Monday, June 25, 2018
A Ciência da Expressão do Rosto
Este é o título de um livro de Louis Kuhne. Há muitos anos, eu li uma antiga edição em português deste livro (algo muito raro), que já não possuo mais. Recentemente, comprei e li uma edição atual em espanhol desse livro [1], de onde transcrevo alguns trechos abaixo.
Quando a forma do corpo, ou sua cor, não são normais, ou o movimento dele é irregular, isso indica que ele está sobrecarregado de matérias estranhas. Pergunta relevante: Como chegam estas matérias, que não pertencem ao corpo - e por isso as chamamos de estranhas - ao interior do corpo? Estas substâncias somente podem ser introduzidas por onde o corpo recebe seus alimentos, a saber: pelo estômago, pelos pulmões e pela pele. Pela boca introduzimos matérias líquidas e sólidas no estômago, pelos pulmões e pela pele aspiramos o ar.
O leite materno é o único alimento natural para o recém-nascido, mas infelizmente não se pode dar a muitas dessas criaturas porque o corpo sobrecarregado da mãe não está em condições de o produzir. Uma substituição possível, não ideal, é o leite cru de vaca ou de cabras sãs. Há resultados muito negativos devido à ingestão de leite cozido.
Uma vez que o estômago e os intestinos estejam débeis e sobrecarregados, os alimentos naturais não podem ser bem processados e o que não se digere se converte em substâncias estranhas. Assim se explicam as contínuas enfermidades das crianças, que não tem outro objetivo do que desalojar do novo corpo uma grande quantidade de matérias estranhas.
Pelos pulmões e pela pele penetram também muitas vezes matérias estranhas no corpo, mas estas são, em sua quase totalidade, expelidas novamente, se a digestão é boa, devido à força vital que possua o corpo. Às vezes o corpo forma canais artificiais para expulsar todo o mal que contém em seu interior, manifestando-se, então, as feridas abertas, hemorroidas, fístulas, suor nos pés, etc. Estes canais se manifestam quando a pessoa está bastante sobrecarregada de substâncias estranhas. Quando estes canais são tampados repentinamente, as matérias estranhas que por eles corriam se assentam em alguma outra parte do corpo (podendo por em perigo o corpo).
Considero um atentado à saúde pública quando se ordena a introdução de matérias estranhas diretamente no sangue de uma pessoa (via injeções). A vacinação moderna é um erro tão grande como poucos que pode se encontrar na história. Se a humanidade quer evitar ela ser cada vez mais débil e enferma, é necessário que as vacinações acabem (o autismo se tornou uma epidemia infantil apenas depois que as vacinas em crianças se vulgarizaram!).
Existe uma substância que o corpo humano necessita e que parece totalmente sem utilidade, mas não há dúvida que ela ajuda a regular a digestão. Esta matéria é a areia. Todo alimento, em seu estado natural, contém sempre um pouco de areia, que nós eliminamos por meio de uma limpeza escrupulosa. É verdade que a higiene, até certo ponto, é muito boa, mas neste caso particular nos rouba uma matéria importante para o corpo. Os animais, sem distinção, comem areia, e quando esta falta, ocorre consequências bem marcantes. Veja, por exemplo, as galinhas, os canários e outras aves e pássaros, que por faltar-lhes a areia têm sua plumagem bem prejudicada. Nas minhas práticas, eu passei a usar a areia do mar, por ser mais fina e ser engolida com maior facilidade. Ela serve como um meio de desinfecção. Se ela for misturada com barro, os efeitos terapêuticos não aparecem com tanta clareza. A areia tem uma grande virtude e seguramente é um meio natural para conservar em boa ordem a digestão [se você não está digerindo os alimentos ingeridos, tome uma colherinha de chá de areia do mar ao final de cada refeição. Sua digestão normalizará em poucos dias, como aconteceu comigo].
