sábado, janeiro 13, 2007
O Segredo da Vida, da Luz e do Amor - 6
A Lei de Seleção
Vejamos agora a lei de seleção natural, pela qual as individualidades se diferenciam.
Abel era pastor de ovelhas e Caim cultivador da terra. Existe uma grande diferença entre a vida animal e a vida vegetal. Esta é fria e privada do aparente elemento de vontade, ao passo que a outra possui calor e expressa a qualidade da vontade.
Assim, como símbolos, os animais representam as qualidades emotivas do homem, ao passo que os vegetais, seguindo uma simples lei de seqüência, sem o exercício da escolha individual, representam mais adequadamente os processos puramente lógicos de raciocínio.
Sabe-se que o início de qualquer atividade numa cadeia de causa e efeito que for colocada em ação, começa com uma emoção, um estado emotivo e não com um simples argumento.
O argumento é um processo de raciocínio, que pode fazê-lo mudar o ponto de vista básico de seu sentimento e levá-lo a conceber como desejável aquilo que, a princípio, não pareceu ser, porém, não passa, finalmente, do reconhecimento de um desejo que é o único motivo de sua atividade.
Portanto, são os sentimentos e desejos que dão a verdadeira chave de sua vida, e não as simples afirmações lógicas. Se você zelar pelo seu coração, sua cabeça cuidará de si mesma.
Em todas as suas atividades, você deve se lembrar de que o Poder Criador é um processo de sentimento e não de raciocínio. O raciocínio analisa e disseca; o sentimento desenvolve e constrói.
A relação existente entre eles é que o raciocínio explica como é que o sentimento tem esse poder de criar e expandir; e quanto mais claramente compreender por que isso deve ser assim, mais completamente se libertará dos sentimentos negativos, que agem destrutivamente pela mesma lei que os sentimentos afirmativos agem construtivamente.
Portanto, o primeiro requisito para atrair para si a atividade criadora do Espírito Universal, que é o único capaz de o livrar realmente das suas limitações, é chamá-lo pelo lado do sentimento. Se isso não for feito em primeiro lugar, não terá argumento intelectual que possa produzir o efeito desejado, e isso é que foi expresso simbolicamente na afirmação de Deus aceitando a oferta de Abel e rejeitando a de Caim.
Isso é uma afirmação velada da verdade qeu a ação de seu intelecto, isolada do sentimento, por mais forte que seja, não basta para mover o Poder Criador. Não quer dizer que o processo intelectual seja prejudicial em si ou inaceitável a Deus, mas sim que deve ocupar o seu lugar apropriado, em combinação com o sentimento, e não usurpar o lugar dele.
Quando um simples raciocínio frio ocupa, nos atos do indivíduo, o lugar pertencente a um ato de sentimento e de vontade, pode-se designar que Abel é simbolicamente morto por Caim.
Esse fato é muito comum nas pessoas inteligentes que estudam o ocultismo e as aplicações da força do pensamento.
Às vezes, elas aspiram a um resultado prático; porém, como essa aspiração é somente um desejo frio do seu intelecto e seu coração se acha voltado para a dúvida, levam anos e passam as mais dolorosas experiências antes de conseguirem resultados.
Se elas pedirem eu auxílio mental e quiser despertar as forças criadoras do coração delas, para que os resultados se produzam, encontrará no seu intelecto frio e calculador uma barreira muito difícil de vencer. Nelas, o frio Caim calculista matou o receptivo e amoroso Abel. Porém, a alegoria bíblica vai mais longe. Ela diz que o animal especial que Abel ofereceu em sacrifício foi uma ovelha, e desde então, vê-se, nas Escrituras, a metáfora do pastor e da ovelha ser empregada amiúde pelo simples motivo que o pastor exerce uma ação dirigente e protetora para com a ovelha.
No centro de seu próprio pequeno círculo de percepção, você é livre para fazer a escolha que quiser. Se agir com um conhecimento claro das verdadeiras relações entre as coisas, a primeira aplicação que fará desse poder, que é o livre-arbítrio, será tomar cuidado para não abusar dele, reconhecendo que seu próprio círculo revolve dentro do círculo maior do Todo, de que é apenas uma parte infinitesimal, procurando sempre conformar seus atos individuais com o movimento do Espírito Universal.
