sábado, fevereiro 03, 2018
A Cura pela Água - 3
Trechos deste livro [1] de Louis Kuhne (1835-1901)
A doença é a presença de substâncias estranhas no corpo. As substâncias estranhas se apresentam nele desde o nascimento ou nele se introduzem pela admissão de substâncias prejudiciais ao corpo. O corpo procura expulsá-las pelo intestino, pelos pulmões, pelos rins e pela pele; e, se não logra seu intento, deposita-as por toda parte. É assim que se alteram as formas do corpo, coisa que se nota melhor no lugar mais estreito: no pescoço e no rosto. O foco da fermentação das substâncias estranhas se acha no nosso baixo-ventre.
Febre é uma fermentação produzida em nosso corpo. A fermentação é oriunda de substâncias estranhas que se depositaram no corpo. A causa disso é uma digestão insuficiente, ou melhor, a introdução excessiva de alimento insuficiente. Chamo também de alimentação insuficiente o ar insalubre, misturando-se com gases deletérios. As substâncias em fermentação ocupam muito maior espaço do que antes de fermentarem. Esta fermentação não é outra coisa senão uma esfregadura (atrito) que produz necessariamente o calor. O estado produzido pela fermentação chamamos de febre. A febre pode ser cortada pelo seguinte processo: deve-se fazer tudo por abrir os poros da pele; é preciso fazer com que o corpo transpire: assim cessará imediatamente a febre. Mas, ao mesmo tempo, é preciso libertar o calor por um processo refrescantes (banhos frios). As substâncias estranhas são eliminadas pelos órgãos excretórios naturais, via urina e suor (e expiração), pelos intestinos e pela transpiração. Depois dos banhos frios, deve-se fazer com que a pessoa sue. Deve-se abrir as janelas de dia e de noite para que na casa haja sempre ar fresco. Durante o tratamento há necessidade de se guardar uma dieta adequada, pois os alimentos excitantes e muito temperados com sal e pimenta, de carne, etc. favorecem a quentura e impedem o seu desaparecimento.
A pele é um órgão de excreção importante; tem ela principalmente a missão de expulsar as substâncias mórbidas que se acumulam na superfície do corpo. O suor outra coisa não é senão a substância estranha que foi expulsa do interior pela fermentação. A pele deve funcionar constantemente para que o corpo não adoeça. Toda a pessoa com saúde tem a pele quente e úmida. A pele seca e fria denota um sintoma de doença. Durante todo o tempo em que não há defecações suficientes (condição de prisão de ventre), a natureza emprega a pele como principal órgão de excreção. Somente quando se torna impossível efetuar a transpiração de outra maneira é que se torna necessário recorrer aos processos artificiais, dando às crianças até banhos de vapor no corpo inteiro. Durante o tempo em que a criança estiver acamada a janela deve permanecer um pouco aberta tanto de dia como de noite a fim de manter constantemente um ar fresco. Por assim dizer, a cabeça é o ponto final do corpo. Postas em movimento, as massas em fermentação sempre encontram na cabeça um limite insuperável. As substâncias em fermentação tendem constantemente a subir e, se a cabeça opõe óbice a seu livre desenvolvimento, elas atuam especialmente sobre estes últimos obstáculos. Quando se trata de cerveja ou do vinho, todos sabem que a fermentação se desenvolve com maior dificuldade e com maior lentidão na temperatura baixa da adega. As substâncias estranhas que se encontram no corpo obedecem também a esta lei da natureza. Um aumento de calor favorece toda fermentação, ao passo que o frio a impede, detém e destrói por completo.
Aplicamos com êxito contra a varíola tão temida igual método curativo que o aplicado contra as demais doenças. Isto só é possível quando a doença tem causa igual às anteriores, isto é, a acumulação de substâncias estranhas no corpo, o que é o que realmente acontece. A vacina poucas garantias oferece contra a varíola. A vacinação introduz artificialmente e de modo direto substâncias estranhas no sangue. Quando carece o saber, facilmente se crê nos prodígios...
A tosse, seja ela como for, deve ser encarada como sinal de doença grave, porque o homem sadio não deve tossir nem cuspir. A tosse só se produz quando a pressão das substâncias estranhas se dirige para cima, por estar bloqueada a saída natural por baixo. Ou a pele funciona mal ou os rins e os intestinos não desempenham perfeitamente suas tarefas.
As crianças atacadas de coqueluche apresentam os sintomas tão conhecidos da fermentação; isto é, têm também febre. As massas querem sair pelo pescoço e cabeça, embora nestas partes o corpo não tenha órgãos excretórios. A primeira coisa que se deve fazer é deixar que o doente sue logo. Logo que o suor se manifesta, a tosse se acalma consideravelmente; e se a digestão melhora, a tosse desaparece por completo num espaço de tempo indeterminado. Todas as febres agudas não são mais do que um esforço curativo do corpo, que trata de expulsar as substâncias estranhas. Por conseguinte, deveríamos saudar com regozijo cada uma dessas febres agudas (crises curativas).
Banhos de sol diários realizam verdadeiros prodígios em combinação com os banhos de assento com fricção. O calor do corpo humano é o melhor suporífero e o melhor calmante. A frialdade nas extremidades e uma sensação de frio em todo o corpo torna a doença perigosa; com efeito, isso é prova de que as partes externas do corpo perderam grande parte de sua força vital e ativa pela enorme sobrecarga de substâncias estranhas e de que no interior predomina uma febre devoradora. Neste caso as partes externas do corpo e sobretudo os extremos mais finos dos vasos sanguíneos estão obstruídos pelas substâncias estranhas, de modo que o sangue não pode circular até as partes extremas da pele, o que produz uma sensação de frio.