A ciência médica, por meio da indústria, prepara alimentos simples na forma de extratos para oferecê-los ao corpo como algo moderno, a fim de evitar o trabalho de digestão aos que são débeis de estômago. Este é um grande erro. O corpo quer fabricar por si mesmo os elementos de que necessita para nutrir-se, pois é a única maneira que os assimila. Também o corpo deve gerar gases intestinais para regular o contínuo movimento das matérias alimentícias, dirigindo-as para baixo.
O ar puro e bom é para a vida e para a força vital tão necessário como o bom alimento. Durante a refeição aspiramos mais forte e, devido a isso, tomamos mais ar nos pulmões; portanto, o melhor seria comer ao ar livre, sempre que o tempo o permita, ou em locais claros, bem ventilados e onde penetre bem o sol.
Tem virado uma tradição se fazer as comidas cada vez mais tarde e, em muitos círculos sociais, jantam a uma hora em que já deviam estar há bastante tempo na cama. Esses alimentos, ingeridos tão tarde, não têm proveito algum e debilitam tanto o aparato digestivo que, pela manhã, falta a vontade de comer, por carecer da força necessária para a boa digestão. Nesta situação, o corpo não teve descanso suficiente durante a noite, pois os alimentos, ainda sem digerir, não dão descanso para ele. Deve-se começar a ir para a cama sem jantar, ou comendo muito pouco, e se verá que, no dia seguinte, se terá fome já pela manhã. Para a maioria dos trabalhos deve-se usar o período da manhã, ou seja, a parte ativa do dia, por ser ele mais adequado para isso do que a outra parte, ou seja, a parte da tarde, que corresponde ao período para o início do descanso. Um dos atos mais importantes da vida é o coito, o qual deveria executar-se sempre pela manhã, ou seja, na parte ativa do dia. A fecundação seria muito melhor e o fruto mais aprimorado.
Portanto, deve-se tentar adaptar-se o modo de viver, de maneira que os atos mais importantes e de maior esforço ocorram na parte da manhã, comendo a maior quantidade de alimentos mais cedo e, durante a tarde, trate-se de descansar e à noite, à primeira hora, se busque o leito. As enfermidades agudas se desenvolvem com mais ímpeto durante a parte passiva do tempo (do dia), pois o corpo, por estar mais cansado, opõe menos resistência a elas. Quem ainda não percebeu que a febre geralmente é muito mais intensa ao anoitecer? Isso acontece por encontrar-se então mais débeis as funções do corpo.
O ano também se divide em parte ativa (primavera e verão) e parte passiva (outono e inverno). Na parte passiva do ano é quando aparecem com mais força as enfermidades chamadas epidêmicas, pois a febre encontra então menos resistência no corpo, algo semelhante ao que sucede na parte passiva do dia. Assim como os animais, a humanidade deveria tomar menor quantidade de alimentos durante o inverno, o tempo tradicional da abstinência. A medicina escolástica, no entanto, nos ensina sempre que os frios fortes pedem mais alimentos, um erro que pode trazer consequências fatais. Nas regiões tropicais, onde o sol muda pouco durante o ano, parece que é a Lua que impõe sua influência, sendo a parte ativa durante o crescimento dela e a passiva durante a fase minguante. Pelo exposto, nos trópicos, a influência da lua é igual a que exerce o sol nas zonas temperadas.
Em seguida, o livro [1] apresenta algumas passagens do outro livro [2] do Kuhne.
As regras normais das mulheres duram dois ou três dias, quatro no máximo; o que passar disso é anormal. Quanto mais fria é a água dos banhos de assento com fricção, mais eficientes eles são. O refrigério impede ou faz retroceder toda fermentação do organismo. Só pelas partes genitais do ser humano se pode influir em todo o sistema nervoso do organismo. Para desenvolver-se uma enfermidade no corpo se requer a introdução ou a produção de substâncias estranhas. Estas só penetram no corpo por causa de uma digestão insuficiente, ajudada por uma atividade defeituosa dos pulmões; e também por uma nutrição irracional ou absurda, ajudada por um ar corrompido.
