Monday, November 24, 2008

 

A Biologia da Crença: Não somos Vítimas de nossos Genes

"Somos vítimas de nossas crenças"

O microbiologista Dr. Bruce Lipton discute abaixo a atual crise evolucionária e sua pesquisa inédita sobre a interface mente/matéria com a Dr. Laurie Nadel, anfitriã do programa Sixth Sense (Sexto Sentido) disponível em www.webtalkradio.net. O artigo abaixo é uma parte dessa entrevista.

Pergunta: Você faz referência a uma crise na evolução. O que é isso?

Resposta: Encontramo-nos hoje no meio de um grande salto evolucionário. O que torna ele especialmente interessante é que nós não o vemos. O que vemos são muitas crises pequenas afetando o mundo. Mas muitos de nós deixam de reconhecer que essas crises predizem uma mudança eminente que irá ter um grande impacto na civilização humana. Como um biologista molecular, eu percebe padrões recorrentes nessas crises que apontam para uma crise coletiva na evolução. Para evoluir biologicamente como uma espécie que é capaz de sobreviver os muitos perigos à frente, nossos genes também precisam evoluir.

P: Como isto nos afeta como indivíduos?

R: O modelo reducionista da ciência do Século 19 afirma que o mundo é feito de matéria física. Portanto, tudo que existe pode ser reduzido a componentes menores de matéria. Porém, novas descobertas científicas na física e na biologia refuta esta premissa. Na verdade, nossas crenças e nossos pensamentos afetam a matéria física.

P: Isto significa que nossos pensamentos e crenças afetam nossos genes?

R: A nova biologia provê evidência que cada um de nós é uma comunidade de cerca de 50 trilhões de células ligadas para se comunicar entre si através de sinais eletromagnéticos. Esses sinais vêem do meio ambiente, tanto interno como externo. Nosso meio ambiente interno inclui o código do DNA (ADN) para a consciência e compaixão - nossos genes espirituais. Quando desenvolvemos idéias e ações que dão expressão a esses genes, não apenas nós começamos a crescer como indivíduos. Nós também adquirimos uma oportunidade única de contribuir para nossa evolução coletiva como uma espécie.

P: Qual é o primeiro passo?

R: A compreensão de como seus pensamentos e ações influenciam seus genes te provê com uma oportunidade única de encontrar a verdadeira felicidade como um indivíduo, enquanto você simultaneamente ajuda a evolução da nossa espécie. Para fazer isso, você precisa desfazer-se das antigas hipóteses sobre mente e matéria.

P: Não são os genes algo sobre os quais nós não temos controle?

R: Aproximadamente nos últimos 20 anos, os cientistas têm começado a descobrir como a percepção da informação do meio ambiente é traduzida na biologia que controla nosso comportamento biológico. Essa percepção serve como uma interface entre o meio ambiente e a biologia. Os cientistas chamam esse campo de pesquisa de "epigenética".

O trabalho importante que surge da epigenética é a compreensão de como essas percepções interfaceia realmente com a ciência. Então, de uma perspectiva prática, nós podemos explorar como nós adquirimos essas percepções e como nós podemos mudá-las para criar uma verdadeira felicidade para nós e para os outros.

Se nossas percepções forem precisas, então nossa biologia deveria estar em harmonia com o mundo. Mas em casos que poderíamos chamar de precepções erradas sobre a vida, essas percepções erradas irão desprogramar os genes, levando às doenças básicas e a outras dificuldades.

Por outro lado, quando nossas percepções da vida mudam, também muda nossa expressão genética. Com a nossa consciência, nós podemos criar qualquer coisa, de saúde sublime até doenças. Nós não somos mais vítimas de forças fora de nós mesmos. Também nós não culpamos as forças externas pelas características e atitudes que nós mesmos podemos mudar. Quando nosso pensamento e comportamento evolui para enfrentar os desafios de acatar a responsabilidade por aquilo que acontece dentro de nossas cabeças, nós podemos ganhar uma visão mais profunda das características espirituais que foram impressas em nosso código genético.

P: Como todos sabem, pelo seu código DNA você será identificado. Isso não é verdade?