Em todos os sintomas mórbidos ocorre uma das duas coisas: sobrecarga de calor ou aumento de frio. Ambos os sintomas são da febre e por isso devem ser combatidos de maneira idêntica. Todas estas diferentes formas de sintomas mórbidos são tendências curativas do corpo. As doenças sufocadas ou reduzidas a estado latente acarretam doenças sempre mais graves e difíceis de curar, porque a substância mórbida nunca permanece inativa no corpo; pelo contrário, é submetida a contínuas alterações e transformações engendrando assim, sem cessar, novas doenças.
Dado que o corpo trabalha muito interiormente (quando doente), é preciso cansá-lo o mínimo possível com a digestão. Portanto, o princípio fundamental consiste em dar ao doente pouco alimento, sem jamais obrigá-lo a comer e beber senão quando ele próprio pede. Uma doença aguda (como varíola, escarlatina, difteria, cólera, sarampo, sífilis, etc) não é mais do que um estado de fermentação no corpo, o qual se esforça por expulsar as substâncias estranhas. Essas substâncias estranhas mudam de forma, segundo a fermentação, apresentando-se como bacilos, bactérias, micróbios e demais micro-organismos tão temidos, que são todos produto da fermentação.
O ato de infecção não é mais do que uma vacina da substância mórbida em fermentação sobre outro corpo pelas vias naturais e numa diluição natural. A substância mórbida específica não pode produzir a fermentação se não encontra no outro corpo uma quantidade suficiente de substâncias estranhas em estado latente. Consequentemente, o perigo de infecção por uma doença aguda só ameaça quem já está suficientemente sobrecarregado de substâncias estranhas, ou seja, aqueles que têm em si próprios predisposição à doença.
Como todos os remédios alopáticos, o veneno inoculado em doses alopáticas atua de maneira paralisadora da força vital do corpo; isto é, tira deste a força de que precisa para expulsar as substâncias estranhas numa doença aguda (crise curativa, febre) e até aumenta a quantidade de substâncias, produzindo um estado morboso crônico ainda mais perigoso. Verifica-se um aumento cada vez maior de todas as enfermidades crônicas (câncer, etc) desde que se passou a aplicar as vacinas. Todos os remédios alopáticos paralisam todos os esforços curativos do corpo e logram unicamente a paralisação do fermento, mas não a expulsão das substâncias estranhas. Daqui é que se originam estas doenças, em outros tempos tão raras, como o câncer, a neurose em alto grau, a loucura, a sífilis, etc. No começo, todo novo medicamento paralisa a força vital, mas o corpo se debilita de tal modo a ponto de só raciocinar com o remédio, até que por fim não pode ser impedida a fermentação das substâncias estranhas e destrói-se a vida.
Se a temperatura (externa, por exemplo) excita igualmente a força vital do corpo, o corpo se esforçará também com intenção curativa do mesmo gênero (febre) para desfazer-se das substâncias estranhas. Quando existe sobrecarga bastante uniforme em certo número de indivíduos, a mesma causa produzirá o mesmo efeito simultaneamente em muitos (já) doentes; e é assim que se geram as epidemias.
O ar puro deve constituir a primeira condição da moradia de um doente. Todos os perfumes ("bom ar") e desinfetantes aplicados no interior da moradia não expulsam as substâncias estranhas presentes; pelo contrário: simplesmente contribuem para que o ar seja ainda pior e mais impuro. Além disso, estes desinfetantes exercem simultaneamente uma ação paralisadora sobre o guardião de nossa saúde, o "nariz", tornando-o insensível às mais nauseabundas emanações dos doentes: agem, pois, exatamente como os medicamentos supracitados, não para fazerem bem, mas para provocar uma piora.
O corpo recebe, do meus banhos frios, um aumento da força vital que o torna capaz de expulsar, em seguida, o veneno das doenças. Sem substâncias estranhas, nada de doenças, nada de infecção! Quem sabe manter seu corpo limpo interiormente e não somente no exterior, está a salvo de toda infecção. Portanto, a limpeza é a mãe da saúde. Com isso se vê claramente que não há nada de mais insensato do que as medidas de segurança que a medicina escolástica toma contra as doenças contagiosas.
Febre é uma fermentação produzida em nosso corpo. A fermentação é oriunda de substâncias estranhas que se depositaram no corpo. A causa disso é uma digestão insuficiente, ou melhor, a introdução excessiva de alimento insuficiente. Chamo também de alimentação insuficiente o ar insalubre, misturando-se com gases deletérios. As substâncias em fermentação ocupam muito maior espaço do que antes de fermentarem. Esta fermentação não é outra coisa senão uma esfregadura (atrito) que produz necessariamente o calor. O estado produzido pela fermentação chamamos de febre. A febre pode ser cortada pelo seguinte processo: deve-se fazer tudo por abrir os poros da pele; é preciso fazer com que o corpo transpire: assim cessará imediatamente a febre. Mas, ao mesmo tempo, é preciso libertar o calor por um processo refrescantes (banhos frios). As substâncias estranhas são eliminadas pelos órgãos excretórios naturais, via urina e suor (e expiração), pelos intestinos e pela transpiração. Depois dos banhos frios, deve-se fazer com que a pessoa sue. Deve-se abrir as janelas de dia e de noite para que na casa haja sempre ar fresco. Durante o tratamento há necessidade de se guardar uma dieta adequada, pois os alimentos excitantes e muito temperados com sal e pimenta, de carne, etc. favorecem a quentura e impedem o seu desaparecimento.
