Wednesday, February 25, 2009

 

Cuidado com o Braço e Perna


Eu recebi um e-mail com as informações abaixo, que acho um pouco exageradas, mas posto aqui para conhecimento de todos. Eu, particularmente, costumo começar a dormir apoiado sobre o braço direito e sempre que acordo, durante a noite, estou de barriga para cima, desobstruindo, portanto, meu braço direito. No entanto, há alguns meses eu tenho sentido um pequeno incômodo na junção do braço direito ao tronco quando faço determinados movimentos, justamente no braço que "amasso" durante o sono. Pode ser mera coincidência, porém... é o sangue que leva alimento (em particular, oxigênio captado pelos pulmões) para todas as células do corpo e se sua circulação for bloqueada as células que não recebem sangue novo podem morrer de fome...

Outra observação: Quando eu sento em algum lugar e cruzo as pernas por um bom tempo, interrompendo o fluxo de sangue nelas, é comum eu ficar com uma das pernas adormecidas, "formigando", e se eu sair andando normalmente nestas condições posso cair facilmente, pois o controle das pernas fica comprometido. Acho que isso (problema de adormecimento nas pernas) já deve ter acontecido com muito de vocês, não é mesmo?

O e-mail:

Quantas vezes você dormiu apoiado sobre seu braço e, quando acordou, seu braço estava amortecido? E quanto tempo demorou para que ele voltasse ao normal? Quantas vezes você tentou mexê-lo em vão e, em desespero, usou o outro braço para movê-lo? Há quem diga que, se dormirmos demais sobre nossos braços, interrompendo o fluxo de sangue por algumas horas, ele pode perder todas as funções, necrosando e tendo que ser removido através de cirurgia. Isso sim soa como aterrorizante. De acordo com a literatura médica, o tempo máximo “sugerido” para que um membro fique dormente é de uma hora para os braços e de duas horas para as pernas – isso, é claro, varia de acordo com a idade do paciente e suas condições físicas. No entanto, passar mais tempo do que isso interrompendo o fluxo de sangue pode causar danos ao sistema nervoso. Depois de quatro horas sem irrigação sanguínea, o tecido começa a se decompor, por causa do sangue estagnado na região. Ou seja: não é legal dormir apoiado no braço por mais de uma hora. E não é nada bom interromper o fluxo sanguíneo por mais de quatro horas em qualquer parte do corpo*.

*A interrupção frequente do fluxo sanguíneo e linfático pode não nos matar, mas pode trazer problemas graves de saúde, como o câncer. Veja, por exemplo, a minha postagem intitulada "O Sutiã Assassino": http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2005/04/o-suti-assassino.html

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Friday, July 11, 2008

 

Pulmão, Pressão e Circulação


Nos tem sido ensinado que o coração é a bomba que faz o sangue circular por nosso corpo. A história não é bem assim, conforme pode ser notado pelo texto abaixo [1].


Temos comentado muitas vezes que a homeostase de nosso organismo possui reações encadeadas para preservar todos os órgãos e funções automaticamente. Em várias obras temos explicado que há um impressionante conjunto de fatos em nossa fisiologia que ainda necessitam de explicações que possam clarear as causas dos mesmos. Um caso que deixou Arthur Guyton impressionado, já há mais de 40 anos, é a questão da pressão do líquido intersticial: este líquido que banha todos os tecidos do corpo está com sua pressão regulada ABAIXO da pressão atmosférica exterior. Por sua vez, dentro das células, regulada pela membrana e sua “bomba sódio-potássio”, a pressão interna é até 20 mm de mercúrio ACIMA dos 760 mm da pressão atmosférica!


Em nossos estudos sobre ingestão de comidas temos feito notar que o tubo digestivo é um órgão externo, como a pele, completamente equilibrado com a pressão atmosférica externa. Logo, a “comida” tem a mesma possibilidade de ser pressionada para invadir o líquido inter-tissular tanto dentro do intestino quanto terá se esfregarmos no rosto, no braço, ou em qualquer trecho de nossa pele externa. E, também, para qualquer material existente no líquido geral do corpo entrar numa célula, isso só é possível acontecer SE a célula o “chupar”. Os rins são o órgão que saca líquido, ou não saca, para regular essa pressão geral do suco entre os tecidos. Porém, ao falar de respiração e circulação sanguínea, o fenômeno fisiológico é muito mais impressionante! Vejamos! Comecemos pela “circulação” que sempre temos chamado “sanguínea”, onde subentendemos tanto a distribuição de oxigênio quanto a de “alimentos”. Ainda temos um conjunto de vasos linfáticos, normalmente entendidos como “circulação” alimentar, porém, esse líquido leva leucócitos e possui “quartéis”, os gânglios, muito ativos no sistema imunológico e não leva hemácias, que só devem circular no que chamamos “sangue”, que é vermelho graças a essas células que contêm hemoglobina, isto é, os glóbulos que transportam o oxigênio.


Sem dúvida todos já sabem que o oxigênio não tem a tal função “alimentar” como alguns acreditavam. Porém, sua função é captar os hidrogênios livres, o radical mortal de nosso metabolismo, conclusão da quebra da glicose para extrair energia e carregar as nossas baterias ambulantes, as adenosinas trifosfatos (ATP), produzindo H2O (água!).


