sexta-feira, novembro 02, 2007

 

O Sufismo


O Sufismo é a mística do Islamismo. Surgiu na Pérsia (atual Irã), e pregava que todo ser humano deve tomar consciência do deus ou poder que habita dentro de si. No sufismo não há um método único de se chegar a esse objetivo. O sufismo não espera que todos cheguem a uma determinada meta pelos mesmos caminhos. Ao contrário de outras disciplinas religiosas, como o Zen e o Yoga, a mística muçulmana não exige a dissolução do ego ou grandes sacrifícios psicológicos do praticante.


Os sufis acreditam que toda matéria é viva e possui uma natureza psíquica parecida com a do espírito humano, devendo ser respeitada do jeito que ela é, sem querer modificá-la. Muitas vezes as pessoas são atraídas pelo mundo dos fenômenos, em lugar do amor ao que é eterno. Essa falha muito humana, no entanto, não é vista como um pecado, como entre os cristãos e muçulmanos ortodoxos. E nenhuma censura é feita ao Homem que escolhe o caminho materialista, desde que o faça de coração, e não por coação ideológica.

Para os sufis, simplesmente o Homem está dormindo e precisa acordar. O processo de conscientização pode ser feito por diversos caminhos: ascetismo (crença), ceticismo (descrença), hedonismo (sexo), contemplação (meditação, drogas, poesia, dança). No Ocidente, a parte mais conhecida do sufismo é o Ritual dos Dervixes, que consiste em rodopiar o corpo, gritar e cantar em uníssono, até entrar em êxtase. O sufismo é considerado, por muitos estudiosos, como o precursor da maçonaria e da rosa-cruz. Para saber mais a este respeito, pode-se ler os livros "As mil e uma noites" e "Rubaiyat", de Omar Khayyam (Editora Martin Claret).

Fonte: Revista Dimensões do Espírito, no. 1, Editora EM.

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