sábado, agosto 25, 2018

 

Oxigênio é Vida!


O principal combustível do seu corpo é o oxigênio. Ele é mais necessário do que a comida bucal para manter as células saudáveis e felizes. Ele é sua fonte primária de energia. Oxigênio é gratuito mas a maioria das pessoas respiram com apenas cerca de 20% de suas capacidades pulmonares máximas. Como consequência, suas células sofrem.

O cérebro e o sistema nervoso prosperam com oxigênio. O oxigênio desaloja os radicais livres prejudiciais, neutraliza as toxinas ambientais e ajuda a destruir as bactérias, parasitas, micróbios e vírus infecciosos. Esses invasores, junto com as células cancerosas, são anaeróbicos, o que significa que eles não podem viver em ambientes ricos em oxigênio.

Em 1931, Otto Warberg recebeu o Prêmio Nobel por descobrir que apenas células com pouco oxigênio enfraquecem, sofrem mutação e tornam-se cancerosas. O seu corpo sabe o que fazer quando recebe oxigênio em abundância e como se limpar quando lhe é dada uma chance. Ele responderá desalojando as toxinas e tensões armazenadas e limpando as memórias celulares. 

O oxigênio é o primeiro alimento da vida. No equilíbrio adequado, ele vitaliza nosso corpo, acalma a mente e estabiliza o sistema nervoso. Sem o oxigênio nós não conseguimos absorver importantes vitaminas, minerais e nutrientes. Quando nossas células ficam sem oxigênio, elas enfraquecem e morrem. 

Frutas frescas, vegetais e água da chuva contêm oxigênio. Verde é a cor da clorofila, um oxigênio líquido, e portanto os vegetais verdes e especialmente as plantas com alto teor de clorofila, como as algas azul-esverdeadas, contêm alto teor de oxigênio. A carne não contém qualquer oxigênio e é uma "proteína usada". O corpo precisa empregar uma grande quantidade de energia para decompor a carne em aminoácidos para que ele possa reciclar esses blocos de construção e criar proteínas utilizáveis, semelhante a construir um carro a partir de partes usadas. 

Bolos, balas e bolachas, todos carboidratos vazios, além de açúcar, não possuem oxigênio. Comidas cozidas e processadas e água estagnada contêm pouco ou nenhum oxigênio. Essas "comidas negativas" usam mais oxigênio do que elas liberam. Açúcar processado, farinha branca, gorduras não-saudáveis, batatas fritas e pizza são os maiores ladrões de oxigênio. Você pode diminuir parte dessa perda comendo muita fruta fresca e vegetais todos os dias. Não apenas algumas porções - uma grande quantidade. Tomar enzimas digestivas e suplementos nutricionais ricos em oxigênio tamabém podem ajudar. 

Oxigênio insuficiente em nossas células causa o aparecimento de dor de forma mais aguda do que quando os suprimentos de oxigênio são amplos. Mas respirando mais não garante um suprimento maior de oxigênio. Respiração muito curta pode causar uma diminuição do suprimento de oxigênio às células e cria um desequilíbrio entre oxigênio e dióxido de carbono (CO2), enviando mais oxigênio ao plasma mas menos para as células. Dióxido de carbono, devido ao seu suposto relacionamento com o aquecimento global, tem recebido bastante divulgação negativa, mas nós não podemos viver sem ele. O dióxido de carbono precisa estar em um certo nível no plasma antes que as células possam capturar oxigênio. 

O nível total de oxigênio do planeta a nível do mar é de cerca de 20,8%. No entanto, em porões, cidades poluídas, escritórios mal ventilados, aviões, etc., os níveis de oxigênio são muito mais baixos. Uma concepção errada comum é que há cem anos atrás o oxigênio atmosférico era muito maior que é hoje. No entanto, não existe falta de oxigênio atmosférico. Testes de água de geleiras de 10.000 anos de idade, provam que o suprimento de oxigênio não mudou muito nesse tempo. As florestas tropicais são grandes fornecedoras de oxigênio (cerca de 10%), mas os oceanos são os principais fornecedores do oxigênio da Terra. Poluindo os mares estaremos pedindo doenças desenfreadas e envelhecimento acelerado para todos, incluindo os peixes, baleias e golfinhos. 

Quando respiramos devagar e profundamente e movemos o corpo moderadamente, existirá uma demanda maior de moléculas de oxigênio, que são retiradas do sangue. O potencial para neutralizar radicais livres, quando eles se ligam com este oxigênio disponível, pode ser muito acelerado quando um respirar regular, levemente mas profundo, mas ainda sem esforço, for incluído na rotina regular de saúde diária da pessoa. 