Você pensa que vivemos porque comemos? Não! Vivemos porque respiramos! Vamos entender esse mecanismo começando pela circulação cardiovascular que é o sistema de disponibilizar O2 (oxigênio) a todo o corpo, isto é, permitindo respirar a todos os órgãos. Quando comparamos o coração a uma bomba estamos mentindo. Ele é uma sofisticada válvula do encanamento sanguíneo.


E onde está a bomba? A Bomba é o Pulmão! Mas, como ele bombeia o sangue? Ele usa a pressão do ar. Acelera e atrasa seus movimentos de modo automático, conforme o corpo precisar. Mas, também podemos controlar esses movimentos de modo consciente, produzindo sua expansão e contração pelos músculos intercostais e diafragma. A Yoga Indiana ensina os segredos da respiração controlada há mais de 2.800 anos. Mas, como a Fisiologia conta essa mecânica?


Pensemos logo nas veias e artérias e na pressão com que elas operam: nos pés temos alta pressão, nas pernas, menos um pouco, no abdomen menos e no alto da cabeça bem pouco. Se não fosse assim, o sangue afluiria todo aos pés e faltaria O2 ao cérebro. E ao abaixar ou virar uma cambalhota, que desastre! Mas, não temos válvulas ou áreas “mosáico” estanques de pressão! Tudo se acerta de modo instantâneo inconsciente! Porém, isso não é o mais impressionante. A Fisiologia da respiração já mediu as pressões da “pequena” circulação, a pulmonar, para informar o que estamos contando: À medida que o sangue venoso sái do coração e vai caminhando para os alvéolos pulmonares, os vasos sanguíneos vão reduzindo sua pressão de tal modo que ao chegarem à emenda com os capilares de retorno estamos abaixo da pressão atmosférica! Nessa descompressão, água e gases como o CO2 escapam do sangue e passam às cavidades pulmonares. Por sua vez, a química da hemoglobina fica em contato com o ar pulmonar e a capacidade de O2 entrar e formar oxi-hemoglobina é facilitada pela pressão SUPERIOR do ar. E, a cada respiração, inflando o peito e aumentando um vácuo, que o ar vai preencher, trazemos mais sangue venoso. Ao expirar, apertando esse espaço, detém-se a chegada de sangue venoso e a válvula unidirecional do coração impede que esse sangue retorne! Só tem uma direção a seguir que é ocupar a outra cavidade do coração, onde a válvula, também unidirecional, está aberta! Deu para entender?


O Pulmão é a Bomba! E usa a pressão atmosférica como seu impulsionador!


Referência:

[1] Mário Sanchez, Diagnóstico pela Pulsologia Chinesa e Roteiro Completo das Terapias Ancestrais e Naturais [Apostila II], www.mariosanchez.com.br

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Saturday, May 26, 2007

 

Boca e Saúde - 3


Doenças Circulatórias-Cardíacas: Da Anemia ao Enfarte


O sistema circulatório, em seu aspecto fisiológico básico, está intimamente associado ao sistema respiratório. A função primordial, de carrear o oxigênio absorvido do ar pelos pulmões para a intimidade de todos os tecidos e células do corpo, constitui a base energética da nossa vida corporal.

Portanto, um sistema respiratório funcionando precariamente irá acarretar conseqüências imediatas no sistema circulatório. A mecânica envolvida aqui é simples: se o pulmão mantém seu fluxo natural, o pulsar da circulação sangüínea, sob o comando do coração, também será regular, sincopado, pleno e saudável. A partir do momento em que o sistema respiratório entra em disfunção, diminuindo o fluxo de oxigênio que, via pulmões, alcança a corrente sangüínea, o coração também será obrigado a se adaptar a esse novo ritmo.

A respiração em uma pessoa adulta normal e em estado de repouso, é de 10 a 12 vezes por minuto. Tem sido constatado que em indivíduos com a quarta dimensão bucal atrofiada, a respiração pode ir a 15, 20, 30 ou até mais vezes por minuto. Convém notar que o sistema circulatório e o respiratório andam sempre em paralelo: a cada 4 litros de ar que adentra aos pulmões, tem que entrar, no mesmo intervalo de tempo, 5 litros de sangue. Portanto, temos uma lei biológica: acelerando um, acelera o outro; desacelerando um deles, desacelera automaticamente o outro.

Assim, o fluxo respiratório excessivamente rápido (devido à obstrução pela língua) provoca um aceleramento da pulsação cardíaca. As conseqüências deste aceleramento são largamente conhecidas por toda a medicina e fisiologia clássicas, estando na origem das principais moléstias circulatórias. Afinal, o coração e todo o conjunto pulsante de veias e artérias é um sistema programado para funcionar segundo a cadência de um ritmo determinado e, fora deste ritmo, haverá o surgimento de desgaste, da disfunção e da moléstia.

