sólo la servilleta estuvo siempre a la vista sino que para corroborarlo se grabó en primer plano estando sus manos siempre bien abiertas. Tuve mucho cuidado en no perderme detalle. Además, luego vi también cómo hacía lo mismo con una camiseta de algodón depositada en el suelo. Cómo primero le echaba encima su agua, luego la gasolina y cómo la prendía y se quemaba durante un buen rato... para, al apagarse, tomarla con los dedos, sacudirla y comprobar que estaba ¡intacta! No se había quemado ni un trocito.

Debo decir que vi también en video cómo hizo lo mismo con un arbolito que tenía varias hojas secas y estaba colocado en un macetero. Primero lo roció con su fórmula y a continuación de gasolina prendiéndolo. Sólo que como esta vez se trataba de una demostración para el cuerpo de bomberos de Estambul, el árbol se apagó con una manguera de incendios corriente... pero con el agua preparada por Doyuk. Pues bien, las llamas se apagaron en muy pocos segundos y el árbol estaba intacto. ¡No se habían quemado ni las hojas secas!

No quiero insistir. Pero debo añadir que las demostraciones con el fuego son numerosas y espectaculares. Doyuk afirma que el cuerpo de bomberos de Estambul -me mostró el video- ha hecho ya numerosas y sorprendentes demostraciones. Y asegura que la fórmula acuosa que utiliza es tan potente que con ella se puede apagar rápidamente cualquier incendio. Tanto pequeño como de grandes proporciones. Es más, afirma que si se riega un bosque con su agua... éste no puede ya quemarse. Y quien dice un bosque dice una casa. Y no sólo eso: me aseguraría que si un bombero empapa bien con su fórmula el traje especial que lleva y se introduce en el interior de una casa ardiendo... no sólo no se quemaría sino que la temperatura externa que sentiría sería muchísimo menor.

Se me llegó incluso a asegurar que si se riega un terreno con el agua y se hace explotar una bomba la llamarada posterior a la explosión se apaga casi de inmediato.

Por supuesto, no acabarían ahí las demostraciones. Como expliqué al principio, Doyuk asegura que es capaz de convertir cualquier hidrocarburo en oxígeno, hidrógeno y aminoácidos. Y resultó espectacular ver cómo tras echar un simple chorrito con su fórmula en un recipiente grande de vidrio trasparente lleno de agua al que se le había agregado petróleo y gasolina, ambos productos se trasformaban en cuestión de segundos en aminoácidos, en bionutrientes, quedando el agua cristalina y pura. Créanlo: lo que era un gran recipiente con una buena cantidad de petróleo y gasolina se transformó en segundos en agua limpia. Y para demostrarlo, echó un pez en él y éste no sólo nadó apaciblemente sino que acudió pronto a comerse los bionutrientes del fondo en que ambos productos se habían convertido.

No voy a seguir. Necesitaría varias páginas sólo para contar los experimentos y pruebas que Doyuk efectúa para demostrar lo que asevera. Y no ya ante un periodista como es mi caso sino ante científicos de primera línea. Pero el lector sí debe saber que a partir de la "fórmula madre", Doyuk asegura haber desarrollado numerosas fórmulas secundarias a fin de dar solución a los más variados problemas. Hago un breve resumen de algunas de las áreas en las que afirma que existen ya productos desarrollados y listos para su comercialización aunque advierto que hay muchos más.

-Medio ambiente.
Existen productos que permiten la descontaminación prácticamente total -orgánica, inorgánica y bacteriológica- de océanos, mares, ríos, lagos, lagunas, pantanos, estanques, represas, manantiales y pozos. ¿Cómo? Pues, "sencillamente", rompiendo las estructuras moleculares de los hidrocarburos y originando un proceso que da lugar a diversas reestructuraciones químicas. Por un lado, el oxígeno y el hidrógeno son liberados hacia la atmósfera y el carbono se precipita hacia el fondo transformado en bionutrientes. El resto de los productos químicos -entre ellos, los metales pesados- son "encapsulados" con lo que se inactivan, se vuelven inocuos. Incluidas las bacterias que terminan desapareciendo.

Es posible pues efectuar una limpieza completa de toda la contaminación existente por petróleo y sus derivados. Cualquier mancha de petróleo en tierra o en océanos, mares, ríos, lagos, etc., desaparece. Y, por supuesto, deja inmaculados oleoductos, refinerías, tanques de almacenaje y transporte, depósitos de residuos, torres, maquinaria, etc.

Asimismo, asegura que podría depurarse por completo el agua de desecho de las ciudades, que todo el "agua" de las cloacas podría reciclarse trasformándola de nuevo en agua pura y, además, sin dejar contaminantes químicos. De forma sencilla y económica.

Es más, existe una fórmula que permite convertir la gasolina en un gel inflamable -algo que permitiría efectuar su transporte sin peligro-, proceso que puede ser revertido con la ventaja de que la gasolina resultante es de mucha mayor potencia y, además, si bien es flamable no puede explosionar.

También pueden desinfectarse por completo los grandes vertederos y evitar las emisiones de gases dañinos por combustión de la basura.

