Thursday, August 02, 2007
Boca e Saúde - 13
O corpo humano é uma estrutura holográfica, no sentido de que qualquer parte do corpo possui informação sobre todo o corpo. Esta é, especificamente, a principal propriedade de um holograma, no sentido de que qualquer parte dele, podendo ser arbitratiamente pequena, possui informação sobre o conjunto completo. Os físicos estão muito familiarizados com esta propriedade: ao iluminarem um holograma, de qualquer tamanho, com a luz do laser usado na confecção do holograma, eles reproduzem sempre a imagem do objeto completo, independente do pedaço recortado do holograma original.
Exatamente baseada nessa propriedade é que está apoiada grande parte da medicina chinesa, como a reflexologia [todos os órgãos do corpo estão mapeados - representados - na sola dos pés; massagear as solas dos pés equivale a massagear todos os órgãos do corpo] e a acupuntura nas orelhas [todos os órgãos do corpo estão mapeados nas orelhas, que podem ser utilizadas para atingir todos os órgãos do corpo]. A iridologia [diagnóstico de problemas de saúde pela observação das íris], também, baseia-se nessa propriedade holográfica, pois todas as partes do corpo estão mapeadas nas nossas íris.
Algo semelhante ocorre na nossa boca: todos os nossos órgãos, e inclusive nossos estados emocionais, estão gravados nos nossos dentes e língua. É nisso em que se baseia a biocibernética bucal, que consegue eliminar todo o mal funcionamento orgânico e mental pela manipulação mecânica adequada da cavidade bucal da pessoa doente. A boca, portanto, mantém uma relação de causa e efeito direta com todo o organismo, constituindo-se portanto em um "órgão-causa" de todos os problemas orgânicos. "Afinal, mexendo-se nela, como já está provado, alteramos também o estado dos órgãos correspondentes", diz o dentista Luiz Antônio Miachon Filho.
Por causa disso e contrariando os princípios usuais e freqüentes da odontologia oficial, a biocibernética bucal opõe-se totalmente a qualquer tipo de extração de dentes. "Quando extraímos um dente", diz Newton Nogueira de Sá, "diminuímos a capacidade de regeneração dos órgãos a ele relacionados". Isso ocorre porque uma das principais funções dos dentes é a de polarizar os sistemas e órgãos do corpo. Polarizar significa carregar esses sistemas, alimentá-los com a sua energia vital. Isso implica em conceitos que a ciência e a fisiologia oficiais mal começaram a discutir.
Para poder explicar melhor essa relação, Miachon lembra a Bioenergética, que foi criada pelo psiquiatra alemão Wilhelm Reich. "Reich dizia que durante todo o processo vital, o homem está acumulando a energia cósmica, que ele chamou de orgone (orgônio). No ato sexual essa energia acumulada, polarizada, dissipa-se. E é nisso que consiste o processo vital: um acumular e um despender constante de energia". Assim, quando o homem fala, mastiga e deglute, ele está polarizando, acumulando a energia vital nos órgãos e sistemas do corpo.
Portanto, para a biocibernética bucal, não é à toa que o primeiro órgão, a primeira estrutura que aparece no embrião humano, é exatamente a boca: é no vazio da boca, durante os primeiros meses de gestação, que todos os outros órgãos se desenvolvem.
Labels: biocibernética bucal, bioenergética, holograma
Wednesday, June 06, 2007
Boca e Saúde - 12
Boca e Alimentação
A urbanização crescente tem levado a mudanças dos hábitos alimentares tradicionais; a industrialização dos processos agrículas tem produzido a queda da qualidade dos alimentos e a intoxicação crescente das populações por agrotóxicos; e, por fim, a consciência sobre a importância da alimentação na saúde humana têm feito com que a discussão sobre as dietas alimentares ganhe um papel de máxima importância na vida moderna.
Os animais, quando imersos numa dimensão do Tempo onde não existe a Cultura, nasce, vive e morre se alimentando segundo os padrões naturais e instintivos herdados da espécie. O carnívoro é carnívoro porque é, e mesmo que morra de fome, não é capaz de modificar os seus hábitos. Entre os animais vegetarianos também é assim.
Já o homem, que construiu a Cultura e a possibilidade de agir transformando a Natureza e a si próprio, aprendeu a cozinhar seus alimentos, elaborando o instrumento cultural chamado culinária, e extrapolou o limite do puramente biológico, do instintivo. Esta ruptura cultural levou a desarmonias no processo alimentar.
Quando comemos devagar, intimizando os alimentos com a saliva, ficamos satisfeitos tão logo ingerimos a quantidade de nutrientes necessária para a manutenção e equilíbrio do corpo. Rompida esta propriocepção, só nos tornamos satisfeitos a partir do momento que o sistema vago for acionado - quando o estômago estiver totalmente cheio.
Um exame minucioso da arcada dentária do homem, e sua mobilidade, revela que certamente não somos seres carnívoros. Também não temos garras, mas apenas unhas, o que não facilita agarrar outros animais para comer. Nossas unhas são ótimas para descascar uma banana e péssimas para cravar numa vaca para permitir cravar nossos dentes em seu couro para abatê-la. Certamente não estamos biologicamente (fisicamente) equipados (nem adaptados) para esta façanha.
Uma das coisas mais belas que existe é observar, sem preconceitos, as crianças - nas quais a propriocepção ainda não foi rompida pela imposição das normas sociais - durante o ato de comer: comem de boca bem aberta, utilizando toda a extensão dos movimentos naturais da mandíbula, vão fazer outras coisas e depois voltam - só comendo quando estão realmente com vontade - mastigando demoradamente os alimentos que realmente precisam ser mastigados, não gostam e nem comem quente ou muito gelado. São naturais. Sua propriocepção é global e utilizam, quase sempre, até as mãos para sentirem aquilo que comem.
Como vimos acima, e em toda a série de postagens feitas anteriormente sobre este tema, a biocibernética bucal [1] nos fornece um grande número de informações úteis para recuperar e preservar a saúde de todo o nosso organismo. No entanto, assim como o peixe no nosso prato, o homem também morre pela boca, cavando sua sepultura com os dentes. O "pulo do gato" [informação correta, mas pouco divulgada] neste assunto foi divulgado por Jesus Cristo [2] quando disse: "A vida só vem da vida, e da morte só vem morte!". Esta frase foi dita quando ele explicava como obedecer o mandamento "Não Matarás", significando "não matar o alimento que vai para a vossa boca", pois, se comerdes comida viva (crua), a mesma vos vivificará (dará saúde), mas se matardes a vossa comida (com o fogo da morte do seu fogão), a comida morta vos matará também. Este "pequeno" detalhe costuma passar despercebido, inclusive por imortalistas (pessoas adeptas e divulgadoras da imortalidade física humana). Em particular, eu conheço o trabalho muito interessante de duas mulheres imortalistas que acabaram morrendo: Linda Goodman [3] e Annalee Skarin [4],[5]. Os imortalistas ainda vivos, não costumam enfatizar essa armadilha fatal no caminho daqueles que procuram a imortalidade física, como Leonard Orr [6],[7],[8],[9],[10], Sondra Ray [11],[12],[13], Herb Bowie [14], Stanley Spears [15] e Mony F. Vital [16]. Portanto, todos eles estão correndo perigo de perder a vida, envenenados pela alimentação morta (cadavérica)! Não estão seguindo estritamente as "dicas" dadas por Jesus Cristo [2]...
Sempre Alerta !!
Rui Fragassi
Referências:
[1] Newton Nogueira de Sá, A Cura pelos Dentes. Biocibernética Bucal: uma revolução na saúde, 3a. Edição, Editora Ícone, 1990.
[2] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento, 4a. Edição, 2005.
[3] Linda Goodman, Star Signs [veja Cap. 9], St. Martin's Press - New York, 1988. Obs: Este livro foi traduzido para o português.
[4] Annalee Skarin, Beyond Mortal Boundaries, M.A.P., 1969.
[5] Annalee Skarin, "Ye Are Gods", DeVorss Publications, 11a. impressão, 1998.
[6] Leonard Orr e Sondra Ray, Renascimento na Nova Era, Editora Gente, 1983.
[7] Leonard Orr, Imortalidade Física: A Ciência da Vida Imortal, 1998.
[8] Leonard Orr, Libertando-se do Hábito de Morrer: A Ciência da Vida Eterna, tradução de Gilberto M. Carnasciali-RJ, 2001. Original: Breaking the Death Habit: The Science of Everlasting Life, Frog Publ., Berkeley-CA-USA, 1998.
[9] Leonard Orr, Manual de Sanación, Editorial Las Acacias-Argentina, 3a. Edição, 2005.
[10] Leonard Orr, O Fogo e a Imortalidade Física, tradução de Joselito Britto.
[11] Sondra Ray, Viva para Sempre, Editora Gente, 1990.
[12] Sondra Ray, O Milagre da Alegria, Editora Gente, 1988.
[13] Sondra Ray, A Única Dieta que Existe, Editora Gente, 1981.
[14] Herb Bowie, Why Die? A Beginner's Guide to Living Forever, PowerSurge Publ.-USA, 1998.
[15] Stanley Spears, Stop Dying and Live Forever, DeVorss Publ.-USA, 1972.
[16] Mony F. Vital, Life Unlimited: An Exploration of Physical Immortality, publ. do autor, 1998.
Os animais, quando imersos numa dimensão do Tempo onde não existe a Cultura, nasce, vive e morre se alimentando segundo os padrões naturais e instintivos herdados da espécie. O carnívoro é carnívoro porque é, e mesmo que morra de fome, não é capaz de modificar os seus hábitos. Entre os animais vegetarianos também é assim.
Já o homem, que construiu a Cultura e a possibilidade de agir transformando a Natureza e a si próprio, aprendeu a cozinhar seus alimentos, elaborando o instrumento cultural chamado culinária, e extrapolou o limite do puramente biológico, do instintivo. Esta ruptura cultural levou a desarmonias no processo alimentar.
Quando comemos devagar, intimizando os alimentos com a saliva, ficamos satisfeitos tão logo ingerimos a quantidade de nutrientes necessária para a manutenção e equilíbrio do corpo. Rompida esta propriocepção, só nos tornamos satisfeitos a partir do momento que o sistema vago for acionado - quando o estômago estiver totalmente cheio.
Um exame minucioso da arcada dentária do homem, e sua mobilidade, revela que certamente não somos seres carnívoros. Também não temos garras, mas apenas unhas, o que não facilita agarrar outros animais para comer. Nossas unhas são ótimas para descascar uma banana e péssimas para cravar numa vaca para permitir cravar nossos dentes em seu couro para abatê-la. Certamente não estamos biologicamente (fisicamente) equipados (nem adaptados) para esta façanha.
Uma das coisas mais belas que existe é observar, sem preconceitos, as crianças - nas quais a propriocepção ainda não foi rompida pela imposição das normas sociais - durante o ato de comer: comem de boca bem aberta, utilizando toda a extensão dos movimentos naturais da mandíbula, vão fazer outras coisas e depois voltam - só comendo quando estão realmente com vontade - mastigando demoradamente os alimentos que realmente precisam ser mastigados, não gostam e nem comem quente ou muito gelado. São naturais. Sua propriocepção é global e utilizam, quase sempre, até as mãos para sentirem aquilo que comem.
Como vimos acima, e em toda a série de postagens feitas anteriormente sobre este tema, a biocibernética bucal [1] nos fornece um grande número de informações úteis para recuperar e preservar a saúde de todo o nosso organismo. No entanto, assim como o peixe no nosso prato, o homem também morre pela boca, cavando sua sepultura com os dentes. O "pulo do gato" [informação correta, mas pouco divulgada] neste assunto foi divulgado por Jesus Cristo [2] quando disse: "A vida só vem da vida, e da morte só vem morte!". Esta frase foi dita quando ele explicava como obedecer o mandamento "Não Matarás", significando "não matar o alimento que vai para a vossa boca", pois, se comerdes comida viva (crua), a mesma vos vivificará (dará saúde), mas se matardes a vossa comida (com o fogo da morte do seu fogão), a comida morta vos matará também. Este "pequeno" detalhe costuma passar despercebido, inclusive por imortalistas (pessoas adeptas e divulgadoras da imortalidade física humana). Em particular, eu conheço o trabalho muito interessante de duas mulheres imortalistas que acabaram morrendo: Linda Goodman [3] e Annalee Skarin [4],[5]. Os imortalistas ainda vivos, não costumam enfatizar essa armadilha fatal no caminho daqueles que procuram a imortalidade física, como Leonard Orr [6],[7],[8],[9],[10], Sondra Ray [11],[12],[13], Herb Bowie [14], Stanley Spears [15] e Mony F. Vital [16]. Portanto, todos eles estão correndo perigo de perder a vida, envenenados pela alimentação morta (cadavérica)! Não estão seguindo estritamente as "dicas" dadas por Jesus Cristo [2]...
Sempre Alerta !!
Rui Fragassi
Referências:
[1] Newton Nogueira de Sá, A Cura pelos Dentes. Biocibernética Bucal: uma revolução na saúde, 3a. Edição, Editora Ícone, 1990.
[2] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento, 4a. Edição, 2005.
[3] Linda Goodman, Star Signs [veja Cap. 9], St. Martin's Press - New York, 1988. Obs: Este livro foi traduzido para o português.
[4] Annalee Skarin, Beyond Mortal Boundaries, M.A.P., 1969.
[5] Annalee Skarin, "Ye Are Gods", DeVorss Publications, 11a. impressão, 1998.
