quarta-feira, fevereiro 07, 2024

 

Poluição química do ar - Rio de Janeiro

 Fonte: https://diariodorio.com/prefeitura-do-rio-vai-usar-fumace-no-carnaval-para-combater-mosquito-da-dengue/#google_vignette

Prefeitura do Rio vai usar fumacê no Carnaval para combater mosquito da dengue

A medida foi anunciada nesta terça-feira (6/02) durante coletiva sobre o esquema da festa na Marquês de Sapucaí

Para combater o aumento do número de casos de dengue durante o Carnaval, a Prefeitura do Rio vai usar o fumacê no entorno do Sambódromo nos dias de folia. A medida foi anunciada nesta terça-feira (6/02) durante coletiva sobre o esquema da festa na Marquês de Sapucaí. Os casos de dengue têm sido motivo de preocupação, frente à epidemia da doença no município.

O Carnaval desse ano vai contar com o empenho de mais de 800 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, empregados entre o Sambódromo e a Intendente Magalhães para os dias de desfiles. Além disso, para a cidade como um todo, aproximadamente 1600 agentes vão atuar nas demais ocorrências.

Além disso, 140 câmeras serão usadas justamente para reforçar o monitoramento e a segurança de quem se deslocar e for frequentar a Sapucaí. Os equipamentos auxiliarão todos os órgãos públicos.

A Prefeitura voltou a reforçar que o metrô deve ser o principal meio de transporte adotado pelos foliões, que vão contar com uma operação especial nos dias de folia.


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terça-feira, abril 15, 2008

 

Equívocos no Tratamento da Dengue


Recebi um e-mail com as informações abaixo, que considero relevantes. Rui.


Amigos,
É bom saber que paracetamol é veneno mortal para gatos, assim como o fertilizante denominado torta (ou farinha) de mamona. É que o fígado daquele animal não metaboliza estas substâncias.

Como professor de microbiologia, eu venho falando sobre isto com meus alunos há alguns anos: a relação da Dengue (uma patologia causada por um vírus hepatotóxico) com o Tylenol (paracetamol- uma droga com potencial hepatotóxico significativo). O vírus da Dengue é da mesma família do vírus da Febre Amarela (Flavivírus) que tem tropismo pelo hepatócito.

Mas é sempre bom colocar a posição de um especialista na área. Então, taí abaixo.

bjs, Julio


DENGUE - EQUÍVOCOS NO TRATAMENTO


Prof. Dr. Edimilson Ramos Migowski de Carvalho, MD, PhD
(Professor de Infectologia Pediátrica da UFRJ e vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro)

O vírus do Dengue é um Flavivirus, portanto do mesmo gênero do vírus da hepatite C e da febre amarela, que também são hepatotrópicos. Assim, a hepatite não pode ser considerada uma complicação do dengue, pois faz parte da história natural da doença. Aspectos histológicos de hepatite viral têm sido demonstrados em biópsias hepáticas de pacientes com dengue, como degeneração dos hepatócitos, necrose centrolobular, degeneração gordurosa, hiperplasia de células de Kupffer, infiltração de monócitos e alterações muitas vezes de grande monta a exemplo do que ocorre na febre amarela. Diversos estudos demonstram que 80 a 100% dos pacientes com dengue, mesmo sem hepatomegalia, apresentam algum grau de envolvimento hepático com elevação de transaminases (TGO e TGP).

O tratamento da Dengue é sintomático, isto é, são utilizados medicamentos apenas para amenizar os sinais e sintomas, e não para combater o vírus. O próprio sistema imunológico acaba com o vírus em alguns dias. Mesmo assim, deve-se fazer repouso, não se agasalhar excessivamente e beber muito líquido para evitar a desidratação proporcionada pela febre e evitar sintomas mais desagradáveis.

No caso da forma hemorrágica, é recomendada a aplicação de soro e plasma. Em alguns casos mais graves pode haver a necessidade de transfusão de sangue.

