quarta-feira, dezembro 12, 2007
Revisitando o "Não Matarás!"
Atribui-se ao cientista francês Lavoisier a frase "No universo nada se cria e nada se perde, tudo se transforma". Se esta frase for correta, podemos concluir que o nosso sistema "corpo físico + manipulador do corpo físico (alma)" apenas sofrerá transformações no correr do tempo, nunca deixando de existir. Portanto, isto é uma forma de imortalidade, já que tudo fabricado por Deus possui essa característica.
Já o mestre Jesus, em uma de suas pregações [1], explicava para um grupo de doentes como eles poderiam recuperar a saúde e viver tanto quanto Matusalém (969 anos). Bastava seguir apenas UM dos dez mandamentos da Bíblia: "Não Matarás". Conforme fica claro da explicação dada por Jesus, ele estava dizendo para o grupo de doentes para interpretar esse mandamento da seguinte forma: "Não matarás o seu corpo físico". E, no entanto, até hoje estamos matando diariamente o nosso corpo físico, cometendo um lento suicídio diário.
Veja a explicação de Jesus sobre este tema:
Doente: Qual dos 10 mandamento preciso seguir?
Jesus: "Não matarás".
Doente: Mas neste grupo não há nenhum assassino, e estamos todos doentes.
Jesus: Sua interpretação desse mandamento como "Não matarás seu semelhante" está incluído no mandamento "Não matarás", mas não é suficiente, como você está vendo.
Doente: Então, qual a outra interpretação?
Jesus: "Não matarás nenhum ser vivente", portanto todos devem ser vegetarianos.
Doente: Mas alí estão alguns vegetarianos também mal de saúde.
Jesus: Esta é a segunda interpretação, também incluída no "Não matarás", mas que ainda não é suficiente, como você está vendo.
Doente: Então, qual a terceira interpretação?
Jesus: "Não matarás o alimento que levares à boca".
Doente: Que é "matar o alimento"?
Jesus: Passar o alimento acima da temperatura de seu corpo, pois no seu corpo arde o "fogo da vida" e no seu fogão arde o "fogo da morte". E a vida só vem da vida e da morte só vem morte.
A explicação científica atual para essa recomendação de Jesus está vinculada à palavra ENZIMA. As enzimas são muito sensíveis à temperatura: ao cozinharmos os alimentos, eliminamos as enzimas desses alimentos cozidos (matamos o alimento) e o nosso corpo precisa fabricar as enzimas para poder digerir (e eliminar) esses alimentos mortos, o que vai debilitando o nosso organismo com o passar do tempo (pois "da morte só vem morte" e, antes da morte, vem as doenças). Portanto, para cumprirmos o mandamento "Não matarás!" devemos comer todos os nossos alimentos crus, da forma como Deus (a Natureza) nos preparou e, não, como o ser humano resolveu preparar, tentando melhorar aquilo que foi preparado por Deus (pela Natureza).
Como Deus nos deu de presente, além do corpo físico, a característica do livre-arbítrio, podemos usar esta capacidade de forma não-adequada e acabarmos conseguindo um feito hercúleo de matar nosso corpo físico, depois de muitos anos de suicídio diário... Como construímos nossa realidade com a força criadora da mente, ao aceitarmos a morte como algo inevitável, a tornamos uma profecia auto-realizável, pois a idéia da morte passa a atuar 24 horas por dia no nosso subconsciente para realizar este nosso desejo (o subconsciente não faz uma avaliação crítica dos nossos pensamentos e crenças e os tenta implementar, estejam eles certos ou errados). Portanto, pensar que a morte é inevitável é algo não-saudável, não nos trazendo qualquer benefício. É melhor pensarmos rotineiramente que somos fisicamente imortais, para não nos prejudicar...
Referência:
[1] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento.
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