[6] Leonard Orr e Sondra Ray, Renascimento na Nova Era, Editora Gente, 1983.
[7] Leonard Orr, Imortalidade Física: A Ciência da Vida Imortal, 1998.
[8] Leonard Orr, Libertando-se do Hábito de Morrer: A Ciência da Vida Eterna, tradução de Gilberto M. Carnasciali-RJ, 2001. Original: Breaking the Death Habit: The Science of Everlasting Life, Frog Publ., Berkeley-CA-USA, 1998.
[9] Leonard Orr, Manual de Sanación, Editorial Las Acacias-Argentina, 3a. Edição, 2005.
[10] Leonard Orr, O Fogo e a Imortalidade Física, tradução de Joselito Britto.
[11] Sondra Ray, Viva para Sempre, Editora Gente, 1990.
[12] Sondra Ray, O Milagre da Alegria, Editora Gente, 1988.
[13] Sondra Ray, A Única Dieta que Existe, Editora Gente, 1981.
[14] Herb Bowie, Why Die? A Beginner's Guide to Living Forever, PowerSurge Publ.-USA, 1998.
[15] Stanley Spears, Stop Dying and Live Forever, DeVorss Publ.-USA, 1972.
[16] Mony F. Vital, Life Unlimited: An Exploration of Physical Immortality, publ. do autor, 1998.
Labels: alimentos, biocibernética bucal, imortalidade física
Tuesday, June 05, 2007
Boca e Saúde - 11
Os aparatos biocibernéticos introduzidos na boca do indivíduo são um fator deformante colocado na boca do paciente. Tira-o de sua relação usual e joga-o em outra.
Deformando, no sentido positivo, também se dá forma adequada, função e saúde. É como se fizéssemos uma aculturação anticultura, uma volta às origens, às programações genéticas da vida. Nascemos perfeitos, mas a cultura nos deforma, nos individualiza, nos dá disfunções. Toda cultura é altamente deformante, seja em razão do que aprendemos a comer, beber e sentir, seja em razão das normas, das crenças, dos valores que nos impingem ou dos tratamentos que nos dão. Geralmente, não somos educados pelo sistema, e sim treinados (deformados) para servi-lo.
A cultura nos é introduzida através dos alimentos, não apenas do alimento qeu ingerimos, mas também do ar que inspiramos, das sensações e dos raios cósmicos. Para fins didáticos, esses alimentos podem ser divididos em 5 subgrupos:
1. sólidos
2. líquidos
3. aéreos
4. etéreos
5. sensitivos
Os sólidos são aqueles que normalmente ingerimos: arroz, feijão, carnes, frutas, verduras, etc.
Os líquidos são a água, o leite e as demais bebidas em geral.
Os aéreos estão no ar que inspiramos. É através do ar que respiramos que entram em nosso organismo os maiores valores energéticos. Podemos ficar muitos dias sem comer e beber, mas temos somente alguns minutos para respirar, caso contrário podemos morrer ou ter lesões físicas irreversíveis. Com mais de 3 minutos sem respirar, nosso cérebro, sem oxigenação sofre lesões gravíssimas e irreversíveis. Nove minutos é suficiente para entrar em coma definitiva e dez minutos é a morte.
Os alimentos etéreos são os raios cósmicos que entram em nosso organismo através de canais específicos. Os raios telúricos, que também são raios cósmicos filtrados pela Terra, entram no organismo através dos membros inferiores (via pés). Estes raios estão bombardeando constantemente o nosso organismo, dia e noite. Se for colocado um capacete de chumbo em um homem, de forma que impeça a entrada destes raios, no fim de alguns dias ele enlouquece. O ser humano não pode prescindir dessa energia por muito tempo. Ela é vital.
O alimento sensitivo é tudo aquilo que captamos através dos nossos sensores neurais, sensitivos e próprio-sensitivos. É o verbo, a palavra, o som, as sensações e os sentimentos.
Todos esses 5 tipos de alimentos entram em nosso organismo e vão ser transformados em energias. É isso que nos dá a dinâmica de nosso potencial. É graças a esta dinâmica que andamos, falamos, comemos, constituímos família, trabalhamos, fazemos sexo, etc.
Resíduos
Da transformação desses alimentos em energias advém os resíduos, como se fossem as cinzas restantes de uma combustão. Estes resíduos, em grande parte, são eliminados através de nossos órgãos enunctores (excretores), isto é, através das fezes, da urina, dos suores, da expiração pulmonar e também da palavra. A palavra também é resíduo, uma forma de excreção. O indivíduo tem necessidade de decodificar suas sensações e de transformá-las em sons orais, caso contrário bloqueia-se os canais de comunicação, resultando daí vários tipos de neuroses [Obs: me vem à memória os gritos de Tarzan, as longas sessões de mantras dos budistas e o cantar constante dos passarinhos]. É como uma pessoa que come e bebe bastante e depois não evacua e nem urina. Se entope. Com a palavra se dá um fenômeno análogo: o indivíduo tem necessidade de falar, gritar, de exteriorizar as suas sensações.
Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, existem clínicas especializadas no tratamento de neuroses e cuja terapia consiste apenas em fazer o indivíduo gritar, vociferar em altos brados tudo o que sente e o que tem vontade de pôr para fora [Obs: me vem à memória as sessões de catarse do Osho]. Em pouco tempo o indivíduo neurótico se liberta, praticamente sem o uso de qualquer medicamento. Aqueles terapeutas acreditam que quando o indivíduo grita e vocifera com raiva, forma-se um elemento químico em seu sangue que o libera da neurose. Só que, até agora, ainda não conseguiram isolar esse "elemento químico". Para nós, dentistas cibernetas, a verdade é outra. Quando o indivíduo grita, força a eliminação dos resíduos, limpando e desbloqueando os canais excretores de comunicação. É por essa razão que toda pessoa muito falante, normalmente, vive mais tempo e é mais sadia do que aquela que é fechada, calada, introspectiva.
O importante é falar muito, não importa que sejam coisas sem importância, porque forçando os canais de comunicação, a mente torna-se mais clara, começa a sentir melhor os fatos, tanto internos como externos.
Uma parte dos resíduos são eliminados pelos órgãos enunctórios, mas alguns resíduos mais persistentes ficam dentro de nós, constituindo parte integrante do nosso soma. São esses resíduos que nos dão a nossa forma física, a nossa individualidade, o nosso conceito biofísico-psíquico-sócio-comportamental.
No fundo somos indivíduos humanos e não seres humanos. Indivíduos porque somos dotados de individualização, seja pela cultura, pelos alimentos, pelos valores que nos são impingidos. Esta individualização é evidente mesmo entre os elementos de uma mesma família.
A forma, portanto, é o resultado da história e o espelho da função. Mudando a forma do indivíduo (por exemplo, via biocibernética), portanto, muda-se a sua saúde e o seu comportamento. É preciso, porisso, muito cuidado quando se está fazendo uma correção dos dentes ou de postura maxilo-dental, pois pode-se alterar o indivíduo, beneficiando-o ou prejudicando-o.
Propriocepção é a capacidade que os organismos biológicos têm de perceberem a si mesmos num dado momento do espaço, de auto-regularem seu movimento e suas funções.
Quando abrimos totalmente a boca de um indivíduo e a mentemos aberta através de um aparelho especial, no espaço de 25 minutos essa pessoa cai num estado de quase letargia. É na boca que encontramos a substância mais sólida do organismo, ou seja, os dentes. Eles são os alicerces de todo o soma orgânico.
O contato normal entre os dentes mantém a estrutura usual da postura, mantendo por decorrência a estrutura do sistema proprioceptivo. Assim, quando isolamos os maxilares, desconectamos esse conjunto, quebrando a relação que tenha sido estabelecida erroneamente. É como se abríssemos a possibilidade de reordenação correta, de reciclagem e reprodução do sistema.
[continua]
A cultura nos é introduzida através dos alimentos, não apenas do alimento qeu ingerimos, mas também do ar que inspiramos, das sensações e dos raios cósmicos. Para fins didáticos, esses alimentos podem ser divididos em 5 subgrupos:
1. sólidos
2. líquidos
3. aéreos
4. etéreos
5. sensitivos
Os sólidos são aqueles que normalmente ingerimos: arroz, feijão, carnes, frutas, verduras, etc.
Os líquidos são a água, o leite e as demais bebidas em geral.
Os aéreos estão no ar que inspiramos. É através do ar que respiramos que entram em nosso organismo os maiores valores energéticos. Podemos ficar muitos dias sem comer e beber, mas temos somente alguns minutos para respirar, caso contrário podemos morrer ou ter lesões físicas irreversíveis. Com mais de 3 minutos sem respirar, nosso cérebro, sem oxigenação sofre lesões gravíssimas e irreversíveis. Nove minutos é suficiente para entrar em coma definitiva e dez minutos é a morte.
Os alimentos etéreos são os raios cósmicos que entram em nosso organismo através de canais específicos. Os raios telúricos, que também são raios cósmicos filtrados pela Terra, entram no organismo através dos membros inferiores (via pés). Estes raios estão bombardeando constantemente o nosso organismo, dia e noite. Se for colocado um capacete de chumbo em um homem, de forma que impeça a entrada destes raios, no fim de alguns dias ele enlouquece. O ser humano não pode prescindir dessa energia por muito tempo. Ela é vital.
O alimento sensitivo é tudo aquilo que captamos através dos nossos sensores neurais, sensitivos e próprio-sensitivos. É o verbo, a palavra, o som, as sensações e os sentimentos.
Todos esses 5 tipos de alimentos entram em nosso organismo e vão ser transformados em energias. É isso que nos dá a dinâmica de nosso potencial. É graças a esta dinâmica que andamos, falamos, comemos, constituímos família, trabalhamos, fazemos sexo, etc.
Resíduos
Da transformação desses alimentos em energias advém os resíduos, como se fossem as cinzas restantes de uma combustão. Estes resíduos, em grande parte, são eliminados através de nossos órgãos enunctores (excretores), isto é, através das fezes, da urina, dos suores, da expiração pulmonar e também da palavra. A palavra também é resíduo, uma forma de excreção. O indivíduo tem necessidade de decodificar suas sensações e de transformá-las em sons orais, caso contrário bloqueia-se os canais de comunicação, resultando daí vários tipos de neuroses [Obs: me vem à memória os gritos de Tarzan, as longas sessões de mantras dos budistas e o cantar constante dos passarinhos]. É como uma pessoa que come e bebe bastante e depois não evacua e nem urina. Se entope. Com a palavra se dá um fenômeno análogo: o indivíduo tem necessidade de falar, gritar, de exteriorizar as suas sensações.
Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, existem clínicas especializadas no tratamento de neuroses e cuja terapia consiste apenas em fazer o indivíduo gritar, vociferar em altos brados tudo o que sente e o que tem vontade de pôr para fora [Obs: me vem à memória as sessões de catarse do Osho]. Em pouco tempo o indivíduo neurótico se liberta, praticamente sem o uso de qualquer medicamento. Aqueles terapeutas acreditam que quando o indivíduo grita e vocifera com raiva, forma-se um elemento químico em seu sangue que o libera da neurose. Só que, até agora, ainda não conseguiram isolar esse "elemento químico". Para nós, dentistas cibernetas, a verdade é outra. Quando o indivíduo grita, força a eliminação dos resíduos, limpando e desbloqueando os canais excretores de comunicação. É por essa razão que toda pessoa muito falante, normalmente, vive mais tempo e é mais sadia do que aquela que é fechada, calada, introspectiva.
O importante é falar muito, não importa que sejam coisas sem importância, porque forçando os canais de comunicação, a mente torna-se mais clara, começa a sentir melhor os fatos, tanto internos como externos.
Uma parte dos resíduos são eliminados pelos órgãos enunctórios, mas alguns resíduos mais persistentes ficam dentro de nós, constituindo parte integrante do nosso soma. São esses resíduos que nos dão a nossa forma física, a nossa individualidade, o nosso conceito biofísico-psíquico-sócio-comportamental.
No fundo somos indivíduos humanos e não seres humanos. Indivíduos porque somos dotados de individualização, seja pela cultura, pelos alimentos, pelos valores que nos são impingidos. Esta individualização é evidente mesmo entre os elementos de uma mesma família.
A forma, portanto, é o resultado da história e o espelho da função. Mudando a forma do indivíduo (por exemplo, via biocibernética), portanto, muda-se a sua saúde e o seu comportamento. É preciso, porisso, muito cuidado quando se está fazendo uma correção dos dentes ou de postura maxilo-dental, pois pode-se alterar o indivíduo, beneficiando-o ou prejudicando-o.
Propriocepção é a capacidade que os organismos biológicos têm de perceberem a si mesmos num dado momento do espaço, de auto-regularem seu movimento e suas funções.
Quando abrimos totalmente a boca de um indivíduo e a mentemos aberta através de um aparelho especial, no espaço de 25 minutos essa pessoa cai num estado de quase letargia. É na boca que encontramos a substância mais sólida do organismo, ou seja, os dentes. Eles são os alicerces de todo o soma orgânico.
O contato normal entre os dentes mantém a estrutura usual da postura, mantendo por decorrência a estrutura do sistema proprioceptivo. Assim, quando isolamos os maxilares, desconectamos esse conjunto, quebrando a relação que tenha sido estabelecida erroneamente. É como se abríssemos a possibilidade de reordenação correta, de reciclagem e reprodução do sistema.