En cuanto a los incendios, la fórmula permite controlar rápidamente cualquier fuego incluyendo los causados por metal, vapor, gas y materiales líquidos, sintéticos y eléctricos. Y lo hace actuando simultáneamente a tres niveles. Primero, sobre la parte superior del fuego impidiendo que el oxígeno lo alimente, lo que consigue encapsulándolo. Ello evita en segundo término las altísimas temperaturas que impiden penetrar tanto al agua como a otras sustancias químicas para extinguirlo. Y en tercer lugar, la fórmula agota la fuente de combustible inerte a través de una reacción bioquímica inmediata en virtud de la cual los hidrocarburos son transformados en aminoácidos. Cabe añadir que todo material combustible al que se le echa agua con la fórmula -madera, papel, petróleo y sus derivados, etc.- se vuelve inflamable. Por tanto, el agua puede utilizarse preventivamente a fin de evitar todo tipo de fuegos.

También existe una fórmula para descontaminar el aire. Incluyendo la producida por las emisiones de gas metano, las sustancias volátiles producidas por numerosos productos de limpieza, los famosos CFCs emitidos por los aparatos de aire acondicionado, refrigerantes y sprays, el óxido nitroso de los fertilizantes, el bromuro de metilo de los pesticidas, el humo del tabaco, el radón, las partículas emitidas a la atmósfera por los incendios forestales, el dióxido de azufre y las cenizas volcánicas esparcidas por los volcanes, etc. Sirva de ejemplo que bastarían unas cuantas avionetas esparciendo la fórmula sobre el cielo de una ciudad para librarla de la contaminación -el llamado smog- en poco tiempo. Eliminando simultáneamente todas las bacterias y virus del ambiente. Y que unas gotas de la fórmula bastarían igualmente para eliminar los gérmenes del sistema de refrigeración de un autobús, un avión, un barco, una vivienda o un edificio de oficinas.

Otra de las fórmulas desarrolladas permite deshacer la nieve y el hielo de las calles, carreteras y campos sin contaminar con productos químicos. Es más, al deshacerse la nieve y el hielo el agua resultante es pura, aparece ya sin contaminación (piénsese que el polvo que se acumula en calles y carreteras pero, sobre todo, en las ciudades es producido fundamentalmente por los hidrocarburos que caen de la atmósfera y estos los trasforma el agua tratada en bionutrientes). Asimismo, elimina todas las bacterias y virus presentes en la nieve y el hielo.

Existe también una fórmula que permite descontaminar cualquier terreno. Y que no sólo trasforma los hidrocarburos presentes en la tierra en bionutrientes y encapsula los demás elementos químicos dañinos inactivándolos sino que se ha preparado para que reduzca el proceso natural de evaporación del agua, las tierras se vuelvan más porosas y se equilibre su PH -queda en un valor de 7- hasta 11 metros de profundidad. La sal y el boro se encapsulan impidiendo que suban a la superficie.

-Estanques.
Existe toda una línea de productos para el tratamiento de piscinas, acuarios, piscifactorías y estanques de agua. Así, hay una fórmula que permite mantener las piscinas impolutas, libres de gérmenes, sin necesidad de usar cloro, elemento químico que si bien hoy se utiliza normalmente para desinfectar tanto las piscinas como el agua potable en realidad es dañino para el organismo. Una más permite conservar los depósitos de agua potables durante muchísimo tiempo. Y otra deja las aguas de las piscifactorías y de los estanques de los jardines, normalmente turbios por la contaminación, el barro y la maleza, transparentes.

-Agricultura.
Hay también diferentes soluciones para todo lo relacionado con el agro. Desde productos que descontaminan cualquier terreno hasta otros que lo fertilizan, protegen las cosechas de plagas dañinas, evitan la deshidratación a causa de la sequía y el exceso de calor, impiden que los vegetales se congelen durante las heladas o hacen que los productos cultivados crezcan y produzcan mucho más de forma natural.

-Industria y hogar.
También existen productos de sumo interés tanto para la industria como para el hogar. Fórmulas que permiten -entre otras muchas cosas- eliminar de forma casi increíble el óxido de las piezas metálicas, limpiar motores y herramientas de todo tipo, dejar impecables objetos de metal sucios (oro, plata, cobre, etc.) o limpiar las paredes ennegrecidas de un edificio por mor de la contaminación, los desechos orgánicos o la pintura. Incluso existe una que limpia -y repara- tanto la carrocería de un coche como todos los elementos del interior. Sin olvidar la existencia de productos para limpiar cristales, suelos, sanitarios, maderas, manchas textiles, etc.

-Higiene personal y belleza.
Obviamente, también existen productos para el cuidado del cuerpo humano. Desde cremas dentífricas hasta champúes.

Insisto en que sólo he mencionado algunos de los productos cuyas fórmulas están ya listas y probadas. Pero hay muchas más. Porque las posibilidades del agua son, si es verdad lo que afirma Ayham Doyuk, innumerables. Incluido el ámbito de la salud aunque éste es un asunto de suma trascendencia del que hablaré en próximos números. Llegados a este punto, tras haber sido testigo de las demostraciones narradas y de varias más, me sentí muy inquieto. No entendía nada. ¿Cómo es posible que todo esto exista -me preguntaba- y apenas nadie lo conozca? Quise respuestas.