Enquanto a pele funcionar de maneira normal, as substâncias estranhas se eliminam pelos poros na forma de suor; não há sobrecarga de substâncias estranhas no corpo e não existe enfermidade crônica. Daqui provém o calor e a umidade da pele nas pessoas saudáveis. Assim que não se pode eliminar as substâncias estranhas por meio do suor, começa naturalmente a sobrecarga do corpo, primeiro abaixo da pele e logo nas extremidades: daí surge o frio nas mãos e pés. Em seguida, se condensam as substâncias estranhas gasosas e, então, observamos as alterações nas formas do corpo.
As enfermidades são causadas por um aumento da temperatura interna (inflamação) e não pode desaparecer senão quando se produzem condições opostas, isto é, uma frescura contínua e uma diminuição da temperatura interior do corpo. Por nenhum meio se obtém isso melhor do que pelo banho de assento com fricção (semicúpio). Todo corpo vivente tem a tendência de expulsar as substâncias estranhas por meio de seus órgãos excretores naturais. A força vital é idêntica ao que se chama poder digestivo, do qual extrae o corpo sua força. Nosso corpo necessita de uma força que o alimente continuamente. De onde o corpo toma esta força? Em que consiste esta força que chamamos vital? O corpo a toma do alimento. Mas o alimento não se compõe unicamente de comida e bebida, como se crê, mas também do ar que respiramos.
O ar aspirado pelo corpo se divide imediatamente nos pulmões, separando-se em suas partes componentes, oxigênio e nitrogênio. Toma o oxigênio como alimento e expele o nitrogênio. Quanto mais puro e natural for o ar, mais força vital extrai dele o corpo. Com isso realiza o corpo um ato parecido ao comer e beber. Por meio da digestão o corpo transforma completamente as substâncias que se lhe dão como alimento, retirando delas as partes que pode utilizar. Tomemos, como exemplo, uma maçã, que tem uma determinada forma. Se cozinharmos a maçã, sua forma e sua natureza interna se transformam em outra substância, mudando sua força primitiva. A compota obtida de tal modo produz também certa força nutritiva, mas menor que a força da maçã crua. O mesmo acontece os outros alimentos do homem. Em sua forma mais natural eles dão ao homem maior força vital, e quanto mais se transformam os produtos pelo cozimento, menor é a força vital que deles pode obter o corpo.
O banho de assento com fricção melhora a digestão mais debilitada, sempre que seja susceptível de melhoria, no mais curto prazo e do modo mais natural. Toda a vida depende da ação respectiva do sol, do ar e da água. Nos trópicos, a ação do sol é mais intensa, e maior e mais variado é o desenvolvimento da vida; a vegetação e o mundo dos animais diminuem à medida que se afasta do equador (O homem é um animal feito para morar na região tropical deste planeta).
O leite materno é o único alimento natural para o recém-nascido, mas infelizmente não se pode dar a muitas dessas criaturas porque o corpo sobrecarregado da mãe não está em condições de o produzir. Uma substituição possível, não ideal, é o leite cru de vaca ou de cabras sãs. Há resultados muito negativos devido à ingestão de leite cozido.
Uma vez que o estômago e os intestinos estejam débeis e sobrecarregados, os alimentos naturais não podem ser bem processados e o que não se digere se converte em substâncias estranhas. Assim se explicam as contínuas enfermidades das crianças, que não tem outro objetivo do que desalojar do novo corpo uma grande quantidade de matérias estranhas.
