sábado, maio 24, 2008

 

A Terra Oca - 25


Usando como base a seqüência de postagens anteriores sobre "A Terra Oca", podemos concluir que o ser humano da superfície externa da Terra é um ser híbrido, resultado do cruzamento genético de primatas da superfície externa com primatas evoluídos (nossos "deuses") que se desenvolveram na superfície interna da Terra, junto ao grande vazio (oco) interno. Porisso, somos diferentes de todas as outras espécies animais que nos rodeiam aqui na superfície externa. Isso ocorre porque nós adquirimos características físicas únicas do mundo interno. Isso nos leva a experimentar certas dificuldades para viver aqui na superfície externa do planeta, já que nosso corpo físico não está bem sintonizado com as adversidades normais do meio ambiente aqui presente.

Neste ponto, é conveniente revisitar nossa postagem "A Terra Oca - 4" onde enumeramos nossas principais dificuldades. Com relação à nossa pele, ela é demasiado fina para nos proteger convenientemente das variações de temperatura em qualquer ponto do planeta, ao longo das estações do ano. Isso ocorre porque nossa pele está adaptada a viver em um ambiente de temperatura constante e agradável (em torno de 23 graus Celsius = 73 F) , que é o caso que ocorre na superfície interna da Terra. Porisso, todos os dias a humanidade costuma fazer um ritual de proteção: nos vestimos com roupas para nos proteger do meio ambiente. Vivemos a maior parte do tempo ao abrigo do Sol diurno, algo não comum com a maioria dos animais, já que nossa pele não oferece muita proteção ao calor solar na superfície externa.

Não enxergamos na escuridão da noite e também não enxergamos bem (nos sentimos incomodados) com luminosidade bem intensa, porque nossa visão está bem adaptada para as condições de luminosidade da superfície interna da Terra, onde a luminosidade é média e não varia com o tempo. No interior parece que é sempre meio-dia, de um dia que não termina nunca... As sombras não mudam de lugar com o passar do tempo. Aliás, não existem muitos pontos de referência para cronometrar a passagem de tempo, já que não existe ontem, hoje e amanhã lá na superfície interna. O único fenômeno periódico que pode ser percebido são as marés, devido a influência da Lua (como aqui na superfície externa).

Quanto à nossa frágil ossatura, que um abraço apertado de gorila ou urso pode quebrar com facilidade, isso ocorre devido à nossa herança de desenvolvimento na superfície interna da Terra, onde a gravidade é bem menor, como já comentamos anteriormente.

[continua]

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