Wednesday, October 17, 2018
No meu corpo, minhas regras
Labels: abortos, assassinato, autismo, doença, feto, médico, remédio, saúde, suicídio, vacina
Friday, September 21, 2018
Os Suicídios no Brasil - 3
Hoje saiu mais uma reportagem sobre os suicídios no Brasil [1]. A postagem anterior, neste blog, sobre esse assunto encontra-se em [2].
O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016, o equivalente a 31 casos por dia. Os dados, que representam um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior de 2015, fazem parte do novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde que foi divulgado nesta quinta-feira (20).
O governo, porém, avalia que o número real de casos é bem maior: "Estimamos um subdiagnóstico de 20%. Temos ainda mortes classificadas como de intenção não determinada e não sabemos se foi um acidente ou uma tentativa de suicídio que levou à morte", afirma a diretora de vigilância de doenças e agravos não transmissíveis, Fátima Marinho.
Essa é a segunda vez que os dados nacionais sobre suicídios são divulgados pelo Ministério da Saúde. A primeira foi em 2017, quando foram registrados 11.178 casos no país, referentes a 2015. O objetivo da publicação é alertar para a necessidade de discutir o problema e alternativas de prevenção.
Em 2016, a taxa global de mortalidade por suicídio no Brasil foi de 5,8 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2007, esse índice era de 4,9 mortes a cada 100 mil habitantes - alta de 17% no período.
É um importante problema de saúde pública, no Brasil e no mundo. E temos visto um aumento do problema, o que traz a necessidade de discutir o tema e os vários determinantes que levam ao sofrimento na população", afirma a diretora.
Ela lembra que o índice de mortalidade tem sido maior entre homens, grupo que apresentou crescimento de 28% na taxa de mortalidade em 10 anos. Atualmente, a taxa de mortalidade entre eles é de 9,2 casos a cada 100 mil habitantes. Já entre as mulheres, a taxa atual é de 2,4 casos a cada 100 mil habitantes. Mas quando observadas as tentativas de suicídio, as mulheres são maioria.
Segundo Marinho, a pasta pretende aprofundar os estudos sobre os fatores de risco. Entre alguns deles, estão o alto desemprego e casos de violência contra as mulheres. "Desemprego tem sido um fator de risco nas tentativas, apesar de o sistema reportar mal esse status. Mas, entre os casos que captamos, ele desponta como fator associado", afirma. "Também vemos que as mulheres vítimas de violência têm risco muito maior".
Dados de boletim epidemiológico da pasta com dados dos últimos dez anos também alertam para a necessidade de novas medidas de prevenção. Nesse período, cerca de metade das tentativas de suicídio no país foram por intoxicações exógenas, como envenenamento, abuso de substâncias tóxicas e outros meios.
O aumento nessas ocorrências preocupa as autoridades de saúde. Em 2016, ano dos dados mais recentes, foram 36.279 tentativas de suicídio por intoxicação. No ano anterior (2015), foram 27.072.
As regiões com maior número de ocorrências foram o Sudeste, com 49% dos casos, seguido do Sul, com 25,1%, região que também concentra a maior taxa de suicídios do país.
Entre as tentativas de suicídio por intoxicação, 70% eram de mulheres, a maioria jovens. Para Marinho, isso pode ser explicado pela maior prevalência de casos de depressão e outras formas de sofrimento mental nesse grupo. Casos de violência e estupro também aparecem como fatores.
Apesar de as mulheres responderem pela maioria das tentativas, a letalidade é muito maior entre os homens - 4,7% daqueles que tentaram suicídio por intoxicação foram à morte. Entre as mulheres, esse índice é de 1,7%. De acordo com o ministério, a diferença pode estar associada ao uso de substâncias mais tóxicas.
Em geral, os homens são maioria quando observados os casos de intoxicação por agrotóxicos e outros venenos, por exemplo. Para Marinho, os dados evidenciam a necessidade do governo adotar novas medidas de controle.
Em média, o Brasil registra 12 mil internações ao ano por intoxicação intencional, com custo estimado de R$ 3 milhões ao ano. Com esse mesmo valor, seria possível custear o funcionamento de oito CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). "Temos que olhar mais para a intoxicação exógena. Acreditamos que podemos tomar novas medidas", afirma Marinho.
Entre as ações em análise, está a possibilidade de editar uma norma, em conjunto com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para maior restrição ao acesso e adoção de embalagens maiores para produtos como agrotóxicos e outros venenos.
"Uma das possibilidades é aumentar o tamanho das embalagens para que elas fiquem mais caras e difíceis de acessar", diz a diretora, que estima subnotificação de 40% nos casos de intoxicação por agrotóxicos.
Entre os estados, Sergipe, Ceará e Goiás são aqueles com maiores taxas de suicídio por intoxicação exógena. Também chama a atenção o aumento na mortalidade por suicídio em alguns estados, como Amazonas, Rondônia, Alagoas, Maranhão e Piauí.
Segundo o coordenador de saúde mental do ministério, Quirino Cordeiro, a pasta deve lançar em outubro um edital para novas pesquisas sobre o tema. Também há previsão de aumentar o número de CAPS e de redes de atenção psicossocial nestes locais, informa.
O governo também pretende aumentar o número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais, mas ainda não há meta.
Desde julho de 2018, as ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida), que atua na prevenção ao suicídio, passaram a ser gratuitas. O serviço está disponível por meio do telefone 141 e 188, de forma gratuita. Todas essas ligações são sigilosas.
Meus Comentários:
O Brasil é o campeão mundial do uso de agrotóxicos. Portanto, não é de se estranhar que o agrotóxico seja um dos meios principais de suicídio neste país. O ideal seria a utilização de uma agricultura orgânica, sem uso de agrotóxicos.
Conforme já comentado anteriormente [3], quanto mais fria a região, maior a taxa de suicídios, mantidas todas as demais condições iguais. Na figura acima, onde aparece a taxa de suicídios por estado, nota-se uma diminuição contínua dessa taxa ao sair do Rio Grande do Sul (mais frio, taxa= 10,3) até o estado do Rio de Janeiro (mais calor, taxa menor que 4,0), passando por Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Todos esses cinco estados possuem um padrão de vida semelhante [IDH-M] e, portanto, a temperatura média ambiente passa a ser o fator principal que comanda os suicídios. Quando eu morei no exterior (Estados Unidos), a temporada de suicídios no meu local de moradia era o inverno, quando nevava bastante.
O estado campeão de suicídios [ 11 suicídios/100 mil habitantes, como mostrado no mapa acima ] é Roraima. Isso pode estar ocorrendo devido à forte migração de pessoas vindas da caótica Venezuela (país vizinho a esse estado) durante os últimos anos, sob a ditadura de Maduro. Outro estado com alta taxa de suicídios (terceiro lugar no país) é o Piauí, com taxa de 10,0. Esse estado possui um dos mais baixos IDH-M do país (0,646) [4].