R: Seus "genes" fazem muito mais do que prover uma impressão digital biológica. Imagine que você é uma loja de material de construção. Existe uma seção de encanamento, com todos os diferentes tipos de canos, de válvulas e de torneiras. Também existe uma seção elétrica com todos os tipos de fios, de chaves e de tomadas. Cada gene representa algo diferente que você precisa para construir uma casa (seu corpo). Como exemplo, existem genes tipo chaves, canos e fios, etc. Os genes provêem o material de construção com os quais você faz sua construção. Mas lembre-se: As partes não determinam o que vai acontecer até o final da construção. É o contratante que cria um plano e então usa as partes para manifestar esse plano no final.

P: Quem é o contratante?

R: O contratante é a mente! É por isso que a mente é tão poderosa, influenciando nossa saúde física, mental e espiritual.

P: Por favor, você pode dar um exemplo?

R: Por exemplo, o efeito placebo é responsável por aproximadamente dois-terços de todas as curas na medicina. O que isto representa? Isto representa que a mente, como um contratante, tem uma crença sobre a conseqüência de um procedimento de cura ou de uma cirurgia. Esta crença, que está na percepção da mente, ajustou a genética para manifestar a sua resolução. Se o médico diz, "Oh, isto vai ser um procedimento simples, e você vai se recuperar maravilhosamente!"; ouvindo esta crença, coloca a mente contratante já no processo de criar esta resolução final, ajustando as células na sua própria biologia. Portanto, uma pílula de açucar, quando dita que ela tem tal efeito profundo, vai para a mente contratante dessa pessoa. A mente diz, "Oh, eu posso já imaginar o resultado. Eu vou ficar bem!". Então o paciente toma a pílula de açucar, mas o efeito vem da percepção da mente.

O conceito de visualização da cura que vai certamente acontecer é, na realidade, equivalente ao contratante traçar primeiramente a planta (diagrama) do que aquela cura irá se assemelhar; em segundo lugar, corresponde a ir ao departamento de peças, a genética; em terceiro lugar, selecionar a genética e as respostas celulares para criar a imagem do resultado desejado. Portanto, a mente está continuamente dando forma à biologia!

P: O pensamento negativo trabalha também dessa forma?

R: Você pode pensar, "Eu já sei o que o efeito placebo representa". Mas você sabia que existe algo chamado de efeito não-cebo? Pensamento não-positivo também afeta a biologia com o mesmo poder que o efeito placebo tem. Independente de o pensamento ser positivo ou negativo, pensamentos controlam a biologia. Seus pensamentos. Sua biologia. Seus genes.

P: Como você descobriu isso?

R: Como um cientista pesquisador, quando eu primeiramente me conscientizei disso intelectualmente, eu tive um daqueles "Ah!". O mecanismo da nossa mente cruza a membrana da célula, que é o cérebro da célula. A membrana celular controla a genética da célula e seu comportamento. Como fiquei surpreso! Foi um grande momento de heresia, comparável com o clarão de conhecimento que Copérnico teve quando ele compreendeu que a Terra gira em torno do Sol, ao invés de vice-versa.

Quando jovem, eu fui para a ciência para evitar as coisas metafísicas e espirituais, nas quais eu não acreditava. Eu acreditava que as pessoas são vítimas de suas biologias. A vida pode ser entendida através da química e dos genes. Eu esperava encontrar um modo de colocar tudo junto em um mecanismo que iria me ajudar a entender tudo isso. Lá no laboratório, após estudar células sob o microscópio por dez anos, eu cheguei às particularidades deste mecanismo e como ele funcionava. Eu pude ver que a célula é um chip programável, de certa forma. Os genes são como um disco rígido (HD).

A biologia convencional diz que ela é a nossa memória apenas de leitura (ROM), significando que conforme seja o programa, assim será o que acontece. Mas quando aquele clarão de insight me veio, eu compreendi que cada célula tem uma memória de leitura e de escrita (RWM). Isto significa que você pode re-escrever e mudar a memória dos conjuntos de genes que você tem.

P: O que isto tem a ver com evolução?