A pele é um órgão de excreção importante; tem ela principalmente a missão de expulsar as substâncias mórbidas que se acumulam na superfície do corpo. O suor outra coisa não é senão a substância estranha que foi expulsa do interior pela fermentação. A pele deve funcionar constantemente para que o corpo não adoeça. Toda a pessoa com saúde tem a pele quente e úmida. A pele seca e fria denota um sintoma de doença. Durante todo o tempo em que não há defecações suficientes (condição de prisão de ventre), a natureza emprega a pele como principal órgão de excreção. Somente quando se torna impossível efetuar a transpiração de outra maneira é que se torna necessário recorrer aos processos artificiais, dando às crianças até banhos de vapor no corpo inteiro. Durante o tempo em que a criança estiver acamada a janela deve permanecer um pouco aberta tanto de dia como de noite a fim de manter constantemente um ar fresco. Por assim dizer, a cabeça é o ponto final do corpo. Postas em movimento, as massas em fermentação sempre encontram na cabeça um limite insuperável. As substâncias em fermentação tendem constantemente a subir e, se a cabeça opõe óbice a seu livre desenvolvimento, elas atuam especialmente sobre estes últimos obstáculos. Quando se trata de cerveja ou do vinho, todos sabem que a fermentação se desenvolve com maior dificuldade e com maior lentidão na temperatura baixa da adega. As substâncias estranhas que se encontram no corpo obedecem também a esta lei da natureza. Um aumento de calor favorece toda fermentação, ao passo que o frio a impede, detém e destrói por completo.
Aplicamos com êxito contra a varíola tão temida igual método curativo que o aplicado contra as demais doenças. Isto só é possível quando a doença tem causa igual às anteriores, isto é, a acumulação de substâncias estranhas no corpo, o que é o que realmente acontece. A vacina poucas garantias oferece contra a varíola. A vacinação introduz artificialmente e de modo direto substâncias estranhas no sangue. Quando carece o saber, facilmente se crê nos prodígios...
A tosse, seja ela como for, deve ser encarada como sinal de doença grave, porque o homem sadio não deve tossir nem cuspir. A tosse só se produz quando a pressão das substâncias estranhas se dirige para cima, por estar bloqueada a saída natural por baixo. Ou a pele funciona mal ou os rins e os intestinos não desempenham perfeitamente suas tarefas.
As crianças atacadas de coqueluche apresentam os sintomas tão conhecidos da fermentação; isto é, têm também febre. As massas querem sair pelo pescoço e cabeça, embora nestas partes o corpo não tenha órgãos excretórios. A primeira coisa que se deve fazer é deixar que o doente sue logo. Logo que o suor se manifesta, a tosse se acalma consideravelmente; e se a digestão melhora, a tosse desaparece por completo num espaço de tempo indeterminado. Todas as febres agudas não são mais do que um esforço curativo do corpo, que trata de expulsar as substâncias estranhas. Por conseguinte, deveríamos saudar com regozijo cada uma dessas febres agudas (crises curativas).
Banhos de sol diários realizam verdadeiros prodígios em combinação com os banhos de assento com fricção. O calor do corpo humano é o melhor suporífero e o melhor calmante. A frialdade nas extremidades e uma sensação de frio em todo o corpo torna a doença perigosa; com efeito, isso é prova de que as partes externas do corpo perderam grande parte de sua força vital e ativa pela enorme sobrecarga de substâncias estranhas e de que no interior predomina uma febre devoradora. Neste caso as partes externas do corpo e sobretudo os extremos mais finos dos vasos sanguíneos estão obstruídos pelas substâncias estranhas, de modo que o sangue não pode circular até as partes extremas da pele, o que produz uma sensação de frio.
Em todos os sintomas mórbidos ocorre uma das duas coisas: sobrecarga de calor ou aumento de frio. Ambos os sintomas são da febre e por isso devem ser combatidos de maneira idêntica. Todas estas diferentes formas de sintomas mórbidos são tendências curativas do corpo. As doenças sufocadas ou reduzidas a estado latente acarretam doenças sempre mais graves e difíceis de curar, porque a substância mórbida nunca permanece inativa no corpo; pelo contrário, é submetida a contínuas alterações e transformações engendrando assim, sem cessar, novas doenças.
Dado que o corpo trabalha muito interiormente (quando doente), é preciso cansá-lo o mínimo possível com a digestão. Portanto, o princípio fundamental consiste em dar ao doente pouco alimento, sem jamais obrigá-lo a comer e beber senão quando ele próprio pede. Uma doença aguda (como varíola, escarlatina, difteria, cólera, sarampo, sífilis, etc) não é mais do que um estado de fermentação no corpo, o qual se esforça por expulsar as substâncias estranhas. Essas substâncias estranhas mudam de forma, segundo a fermentação, apresentando-se como bacilos, bactérias, micróbios e demais micro-organismos tão temidos, que são todos produto da fermentação.