Embora não tenha qualquer estudo, é o paracetamol (Dôrico®, Tylenol® etc) o fármaco mais utilizado para tratamento da dor e febre no paciente com dengue. Vale ressaltar que o vírus do dengue causa, em praticamente 100% das pessoas infectadas, um quadro de hepatite, e o paracetamol é muito tóxico para esse órgão e poderá agravar o problema.

O ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral®, Doril® etc) é contra-indicado, porque essa substância interfere nos mecanismos de coagulação e pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.

Baseado nos perfis do medicamento e da doença, os medicamentos que poderiam ser utilizados com um pouco mais de segurança seriam a dipirona (Novalgina®, Dorflex®, Anador® etc.) e o ibuprofeno (Dalsy®, Alivium®). Mas sempre de forma comedida e com orientação médica.

Na maioria das vezes, o doente se recupera em uma semana. A recuperação costuma ser total, não deixando nenhum tipo de seqüela. É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece completamente com o tempo, geralmente em até quinze dias.

Paracetamol é uma substância que exige um esforço do fígado para metabolizá-la. A diferença entre a dose terapêutica e a tóxica é muito pequena. Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos, um adulto saudável deve ingerir, no máximo, quatro gramas de paracetamol por dia. Para crianças, a dose recomendada é de cem miligramas por quilo de peso. Mas o mais seguro é consumir o mínimo possível. O excesso pode causar hepatite medicamentosa. Hepatite tóxica mata rapidamente, adultos e crianças.

Ela pode ser a verdadeira causa de vários óbitos atribuídos ao dengue.

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quarta-feira, abril 09, 2008

 

Prevenção e Combate Natural à Dengue


Como muitas pessoas não têm acesso ao sistema de saúde, é conveniente terem disponíveis alternativas naturais caseiras, como a indicada abaixo.

Própolis contra Dengue
Segundo um pesquisador de Florianópolis, basta tomar algumas gotas diárias para que o mosquito nem se aproxime! Ninguém divulga porquê não há interesse, a própolis é barata e não enriquece ninguém, as indústrias farmacêuticas ganham fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, a Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos...

Biólogo explica como usar Própolis contra Dengue
Publicado em 02/04/07


O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue. Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis
A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores. Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo
A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:
Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6 hs.
Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).


Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)

Adultos: tomar 7,5 ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro). 1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2 hs.

Crianças:
- crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2 hs.

- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2 hs.

- crianças de 6 a 10 anos: 5,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2 hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS


Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer. Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.

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sexta-feira, março 28, 2008

 

Combate Simples e Barato à Dengue


A dengue pode ser combatida no lar, de forma simples e barata, usando o vinagre caseiro (via ácido acético) ou a borra de café, conforme informam os artigos abaixo. Convém sempre lembrar que uma alimentação adequada (crua) sempre ajuda a combater e a prevenir qualquer doença...

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Fonte: http://cidadania.terra.com.br/interna/0,,OI1033916-EI1231,00.html (6.06.06)

Vinagre é usado no combate à dengue em SP


A prefeitura de Piracicaba (SP) está utilizando o vinagre em seu programa de combate à dengue. A idéia surgiu após a divulgação dos resultados de uma pesquisa feita pelo engenheiro agrônomo Reinado José Rodella.

Os estudos confirmaram que o ácido acético, substância presente no produto, elimina as larvas do mosquito aedes aegypti. A adição de 5ml de vinagre (uma colher de sobremesa) para cada 100ml de água parada é suficiente para combater o mosquito transmissor da doença.

A técnica tem se mostrado eficiente. Desde o início do ano, foram registrados seis casos na cidade. Todos "importados" (contraídos por moradores quando estavam em outras cidades), segundo a prefeitura.

Além da praticidade, a técnica pode representar uma grande economia. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, um dos que mais sofre com a doença, investiu nos últimos cinco anos R$ 10 milhões nas campanhas públicas para eliminar os focos de reprodução do mosquito, com a importação de um biolarvicida cubano.