Como visto em [2], a taxa de suicídios está crescendo mais rapidamente entre as pessoas mais novas. Isso mostra que nossa sociedade, com o passar do tempo, está ficando cada vez mais agressiva/opressiva com os seus cidadãos, levando a um modo de vida mais doentio que resulta no aumento dos casos de suicídios (consequência de um estado doentio).
Verifica-se, também, nos gráficos acima, que os indígenas são as maiores vítimas do contato com a nossa sociedade doentia e controladora (com um governo autoritário, que impõe normas erradas, como a vacinação obrigatória, eliminando a liberdade individual de decidir o que acha que é melhor para si). Os orientais (amarelos) são os menos afetados, resultando na menor taxa de suicídios.
Para ter a estatística dos suicídios no mundo, consultar [5].
Referências:
[3] Os Suicídios no Brasil - 1, em Saúde Perfeita: Os Suicídios no Brasil - 1
[4] Lista de unidades federativas do Brasil por IDH – Wikipédia, a enciclopédia livre
[5] GHO | World Health Statistics data visualizations dashboard | Suicide
Labels: agrotóxico, Brasil, suicídio
Monday, April 30, 2018
Os Suicídios no Brasil - 2
Referências:
Labels: Brasil, jovens, suicídio
Wednesday, April 04, 2018
As Enganações Oficiais
O caso das vacinas é muito sintomático. Agora, no Brasil, está em curso uma campanha de medo para vacinar toda a população contra a febre amarela (e, todos os anos, campanha de vacinação contra gripe). Os recém-nascidos neste país recebem DEZENAS de vacinas nos seus primeiros anos de vida (não é por acaso que os casos de autismo infantil estão virando epidemia). Atualmente, a raça humana neste planeta não é mais tão ignorante. Portanto, fica óbvio que existem pessoas mal intencionadas (contra a população) propondo a aplicação de vacinas como primeiro procedimento preventivo contra doenças. A medicina oficial deveria estar educando a população sobre o estilo de vida que evita essas doenças (a real medicina preventiva), ao invés de ficar tratando apenas do efeito negativo desses estilos de vida errados da população, que leva ao surgimento de todas as doenças. Tratar efeitos dá lucro para os "sabidões", mas tratar a causa, seca essa fonte de lucros. Para não surgir uma doença, não se deve tomar uma vacina (que dá lucro às indústrias de vacinas) e sim deve-se adotar um estilo de vida que evita o surgimento dessa doenças (que a medicina oficial já sabe, na grande maioria das vezes). E esses estilos de vida saudáveis não envolvem gastar mais dinheiro do que já se gasta normalmente, caso contrário todos os índios selvagens (que não têm contato com a civilização) estariam todos mortos, pois não usam dinheiro em suas vidas. Os índios só começam a morrer (de doenças e de suicídios) após entrarem em contato com a nossa civilização assassina. Pense um pouco sobre isso.
A reforma da Previdência Social é também um tema sintomático. Coloca-se medo na população dizendo que irá faltar dinheiro para continuar pagando as aposentadorias. No entanto, para fundamentar essa reforma, não se apresenta ao público os resultados de uma auditoria que mostre o estado atual das finanças desta área. Tenho certeza que, se isso fosse feito, iria se verificar que (aparentemente) colocou-se para gerir esse tesouro público os piores economistas do planeta. Qualquer dona de casa gerenciaria melhor esses recursos. Veja como funciona o sistema: a partir do momento em que você começa a trabalhar, você passa a contribuir para a Previdência; quando você se aposenta, você continua contribuindo para a Previdência nas mesmas condições de quando trabalhava e só deixa de contribuir quando você morre e vai para o cemitério. A "reforma" da Previdência consiste em fazer você, estatisticamente, morrer antes de se aposentar, para que não retire um centavo de toda a contribuição que você fez a vida inteira. Só contribuir e nada receber! Por que as aplicações do tesouro da Previdência tem rendimento (aparentemente) próximo de zero ou negativo? Por causa da corrupção: a maior parte desse dinheiro está indo parar no bolso de "espertalhões", óbvio! Veja o que fizeram com o dinheiro da Petrobras (fatiado com empresários corruptos). Vejam o que fizeram com as finanças do Estado do Rio de Janeiro (com o seu ex-governador Sergio Cabral agora na cadeia). Isto não são casos isolados! Cadê a auditoria pública honesta na Previdência (oficial e privada), para justificar a reforma proposta?? A reforma é realmente necessária ou basta apenas combater a corrupção no sistema?
Outro caso muito sintomático é a mais horrenda e mortal fraude científica da história humana, a chamada "epidemia de AIDS" [em português, SIDA= Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida]. Esse tema é tão vasto que irei fazer uma postagem totalmente dedicado a ele.
Referência:
[1] Dr. Ray D. Strand, O que seu médico não sabe sobre medicina nutricional pode estar matando você, M. Books do Brasil Editora Ltda., pg. 25, 2004. ISBN: 85-89384-45-4.
Labels: água, aids, armamentos, autismo, cloro, contaminação, corrupção, índios, indústria farmacêutica, indústria química, medo, Previdência Social, SIDA, suicídio, vacina
Friday, September 22, 2017
Os Suicídios no Brasil - 1
O problema atinge, na maior parte, homens (79% dos casos), cuja taxa de ocorrência é de 8,7 suicídios por 100 mil habitantes. Já entre as mulheres é de 2,4/100 mil habitantes. Incluindo homens e mulheres, a taxa de suicídios no Brasil (estatística da ONU[2]) é de 6,3/100 mil habitantes (e, não, os 5,5/100 mil, como reportado em [1]).
No Brasil, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos - a principal são agressões. Proporcionalmente, no entanto, o problema atinge mais os idosos. A taxa de mortalidade por suicídio entre pessoas com mais de 70 anos chega a 8,9 a cada 100 mil habitantes entre 2011 e 2015. Entre os jovens de 20 a 29 anos, esta taxa é de 6,8 casos a cada 100 mil habitantes. Os povos indígenas são os mais vulneráveis: se entre brancos a taxa de mortes por suicídio é de 5,9 a cada 100 mil habitantes, entre indígenas esta taxa chega a 15,2, de 2011 a 2015. A faixa etária mais atingida entre os indígenas é a de crianças de 10 a 19 anos: representam 45% dos casos indígenas.
Os casos de suicídio são espalhados por todo o Brasil. No entanto, proporcionalmente, a região Sul é a mais afetada: concentra 23% dos casos, mas com apenas 14% da população do país. Três dos quatro municípios com as piores taxas do país estão no estado do Rio Grande do Sul: Foquetinha (78,7 casos por 100 mil habitantes), Travesseiro (55,8) e André da Rocha (52,4). O outro município entre os mais incidentes incidentes é Taipas do estado do Tocantins, com taxa de 57 casos por 100 mil habitantes. A região mais afetada por suicídios é o Sudeste, com 38% dos casos registrados no país.
Entre 2011 e 2016, foram 48.204 tentativas de suicídio no país, sendo 58% delas por envenenamento ou intoxicação, 6,5% por objeto cortante e 6% por enforcamento. São as mulheres quem mais tentam tirar a própria vida: 69% dos casos. Em 31% dos casos, elas tentaram o ato mais de uma vez - entre os homens, a reincidência é de 20% (já que eles são mais bem sucedidos na primeira tentativa).
