segunda-feira, junho 04, 2007
Boca e Saúde - 10
ATM e Cáries Dentárias
ATM é uma abreviação que quer dizer Articulação Têmporo-Mandibular. É uma articulação crânio-facial, onde o maxilar inferior se encaixa e se apóia no maciço craniano, buscando o seu equilíbrio postural para poder executar os seus movimentos puros de rotação.
Noventa por cento, ou até mais, das patologias, das disfunções que atormentam o ser humano, se iniciam nesta articulação. Qualquer alteração na sua relação cêntrica, na sua postura funcional, afeta todo o soma orgânico, pois o maxilar inferior é quem dirige e equilibra todo o soma humano, refletindo nas posturas biofísico-psíquicas e até sócio-comportamentais.
Falamos disso quando tratamos dos indivíduos classe II e classe III. Mudando a posição e a postura do maxilar inferior, imediatamente o indivíduo muda todo o seu comportamento. Portanto, é preciso muito critério quando se pretende intervir topologicamente no maxilar inferior. Deve-se procurar, inicialmente, fazer as correções biocibernéticas no maxilar superior.
Quando as pressões sócio-familiares e psíquicas são muito intensas no indivíduo, este sofre uma série de agressões e mutações de postura biomorfo-fisiológica, a qual o maxilar inferior procura contrabalançar numa busca de equilíbrio. Aí, a ATM começa a sofrer deformações plásticas. Conforme as pressurizações sócio-psíquicas, começa a sofrer desvios e entra em uma série de disfunções. Tudo começa com um problema de pressão social, atingindo o psíquico e desorganizando a biologia.
A ATM possui uma cavidade articular, uma iminência, um côndilo e um disco articular, também denominado menisco. É composta por um conjunto de músculos e ossos. Todo esse conjunto está em interação com o sistema nervoso central.
ALGUNS SINTOMAS DE DISFUNÇÃO ATM
1. Ruídos na região ao abrir e fechar a boca.
2. Dores na articulação, na região que a cincunda, no ouvido, nos músculos mastigatórios, na região cervical da coluna (altura do pescoço) e nos músculos trapézio.
3. Desvios da linha mediana dos dentes.
4. Desvios da coluna vertebral.
5. Modificação nos planos e curvas oclusais.
6. Desgastes cuspídeos dos dentes por rangimento dos mesmos.
7. Modificações posturais dos maxilares e da coluna vertebral, pois um afeta de imediato o outro. Todos os músculos mastigatórios estão intimamente ligados com os músculos costais.
8. Zumbidos, tonturas, enxaquecas, dores de cabeça freqüentes ou renitentes.
9. Problemas funcionais nos sistemas digestivo, respiratório e circulatório.
Pesquisas mostraram que a maior parte das dores de cabeça, das enxaquecas, tidas como idiopatias, podem ser resolvidas e tratadas, intervindo-se apenas no contexto bucal. Nos Estados Unidos pesquisadores disseram: "noventa e cindo porcento dos casos de cefaléias, de dores nucais e dores colunares são de fundo dental". Portanto, pode-se intervir no contexto bucal para sanar as referidas disfunções.
Placa Bacteriana: conseqüência das disfunção da ATM
A formação de placas bacterianas e mesmo a situação de periodontia, por exemplo, é conseqüência de uma disfunção da ATM. Quando este sistema articular sai de sua relação central, seja por desgastes ou intrusões dentárias, ou por qualquer outra disfunção que provoque uma perda da dimensão bucal, a língua passa a ser pressurizada por falta de espaço funcional. Ela fica comprimida dentro desse contexto bucal e, conseqüentemente, entra em disfunção.
Na saliva, entre os elementos que a compõem, existe um elemento químico que chamamos "saliva serosa". A saliva serosa tem a propriedade de digerir e eliminar os restos alimentares que ficam depositados no colo dos dentes e em outras partes dos mesmos. É como se fosse um detergente, faz parte de um sistema de autolimpeza orgânica.