Rui Dammenhain, presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa), aprova a idéia. "As principais vantagens do vinagre são a simplicidade e o baixo custo. É uma técnica acessível a todos. Todo mundo tem vinagre em casa", explica.

"Bastaria que todos os brasileiros fossem orientados a usar o vinagre, um produto comum e sem qualquer contra-indicação para que a dengue que sempre nos períodos de chuva, se torna um risco de epidemia em todo o Brasil fosse eliminada", ressalta.

Além dos focos tradicionais de água parada, como vasos de planta e pneus velhos, Dammenhain faz outras recomendações para o uso do vinagre. "Se tivermos o cuidado de colocar uma colherinha de vinagre nos ralos, pode se ter um resultado bastante satisfatório", diz. Ele lembra que o vinagre também pode ser usado para desinfetar verduras antes do preparo para consumo.

Previna-se
A dengue clássica apresenta-se, geralmente, com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento. Em casos graves, pode causar falência multipla dos órgãos e até mesmo a morte.

O tratamento é apenas sintomático. Tomar muito líquido, para evitar desidratação, e utilizar antipiréticos e analgésicos sem acido acetilsalicilico, para aliviar os sintomas, são as medidas de rotina. Por interferir com a coagulação, medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico são contra-indicados.


Redação Terra

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Fonte: http://www.quatrocantos.com/LENDAS/100_dengue_aedes_aegypti.htm

Não, não é lenda, mas veja a dosagem.
A borra de café no combate ao Aedes aegypti e à dengue

Larvas do Aedes Aegypti

Chega o verão, é tempo de praia, de férias e de epidemia de dengue. Isso vem se repetindo há alguns anos e as áreas de saúde do governo, ou dos governos, parecem apreciar tudo isso como se nada tivesse a ver com o assunto: a epidemia de dengue. Anual e mortal.

Segundo o Jornal do Commercio (Recife), no Brasil foram registrados exatos 736.341 casos de dengue clássica de janeiro a outubro de 2002. A forma hemorrágica da doença atingiu 2.279 pessoas e matou 134 delas.

Não há dúvida de que o número real de casos, de mortes e de pessoas contaminadas, é muitas vezes superior, uma vez que muita gente não vai a um posto de saúde ou hospital para se tratar.

Em todos os recantos do Brasil repetiu-se a mesma coisa, pelo menos no que diz respeito à ausência de ações preventivas dos governos.

Mas, como é que se diz: o dengue ou a dengue?

Não importa. Esqueça a gramática. Pode matar da mesma maneira.

O ciclo de contaminação inicia-se com uma picada.

A transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes aegypti que ficou infectado porque picou uma pessoa doente. Esse mosquito infectado, picando uma pessoa sadia, passa o vírus da dengue e esta pessoa fica doente. (1)

Para quebrar essa corrente e interromper o ciclo há que se exterminar o mosquito.

No início de 2002, enquanto grassava a epidemia anual de dengue, circulou mensagem recomendando usar borra de café no combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

Segundo a mensagem, cientista paulista

... descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes Aegypti.

Para interromper o ciclo de reprodução, ela recomenda colocar

... duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água...

Duas colheres do pó produzem cerca de meio litro de café, dependendo da preferência de cada um: mais forte, mais pó. Mais fraco, menos pó.

Portanto, ao fazer um litro de café usam-se cerca de quatro colheres de sopa e o pó resultante do processo dá para preparar uma mistura capaz de encher um copo.

No final das contas, a finalidade da mistura é eliminar a (quase) pureza da água que se acumula em vasos de plantas e na qual se reproduz o temível mosquito. Dizem os especialistas, que o mosquito, ou melhor, "a mosquita", pois é ela quem contamina as pessoas e põe os ovos, não aprecia água suja.

É uma ajuda, talvez não muito significativa dentro do universo de reprodução do Aedes aegypti, mas, como se diz, é uma maneira de cada um fazer a sua parte.