Comentário Final: Como já comentei em outra postagem deste blog (clique no Marcador suicídio, desta postagem), há uma tendência geral (no Brasil e em todos os outros países) de aumento da taxa de suicídios nas regiões mais frias (com o aumento da latitude norte ou sul). Por isso, o Rio Grande do Sul é o estado com a situação mais grave. No mundo, o pais campeão em suicídios é a Lituânia (segundo estatística da ONU), um país europeu de inverno muito rigoroso. Por que isso ocorre? Por causa da diminuição da radiação solar (algo sadio) com o aumento da latitude. A incidência de vários tipos de cânceres também aumenta ao nos afastarmos do equador (com o aumento da latitude). Porém, certamente existem outros fatores que contribuem com o aumento dos suicídios. Na minha opinião, um desses fatores é a poluição eletromagnética (inclusive devido à eletricidade suja, no lar e no local de trabalho): quanto mais neblina eletromagnética nociva, mais perturbação mental (devido à maior interferência com as ondas cerebrais normais) e, consequentemente, maior número de suicídios. No Brasil, por exemplo, o índice muito maior de suicídios nos índios, pode ser devido ao uso crescente de telefones celulares entre eles. Quanto menor a idade, mais intenso é o efeito da radiação do celular na cabeça da pessoa: daí o maior índice de suicídio entre as crianças indígenas na faixa de 10 a 19 anos.
PS: Hoje (27.02.2018) saiu outra reportagem [3] sobre suicídios entre índios do Brasil. O índio Waritaxi Iwyraru Karajá, 56 anos, perdeu três filhos por suicídio (um filho com 21 anos e uma filha grávida de 24 anos). O filho de Iwraru Karajá, 52 anos, cacique da aldeia Watau, tinha 25 anos quando se matou em 2016. A maioria dos casos de suicídios indígenas envolve jovens do sexo masculino, entre 11 e 25 anos. Meu comentário: entre a população não-indígena a taxa de suicídios é maior entre adultos mais idosos e na população indígena é maior entre os jovens do sexo masculino. Maior suicídio entre adultos mais idosos é algo esperado, devido à declínio da saúde nesta faixa etária. Mas, entre os índios, isso não acontece, ficando a maior taxa de suicídios entre os jovens do sexo masculino. Portanto, para identificar por que isso ocorre, deve-se verificar qual a diferença de estilo de vida entre índio idoso e índio jovem. Índio idoso não tem contato com aparelhos eletrônicos da civilização (principalmente telefone celular), mas índio jovem (principalmente do sexo masculino) certamente tem um maior contato com esses instrumentos que emitem radiação eletromagnética que interfere com o funcionamento do corpo, principalmente na cabeça. Além disso, os jovens índios costumam usar mais calçados que seus pais adultos, o que perturba ainda mais sua saúde. Outro aspecto fundamental: os índios jovens geralmente vão à escola, e os adultos não! A escola é uma prisão, que retira a liberdade das crianças, algo difícil de suportar pelos pequenos índios livres. Em todo o mundo, nos últimos anos, tem aumentado o número de suicídios de crianças que vão à escola [4]!
Referências:
[2] http://apps.who.int/gho/data/node.sdg.3-4-viz-2?lang=en
[3] Rodrigo Vargas, Cresce suicídio entre índios carajás em MT, Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Poder, pg. A6, 27 de fevereiro de 2018.
[4] David Icke, Everything you need to know but have never been told, David Icke Books, pp. 269-274, novembro 2017. ISBN: 978-1-5272-0726-4.
Labels: Brasil, eletricidade suja, escola, frio, índios, poluição, prisão, suicídio
Sunday, August 06, 2017
Se não amássemos tanto assim
Abaixo vão alguns trechos deste livro [1] de Américo Simões.
Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, Se não amássemos tanto assim, Barbara Editora, São Paulo, 2014.
Labels: Américo Simões, amor, cooperação, paixão, solidariedade, suicídio
Monday, July 31, 2017
O Portal da Morte
O cordão prateado
A aura será visível em torno da pessoa agonizante que, fisicamente inconsciente, está então fora de seu corpo físico e flutuando acima dele, mas a ele ligado por uma corrente de forças que brilham com uma delicada luz prateada. Esta corrente flui entre as cabeças do corpo físico e do superfísico, assim ligando-as. Enquanto continuar fluindo há sempre a possibilidade do despertar físico. Uma vez rompida, o que se dá no momento da morte, não há mais possibilidade de retorno. Quando chega o exato momento da morte, o cordão prateado rompe-se, e o homem ergue-se como se liberado de uma tração gravitacional.
A vida passada é revista
Em quase todos os casos o homem está inconsciente da morte como está do sono. Ele passa, por assim dizer, com um suspiro, deste mundo para o próximo. Geralmente ele está empenhado num processo de revisão, no qual passam ante seus olhos mentais os acontecimentos da vida que acabou, em perspectiva clara, causas e efeitos, sucessos e seus resultados, omissões e suas consequências, sendo vistos e correlatados. Este processo de revisão é muito importante, pois daí destila-se uma certa sabedoria - o fruto da vida encerrada. É por esta razão que deveríamos mental, emocional e fisicamente ficar quietos na câmara da morte, de modo que, por excesso de pesar, não venhamos a perturbar o ser amado neste importante processo. Ele está agora vivendo em seu corpo mais sutil, o corpo da emoção, e está, portanto, altamente sensível às forças do pensamento e da emoção. Calmamente e com autocontrole, nossos pensamentos devem ser dirigidos para ele, com amor, com bênçãos e votos de progresso interior nos mundos mais sutis.
O despertar após a morte
Finda a revisão, segue-se geralmente um período de completa inconsciência que pode durar de trinta e seis a quarenta e oito horas, variando com o indivíduo. O despertar ocorre e o falecido, frequentemente ainda inconsciente do que aconteceu, olha ao seu redor. Em quase todos os casos algum amigo ou parente espera-o; ou, se não há ninguém para dar-lhe as boas-vindas, então algum membro do grande grupo dos auxiliares cujo trabalho é receber os recém-chegados, vai ter com ele. Tais auxiliares são membros de um grupo altamente treinado para esta função de dar assistência aos novos que chegam. Com as boas-vindas, explicam a mudança, ajudam para que se estabeleçam tão confortavelmente quanto possível.
Lá não é uma terra estranha
O mundo para o qual nossos amigos foram, e para o qual iremos, não é uma terra estranha, porque vamos lá todas as noites enquanto nosso corpo físico dorme. O sono foi, com muita propriedade, chamado o irmão gêmeo da morte. Enquanto o corpo físico dorme, ficamos despertos no corpo que usaremos após a morte. Nossos sonhos são, em parte, memórias confusas de nossa vida nesse outro mundo, que trazemos de volta ao acordar. A diferença entre o sono e a morte está no fato de que, no sono, o "cordão prateado", que nos liga ao corpo físico, não é partido. Na morte, o cordão é partido, e como não temos mais laço com o corpo físico, não voltamos mais para ele. O mundo superfísico e o estado de consciência em que se ingressa na morte consistem em duas divisões ou planos da natureza: o emocional ou astral, e o mental.
