Wednesday, October 17, 2018
No meu corpo, minhas regras
Labels: abortos, assassinato, autismo, doença, feto, médico, remédio, saúde, suicídio, vacina
Friday, August 10, 2018
Mentira sobre Alimentação: Comer ou Morrer
Labels: borboletas, C., comer, doença, hibernação, jejum, morrer, rãs, salmões, ursos
Friday, June 22, 2018
A Enganação Mortal - 2
Continuação com trechos da Referência [1], da postagem [2] deste blog.
HIPÓTESE (FALSA): A doença do HIV (assintomática) irá se tornar AIDS (sintomática) entre 2 e 30 anos (isto é chamado de período latente). Isto tem sido "corrigido" constantemente para cima, e um período latente de 45 anos foi recentemente proposto. Quando eles estenderem isso para 75 anos (expectativa da vida humana atual), então poderia ser dito que toda a população da Terra está morrendo de AIDS!
Comentário: Não existe qualquer prova desta afirmação. É pura especulação e teríamos que esperar 30 anos para descobrir isso. Nessa época os perpetrantes desta fraude já teriam ido embora. Na realidade, a taxa de conversão anual de 1,5% corresponde a um período latente de 67 anos. Isto não tem sentido até que exista uma evidência científica de que o vírus é a causa. Quem vai se preocupar com uma doença que pode te matar daqui a 67 anos?
HIPÓTESE (FALSA): O HIV é altamente contagioso!
Comentário: Esta afirmação é totalmente inconsistente com os fatos. Uma mentira inconcebível! As estatísticas provam o oposto.
HIPÓTESE (FALSA): O HIV não é neutralizado pelos anticorpos que ele produz.
Comentário: Não existe evidência factual para dar suporte a esta afirmação. Ela é pura fantasia. Ela é contradita absolutamente por evidência experimental. No laboratório (in vitro) e em seres humanos (in vivo), a presença de anticorpos torna praticamente impossível encontrar o vírus, e quando você consegue, ele está dormindo! Além disso, se o anticorpo é introduzido em uma cultura, o vírus não irá se reproduzir. Obviamente, o anticorpo é efetivo contra o vírus.
HIPÓTESE (FALSA): O HIV é citado como um vírus "lento" porque leva em média oito anos para a doença aparecer após o indivíduo tornar-se infectado. Na realidade, o período latente é agora afirmado ser tão longo quanto 40 ou mesmo 65 anos.
Comentário: Vírus "lento" não existe! É outra invenção hipotética projetada para explicar o que é obviamente um absurdo. Isso não tem base em fato, nenhum precedente na ciência, e é contraditório com 20 anos de descobertas de pesquisas. Novamente, uma outra "hipótese" aparece para poder explicar outra inconsistência. É sempre uma especulação no lugar de uma prova. É universalmente reconhecido que certos comportamentos de risco aumenta a probabilidade de certas doenças aparecer: fumar com doenças do pulmão, dieta com câncer, produtos químicos e radiação com câncer, e agora, drogas com AIDS!
HIPÓTESE (FALSA): A AIDS é transmitida sexualmente.
Comentário: Um absurdo! Esta é uma mentira intencional sem vergonha! Não existe absolutamente nenhuma evidência para dar suporte a essa afirmação. Estudos indicam que teria que haver de 500 a 1000 relações sexuais não protegidas para transmitir esse vírus. No entanto, lembre-se que ser HIV-positivo significa que você está imune a um vírus inocente, assim como a dezenas de outros vírus que os seres humanos carregam. Um estudo de 80 portadores de HIV e suas parceiras revelou que após centenas de relações sexuais, apenas 12 das parceiras tornaram-se HIV-positivas. Nenhuma delas desenvolveu AIDS. A incidência de AIDS correlaciona-se muito convincentemente (95%) com o uso de drogas, não com comportamento ou contato sexual. Um exame criterioso das estatísticas revela que os 10% da população gay que adquiriram AIDS, eram quase que exclusivamente usuários de drogas (>95%) onde se precisa incluir o AZT. O maior denominador comum na AIDS são as drogas.
AIDS não é contagiosa, ela não se espalha. AIDS não é epidêmica, ela é endêmica. A CDC (Centers for Disease Control, USA) encobre a grande correlação entre usuários de drogas intravenosas e AIDS. O objetivo é identificar a AIDS como uma doença venérea, ao invés de uma condição induzida pela droga. Deficiência de imunidade não é transferível de uma pessoa para outra. A pesquisa também mostrou que os indivíduos que morriam de AIDS eram na maioria homossexuais usuários de drogas. Homossexualidade, a propósito, nada tem a ver com isso!
A criação de uma síndrome e a descoberta de novos casos, na ausência de prova de causa e efeito, não constitui uma evidência científica da etiologia, contágio ou espalhamento. Tradicionalmente na medicina uma síndrome é: um conjunto de sintomas que ocorrem simultaneamente; a soma de sinais de qualquer estado mórbido; um complexo de sintomas. A palavra doença não aparece nesta definição e, portanto, a AIDS não deve ser referida como doença.
Referência:
[1] Robert E. Willner, DEADLY DECEPTION - The Proof That SEX And HIV Absolutely DO NOT CAUSE AIDS, Peltec Publishing Co., Inc., 1994.
[2] A Enganação Mortal - 1, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2018/04/a-enganacao-mortal.html
Labels: aids, anticorpo, AZT, doença, HIV, sexo, síndrome
Wednesday, June 13, 2018
O Fluido da Vida
Nós somos feitos daquilo que comemos e bebemos, portanto se qualquer órgão nosso se torna doente, isso geralmente significa que o que ingerimos bucalmente estava errado. Existe muito interesse investido em doenças e, conscientemente ou inconscientemente, os médicos apoiam isso. É uma observação muito comum que médicos produzem doenças, seu ganha-pão.
Em uma postagem anterior deste blog [3] vimos que a saúde de nosso corpo requer a ingestão de água e um sal integral (que contém praticamente todos os elementos químicos da natureza). A urina possui esses elementos e muitos outros componentes importantes para o nosso corpo (hormônios, ureia, etc), sendo, portanto, sua ingestão um fator promotor da nossa saúde. Matéria tóxica em quantidade apreciável não é expulsa do corpo através da urina (quase a totalidade das toxinas são encaminhadas ao intestino, via fígado). Mas, certamente, existe em toda urina uma dose homeopática infinitesimal do complexo tóxico particular presente em cada pessoa individual. Se essa dose infinitesimal é retornada ao corpo (bebendo sua própria urina), um anticorpo correspondente, de acordo com os princípios homeopáticos, será produzido (constitui, portanto, uma espécie de vacina natural) e irá, portanto, tender a curar a condição não saudável particular desse indivíduo.
O que não pode ser curado com as forças do próprio corpo, não pode ser curado por forças fora do próprio corpo. Nas inúmeras curas reportadas em [2], a grande maioria dos tratamentos consistiu em um jejum de vários dias ingerindo apenas a própria urina e água pura. A urina, ao ser reintroduzida no corpo, vai sendo filtrada; ela vai ficando cada vez mais pura ao longo de apenas um dia que se vive apenas com ela e água, se necessário. Este tratamento consegue um sucesso que um jejum apenas com água e sucos de frutas nunca pode atingir.
A maneira mais certa de convidar a malignidade a se instalar no corpo é a mutilação do seio feminino ou outras partes do corpo humano. Eis o caso de uma mulher de meia idade com um crescimento de boa proporção próximo da axila. Dois cirurgiões sugeriram a cirurgia, mas fizeram uma concessão à sugestão da filha desta mulher para que a paciente pudesse descansar e se alimentar muito levemente antes de enfrentar a cirurgia. A operação foi então arranjada para ocorrer no hospital após uma semana. No entanto, como a filha da paciente tinha tido muito benefício de um jejum com urina, ela convenceu a mãe a tentar esse tratamento nesse intervalo. Em cinco dias deste tratamento nenhum traço do crescimento maligno permaneceu. Dois dias após o dia que a paciente deveria se apresentar no hospital para a operação, o médico da família telefonou. Ele estava indignado por ter seu conselho e planejamento desrespeitado desta maneira "independente"; mas quando ele examinou minuciosamente a paciente ele verificou que a condição dela era totalmente normal, não existia nada mais a ser dito. Na época da escrita deste livro ela estava muitos anos mais velha e passava muito bem.
Notar que todas as cirurgias meramente trata dos efeitos e não remove a causa da doença do corpo. O uso excessivo do sal comum (que não é um alimento) é um estímulo para o câncer (cancro, em Portugal). Verificou-se que existem ao menos doze sais minerais importantes que estão presentes em tecidos e sangue saudáveis (daí a importância do uso do sal rosa do Himalaia). Se o câncer é um crescimento associado a fungo (como tem sido afirmado), então uma conclusão importante pode ser tirada do fato que os agricultores aguam os locais de cogumelos (um fungo) com água morna salgada (com sal comum) e certas soluções aquosas com o objetivo de obter uma colheita abundante. O cloreto de sódio (sal comum de mesa e cozinha) é uma substância necessária - e, portanto, inofensiva - para os tecidos do corpo nas quantidades mínimas que são encontradas em vegetais, saladas, etc., mas certamente é prejudicial quando inserido constantemente no corpo como um condimento. Todas as doenças, de anemia a câncer, se elas não são produzidas por alguma alteração estrutural ou uma causa profunda psicológica, têm suas origens na alimentação errada.
O efeito que uma pessoa tem ao beber a própria urina é romper as congestões presentes em todas as partes do corpo. No caso de uma paciente, após quatro dias de beber todas as gotas de urina que saiu dela, a urina tornou-se sem sabor, livre de odor e não ofensiva em qualquer sentido desta palavra. Além de bebê-la, a urina pode ser esfregada no corpo (as áreas mais importantes são a face, pés e o pescoço) com excelentes resultados sobre a pele, cabelo e a aparência em geral. Na realidade, a urina é o alimento da pele por excelência e também é um remédio para todo tipo de doenças da pele (ficamos nove meses em contato com o líquido amniótico no ventre materno, algo muito parecido com urina... e a pele do bebê recém-nascido é uma beleza, não?).
A prática de forçar pessoas doentes a comer "para manter a sua força" é responsável por milhares de mortes antecipadas. O alimento não pode ser assimilado por um corpo doente que já está cheio de material de obstrução. A única "comida" para pessoa doente é sua urina, que já circula pelo corpo. Se no tratamento não for usado o jejum de urina, o recomendável é comer apenas uma refeição leve por dia. A vacinação é uma das causas principais do aumento de duas doenças altamente perigosas, o câncer e as doenças do coração. O Dr. Benchetrit critica a prática de empregar preventivos prejudiciais (ou algo que se alega ser preventivo, como as vacinas) contra doenças infecciosas agudas. Os germes mais "mortais" são inofensivos em um corpo sadio. As vacinas, com o tempo, pode produzir aflições crônicas, tais como as doenças do coração.
Uma febre é na realidade um processo curativo da parte da Natureza para queimar certas toxinas no corpo. Portanto, cuidado ao usar anti-térmicos para baixar febres. Os homens deveriam urinar imediatamente após o coito, pois assim o risco de contrair doenças venéreas seria minimizado, já que a urina possui fortes propriedades antisépticas.
