quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Marcas na Pele
Lesões por contato com a polpa e a casca de frutas cítricas e de outros vegetais, seguida de exposição ao sol, aumentam no verão e podem levar a queimaduras de segundo grau
A combinação de frutas cítricas e sol pode ter resultados desagradáveis, que vão de manchas na pele a queimaduras de segundo grau. No verão, são mais frequentes os casos de fitofotodermatose - termo médico para a inflamação da pele provocada pela reação de compostos chamados furocumarínicos à radiação solar.
Presente nas cascas de cítricos como limão e laranja, em frutos não maduros, como morangos e figos, e em outros vegetais (veja a lista abaixo), essa substância, na presença do sol, gera uma irritação que se manifesta pelo aumento de pigmentação no local do contato, causando manchas.
A lesão ocorre quando há contato com a polpa e com a casca de frutas cítricas - onde está localizada a maior concentração dos compostos que causam a reação - seguida de exposição ao sol, sem antes lavar bem as mãos.
Segundo Jayme de Oliveira Filho, dermatologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, a maioria das lesões é causada por frutos cítricos, principalmente o limão. Também há lesões graves provocadas por contato com o figo verde e suas folhas - usadas em receitas caseiras, pois elas contêm alta concentração de furocumarínicos.
Oliveira Filho explica que a lesão nem sempre resulta em queimadura grave, mas gera uma mancha. "A maioria das pessoas não nota na hora. Normalmente, nota depois de 24 horas após a exposição".
A intensidade da lesão pode variar conforme a quantidade de substância com que se teve contato, com o tempo de exposição ao sol e com a suscetibilidade da pele. "Essa não é uma reação alérgica. Cem por cento das pessoas que tiveram contato com a substância e se expuserem ao sol terão essa reação de fototoxicidade. Algumas evoluem para a queimadura de segundo grau", diz Flávia Addor, membro do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Remédio e prevenção
A reação é desencadeada após uma média de 30 minutos de exposição ao sol. Na maioria dos casos, constata-se uma mancha vermelha um dia após o contato, que pode ser acompanhada ou não por sensação de ardor ou coceira, e podem surgir bolhas no segundo dia. Horas ou dias depois, a área fica ainda mais vermelha, as cascas das bolhas secam e começam a se soltar. No geral, as cicatrizes não são permanentes.
É recomendável procurar um médico após o acidente, mas é melhor prevenir a lesão, evitando manusear frutas cítricas sob o sol. Se o fizer, utilize um espremedor ou luvas. Após contato com os vegetais citados, deve-se lavar bem as mãos, com água e sabonete. Se precisar sair ao ar livre durante o dia - o ideal é não fazê-lo durante ao menos cinco horas após manusear as frutas, de acordo com Oliveira - use bloqueador solar. Também é importante não tocar outras partes do corpo, antes de se lavar.
Causadores de lesão (frutas e vegetais que podem causar manchas e queimaduras na pele)
. aipo
. angélica
. arruda
. bergamota
. cenoura branca
. cenoura silvestre
. falsa erva-do-bispo
. figo verde (incluindo as suas folhas)
. laranja
. lima
. lima-da-pérsia
. limão
. morango verde
. mostarda
. nabo
. salsa-de-vaca
. tangerina
. titânia
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 3, 12 de fevereiro de 2009.
Presente nas cascas de cítricos como limão e laranja, em frutos não maduros, como morangos e figos, e em outros vegetais (veja a lista abaixo), essa substância, na presença do sol, gera uma irritação que se manifesta pelo aumento de pigmentação no local do contato, causando manchas.
A lesão ocorre quando há contato com a polpa e com a casca de frutas cítricas - onde está localizada a maior concentração dos compostos que causam a reação - seguida de exposição ao sol, sem antes lavar bem as mãos.
Segundo Jayme de Oliveira Filho, dermatologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, a maioria das lesões é causada por frutos cítricos, principalmente o limão. Também há lesões graves provocadas por contato com o figo verde e suas folhas - usadas em receitas caseiras, pois elas contêm alta concentração de furocumarínicos.
Oliveira Filho explica que a lesão nem sempre resulta em queimadura grave, mas gera uma mancha. "A maioria das pessoas não nota na hora. Normalmente, nota depois de 24 horas após a exposição".
A intensidade da lesão pode variar conforme a quantidade de substância com que se teve contato, com o tempo de exposição ao sol e com a suscetibilidade da pele. "Essa não é uma reação alérgica. Cem por cento das pessoas que tiveram contato com a substância e se expuserem ao sol terão essa reação de fototoxicidade. Algumas evoluem para a queimadura de segundo grau", diz Flávia Addor, membro do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Remédio e prevenção
A reação é desencadeada após uma média de 30 minutos de exposição ao sol. Na maioria dos casos, constata-se uma mancha vermelha um dia após o contato, que pode ser acompanhada ou não por sensação de ardor ou coceira, e podem surgir bolhas no segundo dia. Horas ou dias depois, a área fica ainda mais vermelha, as cascas das bolhas secam e começam a se soltar. No geral, as cicatrizes não são permanentes.
É recomendável procurar um médico após o acidente, mas é melhor prevenir a lesão, evitando manusear frutas cítricas sob o sol. Se o fizer, utilize um espremedor ou luvas. Após contato com os vegetais citados, deve-se lavar bem as mãos, com água e sabonete. Se precisar sair ao ar livre durante o dia - o ideal é não fazê-lo durante ao menos cinco horas após manusear as frutas, de acordo com Oliveira - use bloqueador solar. Também é importante não tocar outras partes do corpo, antes de se lavar.
Causadores de lesão (frutas e vegetais que podem causar manchas e queimaduras na pele)
. aipo
. angélica
. arruda
. bergamota
. cenoura branca
. cenoura silvestre
. falsa erva-do-bispo
. figo verde (incluindo as suas folhas)
. laranja
. lima
. lima-da-pérsia
. limão
. morango verde
. mostarda
. nabo
. salsa-de-vaca
. tangerina
. titânia
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 3, 12 de fevereiro de 2009.
