quinta-feira, março 07, 2024

 

Descargas Atmosféricas


"De um céu azul não caem raios"
"Nada ocorre por mero acaso", a Lei da Causa e Efeito está sempre em ação...

Na época de verão é comum a ocorrência de descargas atmosféricas, conhecidas popularmente como raios. Elas são acompanhadas normalmente por um clarão (relâmpago) e um barulho (trovão). Se alguém for atingido por um raio poderá morrer. Abaixo reproduzo um artigo [1] a esse respeito.

Brasil tem recorde de mortes por raio

Em 2008 foram 75 casos mortais em todo o País, contra 47 no ano anterior, sendo que a maioria das vítimas é homem.

Levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou um aumento no número de mortos por raios no País em 2008 em comparação ao ano anterior. Foram computadas 75 vítimas fatais em 2008, contra 47 casos em 2007. De acordo com o ELAT, o total de mortos no ano passado é o maior da última década.

O maior número dos casos aconteceu entre homens adultos, com uma incidência de 76%, principalmente entre os que trabalhavam na zona rural, onde foram atingidos cerca de 30% do total de vítimas dos raios no Brasil. Cerca de 61% dos casos ocorreram no verão, seguido da primavera com 23%. Ainda, 83% dos casos ocorreram ao ar livre. Destes, a maioria - 63% - ocorreu na zona rural, outros 22% na zona urbana, 10% em rodovias e 5% no litoral.

Por regiões, o Sudeste teve a maior percentagem (39%), seguido pelo Nordeste (32%), pelo Sul (15%), pelo Centro Oeste (9%) e pela região Norte (5%). São Paulo foi o Estado onde foram registrados o maior número de casos, chegando a 20 em 2008, seguido pelo Ceará (7), Minas Gerais e Alagoas (6) e Rio Grande do Sul (5).**

Quanto às circunstâncias mais comuns, os trabalhadores agropecuários no campo foram os mais atingidos (19%), seguidos pelos que estavam próximos de meios de transporte, mas não dentro deles, tais como motos (17%). Depois, estão os que estavam dentro de casa (17%) e os que estavam próximos a casas, mas não dentro (12%). Segundo o levantamento, duas situações merecem destaque: ocorreram os primeiros casos no País de pessoas que morreram falando ao telefone celular dentro de casa, com o aparelho ligado na rede elétrica (4%) e foi registrado um pequeno número de casos de pessoas mortas jogando futebol (5%).

O número de raios no País, no ano passado, também foi maior que em 2007, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, superando os 60 milhões de raios, e a chance de ser atingido por um raio no Brasil foi de 1 em 2,5 milhões de pessoas. Em São Paulo, a chance foi de 1 em 2 milhões, probabilidade bem maior do que a de acertar na loteria com um palpite simples (que é de 1 em 50 milhões), segundo o ELAT. De acordo com o órgão, é previsto para 2009 que o número de raios se mantenha nos níveis de 2008. Quatro mortes já ocorreram na Bahia, neste ano de 2009. Aqui em São Paulo, na cidade de Paulínia, já morreu um operário operador de máquinas: Antônio de Oliveira, de 45 anos, estava trabalhando em uma máquina de terraplanagem e saiu do veículo para se proteger da chuva em direção à portaria do condomínio. A cerca de 10 metros do veículo, Oliveira foi atingido por um raio na cabeça. Em virtude desta descarga elétrica, Oliveira sofreu uma parada cardíaca. Em caso de chuva com raios, é aconselhável se procurar um ambiente com isolamento elétrico. No caso de veículos automotores, as rodas de borracha funcionam como esse isolante e o perigo de morrer atingido por um raio é bem menor. Até quando um poste cai sobre um carro e a fiação elétrica fica exposta no ambiente, as autoridades orientam para não sair do veículo.

Um raio pode, talvez, ser a mais violenta manifestação da Natureza. Numa fração de segundo, pode produzir uma descarga de energia cujos parâmetros podem atingir 125 milhões de volts de tensão elétrica, 200 mil ampères de corrente elétrica ou 25 mil graus Celsius (centígrados) de temperatura. Embora nem sempre sejam alcançados tais valores, mesmo um raio menos potente ainda pode ter energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas, derrubar árvores e abrir buracos ou valas no chão. Ao redor do planeta Terra caem cerca de 100 raios por segundo. No Brasil, nas regiões Sudeste e Sul, a incidência é de 25 milhões de raios anualmente, sendo a maior quantidade registrada no período de dezembro a março, que corresponde à época das chuvas de verão. A maioria das vítimas são atingidas ao ar livre, embaixo de árvores ou na água. No Brasil, há inúmeros relatos de vítimas de raios, atingidas enquanto jogavam futebol ou estavam na praia durante uma tempestade de verão. Num desses casos (janeiro de 1994) um grupo de dez pessoas ficou ferido por um raio enquanto se abrigavam sob duas barracas de praia em Ipanema.

**Meu Comentário: Note que a maioria das mortes por raios ocorreu na região mais poluída (Sudeste, com a Natureza mais desequilibrada) e a minoria das mortes ocorreu na região menos poluída (Norte, onde está a floresta amazônica). O aumento da incidência de raios na superfície do planeta, com o passar dos anos, também pode estar associado à aproximação de um grande corpo celeste (Planeta X, Nibiru). Nada ocorre por mero acaso....

Referência:
[1] Jornal Correio Popular, pg. B5, 11 de janeiro de 2009.

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