O ato de infecção não é mais do que uma vacina da substância mórbida em fermentação sobre outro corpo pelas vias naturais e numa diluição natural. A substância mórbida específica não pode produzir a fermentação se não encontra no outro corpo uma quantidade suficiente de substâncias estranhas em estado latente. Consequentemente, o perigo de infecção por uma doença aguda só ameaça quem já está suficientemente sobrecarregado de substâncias estranhas, ou seja, aqueles que têm em si próprios predisposição à doença.
Como todos os remédios alopáticos, o veneno inoculado em doses alopáticas atua de maneira paralisadora da força vital do corpo; isto é, tira deste a força de que precisa para expulsar as substâncias estranhas numa doença aguda (crise curativa, febre) e até aumenta a quantidade de substâncias, produzindo um estado morboso crônico ainda mais perigoso. Verifica-se um aumento cada vez maior de todas as enfermidades crônicas (câncer, etc) desde que se passou a aplicar as vacinas. Todos os remédios alopáticos paralisam todos os esforços curativos do corpo e logram unicamente a paralisação do fermento, mas não a expulsão das substâncias estranhas. Daqui é que se originam estas doenças, em outros tempos tão raras, como o câncer, a neurose em alto grau, a loucura, a sífilis, etc. No começo, todo novo medicamento paralisa a força vital, mas o corpo se debilita de tal modo a ponto de só raciocinar com o remédio, até que por fim não pode ser impedida a fermentação das substâncias estranhas e destrói-se a vida.
Se a temperatura (externa, por exemplo) excita igualmente a força vital do corpo, o corpo se esforçará também com intenção curativa do mesmo gênero (febre) para desfazer-se das substâncias estranhas. Quando existe sobrecarga bastante uniforme em certo número de indivíduos, a mesma causa produzirá o mesmo efeito simultaneamente em muitos (já) doentes; e é assim que se geram as epidemias.
O ar puro deve constituir a primeira condição da moradia de um doente. Todos os perfumes ("bom ar") e desinfetantes aplicados no interior da moradia não expulsam as substâncias estranhas presentes; pelo contrário: simplesmente contribuem para que o ar seja ainda pior e mais impuro. Além disso, estes desinfetantes exercem simultaneamente uma ação paralisadora sobre o guardião de nossa saúde, o "nariz", tornando-o insensível às mais nauseabundas emanações dos doentes: agem, pois, exatamente como os medicamentos supracitados, não para fazerem bem, mas para provocar uma piora.
O corpo recebe, do meus banhos frios, um aumento da força vital que o torna capaz de expulsar, em seguida, o veneno das doenças. Sem substâncias estranhas, nada de doenças, nada de infecção! Quem sabe manter seu corpo limpo interiormente e não somente no exterior, está a salvo de toda infecção. Portanto, a limpeza é a mãe da saúde. Com isso se vê claramente que não há nada de mais insensato do que as medidas de segurança que a medicina escolástica toma contra as doenças contagiosas.
Referência:
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
Marcadores: ar, banho de sol, cabeça, doença, epidemias, febre, Louis Kuhne, pele, substâncias estranhas, suor, tosse, vacina
segunda-feira, janeiro 29, 2018
A Cura pela Água - 2
Trechos deste livro [1] de Louis Kuhne (1835-1901)
Os depósitos de substâncias estranhas quase sempre começam numa parte do corpo e nela são sempre mais fortes do que na parte oposta; e esta é sempre o lado em que costumamos dormir, já que essas substâncias obedecem à lei da gravidade. São as substâncias estranhas que produzem a doença. As substâncias estranhas não deveriam encontrar-se no corpo, pelo menos em sua forma presente, porque as substâncias nutritivas não obedecem à ação da gravidade no corpo. O corpo tende a expulsar as referidas substâncias estranhas, seja por meio de úlceras ou chagas abertas ou por suores abundantes e erupções. A doença consiste na presença de matérias estranhas no corpo.
Existem dois caminhos diferentes pelos quais as substâncias estranhas (mórbidas) podem introduzir-se no corpo: via nariz até os pulmões e no estômago através da boca. Nesses dois caminhos existem guardas, mas os mesmos não são de todo insubornáveis, pois que às vezes eles deixam passar substâncias que não deveriam entrar no corpo. Os guardas do ar são o nariz e do estômago é a língua. O alimento dos pulmões não está tão desfigurado como aquele do estômago, já que mesmo hoje em dia preferimos, em geral, o ar puro (o que não ocorre com os alimentos inseridos pela boca).
É muito difícil determinar que quantidade de alimento um estômago doente pode suportar. Tomemos como exemplo uma maçã, que é um alimento completamente sadio para um doente. Às vezes apenas uma maçã faz bom proveito a um doente fraco, ao passo que duas maçãs pode ser-lhe prejudicial. O fato é que todo excesso é um veneno para o corpo. Nunca devemos esquecer que tudo o que entra no estômago tem que ser digerido (o que requer dispêndio de energia). Tudo o que é excessivo é também um veneno e converte-se em substância estranha ao corpo; por conseguinte, a maior temperança no comer e no beber são a base de uma saúde duradoura (não é só o peixe que morre pela boca...).