Pelos pulmões e pela pele penetram também muitas vezes matérias estranhas no corpo, mas estas são, em sua quase totalidade, expelidas novamente, se a digestão é boa, devido à força vital que possua o corpo. Às vezes o corpo forma canais artificiais para expulsar todo o mal que contém em seu interior, manifestando-se, então, as feridas abertas, hemorroidas, fístulas, suor nos pés, etc. Estes canais se manifestam quando a pessoa está bastante sobrecarregada de substâncias estranhas. Quando estes canais são tampados repentinamente, as matérias estranhas que por eles corriam se assentam em alguma outra parte do corpo (podendo por em perigo o corpo).
Considero um atentado à saúde pública quando se ordena a introdução de matérias estranhas diretamente no sangue de uma pessoa (via injeções). A vacinação moderna é um erro tão grande como poucos que pode se encontrar na história. Se a humanidade quer evitar ela ser cada vez mais débil e enferma, é necessário que as vacinações acabem (o autismo se tornou uma epidemia infantil apenas depois que as vacinas em crianças se vulgarizaram!).
Existe uma substância que o corpo humano necessita e que parece totalmente sem utilidade, mas não há dúvida que ela ajuda a regular a digestão. Esta matéria é a areia. Todo alimento, em seu estado natural, contém sempre um pouco de areia, que nós eliminamos por meio de uma limpeza escrupulosa. É verdade que a higiene, até certo ponto, é muito boa, mas neste caso particular nos rouba uma matéria importante para o corpo. Os animais, sem distinção, comem areia, e quando esta falta, ocorre consequências bem marcantes. Veja, por exemplo, as galinhas, os canários e outras aves e pássaros, que por faltar-lhes a areia têm sua plumagem bem prejudicada. Nas minhas práticas, eu passei a usar a areia do mar, por ser mais fina e ser engolida com maior facilidade. Ela serve como um meio de desinfecção. Se ela for misturada com barro, os efeitos terapêuticos não aparecem com tanta clareza. A areia tem uma grande virtude e seguramente é um meio natural para conservar em boa ordem a digestão [se você não está digerindo os alimentos ingeridos, tome uma colherinha de chá de areia do mar ao final de cada refeição. Sua digestão normalizará em poucos dias, como aconteceu comigo].
A ciência médica, por meio da indústria, prepara alimentos simples na forma de extratos para oferecê-los ao corpo como algo moderno, a fim de evitar o trabalho de digestão aos que são débeis de estômago. Este é um grande erro. O corpo quer fabricar por si mesmo os elementos de que necessita para nutrir-se, pois é a única maneira que os assimila. Também o corpo deve gerar gases intestinais para regular o contínuo movimento das matérias alimentícias, dirigindo-as para baixo.
O ar puro e bom é para a vida e para a força vital tão necessário como o bom alimento. Durante a refeição aspiramos mais forte e, devido a isso, tomamos mais ar nos pulmões; portanto, o melhor seria comer ao ar livre, sempre que o tempo o permita, ou em locais claros, bem ventilados e onde penetre bem o sol.
Tem virado uma tradição se fazer as comidas cada vez mais tarde e, em muitos círculos sociais, jantam a uma hora em que já deviam estar há bastante tempo na cama. Esses alimentos, ingeridos tão tarde, não têm proveito algum e debilitam tanto o aparato digestivo que, pela manhã, falta a vontade de comer, por carecer da força necessária para a boa digestão. Nesta situação, o corpo não teve descanso suficiente durante a noite, pois os alimentos, ainda sem digerir, não dão descanso para ele. Deve-se começar a ir para a cama sem jantar, ou comendo muito pouco, e se verá que, no dia seguinte, se terá fome já pela manhã. Para a maioria dos trabalhos deve-se usar o período da manhã, ou seja, a parte ativa do dia, por ser ele mais adequado para isso do que a outra parte, ou seja, a parte da tarde, que corresponde ao período para o início do descanso. Um dos atos mais importantes da vida é o coito, o qual deveria executar-se sempre pela manhã, ou seja, na parte ativa do dia. A fecundação seria muito melhor e o fruto mais aprimorado.