[continua]
Labels: alimentos, biocibernética bucal, som
Monday, June 04, 2007
Boca e Saúde - 10
ATM e Cáries Dentárias
ATM é uma abreviação que quer dizer Articulação Têmporo-Mandibular. É uma articulação crânio-facial, onde o maxilar inferior se encaixa e se apóia no maciço craniano, buscando o seu equilíbrio postural para poder executar os seus movimentos puros de rotação.
Noventa por cento, ou até mais, das patologias, das disfunções que atormentam o ser humano, se iniciam nesta articulação. Qualquer alteração na sua relação cêntrica, na sua postura funcional, afeta todo o soma orgânico, pois o maxilar inferior é quem dirige e equilibra todo o soma humano, refletindo nas posturas biofísico-psíquicas e até sócio-comportamentais.
Falamos disso quando tratamos dos indivíduos classe II e classe III. Mudando a posição e a postura do maxilar inferior, imediatamente o indivíduo muda todo o seu comportamento. Portanto, é preciso muito critério quando se pretende intervir topologicamente no maxilar inferior. Deve-se procurar, inicialmente, fazer as correções biocibernéticas no maxilar superior.
Quando as pressões sócio-familiares e psíquicas são muito intensas no indivíduo, este sofre uma série de agressões e mutações de postura biomorfo-fisiológica, a qual o maxilar inferior procura contrabalançar numa busca de equilíbrio. Aí, a ATM começa a sofrer deformações plásticas. Conforme as pressurizações sócio-psíquicas, começa a sofrer desvios e entra em uma série de disfunções. Tudo começa com um problema de pressão social, atingindo o psíquico e desorganizando a biologia.
A ATM possui uma cavidade articular, uma iminência, um côndilo e um disco articular, também denominado menisco. É composta por um conjunto de músculos e ossos. Todo esse conjunto está em interação com o sistema nervoso central.
ALGUNS SINTOMAS DE DISFUNÇÃO ATM
1. Ruídos na região ao abrir e fechar a boca.
2. Dores na articulação, na região que a cincunda, no ouvido, nos músculos mastigatórios, na região cervical da coluna (altura do pescoço) e nos músculos trapézio.
3. Desvios da linha mediana dos dentes.
4. Desvios da coluna vertebral.
5. Modificação nos planos e curvas oclusais.
6. Desgastes cuspídeos dos dentes por rangimento dos mesmos.
7. Modificações posturais dos maxilares e da coluna vertebral, pois um afeta de imediato o outro. Todos os músculos mastigatórios estão intimamente ligados com os músculos costais.
8. Zumbidos, tonturas, enxaquecas, dores de cabeça freqüentes ou renitentes.
9. Problemas funcionais nos sistemas digestivo, respiratório e circulatório.
Pesquisas mostraram que a maior parte das dores de cabeça, das enxaquecas, tidas como idiopatias, podem ser resolvidas e tratadas, intervindo-se apenas no contexto bucal. Nos Estados Unidos pesquisadores disseram: "noventa e cindo porcento dos casos de cefaléias, de dores nucais e dores colunares são de fundo dental". Portanto, pode-se intervir no contexto bucal para sanar as referidas disfunções.
Placa Bacteriana: conseqüência das disfunção da ATM
A formação de placas bacterianas e mesmo a situação de periodontia, por exemplo, é conseqüência de uma disfunção da ATM. Quando este sistema articular sai de sua relação central, seja por desgastes ou intrusões dentárias, ou por qualquer outra disfunção que provoque uma perda da dimensão bucal, a língua passa a ser pressurizada por falta de espaço funcional. Ela fica comprimida dentro desse contexto bucal e, conseqüentemente, entra em disfunção.
Na saliva, entre os elementos que a compõem, existe um elemento químico que chamamos "saliva serosa". A saliva serosa tem a propriedade de digerir e eliminar os restos alimentares que ficam depositados no colo dos dentes e em outras partes dos mesmos. É como se fosse um detergente, faz parte de um sistema de autolimpeza orgânica.
Quando há falta de espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma hipofunção salivar (menos saliva do que o necessário). A boca fica cheia de uma saliva viscosa, que não circula. É uma saliva mais mucosa, riquíssima em mucina, que, a princípio, serviria para proteger as túnicas das mucosas bucais. Porém, essa mesma mucina é que passa a formar as placas e depósitos de compostos de cálcio. É um carbonato de cálcio neutro que fica suspenso na saliva. Ele se precipita e, em contato com o bolo alimentar, vai se depositar no colo dos dentes, formando o que chamamos de placas bacterianas.
Esta placa vai se acumulando e irritando o paradêncio, as gengivas que envolvem o colo dos dentes, formando arestas pontiagudas, irritando, provocando infecções e bolsas paradentósicas. Paulatinamente vai destruindo os tecidos que suportam os dentes, até expulsá-los completamente. Esta disfunção é denominada "paradentose", a popular piorréia, e constitui uma especialidade muito rendosa na odontologia.
Esta formação de placas bacterianas, por mais paradoxal que possa parecer, constitui um mecanismo de defesa do corpo. Faltando espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma diminuição de vida para o indivíduo, pois a língua entra em disfunção e quebra o equilíbrio funcional entre os vários sistemas básicos de energização que lhe são conjugados. Diante deste quadro, a natureza, que é sábia, lança mão de seus mecanismos de superação, sentindo a necessidade de abrir espaços funcionais dentro da boca. Procura, assim, eliminar alguns dentes. É como se fosse também um aviso, uma amostragem do perigo. É um alerta do que está se passando, para que se tomem as devidas providências.
Com a diminuição do espaço bucal, desaparece o elemento químico, a saliva serosa, propiciando a formação de placas bacterianas, seguidas de periodontopatias (piorréia), o que pode levar à eliminação total dos dentes. Removendo-se os dentes, abre-se espaço para a língua, dá-se mais vida ao indivíduo. É porisso que quase todos os desdentados gozam de boa saúde, em razão do bom espaço funcional dentro do seu contexto bucal.
Sem a presença da saliva serosa, todo tratamento periodôntico tende a ser um fracasso, pois vêm as reincidivas. Sem a reconstituição dos espaços dimensionais perdidos, todo tratamento, dentro de alguns meses, volta tudo ao que era antes.
Cáries Dentárias
Normalmente, não são as placas bacterianas que provocam as cáries dentárias. Estas são mais uma conseqüência de um estado tensional do indivíduo [Obs: Uma vez meu dentista disse que o movimento no seu consultório aumentava nos finais dos semestres escolares...]. Ela é implícita, algo que vem de dentro para fora. Relaciona-se com o estado tensional do sistema orgânico correspondente.
Exemplificando: Se o estômago está tensionado, com uma disfunção, vai aparecer cáries nos primeiros molares; se o tensionamento é a nível de personalidade, numa cosmovisão sexual, os dentes que vão apresentar problemas são os incisivos centrais; se os problemas são de relacionamento social, familiar ou de interação de lealdade, os dentes que vão estourar são os incisivos laterais. Cosmovisão afetiva, os do lado esquerdo; social ou de trabalho, lado direito.
Enquanto não distensionarmos o sistema correspondente, o processo carioso não pára, por mais cuidados de higiene que se tome ou busque auxílio do dentista. Existem indivíduos que escovam seus dentes vinte vezes por dia, ou até mais, e estão sempre recorrendo aos dentistas devido a processos de desorganização dentária.
As regiões bucais onde mais aparecem e se acumulam placas bacterianas são os incisivos centrais inferiores, na região lingual. E esta é, justamente, uma região onde, praticamente, não existem processos cariosos. Outra região bucal onde há muita tendência à formação de placas é a dos molares superiores, na face vestibular (frontal), onde também são raras as cáries.
O tecido do esmalte dentário é composto, em sua maior parte, de hidróxido de apatita. Conseqüentemente, o esmalte dentário não tem condições de fazer trocas bioquímicas com o sitema. Portanto, não há razão para uma reação a nível de histamina, que determina a formação de anticorpos. O que há é uma certa coincidência do fato de determinadas zonas mais imunes à cárie serem as mesmas zonas de fácil limpeza via escovação. A cárie resulta de uma quebra da fisiologia bucal, de uma quebra do sistema de autolimpeza. Nós somos auto-suficientes, basta que se abram as possibilidades para restituir o equilíbrio perdido.
[continua]
Noventa por cento, ou até mais, das patologias, das disfunções que atormentam o ser humano, se iniciam nesta articulação. Qualquer alteração na sua relação cêntrica, na sua postura funcional, afeta todo o soma orgânico, pois o maxilar inferior é quem dirige e equilibra todo o soma humano, refletindo nas posturas biofísico-psíquicas e até sócio-comportamentais.
Falamos disso quando tratamos dos indivíduos classe II e classe III. Mudando a posição e a postura do maxilar inferior, imediatamente o indivíduo muda todo o seu comportamento. Portanto, é preciso muito critério quando se pretende intervir topologicamente no maxilar inferior. Deve-se procurar, inicialmente, fazer as correções biocibernéticas no maxilar superior.
Quando as pressões sócio-familiares e psíquicas são muito intensas no indivíduo, este sofre uma série de agressões e mutações de postura biomorfo-fisiológica, a qual o maxilar inferior procura contrabalançar numa busca de equilíbrio. Aí, a ATM começa a sofrer deformações plásticas. Conforme as pressurizações sócio-psíquicas, começa a sofrer desvios e entra em uma série de disfunções. Tudo começa com um problema de pressão social, atingindo o psíquico e desorganizando a biologia.
A ATM possui uma cavidade articular, uma iminência, um côndilo e um disco articular, também denominado menisco. É composta por um conjunto de músculos e ossos. Todo esse conjunto está em interação com o sistema nervoso central.
ALGUNS SINTOMAS DE DISFUNÇÃO ATM
1. Ruídos na região ao abrir e fechar a boca.
2. Dores na articulação, na região que a cincunda, no ouvido, nos músculos mastigatórios, na região cervical da coluna (altura do pescoço) e nos músculos trapézio.
3. Desvios da linha mediana dos dentes.
4. Desvios da coluna vertebral.
5. Modificação nos planos e curvas oclusais.
6. Desgastes cuspídeos dos dentes por rangimento dos mesmos.
7. Modificações posturais dos maxilares e da coluna vertebral, pois um afeta de imediato o outro. Todos os músculos mastigatórios estão intimamente ligados com os músculos costais.
8. Zumbidos, tonturas, enxaquecas, dores de cabeça freqüentes ou renitentes.
9. Problemas funcionais nos sistemas digestivo, respiratório e circulatório.
Pesquisas mostraram que a maior parte das dores de cabeça, das enxaquecas, tidas como idiopatias, podem ser resolvidas e tratadas, intervindo-se apenas no contexto bucal. Nos Estados Unidos pesquisadores disseram: "noventa e cindo porcento dos casos de cefaléias, de dores nucais e dores colunares são de fundo dental". Portanto, pode-se intervir no contexto bucal para sanar as referidas disfunções.
Placa Bacteriana: conseqüência das disfunção da ATM
A formação de placas bacterianas e mesmo a situação de periodontia, por exemplo, é conseqüência de uma disfunção da ATM. Quando este sistema articular sai de sua relação central, seja por desgastes ou intrusões dentárias, ou por qualquer outra disfunção que provoque uma perda da dimensão bucal, a língua passa a ser pressurizada por falta de espaço funcional. Ela fica comprimida dentro desse contexto bucal e, conseqüentemente, entra em disfunção.
Na saliva, entre os elementos que a compõem, existe um elemento químico que chamamos "saliva serosa". A saliva serosa tem a propriedade de digerir e eliminar os restos alimentares que ficam depositados no colo dos dentes e em outras partes dos mesmos. É como se fosse um detergente, faz parte de um sistema de autolimpeza orgânica.
Quando há falta de espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma hipofunção salivar (menos saliva do que o necessário). A boca fica cheia de uma saliva viscosa, que não circula. É uma saliva mais mucosa, riquíssima em mucina, que, a princípio, serviria para proteger as túnicas das mucosas bucais. Porém, essa mesma mucina é que passa a formar as placas e depósitos de compostos de cálcio. É um carbonato de cálcio neutro que fica suspenso na saliva. Ele se precipita e, em contato com o bolo alimentar, vai se depositar no colo dos dentes, formando o que chamamos de placas bacterianas.
Esta placa vai se acumulando e irritando o paradêncio, as gengivas que envolvem o colo dos dentes, formando arestas pontiagudas, irritando, provocando infecções e bolsas paradentósicas. Paulatinamente vai destruindo os tecidos que suportam os dentes, até expulsá-los completamente. Esta disfunção é denominada "paradentose", a popular piorréia, e constitui uma especialidade muito rendosa na odontologia.
Esta formação de placas bacterianas, por mais paradoxal que possa parecer, constitui um mecanismo de defesa do corpo. Faltando espaço funcional dentro do contexto bucal, há uma diminuição de vida para o indivíduo, pois a língua entra em disfunção e quebra o equilíbrio funcional entre os vários sistemas básicos de energização que lhe são conjugados. Diante deste quadro, a natureza, que é sábia, lança mão de seus mecanismos de superação, sentindo a necessidade de abrir espaços funcionais dentro da boca. Procura, assim, eliminar alguns dentes. É como se fosse também um aviso, uma amostragem do perigo. É um alerta do que está se passando, para que se tomem as devidas providências.
Com a diminuição do espaço bucal, desaparece o elemento químico, a saliva serosa, propiciando a formação de placas bacterianas, seguidas de periodontopatias (piorréia), o que pode levar à eliminação total dos dentes. Removendo-se os dentes, abre-se espaço para a língua, dá-se mais vida ao indivíduo. É porisso que quase todos os desdentados gozam de boa saúde, em razão do bom espaço funcional dentro do seu contexto bucal.