Eis um caso de problema na próstata em estágio inicial. Um cavalheiro idoso começou a ter dificuldade em esvaziar a sua urina. Ele foi aconselhado por um amigo a tentar tomar meio litro de sua própria urina pela manhã ao acordar; isto deveria ser combinado com um desjejum leve, ao invés da refeição completa costumeira. Resultado: em um mês, após iniciar este tratamento, ele estava livre desse problema.
Uma dama desenvolveu um caroço de cor azul de meia polegada de altura no braço, que ela temia que se tornasse maligno. Ela foi aconselhada por um conhecido a tratá-lo com compressas de urina, e em menos de três semanas o caroço caiu, deixando a pele saudável e limpa.
Forçar comida a um homem ou mulher doente com a desculpa de que a força precisa ser mantida, é o pico da loucura médica. Para um inválido cujos instintos e órgãos se rebelam contra tomar alimento, a comida age como um veneno.
A catarata pode ser tratada sem operação. Eu descobri que em muitos casos, um jejum de urina de 10 dias era suficiente para dissolver o filme que se forma sobre o olho. O jejum mais longo foi um de 28 dias. A catarata não é sempre uma condição isolada. O que precisamos lembrar é que o olho é uma parte do corpo, e portanto ao tratar o corpo como um todo visando outros sintomas, uma condição local pode ser curada sem ter qualquer atenção direta particular focada nela. Tive pacientes que responderam bem à condição de glaucoma após um jejum de urina de cerca de um mês de duração.
No resfriado comum, o procedimento recomendado é fazer jejum com apenas água fria e auto-urina. Nenhum medicamento deve ser tomado. Se este tratamento for seguido, o resfriado irá desaparecer em cerca de 12 horas ou menos. Um jejum apenas com água fria irá curar um resfriado entre 24 e 48 horas.
Quando os animais estão doentes, eles jejuam até que a fome volte. As partes mais importantes para esfregar a urina em nosso corpo são o pescoço, face, cabeça e pés. A causa principal de doença é a falta de substâncias que deveriam estar no corpo e a presença de substâncias que não deveriam estar no corpo. Nós somos feitos daquilo que comemos, portanto se qualquer órgão torna-se doente, isso geralmente significa que o alimento estava errado. Em outras palavras: A causa da doença é uma dieta mal equilibrada.
Algumas pessoas pensam que leite pasteurizado é leite do pasto. Não é nada disso, mas apenas leite fervido que não tem nutrientes. Se você dar esse leite para os bezerros eles morrem. Se você dar ele para ratos eles param de reproduzirem-se. Esse leite é uma forma de controle de nascimento (de natalidade).
O autor [2] advoga a bebida habitual da própria urina fresca. Ao levantar, um copo deve ser tomado e, novamente, um copo durante o dia. Ele próprio bebe toda urina que sai dele. Ele também sugere apenas uma refeição por dia, ou no máximo duas, que é suficiente para manter a saúde e a força. Uma pessoa pode subsistir durante um tempo extraordinariamente longo bebendo apenas sua própria urina.
Está a profissão médica trabalhando para o bem estar da nação, ou estão os cidadãos trabalhando para o benefício dos médicos? Quantos pacientes morreram enquanto os médicos estavam preocupados apenas com a etiqueta médica? O famoso Pasteur, que "fez mais do que qualquer outra pessoa para comercializar a medicina", não era um médico, mas meramente um químico (Moral: médicos não deveriam perseguir pessoas que ajudam a curar pessoas, apesar de não seguir procedimentos convencionais. Um líder chinês (Den C. Pin) disse certa ocasião: "Não interessa a cor do gato; o que importa é que o gato coma o rato"... o que interessa é se o procedimento cura ou não!). É correto que interesses investidos interfiram com o bem estar físico da população? (Quem está ganhando com as campanhas de vacinação?). A grande vantagem da urinoterapia é o fato que ela funciona, é gratuita e pode ser usada tanto por pessoas pobres como por pessoas ricas indistintamente. A urinoterapia é simples e não é específica para uma doença em particular, ela é específica para se ter saúde. Beber a urina autógena todo dia age como uma prevenção contra o fluxo impedido da urina. Isso também facilita a evacuação. E esse remédio valioso é totalmente gratuito (exatamente por causa disso ele não é divulgado, por não poder ser vendido).
Aos médicos é permitido fazer experimentos com os seus pacientes, tanto com drogas como com facas (cirurgias) e agulhas, e se os pacientes morrem, pior para os parentes, já que os médicos não correm qualquer risco, pois são creditados por terem feito o seu melhor com um caso perdido. Você quer correr esse risco?
A melhor medida preventiva contra todas as doenças (contagiosas ou não) é um corpo saudável (e não tomando apenas vacinas). O certo é "ensinar a pescar" (como ficar saudável e liberto) e, não, apenas "dar o peixe" (a vacina, a bolsa família, manter a escravização, etc.). Os homens que fomentam ou são diretamente responsáveis pelas guerras não são seres humanos saudáveis. Júlio César era um epilético, Napoleão morreu de câncer do estômago e Hitler era um neurostênico de um tipo muito pronunciado.
Referências:
[2] John W. Armstrong, The Water of Life - A treatise on urine therapy, The C.W. Daniel Co. Ltd., 2003. ISBN: 0-85032-052-6.
[3] Postagem deste blog de 04/06/2018: Água e Sal: A Essência da Vida, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2018/06/agua-e-sal-essencia-da-vida.html
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Saturday, February 03, 2018
A Cura pela Água - 3
Febre é uma fermentação produzida em nosso corpo. A fermentação é oriunda de substâncias estranhas que se depositaram no corpo. A causa disso é uma digestão insuficiente, ou melhor, a introdução excessiva de alimento insuficiente. Chamo também de alimentação insuficiente o ar insalubre, misturando-se com gases deletérios. As substâncias em fermentação ocupam muito maior espaço do que antes de fermentarem. Esta fermentação não é outra coisa senão uma esfregadura (atrito) que produz necessariamente o calor. O estado produzido pela fermentação chamamos de febre. A febre pode ser cortada pelo seguinte processo: deve-se fazer tudo por abrir os poros da pele; é preciso fazer com que o corpo transpire: assim cessará imediatamente a febre. Mas, ao mesmo tempo, é preciso libertar o calor por um processo refrescantes (banhos frios). As substâncias estranhas são eliminadas pelos órgãos excretórios naturais, via urina e suor (e expiração), pelos intestinos e pela transpiração. Depois dos banhos frios, deve-se fazer com que a pessoa sue. Deve-se abrir as janelas de dia e de noite para que na casa haja sempre ar fresco. Durante o tratamento há necessidade de se guardar uma dieta adequada, pois os alimentos excitantes e muito temperados com sal e pimenta, de carne, etc. favorecem a quentura e impedem o seu desaparecimento.
A pele é um órgão de excreção importante; tem ela principalmente a missão de expulsar as substâncias mórbidas que se acumulam na superfície do corpo. O suor outra coisa não é senão a substância estranha que foi expulsa do interior pela fermentação. A pele deve funcionar constantemente para que o corpo não adoeça. Toda a pessoa com saúde tem a pele quente e úmida. A pele seca e fria denota um sintoma de doença. Durante todo o tempo em que não há defecações suficientes (condição de prisão de ventre), a natureza emprega a pele como principal órgão de excreção. Somente quando se torna impossível efetuar a transpiração de outra maneira é que se torna necessário recorrer aos processos artificiais, dando às crianças até banhos de vapor no corpo inteiro. Durante o tempo em que a criança estiver acamada a janela deve permanecer um pouco aberta tanto de dia como de noite a fim de manter constantemente um ar fresco. Por assim dizer, a cabeça é o ponto final do corpo. Postas em movimento, as massas em fermentação sempre encontram na cabeça um limite insuperável. As substâncias em fermentação tendem constantemente a subir e, se a cabeça opõe óbice a seu livre desenvolvimento, elas atuam especialmente sobre estes últimos obstáculos. Quando se trata de cerveja ou do vinho, todos sabem que a fermentação se desenvolve com maior dificuldade e com maior lentidão na temperatura baixa da adega. As substâncias estranhas que se encontram no corpo obedecem também a esta lei da natureza. Um aumento de calor favorece toda fermentação, ao passo que o frio a impede, detém e destrói por completo.
Aplicamos com êxito contra a varíola tão temida igual método curativo que o aplicado contra as demais doenças. Isto só é possível quando a doença tem causa igual às anteriores, isto é, a acumulação de substâncias estranhas no corpo, o que é o que realmente acontece. A vacina poucas garantias oferece contra a varíola. A vacinação introduz artificialmente e de modo direto substâncias estranhas no sangue. Quando carece o saber, facilmente se crê nos prodígios...
A tosse, seja ela como for, deve ser encarada como sinal de doença grave, porque o homem sadio não deve tossir nem cuspir. A tosse só se produz quando a pressão das substâncias estranhas se dirige para cima, por estar bloqueada a saída natural por baixo. Ou a pele funciona mal ou os rins e os intestinos não desempenham perfeitamente suas tarefas.
As crianças atacadas de coqueluche apresentam os sintomas tão conhecidos da fermentação; isto é, têm também febre. As massas querem sair pelo pescoço e cabeça, embora nestas partes o corpo não tenha órgãos excretórios. A primeira coisa que se deve fazer é deixar que o doente sue logo. Logo que o suor se manifesta, a tosse se acalma consideravelmente; e se a digestão melhora, a tosse desaparece por completo num espaço de tempo indeterminado. Todas as febres agudas não são mais do que um esforço curativo do corpo, que trata de expulsar as substâncias estranhas. Por conseguinte, deveríamos saudar com regozijo cada uma dessas febres agudas (crises curativas).
Banhos de sol diários realizam verdadeiros prodígios em combinação com os banhos de assento com fricção. O calor do corpo humano é o melhor suporífero e o melhor calmante. A frialdade nas extremidades e uma sensação de frio em todo o corpo torna a doença perigosa; com efeito, isso é prova de que as partes externas do corpo perderam grande parte de sua força vital e ativa pela enorme sobrecarga de substâncias estranhas e de que no interior predomina uma febre devoradora. Neste caso as partes externas do corpo e sobretudo os extremos mais finos dos vasos sanguíneos estão obstruídos pelas substâncias estranhas, de modo que o sangue não pode circular até as partes extremas da pele, o que produz uma sensação de frio.
Em todos os sintomas mórbidos ocorre uma das duas coisas: sobrecarga de calor ou aumento de frio. Ambos os sintomas são da febre e por isso devem ser combatidos de maneira idêntica. Todas estas diferentes formas de sintomas mórbidos são tendências curativas do corpo. As doenças sufocadas ou reduzidas a estado latente acarretam doenças sempre mais graves e difíceis de curar, porque a substância mórbida nunca permanece inativa no corpo; pelo contrário, é submetida a contínuas alterações e transformações engendrando assim, sem cessar, novas doenças.
Dado que o corpo trabalha muito interiormente (quando doente), é preciso cansá-lo o mínimo possível com a digestão. Portanto, o princípio fundamental consiste em dar ao doente pouco alimento, sem jamais obrigá-lo a comer e beber senão quando ele próprio pede. Uma doença aguda (como varíola, escarlatina, difteria, cólera, sarampo, sífilis, etc) não é mais do que um estado de fermentação no corpo, o qual se esforça por expulsar as substâncias estranhas. Essas substâncias estranhas mudam de forma, segundo a fermentação, apresentando-se como bacilos, bactérias, micróbios e demais micro-organismos tão temidos, que são todos produto da fermentação.