Quando há falta de espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma hipofunção salivar (menos saliva do que o necessário). A boca fica cheia de uma saliva viscosa, que não circula. É uma saliva mais mucosa, riquíssima em mucina, que, a princípio, serviria para proteger as túnicas das mucosas bucais. Porém, essa mesma mucina é que passa a formar as placas e depósitos de compostos de cálcio. É um carbonato de cálcio neutro que fica suspenso na saliva. Ele se precipita e, em contato com o bolo alimentar, vai se depositar no colo dos dentes, formando o que chamamos de placas bacterianas.
Esta placa vai se acumulando e irritando o paradêncio, as gengivas que envolvem o colo dos dentes, formando arestas pontiagudas, irritando, provocando infecções e bolsas paradentósicas. Paulatinamente vai destruindo os tecidos que suportam os dentes, até expulsá-los completamente. Esta disfunção é denominada "paradentose", a popular piorréia, e constitui uma especialidade muito rendosa na odontologia.
Esta formação de placas bacterianas, por mais paradoxal que possa parecer, constitui um mecanismo de defesa do corpo. Faltando espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma diminuição de vida para o indivíduo, pois a língua entra em disfunção e quebra o equilíbrio funcional entre os vários sistemas básicos de energização que lhe são conjugados. Diante deste quadro, a natureza, que é sábia, lança mão de seus mecanismos de superação, sentindo a necessidade de abrir espaços funcionais dentro da boca. Procura, assim, eliminar alguns dentes. É como se fosse também um aviso, uma amostragem do perigo. É um alerta do que está se passando, para que se tomem as devidas providências.
Com a diminuição do espaço bucal, desaparece o elemento químico, a saliva serosa, propiciando a formação de placas bacterianas, seguidas de periodontopatias (piorréia), o que pode levar à eliminação total dos dentes. Removendo-se os dentes, abre-se espaço para a língua, dá-se mais vida ao indivíduo. É porisso que quase todos os desdentados gozam de boa saúde, em razão do bom espaço funcional dentro do seu contexto bucal.
Sem a presença da saliva serosa, todo tratamento periodôntico tende a ser um fracasso, pois vêm as reincidivas. Sem a reconstituição dos espaços dimensionais perdidos, todo tratamento, dentro de alguns meses, volta tudo ao que era antes.
Cáries Dentárias
Normalmente, não são as placas bacterianas que provocam as cáries dentárias. Estas são mais uma conseqüência de um estado tensional do indivíduo [Obs: Uma vez meu dentista disse que o movimento no seu consultório aumentava nos finais dos semestres escolares...]. Ela é implícita, algo que vem de dentro para fora. Relaciona-se com o estado tensional do sistema orgânico correspondente.
Exemplificando: Se o estômago está tensionado, com uma disfunção, vai aparecer cáries nos primeiros molares; se o tensionamento é a nível de personalidade, numa cosmovisão sexual, os dentes que vão apresentar problemas são os incisivos centrais; se os problemas são de relacionamento social, familiar ou de interação de lealdade, os dentes que vão estourar são os incisivos laterais. Cosmovisão afetiva, os do lado esquerdo; social ou de trabalho, lado direito.
Enquanto não distensionarmos o sistema correspondente, o processo carioso não pára, por mais cuidados de higiene que se tome ou busque auxílio do dentista. Existem indivíduos que escovam seus dentes vinte vezes por dia, ou até mais, e estão sempre recorrendo aos dentistas devido a processos de desorganização dentária.
As regiões bucais onde mais aparecem e se acumulam placas bacterianas são os incisivos centrais inferiores, na região lingual. E esta é, justamente, uma região onde, praticamente, não existem processos cariosos. Outra região bucal onde há muita tendência à formação de placas é a dos molares superiores, na face vestibular (frontal), onde também são raras as cáries.
O tecido do esmalte dentário é composto, em sua maior parte, de hidróxido de apatita. Conseqüentemente, o esmalte dentário não tem condições de fazer trocas bioquímicas com o sitema. Portanto, não há razão para uma reação a nível de histamina, que determina a formação de anticorpos. O que há é uma certa coincidência do fato de determinadas zonas mais imunes à cárie serem as mesmas zonas de fácil limpeza via escovação. A cárie resulta de uma quebra da fisiologia bucal, de uma quebra do sistema de autolimpeza. Nós somos auto-suficientes, basta que se abram as possibilidades para restituir o equilíbrio perdido.