Seus pulmões irão se deteriorar de 9% a 25% por década, a não ser que você faça algo para os manter. Exercício é mandatório. Tensão excessiva nos exercícios pode causar bloqueios na respiração e contribuir para níveis inadequados de oxigênio. Quanto mais nós enrrigecemos os músculos primários e acessórios da respiração, mais nós causamos os alvéolos dos nossos pulmões (onde o oxigênio entra na corrente sanguínea) se entupirem com produtos residuais (lixo). Isto irá impedir a habilidade do corpo em absorver oxigênio, o que nos levará ao sufocamento lento e a um encurtamento no nosso período de vida.

Para uma saúde ótima, aprenda a respirar melhor - mais completa, mais fácil, mais profunda e mais devagar. Coma comida mais nutritiva e rica em oxigênio, que tenham mais enzimas vivas, e certifique-se que você digere o que você come. E exercite-se moderadamente sem esforço excessivo ou de forma ofegante. Quando você se exercita, lembre-se que a tensão física cria uma perda mais alta de oxigênio. 

Fonte: Denis Ouellette, Heal Yourself with Breath, Light, Sound and Water, Natural Life News Publ., junho 2006.

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segunda-feira, junho 25, 2018

 

A Ciência da Expressão do Rosto


Este é o título de um livro de Louis Kuhne. Há muitos anos, eu li uma antiga edição em português deste livro (algo muito raro), que já não possuo mais. Recentemente, comprei e li uma edição atual  em espanhol desse livro [1], de onde transcrevo alguns trechos abaixo.

Quando a forma do corpo, ou sua cor, não são normais, ou o movimento dele é irregular, isso indica que ele está sobrecarregado de  matérias estranhas. Pergunta relevante: Como chegam estas matérias, que não pertencem ao corpo - e por isso as chamamos de estranhas - ao interior do corpo? Estas substâncias somente podem ser introduzidas por onde o corpo recebe seus alimentos, a saber: pelo estômago, pelos pulmões e pela pele. Pela boca introduzimos matérias líquidas e sólidas no estômago, pelos pulmões e pela pele aspiramos o ar.

O leite materno é o único alimento natural para o recém-nascido, mas infelizmente não se pode dar a muitas dessas criaturas porque o corpo sobrecarregado da mãe não está em condições de o produzir. Uma substituição possível, não ideal, é o leite cru de vaca ou de cabras sãs. Há resultados muito negativos devido à ingestão de leite cozido.

Uma vez que o estômago e os intestinos estejam débeis e sobrecarregados, os alimentos naturais não podem ser bem processados e o que não se digere se converte em substâncias estranhas.  Assim se explicam as contínuas enfermidades das crianças, que não tem outro objetivo do que desalojar do novo corpo uma grande quantidade de matérias estranhas.

Pelos pulmões e pela pele penetram também muitas vezes matérias estranhas no corpo, mas estas são, em sua quase totalidade, expelidas novamente, se a digestão é boa, devido à força vital que possua o corpo. Às vezes o corpo forma canais artificiais para expulsar todo o mal que contém em seu interior, manifestando-se, então, as feridas abertas, hemorroidas, fístulas, suor nos pés, etc. Estes canais se manifestam quando a pessoa está bastante sobrecarregada de substâncias estranhas. Quando estes canais são tampados repentinamente, as matérias estranhas que por eles corriam se assentam em alguma outra parte do corpo (podendo por em perigo o corpo).

Considero um atentado à saúde pública quando se ordena a introdução de matérias estranhas diretamente no sangue de uma pessoa (via injeções). A vacinação moderna é um erro tão grande como poucos que pode se encontrar na história. Se a humanidade quer evitar ela ser cada vez mais débil e enferma, é necessário que as vacinações acabem (o autismo se tornou uma epidemia infantil apenas depois que as vacinas em crianças se vulgarizaram!).

Existe uma substância que o corpo humano necessita e que parece totalmente sem utilidade, mas não há dúvida que ela ajuda a regular a digestão. Esta matéria é a areia. Todo alimento, em seu estado natural, contém sempre um pouco de areia, que nós eliminamos por meio de uma limpeza escrupulosa. É verdade que a higiene, até certo ponto, é muito boa, mas neste caso particular nos rouba uma matéria importante para o corpo. Os animais, sem distinção, comem areia, e quando esta falta, ocorre consequências bem marcantes. Veja, por exemplo, as galinhas, os canários e outras aves e pássaros, que por faltar-lhes a areia têm sua plumagem bem prejudicada. Nas minhas práticas, eu passei a usar a areia do mar, por ser mais fina e ser engolida com maior facilidade. Ela serve como um meio de desinfecção. Se ela for misturada com barro, os efeitos terapêuticos não aparecem com tanta clareza. A areia tem uma grande virtude e seguramente é um meio natural para conservar em boa ordem a digestão [se você não está digerindo os alimentos ingeridos, tome uma colherinha de chá de areia do mar ao final de cada refeição. Sua digestão normalizará em poucos dias, como aconteceu comigo].

