Saturday, April 30, 2011
Mensagens da Brahma Kumaris - 33
Coração
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| “Aqueles que causam tristeza têm um coração duro. Aqueles que tomam tristeza dos outros têm um coração mole. Nosso coração não deveria ser mole nem duro. O que precisamos é de uma fundação interior forte de tal forma que, se alguém tentar dar tristeza, teremos o sentimento de que não há motivo para tristeza. O coração permanecerá limpo e verdadeiro.” – Dadi Janki |
Labels: Brahma Kumaris, coração
Tuesday, March 01, 2011
Os Pilares da Saúde
Veja o que Ryuho Okawa [1] tem a dizer a respeito disso.
Na maioria das vezes, as pessoas ficam doentes por estarem cometendo exageros (excessos), ou então porque de algum modo se descuidaram. Da mesma maneira, muitos se machucam por falta de atenção ao que estão fazendo. Aqueles que se concentram em demasia no aspecto espiritual às vezes tendem a se preocupar muito pouco com o corpo. No entanto, sem um corpo saudável, fica difícil viver com um sentimento constante de felicidade.
É preciso a conscientização de que o espírito e o corpo estão intimamente interligados. No outro mundo (o espiritual), somente o espírito existe, mas, neste em que estamos agora (o físico), o corpo e o espírito influenciam-se mutuamente. Assim, se a mente, que é o nosso coração espiritual, estiver doente, o corpo também adoecerá e, quando o corpo está doente, o estado da mente também piora.
Atualmente, está aumentando o número de pessoas que morrem de câncer, e a realidade é que, em quase todos os casos, as causas são estresse (stress) espiritual, ansiedade e angústia.
A mente, que é o nosso coração espiritual, é capaz de materializar as coisas por meio dos nossos pensamentos; por esse motivo, o estado mental afeta instantaneamente o nosso corpo, causando alterações no estado físico. Se o espírito, que se expressa através da mente, ficar doente, o corpo também ficará.
Não estou querendo dizer, de maneira nenhuma, que "pessoas más ficam com câncer". O problema é que, numa sociedade estressante como a nossa, é muito difícil controlar a mente, e sem perceber acabamos nos sentindo continuamente pressionados. Em muitos casos, essa pressão (estresse), a exaustão espiritual, o medo, as preocupações desnecessárias a respeito do futuro e as dúvidas em geral, fazem com que surjam as doenças.
Se a condição espiritual se deteriora, o corpo começa a refletir isso. Há muitos casos de pessoas que ficam doentes porque a empresa em que trabalhavam faliu ou porque estão muito endividadas. Nessas circunstâncias, o estado mental das pessoas é afetado muito antes do corpo.
Do mesmo modo, quando o corpo fica doente, o coração espiritual gradualmente se deteriora, resultando em mais e mais descontentamento e queixas. Por isso, às vezes a pessoa acaba dirigindo palavras ásperas aos outros, descarregando a raiva em cima deles, gerando um ambiente desarmônico ao seu redor. Em resumo, se o corpo está doente, a mente, nosso coração espiritual, também está.
É por esse motivo que precisamos tomar consciência de que, tal como é ensinado no budismo, "neste mundo, o corpo e o espírito estão unidos, não podem ser separados e influenciam-se mutuamente". Portanto, é extremamente importante cuidarmos do corpo.
Uma alimentação adequada, a dose certa de exercícios físicos e um descanso apropriado (com a consequente redução do estresse) são os segredos (os três pilares) da saúde. É necessário estar sempre atento à alimentação, praticar exercícios físicos regularmente e dormir o suficiente. A nutrição, os exercícios e o descanso formam uma base muito importante cujo equilíbrio deve ser mantido para proporcionar um estilo de vida saudável. É simples assim! Se a condição física estiver ruim, significa que houve desequilíbrio entre esses três fatores. Portanto, é preciso tomar consciência disso e esforçar-se para manter o equilíbrio.
Referência:
[1] Ryuho Okawa, Curando a Si Mesmo: A Verdadeira Relação entre o Corpo e o Espírito, Editora Cultrix, 2010. ISBN 978-85-316-1102-5.