-¿Cuánto lleva trabajando con esto?
-Desde principios de los años 80.

-¿Y cómo no se conoce a nivel público? Perdone pero no lo entiendo.
-Bueno, al principio pasé la mayor parte del tiempo investigando y desarrollando las fórmulas. Porque aunque todas se basan en la fórmula madre, que decidí denominar como Aqueous Perfect Solution (perfecta solución acuosa), cada una tiene su propia especificidad de acción. La base es la misma pero cada fórmula es distinta según su uso. La que permite apagar un fuego no es la misma que la que se usa para limpiar las aguas contaminadas. Y son más de un centenar ya las variantes. Luego hacía falta demostrar su funcionamiento. Durante años efectué muchos viajes y reuniones chocando siempre con el escepticismo o con los miedos. A todo el mundo le resultaba difícil de creer lo que contaba. Finalmente, logré montar una empresa dotándola de unas estupendas oficinas y una fábrica donde elaborar los productos... pero ésta se la llevó el terremoto que hubo hace tres años en mi país. Murieron varios trabajadores y la empresa se arruinó. Además, cometí la torpeza de no registrar las marcas y hace poco me las robaron. He tenido que empezar de nuevo registrándolo todo. Y no se puede imaginar lo que cuesta en tiempo, esfuerzo y dinero. Y, para mayor complicación, se está usando mi nombre en Internet fraudulentamente. Se está vendiendo a través de páginas web y a unos precios escandalosos agua con presuntas propiedades curativas supuestamente elaborada por mí. Hasta se han inventado una carta mía que firman con mi nombre publicando mi foto para avalarlo. Excuso decirle la confusión que existe por ello.

-Pero, ¿cómo es eso posible?
-Verá, hace tres años y medio aproximadamente accedí a suministrar a una serie de personas una fórmula muy concentrada que preparé para desintoxicar por completo el organismo a fin de que se pudiera efectuar un protocolo de investigación sobre sus propiedades terapéuticas. Así lo hice durante año y medio. Hasta que un día me enteré de que esas personas, viendo los resultados, se habían puesto a vender sin permiso sanitario alguno botellas con el agua a precios escandalosos. Obviamente, no volví a mandarles nada. Y ellos reaccionaron subiendo aún más el precio de las que les quedaban. Me han dicho que llegaron a cobrar 900 dólares por botella. Y cuando se les acabaron, vinieron a Alemania, compraron sin que yo lo supiera algunos palets con productos de limpieza, los diluyeron enormemente y empezaron a venderlos como si fuera la fórmula de agua terapéutica. Como si todas las fórmulas, aunque la base sea el agua, fueran idénticas. Hoy mismo me he enterado por e-mail de que al parecer hay mil personas intoxicadas en Brasil. Supongo que con algunas de esas botellas.

-¿Y por qué no lo denuncia?
-Estamos en ello. Pero el daño está hecho. Es lo que me ha hecho tener que empezar una vez más desde cero. En todo caso, no se preocupe porque el tiempo pone siempre todo en su sitio. Aunque no estaría de más que comunicara a sus lectores que la única página web mía en Internet es www.adperfectsystems.com

-Pero si al principio se comercializaron tantas botellas con agua curativa habría tenido que mandarles usted mucha cantidad...
-No. Mire, tanto la fórmula madre como algunas de las que se utilizan para descontaminar están muy concentradas. Por ejemplo, para preparar el agua que permite apagar un incendio basta echar un litro de la fórmula en un depósito de cincuenta mil litros. Y la proporción en otros casos puede llegar a ser incluso de un litro por cada medio millón de litros de agua.

-Me parece increíble.
-Es simple: el secreto reside precisamente en que el agua es un transmisor natural potentísimo. Mire, los científicos saben muy poco del agua. Bueno, en general la Ciencia tiene una comprensión de la realidad bastante limitada. Y, sin embargo, el agua es el principal componente de este planeta. Y el principal componente de nuestro organismo. Y de todo organismo vivo. Pues bien, lo que muchos no saben o no entienden es que el agua está viva. Se trata de un elemento con vida. Por eso nutre todo de vida. Aún más, es capaz de producir energía. Y tiene la capacidad de unir y capturar tantos elementos físicos como energías sutiles. Por eso se la llama el solvente universal. Y el problema es que ese agua, en todas partes, se está "muriendo". Una muerte que empezó con la contaminación masiva a causa del petróleo y sus derivados. Es más, el agua que hoy bebe la mayor parte de la gente del grifo es agua muerta, sin vitalidad. Nos estamos cargando el planeta a marchas forzadas. Esa es la verdad que pocos quieren asumir. Hay muchos intereses económicos detrás.

-¿Y usted puede resolver ese problema con su fórmula?
-Aunque cueste creerlo, sí. Si todos los gobiernos del mundo se pusieran de acuerdo le aseguro que podríamos descontaminar el planeta entero en sólo unos años. Ya sé que suena a ciencia ficción pero es verdad. Ahora bien, eso implica también dejar de contaminar. Y, por tanto, buscar alternativas al petróleo y sus derivados. Que existen...