Influência do temperamento e do caráter
As condições nas quais uma pessoa se encontra depois da morte dependem grandemente de seu temperamento (e crenças) e da natureza da vida que levou no plano físico. Cada um de nós vê o mundo ao seu redor através das janelas de seu temperamento. O indivíduo amigável e alegre, desperta após a morte num mundo alegre, amigável; enquanto o centrado em si mesmo, pode acordar num mundo um tanto isolado, enfadonho e triste - não que esse mundo seja isolado, mas porque o indivíduo egocêntrico não consegue inspirar nem dar amizade. Felizmente, a dor, o enfado e o isolamento que tais pessoas criaram para si próprias, força-as a mudarem de atitude em relação à vida.
O cientista depois da morte
Os recém-chegados revelam uma tendência a procurar, depois da morte, as formas sublimadas que mais os atraíram na Terra. Assim, o investigador científico, cujo ideal na Terra era a procura da verdade, verifica que pode seguir a verdade lá como o fez aqui. Ele verifica também que suas investigações são muito mais frutíferas porque, deixando o mundo de matéria mais densa, está mais consciente na substância mais sutil, e mais próximo do mundo das causas. É na consciência mais elevada e no mundo das causas que residem a verdade e a compreensão. As forças circulantes, das quais o mundo físico é um produto ilusório, são visíveis como tal no mundo que se segue. Os grandes engenheiros do Logos, os Seres que fazem circular essas forças, operando e administrando os processos e as leis da Natureza - as Hostes Angélicas - podem ser vistas em operação, e o investigador científico encontra-se assim numa região em que seu trabalho é muito mais frutífero do que foi na Terra.
Os negócios deixados para trás
Todos que ingressam na morte verificam que o pensamento é uma força poderosa, potente para afetar a vide de outros, bem como um auxílio para si próprio, se ele a usar devidamente. A vida depois da morte pode, certamente, ser o começo de uma liberdade mais admirável, porque as fatigantes necessidades de negócios que, sem dúvida para nosso próprio bem, mantêm-nos atarefados aqui e tendem a acorrentar nossos pensamentos e emoções às coisas materiais, não mais existem. O ramo da alimentação, por exemplo, embora uma das principais causas dos negócios e do esforço pessoal no plano físico, deixa de ter qualquer importância na vida após a morte, porque toda a nutrição de nossos corpos sutis é automaticamente tirada da atmosfera. Lá, como aqui, o ar é carregado com a força vital de Deus, emanada através do Sol, e contém todo o necessário ao sustento nesse mundo. Todo o processo de sua absorção e assimilação é tão inconsciente como o respirar no plano físico. Consequentemente, o alimento não é uma fonte de atividade comercial. A roupa é feita pelo pensamento. Posto que a matéria do próximo mundo responde instantaneamente ao pensamento, pensar-se vestido é ficar vestido. O transporte não depende do trabalho dos outros. Nos mundos superfísicos nos movemos impulsionados pelo pensamento. Pensar alguém num lugar é deslocar-se para esse lugar. A habitação, a quarta das grandes fontes de negócios e de esforço humano no plano físico é também criada, no mundo vizinho, pelo pensamento. Lá, como aqui, as pessoas se reúnem em casas e cidades que são formas-pensamento. A privacidade é tão necessária na vida após a morte quanto na Terra, mas não um abrigo exigido pelo clima, pois as nossas condições climáticas adversas não se reproduzem lá.
A vida nos mundos intermediários é transitória
Não há permanência em qualquer dessas condições e estados de consciência. Toda pessoa que morre de morte natural passa pelos mundos da emoção e da mente com velocidades variáveis, até que o centro de vida e de percepção, que estivera encarnado no corpo físico, seja retirado para sua fonte, que é o Ego no Corpo Causal. Há exceções, mas esta é a regra geral, e o tempo gasto no mundo astral após a morte depende muito do grau de espiritualidade ou materialismo no caráter e nos interesses do falecido. O ideal, naturalmente, é passar tão rapidamente quanto possível pelos mundos da emoção e do pensamento analítico para ingressar na beatitude da vida celestial e, mais tarde, na completa reabsorção no Eu Superior.
O amor é imortal
Será que o passamento significa a separação final, ou será que, de algum modo e em algum lugar, nós e aqueles a quem amamos nos encontraremos outra vez? A Teosofia afirma que, seguramente, aqueles que se amam irão se encontrar. Nada - nem a morte, nem o renascimento - pode quebrar os laços do verdadeiro amor. O amor é imortal e é, além de tudo, a mais poderosa força do universo. O encontro é, portanto, assegurado de maneira absoluta a todos aqueles que verdadeiramente amam. Se morrermos, poucos meses após a morte, iremos diretamente à presença do ser amado que nos precedeu.
O suicídio
Certos desvios do normal ocorrem em casos de suicídio e morte súbita e prematura. Quando cometidos por motivos abnegados, depois de passado o choque, que geralmente acompanha a morte súbita, a pessoa se acomoda às novas condições descritas anteriormente. Nesses casos, geralmente não há coma, e não há tempo para a pessoa se reajustar gradualmente às novas condições de vida. Aqueles que tomam suas vidas por motivo de fuga, a fim de escapar de condições inaceitáveis, podem mergulhar em inconsciência imediatamente ao deixar o corpo físico, e assim permanecer até o tempo da morte natural. Eles então despertam e se tornam sujeitos às leis e condições apropriadas. É este fato de despertar só quando o termo natural da vida física teria chegado ao fim que sugere haver um tempo fixado para a morte natural de cada um de nós, dependendo parcialmente de nossa conduta. A experiência daqueles que cometem o terceiro tipo de suicídio é menos invejável ainda. Grosseiros e sensuais, eles deram fim a sua existência física na plenitude da vida, levados pela paixão do medo. Seus desejos fortes os conservam amarrados à Terra. Eles podem ver a réplica em matéria sutil do plano físico e vivem num meio mundo - entre este e o seguinte. Levados por desejos e paixões que não podem satisfazer, procuram, para seu alívio, entrar em lugares de permissividade sensual no plano físico e tentam unir sua consciência com o dos ébrios e sensuais que por aí vivem. Em tais circunstâncias, pessoas do plano físico sentem intensificação de seus desejos, de modo que o relacionamento, mesmo que ignorem tal coisa, pode lhes ser tão prejudicial quanto para as almas amarradas à Terra que procuram satisfação através deles. O suicídio é sempre um erro. Temporariamente o suicídio resolve certos problemas, é verdade, mas também cria outros novos.
