quinta-feira, julho 03, 2008

 

Os Alimentos Nutracêuticos

"Que o seu alimento seja o seu remédio, e que o seu remédio seja o seu alimento", Hipócrates.
"Nosso organismo não foi feito para processar substâncias sintéticas*"

Com a evolução dos conceitos e da filosofia da medicina e a difusão da medicina tradicional no mundo, com a valorizaçao dos recursos da natureza na promoção da saúde (inclusive sob o estímulo da Organização Mundial de Saúde) e com o advento da medicina ortomolecular, diversos produtos naturais e alimentos estão sendo pesquisados e aplicados, tanto no tratamento como na prevenção das doenças. Assim surgiu o conceito de alimento funcional, ou nutracêutico [1].

Os alimentos funcionais, como o alho, atuam não exatamente como medicamentos, combatendo os sintomas, mas resgatando a capacidade natural de cura do organismo.

Os alimentos funcionais são aqueles que fazem parte de um grupo de elite dos nutrientes. São assim classificados pelo FDA (Food and Drug Administration, agência que controla os medicamentos e alimentos) dos Estados Unidos e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil os alimentos que, além de possuir nutrientes, contêm também componentes de ação protetora, medicinal, terapêutica e curativa especial. Neste grupo, além do alho, estão a cebola, a uva (suco e vinho), a soja, o tomate, o limão, o arroz integral, o abacaxi, o gengibre, o mamão, o açaí, o caju e as pimentas.

Os alimentos funcionais, como o alho, têm seu efeito medicinal explicado basicamente devido à sua ação antioxidante e a capacidade de combater os radicais livres, que são partículas desgarradas de oxigênio que viajam por todas as partes do corpo, "enferrujando-o" as células e envelhecendo precocemente os tecidos, atacando o DNA (ADN, em português) e atrapalhando as funções vitais. Os alimentos funcionais atuam, assim, não como medicamentos combatendo os sintomas, mas resgatando a capacidade natural de cura do organismo.

Notas:
*Substâncias Sintéticas são aquelas elaboradas ou produzidas artificialmente por meio de preparações químicas (sínteses químicas), produzidas em laboratórios e indústrias.
[1] Dr. Márcio Bontempo, Alho: Sabor e Saúde, Alaúde Editorial, São Paulo, 2007.

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