-Me da la impresión por el tono y la sonrisa de que también las tiene usted.
-Bueno -me dice sonriendo abiertamente-, pues sí. Mire, si al agua corriente se le aplica una de mis fórmulas... se convierte en portadora de electricidad. Antes le mostré que eso es posible (Doyuk se refiere a uno de los experimentos que hizo y de los que no he hablado. La demostración consiste en cortar por la mitad un cable que en un extremo tiene un enchufe y en el otro cuatro bombillas grandes. Hecho esto, introduce los dos extremos del cable eléctrico con las bombillas en un recipiente de vidrio trasparente en el que sólo hay agua tratada con su fórmula y algo más allá los otros dos extremos con el enchufe. Finalmente, introduce éste en la toma de la corriente eléctrica y... ¡sorpresa!: las cuatro bombillas se encienden. ¡La electricidad se transmite a través del agua!). Pero es que además -prosigue diciéndome Doyuk- el agua tratada puede cargarse energéticamente. Uno de los proyectos de futuro es sustituir en los edificios la instalación eléctrica, generadora de campos electromagnéticos negativos para la salud, por simples tuberías de agua a la que se conectarían directamente los aparatos. Podrían desaparecer todas las torres de alta tensión y las líneas eléctricas. Es más, bastaría un simple depósito de agua para generar electricidad en una vivienda durante años. Como bastaría ese agua para sustituir todos los motores de gasolina actuales.

-¿Quiere decir que también puede funcionar un motor con el agua?
-Exacto. Con un motor distinto, claro.
Mi nerviosismo -como el lector entenderá- fue en aumento a lo largo de toda la reunión. Doyuk me explicaría tantas otras posibilidades que empecé a marearme imaginando lo que supondría que todo esto fuera verdad. Quise volver a ese punto.
-Lamentaría ofenderle pero si todo lo que me cuenta es como asegura no entiendo que no tenga usted apoyos de todo tipo.
-Oh, hay gente muy "interesada", por supuesto. Hace poco he recibido una propuesta económica mareante de una multinacional (menciona el nombre que yo obvio) para quedarse con la exclusiva de comercialización de todos los productos de limpieza y la he rechazado a pesar de mis dificultades actuales. ¿Por qué? Pues porque lo que querían era meter las fórmulas en un armario indefinidamente. Y yo no hago esto por dinero. También ha habido muchos gobiernos interesados... pero para que les ayudase en el terreno militar. Porque las aplicaciones son muchas (En ese momento recordé otro de los experimentos que había hecho. Primero tomó una botella corriente de aceite de girasol y le aplicó un rayo láser para demostrar que traspasaba el líquido. A continuación echó en él su agua y la removió consiguiendo que se mezclase uniformemente, lo que se supone que no es posible. Y, por último, volvió a aplicar el láser... sin que éste fuera capaz ya de traspasar la botella de plástico. Según él, aquello demostraba que el aceite se había trasformado en aminoácidos ya que ésta es la única sustancia que no puede atravesar un láser de luz.)

-Bueno, no todo el mundo tiene la misma falta de ética.
-Es verdad. Y tras muchas de las demostraciones que desde hace años vengo haciendo han aparecido siempre personas que me prometían todo tipo de cosas pero que, a la hora de la verdad, se quedaban en nada. En unos casos porque en realidad no tenían los contactos ni las posibilidades de las que presumían y en otros porque las empresas interesadas chocaban con las legislaciones de sus países. ¿Cómo comercializar la fórmula que hace innecesario el uso del cloro en las piscinas si la legislación obliga a su uso? Hay que cambiar la legislación... y previamente certificar que el agua es inocua. Es más complejo de lo que parece. Y hay muchos intereses en juego. Por eso decidí cambiar de estrategia y en lugar de dirigirme a la empresa privada, acudir a los centros universitarios públicos y a los gobiernos. Y es lo que he empezado a hacer recientemente.

-Ya que lo menciona, ¿cómo es posible que en su propio país no le ayuden?
-Ya le digo que en todas partes hay muchos intereses en juego. Y mi país no es una excepción. En cualquier caso, debo agregar que mi gobierno ha decidido por fin ayudarme recientemente poniendo en marcha varios proyectos coordinados por el Ministerio de Industria. Especialmente a través de una empresa especializada en el desarrollo de nuevas tecnologías llamada Kosgeb que tiene acuerdos de colaboración con centros de 49 países. El pasado 16 de Julio firmé un acuerdo con ellos para llevar adelante un proyecto que se desarrollará en la Universidad Técnica de Estambul a fin de demostrar mediante protocolos que efectivamente se puede trasformar todo tipo de impurezas del agua en aminoácidos, como puede ver (en ese momento me enseña una carta firmada por Ahmet Akar, responsable del departamento de Química, confirmando la aceptación del proyecto). Y el día 22 de ese mismo mes otro acuerdo con el Instituto de Energía Nuclear de la misma universidad para demostrar que es posible también encapsular las partículas radiactivas (me muestra igualmente la carta).

-Quiere eso decir que tiene también una fórmula que permite eliminar la radiactividad de una zona contaminada?
-Sí.

