domingo, julho 06, 2008

 

AVC: Doença que mais mata brasileiros

(duplo clique na figura para melhorar resolução)

No mês passado minha irmã faleceu, aos 71 anos de idade, vítima de um AVC. Em [1] saiu a seguinte informação sobre essa doença:

Brasileiro ignora doença que mais mata
Pesquisa mostra que população não conhece o AVC, doença que no ano passado matou cerca de 30 mil pessoas no país

Pessoas confundem o acidente vascular cerebral até mesmo com câncer; desconhecimento prejudica prevenção e tratamento

Os brasileiros não conhecem a doença que mais mata no país e mais deixa inválidos permanentes. Segundo um estudo publicado no início do ano na revista científica "Stroke", 90% dos brasileiros dizem não ter nenhum tipo de informação sobre o AVC (acidente vascular cerebral), o que atrapalha a sua prevenção e o tratamento.

Popularmente conhecido por derrame cerebral, o tipo mais comum ocorre quando coágulos entopem vasos que levam sangue arterial à cabeça e, como conseqüência, danificam partes do cérebro (por falta de irrigação) responsáveis por certas funções do corpo, como a respiração ou a locomoção.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 168.000 pessoas foram hospitalizadas no Brasil no ano passado em decorrência de AVCs. Dessas, perto de 30.000 morreram.

Para o estudo publicado na "Stroke", pesquisadores entrevistaram 800 pessoas de diferentes níveis sociais nas ruas de São Paulo, Salvador, Fortaleza e Ribeirão Preto. Desse grupo, só 15,6% conseguiram dizer o significado da sigla AVC e 26,5% sabiam que o médico indicado para tratar essa doença é o neurologista.

Confusão
Levam ao AVC problemas como pressão alta, tabagismo, sedentarismo, obesidade, diabetes, problemas cardíacos, maus hábitos alimentares, colesterol alto e estresse. Apesar da lista, 18,5% dos entrevistados não mencionaram nem mesmo um fator de risco.

A pesquisa mostra que os brasileiros confundem o AVC com problemas do coração, nervosismo, pressão alta, epilepsia e até câncer.

Esse foi o caso do funileiro César Marcos Codognotto, 41, que, há três semanas, em Ribeirão Preto (SP), repentinamente começou a sentir-se mal. "Começou um formigamento no lado direito do corpo. Eu não conseguia me locomover. Falei para a minha mulher: 'Vamos para o hospital'. Tiveram de me ajudar a sair do carro. Eu já estava travado", diz. Eram os sintomas de um AVC, mas Codognotto não imaginava: pensou ser pressão alta ou ataque do coração.

Segundo o neurologista Octávio Marques Pontes Neto, da USP de Ribeirão Preto, um dos autores da pesquisa, "as seqüelas e as mortes ocorrem justamente porque as pessoas chegam muito tarde ao hospital".

Dos 800 entrevistados, só um sabia que existe remédio que pode evitar as seqüelas do AVC. Tal medicamento dissolve o coágulo que entope o vaso cerebral (se for um AVC isquêmico, vide figura acima). Para funcionar, porém, a droga deve ser dada até três horas após os primeiros sintomas.

911
Os pesquisadores perguntaram qual é o telefone de emergências médicas. Apenas 34,6% disseram corretamente os números nacionais 192 (do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU) e 193 (dos bombeiros). O restante não soube responder ou citou telefones errados, como o 911 (da polícia dos EUA).

"Até uns 20 anos atrás, o AVC estava estigmatizado como uma doença sem tratamento. Por causa disso, ficou negligenciado", diz o neurologista Rubens José Gagliardi, presidente da Associação Paulista de Neurologia e membro da Academia Brasileira de Neurologia. "Hoje sabemos como prevenir e temos como tratar. Para isso, porém, é fundamental que as pessoas conheçam a doença".

Fonte:
[1] Ricardo Westin, Brasileiro ignora doença que mais mata, Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Cotidiano, pg. C4, 06.07.08.

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E é também de tantos "cafézinho"!
Abraço amigo e grato pelo que nos oferece nos seus blogs!
 
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