O seu sentimento de Perfeição da Vida Universal, que tem em você seu centro individual, e a consciência de sua identidade com ela, o levará a ver que, acima de sua opinião pessoal sobre as coisas, a qual se deriva de um conhecimento parcial, deve existir uma sabedoria superior, a qual, sendo a própria Vida em si, não lhe pode ser prejudicial.
Por esse motivo, é indispensável procurar manter-se numa atitude mental que possa atrair a correspondência da Mente Universal como Poder de direção, provimento e proteção infalível.
Para realizar isso, é preciso curvar a sua vontade pessoal, que é dirigida apenas pela percepção estreita derivada de suas experiências passadas. Por outras palavras, é necessário agir com confiança na direção da Mente Universal, atribuindo-lhe assim uma qualidade pessoal, e observando os princípios básicos de Sua manifestação, que é o reconhecimento da unidade dos seres e da identidade da Mente Universal com as outras mentes irmãs. Se agir de acordo com os cálculos baseados nas suas opiniões objetivas, que, necessariamente, não vão além das causas secundárias, estará sempre sujeito a erros imprevistos e à contínua confusão. Numa palavra, é preciso aprender a caminhar pela fé e não pelo que os seus olhos mostram.
A instituição do Sacrifício é o meio mais efetivo de produzir essa atitude mental. Considerado superficialmente, designa o desejo que o crente tem de submeter-se à Direção Divina, reconciliando-se com a Fonte da Vida por meio de uma oferta propiciatória, que mantém assim a atitude mental necessária para o contato com ela.
Com o seu progresso espiritual, compreenderá que os sacrifícios e as oferendas materiais são apenas símbolos da verdadeira oferta que se deve fazer à Mente Universal. A verdadeira oferta que você deve fazer-Lhe se acha no abandono voluntário e alegre dos seus pequenos desejos externos e pessoais, em favor de uma percepção mais íntima dos verdadeiros desejos de Vida e expansão, de acordo com o impulso recebido diretamente da Mente Suprema.
[continua]
Abel era pastor de ovelhas e Caim cultivador da terra. Existe uma grande diferença entre a vida animal e a vida vegetal. Esta é fria e privada do aparente elemento de vontade, ao passo que a outra possui calor e expressa a qualidade da vontade.
Assim, como símbolos, os animais representam as qualidades emotivas do homem, ao passo que os vegetais, seguindo uma simples lei de seqüência, sem o exercício da escolha individual, representam mais adequadamente os processos puramente lógicos de raciocínio.
Sabe-se que o início de qualquer atividade numa cadeia de causa e efeito que for colocada em ação, começa com uma emoção, um estado emotivo e não com um simples argumento.
O argumento é um processo de raciocínio, que pode fazê-lo mudar o ponto de vista básico de seu sentimento e levá-lo a conceber como desejável aquilo que, a princípio, não pareceu ser, porém, não passa, finalmente, do reconhecimento de um desejo que é o único motivo de sua atividade.
Portanto, são os sentimentos e desejos que dão a verdadeira chave de sua vida, e não as simples afirmações lógicas. Se você zelar pelo seu coração, sua cabeça cuidará de si mesma.
Em todas as suas atividades, você deve se lembrar de que o Poder Criador é um processo de sentimento e não de raciocínio. O raciocínio analisa e disseca; o sentimento desenvolve e constrói.
A relação existente entre eles é que o raciocínio explica como é que o sentimento tem esse poder de criar e expandir; e quanto mais claramente compreender por que isso deve ser assim, mais completamente se libertará dos sentimentos negativos, que agem destrutivamente pela mesma lei que os sentimentos afirmativos agem construtivamente.
Portanto, o primeiro requisito para atrair para si a atividade criadora do Espírito Universal, que é o único capaz de o livrar realmente das suas limitações, é chamá-lo pelo lado do sentimento. Se isso não for feito em primeiro lugar, não terá argumento intelectual que possa produzir o efeito desejado, e isso é que foi expresso simbolicamente na afirmação de Deus aceitando a oferta de Abel e rejeitando a de Caim.