R: Cada célula é uma miniatura do ser humano. Ela tem um cérebro, sitemas digestivo, respiratório e circulatório. Ela tem a capacidade de transmitir e receber comunicação. Cerca de 50 trilhões de células compõem o corpo humano. Os humanos podem ser vistos como células que compõem algo maior chamado humanidade. A evolução que nós estamos vendo agora não é a evolução do ser humano visto como um organismo vivo individual. É a evolução da comunidade de seres humanos. Como uma espécie, nós estamos começando a nos desfazer de nossas velhas crenças sobre limitações e substituindo-as por comportamento e pensamento conscientes.

Os psicólogos têm revelado que 70%, ou mais, de nossos pensamentos são negativos e redundantes. Mas isso está mudando. A evolução pela qual estamos passando neste momento é uma evolução da nossa percepção. Com o crescimento de nossa percepção de como a mente afeta nossa biologia, nossas crenças e pontencial se expandem. E veja só! As ações e experiências no mundo à nossa volta também mudam!

P: Portanto nós não somos vítimas de nossos genes?

R: Esta é a parte central. De repente, você reconhece que você tem o poder de mudar isso. Mais, nós temos a responsabilidade de usar esse poder. Não apenas não somos vítimas de nossa biologia. Temos responsabilidade pessoal. E quando nós aprendemos como programar nossa biologia, nosso velho modelo de realidade também muda. Nós não somos vítimas de nossos genes. Como uma espécie, os humanos têm o potencial de ir de vítima para mestre.

P: Psicólogos dizem que 70% de todos os pensamentos são negativos. Que podemos fazer a esse respeito?

R: A nova biologia reconhece que o pensamento na mente é convertido em neuroquímicas que controlam a biologia. Ouça a sua mente por alguns minutos: poderia, deveria, sempre, nunca, todos, eliminações, distorções e muitas generalizações. Com tantos pensamentos negativos, obviamente a vida torna-se uma batalha. Você já coloca barreiras em frente de você antes que você chegue lá.

Após aquele clarão de conhecimento no laboratório, eu comecei a fazer o que as pessoas poderiam chamar de mentalidade budista. Isso significa apenas estar presente. Toda vez que um desses pensamentos negativos surgisse, eu percebia ele. Eu então dizia: "Não, cancela isso. Reescreva ele em um particípio presente positivo". Eu comecei a reprogramar meu self pessoal.

P: Você está falando sobre a mente consciente ou a mente inconsciente (subconsciente)?

R: O pensamento diário é habitual. O que nós estamos tocando na nossa mente subconsciente são programas que nós adquirimos durante o nosso desenvolvimento, primariamente antes dos cinco anos de idade. Alguns deles foram programados na nossa mente subconsciente inclusive enquanto nós estávamos no estágio fetal de desenvolvimento. Programas fundamentais foram baixados (downloaded) nessa ocasião de outras pessoas, de forma inconsciente. Isto significa, sem sabermos o que nós estávamos fazendo.

Os cientistas reconhecem que 95% da nossa atividade consciente está efetivamente sendo guiada pela mente subconsciente, onde esses programas que nós baixamos de outras pessoas residem. Isto é um criador de conflitos em nossas vidas devido ao embate entre a mente subconsciente e uma mente consciente. A metáfora de Freud para a mente é um iceberg (montanha de gelo flutuante no mar). A mente consciente é como o topo do iceberg. A maior parte da mente, como a maior parte do iceberg, está escondida da percepção. Ela está abaixo (sub) do nosso nível de atenção (consciente).

Existe uma profunda diferença entre as duas. A mente consciente é sua identidade, sua conexão espiritual, você mesmo. Ela diz, "Isto sou eu. Eu tenho um nome e eu sei o que eu devo fazer". A mente consciente tem seus desejos, suas aspirações. Ela diz, "Isto é o que eu desejo na minha vida". Por exemplo, "Eu vou lá fora procurar ajuda". Ou, "Eu vou lá fora procurar um relacionamento". Os parâmetros de qualquer coisa que você procura estão na mente consciente.