-¿Ha conseguido hacerse oír por otros gobiernos?
-Tengo apalabrado un proyecto importante con el gobierno norteamericano, otro con el ruso y uno más con el chino. Todos recientes. Y ocho con el Gobierno austriaco.

-¡Ocho!
-Sí. Usted sabe que, además de en Alemania, en junio hice varias demostraciones en Austria. El día 6 en la Universidad Johannes Kepler de Linz, el 10 en el Centro de Economia de Götzis, el 11 en la Universidad de Klagenfurt, el 12 en la Universidad de Graz y el 13 en la Universidad de Agricultura de Viena. Fue agotador pero dio resultado. Uno de los presentes, al acabar, me dijo un día: "Es suficiente. No necesitamos que nos demuestre nada más. Vamos a empezar a trabajar si lo desea. Y así empezó todo."

-Se le nota contento.
-Es que ha costado pero las cosas empiezan a marchar. Y ya verá cómo en cuanto en dos o tres países se empiece a poner todo esto en marcha porque sus gobiernos se animan y hacen las cosas de corazón sin atender a otros intereses, todo se precipita.

-¿Y no ha pensado en España?
-¿Por qué no? Pero, ¿quién organiza eso en su país?

-¿Vendría usted a hacer las demostraciones necesarias si alguien se encarga de organizar todo?
-Por supuesto.

-Pues delo por hecho.
Termino diciéndole al lector que voy a cumplir mi promesa. Y que este mismo mes de septiembre quizás ese acto pueda ya tener lugar. Les tendré informados. Este asunto no ha hecho más que empezar.


José Antonio Campoy

Fonte: http://www.dsalud.com/numero42_8.htm

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Mensagem de Mãe Maria: Renovação

“Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Renovação!

É tempo de renovar vossas energias, reconhecendo o quanto tendes desperdiçado de vossa força vital para sustentar a ilusão.

Ilusão de que a morte é inevitável, ilusão que rejuvenescer é impossível, ilusão que nunca conquistareis a plena felicidade.

Dia após dia empenhais vossas forças para aquilo que chamais “sobreviver”.

Sobreviver ao mundo caótico que vos envolve - onde nada mais faz sentido -, sobreviver à confusão que permeia vossas mentes, sobreviver às contradições espelhadas por vossos sentimentos conflitantes, sobreviver à falta de esperança que faz parecer inútil todas as vossas ações.

É preciso reconhecer, com urgência, que assim pensando, sentindo e atuando, continuareis extenuados pelo esforço contínuo que não vos permite “Viver”.

É hora de viver, amados, cada instante sagrado com toda a intensidade do vosso ser, utilizando a força geradora da energia que vos sustentao amor infinito do Pai – para encontrar o verdadeiro sentido que vos trouxe ao mundo da terceira dimensão.

Parai, pois, de vos desgastardes na tarefa ingrata de alimentar o limite que vos faz perceber somente o que enxergais, escutais ou tocais, para que possais concentrardes vossa atenção no “sentir”.

Deixai que o sentir verdadeiro norteie vossos passos, para que possais dar um novo impulso as vossas vidas, resgatando a compreensão que vos permite emergir do caos e do limite, da dor e do sofrimento, para reencontrar a certeza de que sois imortais, sois a manifestação do Criador no mundo da terceira dimensão, sois saudável, abundante, pleno de alegria, sois livres para ser feliz.

Procurai, pois atrairdes o alimento sagrado que vos torna plenos, o amor que só se manifesta em sua plenitude quando compreendeis que vós sois potencialmente esse amor, e que o mundo ilusório aí está a vos desafiar a reconhecer essa vossa herança para manifestá-la com o intuito de trazerdes ordem onde hoje reside o caos.

A Ordem Divina aguarda para ser manifestada em vosso planeta através de cada um de vós, e onde impera a Ordem Divina – Eu vos asseguro – inexiste a confusão eis que tudo se encaixa em seu perfeito lugar no universo.

Existe plenitude para todos quando a Ordem Divina é resgatada, mas para que isso aconteça é preciso que vós, Filhos da Terra, aceitem vossa perfeição e exercitem o papel que escolheram cumprir nessa dimensão, para que a transformação de vossos limites se concretize e mais um passo seja dado rumo a vossa eterna evolução.

Deixai, pois, de utilizar vossas forças e o precioso tempo da misericórdia na ingrata tarefa de viver na escuridão dos limites impostos por vossos egos, para que possais direcionardes vossas atenções para a preciosa linguagem que emerge através de vossos corações, para que possais atrairdes sempre, e mais, o alimento sagrado que provê vossas vidas de tudo que necessitais para revelar o ser pleno que luta para vir à tona em vós com o intuito de construir um mundo de paz.

Bem amados, se faz necessário também que possais preparar vossos corpos físicos, para que eles possam ser o receptáculo perfeito para conter o novo fluxo de energia que chega nos próximos dias para alimentar os Filhos da Terra.