O ato de infecção não é mais do que uma vacina da substância mórbida em fermentação sobre outro corpo pelas vias naturais e numa diluição natural. A substância mórbida específica não pode produzir a fermentação se não encontra no outro corpo uma quantidade suficiente de substâncias estranhas em estado latente. Consequentemente, o perigo de infecção por uma doença aguda só ameaça quem já está suficientemente sobrecarregado de substâncias estranhas, ou seja, aqueles que têm em si próprios predisposição à doença.
Como todos os remédios alopáticos, o veneno inoculado em doses alopáticas atua de maneira paralisadora da força vital do corpo; isto é, tira deste a força de que precisa para expulsar as substâncias estranhas numa doença aguda (crise curativa, febre) e até aumenta a quantidade de substâncias, produzindo um estado morboso crônico ainda mais perigoso. Verifica-se um aumento cada vez maior de todas as enfermidades crônicas (câncer, etc) desde que se passou a aplicar as vacinas. Todos os remédios alopáticos paralisam todos os esforços curativos do corpo e logram unicamente a paralisação do fermento, mas não a expulsão das substâncias estranhas. Daqui é que se originam estas doenças, em outros tempos tão raras, como o câncer, a neurose em alto grau, a loucura, a sífilis, etc. No começo, todo novo medicamento paralisa a força vital, mas o corpo se debilita de tal modo a ponto de só raciocinar com o remédio, até que por fim não pode ser impedida a fermentação das substâncias estranhas e destrói-se a vida.
Se a temperatura (externa, por exemplo) excita igualmente a força vital do corpo, o corpo se esforçará também com intenção curativa do mesmo gênero (febre) para desfazer-se das substâncias estranhas. Quando existe sobrecarga bastante uniforme em certo número de indivíduos, a mesma causa produzirá o mesmo efeito simultaneamente em muitos (já) doentes; e é assim que se geram as epidemias.
O ar puro deve constituir a primeira condição da moradia de um doente. Todos os perfumes ("bom ar") e desinfetantes aplicados no interior da moradia não expulsam as substâncias estranhas presentes; pelo contrário: simplesmente contribuem para que o ar seja ainda pior e mais impuro. Além disso, estes desinfetantes exercem simultaneamente uma ação paralisadora sobre o guardião de nossa saúde, o "nariz", tornando-o insensível às mais nauseabundas emanações dos doentes: agem, pois, exatamente como os medicamentos supracitados, não para fazerem bem, mas para provocar uma piora.
O corpo recebe, do meus banhos frios, um aumento da força vital que o torna capaz de expulsar, em seguida, o veneno das doenças. Sem substâncias estranhas, nada de doenças, nada de infecção! Quem sabe manter seu corpo limpo interiormente e não somente no exterior, está a salvo de toda infecção. Portanto, a limpeza é a mãe da saúde. Com isso se vê claramente que não há nada de mais insensato do que as medidas de segurança que a medicina escolástica toma contra as doenças contagiosas.
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
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Monday, January 29, 2018
A Cura pela Água - 2
É muito difícil determinar que quantidade de alimento um estômago doente pode suportar. Tomemos como exemplo uma maçã, que é um alimento completamente sadio para um doente. Às vezes apenas uma maçã faz bom proveito a um doente fraco, ao passo que duas maçãs pode ser-lhe prejudicial. O fato é que todo excesso é um veneno para o corpo. Nunca devemos esquecer que tudo o que entra no estômago tem que ser digerido (o que requer dispêndio de energia). Tudo o que é excessivo é também um veneno e converte-se em substância estranha ao corpo; por conseguinte, a maior temperança no comer e no beber são a base de uma saúde duradoura (não é só o peixe que morre pela boca...).
Chamo as substâncias de estranhas porque simplesmente não pertencem ao corpo. O corpo tenta libertar-se delas por vias destinadas para esse objetivo. As substâncias estranhas passam diretamente dos pulmões ao ar via expiração. O intestino expulsa para fora aquelas que se encontram no estômago e aquelas que passaram para o sangue são eliminadas por meio do suor, da urina e da expiração; isto é, pela pele, pelos rins e pelos pulmões.
O corpo está sempre disposto a reparar as consequências de nossas faltas. Se exigimos que nosso corpo execute um grande trabalho de eliminação, ele não poderá cumpri-lo totalmente e, então, ele se verá obrigado a alojar em si mesmo as substâncias estranhas inseridas nele. Longe de servir para o desenvolvimento do corpo, elas nada mais fazem senão prejudicá-lo, visto que dificultam a circulação do sangue e com isso a nutrição. As substâncias se depositam aos poucos em determinados lugares, sobretudo nas proximidades dos órgãos de excreção, em cuja direção rumam. Logo que isso se inicia, o depósito faz rápidos progressos, se não se modifica logo o modo de vida. Então se apresentam as primeiras alterações das formas. O corpo já está enfermo, mas a sua enfermidade ainda não causa dor, crônica ou latente. Desenvolve-se tão lentamente que o doente não se apercebe e somente depois de algum tempo sentem-se alterações desagradáveis. Não sente mais apetite, não pode mais trabalhar como antes, o espírito se perturba. Não obstante isto, tal estado é suportável por tanto tempo quanto funcionem os órgãos de excreção, conquanto os intestinos, os rins e os pulmões mantenham sua atividade e a pele transpire suficientemente. Mas, tão logo se enfraquecem tais funções, apresenta-se grande mal-estar no estado do corpo.
O depósito de substâncias estranhas começa nas proximidades dos órgãos de excreção, mas continua depois pelas partes mais distantes, principalmente em direção às partes superiores do corpo. É muito raro conseguir acompanhar o desenvolvimento da doença desde o início, já que, em sua maioria, as pessoas já nascem com uma carga de substâncias mórbidas e é esta a razão por que quase nenhuma criança deixa de passar pelas doenças chamadas da infância, as quais são um processo de purificação, visto que o corpo se esforça por libertar-se, desta forma, das substâncias estranhas que contém.
As substâncias que mormente se depositam no baixo-ventre invadem finalmente o corpo inteiro e impedem o desenvolvimento regular dos órgãos. Embora os órgãos se ajudem, em parte aumentando seu volume, com isso não podem desenvolver-se em toda a sua perfeição, visto que a substâncias estranhas sempre usurpam o lugar das substâncias nutritivas. Logo que se impeça a circulação adequada do sangue, a nutrição sofre completamente e os órgãos encolhem-se por causa das substâncias estranhas ali depositadas.
Em toda fermentação pululam pequenos organismos vegetais; as substâncias em fermentação passam por transformações notáveis e ganham muito em volume. Toda fermentação produz calor; quanto mais violenta, mais alta a elevação de temperatura. Os pequenos organismos da fermentação não podem desenvolver-se mais do que em um terreno adequado. Havendo substâncias estranhas no corpo, basta um impulso esterno adequado para colocá-las em fermentação. Uma dessas causas ocasionantes é a mudança brusca do tempo (donde provèm os resfriados). Tenho observado que a fermentação começa sempre no baixo-ventre. Frequentemente produz a diarréia e cessa com ela. Muitas vezes, principalmente quando há prisão de ventre, o corpo não consegue reagir e, então, a fermentação invade todas as partes em que se depositaram as substâncias estranhas. A fermentação busca a saída pelo alto; então percebemos em primeiro lugar os sintomas nas partes superiores, apresentando-se as dores de cabeça (enxaqueca). A fermentação produz calor, elevando a temperatura no interior. Este é o estado conhecido com o nome de febre. A febre é uma fermentação que se produz no corpo. A fermentação é uma decomposição, uma transformação, ou espécie de putrefação, na qual se desenvolvem pequenos organismos vegetais chamados bacilos. O ato da fermentação ou da decomposição altera a forma primitiva da massa inicial. Toda doença aguda é destinada à expulsão das substâncias estranhas.
As substâncias estranhas em fermentação tendem a dilatar-se e oprimem-se contra a pele que encerra o corpo. Essa pressão encontra a resistência da pele. Isso produz um friccionamento que desenvolve calor. Esse é o calor conhecido com febre. As substâncias em fermentação podem encontrar uma saída e desprenderem-se do corpo com o suor. Com este expediente, o interior do corpo fica mais descarregado; a pressão da pele e o calor diminuem imediatamente.
Antes da percepção do calor, durante dias, semanas ou meses inteiros pode-se observar uma sensação ao que parece totalmente oposta, isto é, de frio. No entanto, a explicação é muito simples. O frio se produz quando o depósito de substâncias estranhas é tão considerável que o sangue já não consegue chegar com facilidade até as extremidades (pés e mãos). Nesta situação, o sangue se comprime mais nas partes internas, onde se produz grande calor.
Este depósito dura algum tempo, até que as substâncias acumuladas se põem a fermentar por qualquer das causas mencionadas, isto é, em consequência de mudança de temperatura ambiente, de sacudidas externas ou forte emoção. Os vasos sanguíneos se obstruem parcialmente sobretudo em suas ramificações mais tênues, de modo que o sangue não pode circular até a camada exterior da pele. Daqui provém a frialdade nas extremidades e o frio no corpo inteiro.
O corpo recobra a saúde tão logo regride o ato da fermentação. Não se pode imaginar uma infecção misteriosa causada por bacilos sem que já existam substâncias estranhas ao corpo. Não se trata, pois, de matar os bacilos e, sim, de afastar as causas da fermentação, ou seja, as substâncias estranhas. Então estes pequenos monstros, que tanto terror têm incutido nos espíritos fracos, desaparecem espontaneamente.
Quanto menores os seres, mais difícil de destruí-los diretamente. É o que acontece principalmente com os bacilos. Para afastá-los é inútil querer destruí-los com medicamentos; colimaríamos melhor nosso objetivo, se procurássemos excluir a sua causa, isto é, expulsando do corpo as substâncias estranhas.
A natureza age em grande escala: da mesma forma age ela em pequena escala, porque suas leis são uniformes. Da mesma forma que os insetos, os mosquitos, os carnívoros e os animais que se alimentam de carniça só se encontram, vivem e subsistem nas regiões em que acham terreno conveniente e pereceriam se não dispusessem desse terreno propício, de igual modo é impossível a existência de febre sem o depósito de substâncias estranhas no corpo: o ato de fermentação, a que damos o nome de febre, só pode produzir-se quando no corpo existem substâncias estranhas.
Para curar a febre, deve-se tornar a pele permeável, deixando que o corpo transpire. Quando o suor aparece, as substâncias em fermentação encontram saída e diminui a grande tensão, da mesma forma que o calor da febre. O suor, no entanto, não elimina totalmente a causa da doença. Na maior parte do tempo a fermentação atinge apenas uma parte das substâncias depositadas no corpo.; as outras substâncias que ainda não entraram em movimento, e que aumentam com novos depósitos, constituem um foco permanente de febre que só precisa duma ocasião favorável para eclodir de novo. Deve-se, portanto, expulsar estas substâncias que ainda se encontram no corpo. Para esse fim introduzi os banhos derivativos (com água fria), de esfregadura do tronco e de assento, os quais serão descritos posteriormente. Estes banhos incitam o corpo a expulsar, de maneira natural, as substâncias mórbidas que se acham nele.