Sem a presença da saliva serosa, todo tratamento periodôntico tende a ser um fracasso, pois vêm as reincidivas. Sem a reconstituição dos espaços dimensionais perdidos, todo tratamento, dentro de alguns meses, volta tudo ao que era antes.
Cáries Dentárias
Normalmente, não são as placas bacterianas que provocam as cáries dentárias. Estas são mais uma conseqüência de um estado tensional do indivíduo [Obs: Uma vez meu dentista disse que o movimento no seu consultório aumentava nos finais dos semestres escolares...]. Ela é implícita, algo que vem de dentro para fora. Relaciona-se com o estado tensional do sistema orgânico correspondente.
Exemplificando: Se o estômago está tensionado, com uma disfunção, vai aparecer cáries nos primeiros molares; se o tensionamento é a nível de personalidade, numa cosmovisão sexual, os dentes que vão apresentar problemas são os incisivos centrais; se os problemas são de relacionamento social, familiar ou de interação de lealdade, os dentes que vão estourar são os incisivos laterais. Cosmovisão afetiva, os do lado esquerdo; social ou de trabalho, lado direito.
Enquanto não distensionarmos o sistema correspondente, o processo carioso não pára, por mais cuidados de higiene que se tome ou busque auxílio do dentista. Existem indivíduos que escovam seus dentes vinte vezes por dia, ou até mais, e estão sempre recorrendo aos dentistas devido a processos de desorganização dentária.
As regiões bucais onde mais aparecem e se acumulam placas bacterianas são os incisivos centrais inferiores, na região lingual. E esta é, justamente, uma região onde, praticamente, não existem processos cariosos. Outra região bucal onde há muita tendência à formação de placas é a dos molares superiores, na face vestibular (frontal), onde também são raras as cáries.
O tecido do esmalte dentário é composto, em sua maior parte, de hidróxido de apatita. Conseqüentemente, o esmalte dentário não tem condições de fazer trocas bioquímicas com o sitema. Portanto, não há razão para uma reação a nível de histamina, que determina a formação de anticorpos. O que há é uma certa coincidência do fato de determinadas zonas mais imunes à cárie serem as mesmas zonas de fácil limpeza via escovação. A cárie resulta de uma quebra da fisiologia bucal, de uma quebra do sistema de autolimpeza. Nós somos auto-suficientes, basta que se abram as possibilidades para restituir o equilíbrio perdido.
[continua]
Labels: ATM, biocibernética bucal, cáries
Friday, June 01, 2007
Boca e Saúde - 9
Dinâmica Energética através da Boca
Na década de 1960 um grupo de pesquisadores da Biocibernética Bucal chegou a um resultado interessante: analisando a arcada dentária de presidiários, constatou-se que havia uma relação direta e imediata entre a natureza do crime cometido e a postura bucal de seus maxilares.
Os criminosos que agiam à luz do dia, assaltando de maneira impulsiva e às claras, na grande maioria dos casos tinham o maxilar inferior projetado para frente (indivíduos classe III). Já no extremo oposto, os arrombadores ou outros tipos de criminosos que preferiam agir na calada da noite, executando ações mais racionalizadas e cerebrais, na quase totalidade dos casos tinham o maxilar inferior projetado para trás (classe II). Tendo o maxilar inferior retraído, dão a impressão de que este é menor do que o maxilar superior.
Os indivíduos classe III, de queixo para frente, são bem mais agitados do que os classe II. São mais dinâmicos, mas menos imaginativos. Tanto o classe III como o classe II têm as suas qualidades e os seus defeitos. Há um equilíbrio de compensação entre eles. Os classe III, com sua biologia mais acelerada, são mais dinâmicos, vivem mais intensamente, mas estão mais sujeitos a problemas cardíacos e circulatórios. Se desgastam muito, são mais dinâmicos, mas em compensação morrem bem mais cedo que os classe II. Os classe II, mais propensos a doenças degenerativas, são mais lentos, demoram mais a assumir as suas posições, são mais cerebrais, mais racionais e menos intuitivos, vivem geralmente mais tempo. A ligação entre estes dois estereótipos é a ideal. Eles combinam muito ou se autocomplementam. Quase não há competição entre eles. Toda a ligação marido/mulher, classe II com classe III, é sempre mais gratificante e duradoura.
O maxilar inferior é tão importante para o organismo humano que ninguém consegue sobreviver sem ele. Pode-se retirar uma parte do maxilar inferior, até uma de suas metades, mas nunca ele inteiro. Experiências feitas com animais mostram que, retirado o maxilar inferior, dentro de alguns dias o animal fica completamente louco e morre - mesmo alimentado por meio de sondas e injeções.
Costuma-se dizer que, se existe alma, ela tem seu centro e sua moradia no maxilar inferior. Mudando-se a posição do maxilar inferior, muda-se completamente o indivíduo, tanto a nível físico como psíquico, biológico, social e comportamental. O maxilar superior é a forma, o inferior é a função. O superior é o padrão adquirido e o inferior o determinante do nosso equilíbrio.
[continua]
Os criminosos que agiam à luz do dia, assaltando de maneira impulsiva e às claras, na grande maioria dos casos tinham o maxilar inferior projetado para frente (indivíduos classe III). Já no extremo oposto, os arrombadores ou outros tipos de criminosos que preferiam agir na calada da noite, executando ações mais racionalizadas e cerebrais, na quase totalidade dos casos tinham o maxilar inferior projetado para trás (classe II). Tendo o maxilar inferior retraído, dão a impressão de que este é menor do que o maxilar superior.
Os indivíduos classe III, de queixo para frente, são bem mais agitados do que os classe II. São mais dinâmicos, mas menos imaginativos. Tanto o classe III como o classe II têm as suas qualidades e os seus defeitos. Há um equilíbrio de compensação entre eles. Os classe III, com sua biologia mais acelerada, são mais dinâmicos, vivem mais intensamente, mas estão mais sujeitos a problemas cardíacos e circulatórios. Se desgastam muito, são mais dinâmicos, mas em compensação morrem bem mais cedo que os classe II. Os classe II, mais propensos a doenças degenerativas, são mais lentos, demoram mais a assumir as suas posições, são mais cerebrais, mais racionais e menos intuitivos, vivem geralmente mais tempo. A ligação entre estes dois estereótipos é a ideal. Eles combinam muito ou se autocomplementam. Quase não há competição entre eles. Toda a ligação marido/mulher, classe II com classe III, é sempre mais gratificante e duradoura.
O maxilar inferior é tão importante para o organismo humano que ninguém consegue sobreviver sem ele. Pode-se retirar uma parte do maxilar inferior, até uma de suas metades, mas nunca ele inteiro. Experiências feitas com animais mostram que, retirado o maxilar inferior, dentro de alguns dias o animal fica completamente louco e morre - mesmo alimentado por meio de sondas e injeções.
Costuma-se dizer que, se existe alma, ela tem seu centro e sua moradia no maxilar inferior. Mudando-se a posição do maxilar inferior, muda-se completamente o indivíduo, tanto a nível físico como psíquico, biológico, social e comportamental. O maxilar superior é a forma, o inferior é a função. O superior é o padrão adquirido e o inferior o determinante do nosso equilíbrio.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, maxilares
Thursday, May 31, 2007
Boca e Saúde - 8
O nosso mundo não é das crianças e, sim, dos adultos. As crianças incomodam os adultos. Elas são criadas, treinadas para servir os adultos. Toda nossa educação - por razões amplamente discutidas no farto material existente a respeito - tem sido conduzida como uma forma de bloquear, submeter, impor a razão da História - que a criança não domina - sobre a razão da Vida - que é o seu sentido absoluto no mundo.
A nível biológico, relativizado através da boca pelos dentistas cibernetas, tem sido possível constatar que em crianças educadas até os sete anos sem imposição de normas, crenças e valores, mas numa educação simplesmente baseada na experimentação, jamais aparecem cáries, dentes tortos, maxilares retraídos e outras distorções físicas.
Os dentes são muito mais importantes para as possibilidades dos movimentos vitais do corpo do que muita gente imagina. Quando perdemos nossos dentes, perdemos setenta porcento das nossas forças físicas e das nossas propriocepções.
Isto não é novidade para ninguém, e constitui um dos exemplos mais marcantes sobre a importância dos dentes para o equilíbrio postural do ser humano: uma criança somente vai poder se equilibrar e andar após o rompimento e a contactuação dos seus primeiros dentinhos, isto é, dos seus incisivos centrais. Ela não andará sem se apoiar enquanto os seus dentes incisivos centrais não se romperem e se tocarem.
Mudando o posicionamento dos dentes faz com que a pessoa mude também o seu comportamento.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, dentes
Wednesday, May 30, 2007
Boca e Saúde - 7
Mongolismo/Síndrome de Down: Uma Nova Abordagem
Conhecida desde a mais remota antiguidade, essa anomalia cromossômica chamada popularmente de mongolismo - em decorrência da semelhança que as pessoas com essa disfunção genética mostram aos olhos ocidentais com indivíduos da raça mongol do oriente - tem uma porcentagem de incidência de um para cada 700 a 800 nascituros. Isso a transforma, estatisticamente, em uma das grandes problemáticas da humanidade. Descrita em 1866 pelo médico inglês John Laugdon H. Down, o mongolismo ficou sendo conhecido desde então por Síndrome de Down, nome preferivelmente aceito pela comunidade médica mundial, pois afasta conotações raciais.
Embora até hoje a Síndrome de Down seja rotulada como um problema insanável, pesquisas recentes da Biocibernética Bucal parecem estar abrindo uma nova estrada, com resultados ainda não dimensionados em todo o seu alcance, para a terapia da referida anomalia.
Esta afirmação pode parecer espantosa. Afinal, desde 1959, quando cientistas franceses mostraram que os portadores da Síndrome de Down apresentam uma trissomia do cromossomo 21, esta anomalia recebeu a partir daí um novo nome "Trissomia 21" e vem sendo tratada como um problema exclusivamente genético.
Em cada célula humana, o indivíduo normal apresenta 46 cromossomos, sendo 23 do pai e 23 da mãe. O mongol, no momento da sua concepção ou nos instantes seguintes, recebe um cromossomo a mais de um dos pais por erro na distribuição do material genético. Esse cromossomo adicional pode ser adquirido por uma não disjunção (o que dá a trissomia simples), por translocação (quando é do tipo herdado) ou, ainda, por erro nas primeiras divisões celulares (que origina geralmente o mosaicismo).
Diante disso, a conclusão natural que se tem tirado é a de que a recuperação do portador de Síndrome de Down só seria possível com a intervenção direta no seu material genético, algo além das condições da medicina atual.
No livro fonte citado, o autor relata o caso grave de um menino com um quadro clínico bucal dramático: aos nove anos de idade, a sua boca tinha a dimensão de um garoto de dois anos. Hoje sabemos que este é um sintoma típico de todos os portadores de Síndrome de Down, sem exceção. Em outros casos, pode ocorrer situações de falhas dentárias, como alguns dentes permanecendo inclusos dentro da parte óssea dos maxilares, não podendo romper por falta absoluta de espaço.
A Biocibernética Bucal procura restabelecer o espaço bucal adequado, o que melhora o estado geral do paciente. Com isso melhora-se a sua capacidade respiratória, aliviando seus problemas de saúde e lhes dando mais vida e mais dinâmica. Mas foi observado também uma melhoria no quadro geral do retardamento mental característico destes pacientes, que apresentam dificuldades na alfabetização, na aprendizagem geral, na comunicação e capacidade de concentração.
A atrofia bucal costuma se agravar por causa do hábito do paciente portador dessa síndrome de empurrar a língua para dentro da boca. Os pais dessas crianças portadoras da Síndrome de Down, preocupados com a estética de seus filhos, costumam forçá-los a manter a boca fechada - querendo tirar deles o hábito "feio" de manter a língua de fora. Mas o que os pais não sabem é que isso agrava ainda mais a redução do exíguo vazio da boca.
No garoto citado acima, tão logo foi aumantada a dimensão bucal vertical, as dores de cabeça desapareceram. Depois de uma semana de tratamento ortopédico funcional, o seu quadro já era outro: sua vitalidade aumentou, acabou a coriza constante e a dor de barriga crônica. Em 45 dias o quadro de nervosismo crônico desapareceu, não rangia mais os dentes e acabaram-se os seus problemas brônquicos. Nos meses seguintes ocorreram mudanças rápidas em seu quadro mental. Não melhorava apenas a capacidade de concentração e comunicação, mas também a sua coordenação motora e sua capacidade geral de aprendizado e alfabetização. Os métodos clássicos de tratamento não apresentam estes resultados.
A sua boca é um espelho do seu soma, do seu corpo, da sua vida, da sua cultura. Observações têm mostrado que o portador de Síndrome de Down, na maioria dos casos, ao nascer não é débil mental na sua totalidade ou na expressão exata da palavra. Apresenta, apenas, algumas pequenas debilidades físicas e mentais, que vão se agravando com o seu crescimento. Classicamente se admite hoje que uma criança com Síndrome de Down tem tendência espontânea para a melhoria, porque o seu sistema nervoso central continua a amadurecer com o tempo; o problema é que este amadurecimento é mais lento que o observado nas crianças normais.