Lembrai-vos, pois de fluidificar vossos corpos, ingerindo muita água, permitindo que eles absorvam a luz do sol, nutrindo-os com alimentos saudáveis, aqueles que a natureza vos oferta para serem absorvidos “in natura”, transformando o ato mecânico de comer no ato sagrado de levar luz para vossos corpos, para que possais resgatar a harmonia com a Mãe Natureza, exercitando o primeiro passo para a total comunhão que se faz necessária entre todos os Filhos da Terra.

Bem amados, a vida é sinônimo de plenitude, e a plenitude aí está permeando todos vós para que possais reconquistá-la em todas as áreas de vossas vidas, vivenciando vossas experiências em total comunhão com todas as formas de vida.

Bem amados, que vossas orações alimentem a humanidade da clareza que se faz necessária para que todos os Filhos da Terra reencontrem o caminho do sagrado pondo fim ao tempo do limite e da ilusão.

Bem amados, Eu vos deixo agora, derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.”

Sp-27/05/08

Mensagem de Mãe Maria-16/08 canalizada por Jane M. Ribeiro

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Oscar Quiroga - 221


ESPÍRITO EM AÇÃO!


Enquanto isso, aqui na Terra nossa humanidade sempre será livre para optar, e esta condição é sagrada. Hoje, por exemplo, esta condição emerge propondo a escolha entre seguir a agenda normal de acontecimentos, tratando esta quinta-feira como qualquer outra, ou prestar atenção à voz da intuição, que propõe encarar o dia como uma oportunidade de cumprir outras obrigações diferentes, de cunho espiritual. Evidentemente, as grandes religiões não ajudam o humano moderno neste sentido, pois tentam cingir a mentalidade livre dentro de rigores ultrapassados. Hoje em dia, é mais eficiente cumprir os deveres espirituais fora dos templos do que dentro destes. Como? Falando a verdade, promovendo a beleza e agindo de acordo com a vontade de fazer o bem. Isto é espírito em ação!

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Wednesday, May 28, 2008

 

O Retorno do Planeta X - 20


Fotos do Planeta X (Nibiru) tiradas em Janeiro de 2008, pelo telescópio norte-americano (SPT = South Pole Telescope) sediado no Polo Sul (Antártica):


http://www.youtube.com/watch?v=2AmdazwAcgw
http://www.youtube.com/watch?v=aPw78L_yhE0&eurl=http://yowusa.com/planetx/2008/planetx-2008-03a/1.shtml
[Fevereiro 2008]

Os controladores mundiais parece que conseguiram eliminar os dois vídeos acima do You Tube. Consegui encontrar uma imagem desses vídeos no seguinte endereço:

http://www.segnidalcielo.it/planet%20x2.jpg

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As Mensagens da Árvore - 4


Dentro e Fora da Terra


A percepção da realidade dos níveis vísiveis e invisíveis da árvore pode ser ilustrada com uma história verídica. Quando uma pessoa resolveu arrancar uma trepadeira chamada "unha-de-gato" do seu jardim, teve a oportunidade de descobrir o mundo que existe debaixo da superfície das coisas. A planta havia tomado toda a parede de um sobrado e começava a invadir as paredes e as calhas da casa vizinha. Por não ter condições de aparar a trepadeira com regularidade, achou melhor arrancá-la por completo. Teve a impressão de que seria um trabalho simples, era só puxar a planta, pensou. Pegou uma escada e começou o trabalho. Com auxílio de um tesourão, em pouco tempo conseguiu arrancar a planta da parede, de cima para baixo. Os talos cortados da trepadeira se avolumaram no chão do jardim numa proporção que ele não imaginava. Mas ele via aquele amontoado de folhas e galhos como um sinal de que já estava próximo de concluir sua tarefa, o que era animador.

Quando arrancou toda a ramificação e chegou ao chão, ele se deu conta de que não havia acabado o trabalho: faltava remover as raízes. Até este momento, ele se esquecera das raízes. Elas não estavam à vista e, por isso, na sua mente, não existiam. Aí, percebeu como funcionava sua mente e, por extensão, como funciona a mente humana. "No geral, só pensamos no trabalho exterior e esquecemos do trabalho interior", pensou. "O trabalho com aquilo que não é visível é uma necessidade, não pode ser esquecido", concluiu.

Os essênios perceberam que a árvore sempre cresce de forma simétrica, para fora e para dentro da terra. Se o ser humano quiser ter uma vida saudável, precisa seguir esse exemplo de equilíbrio das árvores.

[continua]

Fonte: Roberto Otsu, A Sabedoria da Natureza: Taoísmo, I Ching, Zen e os Ensinamentos Essênios, Editora Ágora, 2006.


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A Terra Oca - 29


O Grande Dilúvio - 3

Quando as águas do Dilúvio baixaram, elas levaram junto com elas grande quantidade de entulhos para dentro dos canais de interconexão entre as duas superfícies, causando também uma grande erosão nessas passagens, alargando-as. Grande parte desses sedimentos acomodaram-se em torno do centro de gravidade, pela ação da gravidade. Isso formou um falso fundo do mar (sem consistência sólida) nos locais em que foram escavados os tuneis de interconexão. Na Fig. 15.1, de [1], procura-se ilustrar esse fato.



