quinta-feira, maio 03, 2007

 

Coma Pouco e Viva Muito


Deu no Jornal Folha de São Paulo de hoje [03.05.07], na Seção Ciência [pg. A17]:

GENÉTICA
Gene liga menos comida com vida longa

Pesquisadores do Instituto Salk, nos Estados Unidos, publicaram hoje na Revista "Nature" estudo que ajuda a explicar porque comer menos pode fazer com que a vida seja mais longa.

A pesquisa, feita em vermes, identificou que um único gene é responsável pelo mecanismo que atua sobre a longevidade, a partir da restrição alimentar.

E também deu no Jornal O Globo Online de hoje:

Descoberto um gene ligado à longevidade

RIO - Há sete décadas se sabe que uma dieta de alta restrição calórica muito rigorosa aumenta a longevidade. Pelo menos, em vermes, camundongos e macacos. Agora, pesquisadores dizem estar perto de descobrir o motivo exato. Eles encontraram um gene que é "ligado" por dietas extremas. Trata-se do primeiro gene diretamente associado à longevidade. E o mais promissor da descoberta é que o gene também existe em seres humanos. Assim, no futuro, remédios que ativassem o gene poderiam, em tese, aumentar o tempo de vida de uma pessoa sem necessidade de uma dieta muito restrita.

Um estudo publicado na edição desta semana da revista "Nature" diz que o gene parece ser essencial para aumentar a expectativa de vida de animais submetidos a uma dieta de restrição calórica, na qual todos os alimentos altamente calóricos são cortados, mas o indivíduo continua a receber todos os nutrientes dos quais necessita para se manter vivo. A pesquisa foi liderada por cientistas do Instituto Salk, em San Diego, na Califórnia.

Os pesquisadores descobriram que quando o gene, chamado PHA-4, era bloqueado, os benefícios de uma dieta de restrição calórica era perdida e os vermes nematódeos (muito usados no estudo da longevidade) estudados viviam menos. Porém, quando o gene tinha cópias duplicadas, animais que não faziam dieta viviam mais. Eles tinham um ganho de tempo semelhante aos do que passavam por um regime severo. O gene está associado ao metabolismo de açucares, mas não se sabe exatamente como funciona.

- Após décadas de busca finalmente começamos a entender por que a restrição calórica faz viver mais. Podemos procurar substâncias que estimulem esse gene em seres humanos - disse Andrew Dillin, do Instituto Salk e um dos autores da pesquisa.

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