Em todos os doentes apresentam-se alterações das formas naturais do corpo. Estas alterações são produzidas por substâncias estranhas. A presença destas substâncias estranhas no corpo constitui a doença. Estas substâncias estranhas são substâncias que o corpo não pode empregar e que nele permanecem em consequência duma digestão insuficiente.
As substâncias estranhas são putrecíveis (decomponíveis) e constituem o terreno em que pode desenvolver-se uma fermentação (bacilos). A fermentação começa no baixo-ventre, onde está depositada a maior parte das substâncias estranhas, mas continua subindo rapidamente pelo corpo. O estado morboso se transforma, produzem-se dores e, em seguida, febre.
Não existe mais do que uma única causa da doença, não há mais do que uma doença que se manifesta por diferentes sintomas. Rigorosamente falando, não podemos distinguir diferentes doenças, mas somente diferentes sintomas morbosos. Portanto, há uma unicidade das doenças, não existindo mais do que uma única doença (acúmulo de substâncias estranhas).
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
Labels: bacilos, doença, doença aguda, estômago, febre, Louis Kuhne, pulmão, suor
Sunday, January 28, 2018
A Cura pela Água - 1
Referência:
[1] Louis Kuhne, Cura pela Água: A Nova Ciência de Curar, Hemus Editora, 7ª Edição, 1996.
Labels: doença, excremento, Louis Kuhne
Monday, December 18, 2017
A Natureza Cura
Labels: cura, doença, princípios
Sunday, September 03, 2017
Eletricidade Suja: Poluição Eletromagnética, Saúde e Doenças
Existe uma alta probabilidade que a maioria das "doenças da civilização", incluindo doenças cardiovasculares, cânceres, leucemia, diabetes e suicídios, não são causadas apenas pelo estilo de vida da pessoa, mas por certos aspectos físicos da nossa eletricidade, que são invisíveis aos nossos olhos. Portanto, as "guerras" contra o câncer e as doenças cardiovasculares estão fadadas ao fracasso, pois um fator etiológico crítico não está sendo reconhecido. Nos EUA (USA) existe uma alta correlação entre a eletrificação desse país e o forte aumento de casos de leucemia infantil e vários tipos de câncer (como câncer feminino de mama) [1].

O grande volume da eletrônica moderna e de aparelhos nos lares e em outros lugares tem aumentado numa taxa estonteante. Apesar desta proliferação de dispositivos elétricos ter tornado nossas vidas mais eficientes e conveniente, ela tem também contribuído para uma forma potencialmente danosa de eletro-poluição conhecida como eletricidade suja [2].
Eletricidade suja é energia eletromagnética não-utilizada que é criada por muitos dispositivos elétricos durante sua operação. Ela é causada pela interrupção no fluxo normal da potência AC (corrente alternada) de 60 Hz, que viaja através dos fios e sistemas elétricos nas casas e outras construções. Essas interrupções resultam em picos de tensão, assim como variações de frequência (também chamadas de transientes de voltagem de alta frequência) que se combina com a voltagem inicial para formar um campo eletromagnético complexo e potencialmente perigoso.
Como os dispositivos eletrônicos contribuem para gerar eletricidade suja? Muita eletrônica moderna e aparelhos incluem transformadores que convertem a potência AC na fiação duma construção para a potência DC (de corrente contínua) necessária para poder funcionar a eletrônica e os aparelhos. Durante este processo de conversão, ocorre interrupções no fluxo da corrente elétrica. Além disso, muitos dispositivos eletrônicos modernos (ex., chaves para diminuição da luz, lâmpadas de luz fluorescente compactas, equipamentos que usam fontes de potência chaveadas) usam a potência de uma forma mais complicada que os dispositivos e a eletrônica "de antigamente". Esses novos dispositivos são projetados para operar com fluxo de corrente elétrica interrompido. Ao invés de sacar potência continuamente, eles fazem isso intermitentemente em quantidades variáveis e em uma frequência elevada, primariamente para serem mais eficientes. Enquanto isso pode economizar energia, isso envolve interrupções frequentes no fluxo de corrente elétrica. Por exemplo, uma lâmpada compacta fluorescente economiza energia se ligando e se desligando repetidamente, milhares de vezes por segundo. Interrupções regulares como essas criam transientes (i.e., picos de voltagem e variações de frequência) que "suja" a eletricidade normal que flui ao longo dos fios condutores.
Que acontece à eletricidade suja, uma vez que ela é gerada? A eletricidade suja criada por dispositivos elétricos dentro de uma construção é circulada através dessa construção e até para outras construções (casas, edifícios) na vizinhança, através da fiação. Ela também é radiada (emitida) para o meio ambiente próximo, via tomada elétricas, dispositivos eletrônicos e cabos/fios, expondo os seres humanos e animais dentro dessas construções à poluição eletromagnética.
Os cientistas identificaram conexões entre a eletricidade suja e uma grande variedade de problemas físicos, emocionais e cognitivos, incluindo:
* asma
* câncer
* diabetes
* fadiga crônica
* dores de cabeça
* desordens do sono
* problemas de humor
A redução da eletricidade suja do ambiente resulta em melhor saúde e bem-estar geral. Eis algumas coisas que podem ser feitas para reduzir sua eletricidade suja:
* Evite instalar lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas fluorescentes comuns (não-compactas) e lâmpadas halógenas de baixa tensão. Use lâmpadas LED (light emitting diodes, em inglês) que são uma solução mais saudável, mais segura e mais "verde" para a iluminação do seu lar. Elas não emitem radiação tóxica e não contêm mercúrio (presente nas lâmpadas fluorescentes).
* Mantenha despertador (rádio-relógio) e outros dispositivos eletrônicos (como telefones celulares) afastados de sua cama. Desligue telefones sem fio e roteadores wi-fi das tomadas enquanto estiver dormindo e dê preferência para despertador operado por bateria (ou o despertador mecânico, de antigamente, a corda).
* Mova sofás, camas, poltronas, etc para longe das paredes onde existe fiação elétrica embutida na parede e de onde existe painel elétrico (local dos disjuntores) ou grandes aparelhos (como refrigerador, freezer) no outro lado da parede. Considere a possibilidade de desligar todos os disjuntores de sua residência quando for dormir.
* Recarregue seu telefone celular durante o dia. Na hora de dormir, desconecte o carregador do celular da tomada.
* Desligue e tire da tomada computadores, impressoras, estações de video games e outros aparelhos eletrônicos quando não os tiver usando.
* Substitua sua televisão antiga e seu monitor de computador por modelos LED/LCD, que emitem menos radiação eletromagnética.
* Evite instalar rede wireless na sua residência se possível. É melhor utilizar conexão com fio para acessar a internet. Pelo menos, desligue a sua rede wireless quando você não a está usando, principalmente quando você for dormir.
* Use telefone com fio, ao invés de telefone sem fio. Se você não pode passar sem telefone sem fio, tente limitar o seu tempo de uso e tire da tomada a base durante a noite.
* Reduza o uso de telefone celular. Só converse o estritamente necessário com ele e, se possível, não o encoste na cabeça (use o speakerphone, se tiver). Desligue o celular quando não o estiver usando, principalmente de noite, quando você estiver dormindo. Não durma com seu celular debaixo do travesseiro e não o leve no bolso quando ele estiver ligado.
* Nunca use seu computador laptop no seu colo ou próximo aos seus órgãos internos. Campos magnéticos são radiados pela base desses computadores.
* Se desfaça de seu forno de microondas. Se você não pode viver sem ele, fique a pelo menos 3 metros dele enquanto ele estiver em operação e o desligue da tomada quando não estiver em uso.
* Em cada tomada elétrica de sua casa instale um "filtro de linha". Este equipamento é usado normalmente como um benjamim, transformando uma tomada em várias tomadas (tipicamente, 4 ou mais). Ele evita (filtra) que componentes elétricos de frequências elevadas circulem pela fiação de sua casa, gerados pelos equipamentos conectados ao seu benjamim.
* Se possível, evite que a companhia de energia elétrica instale medidor inteligente (smart meter) na sua residência, substituindo o medidor mecânico atual. Este medidor inteligente polui eletromagneticamente a sua casa e, além disso, espiona (daí a palavra "inteligente") a sua casa
* Lembre-se que seu carro moderno tem bastante "eletrônica embarcada", o que o torna um ambiente não muito saudável....
Referências:
[1] Samuel Milham, Dirty Electricity: Electrification and Diseases of Civilization, Second Edition, iUniverse Press, 2012. ISBN: 978-1-938908-19-4.
[2] www.dirtyelectricity.net/dirty-electricity/
Labels: dirty electricity, doença, eletricidade suja, equipamentos domésticos, iluminação, leucemia, medidores inteligentes, saúde, sinal eletromagnético, sistemas de comunicação, smart meters, transporte
Friday, June 30, 2017
Se não é bom engolir, não coloque em contato com sua pele
Labels: água, ar, detergente, doença, morte, pele, poros, saúde, vida
Thursday, July 30, 2015
Sobre a Vida e a Morte
Labels: alimentos, ar, boca, doença, estômago, fumo, morte, poluição, pulmão, respiração, sangue, saúde, suicídio, vida
Saturday, May 23, 2015
Pensamento do Dia
Labels: doença, morte, saúde, vida
Sunday, May 10, 2015
Doenças e Geografia
[não estou conseguindo colar a figura neste local :(, veja na pg. 106 da Ref. [1] ]
Labels: câncer, doença, esquimós, hipertensão, latitude, osteoporose, pressão alta, raquitismo, vitamina D
Tuesday, July 05, 2011
Crianças e Vacinas
["Aquele que tentar se salvar (vacinando-se), morrerá"]
Mães desavisadas (enganadas pela propaganda oficial) estão matando seus filhos queridos (ou tornando-os cronicamente doentes) , enchendo-os de vacinas. Veja uma pesquisa publicada a esse respeito no site:
Labels: crianças, doença, mortalidade infantil, vacina
Wednesday, March 30, 2011
Solidão e Doença
Para seres sociais, como nós, ter uma companhia é algo mais do que um desejo: é uma necessidade, fundamental para o nosso bem-estar. Curiosamente, essa necessidade não se dá tanto pela possibilidade de recebermos afeto efetivamente, e sim por sabermos que os outros estão lá, disponíveis e ao nosso alcance, mesmo que seja apenas para nos ouvir e oferecer um ombro amigo em tempos difíceis. Por isso, o isolamento prolongado costuma provocar sofrimento psíquico - e faz o corpo adoecer.
Estudos revelam que pessoas que cultivam relacionamentos conjugais harmoniosos e/ou têm amigos íntimos, adoecem menos e vivem mais do que as que têm poucos relacionamentos afetivos. O impacto positivo direto dos relacionamentos sobre o bem-estar pode estar na regulação da resposta ao stress crônico. Se considerarmos que o próprio isolamento é para o cérebro uma fonte de stress, fica fácil entender por que as pessoas socialmente isoladas têm o sistema nervoso simpático - aquele que dispara a resposta do stress - cronicamente hiperativo. Como a resposta crônica e intensa a vivências estressantes provoca hipertensão e leva à formação de placas nas artérias, essas pessoas têm de duas a cinco vezes mais riscos de sofrer de doenças cardíacas. No que talvez seja a descoberta da neurociência de maior impacto social da década, hoje sabemos como o contato social, na forma de abraços, beijos e carinhos, garante ao cérebro que você não está sozinho no mundo.