O purgatório
A pessoa que morre presa de um vício autocriado sofre muito após a morte física. Ela está então vivendo em seu corpo emocional e, consequentemente, sentindo seus desejos com uma intensidade que lhe era ainda desconhecida quando a matéria do corpo físico os reduzia ou os abafava. Se existe o Inferno em algum lugar, então é nessa condição de ânsia forte e insatisfeita. O inferno não é um lugar; é um estado de consciência, bem como o é o Céu. Alguém pode estar em qualquer um deles, conforme a condição de sua consciência, onde quer que seu corpo esteja. Este sofrimento não é imposto como uma punição após um julgamento por uma autoridade externa; é algo autogerado, como é todo sofrimento e toda alegria. Ambos "colheitas" automáticas de "semeaduras" anteriores. O sofrimento causado por desejo insatisfeito não é algo permanente. O sofrimento post-mortem, resultante de vício não sobrepujado, dura somente o tempo da energia despendida em sua permissividade continuada. Quando isso se extingue, o homem fica livre e entra na vida normal post-mortem. As condições imediatamente além-túmulo podem ser tomadas como purgatoriais. Não se pode admitir acidentes no sentido usual da palavra. Todas as experiências do homem através do ciclo de vida, que consiste na descida ao nascimento, vida física, morte e ascensão ou retorno são autogeradas segundo a lei de causa e efeito. Não é aceita como possível a mais leve injustiça a qualquer ser humano. O homem é seu próprio legislador, o decretador de seu destino físico. A morte súbita pode causar um choque temporário. Uma catástrofe pode causar pânico. O conhecimento dos erros cometidos na Terra e a voz da consciência podem torturar a mente. Pode haver um vício não neutralizado, obrigações não cumpridas, conflitos psicológicos e complexos não resolvidos, desejos profundos nunca satisfeitos, e estes podem causar e causam sofrimento temporário após a morte. Felizmente há auxílio disponível: auxiliares que recebem, confortam e guiam aqueles que necessitam, e eles encontram na vida depois da morte uma continuação e uma extensão dos serviços que prestavam, ou queriam prestar na Terra.
O soldado depois da morte
Às vezes soldados que são mortos assumem a tarefa de ajudar os recém-chegados e, não raro no princípio, dão atendimento a seus próprios camaradas que vêm logo em seguida. No momento da morte normal, o falecido geralmente se empenha numa revisão de sua vida que se extingue. Na morte súbita, entretanto, não há, em muitos casos, nem revisão, nem pausa para descanso. Um instante apenas separa a consciência neste mundo da consciência no próximo. Conhecimento, faculdade, experiência, poderes adicionais e a oportunidade de satisfazer os desejos e as aspirações da vida precedente, que normalmente seria retardado até o próximo renascimento - estas são algumas das vantagens imediatamente adquiridas pelo soldado morto quando ele aceita o privilégio especial do renascimento imediato. A memória instintiva que surge no raro caso da reencarnação chamada de imediata pode ser bastante clara e detalhada, devido ao fenômeno raro de terem sido conservados os corpos astral e mental da última encarnação (pela renúncia ao período celestial ou Devachan), e não terem sido substituídos por outros novos vomo é o caso normal. Normalmente, o período entre vidas variam de 4 a 2.300 anos (geralmente de 4 a 40 anos no plano astral ou "purgatorial", seguido de zero a 2.300 anos no plano mental ou "celestial"), dependendo principalmente da duração da vida e do estágio evolutivo daquela alma.
Preparação para a morte
Pode alguém fazer planos para sua vida depois da morte do corpo? Certamente que sim, pois a lei de causa e efeito age da vida no físico para a do superfísico. Cada um de nós, portanto, está contínua e diariamente preparando sua vida depois da morte com seus pensamentos, motivos, sentimentos, palavras e ações. Cada um de nós é um filho imortal de Deus. A morte existe apenas para os olhos que a observam e toca apenas o corpo físico, libertando-nos, em grande parte, do poder de cegar que tem a matéria.
As vestes da alma
A essência do Eu de alguém é independente da existência física, é distinta do seu invólucro físico temporário. Os sete corpos do ser humano são:
- corpo físico
- duplo etérico
- corpo astral ou emocional
- corpo mental inferior, veículo do pensamento concreto
- corpo mental superior, veículo do pensamento abstrato
- veículo da intuição
- veículo da vontade espiritual
Quando o corpo físico é abandonado, o centro de consciência retira-se rápida ou lentamente, de acordo com a condição do morto, através do mundo intermediário ou astral, para gradualmente se estabelecer no corpo mental, o instrumento do pensamento concreto. Este processo finalmente se encerra e o corpo mental é, por sua vez, descartado e a consciência focalizada integralmente no corpo de luz, o corpo causal, o veículo do intelecto. A personalidade autoconsciente do morto como era na Terra, com seus sentimentos superiores, aspirações, afetos e mesmo predileções, ou antes a essência mais elevada de tudo isso, entra no Devachan. Os sentimentos mais sensuais, os desejos e as tendências da personalidade morta não podem experimentar o Devachan. Eles são deixados para trás flutuando na atmosfera da Terra com o seu veículo, o corpo astral e, à medida que este se desintegra, seus elementos vão voltando às fontes de onde foram tirados para formar o corpo.
Idéias teosóficas
A Verdade deve ser procurada pelo estudo, pela reflexão, pela pureza de vida, pela devoção aos ideais elevados. A crença deve resultar do estudo ou da intuição individual, e deve repousar em conhecimento, não em afirmativa. Procurar remover a ignorância e não puni-la. A morte é um incidente que se repete numa vida sem fim. Reconhecer o Espírito como a si próprio e a mente e o corpo como seus servos.
Referência:
[1] Geoffrey Hodson, Através do Portal da Morte, Editora Teosófica, 2013. ISBN: 978-85-7922-095-1. www.editorateosofica.com.br.
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Saturday, September 19, 2015
A Menstruação: Causas e Cura
A menstruação é um processo patológico e, como as demais doenças, pode ser evitada e curada, se já estiver presente. A menstruação tem causas físicas e psicológicas.
As causas psicológicas principais têm sido sustentadas por duas instituições: a religião e a medicina. A Bíblia Sagrada é um trabalho de homens e não de mulheres; em suas páginas fica muito claro um esquema engenhoso para escravizar as mulheres. O falso ensinamento religioso feito pelos sacerdotes (padres, pastores, papas, etc) baseado neste documento declara que a mulher fica "impura" (durante a menstruação, Levítico 15:19) e que um "sangue impuro" é eliminado pela "mulher pecadora" (amaldiçoada pelo "pecado original", Gênese 3:6) uma vez por mês, e se esse sangue não for eliminado dessa forma, o "fígado iria explodir". Que grande besteira! Um Deus que é Amor, e não é sádico, nunca iria amaldiçoar eternamente uma de suas principais criações (a mulher) com uma doença periódica que causa tanto sofrimento.
Se nos voltarmos ao mundo médico (que ainda vive na Era das Trevas), somos confrontados com a afirmação enganosa de que "a menstruação é uma função normal". Por mais estranho que isso possa parecer, as mulheres acreditam no que os médicos e sacerdotes dizem sobre sua condição humilhante de "impureza", ao invés de jogar fora essa antiga superstição, descobrir a verdade e se livrarem dessa chamada maldição. Convém lembrar que algo "normal", não é, necessariamente, "correto". Por exemplo: é normal para a maioria das pessoas comer cadáveres de animais (bovino, suíno, frango, peixe, etc), mas, apesar disso, isso não é correto (salutar) para a fisiologia humana.