Chamo as substâncias de estranhas porque simplesmente não pertencem ao corpo. O corpo tenta libertar-se delas por vias destinadas para esse objetivo. As substâncias estranhas passam diretamente dos pulmões ao ar via expiração. O intestino expulsa para fora aquelas que se encontram no estômago e aquelas que passaram para o sangue são eliminadas por meio do suor, da urina e da expiração; isto é, pela pele, pelos rins e pelos pulmões.
O corpo está sempre disposto a reparar as consequências de nossas faltas. Se exigimos que nosso corpo execute um grande trabalho de eliminação, ele não poderá cumpri-lo totalmente e, então, ele se verá obrigado a alojar em si mesmo as substâncias estranhas inseridas nele. Longe de servir para o desenvolvimento do corpo, elas nada mais fazem senão prejudicá-lo, visto que dificultam a circulação do sangue e com isso a nutrição. As substâncias se depositam aos poucos em determinados lugares, sobretudo nas proximidades dos órgãos de excreção, em cuja direção rumam. Logo que isso se inicia, o depósito faz rápidos progressos, se não se modifica logo o modo de vida. Então se apresentam as primeiras alterações das formas. O corpo já está enfermo, mas a sua enfermidade ainda não causa dor, crônica ou latente. Desenvolve-se tão lentamente que o doente não se apercebe e somente depois de algum tempo sentem-se alterações desagradáveis. Não sente mais apetite, não pode mais trabalhar como antes, o espírito se perturba. Não obstante isto, tal estado é suportável por tanto tempo quanto funcionem os órgãos de excreção, conquanto os intestinos, os rins e os pulmões mantenham sua atividade e a pele transpire suficientemente. Mas, tão logo se enfraquecem tais funções, apresenta-se grande mal-estar no estado do corpo.
O depósito de substâncias estranhas começa nas proximidades dos órgãos de excreção, mas continua depois pelas partes mais distantes, principalmente em direção às partes superiores do corpo. É muito raro conseguir acompanhar o desenvolvimento da doença desde o início, já que, em sua maioria, as pessoas já nascem com uma carga de substâncias mórbidas e é esta a razão por que quase nenhuma criança deixa de passar pelas doenças chamadas da infância, as quais são um processo de purificação, visto que o corpo se esforça por libertar-se, desta forma, das substâncias estranhas que contém.
As substâncias que mormente se depositam no baixo-ventre invadem finalmente o corpo inteiro e impedem o desenvolvimento regular dos órgãos. Embora os órgãos se ajudem, em parte aumentando seu volume, com isso não podem desenvolver-se em toda a sua perfeição, visto que a substâncias estranhas sempre usurpam o lugar das substâncias nutritivas. Logo que se impeça a circulação adequada do sangue, a nutrição sofre completamente e os órgãos encolhem-se por causa das substâncias estranhas ali depositadas.
Em toda fermentação pululam pequenos organismos vegetais; as substâncias em fermentação passam por transformações notáveis e ganham muito em volume. Toda fermentação produz calor; quanto mais violenta, mais alta a elevação de temperatura. Os pequenos organismos da fermentação não podem desenvolver-se mais do que em um terreno adequado. Havendo substâncias estranhas no corpo, basta um impulso esterno adequado para colocá-las em fermentação. Uma dessas causas ocasionantes é a mudança brusca do tempo (donde provèm os resfriados). Tenho observado que a fermentação começa sempre no baixo-ventre. Frequentemente produz a diarréia e cessa com ela. Muitas vezes, principalmente quando há prisão de ventre, o corpo não consegue reagir e, então, a fermentação invade todas as partes em que se depositaram as substâncias estranhas. A fermentação busca a saída pelo alto; então percebemos em primeiro lugar os sintomas nas partes superiores, apresentando-se as dores de cabeça (enxaqueca). A fermentação produz calor, elevando a temperatura no interior. Este é o estado conhecido com o nome de febre. A febre é uma fermentação que se produz no corpo. A fermentação é uma decomposição, uma transformação, ou espécie de putrefação, na qual se desenvolvem pequenos organismos vegetais chamados bacilos. O ato da fermentação ou da decomposição altera a forma primitiva da massa inicial. Toda doença aguda é destinada à expulsão das substâncias estranhas.
As substâncias estranhas em fermentação tendem a dilatar-se e oprimem-se contra a pele que encerra o corpo. Essa pressão encontra a resistência da pele. Isso produz um friccionamento que desenvolve calor. Esse é o calor conhecido com febre. As substâncias em fermentação podem encontrar uma saída e desprenderem-se do corpo com o suor. Com este expediente, o interior do corpo fica mais descarregado; a pressão da pele e o calor diminuem imediatamente.
Antes da percepção do calor, durante dias, semanas ou meses inteiros pode-se observar uma sensação ao que parece totalmente oposta, isto é, de frio. No entanto, a explicação é muito simples. O frio se produz quando o depósito de substâncias estranhas é tão considerável que o sangue já não consegue chegar com facilidade até as extremidades (pés e mãos). Nesta situação, o sangue se comprime mais nas partes internas, onde se produz grande calor.
Este depósito dura algum tempo, até que as substâncias acumuladas se põem a fermentar por qualquer das causas mencionadas, isto é, em consequência de mudança de temperatura ambiente, de sacudidas externas ou forte emoção. Os vasos sanguíneos se obstruem parcialmente sobretudo em suas ramificações mais tênues, de modo que o sangue não pode circular até a camada exterior da pele. Daqui provém a frialdade nas extremidades e o frio no corpo inteiro.