Labels: cérebro, doença, sistema cardiovascular, solidão, stress
Thursday, July 29, 2010
Sintomas e Soluções
Quando você não se comporta naturalmente com seu corpo, surge uma doença. Essa doença é sua amiga. Ela diz: "Cuide-se, mude seu comportamento! Em algum ponto você está indo contra a natureza". Se você não se alimentar por três ou quatro dias, você vai ficar com tontura, com fome e melancólico. Todo o seu corpo estará dizendo "Coma!", porque ele precisa de energia.
Lembre-se de que a energia é neutra. Portanto, toda a qualidade do seu ser depende de você. É você quem decide se você será feliz ou infeliz. Ninguém mais é responsável.
Quando você sentir fome, coma. Quando sentir sede, beba. Quando sentir sono, durma. Não force a natureza. Por um tempo curto, é possível forçá-la, porque até esse ponto existe a nossa liberdade. Se você quiser jejuar, você pode fazer isso por alguns dias, mas, conforme o tempo passa, você ficará mais fraco e cada vez mais infeliz. Se você não quiser respirar, você pode prender a respiração por alguns segundos, mas só por alguns segundos - esse é o limite de sua liberdade (do seu livre arbítrio). Não durará muito: logo surgirá uma sensação de sufocamento e agonia se a respiração não for normalizada.
Toda infelicidade existe para indicar que, em algum lugar, você se desviou, saiu dos trilhos. Volte imediatamente! Se você começar a ouvir seu corpo, a ouvir a natureza, a ouvir seu ser interior, você será cada vez mais feliz. Torne-se um bom ouvinte da natureza.
[continua]
Fonte: Osho, Corpo e mente em equilíbrio, Editora Sextante, 2008.
Labels: doença, energia, liberdade, livre-arbítrio, narureza, Osho
Wednesday, July 07, 2010
O Condicionamento Destrutivo
O único dever que você tem é o de ser feliz. Faça disso uma religião. Se você não é feliz, não importa o que faça, algo deve estar errado e alguma mudança drástica se faz necessária. Deixe que a felicidade decida.
Eu sou um hedonista. E a felicidade é o único critério que o ser humano possui.
Portanto, sempre observe o que acontece quando você faz alguma coisa: se você ficou em paz, tranquilo, à vontade, relaxado, aquela era realmente a coisa certa a fazer. Esse é o critério, nada mais. É importante lembrar-se, contudo, de que aquilo que é certo para você pode não ser para uma outra pessoa. Aquilo que é fácil para você pode não ser para outra pessoa, mas alguma outra coisa será fácil para ela. Não pode haver uma lei universal para isso. Cada um tem de descobrir por si mesmo. O que é fácil para você?
Esse é um dos mais complexos problemas humanos. Ele precisa ser examinado a fundo e não é algo apenas teórico, mas algo que lhe diz respeito. É assim que todos têm agido - sempre escolhendo o caminho errado, escolhendo ficar tristes, deprimidos, infelizes. Devem existir razões profundas para isso, e de fato existem.
A primeira razão diz respeito ao modo como os seres humanos são criados. Se você for infeliz, irá ganhar alguma coisa com isso. Se for feliz, você perderá.
Desde o início, uma criança atenta percebe essa diferença. Sempre que está infeliz, todos são compreensivos com ela e ela ganha essa compreensão. Todos tentam demonstrar afeto e a criança recebe amor. Mais do que isso, sempre que ela fica infeliz, todo mundo é simpático e ela recebe atenção. A atenção funciona como um alimento para o ego, como um estimulante alcoólico. A atenção lhe dá energia, você sente que é alguém. Por isso tanta necessidade, tanto desejo de obter atenção.
Se todos estão te olhando, você se torna importante. Se ninguém o olhar, é como se você não estivesse ali: deixa de existir, vira um não-ser. O fato de as pessoas estarem olhando, estarem preocupadas, lhe dá energia.
O ego só existe no relacionamento. Quanto mais as pessoas prestam atenção em você, maior fica o seu ego. Se ninguém o olhar, seu ego se dissolve. Se todo mundo esquecer completamente de você, como o ego pode existir? Daí a necessidade de sociedades, associações, clubes: eles existem para dar atenção às pessoas que não a conseguem de outras formas.
Desde a mais tenra infância, a criança aprende a fazer política. A política é: pareça infeliz e irá atrair simpatia, todos serão atenciosos com você. Pareça doente e ficará importante. A criança doente fica prepotente: toda família deve lhe obedecer, o que quer que diga se torna a lei.
Quando ela está feliz, ninguém a ouve. Quando está saudável, ninguém liga para ela. Quando está perfeita, ninguém lhe dá atenção. Desde o começo, optamos pela infelicidade, pela tristeza, pelo pessimismo, pelo lado sombrio da vida. E essa é uma das razões.
A segunda razão está relacionada ao seguinte: sempre que você está feliz, exultante, extasiado e inebriado, todo mundo sente inveja. Isso significa que todos ficam hostis: num segundo, todos viram inimigos. Então você aprendeu a não parecer tão extasiado para evitar que todos virem inimigos: aprendeu a não mostrar a felicidade, a não rir. Olhe para as pessoas quando elas riem: é um gesto calculado, não é uma risada que sacode a barriga, não vem das profundezas do ser. Primeiro olham para você, avaliam e, então, riem. E riem de uma forma que seja tolerada, que não seja considerada imprópria, que não desperte inveja.
Até nossos sorrisos são políticos. A risada desapareceu, a felicidade passou a ser um coisa absolutamente desconhecida e é quase impossível chegar ao êxtase, porque não é mais permitido. Se você está infeliz, ninguém vai achar que você é louco. Se está exultante, dançando por aí, todo mundo vai achar que você está louco. Dançar e cantar não são coisas aceitas. Quando alguém vê uma pessoa feliz, logo acha que há algo errado.
Que tipo de sociedade é essa em que é permitido se sentir infeliz mas que acusa aqueles que estão em êxtase de loucos e sem juízo? Por causa da inveja, tentamos, de todas as maneiras possíveis, impedir o êxtase dos outros. Chamamos a tristeza de normalidade. Os psiquiatras poderão ajudar a trazer uma pessoa de volta para a sua infelicidade normal.
A sociedade não pode permitir o êxtase. O êxtase é a maior das revoluções. Se as pessoas ficarem extasiadas, toda a sociedade vai mudar, porque a sociedade está baseada na infelicidade (dos escravos).
Se as pessoas são felizes, elas não podem ser conduzidas à guerra. Alguém feliz vai rir e dizer: "Isso não faz sentido!" Se as pessoas são felizes, não se pode fazer com que fiquem obcecadas por dinheiro. Acharão que é loucura passar a vida toda acumulando algo sem vida como o dinheiro.
Se as pessoas estiverem em êxtase, todo o padrão dessa sociedade terá que mudar. A sociedade existe por causa da infelicidade. A infelicidade é um grande investimento para ela. É para isso que criamos nossos filhos: desde a mais tenra infância, fomentamos uma tendência para a infelicidade. É por isso que todos sempre escolhem esse sentimento.
Em todo o instante existe a opção de ser infeliz ou feliz. Você sempre opta por ser infeliz porque há um investimento; isso se tornou um hábito, um padrão. A infelicidade parece uma descida, o êxtase parece uma subida. O êxtase parece muito difícil de alcançar - mas isso não é verdade. O que acontece é justamente o oposto: o êxtase é a descida e a infelicidade é a subida. A infelicidade é uma coisa muito difícil de alcançar porque é antinatural, mas você a alcançou, fez o impossível. Ninguém quer ser infeliz, mas todo mundo é.
A educação, a cultura, os pais, os professores - eles têm feito um grande trabalho. Têm transformado criadores extasiados em criaturas infelizes. Toda criança nasce extasiada. Toda criança nasce um deus. E todo homem morre louco. Como recuperar a infância, como reivindicá-la? Se você conseguir ser criança outra vez, não haverá mais tristeza.
Não estou dizendo que as crianças nunca sofram - elas sofrem, mas ainda assim não são infelizes. Uma criança pode ficar extremamente infeliz num momento, mas mergulha tão completamente nessa infelicidade, entra em tal comunhão com ela que não há divisão. Não há uma criança separada da infelicidade. Ela não está contemplando o sentimento como algo à parte dela. A criança é a infelicidade - está completamente envolvidda nela. E, quando você e a infelicidade se tornam uma coisa só, a infelicidade não é infelicidade. Se você comunga tão profundamente com ela, até mesmo a infelicidade adquire uma beleza só dela. Quando uma criança que não foi estragada está com raiva, toda a sua energia se torna a raiva: nada é deixado para trás, nada é contido. A criança se moveu e se tornou a raiva: ninguém está manipulando ou controlando essa raiva. Não há uma mente presente. E daí surge a beleza, o fluir da raiva. Uma criança nunca parece feia - até nos momentos de raiva ela é bela. Parece mais intensa, mais viva - um vulcão pronto pra entrar em erupção, um ser atômico, com todo o universo pronto para explodir.
Depois de toda essa raiva, a criança fica silenciosa, totalmente em paz. Ela se descontrai. Podemos achar que estava muito infeliz no momento da raiva, mas a criança não estava infeliz - ela usufruiu da raiva. Sempre que você entrar em comunhão com algo, se sentirá em êxtase. Sempre que se separar de algo, mesmo que seja da felicidade, você ficará infeliz.
Essa é a chave. Ficar separado como um ego é a base de toda a infelicidade; se você ficar em comunhão, fluindo com aquilo que a vida colocar em seu caminho - entranhado nisso tão intensa e completamente que você deixe de existir e se perca nisso - , todas as coisas passam a ser felizes.
A escolha exite, mas até mesmo a consciência disso foi perdida. Fique atento. Cada vez que estiver escolhendo ser infeliz, lembre-se de que é uma opção sua. Imediatamente sentirá a diferença. Seu estado mental terá mudado. Ficará mais fácil se voltar para a felicidade.
Depois que souber que se trata de uma escolha, passará a ser um jogo. Se você gosta de ser infeliz, seja infeliz, mas lembre-se de que é uma escolha sua - por siso não reclame. Ninguém é responsável por isso. Não saia por aí perguntando às pessoas como se faz para não ser infeliz. Não saia por aí questionando mestres e gurus sobre como se faz para ser feliz. Os pretensos gurus só existem porque você é um tolo. Primeiro cria a infelicidade e depois sai perguntando aos outros como se faz para não criá-la. Você continuará a criá-la porque não se dá conta do que está fazendo. A partir de agora, experimente ser feliz e bem-aventurado.
Existem duas maneiras de viver, de ser, de saber: uma é a partir do esforço, da vontade, do ego; a outra é a partir da ausência de esforço, de luta, deixando-se levar pela existência.