A mente sub-consciente contém todos os arquivos históricos, livros de livraria e programas. Tudo que experimentamos está lá. A mente subconsciente trabalha como um gravador de fita magnética. Ela registra o comportamento. Quando você, ou outra pessoa, ou algo no meio ambiente aperta o botão, a mente subconsciente automaticamente toca o comportamento sem que você pense sobre isso.

Noventa e cinco porcento de nossa vida é comandada por nossa mente subconsciente. Enquanto nossa mente consciente pensa que nossos desejos e aspirações estão controlando a direção de nossa vida, a neurociência diz, "Não!" Os programas que estão na sua mente subconsciente controla a direção da sua vida. Mas quando você presta atenção, você descobre algo parecido com isso, "Oh meu Deus! Os programas fundamentais na minha mente subconsciente vieram de outras pessoas".

[continua]

Labels: ,


Thursday, March 29, 2007

 

As Doenças Não-Genéticas


As doenças que já nascemos com elas (genéticas) são resultados de nossos carmas acumulados de encarnações ocorridas no passado. Não podemos fazer muita coisa para nos livrarmos desses incômodos: podemos apenas levar uma vida a mais saudável (santa) possível, a fim de não complicar ainda mais a nossa situação herdada (
de nós mesmos, e não de nossos pais, que foram apenas o veículo/canal para a nossa manifestação física neste planeta).

Todas as doenças que vamos adquirindo ao longo da vida (aquelas que nós não nascemos com elas), são doenças não-genéticas e são sempre o resultado de hábitos patológicos que adquirimos através do nosso convívio social. A grande maioria das informações que recebemos após o nascimento são informações erradas (mentiras) que nós acabamos aceitando e transformando em vícios/hábitos, que acabam por nos escravizar a esses comportamentos danosos ao corpo. Exatamente por causa disso é que Jesus disse: "Conheça a Verdade e a Verdade vos libertará", significando que somos escravos das mentiras que nos foram contadas (e nós aceitamos) desde que saímos do ventre de nossas mães. Essas mentiras nos são contadas pelos nossos pais, professores, conhecidos e mídia. Portanto, para nos livrar definitivamente (curar, não tratar ou remediar) de todas as doenças não-genéticas, só existe uma forma para alcançar isso: interromper o hábito patológico que levou ao surgimento da doença e substituí-lo por um outro hábito saudável. Todas as outra abordagens para se livrar da doença são apenas paliativos que não curam a enfermidade. No entanto, a grande maioria das pessoas deseja ser salva no pecado ao invés de ser salva do pecado, significando: as pessoas desejam manter os maus hábitos patológicos, mas não desejam receber o resultado desses hábitos patológicos; para isso, essas pessoas passam a tomar remédios, para remediar a situação ("levar com a barriga"), enquanto possível. Somente quando a doença passa a ser muito incômoda, levando a um sério risco de perder a vida, é que a pessoa pára para fazer uma auto-análise e identificar qual o hábito danoso que está ameaçando sua vida. Uma mentira que nos contaram, e que aceitamos, é de que após um certo número de anos precisamos mudar da nossa residência para o cemitério. Como a nossa realidade é construída via nossa mente/pensamentos, a aceitação (mesmo que apenas agindo em um nível subconsciente) desta idéia torna-a uma profecia auto-realizável.

Quais os hábitos que levam ao surgimento de todas as doenças não-genéticas? Basicamente, todas as postagens neste blog apresentam algum aspecto de nossa vida diária que pode ser implementado para melhorar a nossa condição física, podendo eliminar esses mal-estares físicos. Cito apenas duas postagens mais focadas neste tema: "Receita de Jesus para a Imortalidade Física" [1] e a série "O Nosso Suicídio Diário" [2]. Apenas lembrando Hipócrates, considerado até hoje o Pai da Medicina: "Que os seus alimentos sejam os seus remédios e que os seus remédios sejam os seus alimentos"...

A Paz te acompanhe, Rui

Referências:
[1] Blog Saúde Perfeita, postagem iniciada em 16.março.2007
[2] Blog Saúde Perfeita, postagens de 15.03.2005, 17.03.2005, 21.03.2005, 22.03.2005.

Labels: , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?