Portanto, deve-se tentar adaptar-se o modo de viver, de maneira que os atos mais importantes e de maior esforço ocorram na parte da manhã, comendo a maior quantidade de alimentos mais cedo e, durante a tarde, trate-se de descansar e à noite, à primeira hora, se busque o leito. As enfermidades agudas se desenvolvem com mais ímpeto durante a parte passiva do tempo (do dia), pois o corpo, por estar mais cansado, opõe menos resistência a elas. Quem ainda não percebeu que a febre geralmente é muito mais intensa ao anoitecer? Isso acontece por encontrar-se então mais débeis as funções do corpo.
O ano também se divide em parte ativa (primavera e verão) e parte passiva (outono e inverno). Na parte passiva do ano é quando aparecem com mais força as enfermidades chamadas epidêmicas, pois a febre encontra então menos resistência no corpo, algo semelhante ao que sucede na parte passiva do dia. Assim como os animais, a humanidade deveria tomar menor quantidade de alimentos durante o inverno, o tempo tradicional da abstinência. A medicina escolástica, no entanto, nos ensina sempre que os frios fortes pedem mais alimentos, um erro que pode trazer consequências fatais. Nas regiões tropicais, onde o sol muda pouco durante o ano, parece que é a Lua que impõe sua influência, sendo a parte ativa durante o crescimento dela e a passiva durante a fase minguante. Pelo exposto, nos trópicos, a influência da lua é igual a que exerce o sol nas zonas temperadas.
Em seguida, o livro [1] apresenta algumas passagens do outro livro [2] do Kuhne.
As regras normais das mulheres duram dois ou três dias, quatro no máximo; o que passar disso é anormal. Quanto mais fria é a água dos banhos de assento com fricção, mais eficientes eles são. O refrigério impede ou faz retroceder toda fermentação do organismo. Só pelas partes genitais do ser humano se pode influir em todo o sistema nervoso do organismo. Para desenvolver-se uma enfermidade no corpo se requer a introdução ou a produção de substâncias estranhas. Estas só penetram no corpo por causa de uma digestão insuficiente, ajudada por uma atividade defeituosa dos pulmões; e também por uma nutrição irracional ou absurda, ajudada por um ar corrompido.
Enquanto a pele funcionar de maneira normal, as substâncias estranhas se eliminam pelos poros na forma de suor; não há sobrecarga de substâncias estranhas no corpo e não existe enfermidade crônica. Daqui provém o calor e a umidade da pele nas pessoas saudáveis. Assim que não se pode eliminar as substâncias estranhas por meio do suor, começa naturalmente a sobrecarga do corpo, primeiro abaixo da pele e logo nas extremidades: daí surge o frio nas mãos e pés. Em seguida, se condensam as substâncias estranhas gasosas e, então, observamos as alterações nas formas do corpo.
As enfermidades são causadas por um aumento da temperatura interna (inflamação) e não pode desaparecer senão quando se produzem condições opostas, isto é, uma frescura contínua e uma diminuição da temperatura interior do corpo. Por nenhum meio se obtém isso melhor do que pelo banho de assento com fricção (semicúpio). Todo corpo vivente tem a tendência de expulsar as substâncias estranhas por meio de seus órgãos excretores naturais. A força vital é idêntica ao que se chama poder digestivo, do qual extrae o corpo sua força. Nosso corpo necessita de uma força que o alimente continuamente. De onde o corpo toma esta força? Em que consiste esta força que chamamos vital? O corpo a toma do alimento. Mas o alimento não se compõe unicamente de comida e bebida, como se crê, mas também do ar que respiramos.