No caso específico da boca do paciente com mongolismo, o que ocorre é uma atraso no seu desenvolvimento. Enquanto todo o seu corpo cresce e se desenvolve, a boca - e dentro da boca, em particular, o seu maxilar superior - não se desenvolve. Cresce o corpo e a língua, menos seus maxilares. A grave perda de espaço bucal, que se agrava com a idade, provoca distúrbios respiratórios, gerando uma oxigenação deficiente também para o cérebro. Isso acarreta uma corrente contínua, pequena mas constante, de lesões cerebrais. Como muitas dessas lesões são irreversíveis, é óbvia a conclusão de que um paciente mongol tratado desde a tenra idade tem muito mais condições de atingir uma vida normal na idade adulta do que aqueles que iniciaram o tratamento já em idade mais avançada.
[continua]
Embora até hoje a Síndrome de Down seja rotulada como um problema insanável, pesquisas recentes da Biocibernética Bucal parecem estar abrindo uma nova estrada, com resultados ainda não dimensionados em todo o seu alcance, para a terapia da referida anomalia.
Esta afirmação pode parecer espantosa. Afinal, desde 1959, quando cientistas franceses mostraram que os portadores da Síndrome de Down apresentam uma trissomia do cromossomo 21, esta anomalia recebeu a partir daí um novo nome "Trissomia 21" e vem sendo tratada como um problema exclusivamente genético.
Em cada célula humana, o indivíduo normal apresenta 46 cromossomos, sendo 23 do pai e 23 da mãe. O mongol, no momento da sua concepção ou nos instantes seguintes, recebe um cromossomo a mais de um dos pais por erro na distribuição do material genético. Esse cromossomo adicional pode ser adquirido por uma não disjunção (o que dá a trissomia simples), por translocação (quando é do tipo herdado) ou, ainda, por erro nas primeiras divisões celulares (que origina geralmente o mosaicismo).
Diante disso, a conclusão natural que se tem tirado é a de que a recuperação do portador de Síndrome de Down só seria possível com a intervenção direta no seu material genético, algo além das condições da medicina atual.
No livro fonte citado, o autor relata o caso grave de um menino com um quadro clínico bucal dramático: aos nove anos de idade, a sua boca tinha a dimensão de um garoto de dois anos. Hoje sabemos que este é um sintoma típico de todos os portadores de Síndrome de Down, sem exceção. Em outros casos, pode ocorrer situações de falhas dentárias, como alguns dentes permanecendo inclusos dentro da parte óssea dos maxilares, não podendo romper por falta absoluta de espaço.
A Biocibernética Bucal procura restabelecer o espaço bucal adequado, o que melhora o estado geral do paciente. Com isso melhora-se a sua capacidade respiratória, aliviando seus problemas de saúde e lhes dando mais vida e mais dinâmica. Mas foi observado também uma melhoria no quadro geral do retardamento mental característico destes pacientes, que apresentam dificuldades na alfabetização, na aprendizagem geral, na comunicação e capacidade de concentração.
A atrofia bucal costuma se agravar por causa do hábito do paciente portador dessa síndrome de empurrar a língua para dentro da boca. Os pais dessas crianças portadoras da Síndrome de Down, preocupados com a estética de seus filhos, costumam forçá-los a manter a boca fechada - querendo tirar deles o hábito "feio" de manter a língua de fora. Mas o que os pais não sabem é que isso agrava ainda mais a redução do exíguo vazio da boca.
No garoto citado acima, tão logo foi aumantada a dimensão bucal vertical, as dores de cabeça desapareceram. Depois de uma semana de tratamento ortopédico funcional, o seu quadro já era outro: sua vitalidade aumentou, acabou a coriza constante e a dor de barriga crônica. Em 45 dias o quadro de nervosismo crônico desapareceu, não rangia mais os dentes e acabaram-se os seus problemas brônquicos. Nos meses seguintes ocorreram mudanças rápidas em seu quadro mental. Não melhorava apenas a capacidade de concentração e comunicação, mas também a sua coordenação motora e sua capacidade geral de aprendizado e alfabetização. Os métodos clássicos de tratamento não apresentam estes resultados.
A sua boca é um espelho do seu soma, do seu corpo, da sua vida, da sua cultura. Observações têm mostrado que o portador de Síndrome de Down, na maioria dos casos, ao nascer não é débil mental na sua totalidade ou na expressão exata da palavra. Apresenta, apenas, algumas pequenas debilidades físicas e mentais, que vão se agravando com o seu crescimento. Classicamente se admite hoje que uma criança com Síndrome de Down tem tendência espontânea para a melhoria, porque o seu sistema nervoso central continua a amadurecer com o tempo; o problema é que este amadurecimento é mais lento que o observado nas crianças normais.
No caso específico da boca do paciente com mongolismo, o que ocorre é uma atraso no seu desenvolvimento. Enquanto todo o seu corpo cresce e se desenvolve, a boca - e dentro da boca, em particular, o seu maxilar superior - não se desenvolve. Cresce o corpo e a língua, menos seus maxilares. A grave perda de espaço bucal, que se agrava com a idade, provoca distúrbios respiratórios, gerando uma oxigenação deficiente também para o cérebro. Isso acarreta uma corrente contínua, pequena mas constante, de lesões cerebrais. Como muitas dessas lesões são irreversíveis, é óbvia a conclusão de que um paciente mongol tratado desde a tenra idade tem muito mais condições de atingir uma vida normal na idade adulta do que aqueles que iniciaram o tratamento já em idade mais avançada.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, mongolismo, síndrome de Down
Tuesday, May 29, 2007
Boca e Saúde - 6
Epilepsia: Uma Nova Abordagem
Essa doença milenar tem sua raiz na perturbação do funcionamento elétrico do cérebro. Com o tempo, inventaram alguns medicamentos capazes de diminuir as mazelas do ataque epiléptico, mas causando em troca um sem número de efeitos colaterais indesejáveis. Mais recentemente, as pesquisas têm mostrado que é possível minimizar as desritmias que provocam o ataque epiléptico através de terapias exclusivamente energéticas baseadas no estudo das ondas elétricas do cérebro.
A Biocibernética Bucal descobriu que a epilepsia não é apenas um problema médico. Sua maior problemática está dentro do contexto bucal e, porisso, ela é, também, uma questão odontológica. A experiência tem demonstrado que é possível controlar o ataque convulsivo do epiléptico através de um tratamento relativamente rápido, baseado exclusivamente na reposturação do contexto bucal.
A epilepsia começa por uma desritmia cerebral, com repercussões generalizadas por todo o corpo. Ela pode ser dividida em dois tipos básicos: epilepsia parcial e epilepsia generalizada; esta, por sua vez, pode ser dividida em: de pequeno mal e de grande mal. Mais subdivisões podem ser encontradas na literatura médica. Estudos médicos recentes chegam a afirmar que, principalmente nos grandes centros urbanos, quase toda a população padece de algumas formas incipientes de desritmias cerebrais, que raramente se manifestam organicamente.
A biocibernética bucal tem verificado, ao longo de muitos anos de vivências junto a pacientes epilépticos, que todos os portadores de convulsões mais graves sofrem de uma significativa perda de espaço bucal. Esta constatação clínica levou à seguinte conclusão: a principal problemática do epiléptico processa-se a nível respiratório, a nível de convulsões respiratórias.
Isso porque, quando se iniciam as contrações musculares, a característica mais marcante dos pacientes epilépticos é o fechamento compulsivo da boca. Os dentes e os lábios cerram-se fortemente. Com isso, o espaço bucal fica dramaticamente limitado, projetando a língua para trás e provocando o fechamento total da epiglote sobre a glote. O fluxo de ar para os pulmões, então, se interrompe.
Se as convulsões forem de apenas alguns segundos e estiverem dentro dos limites suportáveis pelo indivíduo, nada mais grave lhe acontece. Porém, se as convulsões ultrapassarem aqueles limites suportáveis e o indivíduo continuar mantendo os dentes cerrados, logo sentirá os efeitos da falta de oxigênio, caindo e se debatendo na tentativa de respirar. Sua pele torna-se cianótica, arroxeada, com a fisionomia grosseiramente assustada e uma expressão quase demoníaca. Suas contorções faciais são provocadas simplesmente pelo seu medo da morte, por asfixia. Essa tensão profunda, obviamente, também deverá se manifestar ao nível dos reflexos cerebrais, já desequilibrados.
Os riscos, na verdade, não são pequenos: o cérebro humano não pode ficar sem oxigenação por mais do que 3 ou 4 minutos, sob pena de se tornar irremediavelmente lesado, causando deformações e até paralisias permanentes ao corpo. Se o cérebro ficar 9 minutos sem oxigenação, o indivíduo entra em coma definitiva, sem condições de regresso. Com dez minutos o indivíduo morre.
Por isso, através de um mecanismo de superação, a Natureza provoca o desmaio do indivíduo durante o ataque epiléptico, antes que ele atinja o prazo fatal. Só assim o epiléptico relaxa seus músculos, abrindo a boca e permitindo que a língua volte a seu estado normal, restabelecendo o fluxo de ar aos pulmões. Desmaiado, mas salvo.
A experiência tem mostrado que é perfeitamente possível interromper o processo epileptiforme da convulsão através de um trabalho exclusivamente odontológico, com próteses ortopédicas funcionais e reabilitacionais dos maxilares e da boca, que visam posturar corretamente o indivíduo.
O tratamento biocibernético endobucal do epiléptico, além de eficiente é relativamente rápido. Com vinte ou trinta dias, mais ou menos, o paciente já está totalmente controlado. Com sessenta dias já pode ir se libertando paulativamente dos medicamentos e, então, é aconselhável, por motivos óbvios, ter um acompanhamento médico.
[continua]
A Biocibernética Bucal descobriu que a epilepsia não é apenas um problema médico. Sua maior problemática está dentro do contexto bucal e, porisso, ela é, também, uma questão odontológica. A experiência tem demonstrado que é possível controlar o ataque convulsivo do epiléptico através de um tratamento relativamente rápido, baseado exclusivamente na reposturação do contexto bucal.
A epilepsia começa por uma desritmia cerebral, com repercussões generalizadas por todo o corpo. Ela pode ser dividida em dois tipos básicos: epilepsia parcial e epilepsia generalizada; esta, por sua vez, pode ser dividida em: de pequeno mal e de grande mal. Mais subdivisões podem ser encontradas na literatura médica. Estudos médicos recentes chegam a afirmar que, principalmente nos grandes centros urbanos, quase toda a população padece de algumas formas incipientes de desritmias cerebrais, que raramente se manifestam organicamente.
A biocibernética bucal tem verificado, ao longo de muitos anos de vivências junto a pacientes epilépticos, que todos os portadores de convulsões mais graves sofrem de uma significativa perda de espaço bucal. Esta constatação clínica levou à seguinte conclusão: a principal problemática do epiléptico processa-se a nível respiratório, a nível de convulsões respiratórias.
Isso porque, quando se iniciam as contrações musculares, a característica mais marcante dos pacientes epilépticos é o fechamento compulsivo da boca. Os dentes e os lábios cerram-se fortemente. Com isso, o espaço bucal fica dramaticamente limitado, projetando a língua para trás e provocando o fechamento total da epiglote sobre a glote. O fluxo de ar para os pulmões, então, se interrompe.
Se as convulsões forem de apenas alguns segundos e estiverem dentro dos limites suportáveis pelo indivíduo, nada mais grave lhe acontece. Porém, se as convulsões ultrapassarem aqueles limites suportáveis e o indivíduo continuar mantendo os dentes cerrados, logo sentirá os efeitos da falta de oxigênio, caindo e se debatendo na tentativa de respirar. Sua pele torna-se cianótica, arroxeada, com a fisionomia grosseiramente assustada e uma expressão quase demoníaca. Suas contorções faciais são provocadas simplesmente pelo seu medo da morte, por asfixia. Essa tensão profunda, obviamente, também deverá se manifestar ao nível dos reflexos cerebrais, já desequilibrados.
Os riscos, na verdade, não são pequenos: o cérebro humano não pode ficar sem oxigenação por mais do que 3 ou 4 minutos, sob pena de se tornar irremediavelmente lesado, causando deformações e até paralisias permanentes ao corpo. Se o cérebro ficar 9 minutos sem oxigenação, o indivíduo entra em coma definitiva, sem condições de regresso. Com dez minutos o indivíduo morre.
Por isso, através de um mecanismo de superação, a Natureza provoca o desmaio do indivíduo durante o ataque epiléptico, antes que ele atinja o prazo fatal. Só assim o epiléptico relaxa seus músculos, abrindo a boca e permitindo que a língua volte a seu estado normal, restabelecendo o fluxo de ar aos pulmões. Desmaiado, mas salvo.
A experiência tem mostrado que é perfeitamente possível interromper o processo epileptiforme da convulsão através de um trabalho exclusivamente odontológico, com próteses ortopédicas funcionais e reabilitacionais dos maxilares e da boca, que visam posturar corretamente o indivíduo.
O tratamento biocibernético endobucal do epiléptico, além de eficiente é relativamente rápido. Com vinte ou trinta dias, mais ou menos, o paciente já está totalmente controlado. Com sessenta dias já pode ir se libertando paulativamente dos medicamentos e, então, é aconselhável, por motivos óbvios, ter um acompanhamento médico.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, epilepsia
Monday, May 28, 2007
Boca e Saúde - 5
Enxaquecas, Disfunções Hepáticas e Intoxicações
A interligação íntima entre o sistema respiratório, circulatório, de desintoxicação e oxigenação do organismo tem permitido à biocibernética bucal identificar e contribuir para a cura de um sem número de moléstias, como enxaquecas, as dores de cabeça crônicas e quase todas as formas de intoxicação renitentes do fígado e suas conseqüências já amplamente conhecidas em outros sistemas biológicos humanos.