É nesses locais com fundo falso do mar que ocorrem fenômenos estranhos, como o sumiço de navios e aviões. Existem vários desses lugares no planeta, como o Triângulo das Bermudas, no Mar das Antilhas, e o "Mar do Diabo" a leste da costa do Japão. Um outro canal existe também próximo ao Polo Norte.

Um sistema de alta pressão é uma região onde a atmosfera é mais densa e um sistema de baixa pressão é onde o ar está menos denso. Esses valores altos e baixo exercem níveis variados de pressão sobre a superfície do mar, que acaba sendo transmitida para o assoalho do oceano que fica logo abaixo. O piso falso do mar pode se fraturar, permitindo a passagem de grandes volumes de água por essas frestas. As Figs. 15.3 e 15.4, de [1], procuram mostrar essas situações.


São os fortes fluxos de água nessas regiões, para cima ou para baixo, que causam os comportamentos estranhos do mar nesses locais, como a subida localizada do nível da água ou a formação de vórtices que podem tragar navios e aeronaves nas suas proximidades. Note que essas explicações não podem ser aventadas pela ciência oficial, pois ela ainda não admite a estrutura de uma Terra oca.

[continua]

Referência:
[1] Kevin & Matthew Taylor, The Land of No Horizon, website: www.tlonh.com, 2001.

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A Mata Atlântica Brasileira


Observe, na figura abaixo [1], que o remanescente da mata atlântica brasileira, em 2005, se concentrava nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (regiões verdes). As três cidades campeãs de dematamento da mata atlântica brasileira, entre 2005 e 2007, são do Estado de Santa Catarina: Mafra, Itaiópolis e Santa Cecília. Juntas, elas destruíram no período 3.843 hectares - o equivalente a 5.382 campos de futebol.

[dar um duplo clique na figura para vê-la com maior detalhe]

Os dados levantados são alarmantes tendo em vista que restam no país apenas 7,26% da área original dessa floresta. As informações, divulgadas ontem pela Fundação SOS Mata Atlântica, foram produzidas numa parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo o órgão ambiental do Estado de Santa Catarina, a FATMA, a principal causa da destruição de mata atlântica é a substituição das florestas originais por Pínus, que são vendidos para a indústria de papel.

Outros municípios da lista de recordistas de desmatamento estão na Bahia (Tremedal e Bom Jesus da Lapa), em Minas Gerais (Ninheira) e no Paraná (Coronel Domingos Soares e Bituruna). Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica, afirma que em 20 anos de estudo perdeu-se o equivalente a metade do Estado de Alagoas. Ela diz que a situação da mata atlântica é bastante crítica, "especialmente devido à elevada fragmentação florestal". Com as áreas de floresta cada vez menores, as espécies animais que as habitam também sofrem mais.

Referência:
[1] Afra Balazina, "SC lidera desmatamento da mata atlântica", Jornal Folha de S. Paulo, pg. A11, 28.05.08.

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Oscar Quiroga - 220


O DESAFIO


Enquanto isso, aqui, neste pequeno e assustado planeta em que nossa humanidade experimenta o gosto de uma época para lá de desafiadora, cada pessoa é importante no sentido de facilitar ou dificultar a evolução e transformação de nossa civilização. É simples afirmar que somente os países poderosos, as instituições mundiais ou cidadãos endinheirados teriam os meios para facilitar esta transformação. Isto é verdade, porém, não é menos verdade que cada pessoa simples e humilde também pode contribuir com sua parte nesta transformação, optando por não reproduzir tudo que de errado contempla acontecer nos meios governamentais e, pelo contrário, insistir na preservação de relacionamentos justos, bons, belos e verdadeiros. Esta época é desafiadora porque é quando a espécie humana encontra a oportunidade de funcionar de forma unificada.

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Tuesday, May 27, 2008

 

As Mensagens da Árvore - 3


A Copa não existe sem a Raiz


A árvore era o principal símbolo dos valores essênios. Ela representava a integração dos aspectos celestiais com os aspectos terrenos, do mundo visível com o mundo invisível. Os essênios não viam a árvore só pelo seu lado aparente, por seu tronco e sua copa, mas como uma realidade total, incluindo as raízes que permanecem ocultas aos nossos olhos. Diziam que os galhos se direcionam para o céu e porisso representavam os valores elevados. As raízes estavam associadas ao reino terrestre, aos elementos naturais e às coisas práticas da vida. Já o tronco, que fica entre a raiz (terra) e a copa da árvore (céu), correspondia ao reino humano. Os essênios entendiam que o homem está entre os reinos do céu e da terra, entre os aspectos interiores e materiais, entre o subterrâneo e o divino.

Uma árvore não é apenas o que se vê externamente. Do mesmo modo, o ser humano não é só aquilo que se apresenta aos nossos olhos. A árvore tem raízes escondidas debaixo da terra, e o homem tem "algo" escondido dentro de si que são suas mais profundas raízes. Alguns chamam esse "algo" de Alma, outros de Espírito, Inconsciente, Self, Eu Superior, Essência, Eu Verdadeiro, o nome não tem muita importância e varia de acordo com as diferentes tradições. Os essênios perceberam que, assim como a árvore tem uma parte visível e uma parte invisível, o ser humano também tem uma parte exterior e uma parte que se mantém oculta aos olhos. Essa parte oculta é o que mantém a vida e dá estabilidade às árvores e às pessoas.