Gente de fino trato pode botar na água das plantas um dose de vinagre balsâmico, um pouco de noz moscada ou de essências aromáticas que, certamente, produzirão o mesmo efeito: sujar a água e impedir que "a mosquita" ponha os ovos.

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segunda-feira, março 24, 2008

 

A Dengue no Rio de Janeiro


Lendo o jornal de hoje, fui alertado para uma situação curiosa: o mosquito da dengue, que virou epidemia atualmente no Rio de Janeiro, não sofreu mutação nos últimos anos. É sempre o mesmo mosquito. No entanto, esse mesmo mosquito está, agora, causando muito mais dano na saúde da população. A pergunta básica que precisa ser respondida é: Por que esta maior virulência agora?

Uma possível resposta pode estar vinculada a um e-mail que recebi de um habitante dessa cidade. Essa pessoa me enviou uma grande quantidade de fotos que ela tirou do céu do Rio, a partir de seu apartamento. Nessas fotos pode-se notar claramente todas as características de um espalhamento de trilhas químicas (chemtrails, em inglês) no céu da Cidade Maravilhosa, por aviões. Essas trilhas químicas possuem características bem distintas das trilhas de condensação (contrails, em inglês) provocadas normalmente pelos aviões a jato de passageiros. As trilhas químicas espalham-se no céu (ao invés de sumirem do céu, como as trilhas de condensação normais) tornando-o nublado e, posteriormente, a química espalhada dessa forma cai até o solo, onde está a população. A população que respira essa química tem um enfraquecimento do seu sistema imunológico, o que a torna mais susceptível a contrair doenças, quando submetida ao contato com os mesmos agentes (vetores) patogênicos, no caso o mosquito vetor da dengue (Aedes Aegypti). Esta grande sacanagem oficial, tem aparentemente um motivo "bem nobre": tentar diminuir o aquecimento global, via maior reflexão (para fora da Terra) da radiação solar nessas camadas espalhadas de trilhas químicas. Isso faz parte de um esforço global de redução do aquecimento global, conhecido como Alternativa 1 ("Alternative 1", em inglês, para você procurar na internet). Se você for mais curioso procure também, na internet, pelas Alternativas 2, 3 e 4. Todas essas alternativas formam ações coordenadas entre governos visando permitir a sobrevivência de parte da população humana (provavelmente nem eu nem você está na lista dessa "parte") com relação às catástrofes geológicas (que são periódicas no planeta Terra) previstas para os próximos anos...

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sexta-feira, abril 07, 2006

 

Vinagre contra a Dengue


Já tínhamos visto anteriormente que o vinagre caseiro é um ótimo remédio para eliminar os incômodos das picadas de insetos, como pernilongos, formigas, caravelas marinhas, etc. No artigo que eu repasso abaixo, esse mesmo vinagre, usado rotineiramente na sua cozinha, é recomendado para combater eficazmente as larvas do pernilongo responsável pela doença conhecida como Dengue. Boa leitura, Rui.

Obs: Não está saindo o final do artigo abaixo. Vou tentar "colar" o que falta no final da reportagem. Continua o problema. Desisto!

Vinagre é a arma eficaz contra a dengue !
15/03/06

Pesquisa coordenada por agrônomo de Piracicaba-SP constata que ácido acético diluído em água elimina as larvas do Aedes.

O prosaico vinagre, usado na culinária de todos os lares brasileiros, desponta como um inimigo definitivo do Aedes Aegypti, transmissor da dengue. Desde 2003, o engenheiro agrônomo Reinado José Rodella coordenou, em Piracicaba-SP, uma série de pesquisas usando esse condimento diluído na água contaminada com larvas do mosquito. O resultado foi impressionante. Confirmou-se, nos laboratórios, que o ácido acético, presente no vinagre, eliminou todas as larvas das amostras analisadas.

De imediato, o coordenador do Projeto de Combate à Dengue de Piracicaba, Valdemar Correr, pediu que os agentes que estivessem percorrendo os bairros em campanha orientassem os moradores a colocar uma simples colher de vinagre nos recipientes com água parada. "Durante todo o ano passado, foram registrados na cidade apenas seis casos da doença, todos eles importados, ou seja, originários de outros municípios", comemora.