O corpo recobra a saúde tão logo regride o ato da fermentação. Não se pode imaginar uma infecção misteriosa causada por bacilos sem que já existam substâncias estranhas ao corpo. Não se trata, pois, de matar os bacilos e, sim, de afastar as causas da fermentação, ou seja, as substâncias estranhas. Então estes pequenos monstros, que tanto terror têm incutido nos espíritos fracos, desaparecem espontaneamente.
Quanto menores os seres, mais difícil de destruí-los diretamente. É o que acontece principalmente com os bacilos. Para afastá-los é inútil querer destruí-los com medicamentos; colimaríamos melhor nosso objetivo, se procurássemos excluir a sua causa, isto é, expulsando do corpo as substâncias estranhas.
A natureza age em grande escala: da mesma forma age ela em pequena escala, porque suas leis são uniformes. Da mesma forma que os insetos, os mosquitos, os carnívoros e os animais que se alimentam de carniça só se encontram, vivem e subsistem nas regiões em que acham terreno conveniente e pereceriam se não dispusessem desse terreno propício, de igual modo é impossível a existência de febre sem o depósito de substâncias estranhas no corpo: o ato de fermentação, a que damos o nome de febre, só pode produzir-se quando no corpo existem substâncias estranhas.
Para curar a febre, deve-se tornar a pele permeável, deixando que o corpo transpire. Quando o suor aparece, as substâncias em fermentação encontram saída e diminui a grande tensão, da mesma forma que o calor da febre. O suor, no entanto, não elimina totalmente a causa da doença. Na maior parte do tempo a fermentação atinge apenas uma parte das substâncias depositadas no corpo.; as outras substâncias que ainda não entraram em movimento, e que aumentam com novos depósitos, constituem um foco permanente de febre que só precisa duma ocasião favorável para eclodir de novo. Deve-se, portanto, expulsar estas substâncias que ainda se encontram no corpo. Para esse fim introduzi os banhos derivativos (com água fria), de esfregadura do tronco e de assento, os quais serão descritos posteriormente. Estes banhos incitam o corpo a expulsar, de maneira natural, as substâncias mórbidas que se acham nele.
Em todos os doentes apresentam-se alterações das formas naturais do corpo. Estas alterações são produzidas por substâncias estranhas. A presença destas substâncias estranhas no corpo constitui a doença. Estas substâncias estranhas são substâncias que o corpo não pode empregar e que nele permanecem em consequência duma digestão insuficiente.
As substâncias estranhas são putrecíveis (decomponíveis) e constituem o terreno em que pode desenvolver-se uma fermentação (bacilos). A fermentação começa no baixo-ventre, onde está depositada a maior parte das substâncias estranhas, mas continua subindo rapidamente pelo corpo. O estado morboso se transforma, produzem-se dores e, em seguida, febre.
Não existe mais do que uma única causa da doença, não há mais do que uma doença que se manifesta por diferentes sintomas. Rigorosamente falando, não podemos distinguir diferentes doenças, mas somente diferentes sintomas morbosos. Portanto, há uma unicidade das doenças, não existindo mais do que uma única doença (acúmulo de substâncias estranhas).
É muito difícil determinar que quantidade de alimento um estômago doente pode suportar. Tomemos como exemplo uma maçã, que é um alimento completamente sadio para um doente. Às vezes apenas uma maçã faz bom proveito a um doente fraco, ao passo que duas maçãs pode ser-lhe prejudicial. O fato é que todo excesso é um veneno para o corpo. Nunca devemos esquecer que tudo o que entra no estômago tem que ser digerido (o que requer dispêndio de energia). Tudo o que é excessivo é também um veneno e converte-se em substância estranha ao corpo; por conseguinte, a maior temperança no comer e no beber são a base de uma saúde duradoura (não é só o peixe que morre pela boca...).
Chamo as substâncias de estranhas porque simplesmente não pertencem ao corpo. O corpo tenta libertar-se delas por vias destinadas para esse objetivo. As substâncias estranhas passam diretamente dos pulmões ao ar via expiração. O intestino expulsa para fora aquelas que se encontram no estômago e aquelas que passaram para o sangue são eliminadas por meio do suor, da urina e da expiração; isto é, pela pele, pelos rins e pelos pulmões.
O corpo está sempre disposto a reparar as consequências de nossas faltas. Se exigimos que nosso corpo execute um grande trabalho de eliminação, ele não poderá cumpri-lo totalmente e, então, ele se verá obrigado a alojar em si mesmo as substâncias estranhas inseridas nele. Longe de servir para o desenvolvimento do corpo, elas nada mais fazem senão prejudicá-lo, visto que dificultam a circulação do sangue e com isso a nutrição. As substâncias se depositam aos poucos em determinados lugares, sobretudo nas proximidades dos órgãos de excreção, em cuja direção rumam. Logo que isso se inicia, o depósito faz rápidos progressos, se não se modifica logo o modo de vida. Então se apresentam as primeiras alterações das formas. O corpo já está enfermo, mas a sua enfermidade ainda não causa dor, crônica ou latente. Desenvolve-se tão lentamente que o doente não se apercebe e somente depois de algum tempo sentem-se alterações desagradáveis. Não sente mais apetite, não pode mais trabalhar como antes, o espírito se perturba. Não obstante isto, tal estado é suportável por tanto tempo quanto funcionem os órgãos de excreção, conquanto os intestinos, os rins e os pulmões mantenham sua atividade e a pele transpire suficientemente. Mas, tão logo se enfraquecem tais funções, apresenta-se grande mal-estar no estado do corpo.