Devido a esse ensinamento antigo e estúpido, as mulheres foram enganadas para acreditar que seu sexo desafortunado, em algum tempo antigo, cometeu um "pecado básico" (Gen. 3:6) que as levou a sofrer eternamente, sendo escravas dos homens (Gen. 3:16). Um mundo médico estúpido, ainda vinculado a superstições, vê essa função feminina como "normal", quando ela é acompanhada de sintomas penosos de doença como dor intensa, angústia mental e perda de uma grande quantidade de fluido vital.
As conclusões de quem estudou seriamente esse assunto é que, primária e fundamentalmente, a menstruação é uma hemorragia. Nenhuma autoridade da Terra pode manter a posição de que uma hemorragia é natural e normal, independente da parte do corpo em que ela ocorre.
Hemorragia não é uma condição de saúde. Portanto, ela é uma condição de doença. É um estado patológico e é sempre prejudicial e, muitas vezes, perigoso. Hemorragia no útero (menstruação) não é mais normal do que uma hemorragia no cérebro (AVC) ou nos pulmões. Ela é menos perigosa apenas porque o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo do que o cérebro e os pulmões.
A velha teoria de que a menstruação é um processo de limpeza, que livra o corpo feminino de materiais ruins e venenosos, levou alguns a acreditar que a amenorréia (ausência de menstruação) permite a retenção de tais produtos no corpo, e que a amenorréia é portanto prejudicial à saúde da mulher. Nenhuma evidência científica foi colhida para sustentar essa falsa crença e, ao contrário, a evidência clínica é exatamente oposta a isso [1].
Autoridades no assunto afirmam que o sangue menstrual é tão puro quanto o sangue nas outras partes da mulher menstruada. Se o sangue em todo o corpo dessa mulher estivesse em um estado saudável, a condição de saúde iria prevalecer, e não ocorreria a menstruação. É um fluxo de sangue poluído que envenena o corpo até o ponto em que a menstruação aparece, não como uma função normal, mas como um estado doentio; e o sangue menstrual é tão puro, ou tão poluído, quanto o sangue em qualquer parte do corpo. E perder sangue não irá melhorar a saúde da mulher, muito pelo contrário.
A mulher foi enganada (mentiram para ela) durante tanto tempo, que ela pensa que ela está normal quando ela está sofrendo dor, e que ela está saudável quando seu fluido vital está saindo de seu corpo. Esta atitude mental equivocada da mulher é, em parte, a causadora da menstruação. Muitas mulheres que acreditam que estão grávidas, mas na realidade não estão, param de menstruar sem qualquer efeito nocivo para a saúde.
A perda de sangue por qualquer parte do corpo prejudica a saúde de qualquer pessoa, e é um impedimento para as funções naturais e para o metabolismo. Nada, excepto a superstição, poderia ter mantido a mulher longe de fazer um estudo aprofundado dessa questão e de descobrir que o sangue não foi feito para ser perdido pela mulher e nem pelo homem. Nenhuma hemorragia é salutar.
Normalmente, o período menstrual é constituído de duas fases: a primeira fase é a saída de uma substância mucosa da vagina, vinda do útero, de cor clara ou branca, chamada de corrimento vaginal ou leucorréia. Com o passar do tempo, esse corrimento vaginal começa a receber uma coloração vermelha e transforma-se na segunda fase de pura hemorragia, chamada de menstruação. Tanto a menstruação como a leucorréia são condições patológicas e que, tendo um modo de vida apropriado, podem desaparecer permanentemente. Se a leucorréia desaparecer (primeira fase), a menstruação (segunda fase) automaticamente cessa.
Os fluidos perdidos na leucorréia são compostos de substâncias vitais importantes para o corpo. Essas substâncias são valiosas e necessárias para a nutrição do cérebro e dos nervos. Por esta razão, as descargas leucorréicas são desvitalizadoras ao cérebro e nervos. A perda desses fluidos é a causa principal das desordens nervosas e mentais, tão comum nas mulheres que menstruam.
Os corpúsculos mucosos presentes na excreção leucorréica são na realidade corpúsculos de sangue no processo de formação. Isso explica porque a mulher que sofre de leucorréia é frequentemente anêmica.
Várias autoridades afirmam que a condição de leucorréia está vinculada a uma dieta errada. O Dr. Ehret afirma que a leucorréia resulta da ingestão de alimentos que formam muco, particularmente as proteínas animais, tais como carne (carne bovina, suína, frangos, peixes, "frutos do mar", etc), ovos e produtos de laticínio (leite, queijo, iogurte, pudim, bolo, etc). Tanto a leucorréia como a menstruação resultam de uma condição inflamatória do útero que surge como efeito de uma dieta muito rica em proteínas. A maioria da população, por influência médica, tem muito medo de ingerir pouca proteína na sua alimentação, quando, ao contrário, deveria ter bastante cuidado para não ingerir muita proteína.
A cura da leucorréia irá resultar no desaparecimento gradual da menstruação, que é um efeito colateral dela. A perda de cálcio através da leucorréia pré-menstrual abaixa a capacidade do sangue de se coagular, o que resulta na hemorragia menstrual. Além da perda de cálcio, outras substâncias valiosas são perdidas através da leucorréia pré-menstrual. Não se deve interferir diretamente na hemorragia menstrual, mas ela pode ser indiretamente evitada eliminando a leucorréia que a precede.
Os desejos e atos sexuais e um ambiente muito erotizado são causas importantes na ocorrência da menstruação, já que prostitutas vivem em uma condição de quase constante hemorragia, enquanto as freiras enclusuradas e mulheres que vivem sozinhas, possuem cada vez menos menstruações, de tal forma que, às vezes, elas mal deixam uma marca no absorvente íntimo. Como a menstruação está diretamente relacionada com a indulgência sexual, verifica-se que entre as mulheres não casadas (solteiras) o fluxo menstrual possui uma menor duração do que entre as mulheres casadas.
Portanto, a primeira coisa essencial para ter um controle da menstruação é evitar totalmente qualquer ato sexual. Mulheres que vivem em castidade absoluta, longe de qualquer excitação erótica, percebem que suas menstruações acabam ficando tão limitadas que quase não deixa marcas na roupa. Ao contrário, mulheres que desfrutam de muito sexo e prostitutas observam que o fluxo menstrual torna-se muito abundante e dura de dez a quinze dias. Metade de suas existências é uma longa menstruação.
As antigas mulheres guerreiras Amazonas, viviam separadas e não se casavam com homens, pois considerava isso uma escravidão e, como consequência, não menstruavam. Portanto, isso parece indicar que a origem da menstruação é a sujeição sexual da mulher ao homem. Uma conspiração masculina, feita por sacerdotes e médicos, incutiu na mente feminina que a menstruação é algo normal do seu sexo e que deve ser aceito como algo inevitável. Mentira! Isso foi feito para gerar uma supremacia do homem sobre a mulher em nossa sociedade.