Altamente intoxicado por deficiência do processo de liberação de toxinas pelas hemácias, o indivíduo tem o seu índice pH e toda a bioquímica orgânica comprometidos, prejudicando a oxigenação e todo o restante do organismo. O tratamento consiste, como sempre, em restabelecer a função correta da boca, perdida com a atrofia da quarta dimensão bucal e encontrando o equilibrio geocêntrico do indivíduo.
[continua]
Altamente intoxicado por deficiência do processo de liberação de toxinas pelas hemácias, o indivíduo tem o seu índice pH e toda a bioquímica orgânica comprometidos, prejudicando a oxigenação e todo o restante do organismo. O tratamento consiste, como sempre, em restabelecer a função correta da boca, perdida com a atrofia da quarta dimensão bucal e encontrando o equilibrio geocêntrico do indivíduo.
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Labels: biocibernética bucal, enxaqueca, fígado
Sunday, May 27, 2007
Boca e Saúde - 4
Doenças Digestivas: Um Novo Enfoque para Úlceras, Indigestões e Azias
Sempre que o indivíduo perde espaço bucal, a língua se pressuriza e entra em disfunção. A língua dentro da boca funciona como uma verdadeira válvula de oxigenação e de equilíbrio do funcionamento fisiológico dos vários sistemas biológicos, como o sistema respiratório, circulatório e digestivo. Ninguém pode viver sem a língua. Pode-se apenas remover uma pequena parte dela, mas esta parte jamais poderá ultrapassar vinte porcento, sob pena do indivíduo perecer. Noventa porcento de quase todas as mazelas humanas têm algum início etiológico na boca.
Um processo sensitivo proprioceptivo é um processo biofisiológico que nos proporciona a tomada de consciência de tudo o que se passa em nós e à nossa volta e que nos dá a possibilidade de defesa, de ataque e de vida.
Quando qualquer alimento é introduzido em nossa boca, no exato momento em que ele entra em contato com as papilas sensoriais da língua, são disparadas informações nervosas e bioquímicas pelo nosso corpo: todo o sistema toma conhecimento dos elementos químicos, de sua quantidade e qualidade dentro da boca. Uma imensa rede de informações nervosas é disparada e imediatamente se forma um tipo especial de saliva para aquele momento em particular, com a finalidade de dissolver e retirar os elementos químicos realmente necessários para a manutenção do corpo.
Engolimos saliva numa média de 1.400 vezes por dia. Às vezes até mais que isso. Se esta saliva estiver alterada, muito ácida ou demais alcalina, com desequilíbrio em seu pH, ela vai alterar e desorganizar o suco gástrico, provocando perturbações digestivas que podem resultar em indigestões, gastrites e úlceras. É, portanto, vital o equilíbrio do pH da nossa saliva. Sua função é preparar o alimento para a correta digestão ao nível do estômago e dos intestinos, separando certos elementos químico-energéticos contidos no bolo alimentar, para serem aproveitados pelo organismo segundo as solicitações de cada sistema orgânico, de cada órgão e de cada célula.
A saliva sofre solicitações de toda ordem em sua composição química, dependendo das necessidades biofísica-psicossocial e até comportamental do indivíduo. Para cada momento de tempo e de espaço, existe um tipo especial de saliva. Até os nossos tensionamentos mais sutis podem ser detectados pela saliva. Tente cuspir quando você estiver nervoso ou assustado. A saliva, nesta situação, some e a boca fica seca.
Pois bem: sabemos que todo o ato proprioceptivo forma um tipo de saliva especial para aquele momento. Assim, vai depender desta propriocepção, a nível da língua, o equilíbrio básico do pH de nosso aparelho digestivo e os sucos gástricos em elaboração. Ora, se a saliva se encontra alterada é óbvio que também vamos ter sérias alterações em nossos sucos gástricos, daí a razão das úlceras gástricas, duodenais, azias e indigestões.
A importância do sistema proprioceptivo da língua pode ser testada por qualquer um: experimente tomar um copo de coca-cola ou de cerveja em goles pequenos e bochechar umas vinte ou trinta vezes cada gole, antes de engolir. No segundo ou terceiro gole perde-se toda a vontade de beber. Quando o sistema proprioceptivo está alerta, nós só comemos aquilo que realmente precisamos e na quantidade justa e exata para suprir as necessidades do organismo. As pessoas costumam empanturrar-se de comida ou de bebida quando ludibriam o sistema proprioceptivo: engolem tudo muito rápido, não permitem a intimização dos alimentos com a saliva e com os receptores sensoriais da língua.
Quando não damos tempo para a propriocepção digestiva bucal, passamos não só a comer mais do que o necessário, como comemos também aquilo que não precisamos. A biocibernética bucal descobriu que a compressão da língua, por falta de espaço bucal, gera não só a perda proprioceptiva desse órgão, como também gera o tensionamento dos ductos salivares. Prensados, estes condutos terão seus diâmetros diminuídos ou interrompidos, impedindo a sua saída correta, adequada e no tempo certo dos sucos que vão compor a saliva. A quebra deste equilíbrio altera a saliva, desorganiza a bioquímica do corpo e o pH bucal.
Como visto, a causa dos desequilíbrios sistêmicos, na maioria das vezes, é uma alteração morfofisiológica do contexto bucal, uma diminuição de suas formas. Nesta situação, há falta de espaço fisiológico para a língua. Quando se faz as correções biocibernéticas bucais, aumentando os espaços, as primeiras melhoras que os pacientes apresentam são relacionadas ao sistema digestivo. Indigestões, azias e gastrites desaparecem completamente em questão de dias. Já em trinta, sessenta e noventa dias, regridem totalmente até as úlceras gástricas e duodenais mais renitentes. No livro citado, comenta-se que até uma úlcera duodenal amplamente caracterizada através dos sintomas doloridos e confirmada por radiografias regrediram e desapareceram, quando sua origem foi caracterizada por um desequilíbrio do pH salivar, em razão de uma postura bucal não correta.
[continua]
Um processo sensitivo proprioceptivo é um processo biofisiológico que nos proporciona a tomada de consciência de tudo o que se passa em nós e à nossa volta e que nos dá a possibilidade de defesa, de ataque e de vida.
Quando qualquer alimento é introduzido em nossa boca, no exato momento em que ele entra em contato com as papilas sensoriais da língua, são disparadas informações nervosas e bioquímicas pelo nosso corpo: todo o sistema toma conhecimento dos elementos químicos, de sua quantidade e qualidade dentro da boca. Uma imensa rede de informações nervosas é disparada e imediatamente se forma um tipo especial de saliva para aquele momento em particular, com a finalidade de dissolver e retirar os elementos químicos realmente necessários para a manutenção do corpo.
Engolimos saliva numa média de 1.400 vezes por dia. Às vezes até mais que isso. Se esta saliva estiver alterada, muito ácida ou demais alcalina, com desequilíbrio em seu pH, ela vai alterar e desorganizar o suco gástrico, provocando perturbações digestivas que podem resultar em indigestões, gastrites e úlceras. É, portanto, vital o equilíbrio do pH da nossa saliva. Sua função é preparar o alimento para a correta digestão ao nível do estômago e dos intestinos, separando certos elementos químico-energéticos contidos no bolo alimentar, para serem aproveitados pelo organismo segundo as solicitações de cada sistema orgânico, de cada órgão e de cada célula.
A saliva sofre solicitações de toda ordem em sua composição química, dependendo das necessidades biofísica-psicossocial e até comportamental do indivíduo. Para cada momento de tempo e de espaço, existe um tipo especial de saliva. Até os nossos tensionamentos mais sutis podem ser detectados pela saliva. Tente cuspir quando você estiver nervoso ou assustado. A saliva, nesta situação, some e a boca fica seca.
Pois bem: sabemos que todo o ato proprioceptivo forma um tipo de saliva especial para aquele momento. Assim, vai depender desta propriocepção, a nível da língua, o equilíbrio básico do pH de nosso aparelho digestivo e os sucos gástricos em elaboração. Ora, se a saliva se encontra alterada é óbvio que também vamos ter sérias alterações em nossos sucos gástricos, daí a razão das úlceras gástricas, duodenais, azias e indigestões.
A importância do sistema proprioceptivo da língua pode ser testada por qualquer um: experimente tomar um copo de coca-cola ou de cerveja em goles pequenos e bochechar umas vinte ou trinta vezes cada gole, antes de engolir. No segundo ou terceiro gole perde-se toda a vontade de beber. Quando o sistema proprioceptivo está alerta, nós só comemos aquilo que realmente precisamos e na quantidade justa e exata para suprir as necessidades do organismo. As pessoas costumam empanturrar-se de comida ou de bebida quando ludibriam o sistema proprioceptivo: engolem tudo muito rápido, não permitem a intimização dos alimentos com a saliva e com os receptores sensoriais da língua.
Quando não damos tempo para a propriocepção digestiva bucal, passamos não só a comer mais do que o necessário, como comemos também aquilo que não precisamos. A biocibernética bucal descobriu que a compressão da língua, por falta de espaço bucal, gera não só a perda proprioceptiva desse órgão, como também gera o tensionamento dos ductos salivares. Prensados, estes condutos terão seus diâmetros diminuídos ou interrompidos, impedindo a sua saída correta, adequada e no tempo certo dos sucos que vão compor a saliva. A quebra deste equilíbrio altera a saliva, desorganiza a bioquímica do corpo e o pH bucal.
Como visto, a causa dos desequilíbrios sistêmicos, na maioria das vezes, é uma alteração morfofisiológica do contexto bucal, uma diminuição de suas formas. Nesta situação, há falta de espaço fisiológico para a língua. Quando se faz as correções biocibernéticas bucais, aumentando os espaços, as primeiras melhoras que os pacientes apresentam são relacionadas ao sistema digestivo. Indigestões, azias e gastrites desaparecem completamente em questão de dias. Já em trinta, sessenta e noventa dias, regridem totalmente até as úlceras gástricas e duodenais mais renitentes. No livro citado, comenta-se que até uma úlcera duodenal amplamente caracterizada através dos sintomas doloridos e confirmada por radiografias regrediram e desapareceram, quando sua origem foi caracterizada por um desequilíbrio do pH salivar, em razão de uma postura bucal não correta.
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Labels: biocibernética bucal, sistema digestivo
Saturday, May 26, 2007
Boca e Saúde - 3
Doenças Circulatórias-Cardíacas: Da Anemia ao Enfarte
O sistema circulatório, em seu aspecto fisiológico básico, está intimamente associado ao sistema respiratório. A função primordial, de carrear o oxigênio absorvido do ar pelos pulmões para a intimidade de todos os tecidos e células do corpo, constitui a base energética da nossa vida corporal.
Portanto, um sistema respiratório funcionando precariamente irá acarretar conseqüências imediatas no sistema circulatório. A mecânica envolvida aqui é simples: se o pulmão mantém seu fluxo natural, o pulsar da circulação sangüínea, sob o comando do coração, também será regular, sincopado, pleno e saudável. A partir do momento em que o sistema respiratório entra em disfunção, diminuindo o fluxo de oxigênio que, via pulmões, alcança a corrente sangüínea, o coração também será obrigado a se adaptar a esse novo ritmo.
A respiração em uma pessoa adulta normal e em estado de repouso, é de 10 a 12 vezes por minuto. Tem sido constatado que em indivíduos com a quarta dimensão bucal atrofiada, a respiração pode ir a 15, 20, 30 ou até mais vezes por minuto. Convém notar que o sistema circulatório e o respiratório andam sempre em paralelo: a cada 4 litros de ar que adentra aos pulmões, tem que entrar, no mesmo intervalo de tempo, 5 litros de sangue. Portanto, temos uma lei biológica: acelerando um, acelera o outro; desacelerando um deles, desacelera automaticamente o outro.
Assim, o fluxo respiratório excessivamente rápido (devido à obstrução pela língua) provoca um aceleramento da pulsação cardíaca. As conseqüências deste aceleramento são largamente conhecidas por toda a medicina e fisiologia clássicas, estando na origem das principais moléstias circulatórias. Afinal, o coração e todo o conjunto pulsante de veias e artérias é um sistema programado para funcionar segundo a cadência de um ritmo determinado e, fora deste ritmo, haverá o surgimento de desgaste, da disfunção e da moléstia.
As células hemácias do sangue, isoladamente, funcionam como verdadeiros pulmões ambulantes que circulam por todo o nosso organismo. Elas captam oxigênio nos pulmões e o levam para as demais células orgânicas, colaborando com o metabolismo celular e trazendo de volta aos pulmões as toxinas resultantes desta atividade, para que os pulmões possam eliminá-las através das vias respiratórias (pela expiração).
As hemácias sangüíneas, quando circulam pelos capilares pulmonares de um indivíduo adulto normal em repouso, têm um intervalo de tempo de aproximadamente um segundo para absorver o oxigênio que se encontra nos alvéolos pulmonares, como também para eliminar o gás carbônico e as demais toxinas vindas do metabolismo celular. O período de um segundo é tempo mais que suficiente para haver essa troca de oxigênio pelas toxinas, pois em apenas meio segundo as hemácias já se encontram completamente cheias de oxigênio e livres do gás carbônico e demais toxinas. Isso, quando do funcionamento normal de um indivíduo em repouso. Em exercício, ou em esforço maior, o indivíduo é forçado a respirar mais depressa para compensar o desgaste maior, e o coração é também forçado a aumentar o seu trabalho, passando a bater mais depressa, pois o fluxo de sangue no pulmão também vai aumentar. Conforme aumenta a freqüência das pulsações cardíacas, a velocidade de passagem do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos pulmonares também aumenta.