A ciência médica, por meio da indústria, prepara alimentos simples na forma de extratos para oferecê-los ao corpo como algo moderno, a fim de evitar o trabalho de digestão aos que são débeis de estômago. Este é um grande erro. O corpo quer fabricar por si mesmo os elementos de que necessita para nutrir-se, pois é a única maneira que os assimila. Também o corpo deve gerar gases intestinais para regular o contínuo movimento das matérias alimentícias, dirigindo-as para baixo. 

O ar puro e bom é para a vida e para a força vital tão necessário como o bom alimento. Durante a refeição aspiramos mais forte e, devido a isso, tomamos mais ar nos pulmões; portanto, o melhor seria comer ao ar livre, sempre que o tempo o permita, ou em locais claros, bem ventilados e onde penetre bem o sol. 

Tem virado uma tradição se fazer as comidas cada vez mais tarde e, em muitos círculos sociais, jantam a uma hora em que já deviam estar há bastante tempo na cama. Esses alimentos, ingeridos tão tarde, não têm proveito algum e debilitam tanto o aparato digestivo que, pela manhã, falta a vontade de comer, por carecer da força necessária para a boa digestão. Nesta situação, o corpo não teve descanso suficiente durante a noite, pois os alimentos, ainda sem digerir, não dão descanso para ele. Deve-se começar a ir para a cama sem jantar, ou comendo muito pouco, e se verá que, no dia seguinte, se terá fome já pela manhã. Para a maioria dos trabalhos deve-se usar o período da manhã, ou seja, a parte ativa do dia, por ser ele mais adequado para isso do que a outra parte, ou seja, a parte da tarde, que corresponde ao período para o início do descanso. Um dos atos mais importantes da vida é o coito, o qual deveria executar-se sempre pela manhã, ou seja, na parte ativa do dia. A fecundação seria muito melhor e o fruto mais aprimorado.

Portanto, deve-se tentar adaptar-se o modo de viver, de maneira que os atos mais importantes e de maior esforço ocorram na parte da manhã, comendo a maior quantidade de alimentos mais cedo e, durante a tarde, trate-se de descansar e à noite, à primeira hora, se busque o leito. As enfermidades agudas se desenvolvem com mais ímpeto durante a parte passiva do tempo (do dia), pois o corpo, por estar mais cansado, opõe menos resistência a elas. Quem ainda não percebeu que a febre geralmente é muito mais intensa ao anoitecer? Isso acontece por encontrar-se então mais débeis as funções do corpo.

O ano também se divide em parte ativa (primavera e verão) e parte passiva (outono e inverno).  Na parte passiva do ano é quando aparecem com mais força as enfermidades chamadas epidêmicas, pois a febre encontra então menos resistência no corpo, algo semelhante ao que sucede na parte passiva do dia. Assim como os animais, a humanidade deveria tomar menor quantidade de alimentos durante o inverno, o tempo tradicional da abstinência. A medicina escolástica, no entanto, nos ensina sempre que os frios fortes pedem mais alimentos, um erro que pode trazer consequências fatais. Nas regiões tropicais, onde o sol muda pouco durante o ano, parece que é a Lua que impõe sua influência, sendo a parte ativa durante o crescimento dela e a passiva durante a fase minguante. Pelo exposto, nos trópicos, a influência da lua é igual a que exerce o sol nas zonas temperadas.

Em seguida, o livro [1] apresenta algumas passagens do outro livro [2] do Kuhne.

As regras normais das mulheres duram dois ou três dias, quatro no máximo; o que passar disso é anormal. Quanto mais fria é a água dos banhos de assento com fricção, mais eficientes eles são. O refrigério impede ou faz retroceder toda fermentação do organismo. Só pelas partes genitais do ser humano se pode influir em todo o sistema nervoso do organismo. Para desenvolver-se uma enfermidade no corpo se requer a introdução ou a produção de substâncias estranhas. Estas só penetram no corpo por causa de uma digestão insuficiente, ajudada por uma atividade defeituosa dos pulmões; e também por uma nutrição irracional ou absurda, ajudada por um ar corrompido. 