Na nossa sociedade atual, o homem é meramente uma degeneração da mulher. O homem situa-se entre a mulher e o macaco (ele é muito mais peludo que a mulher). O homem é o "sexo fraco", e não a mulher. A mulher é o sexo forte. Isso pode ser constatado por inúmeros fatos. Os bebês natimortos do sexo masculino são de trinta a quarenta porcento mais numerosos que os do sexo feminino [1]. Os bebês femininos têm uma taxa de mortalidade menor que os bebês masculinos. Estatísticas de seguro de vida mostram que é mais difícil cuidar de um menino do que de uma menina, do ponto de vista de saúde. As meninas se desenvolvem mais precocemente que os meninos (ficam mais altas), até começarem as menstruações na puberdade [As menstruações começam na puberdade porque até esta idade a saúde da menina já decaiu muito, havendo um grande desequilíbrio em seus hormônios], quando, então, elas param de crescer (devido à perda de cálcio e outros elementos importantes através do fluxo menstrual) enquanto os meninos, que não menstruam (apenas poucos sangramentos pelo nariz), continuam a crescer e passam as moças em altura. A menstruação traz uma parada prematura e não natural tanto no desenvolvimento físico como mental da mulher; a perda de cálcio e fósforo pára o crescimento do esqueleto e a perda de iodo e lecitina causa também uma interrupção prematura do crescimento do cérebro.
Estatísticas mostram a superioridade feminina sobre a masculina em todas as idades, com exceção do período fértil, período entre a primeira e a última menstruação, que suga sua vitalidade feminina. Assim que a menstruação começa, a superioridade das fêmeas sobre os machos começa a declinar. Mas essa superioridade aumenta novamente quando o período menstrual termina (na menopausa). Este fato científico mostra o efeito degenerativo da menstruação. Após o período das menstruações (na menopausa), a mulher mostra novamente sua superioridade. Quanto mais se avança em idade, mais aparece a predominância numérica das mulheres sobre os homens: existem muito mais viúvas do que viúvos!
As mulheres do campo, que possuem uma dieta menos volumosa que as da cidade e que se exercitam mais com o trabalho e respiram um ar menos viciado, possuem menstruações menos frequentes e menos abundantes.
A menstruação feminina é algo equivalente à emissão seminal nos homens. A menstruação representa uma perda de energia na mulher, assim como a perda de sêmen constitui-se em uma perda de energia para o homem. A menstruação não ocorre nos animais selvagens fêmeas porque os machos perdem pouco sêmen devido a atos reprodutivos infrequentes, limitados a determinadas épocas do ano, enquanto o macho humano tem atividade sexual mais frequente. A menstruação frequente da mulher representa, portanto, uma perda compensatória de vitalidade na mulher para tentar manter um equilíbrio entre os dois sexos, já que sem a perda menstrual, as mulheres iriam rapidamente suplantar os homens, como resultado de suas perdas seminais.
O processo da menstruação não é um processo fisiológico, mas o resultado de uma interferência com a natureza. A menstruação é uma hemorragia, sendo constituída pela ruptura de vasos sanguíneos. Vasos sanguíneos não são feitos para se romperem e, portanto, nenhuma hemorragia é algo natural.
Animais não domésticos (com exceção dos macacos) nunca menstruam, mas quando estão em cativeiro ou quando são cuidados sob condições artificiais de domesticação, sendo alimentados com dieta não natural, descargas menstruais regulares têm sido notadas. Isto tem sido observado em éguas, vacas, ovelhas, porcos, coelhos e cães. Nesses casos, a dieta artificial e a forma de viver devem ser consideradas as causas da menstruação dos animais domésticos, em vista da ausência desse fenômeno entre os membros selvagens da mesma espécie. Logo, muitos estudiosos afirmam que sob condições naturais perfeitas de alimentação e de vida, uma mulher nunca iria menstruar, apesar de ovular normalmente; uma dieta com pouca proteína, constituída de frutas e vegetais, fará a mulher parar de menstruar.
Um fator que agrava a menstruação é uma constipação crônica (prisão de ventre, eliminação deficiente de fezes) que causa uma intoxicação sanguínea. Verifica-se que durante a menstruação, a concentração de ácido úrico (uma toxina) no sangue chega a um máximo. Sabe-se que a constipação é mais intensa no período menstrual e a constipação, obviamente, é um precursor da auto-intoxicação. Quando ocorre a constipação e auto-intoxicação, os locais principais de eliminação ficam sobrecarregados e eliminações suplementares passam a funcionar através das membranas mucosas, como o útero (e o nariz). Alguns investigadores vêem o útero como um órgão de excreção cuja função consiste na eliminação dos produtos prejudiciais do metabolismo. Hipócrates, considerado o Pai da Medicina moderna, disse: "O útero é o esgoto de todos os excrementos que existem no corpo, pois todas as impurezas vão para o útero". Quanto mais imperfeita for a eliminação sistêmica, mais descargas irão sair pelo útero, se a membrana mucosa uterina se constituir no ponto de menor resistência. Uma respiração pulmonar mais intensa pode, portanto, reduzir a menstruação (maior expulsão de toxinas via mucosa do pulmão).
As mudanças inflamatórias na membrana mucosa uterina que levam à hemorragia menstrual são devidas ao excesso de proteínas, pois se sabe que a ingestão excessiva de alimentos proteicos (especialmente de origem animal) é a principal causa da constipação e da autointoxicação. Ehret e outros pesquisadores verificaram que quando as suas pacientes eram colocadas em uma dieta de baixa proteína, elas experimentavam uma redução gradual na quantidade e na frequência da menstruação, até que ela diminuía ao ponto de desaparecer. Havelock Ellis, por exemplo, cita o caso de uma mulher que tinha menstruações prolongadas e doloridas quando tinha uma dieta de carne, enquanto em uma dieta vegetariana a sua menstruação diminuiu ao ponto de desaparecer.
Efeitos similares foram observados no caso de leucorréia (descarga mucosa genital, corrimento vaginal) que desaparece sob uma dieta sem proteínas. Ehret afirma que se o sangue ficar completamente livre de toxinas ácidas através de uma dieta alcalina de vegetais e frutas de baixa proteína, a menstruação irá ocorrer em intervalos progressivamente mais longos de 2, 3, 4 meses, etc, até que ela finalmente desaparece. Ele considera a menstruação como um efeito patológico de uma condição inflamatória da membrana mucosa uterina induzida por uma dieta alta em proteína, e que pela redução desta inflamação por uma dieta alcalina de frutas e vegetais, o fluxo irá gradualmente diminuir em frequência e quantidade, até que ele desaparece. Portanto, não é correta a visão usual de que a menstruação é apenas "uma limpeza mensal", algo que pretende fazer com que as mulheres aceitem esta doença periódica sem reclamar muito (e se manterem submissas ao homem).