O indivíduo tem um limite máximo de 1 segundo e um limite mínimo de 0,3 segundo para fazer essa troca energética de oxigênio e expulsão do gás carbônico e demais toxinas via hemácias, durante a passagem delas pelos alvéolos pulmonares. Entretanto, se o indivíduo tiver uma aceleração exagerada do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos, ele não terá tempo para fazer aquela troca, advindo daí graves conseqüências para o organismo. Ao invés dele dispor do tempo de 1 segundo até 0,3 segundo, esse tempo de trânsito irá ser menor do que 0,3 segundo e, então, as hemácias sangüíneas nesse espaço-tempo não terão capacidade plena de oxigenação. Será diminuída a sua capacidade de absorção de oxigênio e, como conseqüência, será também diminuída a eliminação das toxinas (haverá maior acúmulo de toxinas no organismo).
Se isso ocorrer num indivíduo, esporadicamente e por pouco tempo, nada lhe vai alterar organicamente, pois irão atuar outros mecanismos de superação. Mas se essa condição for constante e por longos períodos de tempo, esse desequilíbrio entre fluxo respiratório e circulatório, então os resultados serão desastrosos, advindo, como conseqüências, estados de anemia e outras idiossincrasias sangüíneas, como dores de cabeça constantes, enxaquecas, intoxicações orgânicas, hipófises tissulares, problemas hepáticos, etc.
Todas essas patologias só desaparecerão se eliminarmos as suas causas; e essas causas, na maioria das vezes, estão no contexto bucal, pela perda de espaço funcional, seja de altura, seja na sua dimensão de lateralidade ou de profundidade. Esta perda de espaço irá provocar um desequilíbrio entre o sistema respiratório, circulatório, digestivo e excretório, alterando toda a bioquímica e todo o metabolismo orgânico.
Com a menor oxigenação (hipo-oxigenação) das hemácias, em razão da aceleração da fisiologia, as possibilidades de oxigenação do organismo também ficam diminuídas, e a conseqüência maior será refletida na micro-oxigenação, ou seja, na oxigenação apenas periférica.
Tão logo as hemácias saem dos pulmões, os primeiros tecidos por onde elas passam retiram os seus quinhões de oxigênio e empurram para elas os seus detritos (resultantes do metabolismo). Assim, na situação de hipo-oxigenação, os tecidos finais, na razão direta dos distanciamentos dos pulmões, vão sendo prejudicados, pois verão diminuídas as reservas de oxigênio que chegam via hemácias. Esta é a razão do aparecimento da hipófise tissular, que inicialmente surge muito lentamente e se agrava com o tempo. A pele vai ficando cada vez mais pálida e o indivíduo se torna anêmico. Aí, então, procura-se compensar esse desequilíbrio com remédios e mais alimentação. Mas o que está sendo preciso é de respiração adequada, de oxigênio e não de medicamento, e muito menos de alimentação. Comendo demais, sobrecarrega-se o organismo e complica-se ainda mais o quadro. Esta alimentação em excesso também pode ser a causa de muitos casos de obesidade.
Como vimos no caso da bronquite, uma das principais causas do aumento do ritmo respiratório é exatamente a diminuição do vazio da boca, ou seja, da quarta dimensão bucal. A simples reposturação do vazio da boca, portanto, através de aparatos endobucal, irá contribuir para o rápido reequilíbrio do pulso cardíaco e o conseqüente distensionamento de todo o sistema circulatório.
Mas não é só isso: a relação da boca com o conjunto do sistema circulatório é muito mais ampla. A medicina já conhece a influência do tônus muscular de um indivíduo no equilíbrio de sua pressão sangüínea. Como um dos resultados do tratamento pela biocibernética bucal prende-se à normalização postural do sistema muscular, aí também ela fará sentir rapidamente seus efeitos no sistema circulatório.
[continua]
Portanto, um sistema respiratório funcionando precariamente irá acarretar conseqüências imediatas no sistema circulatório. A mecânica envolvida aqui é simples: se o pulmão mantém seu fluxo natural, o pulsar da circulação sangüínea, sob o comando do coração, também será regular, sincopado, pleno e saudável. A partir do momento em que o sistema respiratório entra em disfunção, diminuindo o fluxo de oxigênio que, via pulmões, alcança a corrente sangüínea, o coração também será obrigado a se adaptar a esse novo ritmo.
A respiração em uma pessoa adulta normal e em estado de repouso, é de 10 a 12 vezes por minuto. Tem sido constatado que em indivíduos com a quarta dimensão bucal atrofiada, a respiração pode ir a 15, 20, 30 ou até mais vezes por minuto. Convém notar que o sistema circulatório e o respiratório andam sempre em paralelo: a cada 4 litros de ar que adentra aos pulmões, tem que entrar, no mesmo intervalo de tempo, 5 litros de sangue. Portanto, temos uma lei biológica: acelerando um, acelera o outro; desacelerando um deles, desacelera automaticamente o outro.
Assim, o fluxo respiratório excessivamente rápido (devido à obstrução pela língua) provoca um aceleramento da pulsação cardíaca. As conseqüências deste aceleramento são largamente conhecidas por toda a medicina e fisiologia clássicas, estando na origem das principais moléstias circulatórias. Afinal, o coração e todo o conjunto pulsante de veias e artérias é um sistema programado para funcionar segundo a cadência de um ritmo determinado e, fora deste ritmo, haverá o surgimento de desgaste, da disfunção e da moléstia.
As células hemácias do sangue, isoladamente, funcionam como verdadeiros pulmões ambulantes que circulam por todo o nosso organismo. Elas captam oxigênio nos pulmões e o levam para as demais células orgânicas, colaborando com o metabolismo celular e trazendo de volta aos pulmões as toxinas resultantes desta atividade, para que os pulmões possam eliminá-las através das vias respiratórias (pela expiração).
As hemácias sangüíneas, quando circulam pelos capilares pulmonares de um indivíduo adulto normal em repouso, têm um intervalo de tempo de aproximadamente um segundo para absorver o oxigênio que se encontra nos alvéolos pulmonares, como também para eliminar o gás carbônico e as demais toxinas vindas do metabolismo celular. O período de um segundo é tempo mais que suficiente para haver essa troca de oxigênio pelas toxinas, pois em apenas meio segundo as hemácias já se encontram completamente cheias de oxigênio e livres do gás carbônico e demais toxinas. Isso, quando do funcionamento normal de um indivíduo em repouso. Em exercício, ou em esforço maior, o indivíduo é forçado a respirar mais depressa para compensar o desgaste maior, e o coração é também forçado a aumentar o seu trabalho, passando a bater mais depressa, pois o fluxo de sangue no pulmão também vai aumentar. Conforme aumenta a freqüência das pulsações cardíacas, a velocidade de passagem do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos pulmonares também aumenta.
O indivíduo tem um limite máximo de 1 segundo e um limite mínimo de 0,3 segundo para fazer essa troca energética de oxigênio e expulsão do gás carbônico e demais toxinas via hemácias, durante a passagem delas pelos alvéolos pulmonares. Entretanto, se o indivíduo tiver uma aceleração exagerada do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos, ele não terá tempo para fazer aquela troca, advindo daí graves conseqüências para o organismo. Ao invés dele dispor do tempo de 1 segundo até 0,3 segundo, esse tempo de trânsito irá ser menor do que 0,3 segundo e, então, as hemácias sangüíneas nesse espaço-tempo não terão capacidade plena de oxigenação. Será diminuída a sua capacidade de absorção de oxigênio e, como conseqüência, será também diminuída a eliminação das toxinas (haverá maior acúmulo de toxinas no organismo).
Se isso ocorrer num indivíduo, esporadicamente e por pouco tempo, nada lhe vai alterar organicamente, pois irão atuar outros mecanismos de superação. Mas se essa condição for constante e por longos períodos de tempo, esse desequilíbrio entre fluxo respiratório e circulatório, então os resultados serão desastrosos, advindo, como conseqüências, estados de anemia e outras idiossincrasias sangüíneas, como dores de cabeça constantes, enxaquecas, intoxicações orgânicas, hipófises tissulares, problemas hepáticos, etc.
Todas essas patologias só desaparecerão se eliminarmos as suas causas; e essas causas, na maioria das vezes, estão no contexto bucal, pela perda de espaço funcional, seja de altura, seja na sua dimensão de lateralidade ou de profundidade. Esta perda de espaço irá provocar um desequilíbrio entre o sistema respiratório, circulatório, digestivo e excretório, alterando toda a bioquímica e todo o metabolismo orgânico.
Com a menor oxigenação (hipo-oxigenação) das hemácias, em razão da aceleração da fisiologia, as possibilidades de oxigenação do organismo também ficam diminuídas, e a conseqüência maior será refletida na micro-oxigenação, ou seja, na oxigenação apenas periférica.
Tão logo as hemácias saem dos pulmões, os primeiros tecidos por onde elas passam retiram os seus quinhões de oxigênio e empurram para elas os seus detritos (resultantes do metabolismo). Assim, na situação de hipo-oxigenação, os tecidos finais, na razão direta dos distanciamentos dos pulmões, vão sendo prejudicados, pois verão diminuídas as reservas de oxigênio que chegam via hemácias. Esta é a razão do aparecimento da hipófise tissular, que inicialmente surge muito lentamente e se agrava com o tempo. A pele vai ficando cada vez mais pálida e o indivíduo se torna anêmico. Aí, então, procura-se compensar esse desequilíbrio com remédios e mais alimentação. Mas o que está sendo preciso é de respiração adequada, de oxigênio e não de medicamento, e muito menos de alimentação. Comendo demais, sobrecarrega-se o organismo e complica-se ainda mais o quadro. Esta alimentação em excesso também pode ser a causa de muitos casos de obesidade.
Como vimos no caso da bronquite, uma das principais causas do aumento do ritmo respiratório é exatamente a diminuição do vazio da boca, ou seja, da quarta dimensão bucal. A simples reposturação do vazio da boca, portanto, através de aparatos endobucal, irá contribuir para o rápido reequilíbrio do pulso cardíaco e o conseqüente distensionamento de todo o sistema circulatório.
Mas não é só isso: a relação da boca com o conjunto do sistema circulatório é muito mais ampla. A medicina já conhece a influência do tônus muscular de um indivíduo no equilíbrio de sua pressão sangüínea. Como um dos resultados do tratamento pela biocibernética bucal prende-se à normalização postural do sistema muscular, aí também ela fará sentir rapidamente seus efeitos no sistema circulatório.
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Labels: biocibernética bucal, circulação, coração
Friday, May 25, 2007
Boca e Saúde - 2
Rinites: o que são e como curá-las
A rinite não é considerada uma doença grave, pois não costuma provocar conseqüências funestas para o ser humano. É uma inflamação das mucosas do trato aéreo nasal, acompanhada de corrimentos, espirros, coceiras, entupimentos; estes sintomas costumam vir acrescentados de certas manifestações oculares, lacrimejamento, ardência, fotofobia e coceira. Ela pode ser do tipo "estacional" ou "perene ou constante".
A rinite alérgica estacional depende da exposição a alérgenos especiais, como certos pólens de plantas. Quanto à rinite perene, ou renitente, ela é mais constante e ocorre durante todo o ano, com mais intensidade nos meses frios. Nos conceitos clássicos, ela costuma ser creditada à sensibilidade aos inalantes domiciliares e às poeiras em geral. Em casos crônicos mais graves (como em rinites atróficas ozenosas) pode ocorrer a exalação de mau cheiro pelas narinas e a perda do olfato.
Esta é uma doença crônica bastante desagradável, pois desencadeia uma série de anormalidades ao seu portador: dores de cabeça, perdas de apetite, insônias, insatisfação de sono, diminuição do rendimento de aprendizado escolar em crianças, irritabilidade, cacoetes, instabilidade emocional, entupimento constante das narinas, dificuldades de respirar pelo nariz, predispondo o paciente à respiração bucal. Em crianças pode ocorrer uma constante coriza.
As corisas e rinites, sejam alérgicas ou não, são mais conseqüência de uma alteração bucal do que qualquer outra coisa. Longe de ser uma doença ou uma alergia, corisas e rinites são mais um sintoma e um alerta de um desequilíbrio orgânico tendo como centro principal o contexto bucal. Perfeitamente curáveis, estes são os primeiros sintomas que costumam desaparecer quando se colocam aparelhos de correção postural dos maxilares.
A sua causa é idêntica à causa das bronquites: com perda de parte da quarta dimensão bucal, a língua obstrui a passagem do ar para os pulmões e o indivíduo acelera a velocidade de seu fluxo respiratório, ressecando as mucosas e provocando rachaduras no trato aéreo, sensibilizando-o para todas as formas de afecções - até as gripes e resfriados. E, quanto maiores forem os estímulos ao ressecamento da mucosa, maior será a formação de muco, daí o aparecimento do corrimento das fossas nasais e espirros constantes - as chamadas corisas e rinites alérgicas.
O tratamento biocibernético consiste em proporcionar ao indivíduo portador da disfunção um maior espaço dentro da boca, para que a língua possa se anteriorizar, vir mais para frente, restabelecendo um espaço condizente para as suas funções. Os resultados costumam ser muito rápidos e gratificantes. Tão logo é colocado o aparelho na boca, as melhoras se fazem notar. Há casos em que as rinites desaparecem em poucas horas. Em menos de uma semana quase todos os casos de rinites crônicas costumam regredir totalmente.