Labels: coração, corpo, espírito, estresse, felicidade, mente, Ryuho Okawa, saúde
Saturday, January 15, 2011
Pão Branco e Infarto
Existem estudos científicos que ligam o consumo de pão branco com o infarto do coração [1]. Basta verificar os ingredientes que são usados para fabricar o pão branco (farinha de trigo refinada) para identificar inúmeros outros produtos que ingerimos e que afetam negativamente o coração e o nosso sistema circulatório.
O primeiro estudo investigou a relação entre infarto e dietas pobres em gorduras saturadas (já bem relacionadas a problemas cardíacos), mas ricas em carboidratos. Os pesquisadores, da Dinamarca, acompanharam 53.644 adultos durante 12 anos. A pesquisa concluiu que, para cada 5% de aumento de carboidratos na dieta, houve risco 33% maior de infarto. Esse resultado foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition.
"Carboidratos com alto índice glicêmico aumentam as chances de problemas cardiovasculares por causarem processos inflamatórios, dislipidemias [alterações no colesterol] e disfunções nas paredes dos vasos sanguíneos", disse à Folha Marianne Jakobsen, especialista em nutrição e lider desta pesquisa.
O outro trabalho foi divulgado no Archives of Internal Medicine e ligou o risco de doenças nas artérias do coração ao consumo excessivo de carboidratos refinados, mas só no caso das mulheres. Para os homens, não foram encontradas alterações decorrentes dessa dieta. O estudo conclui também que, para o risco de doenças cardíacas, importa mais o fato de os carboidratos ingeridos serem de alto índice glicêmico do que a quantidade total de carboidratos consumidos. Os pesquisadores acompanharam mais de 47 mil voluntários por sete anos, na Itália.
Alimentos com alto índice glicêmico são assim chamados pela capacidade de aumentarem rapidamente os níveis de glicose no sangue. Com isso, o organismo libera altas doses de insulina, fazendo a glicose cair rapidamente e levando à sensação precoce de fome.
Para Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração, o hábito de consumir excesso de carboidratos com alto índice glicêmico sobrecarrega e deteriora o pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina, e pode levar à obesidade. "As causas das doenças coronárias são muitas, e esse pode ser um dos fatores de risco", diz Magnoni.
Para preservar o pâncreas, é melhor se alimentar com nutrientes mais complexos, que demoram para ser absorvidos. "Há 5.000 anos, você não comeria açúcar refinado. Esse tipo de dieta (historicamente recente) é que leva às doenças da sociedade moderna".
O aumento da obesidade nos EUA é um exemplo do que acontece quando se trocam as gorduras saturadas, que contribuem para o aumento do colesterol "ruim", por carboidratos, diz o cardiologista Raul Dias dos Santos, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo: "Houve redução significativa de colesterol na população nos últimos anos, mas um aumento brutal da obesidade e outros problemas associados".
Os médicos recomendam que a dieta diária seja composta por 60% de carboidratos, preferencialmente de baixo índice glicêmico, e por 7% de gorduras saturadas.
Por serem digeridos rapidamente, os produtos com alto índice glicêmico levam a uma maior ingestão de calorias e consequente ganho de peso. A gordura acumulada pode liberar maior quantidade de ácidos graxos, que se alojam no fígado. Esse cenário pode piorar os índices do colesterol "ruim" e aumentar as taxas de açucar no sangue (o organismo desenvolve resistência à insulina).
O tecido adiposo no abdômen também estimula processos inflamatórios nos vasos sanguíneos, favorecendo a formação de placas nas paredes.
Pesquisas anteriores já associaram o maior consumo de carboidratos refinados ao aumento nos índices de triglicerídeos no sangue - outro marcador de risco cardiovascular.
Mulheres com taxas elevadas de triglicerídeos têm duas vezes mais risco de sofrer doença cardíaca do que o homem.