As células hemácias do sangue, isoladamente, funcionam como verdadeiros pulmões ambulantes que circulam por todo o nosso organismo. Elas captam oxigênio nos pulmões e o levam para as demais células orgânicas, colaborando com o metabolismo celular e trazendo de volta aos pulmões as toxinas resultantes desta atividade, para que os pulmões possam eliminá-las através das vias respiratórias (pela expiração).

As hemácias sangüíneas, quando circulam pelos capilares pulmonares de um indivíduo adulto normal em repouso, têm um intervalo de tempo de aproximadamente um segundo para absorver o oxigênio que se encontra nos alvéolos pulmonares, como também para eliminar o gás carbônico e as demais toxinas vindas do metabolismo celular. O período de um segundo é tempo mais que suficiente para haver essa troca de oxigênio pelas toxinas, pois em apenas meio segundo as hemácias já se encontram completamente cheias de oxigênio e livres do gás carbônico e demais toxinas. Isso, quando do funcionamento normal de um indivíduo em repouso. Em exercício, ou em esforço maior, o indivíduo é forçado a respirar mais depressa para compensar o desgaste maior, e o coração é também forçado a aumentar o seu trabalho, passando a bater mais depressa, pois o fluxo de sangue no pulmão também vai aumentar. Conforme aumenta a freqüência das pulsações cardíacas, a velocidade de passagem do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos pulmonares também aumenta.

O indivíduo tem um limite máximo de 1 segundo e um limite mínimo de 0,3 segundo para fazer essa troca energética de oxigênio e expulsão do gás carbônico e demais toxinas via hemácias, durante a passagem delas pelos alvéolos pulmonares. Entretanto, se o indivíduo tiver uma aceleração exagerada do fluxo sangüíneo dentro dos alvéolos, ele não terá tempo para fazer aquela troca, advindo daí graves conseqüências para o organismo. Ao invés dele dispor do tempo de 1 segundo até 0,3 segundo, esse tempo de trânsito irá ser menor do que 0,3 segundo e, então, as hemácias sangüíneas nesse espaço-tempo não terão capacidade plena de oxigenação. Será diminuída a sua capacidade de absorção de oxigênio e, como conseqüência, será também diminuída a eliminação das toxinas (haverá maior acúmulo de toxinas no organismo).

Se isso ocorrer num indivíduo, esporadicamente e por pouco tempo, nada lhe vai alterar organicamente, pois irão atuar outros mecanismos de superação. Mas se essa condição for constante e por longos períodos de tempo, esse desequilíbrio entre fluxo respiratório e circulatório, então os resultados serão desastrosos, advindo, como conseqüências, estados de anemia e outras idiossincrasias sangüíneas, como dores de cabeça constantes, enxaquecas, intoxicações orgânicas, hipófises tissulares, problemas hepáticos, etc.

Todas essas patologias só desaparecerão se eliminarmos as suas causas; e essas causas, na maioria das vezes, estão no contexto bucal, pela perda de espaço funcional, seja de altura, seja na sua dimensão de lateralidade ou de profundidade. Esta perda de espaço irá provocar um desequilíbrio entre o sistema respiratório, circulatório, digestivo e excretório, alterando toda a bioquímica e todo o metabolismo orgânico.

Com a menor oxigenação (hipo-oxigenação) das hemácias, em razão da aceleração da fisiologia, as possibilidades de oxigenação do organismo também ficam diminuídas, e a conseqüência maior será refletida na micro-oxigenação, ou seja, na oxigenação apenas periférica.

Tão logo as hemácias saem dos pulmões, os primeiros tecidos por onde elas passam retiram os seus quinhões de oxigênio e empurram para elas os seus detritos (resultantes do metabolismo). Assim, na situação de hipo-oxigenação, os tecidos finais, na razão direta dos distanciamentos dos pulmões, vão sendo prejudicados, pois verão diminuídas as reservas de oxigênio que chegam via hemácias. Esta é a razão do aparecimento da hipófise tissular, que inicialmente surge muito lentamente e se agrava com o tempo. A pele vai ficando cada vez mais pálida e o indivíduo se torna anêmico. Aí, então, procura-se compensar esse desequilíbrio com remédios e mais alimentação. Mas o que está sendo preciso é de respiração adequada, de oxigênio e não de medicamento, e muito menos de alimentação. Comendo demais, sobrecarrega-se o organismo e complica-se ainda mais o quadro. Esta alimentação em excesso também pode ser a causa de muitos casos de obesidade.

Como vimos no caso da bronquite, uma das principais causas do aumento do ritmo respiratório é exatamente a diminuição do vazio da boca, ou seja, da quarta dimensão bucal. A simples reposturação do vazio da boca, portanto, através de aparatos endobucal, irá contribuir para o rápido reequilíbrio do pulso cardíaco e o conseqüente distensionamento de todo o sistema circulatório.

Mas não é só isso: a relação da boca com o conjunto do sistema circulatório é muito mais ampla. A medicina já conhece a influência do tônus muscular de um indivíduo no equilíbrio de sua pressão sangüínea. Como um dos resultados do tratamento pela biocibernética bucal prende-se à normalização postural do sistema muscular, aí também ela fará sentir rapidamente seus efeitos no sistema circulatório.

[continua]

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