[continua]
Noventa por cento, ou até mais, das patologias, das disfunções que atormentam o ser humano, se iniciam nesta articulação. Qualquer alteração na sua relação cêntrica, na sua postura funcional, afeta todo o soma orgânico, pois o maxilar inferior é quem dirige e equilibra todo o soma humano, refletindo nas posturas biofísico-psíquicas e até sócio-comportamentais.
Falamos disso quando tratamos dos indivíduos classe II e classe III. Mudando a posição e a postura do maxilar inferior, imediatamente o indivíduo muda todo o seu comportamento. Portanto, é preciso muito critério quando se pretende intervir topologicamente no maxilar inferior. Deve-se procurar, inicialmente, fazer as correções biocibernéticas no maxilar superior.
Quando as pressões sócio-familiares e psíquicas são muito intensas no indivíduo, este sofre uma série de agressões e mutações de postura biomorfo-fisiológica, a qual o maxilar inferior procura contrabalançar numa busca de equilíbrio. Aí, a ATM começa a sofrer deformações plásticas. Conforme as pressurizações sócio-psíquicas, começa a sofrer desvios e entra em uma série de disfunções. Tudo começa com um problema de pressão social, atingindo o psíquico e desorganizando a biologia.
A ATM possui uma cavidade articular, uma iminência, um côndilo e um disco articular, também denominado menisco. É composta por um conjunto de músculos e ossos. Todo esse conjunto está em interação com o sistema nervoso central.
ALGUNS SINTOMAS DE DISFUNÇÃO ATM
1. Ruídos na região ao abrir e fechar a boca.
2. Dores na articulação, na região que a cincunda, no ouvido, nos músculos mastigatórios, na região cervical da coluna (altura do pescoço) e nos músculos trapézio.
3. Desvios da linha mediana dos dentes.
4. Desvios da coluna vertebral.
5. Modificação nos planos e curvas oclusais.
6. Desgastes cuspídeos dos dentes por rangimento dos mesmos.
7. Modificações posturais dos maxilares e da coluna vertebral, pois um afeta de imediato o outro. Todos os músculos mastigatórios estão intimamente ligados com os músculos costais.
8. Zumbidos, tonturas, enxaquecas, dores de cabeça freqüentes ou renitentes.
9. Problemas funcionais nos sistemas digestivo, respiratório e circulatório.
Pesquisas mostraram que a maior parte das dores de cabeça, das enxaquecas, tidas como idiopatias, podem ser resolvidas e tratadas, intervindo-se apenas no contexto bucal. Nos Estados Unidos pesquisadores disseram: "noventa e cindo porcento dos casos de cefaléias, de dores nucais e dores colunares são de fundo dental". Portanto, pode-se intervir no contexto bucal para sanar as referidas disfunções.
Placa Bacteriana: conseqüência das disfunção da ATM
A formação de placas bacterianas e mesmo a situação de periodontia, por exemplo, é conseqüência de uma disfunção da ATM. Quando este sistema articular sai de sua relação central, seja por desgastes ou intrusões dentárias, ou por qualquer outra disfunção que provoque uma perda da dimensão bucal, a língua passa a ser pressurizada por falta de espaço funcional. Ela fica comprimida dentro desse contexto bucal e, conseqüentemente, entra em disfunção.
Na saliva, entre os elementos que a compõem, existe um elemento químico que chamamos "saliva serosa". A saliva serosa tem a propriedade de digerir e eliminar os restos alimentares que ficam depositados no colo dos dentes e em outras partes dos mesmos. É como se fosse um detergente, faz parte de um sistema de autolimpeza orgânica.
Quando há falta de espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma hipofunção salivar (menos saliva do que o necessário). A boca fica cheia de uma saliva viscosa, que não circula. É uma saliva mais mucosa, riquíssima em mucina, que, a princípio, serviria para proteger as túnicas das mucosas bucais. Porém, essa mesma mucina é que passa a formar as placas e depósitos de compostos de cálcio. É um carbonato de cálcio neutro que fica suspenso na saliva. Ele se precipita e, em contato com o bolo alimentar, vai se depositar no colo dos dentes, formando o que chamamos de placas bacterianas.