O ar aspirado pelo corpo se divide imediatamente nos pulmões, separando-se em suas partes componentes, oxigênio e nitrogênio. Toma o oxigênio como alimento e expele o nitrogênio. Quanto mais puro e natural for o ar, mais força vital extrai dele o corpo. Com isso realiza o corpo um ato parecido ao comer e beber. Por meio da digestão o corpo transforma completamente as substâncias que se lhe dão como alimento, retirando delas as partes que pode utilizar. Tomemos, como exemplo, uma maçã, que tem uma determinada forma. Se cozinharmos a maçã, sua forma e sua natureza interna se transformam em outra substância, mudando sua força primitiva. A compota obtida de tal modo produz também certa força nutritiva, mas menor que a força da maçã crua. O mesmo acontece os outros alimentos do homem. Em sua forma mais natural eles dão ao homem maior força vital, e quanto mais se transformam os produtos pelo cozimento, menor é a força vital que deles pode obter o corpo.
O banho de assento com fricção melhora a digestão mais debilitada, sempre que seja susceptível de melhoria, no mais curto prazo e do modo mais natural. Toda a vida depende da ação respectiva do sol, do ar e da água. Nos trópicos, a ação do sol é mais intensa, e maior e mais variado é o desenvolvimento da vida; a vegetação e o mundo dos animais diminuem à medida que se afasta do equador (O homem é um animal feito para morar na região tropical deste planeta).
Referências:
[1] Louis Kuhne, Diagnóstico por la Ciencia de la Expresión del Rostro, Editorial ELA, Madrid - Espanha, 2018. ISBN: 978-84-9950-157-4.
[2] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
[2] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
Labels: alimentos, ar, areia, banho de assento com fricção, coito, estômago, força vital, Louis Kuhne, pele, poder digestivo, pulmão, substâncias estranhas, vacina
Monday, April 16, 2007
Areia e Saúde
Fonte: Luiz Kuhne, Manual da Ciência da Expressão do Rosto, A Editora, Lisboa, 1908.
Preciso aqui mencionar uma substância que me parece ser absolutamente necessária ao nosso organismo, substância que muitos poderão julgar totalmente inútil, e que, no entanto, sem dúvida alguma, contribui poderosamente para a digestão - essa substância é a areia. Na sua condição natural, os alimentos vêm todos cobertos de uma certa quantidade de pó e areia, que lhes adere e que nós costumamos tirar com as lavagens.
Por muito benéfica e necessária que seja a lavagem, ela priva-nos de uma substância que é enormemente útil ao nosso organismo.
Os animais engolem instintivamente areia, e quando ela lhes falta, as conseqüências são deploráveis, conforme podemos observar em galinhas, patos e avestruzes. Para o homem também, uma certa quantidade de areia parece ser necessária.
Fiz uma série de experiências usando uma areia pura, isto é, a areia do mar - ainda que provavelmente a areia do leito de rios produziria o mesmo efeito. Mandei vir do mar do Norte uma areia que é tão fina, que pode ser engolida sem a menor dificuldade. Nas regiões arenosas, o ar é sempre muito puro, porque a areia opera como um poderoso desinfetante natural.
De modo que podemos efetuar a seguinte pergunta: não será a areia capaz de exercer uma idêntica ação salutar no interior do nosso organismo, absorvendo os gases e os germens mórbidos, drenando por assim dizer o pântano interno em que pululam os terríveis micróbios? Todos as experiências que fiz, para me assegurar dos efeitos higiênicos da areia, foram inteiramente favoráveis. Vou dar um expemplo.
Uma senhora sofria de constipação de ventre desde a infância; vários remédios não tinham dado resultado. Perto dos 50 anos, o seu estado agravou-se e ela viu-se de repente às portas da morte. Nenhum purgante fazia efeito, os intestinos não funcionavam durante semanas (uma vez durou 5 semanas).