O depósito de substâncias estranhas começa nas proximidades dos órgãos de excreção, mas continua depois pelas partes mais distantes, principalmente em direção às partes superiores do corpo. É muito raro conseguir acompanhar o desenvolvimento da doença desde o início, já que, em sua maioria, as pessoas já nascem com uma carga de substâncias mórbidas e é esta a razão por que quase nenhuma criança deixa de passar pelas doenças chamadas da infância, as quais são um processo de purificação, visto que o corpo se esforça por libertar-se, desta forma, das substâncias estranhas que contém.
As substâncias que mormente se depositam no baixo-ventre invadem finalmente o corpo inteiro e impedem o desenvolvimento regular dos órgãos. Embora os órgãos se ajudem, em parte aumentando seu volume, com isso não podem desenvolver-se em toda a sua perfeição, visto que a substâncias estranhas sempre usurpam o lugar das substâncias nutritivas. Logo que se impeça a circulação adequada do sangue, a nutrição sofre completamente e os órgãos encolhem-se por causa das substâncias estranhas ali depositadas.
Em toda fermentação pululam pequenos organismos vegetais; as substâncias em fermentação passam por transformações notáveis e ganham muito em volume. Toda fermentação produz calor; quanto mais violenta, mais alta a elevação de temperatura. Os pequenos organismos da fermentação não podem desenvolver-se mais do que em um terreno adequado. Havendo substâncias estranhas no corpo, basta um impulso esterno adequado para colocá-las em fermentação. Uma dessas causas ocasionantes é a mudança brusca do tempo (donde provèm os resfriados). Tenho observado que a fermentação começa sempre no baixo-ventre. Frequentemente produz a diarréia e cessa com ela. Muitas vezes, principalmente quando há prisão de ventre, o corpo não consegue reagir e, então, a fermentação invade todas as partes em que se depositaram as substâncias estranhas. A fermentação busca a saída pelo alto; então percebemos em primeiro lugar os sintomas nas partes superiores, apresentando-se as dores de cabeça (enxaqueca). A fermentação produz calor, elevando a temperatura no interior. Este é o estado conhecido com o nome de febre. A febre é uma fermentação que se produz no corpo. A fermentação é uma decomposição, uma transformação, ou espécie de putrefação, na qual se desenvolvem pequenos organismos vegetais chamados bacilos. O ato da fermentação ou da decomposição altera a forma primitiva da massa inicial. Toda doença aguda é destinada à expulsão das substâncias estranhas.
As substâncias estranhas em fermentação tendem a dilatar-se e oprimem-se contra a pele que encerra o corpo. Essa pressão encontra a resistência da pele. Isso produz um friccionamento que desenvolve calor. Esse é o calor conhecido com febre. As substâncias em fermentação podem encontrar uma saída e desprenderem-se do corpo com o suor. Com este expediente, o interior do corpo fica mais descarregado; a pressão da pele e o calor diminuem imediatamente.
Antes da percepção do calor, durante dias, semanas ou meses inteiros pode-se observar uma sensação ao que parece totalmente oposta, isto é, de frio. No entanto, a explicação é muito simples. O frio se produz quando o depósito de substâncias estranhas é tão considerável que o sangue já não consegue chegar com facilidade até as extremidades (pés e mãos). Nesta situação, o sangue se comprime mais nas partes internas, onde se produz grande calor.
Este depósito dura algum tempo, até que as substâncias acumuladas se põem a fermentar por qualquer das causas mencionadas, isto é, em consequência de mudança de temperatura ambiente, de sacudidas externas ou forte emoção. Os vasos sanguíneos se obstruem parcialmente sobretudo em suas ramificações mais tênues, de modo que o sangue não pode circular até a camada exterior da pele. Daqui provém a frialdade nas extremidades e o frio no corpo inteiro.
O corpo recobra a saúde tão logo regride o ato da fermentação. Não se pode imaginar uma infecção misteriosa causada por bacilos sem que já existam substâncias estranhas ao corpo. Não se trata, pois, de matar os bacilos e, sim, de afastar as causas da fermentação, ou seja, as substâncias estranhas. Então estes pequenos monstros, que tanto terror têm incutido nos espíritos fracos, desaparecem espontaneamente.
Quanto menores os seres, mais difícil de destruí-los diretamente. É o que acontece principalmente com os bacilos. Para afastá-los é inútil querer destruí-los com medicamentos; colimaríamos melhor nosso objetivo, se procurássemos excluir a sua causa, isto é, expulsando do corpo as substâncias estranhas.
A natureza age em grande escala: da mesma forma age ela em pequena escala, porque suas leis são uniformes. Da mesma forma que os insetos, os mosquitos, os carnívoros e os animais que se alimentam de carniça só se encontram, vivem e subsistem nas regiões em que acham terreno conveniente e pereceriam se não dispusessem desse terreno propício, de igual modo é impossível a existência de febre sem o depósito de substâncias estranhas no corpo: o ato de fermentação, a que damos o nome de febre, só pode produzir-se quando no corpo existem substâncias estranhas.