Enquanto a pele funcionar de maneira normal, as substâncias estranhas se eliminam pelos poros na forma de suor; não há sobrecarga de substâncias estranhas no corpo e não existe enfermidade crônica. Daqui provém o calor e a umidade da pele nas pessoas saudáveis. Assim que não se pode eliminar as substâncias estranhas por meio do suor, começa naturalmente a sobrecarga do corpo, primeiro abaixo da pele e logo nas extremidades: daí surge o frio nas mãos e pés. Em seguida, se condensam as substâncias estranhas gasosas e, então, observamos as alterações nas formas do corpo.

As enfermidades são causadas por um aumento da temperatura interna (inflamação) e não pode desaparecer senão quando se produzem condições opostas, isto é, uma frescura contínua e uma diminuição da temperatura interior do corpo. Por nenhum meio se obtém isso melhor do que pelo banho de assento com fricção (semicúpio). Todo corpo vivente tem a tendência de expulsar as substâncias estranhas por meio de seus órgãos excretores naturais. A força vital é idêntica ao que se chama poder digestivo, do qual extrae o corpo sua força.  Nosso corpo necessita de uma força que o alimente continuamente. De onde o corpo toma esta força? Em que consiste esta força que chamamos vital? O corpo a toma do alimento. Mas o alimento não se compõe unicamente de comida e bebida, como se crê, mas também do ar que respiramos.

O ar aspirado pelo corpo se divide imediatamente nos pulmões, separando-se em suas partes componentes, oxigênio e nitrogênio. Toma o oxigênio como alimento e expele o nitrogênio. Quanto mais puro e natural for o ar, mais força vital extrai dele o corpo. Com isso realiza o corpo um ato parecido ao comer e beber. Por meio da digestão o corpo transforma completamente as substâncias que se lhe dão como alimento, retirando delas as partes que pode utilizar. Tomemos, como exemplo, uma maçã, que tem uma determinada forma. Se cozinharmos a maçã, sua forma e sua natureza interna se transformam em outra substância, mudando sua força primitiva. A compota obtida de tal modo produz também certa força nutritiva, mas menor que a força da maçã crua. O mesmo acontece os outros alimentos do homem. Em sua forma mais natural eles dão ao homem maior força vital, e quanto mais se transformam os produtos pelo cozimento, menor é a força vital que deles pode obter o corpo.

O banho de assento com fricção melhora a digestão mais debilitada, sempre que seja susceptível de melhoria, no mais curto prazo e do modo mais natural. Toda a vida depende da ação respectiva do sol, do ar e da água. Nos trópicos, a ação do sol é mais intensa, e maior e mais variado é o desenvolvimento da vida; a vegetação e o mundo dos animais diminuem à medida que se afasta do equador (O homem é um animal feito para morar na região tropical deste planeta).

Referências:
[1] Louis Kuhne, Diagnóstico por la Ciencia de la Expresión del Rostro, Editorial ELA, Madrid - Espanha, 2018. ISBN: 978-84-9950-157-4.
[2] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.

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segunda-feira, janeiro 29, 2018

 

A Cura pela Água - 2

Trechos deste livro [1] de Louis Kuhne (1835-1901)

Os depósitos de substâncias estranhas quase sempre começam numa parte do corpo e nela são sempre mais fortes do que na parte oposta; e esta é sempre o lado em que costumamos dormir, já que essas substâncias obedecem à lei da gravidade. São as substâncias estranhas que produzem a doença. As substâncias estranhas não deveriam encontrar-se no corpo, pelo menos em sua forma presente, porque as substâncias nutritivas não obedecem à ação da gravidade no corpo. O corpo tende a expulsar as referidas substâncias estranhas, seja por meio de úlceras ou chagas abertas ou por suores abundantes e erupções. A doença consiste na presença de matérias estranhas no corpo.

Existem dois caminhos diferentes pelos quais as substâncias estranhas (mórbidas) podem introduzir-se no corpo: via nariz até os pulmões e no estômago através da boca. Nesses dois caminhos existem guardas, mas os mesmos não são de todo insubornáveis, pois que às vezes eles deixam passar substâncias que não deveriam entrar no corpo. Os guardas do ar são o nariz e do estômago é a língua. O alimento dos pulmões não está tão desfigurado como aquele do estômago, já que mesmo hoje em dia preferimos, em geral, o ar puro (o que não ocorre com os alimentos inseridos pela boca).

É muito difícil determinar que quantidade de alimento um estômago doente pode suportar. Tomemos como exemplo uma maçã, que é um alimento completamente sadio para um doente. Às vezes apenas uma maçã faz bom proveito a um doente fraco, ao passo que duas maçãs pode ser-lhe prejudicial. O fato é que todo excesso é um veneno para o corpo. Nunca devemos esquecer que tudo o que entra no estômago tem que ser digerido (o que requer dispêndio de energia). Tudo o que é excessivo é também um veneno e converte-se em substância estranha ao corpo; por conseguinte, a maior temperança no comer e no beber são a base de uma saúde duradoura (não é só o peixe que morre pela boca...). 