Todas as religiões do mundo têm ensinado o primeiro jeito - brigar contra a natureza, contra o mundo, contra o seu próprio corpo, contra a mente. Só assim você poderia atingir a verdade, o supremo, o eterno. Mas existem provas suficientes de que essa vontade de dominar, esse caminho do ego, essa briga e essa guerra são um retumbante fracasso. Em milhões de anos, poucas pessoas atingiram a experiência suprema da vida, tão poucas que só provam a exceção, não a regra. Eu ensino o segundo jeito: não nade contra a corrente da existência, flua com ela. Lutar contra a existência é como tentar nadar rio acima, contra a corrente: a pessoa logo se cansa e não consegue chegar a lugar algum.
Nesta vasta existência, você é menor do que um átomo. Como você pode brigar contra o todo? Você foi criado pelo todo - como pode ser seu inimigo? A natureza é a sua mãe, não pode estar contra você. Seu corpo é sua própria vida, não pode ser contrário a você.
Eu ensino uma amizade com a existência. Não quero que você renuncie ao mundo, porque ele é nosso. Nada na existência é contra você. Basta aprender a arte de viver - não a arte de renunciar, mas a arte de se deleitar. É só uma questão de aprender uma arte para conseguir transformar o veneno em néctar.
Se você acha que, em algum lugar e de alguma forma, o seu corpo, a natureza ou o mundo estão contra você, pense que deve ser ignorância sua, deve haver alguma atitude errada de sua parte. Você não conhece a arte de viver, não se deu conta de que a existência não pode ser sua adversária. Você nasceu graças a ela, vive nela. A existência lhe concedeu tudo e você nem mesmo agradece. Pelo contrário, todas as religiões o ensinam a condená-la desde o princípio.
Qualquer religião que ensine a condenar a vida é venenosa. É contrária a vida, está a serviço da morte. Todas essas religiões são contra a natureza. Por que criam uma lógica segundo a qual, a menos que você se coloque contra este mundo, nunca será capaz de atingir o outro mundo, superior a este? Por que a divisão entre este mundo e o outro mundo? Não há razão para isso.
Se não fosse preciso renunciar a este mundo, mas vivê-lo em sua totalidade, o sacerdote não seria mais necessário. Se é preciso brigar com este mundo, renunciar a ele, então é preciso reprimir seus instintos naturais. Evidentemente, dessa forma você ficará doente. Colocando-se contra a natureza, você nunca estará saudável ou inteiro. Estará sempre dividido e esquizofrênico. Naturalmente, você necessitará de alguém para guiá-lo e ajudá-lo - precisará de um sacerdote.
Quando você se sente culpado, você vai à igreja, à mesquita, à sinagoga e pede ao padre, ao ministro, ao rabino para ajudá-lo porque, na escuridão profunda em que você está - que eles foram responsáveis por criar -, você se sente tão desamparado que precisa de alguém para protegê-lo, alguém que lhe mostre a luz. Você está tão desesperadamente carente que jamais sequer se perguntou se o sacerdote sabe mais do que você ou se ele não passa de um funcionário remunerado.
Seu problema se resume em olhar para dentro de si mesmo, onde está agora. Se você está infeliz, sofrendo, preocupado, angustiado, se falta algo na sua vida, se está descontente, não vê sentido em lugar algum e só está se deixando arrastar em direção à morte...
A escuridão continua ficando mais profunda, a cada dia que passa a morte se aproxima mais - será a hora de pensar em grandes problemas teológicos? É hora de mudar o seu ser. Você não tem muito tempo.
Além disso, os métodos que todas as religiões têm ensinado são beliciosos. Não levam a lugar algum, apenas retiram os prazeres de sua vida. Envenenam qualquer coisa que seja prazerosa. As religiões criaram uma humanidade triste. Eu gostaria que a humanidade estivesse cheia de amor, de música e de dança.
Quero que fique bem entendido que, no meu método, você não tem de brigar contra a corrente, nadando rio acima. Isso é estupidez, você não pode lutar, pois a corrente da natureza é grande demais e forte demais. A melhor maneira é aprender com os cadáveres: eles sabem alguns segredos que as pessoas vivas desconhecem (sempre seguem a corrente...).
Uma pessoa viva que não saiba nadar se afoga. Quando já estão mortas, voltam à superfície. Então há algo que os mortos sabem mas que as pessoas vivas desconhecem. Acontece que o morto está absolutamente entregue. Sequer tenta nadar. Os melhores nadadores flutuam, seguem a corrente como um cadáver, indo para onde que que o rio os leve, sempre correndo para o mar. Não é preciso saber se você está num rio sagrado ou não: sagrado ou profano, todo o rio está destinado a chegar ao mar, mais cedo ou mais tarde. Chamo isso de confiança: confiar que, onde quer que a existência o leve, ela o conduzirá ao caminho certo, ao objetivo certo. Ela não é sua inimiga, então confie que ela o levará sempre para a sua casa, seja ela onde for.
Se toda a humanidade aprender a relaxar, em vez de lutar, aprender a se deixar levar em vez de se esforçar ao máximo, haverá uma grande mudança na qualidade da consciência. Haverá pessoas descontraídas, movendo-se silenciosamente com o fluxo do rio, sem qualquer objetivo em mente, sem ego.
Flutuando de modo tão descontraído, você não pode ter ego. O ego exige esforço: é preciso fazer alguma coisa. O ego é um fazedor e, flutuando, você se torna um não-fazedor. Nessa inação, você ficará surpreso ao ver que as preocupações e infortúnios começam a se dissipar e você passa a se contentar com qualquer coisa que a existência lhe conceda.
Um místico sufi estava viajando. Toda noite, ele agradecia à existência: "Você fez tanto por mim e eu não fui capaz de retribuir, nunca sou capaz de retribuir". Seus discípulos ficavam um pouco revoltados, porque algumas vezes a vida era extremamente dura.
O místico sufi era um rebelde. Aconteceu de ficarem três dias sem comida porque, em toda aldeia por onde passavam, eram rechaçados por não serem muçulmanos ortodoxos. Tinham se juntado a um grupo rebelde de sufis. As pessoas não lhe davam abrigo para passarem a noite e, por isso, tinham de dormir no deserto. Tinham fome e sede há três dias. Ainda assim, na oração vespertina, o místico dizia à existência:
- Estou tão grato. Você nos tem concedido tanto e nós sequer retribuímos.
Um dos discípulos disse:
- Ela não nos dá tanto assim. Diga-nos, por favor, o que a existência nos concedeu nesses últimos três dias. Você está agradecendo à existência pelo quê?
O ancião deu uma risada e disse:
- Você ainda não se deu conta do que a existência nos concedeu. Esses três dias têm sido muito significativos para mim. Estou com fome, sede e não tenho abrigo; fomos rejeitados, condenados. Atiraram pedras em nós e tenho me observado - nenhuma raiva surgiu. Estou agradecendo à existência. Suas dádivas são inestimáveis.Nunca poderei retribuí-las. Três dias de fome, de sede, de falta de sono, com pessoas atirando pedras em nós... e, mesmo assim, não senti animosidade, raiva, ira, falta ou decepção. Só pode ser pela misericórdia e amparo da existência. Esses três dias me revelaram tantas coisas que não teriam sido mostradas se eu tivesse recebido comida, boas-vindas, abrigo e não tivessem atirado pedras em mim - e você me pergunta por que eu agradeço à existência? Agradecerei à existência até quando estiver morrendo, porque mesmo na morte sei que a existência está me revelando mistérios que não mostra em vida, pois a morte não é o fim, mas o clímax da vida.
Aprenda a fluir com a existência e não haverá culpa nem feridas. Não brigue com o seu corpo, ou com a natureza, e você estará em paz, em casa, calmo e sereno.
Essa situação o ajudará a ficar mais alerta, mais perceptivo, mais consciente, levando-o finalmente ao oceano do despertar definitivo - a libertação.
Todas as religiões o têm ensinado a brigar com o corpo. Qualquer coisa natural é condenada. As religiões pregam que você tem de dar um jeito de fazer alguma coisa não-natural, pois só assim você pode sair da prisão da biologia, da fisiologia, da psicologia, de todos os muros que o cercam. Mas, se você vive em harmonia com o seu corpo, com a sua mente, com o seu coração, então as religiões dizem que você nunca conseguirá ir além de si mesmo. É por isso que eu sou contra todas essas religiões: elas colocaram uma semente envenenada no seu ser para que você viva no corpo mas não goste dele.
O corpo lhe serve durante 70, 80, 90 anos, até mesmo por 100 anos. Não existe outro mecanismo que a ciência tenha sido capaz de inventar que se compare a ele. Com toda a sua complexidade, ele faz milagres em seu benefício o tempo todo, mas jamais recebe um agradecimento seu. Seu corpo é tratado como um inimigo, embora seja seu amigo.
Ele cuida de você de todas as maneiras possíveis, acordado ou dormindo. Mesmo durante o sono, ele não deixa de cuidar de você. Se, enquanto dorme, uma aranha começa a andar na sua perna, a sua perna a joga longe sem incomodá-lo. Mesmo enquanto você dorme, o seu corpo permenece fazendo coisas das quais dificilmente tomamos conhecimento. Você come as coisas mais estranhas sem se preocupar em saber o que acontece depois que você as engole. Não pergunta ao corpo se seu metabolismo será capaz de digerir o que está comendo. Mas, de um modo ou de outro, seu metabolismo continua trabalhando a contento durante quase um século. Ele tem um sistema automático de reposição de peças com defeito. Não é preciso fazer nada, ele funciona por conta própria. O corpo tem uma sabedoria toda dele.
Entretanto, essas religiões continuam dizendo: "É preciso lutar o tempo todo, é preciso nadar contra a correnteza. Não ouça o corpo! Seja lá o que ele disser, faça o oposto". O jainismo prega: "Se o corpo tiver fome, deixe-o com fome, deixe-o faminto, ele precisa ser tratado assim". Isso certamente dá um grande poder a seu ego. Se o corpo quer alimento, diga "não". O "não" tem um grande poder - você é o mestre e reduz o corpo à escravidão: "Seja o que for que eu decida, isso será feito sem a sua interferência".
Não brigue com o corpo. Ele não é um adversário seu, mas seu amigo. É uma dádiva que a natureza lhe concedeu, é parte dela. Você não está ligado apenas à respiração, mas também aos raios do sol, à fragrância das flores, ao luar. Você está ligado a todos os lugares, ninguém é uma ilha. Esqueça essa idéia. Você faz parte de todo esse continente e mesmo assim foi dotado de uma individualidade. É o que chamo de milagre.
Portanto, se estiver em harmonia com o seu corpo, também estará em harmonia com a natureza, com a existência. Em vez de nadar contra a corrente, siga com ela. Entregue-se. Deixe a vida acontecer. Não force nada, em nome de nada. Não perturbe sua harmonia em nome de um livro sagrado, de um ideal sagrado.
Nada vale mais do que estar em harmonia e comunhão com o todo.
Respeite a vida, reverencie a vida. Não existe nada mais sagrado ou divino do que a vida. E ela não consiste em grandes coisas. Esses idiotas religiosos ficam dizendo "Faça coisas grandiosas"; no entanto, a vida consiste em pequenas coisas. A estratégia é clara. Dizem: "Faça coisas grandiosas, algo de grandioso, que faça com que seu nome seja lembrado pela posteridade". É claro que isso agrada ao ego, que é um agente do sacerdote. Todas as igrejas, todas as sinagogas e todos os templos têm um único agente: o ego. Entretanto, a vida consiste em coisas muito pequenas e, se você passou a se interessar por coisas supostamente "grandiosas", isso indica que você está deixando a sua vida passar em branco.
