quinta-feira, dezembro 20, 2007
O Local do Problema
Vamos começar com um exemplo bem didático para que você entenda a idéia que pretendo passar. Suponha que exista uma sombra numa parede, devido à presença de um objeto entre a parede (com a sombra) e a fonte de luz. Suponha que a presença da sombra seja o nosso problema, pois não desejamos a presença de uma sombra na parede. Uma forma (idiota) de tentar eliminar a sombra é trabalhar em cima da parede, onde está a sombra, para fazer sumir essa sombra, talvez pintando a parede de outra cor no lugar da sombra, etc. A outra forma, correta e sensata, de eliminar a sombra (o problema, a doença) é atuar na CAUSA da sombra, deslocando o objeto causador da sombra do lugar em que ele causa a sombra na parede, e não trabalhar no local do problema (na parede, onde está localizada a sombra). Moral da história: A causa do problema e o local do problema geralmente não ocorrem no mesmo local do espaço! Deu para entender?
O exemplo acima parece muito simples, mas a medicina alopática ortodoxa praticada aqui no Ocidente tenta sempre tratar o problema (a doença, o efeito) que surge em algum lugar do nosso corpo, fazendo intervenções apenas no lugar em que o problema está ocorrendo. É o mesmo que tentar eliminar a sombra trabalhando em cima da sombra, do exemplo citado acima. Consegue-se, nesta situação, apenas resultados medíocres. Isso parece uma idiotice, mas é o que é feito rotineiramente pela medicina oficial para tratar de problemas do nosso corpo! A causa dos problemas que surgem nas várias partes do nosso corpo não está nos lugares em que os problemas aparecem!! Se eliminarmos definitivamente a causa do problema (doença), o problema (a doença) irá desaparecer, isto é, a doença será CURADA e não apenas TRATADA, como é o usual na medicina tradicional.
Um exemplo simples: uma pessoa tem uma dor de cabeça, por ter tomado um litro de cachaça bem vagabunda. Vai à farmácia e compra uma aspirina, toma-a e a dor de cabeça some (devido à desensibilização do local da cabeça que está doendo, propiciado pela droga tomada). Se a pessoa tiver como hábito tomar um litro de cachaça vagabunda, terá que tomar, também habitualmente, a sua aspirina para tratar a dor de cabeça resultante do seu mau hábito. Com o tempo terá que mudar de residência, do seu local de moradia para o cemitério, devido ao efeito colateral existente em qualquer remédio (cadáver é a situação de desensibilização total da pessoa, que passa a não ter dor física nenhuma!). A cura da dor de cabeça consiste, neste exemplo, deixar de tomar o litro de cachaça vagabunda, óbvio. Neste exemplo, o problema (efeito) está ocorrendo no cérebro e a causa está na boca (por onde entra a cachaça). Mas sobre hábitos de vida (os hábitos prejudiciais são sempre as causas de todas as doenças e mal-estares que surgem ao longo da nossa vida) não é o que o médico irá perguntar ao paciente sofredor, quando este for pedir auxílio para o seu mal em seu consultório. O principal hábito de vida prejudicial ao nosso corpo é a alimentação diária incorreta. Mas a maioria das pessoas acredita em milagres: basta tomar uma pílula mágica, e manter todos os seus maus hábitos de vida - que geraram seu problema, que o problema será resolvido! Lamentavelmente, ninguém se dispõe a mudar maus hábitos se não houver uma situação muito desconfortável...