Chamo as substâncias de estranhas porque simplesmente não pertencem ao corpo. O corpo tenta libertar-se delas por vias destinadas para esse objetivo. As substâncias estranhas passam diretamente dos pulmões ao ar via expiração. O intestino expulsa para fora aquelas que se encontram no estômago e aquelas que passaram para o sangue são eliminadas por meio do suor, da urina e da expiração; isto é, pela pele, pelos rins e pelos pulmões.

O corpo está sempre disposto a reparar as consequências de nossas faltas. Se exigimos que nosso corpo execute um grande trabalho de eliminação, ele não poderá cumpri-lo totalmente e, então, ele se verá obrigado a alojar em si mesmo as substâncias estranhas inseridas nele. Longe de servir para o desenvolvimento do corpo, elas nada mais fazem senão prejudicá-lo, visto que dificultam a circulação do sangue e com isso a nutrição. As substâncias se depositam aos poucos em determinados lugares, sobretudo nas proximidades dos órgãos de excreção, em cuja direção rumam. Logo que isso se inicia, o depósito faz rápidos progressos, se não se modifica logo o modo de vida. Então se apresentam as primeiras alterações das formas. O corpo já está enfermo, mas a sua enfermidade ainda não causa dor, crônica ou latente. Desenvolve-se tão lentamente que o doente não se apercebe e somente depois de algum tempo sentem-se alterações desagradáveis. Não sente mais apetite, não pode mais trabalhar como antes, o espírito se perturba. Não obstante isto, tal estado é suportável por tanto tempo quanto funcionem os órgãos de excreção, conquanto os intestinos, os rins e os pulmões mantenham sua atividade e a pele transpire suficientemente. Mas, tão logo se enfraquecem tais funções, apresenta-se grande mal-estar no estado do corpo. 

O depósito de substâncias estranhas começa nas proximidades dos órgãos de excreção, mas continua depois pelas partes mais distantes, principalmente em direção às partes superiores do corpo. É muito raro conseguir acompanhar o desenvolvimento da doença desde o início, já que, em sua maioria, as pessoas já nascem com uma carga de substâncias mórbidas e é esta a razão por que quase nenhuma criança deixa de passar pelas doenças chamadas da infância, as quais são um processo de purificação, visto que o corpo se esforça por libertar-se, desta forma, das substâncias estranhas que contém.

As substâncias que mormente se depositam no baixo-ventre invadem finalmente o corpo inteiro e impedem o desenvolvimento regular dos órgãos. Embora os órgãos se ajudem, em parte aumentando seu volume, com isso não podem desenvolver-se em toda a sua perfeição, visto que a substâncias estranhas sempre usurpam o lugar das substâncias nutritivas. Logo que se impeça a circulação adequada do sangue, a nutrição sofre completamente e os órgãos encolhem-se por causa das substâncias estranhas ali depositadas. 

Em toda fermentação pululam pequenos organismos vegetais; as substâncias em fermentação passam por transformações notáveis e ganham muito em volume. Toda fermentação produz calor; quanto mais violenta, mais alta a elevação de temperatura. Os pequenos organismos da fermentação não podem desenvolver-se mais do que em um terreno adequado. Havendo substâncias estranhas no corpo, basta um impulso esterno adequado para colocá-las em fermentação. Uma dessas causas ocasionantes é a mudança brusca do tempo (donde provèm os resfriados). Tenho observado que a fermentação começa sempre no baixo-ventre. Frequentemente produz a diarréia e cessa com ela. Muitas vezes, principalmente quando há prisão de ventre, o corpo não consegue reagir e, então, a fermentação invade todas as partes em que se depositaram as substâncias estranhas. A fermentação busca a saída pelo alto; então percebemos em primeiro lugar os sintomas nas partes superiores, apresentando-se as dores de cabeça (enxaqueca). A fermentação produz calor, elevando a temperatura no interior. Este é o estado conhecido com o nome de febre. A febre é uma fermentação que se produz no corpo. A fermentação é uma decomposição, uma transformação, ou espécie de putrefação, na qual se desenvolvem pequenos organismos vegetais chamados bacilos. O ato da fermentação ou da decomposição altera a forma primitiva da massa inicial. Toda doença aguda é destinada à expulsão das substâncias estranhas.