Resolvi, então, lançar mão do seguinte sistema: duas ou três vezes por dia, mandei-a tomar uma pitada de areia do mar, depois das refeições. O resultado não se fez esperar: ao segundo dia ela começou a evacuar abundantemente. A princípio fezes duras e negras; pouco a pouco, as fezes tornaram-se absolutamente normais. A areia foi, como se vê, extremamente salutar, e daí pode-se concluir que esse produto natural é o melhor e mais capaz de manter a digestão perfeita ou de ajudar a repô-la no seu estado natural. Evidentemente, a medicina ortodoxa há de negar que a areia possa ter um valor qualquer, ou dirá que ela é quase insolúvel e vai depositar-se no organismo. A experiência acima, entre muitas outras, prova o contrário.
Meu comentário: Aos 7 anos eu tive uma doença na qual não digeria os alimentos ingeridos. Usando a orientação acima, passei a tomar uma colher de chá de areia do mar após cada refeição e salvei a minha vida em poucos dias.
O contato de nosso organismo com a terra é muito importante, tanto externamente como internamente (situação acima). É sempre bom lembrar que a pessoa que mais viveu no Brasil, desde o seu descobrimento por Pedro Álvares Cabral, foi a mineira Maria do Carmo Jerônimo que nunca usou calçados, sempre manteve o contato da sola de seus pés com a Mãe Terra.
Por muito benéfica e necessária que seja a lavagem, ela priva-nos de uma substância que é enormemente útil ao nosso organismo.
Os animais engolem instintivamente areia, e quando ela lhes falta, as conseqüências são deploráveis, conforme podemos observar em galinhas, patos e avestruzes. Para o homem também, uma certa quantidade de areia parece ser necessária.
Fiz uma série de experiências usando uma areia pura, isto é, a areia do mar - ainda que provavelmente a areia do leito de rios produziria o mesmo efeito. Mandei vir do mar do Norte uma areia que é tão fina, que pode ser engolida sem a menor dificuldade. Nas regiões arenosas, o ar é sempre muito puro, porque a areia opera como um poderoso desinfetante natural.
De modo que podemos efetuar a seguinte pergunta: não será a areia capaz de exercer uma idêntica ação salutar no interior do nosso organismo, absorvendo os gases e os germens mórbidos, drenando por assim dizer o pântano interno em que pululam os terríveis micróbios? Todos as experiências que fiz, para me assegurar dos efeitos higiênicos da areia, foram inteiramente favoráveis. Vou dar um expemplo.
Uma senhora sofria de constipação de ventre desde a infância; vários remédios não tinham dado resultado. Perto dos 50 anos, o seu estado agravou-se e ela viu-se de repente às portas da morte. Nenhum purgante fazia efeito, os intestinos não funcionavam durante semanas (uma vez durou 5 semanas).
Resolvi, então, lançar mão do seguinte sistema: duas ou três vezes por dia, mandei-a tomar uma pitada de areia do mar, depois das refeições. O resultado não se fez esperar: ao segundo dia ela começou a evacuar abundantemente. A princípio fezes duras e negras; pouco a pouco, as fezes tornaram-se absolutamente normais. A areia foi, como se vê, extremamente salutar, e daí pode-se concluir que esse produto natural é o melhor e mais capaz de manter a digestão perfeita ou de ajudar a repô-la no seu estado natural. Evidentemente, a medicina ortodoxa há de negar que a areia possa ter um valor qualquer, ou dirá que ela é quase insolúvel e vai depositar-se no organismo. A experiência acima, entre muitas outras, prova o contrário.
Meu comentário: Aos 7 anos eu tive uma doença na qual não digeria os alimentos ingeridos. Usando a orientação acima, passei a tomar uma colher de chá de areia do mar após cada refeição e salvei a minha vida em poucos dias.
O contato de nosso organismo com a terra é muito importante, tanto externamente como internamente (situação acima). É sempre bom lembrar que a pessoa que mais viveu no Brasil, desde o seu descobrimento por Pedro Álvares Cabral, foi a mineira Maria do Carmo Jerônimo que nunca usou calçados, sempre manteve o contato da sola de seus pés com a Mãe Terra.
Labels: areia, digestão, Kuhne, Maria do Carmo Jerônimo, saúde, terra