A vida consiste em sorver uma xícara de chá; bater papo com um amigo; fazer uma caminhada pela manhã, sem destino certo, sem objetivo, sem finalidade, sabendo que, a qualquer momento, você pode dar meia-volta ou pode cozinhar para alguém que ama ou para si mesmo, já que você ama o seu corpo. A vida consiste em lavar a roupa; limpar o chão; regar o jardim... Essas coisinhas pequenas.
Você pode fazer algo desnecessário e dizer olá para um estranho - não há por que se dirigir a um estranho. Contudo, aquele que é capaz de dizer olá a um estranho também pode dizer olá para as flores, para as árvores, pode cantar uma canção para os passarinhos. São só coisas pequenas, muito pequenas...
Respeite sua vida. Dessa forma, você estará respeitando também a vida das outras pessoas.
Toda nossa educação - na família, na sociedade, na escola, na universidade - cria uma tensão em nós. E a tensão básica é a de que você não está fazendo aquilo que "tem" que fazer.
Isso continua pela vida toda, perseguindo-o como um pesadelo, sem nunca deixar de assombrá-lo. Se você relaxar, uma voz dirá: "O que está fazendo? Não pode relaxar, tem que fazer alguma coisa". Se estiver fazendo algo, a voz dirá: "O que está fazendo? Você precisa descansar um pouco, senão ficará louco - você já está no seu limite".
Se fizer algo de bom, ela dirá: "Você é um idiota. Não vale a pena fazer nada de bom, pois as pessoas o enganarão". Se fizer algo de ruim, a voz irá dizer: "O que está fazendo? Você está construindo o seu caminho para o inferno e sofrerá por isso". Ela nunca o deixará descansar: faça o que você fizer, ela o condenará.
Esse acusador foi implantado em você. Enquanto não conseguimos nos livrar desse acusador que vive dentro de nós, não poderemos ser verdadeiramente humanos, não poderemos ser realmente felizes nem poderemos participar da celebração que é a existência.
Ninguém pode eliminar esse acusador interno, só você. E esse não é um problema só seu, é um problema de quase todo ser humano. Seja qual for o país em que você nasceu, seja qual for a religião a que pertença, não importa - você pode ser católico, ateu, hindu, muçulmano, jainista, budista, não importa a que tipo de ideologia pertença, a essência é sempre a mesma. A essência é criar uma cisão dentro de si para que uma parte condene a outra. Se você obedecer a uma parte, a outra começará a condená-lo e a vida passa a ser um conflito interior, uma guerra civil.
Essa guerra civil tem de acabar, do contrário não será possível aproveitar toda a beleza, todas as bênçãos da vida. Jamais você conseguirá rir com toda a alegria que está em seu coração, nunca será capaz de amar nem estará totalmente presente em coisa alguma. É só essa presença total que faz com que a pessoa desabroche, com que a primavera chegue e sua vida comece a ter cor, música, poesia.
Somente a partir da totalidade torna-se possível perceber a presença de Deus em tudo o que o cerca. Mas a ironia é que seus pretensos santos, sacerdotes e igrejas criaram uma cisão. Na verdade, a figura do sacerdote tem sido o maior inimigo de Deus na Terra.
Temos de nos livrar de todos os sacerdotes - eles são a causa básica da patologia humana. Deixaram todo mundo nervoso, causaram uma epidemia de neurose. E a neurose passou a reinar de tal modo que nós a achamos natural. Achamos que a vida se resume a isso, que é assim mesmo: um longo e demorado sofrimento, uma existência dolorosa e angustiante. Em outras palavras, a autobiografia de uma tempestade num copo d'água.
Se olharmos para o que chamamos de vida, parecerá que é isso mesmo, porque nunca há sequer uma flor, uma canção no coração, um raio de alegria divina.
Não surpreende o fato de que pessoas inteligentes do mundo todo estejam se perguntando qual o sentido da vida. "Por que deveríamos continuar vivendo? Por que somos tão covardes a ponto de continuar vivos? Por que não temos coragem suficiente para pôr fim a toda essa bobagem? Por que não podemos cometer o suicídio?"
Em nenhuma outra época existiram tantas pessoas convictas de que a vida não tem significado algum. Durante séculos, pelo menos nos últimos 5.000 anos, os sacerdotes têm causado esse mal. Agora, a situação chegou a um clímax. Não é uma situação que provocamos - nós somos as vítimas da História. Se o homem se tornasse um pouco mais consciente, a primeira coisa que faria seria queimar todos os livros de História. Devemos esquecer o passado, foi um pesadelo completo. Vamos começar novamente do zero, como se Adão tivesse nascido outra vez. Comecemos como se estivéssemos mais uma vez no Jardim do Éden, inocentes, não contaminados...
Faça o que a sua natureza quer fazer, o que suas qualidades intrínsecas anseiam por fazer. Não dê ouvidos às escrituras. Ouça seu próprio coração; essa é a única escritura que prescrevo. Ouça com muita atenção, com muita consciência, e nunca estará errado. Ouvindo o seu coração, começará a tomar a direção correta, sem jamais pensar no que está certo ou errado.
Siga-o de qualquer maneira e vá aonde quer que o leve. Ele às vezes o colocará diante de perigos - mas lembre-se de que nesses casos alguns perigos são necessários para seu amadurecimento. Outras vezes o coração o levará a se extraviar - lembre-se, mais uma vez, que esses extravios fazem parte do crescimento. Muitas vezes, você cairá. Coloque-se de pé novamente, pois é assim que se fortalece - caindo e levantando-se outra vez. É assim que você se torna uma pessoa integrada.
Nunca siga regras impostas. Nenhuma regra imposta jamais pode estar certa, porque são inventadas por pessoas que querem dominá-lo. De fato, às vezes surgem pessoas muito iluminadas neste mundo - um Buda, um Jesus, um Krishna, um Maomé. Eles não impuseram regras ao mundo: ofereceram o amor que tinham. Contudo, cedo ou tarde os discípulos se reuniram e começaram a criar códigos de conduta. Depois que o Mestre se foi, depois que a luz se extinguiu e eles ficaram na mais completa escuridão, eles começaram a buscar novas regras para seguir, porque a luz que poderia guiá-los já não estava mais presente. Haviam passado a depender de regras.
O que Jesus fez foi seguir os sussurros do seu coração, mas os cristãos não seguem os sussurros do próprio coração. São imitadores - e, no momento em que você imita, insulta a sua própria humanidade, insulta o seu Deus.
Não seja um imitador, seja sempre original. Não se torne uma cópia. A vida é uma dança se você for original - é esse o seu destino. Não existem dois seres humanos iguais.
Inebrie-se do espírito, do silêncio do Mestre, aprenda a sua graça. Absorva o máximo possível do seu ser, mas não o imite. Inebriando-se de seu espírito, bebendo de seu amor, recebendo sua compaixao, você conseguirá ouvir os sussurros do seu coração. Não passam de murmúrios, pois o coração tem uma voz muito sutil e silenciosa.
Esqueça tudo o que tem ouvido por aí: "Isto está certo e aquilo está errado". A vida não é tão rígida. O que é certo hoje pode ser errado amanhã. A vida não pode ser dividida em compartimentos, não é fácil rotulá-la. Ela não é um laboratório de química onde cada frasco tem um rótulo e o conteúdo de todos eles é conhecido. A vida é um mistério; num dado momento, algo é certo. Numa outra ocasião, tanta água passou pelo Ganges que aquilo não se encaixa mais e passa a ser errado.
Qual é a minha definição de certo? Aquilo que está em harmonia com a existência é o certo; o que está em desarmonia com a existência é errado. Você terá de ficar sempre muito alerta, decidindo a cada momento o que é certo ou errado. Não pode depender de respostas prontas.
A vida passa depressa demais - é dinâmica, não estática. Não é uma poça estagnada: é como o rio Ganges, nunca pára de fluir. Nunca é a mesma em dois momentos consecutivos. A única saída, então, é fazer com que as pessoas fiquem tão alertas que elas próprias possam decidir de que modo responder a uma vida em constante mudança.
Uma antiga história zen:
Havia dois templos rivais. Os dois mestres tinham uma rixa tão grande que diziam a seus seguidores para nunca olharem para o outro templo.
Cada um dos sacerdotes tinha um menino para servi-lo, ir buscar coisas para ele, cumprir pequenas tarefas. O sacerdote de um dos templos disse ao garoto que o servia:
- Nunca fale com o moleque do outro templo. Essas pessoas são perigosas.
Mas garotos são garotos. Um dia, eles se encontraram na estrada e um deles perguntou:
- Para onde você vai?
O outro disse:
- Para onde quer que o vento me leve.
Ele devia ouvir os grandes conceitos zen que se discutiam no templo. "Para onde quer que o vento me leve". Uma grande afirmação, puro Tao.
Mas o outro garoto ficou extremamente embaraçado, ofendido e não soube o que responder. "Bem que o mestre me disse para não falar com essas pessoas, são realmente perigosas. Que tipo de resposta foi essa? Ele me humilhou". O menino voltou ao mestre e contou o que havia acontecido.
- Lamento ter falado com ele. O senhor estava certo, aquelas pessoas são estranhas. Perguntei: "Para onde você vai?" - uma pergunta simples e formal -, e sabia que ele estava indo ao mercado, como eu. Mas ele respondeu: "Para onde quer que o vento me leve".
O mestre disse:
- Eu o avisei, mas você não me ouviu. Amanhã, quando ele passar, pergunte: "Para onde você vai?" E ele responderá: "Para onde quer que o vento me leve". Então, seja também um pouquinho mais filosófico. Diga: "E se você não tivesse pernas? Porque a alma não tem corpo e o vento não pode levar a alma a lugar algum!" O que me diz?
O menino passou a noite toda repetindo a frase, preparando-se para o encontro. E, na manhã seguinte, saiu muito cedo, foi até o ponto de encontro e exatamente no mesmo horário o outro menino apareceu. Estava muito feliz, pois agora iria mostrar o que era filosofia de verdade. Então perguntou para onde o outro ia e ficou só esperando...
Mas o menino disse:
- Vou buscar verduras no mercado.
Ora, o que fazer com a filosofia qeu aprendera?
A vida é assim. Não há como se preparar, como estar pronto para ela. Sua beleza e seu encanto é o fato de estar sempre nos pegando desprevenidos.
Eu lhe ensino uma lei intrínseca da vida: obedeça a seu próprio eu, seja uma luz par si mesmo. Se seguir a luz, esse problema nunca surgirá. Desse modo, qualquer coisa que fizer será a coisa certa a fazer e qualquer coisa que deixar de fazer será a coisa certa para não fazer...
O único jeito de ficar em contato com a vida, de não ficar para trás é ter um coração destituído de culpa, um coração inocente. Esqueça tudo o que já te disseram sobre o que tem que ser feito e o que não deve ser feito. Ninguém pode decidir por você.
Evite esses farsantes que decidem por você, tome as rédeas em suas próprias mãos: você decide. Na verdade, é nesse ato de decisão que sua alma nasce. Quando os outros decidem em seu lugar, sua alma continua adormecida e obtusa. Quando você começa a decidir por si mesmo, também começa a ficar mais esperto. Decidir significa assumir riscos, significa que pode estar errado - esse é o risco. Quem sabe o que vai acontecer em seguida?