As substâncias estranhas em fermentação tendem a dilatar-se e oprimem-se contra a pele que encerra o corpo. Essa pressão encontra a resistência da pele. Isso produz um friccionamento que desenvolve calor. Esse é o calor conhecido com febre. As substâncias em fermentação podem encontrar uma saída e desprenderem-se do corpo com o suor. Com este expediente, o interior do corpo fica mais descarregado; a pressão da pele e o calor diminuem imediatamente. 

Antes da percepção do calor, durante dias, semanas ou meses inteiros pode-se observar uma sensação ao que parece totalmente oposta, isto é, de frio. No entanto, a explicação é muito simples. O frio se produz quando o depósito de substâncias estranhas é tão considerável que o sangue já não consegue chegar com facilidade até as extremidades (pés e mãos). Nesta situação, o sangue se comprime mais nas partes internas, onde se produz grande calor. 

Este depósito dura algum tempo, até que as substâncias acumuladas se põem a fermentar por qualquer das causas mencionadas, isto é, em consequência de mudança de temperatura ambiente, de sacudidas externas ou forte emoção. Os vasos sanguíneos se obstruem parcialmente sobretudo em suas ramificações mais tênues, de modo que o sangue não pode circular até a camada exterior da pele. Daqui provém a frialdade nas extremidades e o frio no corpo inteiro. 

O corpo recobra a saúde tão logo regride o ato da fermentação. Não se pode imaginar uma infecção misteriosa causada por bacilos sem que já existam substâncias estranhas ao corpo. Não se trata, pois, de matar os bacilos e, sim, de afastar as causas da fermentação, ou seja, as substâncias estranhas. Então estes pequenos monstros, que tanto terror têm incutido nos espíritos fracos, desaparecem espontaneamente.

Quanto menores os seres, mais difícil de destruí-los diretamente. É o que acontece principalmente com os bacilos. Para afastá-los é inútil querer destruí-los com medicamentos; colimaríamos melhor nosso objetivo, se procurássemos excluir a sua causa, isto é, expulsando do corpo as substâncias estranhas. 

A natureza age em grande escala: da mesma forma age ela em pequena escala, porque suas leis são uniformes. Da mesma forma que os insetos, os mosquitos, os carnívoros e os animais que se alimentam de carniça só se encontram, vivem e subsistem nas regiões em que acham terreno conveniente e pereceriam se não dispusessem desse terreno propício, de igual modo é impossível a existência de febre sem o depósito de substâncias estranhas no corpo: o ato de fermentação, a que damos o nome de febre, só pode produzir-se quando no corpo existem substâncias estranhas. 

Para curar a febre, deve-se tornar a pele permeável, deixando que o corpo transpire. Quando o suor aparece, as substâncias em fermentação encontram saída e diminui a grande tensão, da mesma forma que o calor da febre. O suor, no entanto, não elimina totalmente a causa da doença. Na maior parte do tempo a fermentação atinge apenas uma parte das substâncias depositadas no corpo.; as outras substâncias que ainda não entraram em movimento, e que aumentam com novos depósitos, constituem um foco permanente de febre que só precisa duma ocasião favorável para eclodir de novo. Deve-se, portanto, expulsar estas substâncias que ainda se encontram no corpo. Para esse fim introduzi os banhos derivativos (com água fria), de esfregadura do tronco e de assento, os quais serão descritos posteriormente. Estes banhos incitam o corpo a expulsar, de maneira natural, as substâncias mórbidas que se acham nele. 

Em todos os doentes apresentam-se alterações das formas naturais do corpo. Estas alterações são produzidas por substâncias estranhas. A presença destas substâncias estranhas no corpo constitui a doença. Estas substâncias estranhas são substâncias que o corpo não pode empregar e que nele permanecem em consequência duma digestão insuficiente. 

As substâncias estranhas são putrecíveis (decomponíveis) e constituem o terreno em que pode desenvolver-se uma fermentação (bacilos). A fermentação começa no baixo-ventre, onde está depositada a maior parte das substâncias estranhas, mas continua subindo rapidamente pelo corpo. O estado morboso se transforma, produzem-se dores e, em seguida, febre. 

Não existe mais do que uma única causa da doença, não há mais do que uma doença que se manifesta por diferentes sintomas. Rigorosamente falando, não podemos distinguir diferentes doenças, mas somente diferentes sintomas morbosos. Portanto, há uma unicidade das doenças, não existindo mais do que uma única doença (acúmulo de substâncias estranhas).
 
Referência:
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.