A descoberta do engenheiro Rodella promete revolucionar o combate a uma doença que, sempre nos períodos de chuva, se torna um risco de epidemia em todo o Brasil. Só o Estado do Rio de Janeiro, para se ter uma idéia, investiu nos últimos cinco anos R$ 10 milhões nas campanhas públicas para eliminar os criadouros do mosquito, com a
importação de um biolarvicida cubano.

As atuais estatísticas estão bem longe dos números assustadores de 2002, quando o Brasil registrou 800 mil casos da doença. Mas o risco de epidemia continua existindo. No Estado de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde, existe hoje a notificação de 14 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Na região de São José do Rio Preto, a mais crítica, há municípios com índices equivalentes a 200 casos por 100 mil habitantes.

Gasta-se muito com equipamentos e mão-de-obra usados nos "fumacês" (tóxicos) que dizimam as larvas. "Bastaria que todos os brasileiros fossem orientados a usar o vinagre, um produto comum e sem qualquer contra-indicação", afirma Rodella.

Nos testes feitos no Centro de Controle de Zoonoses, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), na Carnevalli Biotecnologia e na Escola de Engenharia de Piracicaba foi constatado que basta a adição de 5% de vinagre no recipiente com água para que as larvas sejam eliminadas.
A notícia entusiasma Marcelo Cereser, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vinagre (Anav), entidade representativa dos 30 fabricantes brasileiros do condimento. Ele defende uma campanha nacional de conscientização.

Sabedoria do povo foi ponto de partida

"Não vá rir da minha história", previne-se o pesquisador Reinaldo Rodella quando questionado sobre como descobriu a eficácia do ácido acético contra a larva do Aedes Aegypti. O engenheiro conta que seu interesse no assunto começou quando ele ainda era garoto. Como todas as crianças caipiras que se prezam no Interior, Rodella era levado para ser benzido contra o mau-olhado. Claro, crendices não possuem o menor fundamento científico. Mas, curioso, o menino percebeu que a benzedeira sempre colocava uma latinha no meio de um prato com vinagre. No dia seguinte, quando ele voltava para uma nova sessão do benzimento, notava que o prato estava cheio de pernilongos mortos. Hoje, aos 55 anos, na coordenação do Serviço de Zoonoses de Piracicaba, o pesquisador conclui: "A gente aprende demais quando observa e não despreza os hábitos populares."

FIQUE ATENTO - Conheça as causas e os sintomas.

Dengue.

O que é: A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus da família Flaviviridae de evolução benigna, na maioria dos casos.

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica.

Hospedeiro: o principal vetor é o mosquito Aedes Aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.

Sintomas: A dengue clássica apresenta-se, geralmente, com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente falência multipla dos órgãos e a morte.

Tratamento (ortodoxo): O tratamento é apenas sintomático. Tomar muito líquido, para evitar desidratação, e utilizar antipiréticos e analgésicos, para aliviar os sintomas, são as medidas de rotina. Por interferir com a coagulação, medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico são contra-indicados.

Reportagem:
Rogério Verzignasse
Correio Popular, Campinas-SP.


FIQUE ATENTO - Conheça as causas e os sintomas.

Dengue.

O que é: A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus da família Flaviviridae de evolução benigna, na maioria dos casos.

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica.

Hospedeiro: o principal vetor é o mosquito Aedes Aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.

Sintomas: A dengue clássica apresenta-se, geralmente, com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente falência multipla dos órgãos e a morte.

Tratamento (ortodoxo): O tratamento é apenas sintomático. Tomar muito líquido, para evitar desidratação, e utilizar antipiréticos e analgésicos, para aliviar os sintomas, são as medidas de rotina. Por interferir com a coagulação, medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico são contra-indicados.

Reportagem:
Rogério Verzignasse
Correio Popular, Campinas-SP.

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