COMIDA "RÁPIDA" E "LENTA"
Exemplos de alimentos com alto e baixo índice glicêmico
O que é índice glicêmico: é um indicador baseado na capacidade de um carboidrato elevar o nível de açucar no sangue depois da refeição
Carboidratos com alto índice glicêmico: são absorvidos rapidamente e causam alta do açucar do sangue, forçando a produção de insulina; provocam sensação de fome
Carboidratos com baixo índice glicêmico: são absorvidos lentamente e não provocam picos e baixas no índice de açucar no sangue; causam menos sensação de fome
ALTO ÍNDICE GLICÊMICO
. Pão branco
. Biscoito cream craker
. Cookies
. Batata assada
. Batata frita
. Farinha de trigo
. Milho
. Açucar
. Refrigerante com açucar
BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO
. Pão integral
. Leite desnatado
. Nozes
. Pera
. Maçã
. Mel
. Grão-de-bico
. Lentilha
. Soja
. Iogurte desnatado
Referência:
[1] Julliane Silveira, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 17 de abril de 2010.
Labels: biscoitos, bolos, carboidratos, colesterol, coração, Dinamarca, farinha de trigo, gordura, índice glicêmico, infarto, insulina, Itália, pão, sistema cardiovascular, triglicerídeos
Thursday, January 14, 2010
Sexo e Coração
Homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana têm 45% menos risco de desenvolver doenças cardíacas graves, aponta um estudo do New England Research Institute, nos Estados Unidos, publicado no periódico "American Journal of Cardiology".
Os pesquisadores chegaram à essa conclusão após analisar o histórico médico de mais de mil pacientes (homens) de 40 a 70 anos de idade em um estudo de longo prazo sobre saúde masculina. Porém, a pesquisa não indica que o benefício também é válido para mulheres.
O estudo comparou os dados de homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana com os dados de outros homens que têm relações sexuais uma vez por mês, ou menos do que isso.
Fonte:
Saturday, May 26, 2007
Boca e Saúde - 3
Doenças Circulatórias-Cardíacas: Da Anemia ao Enfarte
Portanto, um sistema respiratório funcionando precariamente irá acarretar conseqüências imediatas no sistema circulatório. A mecânica envolvida aqui é simples: se o pulmão mantém seu fluxo natural, o pulsar da circulação sangüínea, sob o comando do coração, também será regular, sincopado, pleno e saudável. A partir do momento em que o sistema respiratório entra em disfunção, diminuindo o fluxo de oxigênio que, via pulmões, alcança a corrente sangüínea, o coração também será obrigado a se adaptar a esse novo ritmo.
A respiração em uma pessoa adulta normal e em estado de repouso, é de 10 a 12 vezes por minuto. Tem sido constatado que em indivíduos com a quarta dimensão bucal atrofiada, a respiração pode ir a 15, 20, 30 ou até mais vezes por minuto. Convém notar que o sistema circulatório e o respiratório andam sempre em paralelo: a cada 4 litros de ar que adentra aos pulmões, tem que entrar, no mesmo intervalo de tempo, 5 litros de sangue. Portanto, temos uma lei biológica: acelerando um, acelera o outro; desacelerando um deles, desacelera automaticamente o outro.
Assim, o fluxo respiratório excessivamente rápido (devido à obstrução pela língua) provoca um aceleramento da pulsação cardíaca. As conseqüências deste aceleramento são largamente conhecidas por toda a medicina e fisiologia clássicas, estando na origem das principais moléstias circulatórias. Afinal, o coração e todo o conjunto pulsante de veias e artérias é um sistema programado para funcionar segundo a cadência de um ritmo determinado e, fora deste ritmo, haverá o surgimento de desgaste, da disfunção e da moléstia.
As células hemácias do sangue, isoladamente, funcionam como verdadeiros pulmões ambulantes que circulam por todo o nosso organismo. Elas captam oxigênio nos pulmões e o levam para as demais células orgânicas, colaborando com o metabolismo celular e trazendo de volta aos pulmões as toxinas resultantes desta atividade, para que os pulmões possam eliminá-las através das vias respiratórias (pela expiração).
As hemácias sangüíneas, quando circulam pelos capilares pulmonares de um indivíduo adulto normal em repouso, têm um intervalo de tempo de aproximadamente um segundo para absorver o oxigênio que se encontra nos alvéolos pulmonares, como também para eliminar o gás carbônico e as demais toxinas vindas do metabolismo celular. O período de um segundo é tempo mais que suficiente para haver essa troca de oxigênio pelas toxinas, pois em apenas meio segundo as hemácias já se encontram completamente cheias de oxigênio e livres do gás carbônico e demais toxinas. Isso, quando do funcionamento normal de um indivíduo em repouso. Em exercício, ou em esforço maior, o indivíduo é forçado a respirar mais depressa para compensar o desgaste maior, e o coração é também forçado a aumentar o seu trabalho, passando a bater mais depressa, pois o fluxo de sangue no pulmão também vai aumentar. Conforme aumenta a freqüência das pulsações cardíacas, a velocidade de passagem do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos pulmonares também aumenta.