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quinta-feira, julho 30, 2015

 

Sobre a Vida e a Morte


O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Quando você nasceu, saindo do ventre de sua mãe, e antes de colocar qualquer alimento no seu estômago, o seu sangue já circulava por todo o seu corpo, vivificando-o. Portanto, teoricamente você pode viver sem se alimentar pela boca, mas apenas respirando, inserindo ar nos seus pulmões. Desde o seu nascimento, você não pode passar muitos minutos sem respirar, pois o seu sangue para de circular (cessa os batimentos cardíacos) e você morre. No entanto, sem alimento no estômago você pode viver muitos dias. O que é mais importante para nos mantermos vivos, o ar que inserimos nos pulmões, via respiração, ou o alimento que ingerimos pela boca e colocamos no estômago? A resposta é óbvia, não é mesmo? As coisas mais importantes para nos manter vivos aparecem de forma duplicada no nosso corpo: temos dois buracos para respirar (as duas narinas, que levam aos dois pulmões), mas apenas um buraco (uma boca, que leva a um estômago) para comer. Se você respira ar envenenado (poluído) [como nas câmaras de gás dos nazistas, na Segunda Guerra Mundial] ou come alimento envenenado (morto) [como a maioria dos nossos atuais alimentos industrializados], você irá encurtar a sua vida encarnada e irá morrer devido a alguma doença. Se você mora em uma grande cidade, com seu ar poluído, ou se você fuma, você estará, portanto, se suicidando. O ar que respiramos, os alimentos que comemos, o sexo que praticamos e as injeções (e vacinas) que tomamos, irão alterar (geralmente, poluir ou empobrecer) a composição do nosso sangue. Uma pessoa [Jesus] falou, acertadamente, que "A vida só vem da vida, e da morte só vem morte". Portanto, se você quer preservar a sua vida e recuperar a sua saúde, faça contato com coisas vivas e não faça contato com coisas mortas.

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terça-feira, agosto 13, 2013

 

A Pele


O corpo do ser humano necessita de energia para funcionar corretamente. Essa energia é internalizada através de vários mecanismos, como o sistema digestivo, respiração, pele, etc. Vejamos a função da pele na manutenção do funcionamento correto do corpo.

A pele é o maior órgão do corpo humano, responsável pelo nosso sentido físico do tato. A pele, assim como os pulmões, respira e executa as mesmas funções dos pulmões (troca gasosa e absorção de prana). Além disso, a pele absorve a radiação que vem do sol, e podemos dizer que é nesta parte do nosso corpo que a fotossíntese ocorre. A pele sintetiza algumas substâncias para o corpo, como, por exemplo, a vitamina D. A pele é também um detector de, entre outras, temperatura, umidade, consistência e radiação. No ato sexual, uma quantidade significativa de energia é transferida, através da pele, entre os corpos envolvidos.

Através desse órgão muitas substâncias líquidas e gasosas podem entrar (e sair) no corpo. Ao executar esta função, a pele age de forma semelhante ao do intestino. Graças à pele o corpo pode remover muitas substâncias supérfluas, o que também a caracteriza como um órgão de excreção. Gases, perspiração (suor), muco e sebo, que fazem o corpo cheirar de forma específica, são substâncias que contêm toxinas que estão sendo excretadas.

Do que foi dito acima podemos conjecturar que ao se colocar cosméticos (cremes, shampoos, batons, pós) sobre a pele faz com que essas substâncias sejam absorvidas pelo corpo. Elas então irão circular com o sangue e envenenar o corpo, dando ao sistema corporal responsável pela limpeza mais trabalho para executar. Isso pode predispor o corpo, após um certo número de anos, a ter várias formas de doenças. Portanto, antes de você colocar sobre seu corpo (sua pele) qualquer cosmético, pense sobre isso. Por exemplo, se um shampoo que você deseja usar puder ser bebido sem posteriormente você sofrer qualquer problema corporal, então muito provavelmente ele é adequado para lavar seus cabelos. Similarmente, é com um creme, se ele não é digerível adequadamente então ele também não é adequado para a sua pele.



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sexta-feira, julho 11, 2008

 

Pulmão, Pressão e Circulação


Nos tem sido ensinado que o coração é a bomba que faz o sangue circular por nosso corpo. A história não é bem assim, conforme pode ser notado pelo texto abaixo [1].


Temos comentado muitas vezes que a homeostase de nosso organismo possui reações encadeadas para preservar todos os órgãos e funções automaticamente. Em várias obras temos explicado que há um impressionante conjunto de fatos em nossa fisiologia que ainda necessitam de explicações que possam clarear as causas dos mesmos. Um caso que deixou Arthur Guyton impressionado, já há mais de 40 anos, é a questão da pressão do líquido intersticial: este líquido que banha todos os tecidos do corpo está com sua pressão regulada ABAIXO da pressão atmosférica exterior. Por sua vez, dentro das células, regulada pela membrana e sua “bomba sódio-potássio”, a pressão interna é até 20 mm de mercúrio ACIMA dos 760 mm da pressão atmosférica!