[continua]
A rinite alérgica estacional depende da exposição a alérgenos especiais, como certos pólens de plantas. Quanto à rinite perene, ou renitente, ela é mais constante e ocorre durante todo o ano, com mais intensidade nos meses frios. Nos conceitos clássicos, ela costuma ser creditada à sensibilidade aos inalantes domiciliares e às poeiras em geral. Em casos crônicos mais graves (como em rinites atróficas ozenosas) pode ocorrer a exalação de mau cheiro pelas narinas e a perda do olfato.
Esta é uma doença crônica bastante desagradável, pois desencadeia uma série de anormalidades ao seu portador: dores de cabeça, perdas de apetite, insônias, insatisfação de sono, diminuição do rendimento de aprendizado escolar em crianças, irritabilidade, cacoetes, instabilidade emocional, entupimento constante das narinas, dificuldades de respirar pelo nariz, predispondo o paciente à respiração bucal. Em crianças pode ocorrer uma constante coriza.
As corisas e rinites, sejam alérgicas ou não, são mais conseqüência de uma alteração bucal do que qualquer outra coisa. Longe de ser uma doença ou uma alergia, corisas e rinites são mais um sintoma e um alerta de um desequilíbrio orgânico tendo como centro principal o contexto bucal. Perfeitamente curáveis, estes são os primeiros sintomas que costumam desaparecer quando se colocam aparelhos de correção postural dos maxilares.
A sua causa é idêntica à causa das bronquites: com perda de parte da quarta dimensão bucal, a língua obstrui a passagem do ar para os pulmões e o indivíduo acelera a velocidade de seu fluxo respiratório, ressecando as mucosas e provocando rachaduras no trato aéreo, sensibilizando-o para todas as formas de afecções - até as gripes e resfriados. E, quanto maiores forem os estímulos ao ressecamento da mucosa, maior será a formação de muco, daí o aparecimento do corrimento das fossas nasais e espirros constantes - as chamadas corisas e rinites alérgicas.
O tratamento biocibernético consiste em proporcionar ao indivíduo portador da disfunção um maior espaço dentro da boca, para que a língua possa se anteriorizar, vir mais para frente, restabelecendo um espaço condizente para as suas funções. Os resultados costumam ser muito rápidos e gratificantes. Tão logo é colocado o aparelho na boca, as melhoras se fazem notar. Há casos em que as rinites desaparecem em poucas horas. Em menos de uma semana quase todos os casos de rinites crônicas costumam regredir totalmente.
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Labels: biocibernética bucal, corisa, rinite
Thursday, May 24, 2007
Boca e Saúde - 1
Fonte: Newton Nogueira de Sá, A Cura pelos Dentes. Biocibernética Bucal: uma revolução na saúde, 3a Edição, Editora Ícone, 1990.
A boca humana possui quatro dimensões geométricas: altura, largura (lateralidade), profundidade e uma quarta dimensão que é o vazio (ôco), que é o espaço onde a língua trabalha. Se este espaço ôco for muito pequeno (devido à má formação genética), insuficiente para acomodar confortavelmente a língua, está será obrigada a deslocar-se parcialmente em direção à garganta. Isto irá acarretar uma certa obstrução na orofaringe (parte posterior da língua), perturbando a passagem desimpedida do ar das narinas para os pulmões. Esta perturbação no sistema respiratório irá também ter reflexo prejudicial no sistema circulatório do sangue (portanto, cardíaco) e no sistema digestivo. Todos os problemas fisiológicos (doenças, enfermidades, distúrbios e desconfortos orgânicos) estão relacionados com esses três sistemas do nosso corpo: respiratório, circulatório e digestivo. O conjunto de técnicas odontológicas que procuram ampliar o espaço bucal para minimizar ou, mesmo, curar todos esses problemas fisiológicos humanos é chamado de Biocibernética Bucal, área da ciência iniciada por dentistas-pesquisadores brasileiros.
A língua na boca funciona como uma verdadeira válvula de oxigenação, representando para o nosso sistema respiratório papel semelhante ao do coração no sistema circulatório. Portanto, o problema causado pelo espaço insuficiente para a língua na boca pode acarretar sérias conseqüências para todo o equilíbrio fisiológico do corpo humano, já que o ar é o elemento mais importante em termos de aporte energético para a manutenção da vida no nosso corpo (não podemos passar muitos minutos sem ele, caso contrário morremos). Portanto, uma quarta dimensão bucal atrofiada gera inevitavelmente uma quebra no equilíbrio biológico, com os seus efeitos atingindo os vários sistemas fisiológicos que lhe são associados. A compreensão correta deste conceito permite gerar uma nova abordagem para a bronquite asmática, a epilepsia, bem como entender a causa básica de toda sorte de moléstias de origem respiratória, circulatória e digestiva.
Bronquites: A Causa e a Cura está no Espaço Vazio da Boca
A bronquite crônica ou asmática não foi ainda debelada pelos tratamentos clássicos ortodoxos porque ela vem sendo tratada em seus efeitos colaterais e finais, e não em seus efeitos causais. Um dado fundamental: todo o paciente brônquico, sem exceção, sofre de uma perda muito grande de espaço bucal, isto é, todos eles têm sua quarta dimensão profundamente reduzida. Desta forma, nesses indivíduos a língua se vê gravemente comprimida em seu espaço funcional. Sem espaço fisiológico suficiente para se alojar, a língua é projetada para trás, tombando a epiglote sobre a laringe e comprimindo a glote. Assim, o canal de entrada e de saída do ar dos pulmões fica sempre muito bloqueado, como uma mangueira semi-obstruída por um poderoso garrote.
É aí que reside a origem, a causa e o tratamento correto de todas as formas de bronquites. Os brônquios pulmonares são como árvores que se iniciam na traquéia, vão até os pequenos bronquíolos que terminam nos alvéolos. É ali que se processa a troca de oxigênio com gás carbônico da corrente sangüínea, via células do sangue chamadas de hemácias.
A bronquite - que pode ser aguda ou crônica - é uma irritação ou inflamação dos bronquíolos. As bronquites agudas são geralmente benignas e de curta duração, não apresentando maiores complicações. Já as bronquites crônicas apresentam maiores perigos e são, pelos conceitos clássicos, de difícil solução.
A árvore brônquica produz, em condições normais, uma média de 100 centímetros cúbicos de muco por dia. Esse muco é uma substância viscosa constituída por uma combinação de proteínas e hidratos de carbono, sendo uma de suas funções o aquecimento do ar inalado e, também, funcionar como filtro para as bactérias e demais partículas nocivas ao bom funcionamento pulmonar. Com a atrofia da quarta dimensão bucal, com a redução do vazio da boca e o tensionamento da língua sobre a epiglote e glote, todo o sistema entra em desarmonia.
Como todo ser humano necessita de uma certa e definida quantidade de ar - num determinado espaço de tempo - para sua sobrevivência, o organismo do indivíduo aciona um mecanismo de compensação quando sente diminuído o fluxo de ar que entra em seus pulmões: faz isso acelerando a velocidade do fluxo respiratório, alterando sua freqüência. Em um indivíduo brônquico, a freqüência respiratória completa (inspiração+expiração) atinge 15, 20, 25, 30 ou até mais vezes por minuto, enquanto que num indivíduo adulto normal, em estado de repouso, esta freqüência fica na faixa de 10 a 12 vezes por minuto.
Aqui começa o problema: a passagem excessivamente rápida do ar pelas mucosas que revestem a orofaringe e os brônquios provoca uma evaporação mais rápida do muco ali existente e o organismo assim desequilibrado adota medidas compensatória: o organismo passa a produzir mais muco para evitar lesões (devido ao maior ressecamento e resfriamento nas mucosas) e manter a integridade das mucosas.
O muco formado na orofaringe é facilmente eliminado através da deglutição e dos escarros; já o muco formado nos brônquios não tem como ser removido facilmente e, sob efeito da gravidade, esse muco tende a descer e se alojar nas partes mais interiores dos pulmões. Isso diminui a passagem do ar, principalmente a nível dos alvéolos. Com essa diminuição da passagem do ar, o fluxo respiratório torna-se ainda mais acelerado e o organismo tende novamente a aumentar a produção do muco protetor, criando um ciclo vicioso de desequilíbrio.
Em casos extremos, o organismo não consegue produzir muco protetor suficiente e a árvore brônquica passa a sofrer ressecamento intenso, que provoca fissuras e rachaduras que podem extravasar o plasma sangüíneo e criar um meio de cultura ideal para a formação de colônias de germes.
O tratamento biocibernético consiste na introdução de aparelhos endobucais para obter a postura correta dos maxilares, língua e dentes que levem a uma conformação postural benéfica de toda a estrutura corporal. Raramente o tratamento da bronquite ultrapassa 60 ou 90 dias.
[continua]
A língua na boca funciona como uma verdadeira válvula de oxigenação, representando para o nosso sistema respiratório papel semelhante ao do coração no sistema circulatório. Portanto, o problema causado pelo espaço insuficiente para a língua na boca pode acarretar sérias conseqüências para todo o equilíbrio fisiológico do corpo humano, já que o ar é o elemento mais importante em termos de aporte energético para a manutenção da vida no nosso corpo (não podemos passar muitos minutos sem ele, caso contrário morremos). Portanto, uma quarta dimensão bucal atrofiada gera inevitavelmente uma quebra no equilíbrio biológico, com os seus efeitos atingindo os vários sistemas fisiológicos que lhe são associados. A compreensão correta deste conceito permite gerar uma nova abordagem para a bronquite asmática, a epilepsia, bem como entender a causa básica de toda sorte de moléstias de origem respiratória, circulatória e digestiva.
Bronquites: A Causa e a Cura está no Espaço Vazio da Boca
A bronquite crônica ou asmática não foi ainda debelada pelos tratamentos clássicos ortodoxos porque ela vem sendo tratada em seus efeitos colaterais e finais, e não em seus efeitos causais. Um dado fundamental: todo o paciente brônquico, sem exceção, sofre de uma perda muito grande de espaço bucal, isto é, todos eles têm sua quarta dimensão profundamente reduzida. Desta forma, nesses indivíduos a língua se vê gravemente comprimida em seu espaço funcional. Sem espaço fisiológico suficiente para se alojar, a língua é projetada para trás, tombando a epiglote sobre a laringe e comprimindo a glote. Assim, o canal de entrada e de saída do ar dos pulmões fica sempre muito bloqueado, como uma mangueira semi-obstruída por um poderoso garrote.
É aí que reside a origem, a causa e o tratamento correto de todas as formas de bronquites. Os brônquios pulmonares são como árvores que se iniciam na traquéia, vão até os pequenos bronquíolos que terminam nos alvéolos. É ali que se processa a troca de oxigênio com gás carbônico da corrente sangüínea, via células do sangue chamadas de hemácias.
A bronquite - que pode ser aguda ou crônica - é uma irritação ou inflamação dos bronquíolos. As bronquites agudas são geralmente benignas e de curta duração, não apresentando maiores complicações. Já as bronquites crônicas apresentam maiores perigos e são, pelos conceitos clássicos, de difícil solução.
A árvore brônquica produz, em condições normais, uma média de 100 centímetros cúbicos de muco por dia. Esse muco é uma substância viscosa constituída por uma combinação de proteínas e hidratos de carbono, sendo uma de suas funções o aquecimento do ar inalado e, também, funcionar como filtro para as bactérias e demais partículas nocivas ao bom funcionamento pulmonar. Com a atrofia da quarta dimensão bucal, com a redução do vazio da boca e o tensionamento da língua sobre a epiglote e glote, todo o sistema entra em desarmonia.
Como todo ser humano necessita de uma certa e definida quantidade de ar - num determinado espaço de tempo - para sua sobrevivência, o organismo do indivíduo aciona um mecanismo de compensação quando sente diminuído o fluxo de ar que entra em seus pulmões: faz isso acelerando a velocidade do fluxo respiratório, alterando sua freqüência. Em um indivíduo brônquico, a freqüência respiratória completa (inspiração+expiração) atinge 15, 20, 25, 30 ou até mais vezes por minuto, enquanto que num indivíduo adulto normal, em estado de repouso, esta freqüência fica na faixa de 10 a 12 vezes por minuto.
Aqui começa o problema: a passagem excessivamente rápida do ar pelas mucosas que revestem a orofaringe e os brônquios provoca uma evaporação mais rápida do muco ali existente e o organismo assim desequilibrado adota medidas compensatória: o organismo passa a produzir mais muco para evitar lesões (devido ao maior ressecamento e resfriamento nas mucosas) e manter a integridade das mucosas.
O muco formado na orofaringe é facilmente eliminado através da deglutição e dos escarros; já o muco formado nos brônquios não tem como ser removido facilmente e, sob efeito da gravidade, esse muco tende a descer e se alojar nas partes mais interiores dos pulmões. Isso diminui a passagem do ar, principalmente a nível dos alvéolos. Com essa diminuição da passagem do ar, o fluxo respiratório torna-se ainda mais acelerado e o organismo tende novamente a aumentar a produção do muco protetor, criando um ciclo vicioso de desequilíbrio.
Em casos extremos, o organismo não consegue produzir muco protetor suficiente e a árvore brônquica passa a sofrer ressecamento intenso, que provoca fissuras e rachaduras que podem extravasar o plasma sangüíneo e criar um meio de cultura ideal para a formação de colônias de germes.
O tratamento biocibernético consiste na introdução de aparelhos endobucais para obter a postura correta dos maxilares, língua e dentes que levem a uma conformação postural benéfica de toda a estrutura corporal. Raramente o tratamento da bronquite ultrapassa 60 ou 90 dias.
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Labels: biocibernética bucal, bronquite