Para curar a febre, deve-se tornar a pele permeável, deixando que o corpo transpire. Quando o suor aparece, as substâncias em fermentação encontram saída e diminui a grande tensão, da mesma forma que o calor da febre. O suor, no entanto, não elimina totalmente a causa da doença. Na maior parte do tempo a fermentação atinge apenas uma parte das substâncias depositadas no corpo.; as outras substâncias que ainda não entraram em movimento, e que aumentam com novos depósitos, constituem um foco permanente de febre que só precisa duma ocasião favorável para eclodir de novo. Deve-se, portanto, expulsar estas substâncias que ainda se encontram no corpo. Para esse fim introduzi os banhos derivativos (com água fria), de esfregadura do tronco e de assento, os quais serão descritos posteriormente. Estes banhos incitam o corpo a expulsar, de maneira natural, as substâncias mórbidas que se acham nele.
Em todos os doentes apresentam-se alterações das formas naturais do corpo. Estas alterações são produzidas por substâncias estranhas. A presença destas substâncias estranhas no corpo constitui a doença. Estas substâncias estranhas são substâncias que o corpo não pode empregar e que nele permanecem em consequência duma digestão insuficiente.
As substâncias estranhas são putrecíveis (decomponíveis) e constituem o terreno em que pode desenvolver-se uma fermentação (bacilos). A fermentação começa no baixo-ventre, onde está depositada a maior parte das substâncias estranhas, mas continua subindo rapidamente pelo corpo. O estado morboso se transforma, produzem-se dores e, em seguida, febre.
Não existe mais do que uma única causa da doença, não há mais do que uma doença que se manifesta por diferentes sintomas. Rigorosamente falando, não podemos distinguir diferentes doenças, mas somente diferentes sintomas morbosos. Portanto, há uma unicidade das doenças, não existindo mais do que uma única doença (acúmulo de substâncias estranhas).
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
Marcadores: bacilos, doença, doença aguda, estômago, febre, Louis Kuhne, pulmão, suor
sexta-feira, agosto 07, 2015
Pressão Alta do Sangue
A pressão sanguínea alta não é uma doença, mas um sintoma de uma infecção por parasitas, uma intoxicação química e/ou baixos níveis de energia [devido, por exemplo, a uma falta de dormir]. O sangue tenta suprir tanto oxigênio e nutrientes quanto for possível para mitigar a integridade celular deteriorada.
Da mesma forma, vômito, tosse e diarreia não são doenças em si mesmas, mas o mecanismo de defesa do próprio corpo para remover rapidamente os adversários, isto é, parasitas e produtos químicos fabricados pelo homem, de seu sistema corporal.
A febre é o aumento da temperatura do corpo quando o sistema imunológico gasta muita energia para produzir células sanguíneas brancas adicionais para combater a crescente população de parasitas.
Fonte: Edgar Capilitan Enero, Towards Healthcare Emancipation: Defeat Eugenics by Avoiding Big Pharma, 2nd. Edition, 2015.
Marcadores: diarreia, energia, febre, intoxicação, parasitagem, pressão alta, sangue, tosse, vômito
quarta-feira, abril 19, 2006
Soluço e Febre
As soluções caseiras possíveis para esses dois problemas [que tomei conhecimento]:
1 - Soluço: tomar suco de laranja;
1 - Soluço: tomar suco de laranja;
2 - Febre: para baixar a febre, esfregar todo o corpo com um tecido embebido em vinagre comum (diluir em água, se for aplicado em bebês); deixar um tecido embebido em vinagre sobre a testa. Em 10-15 minutos a febre vai baixar. Notar que a causa da febre não é afetada por esta medida, e deve ser investigada e eliminada. Lembrar, também, que a temperatura mais elevada, propiciada pela febre, ajuda no combate do problema real (que está gerando a febre).
Se essas medidas não funcionarem para você, pelo menos não causarão prejuízo ao seu corpo, como é usual ao se tomar remédios farmacêuticos na forma de pílulas/comprimidos (principalmente contra febres).
Abraço, Rui.
Se essas medidas não funcionarem para você, pelo menos não causarão prejuízo ao seu corpo, como é usual ao se tomar remédios farmacêuticos na forma de pílulas/comprimidos (principalmente contra febres).
Abraço, Rui.
Marcadores: febre, laranja, soluço, vinagre
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Usos do Vinagre
O vinagre é usado regularmente em culinária, geralmente para temperar saladas. No entanto, vimos que ele também pode ser usado externamente, para aliviar dores devido a picadas de insetos, formigas e queimaduras de águas vivas marinhas. Uma outra aplicação, também externa, é esfregar o vinagre por todo o corpo para diminuir febre elevada, sem a necessidade de usar remédios alopáticos. É bom sempre lembrar que o vinagre não CURA a causa da febre, que deve ser investigada posteriormente a essa aplicação. O artigo original (em inglês) segue abaixo.
Abraço, Rui.
Russian Folk Remedy for Fever
by Alla Bravy
Chet, I would like a share useful tip, a folk remedy we are
using (former Soviet Union) many-many years.
In case of fever, rub the skin of the body, hands, and feet
with table vinegar and put a wash cloth with vinegar on the
forehead. This gives relief in a matter of 10-15 minutes no
matter how high fever is.
It can be safely used on children. For baby you might want
to add some water to prevent skin irritation, although
there's no information this ever happened.
This won't cure the reason of fever, but you don't have to
take a Tylenol or anything else. Again, it's only for fever
reducing, not a cure.
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Marcadores: febre, picadas, vinagre