Em nossos estudos sobre ingestão de comidas temos feito notar que o tubo digestivo é um órgão externo, como a pele, completamente equilibrado com a pressão atmosférica externa. Logo, a “comida” tem a mesma possibilidade de ser pressionada para invadir o líquido inter-tissular tanto dentro do intestino quanto terá se esfregarmos no rosto, no braço, ou em qualquer trecho de nossa pele externa. E, também, para qualquer material existente no líquido geral do corpo entrar numa célula, isso só é possível acontecer SE a célula o “chupar”. Os rins são o órgão que saca líquido, ou não saca, para regular essa pressão geral do suco entre os tecidos. Porém, ao falar de respiração e circulação sanguínea, o fenômeno fisiológico é muito mais impressionante! Vejamos! Comecemos pela “circulação” que sempre temos chamado “sanguínea”, onde subentendemos tanto a distribuição de oxigênio quanto a de “alimentos”. Ainda temos um conjunto de vasos linfáticos, normalmente entendidos como “circulação” alimentar, porém, esse líquido leva leucócitos e possui “quartéis”, os gânglios, muito ativos no sistema imunológico e não leva hemácias, que só devem circular no que chamamos “sangue”, que é vermelho graças a essas células que contêm hemoglobina, isto é, os glóbulos que transportam o oxigênio.


Sem dúvida todos já sabem que o oxigênio não tem a tal função “alimentar” como alguns acreditavam. Porém, sua função é captar os hidrogênios livres, o radical mortal de nosso metabolismo, conclusão da quebra da glicose para extrair energia e carregar as nossas baterias ambulantes, as adenosinas trifosfatos (ATP), produzindo H2O (água!).


Você pensa que vivemos porque comemos? Não! Vivemos porque respiramos! Vamos entender esse mecanismo começando pela circulação cardiovascular que é o sistema de disponibilizar O2 (oxigênio) a todo o corpo, isto é, permitindo respirar a todos os órgãos. Quando comparamos o coração a uma bomba estamos mentindo. Ele é uma sofisticada válvula do encanamento sanguíneo.


E onde está a bomba? A Bomba é o Pulmão! Mas, como ele bombeia o sangue? Ele usa a pressão do ar. Acelera e atrasa seus movimentos de modo automático, conforme o corpo precisar. Mas, também podemos controlar esses movimentos de modo consciente, produzindo sua expansão e contração pelos músculos intercostais e diafragma. A Yoga Indiana ensina os segredos da respiração controlada há mais de 2.800 anos. Mas, como a Fisiologia conta essa mecânica?


Pensemos logo nas veias e artérias e na pressão com que elas operam: nos pés temos alta pressão, nas pernas, menos um pouco, no abdomen menos e no alto da cabeça bem pouco. Se não fosse assim, o sangue afluiria todo aos pés e faltaria O2 ao cérebro. E ao abaixar ou virar uma cambalhota, que desastre! Mas, não temos válvulas ou áreas “mosáico” estanques de pressão! Tudo se acerta de modo instantâneo inconsciente! Porém, isso não é o mais impressionante. A Fisiologia da respiração já mediu as pressões da “pequena” circulação, a pulmonar, para informar o que estamos contando: À medida que o sangue venoso sái do coração e vai caminhando para os alvéolos pulmonares, os vasos sanguíneos vão reduzindo sua pressão de tal modo que ao chegarem à emenda com os capilares de retorno estamos abaixo da pressão atmosférica! Nessa descompressão, água e gases como o CO2 escapam do sangue e passam às cavidades pulmonares. Por sua vez, a química da hemoglobina fica em contato com o ar pulmonar e a capacidade de O2 entrar e formar oxi-hemoglobina é facilitada pela pressão SUPERIOR do ar. E, a cada respiração, inflando o peito e aumentando um vácuo, que o ar vai preencher, trazemos mais sangue venoso. Ao expirar, apertando esse espaço, detém-se a chegada de sangue venoso e a válvula unidirecional do coração impede que esse sangue retorne! Só tem uma direção a seguir que é ocupar a outra cavidade do coração, onde a válvula, também unidirecional, está aberta! Deu para entender?


O Pulmão é a Bomba! E usa a pressão atmosférica como seu impulsionador!


Referência:

[1] Mário Sanchez, Diagnóstico pela Pulsologia Chinesa e Roteiro Completo das Terapias Ancestrais e Naturais [Apostila II], www.mariosanchez.com.br

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