O que é velho tem garantias. Milhões e milhões de pessoas já fizeram o mesmo: como tantas pessoas poderiam estar erradas? Essa é a garantia. Se muitas pessoas dizem que algo está certo, então deve estar certo mesmo. Assuma todos os riscos necessários para ser um indivíduo e aceite os desafios para que você possa se aperfeiçoar, ficar mais hábil e inteligente.
A verdade não é uma crença - é inteligência absoluta. É o despertar das fontes ocultas da sua vida, é uma experiência iluminadora da sua consciência. Mas você terá de providenciar o espaço certo para que isso aconteça. E o espaço certo é a aceitação de quem você é. Não negue coisa alguma, não fique dividido nem se sinta culpado.
Deveria ser fácil deixar o sofrimento, a angústia e a infelicidade de lado. Você não quer ser infeliz, então não deveria ser difícil. Deve haver alguma complicação oculta. A complicação consiste no fato de que, desde a infância, não deixam que você fique feliz, extasiado, alegre.
Você tem sido obrigado a ser sério, e a seriedade pressupõe tristeza. Você foi obrigado a fazer coisas que nunca quis. Está impotente, fraco, é dependente das outras pessoas - é natural que tenha que fazer o que elas mandam. Contra a própria vontade, foi forçado a fazer tantas coisas que, pouco a pouco, uma questão ficou bem clara: tudo que estiver contra você estará certo e tudo que não estiver contra você estará errado. Ao longo dos anos, você cresceu dessa forma e se encheu de tristeza, o que não é natural.
Ser feliz é ser natural, assim como ser saudável é ser natural. Quando você está saudável, não vai ao médico perguntar: "Doutor, por que estou saudável?" Não há necessidade de fazer perguntas sobre sua saúde. Quando doente, contudo, imediatamente pergunta: "Por que não me sinto bem? Qual a razão, a causa da minha doença?"
É perfeitamente aceitável querer saber por que está infeliz. Errado é querer saber por que está feliz. Na sociedade em que você foi criado, a alegria e a felicidade que não possuem uma razão específica são tachadas de loucura. Se alguém sorri sem um motivo específico, as pessoas acham que você está de miolo mole - por que está sorrindo? Por que essa cara tão feliz? E se a pessoa responder "Não sei, só estou contente", essa resposta só confirmará a idéia de que há algo errado.
Porém, quando alguém está infeliz, ninguém pergunta o motivo. Ser infeliz é considerado natural, todo mundo é. Isso causa todo o sofrimento da humanidade, porque todo mundo está onde nao devia estar, sendo algo que não deveria ser. Como as pessoas não podem estar onde precisam - onde, por direito nato, deveriam estar -, são infelizes. Você tem vivido nesse estado, cada vez mais distanciado de si mesmo. Já esqueceu o caminho de volta para casa. Seja lá onde estiver, acha que está em casa - a infelicidade tornou-se seu lar e a angústia é uma segunda natureza. O sofrimento é aceito como se indicasse saúde, não doença.
Quando alguém lhe diz "Saia dessa vida infeliz, deixe de lado esse sofrimento que está carregando desnecessariamente", uma questão vem à tona: "Isso é tudo que temos! Se deixarmos isso de lado, não seremos ninguém, perderemos a nossa identidade. Pelo menos agora eu sou alguém - sou infeliz, triste, sofrido. Se abandonar tudo isso, terei de descobrir minha identidade. Quem sou eu?" Ninguém quer ficar pelado no meio da rua.
É melhor ser infeliz - pelo menos você tem algo que vestir, embora seja a tristeza... mas não faz mal, todo mundo está vestindo o mesmo tipo de roupa.
Essas são as duas possibilidades.
A terceira possibilidade foi completamente esquecida. A terceira é a sua realidade, e nela não há nem um pingo de infelicidade. A natureza intrínseca do ser humano é o êxtase.
O êxtase não é algo que precise ser alcançado. Já está presente, você nasceu com ele. Nunca o perdemos, apenas nos afastamos demais dele, voltando as costas para nós mesmos. Ele está bem atrás de nós; basta uma pequena virada para que ocorra uma grande revolução.
Existem, porém, falsas religiões ao redor do mundo que dizem que você é infeliz porque, no passado, cometeu más ações. Tudo bobagem. Afinal, por que a existência precisaria esperar uma vida inteira para castigá-lo? Na natureza, as coisas acontecem de imediato. Por acaso você põe a mão no fogo e, na vida seguinte, ela será queimada? Que estranho! Não, você será queimado no mesmo instante, no ato. Causa e efeito estão ligados, não pode haver distância entre eles.
Mas as falsas religiões continuam consolando as pessoas: "Não se preocupem. Pratiquem bons atos, mostrem mais devoção. Vão ao templo ou à igreja e a sua próxima vida não será tão miserável". Parece que ninguém paga à vista, tudo fica para a vida seguinte. E ninguém volta da vida seguinte para dizer: "Essas pessoas só estão falando mentiras".
Religião é dinheiro na mao; não é sequer um cheque.
Cada religião encontrou uma estratégia diferente, mas a razão é sempre a mesma. Cristãos, judeus, muçulmanos dizem às pessoas: "Vocês estão sofrendo porque Adão e Eva cometeram um pecado". O primeiro casal que existiu, milhares de anos atrás... e nem mesmo foi um grande pecado - e você o comete todos os dias. Eles simplesmente comeram maçãs e Deus os tinha proibido de fazer isso. A questão não é a maçã, a questão é que, milhares de anos atrás, alguém desobedeceu a Deus. Essas pessoas foram castigadas, expulsas do Jardim do Éden, do paraíso de Deus. Por que nós estamos sofendo? Porque eles eram nossos antepassados.
A realidade é bem diferente. Não é uma questão de cometer maus atos; a questão é que você foi afastado de si mesmo, de seu êxtase natural. E nenhuma religião quer que você fique em êxtase - do contrário, o que aconteceria às suas disciplinas? O que aconteceria às suas grandes práticas ascetas? Ao dinheiro que você dá para essas entidades?
Se deixar a infelicidade de lado for tão fácil quanto eu digo, todas as falsas religiões perderão seus grandes negócios. Tudo é um negócio para elas. O êxtase tem de ser algo tão difícil, quase impossível de alcançar, de forma que as pessoas só possam ter esperança de atingi-lo numa vida futura, depois de longas e penosas jornadas.
Mas digo por experiência própria: para mim, tudo aconteceu com muita facilidade. Também vivi muitas vidas passadas e certamente devo ter cometido maus atos num número muito maior do que qualquer pessoa - porque não os considero maus atos. Apreciar a beleza, apreciar o sabor, apreciar tudo o que deixa a vida mais fácil de ser vivida, mais cheia de amor, nada disso é ruim para mim.
Quero que você fique mais sensível, mais esteticamente sensível a essas coisas. Elas o tornarão mais humano, o deixarão mais terno, mais grato pela vida.
Não se trata de uma questão teórica para mim. Simplesmente aceitei o nada como uma porta - que chamo de meditação, apenas um outro nome para o nada. E, no momento em que o nada surge repentinamente, em que você fica cara a cara consigo mesmo, toda a infelicidade desaparece.
A primeira coisa que você faz é rir de si mesmo, do idiota que é. Essa infelicidade nunca existiu, você a criou com uma mão e tentou destruí-la com a outra - e, naturalmente, você ficou dividido, num estado de esquizofrenia.
A coisa mais simples da vida é ser você mesmo. Não exige nenhum esforço; você já é você mesmo.
Basta lembrar-se... basta jogar fora todas as idéias estúpidas que a sociedade te impôs. E isso é tão simples quanto uma cobra que troca de pele sem nunca olhar para trás. Trata-se apenas de uma pele velha.
Se você entender, isso pode acontecer neste mesmo instante. Pois, neste exato momento, você consegue ver que não existe infelicidade, não existe angústia (são apenas criações suas). Está em silêncio, parado na porta do nada - dê um passo à frente e encontrará o maior dos tesouros esperando por você há milhares de vidas.
A mente em geral está consciente da dor, mas nunca do êxtase. Se você tem dor de cabeça, você está consciente dela. Se você não tem dor de cabeça, você não se dá conta do bem-estar. Quando o corpo doi, você fica consciente dele, mas quando o corpo está perfeitamente saudável, você não tem consciência da sua saúde.
Essa é a causa básica que faz com que você se sinta tão infeliz: toda a nossa consciência está concentrada na dor. Nós só contamos os espinhos - nunca olhamos para as flores. De algum modo, escolhemos os espinhos e ignoramos as flores. Por uma razão biológica, a natureza fez com que você tivesse consciência da dor para poder evitá-la. De outro modo, sua mão podia ser queimada sem que você notasse, seria difícil sobreviver. A natureza, no entanto, não tem qualquer sistema para deixá-lo consciente do prazer, da alegria, da bem-aventurança. Isso tem que ser aprendido, tem que ser praticado. Trata-se de uma arte.
Deste momento em diante, procure ficar consciente das coisas que são naturais. Por exemplo, seu corpo está saudável: sente-se silenciosamente e tome consciência dele. Sinta o bem-estar. Não há nada de errado com você - aproveite! Faça um esforço deliberado para ter a percepção disso. Você se alimentou bem e o seu corpo está satisfeito, saciado: tome consciência disso.
Quando você está com fome, a natureza o deixa consciente disso, mas não existe um sistema para deixá-lo consciente quando você está saciado, é algo que tem de ser desenvolvido. A natureza precisa aprimorar essa capacidade porque a sobrevivência é tudo o que ela tem em vista - qualquer coisa além disso é luxo. A felicidade é um luxo, o maior luxo que existe.
Observo que é isso que faz com que as pessoas sejam tão infelizes - na verdade, elas não são tão infelizes quanto parecem. Elas têm muitos momentos de grande alegria, mas esses momentos passam em branco, pois elas nunca tomam consciência deles. A memória das pessoas está sempre cheia de dor e de feridas. A mente, sempre cheia de pesadelos. Num período de 24 horas acontecem milhares de coisas pelas quais você daria graças a Deus, mas você sequer se dá conta delas!
Você precisa começar a fazer isso a partir de agora. Ficará surpreso ao ver que a alegria aumentará dia após dia, enquanto a dor e a tristeza diminuirão proporcionalmente, até chegar o dia em que a vida será quase só uma celebração. A dor só surgirá de vez em quando e fará parte do jogo. Você não ficará abalado nem perturbado, apenas aceitará.
Se você aprecia a sensação de saciedade que surge depois que você come, sabe que a fome provoca uma leve dor... e isso é bom. Se você teve uma boa noite de sono e pela manhã se sentiu vivo e revigorado, sabe que, se passar uma noite sem dormir, sentirá um leve mal-estar, mas isso também faz parte do jogo.
Sei por experiência própria que a vida consiste de 99% de alegria e 1% de dor. Contudo, a vida das pessoas normais consiste em 99% de dor e 1% de alegria - está tudo invertido.
Fique cada vez mais consciente do prazer, da felicidade, do lado positivo, das flores, dos pequenos raios de sol em meio às nuvens negras. Seja otimista.
Fonte: Osho, Corpo e mente em equilíbrio, Editora Sextante, 2008.
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