Esta placa vai se acumulando e irritando o paradêncio, as gengivas que envolvem o colo dos dentes, formando arestas pontiagudas, irritando, provocando infecções e bolsas paradentósicas. Paulatinamente vai destruindo os tecidos que suportam os dentes, até expulsá-los completamente. Esta disfunção é denominada "paradentose", a popular piorréia, e constitui uma especialidade muito rendosa na odontologia.
Esta formação de placas bacterianas, por mais paradoxal que possa parecer, constitui um mecanismo de defesa do corpo. Faltando espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma diminuição de vida para o indivíduo, pois a língua entra em disfunção e quebra o equilíbrio funcional entre os vários sistemas básicos de energização que lhe são conjugados. Diante deste quadro, a natureza, que é sábia, lança mão de seus mecanismos de superação, sentindo a necessidade de abrir espaços funcionais dentro da boca. Procura, assim, eliminar alguns dentes. É como se fosse também um aviso, uma amostragem do perigo. É um alerta do que está se passando, para que se tomem as devidas providências.
Com a diminuição do espaço bucal, desaparece o elemento químico, a saliva serosa, propiciando a formação de placas bacterianas, seguidas de periodontopatias (piorréia), o que pode levar à eliminação total dos dentes. Removendo-se os dentes, abre-se espaço para a língua, dá-se mais vida ao indivíduo. É porisso que quase todos os desdentados gozam de boa saúde, em razão do bom espaço funcional dentro do seu contexto bucal.
Sem a presença da saliva serosa, todo tratamento periodôntico tende a ser um fracasso, pois vêm as reincidivas. Sem a reconstituição dos espaços dimensionais perdidos, todo tratamento, dentro de alguns meses, volta tudo ao que era antes.
Cáries Dentárias
Normalmente, não são as placas bacterianas que provocam as cáries dentárias. Estas são mais uma conseqüência de um estado tensional do indivíduo [Obs: Uma vez meu dentista disse que o movimento no seu consultório aumentava nos finais dos semestres escolares...]. Ela é implícita, algo que vem de dentro para fora. Relaciona-se com o estado tensional do sistema orgânico correspondente.
Exemplificando: Se o estômago está tensionado, com uma disfunção, vai aparecer cáries nos primeiros molares; se o tensionamento é a nível de personalidade, numa cosmovisão sexual, os dentes que vão apresentar problemas são os incisivos centrais; se os problemas são de relacionamento social, familiar ou de interação de lealdade, os dentes que vão estourar são os incisivos laterais. Cosmovisão afetiva, os do lado esquerdo; social ou de trabalho, lado direito.
Enquanto não distensionarmos o sistema correspondente, o processo carioso não pára, por mais cuidados de higiene que se tome ou busque auxílio do dentista. Existem indivíduos que escovam seus dentes vinte vezes por dia, ou até mais, e estão sempre recorrendo aos dentistas devido a processos de desorganização dentária.
As regiões bucais onde mais aparecem e se acumulam placas bacterianas são os incisivos centrais inferiores, na região lingual. E esta é, justamente, uma região onde, praticamente, não existem processos cariosos. Outra região bucal onde há muita tendência à formação de placas é a dos molares superiores, na face vestibular (frontal), onde também são raras as cáries.
O tecido do esmalte dentário é composto, em sua maior parte, de hidróxido de apatita. Conseqüentemente, o esmalte dentário não tem condições de fazer trocas bioquímicas com o sitema. Portanto, não há razão para uma reação a nível de histamina, que determina a formação de anticorpos. O que há é uma certa coincidência do fato de determinadas zonas mais imunes à cárie serem as mesmas zonas de fácil limpeza via escovação. A cárie resulta de uma quebra da fisiologia bucal, de uma quebra do sistema de autolimpeza. Nós somos auto-suficientes, basta que se abram as possibilidades para restituir o equilíbrio perdido.
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