O indivíduo tem um limite máximo de 1 segundo e um limite mínimo de 0,3 segundo para fazer essa troca energética de oxigênio e expulsão do gás carbônico e demais toxinas via hemácias, durante a passagem delas pelos alvéolos pulmonares. Entretanto, se o indivíduo tiver uma aceleração exagerada do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos, ele não terá tempo para fazer aquela troca, advindo daí graves conseqüências para o organismo. Ao invés dele dispor do tempo de 1 segundo até 0,3 segundo, esse tempo de trânsito irá ser menor do que 0,3 segundo e, então, as hemácias sangüíneas nesse espaço-tempo não terão capacidade plena de oxigenação. Será diminuída a sua capacidade de absorção de oxigênio e, como conseqüência, será também diminuída a eliminação das toxinas (haverá maior acúmulo de toxinas no organismo).
Se isso ocorrer num indivíduo, esporadicamente e por pouco tempo, nada lhe vai alterar organicamente, pois irão atuar outros mecanismos de superação. Mas se essa condição for constante e por longos períodos de tempo, esse desequilíbrio entre fluxo respiratório e circulatório, então os resultados serão desastrosos, advindo, como conseqüências, estados de anemia e outras idiossincrasias sangüíneas, como dores de cabeça constantes, enxaquecas, intoxicações orgânicas, hipófises tissulares, problemas hepáticos, etc.
Todas essas patologias só desaparecerão se eliminarmos as suas causas; e essas causas, na maioria das vezes, estão no contexto bucal, pela perda de espaço funcional, seja de altura, seja na sua dimensão de lateralidade ou de profundidade. Esta perda de espaço irá provocar um desequilíbrio entre o sistema respiratório, circulatório, digestivo e excretório, alterando toda a bioquímica e todo o metabolismo orgânico.
Com a menor oxigenação (hipo-oxigenação) das hemácias, em razão da aceleração da fisiologia, as possibilidades de oxigenação do organismo também ficam diminuídas, e a conseqüência maior será refletida na micro-oxigenação, ou seja, na oxigenação apenas periférica.
Tão logo as hemácias saem dos pulmões, os primeiros tecidos por onde elas passam retiram os seus quinhões de oxigênio e empurram para elas os seus detritos (resultantes do metabolismo). Assim, na situação de hipo-oxigenação, os tecidos finais, na razão direta dos distanciamentos dos pulmões, vão sendo prejudicados, pois verão diminuídas as reservas de oxigênio que chegam via hemácias. Esta é a razão do aparecimento da hipófise tissular, que inicialmente surge muito lentamente e se agrava com o tempo. A pele vai ficando cada vez mais pálida e o indivíduo se torna anêmico. Aí, então, procura-se compensar esse desequilíbrio com remédios e mais alimentação. Mas o que está sendo preciso é de respiração adequada, de oxigênio e não de medicamento, e muito menos de alimentação. Comendo demais, sobrecarrega-se o organismo e complica-se ainda mais o quadro. Esta alimentação em excesso também pode ser a causa de muitos casos de obesidade.
Como vimos no caso da bronquite, uma das principais causas do aumento do ritmo respiratório é exatamente a diminuição do vazio da boca, ou seja, da quarta dimensão bucal. A simples reposturação do vazio da boca, portanto, através de aparatos endobucal, irá contribuir para o rápido reequilíbrio do pulso cardíaco e o conseqüente distensionamento de todo o sistema circulatório.
Mas não é só isso: a relação da boca com o conjunto do sistema circulatório é muito mais ampla. A medicina já conhece a influência do tônus muscular de um indivíduo no equilíbrio de sua pressão sangüínea. Como um dos resultados do tratamento pela biocibernética bucal prende-se à normalização postural do sistema muscular, aí também ela fará sentir rapidamente seus efeitos no sistema circulatório.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, circulação, coração