Como as raízes não estão à vista, esquecemo-nos delas. Não temos em mente que, se a árvore não tiver raízes, ela não se sustenta e cai. Toda a beleza dos galhos, das folhas, das flores e dos frutos se devem ao trabalho invisível das raízes de retirar os nutrientes da terra. Se observarmos uma árvore com cuidado, vamos perceber que o volume das raízes é o mesmo dos galhos e que isso é fundamental para poder dar estabilidade à árvore e extrair a quantidade apropriada de alimentos da terra. Se as raízes forem pequenas demais, a árvore não terá firmeza e não conseguirá nutrir-se de forma adequada.

[continua]

Fonte: Roberto Otsu, A Sabedoria da Natureza: Taoísmo, I Ching, Zen e os Ensinamentos Essênios, Editora Ágora, 2006.


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A Terra Oca - 28


O Grande Dilúvio - 2

Com a saída da água interior, a largura do túnel (canal) de ligação entre as duas superfícies aumentou, devido à erosão causada pelo fluxo da água nas paredes do canal. Após a saída da água interna (causando o Dilúvio), houve a saída do ar comprimido interno para a atmosfera externa. Após esses dois eventos, parte da água presente na superfície externa refluiu de novo para a superfície interna, conforme indicado na Fig. 14.3, de [1].



Após esses três eventos, os oceanos na superfície externa ficaram com mais água do que antes do dilúvio. Devido a isso, formaram-se as atuais plataformas continentais submarinas, regiões próximas das costas dos continentes com baixa profundidade. Dessa forma, todas as cidades litorâneas da época anterior ao dilúvio ficaram submersas após o dilúvio, como já descoberto em vários lugares do planeta (próximo da Flórida, Cuba, Índia, Japão, Egito, etc).

Com o refluxo das águas em direção ao interior do planeta, aumentou ainda mais a largura dos canais de interligação (sistema de vasos comunicantes) entre as duas superfícies, devido a uma erosão adicional pelo novo fluxo de água. Existiu uma grande diferença entre a água que saiu do oco quando comparada com a água que voltou para o oco. A água que saiu do oco veio bem limpa, ao passo que a água que voltou para o oco veio muito suja, devido à varredura (coleta dos destroços) dos mundos vegetal e animal feita aqui na superfície externa.

Vejamos como o capítulo Gênesis da Bíblia comenta os três eventos acima:

Gen. 7:11 - No ano seiscentos da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do mês, nesse dia, romperam-se as fontes do grande abismo... (isto é, abriram-se as tampas dos túneis que iam até o oco planetário, "o grande abismo").

Gen. 7:24 - E as águas predominaram sobre a terra durante cento e cinqüenta dias (isto é, demorou 150 dias saindo água do interior da Terra, pelos vários túneis de interligação escavados).

Gen. 8:1-3 - Lembrou-se, então, Deus de Noé, e de todas as feras e dos animais que estavam com ele na arca, e fez soprar um vento sobre a terra (correspondendo à saída do ar comprimido vindo do oco da Terra), e as águas baixaram. Fecharam-se as fontes do abismo...(isto é, parou de sair água do interior da Terra). As águas retiraram-se progressivamente do continente... e começaram a baixar (isto corresponde à terceira fase, do refluxo das águas para o interior do planeta).

O Grande Dilúvio mudou muito a Terra. No entanto, sua velocidade de rotação e seu eixo permaneceram intactos. Os oceanos e as atmosferas do interior e exterior da Terra ficaram agora equilibradas (equalizadas). O oceano interior nunca mais foi completamente preenchido (como antes do dilúvio). O nível do mar lá estava agora consideravelmente mais baixo que antes. Muita água permaneceu na superfície externa, como um balanço equalizador entre os dois mundos. Conseqüentemente, os oceanos no exterior da Terra ficaram agora bem mais profundos. Todas as cidades costeiras antidiluvianas foram destruídas e suas ruinas ficaram para sempre submersas abaixo da superfície do mar, mares esses agora mais profundos não pelo derretimento de gelo de uma suposta idade do gelo (ou por um aquecimento global, como é moda hoje em dia), mas devido ao processo de equilíbrio das pressões entre os mundos interno e externo. Hoje as plataformas continentais do mundo todo estão submersas. A superfície do mar esconde os vestígios da vida que existiu no mundo pré-diluviano. Esses destroços nos sinalizam que este grande evento de inundação que mudou o mundo para sempre ocorreu há menos de 4.500 anos atrás.

Como Marte é semelhante à Terra, lá também ocorreu um dilúvio (talvez de forma aleatória, e não planejada como aqui), com água saindo do interior (oco) para a superfície exterior marciana, o que gerou as erosões que hoje se observa através das sondas espaciais enviadas àquele planeta. Esta hipótese nunca é admitida pela ciência oficial, pois ela não admite que os planetas esféricos sejam ocos.

[continua]

Referência:
[1] Kevin & Matthew Taylor, The Land of No Horizon, website: www.tlonh.com, 2001.




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