Isso é uma afirmação velada da verdade qeu a ação de seu intelecto, isolada do sentimento, por mais forte que seja, não basta para mover o Poder Criador. Não quer dizer que o processo intelectual seja prejudicial em si ou inaceitável a Deus, mas sim que deve ocupar o seu lugar apropriado, em combinação com o sentimento, e não usurpar o lugar dele.
Quando um simples raciocínio frio ocupa, nos atos do indivíduo, o lugar pertencente a um ato de sentimento e de vontade, pode-se designar que Abel é simbolicamente morto por Caim.
Esse fato é muito comum nas pessoas inteligentes que estudam o ocultismo e as aplicações da força do pensamento.
Às vezes, elas aspiram a um resultado prático; porém, como essa aspiração é somente um desejo frio do seu intelecto e seu coração se acha voltado para a dúvida, levam anos e passam as mais dolorosas experiências antes de conseguirem resultados.
Se elas pedirem eu auxílio mental e quiser despertar as forças criadoras do coração delas, para que os resultados se produzam, encontrará no seu intelecto frio e calculador uma barreira muito difícil de vencer. Nelas, o frio Caim calculista matou o receptivo e amoroso Abel. Porém, a alegoria bíblica vai mais longe. Ela diz que o animal especial que Abel ofereceu em sacrifício foi uma ovelha, e desde então, vê-se, nas Escrituras, a metáfora do pastor e da ovelha ser empregada amiúde pelo simples motivo que o pastor exerce uma ação dirigente e protetora para com a ovelha.
No centro de seu próprio pequeno círculo de percepção, você é livre para fazer a escolha que quiser. Se agir com um conhecimento claro das verdadeiras relações entre as coisas, a primeira aplicação que fará desse poder, que é o livre-arbítrio, será tomar cuidado para não abusar dele, reconhecendo que seu próprio círculo revolve dentro do círculo maior do Todo, de que é apenas uma parte infinitesimal, procurando sempre conformar seus atos individuais com o movimento do Espírito Universal.
O seu sentimento de Perfeição da Vida Universal, que tem em você seu centro individual, e a consciência de sua identidade com ela, o levará a ver que, acima de sua opinião pessoal sobre as coisas, a qual se deriva de um conhecimento parcial, deve existir uma sabedoria superior, a qual, sendo a própria Vida em si, não lhe pode ser prejudicial.
Por esse motivo, é indispensável procurar manter-se numa atitude mental que possa atrair a correspondência da Mente Universal como Poder de direção, provimento e proteção infalível.
Para realizar isso, é preciso curvar a sua vontade pessoal, que é dirigida apenas pela percepção estreita derivada de suas experiências passadas. Por outras palavras, é necessário agir com confiança na direção da Mente Universal, atribuindo-lhe assim uma qualidade pessoal, e observando os princípios básicos de Sua manifestação, que é o reconhecimento da unidade dos seres e da identidade da Mente Universal com as outras mentes irmãs. Se agir de acordo com os cálculos baseados nas suas opiniões objetivas, que, necessariamente, não vão além das causas secundárias, estará sempre sujeito a erros imprevistos e à contínua confusão. Numa palavra, é preciso aprender a caminhar pela fé e não pelo que os seus olhos mostram.
A instituição do Sacrifício é o meio mais efetivo de produzir essa atitude mental. Considerado superficialmente, designa o desejo que o crente tem de submeter-se à Direção Divina, reconciliando-se com a Fonte da Vida por meio de uma oferta propiciatória, que mantém assim a atitude mental necessária para o contato com ela.
Com o seu progresso espiritual, compreenderá que os sacrifícios e as oferendas materiais são apenas símbolos da verdadeira oferta que se deve fazer à Mente Universal. A verdadeira oferta que você deve fazer-Lhe se acha no abandono voluntário e alegre dos seus pequenos desejos externos e pessoais, em favor de uma percepção mais íntima dos verdadeiros desejos de Vida e expansão, de acordo com o impulso recebido diretamente da Mente Suprema.
[continua]