A menstruação não é fisiológica, mas sim um processo patológico e que não é necessária para ter boa saúde (e ovular normalmente). Uma mulher não está saudável porque ela menstrua, mas apesar de menstruar. A menstruação é algo não natural e não é necessária para a saúde da mulher. A menstruação é definitivamente prejudicial à saúde da mulher. As estatísticas mostram que, em anos recentes, a desmenorréia (menstruação dolorosa) aumentou muito.
O endocrinologista Dr. Max Schlapp afirma que é no período menstrual que as mulheres epiléticas geralmente têm os seus sintomas. Esse endocrinologista também observou que na menstruação uma glândula importante e visível, a tireóide, torna-se maior ou inchada, e ativa em excesso. Verificou-se que o iodo está presente em maior concentração no sangue menstrual do que no sangue sistêmico. Pode ser por este motivo que a menstruação causa a glândula tireóide secretar em excesso, para tentar compensar esta deficiência de iodo.
A Prof. Clelia Mosher, no seu livro "Personal Hygiene for Women", diz o seguinte quando escreve sobre os sintomas patológicos da menstruação nas mulheres civilizadas: "A lassidão, dor de cabeça e irritabilidade nervosa que está associada costumeiramente com a função menstrual, pode ser facilmente explicadas por (1) uma queda geral na pressão sanguínea e uma congestão excessiva do útero, o que causa uma deficiência no suprimento apropriado de sangue nos outros órgãos (incluindo a cabeça), e (2) uma inatividade que resulta tanto numa entrada diminuída de oxigênio como também numa eliminação diminuída de dióxido de carbono, dessa forma favorecendo o desenvolvimento desses sintomas indesejados... O aumento periódico da pressão sanguínea local e uma redução da pressão geral do sangue tem sido muito intensificado na mulher por causa de sua inatividade e por seus vestidos justos e por hábitos não saudáveis..."
Das observações acima pode-se concluir que a natureza patológica da menstruação é indiscutível, quando se considera seus efeitos sobre o sistema nervoso e o cérebro. Não existe dúvida que cada descarga menstrual periódica é acompanhada por uma diminuição da energia nervosa e por uma sensível incapacidade mental.
Lombroso descobriu que de 80 mulheres presas por se opor à polícia ou por assalto, apenas 9 não estavam em seu período menstrual. Legrand du Sauille descobriu que de 56 mulheres detidas por roubo, 35 estavam menstruando. O suicídio também é mais provável de acontecer durante esse período. Kugelstein afirma que em todos os casos (107) de suicídio de mulheres que ele encontrou, o ato foi cometido durante o período menstrual. Entre as doentes mentais (insanas, loucas, dementes, lunáticas), observa-se que o desvio da mentalidade normal torna-se mais acentuado no período menstrual, e frequentemente esta é a única ocasião durante o mês em que as manifestações da anormalidade mental aparece. Uma alta concentração do hormônio sexual feminino tem sido encontrado na descarga mucosa premenstrual (corrimento vaginal, leucorréia), e este hormônio é de importância vital para o cérebro e o sistema nervoso. Um bom número de mulheres nota a aproximação da próxima menstruação pelo aparecimento de sintomas nervosos.
Como nenhuma hemorragia é algo normal, a menstruação é algo anormal. O modo de viver não natural e a alimentação das mulheres civilizadas são as causas principais das suas hemorragias menstruais excessivas, segundo o Dr. Kisch, que escreve no seu "Sexual Life of Woman": "A quantidade de sangue perdido e a duração do fluxo são menores em mulheres saudáveis e fortes, que têm uma vida regular ativa e ocupada, particularmente nas mulheres do campo e nas mulheres que são pobres e castas, do que nas mulheres fracas e delicadas que levam uma vida sedentária, cuja dieta é abundante e estimulante, e que estão acostumadas a uma existência luxuriante e enervante. Em freiras, por exemplo, a quantidade do fluxo menstrual gradualmente diminui logo após a entrada delas na clausura... Finalmente, o fluxo torna-se extremamente pequeno e dura por apenas um dia".
Uma demonstração notável do fato que um retorno a uma vida mais natural e simples é capaz de causar o desaparecimento da menstruação é a notável cessação da menstruação entre as mulheres da Europa Central durante a guerra mundial. Os médicos alemães ficaram surpresos com a maior prevalência de "amenorréia de guerra" naquela época. A cessação da menstruação foi atribuída à subnutrição, sobrecarga de trabalho, castidade, etc. Assim que os homens retornaram da guerra, com o retorno de um modo de vida mais luxuriante e sedentário, a menstruação retornou.
Apesar da amenorréia poder ser uma consequência de debilidade constitucional, ela também deve ser vista como uma ajuda poderosa para revigorar o corpo feminino e nunca deveria ser combatida como um inimigo.
Quando a menstruação é permitida continuar sem obstáculos, existe uma forte tendência para o desenvolvimento de crescimentos patológicos no útero; então, na ocasião em que a maioria das mulheres atinge a idade de 35 anos, vinte por cento delas já possuem miomas em seus úteros, gerados pela hipertrofia menstrual recorrente da membrana mucosa uterina; já com a idade de 50 anos, quarenta por cento dessas mulheres possuem miomas. A menstruação, de alguma forma, está relacionada a miomas, já que os miomas nunca começam antes do início das menstruações ou após cessarem as menstruações (na menopausa).
O Dr. Herbert Shelton afirma: " A mulher menstrua porque ela não está saudável. Mulheres saudáveis não menstruam. Eu tenho visto (na minha clínica) que a melhora na saúde tem resultado na descontinuidade desse incômodo mensal em tantos casos que eu tenho certeza do que afirmo".
Mulheres que vivem uma existência natural, como as mulheres primitivas, possuem menstruações pequenas e infrequentes quando comparado com as mulheres civilizadas. É portanto claro que um retorno a uma maneira natural de viver e de comer deve causar uma forte redução na menstruação das mulheres civilizadas.
Conhecimento da relação entre comida e menstruação parece ser universal entre as raças primitivas da humanidade, já que essas pessoas impõem um regime dietético estrito durante o período menstrual, proibindo as comidas que eles acreditam que aumentam o fluxo. A principal entre elas são as comidas animais, principalmente a carne; por esta razão, entre muitas tribos, as mulheres são proibidas de comer carne ou qualquer coisa que sangra, já que essas comidas são supostas aumentar a severidade do fluxo. As mulheres Kaffir são proibidas de tomar leite durante a menstruação, enquanto mulheres índias do Orinoco, na América do Sul, são obrigadas a jejuar durante cada período menstrual.
Havelock Ellis refere-se a uma mulher que sofria menstruações profusas e dolorosas quando tinha uma dieta com carne, e notou que quando ela mudou para uma dieta vegetariana, sua menstruação praticamente desapareceu e a dor sumiu.
Dr. Arnold Ehret afirma que a menstruação é devida a uma condição tóxica do sangue resultante de uma dieta de carne de alta proteína, pois ele descobriu que uma purificação do trato intestinal e do sangue através de uma dieta de baixa proteína, composta totalmente de frutas e vegetais crus, causava a menstruação a ocorrer em intervalos cada vez mais espaçados até que finalmente desaparecia.
Dr. Alexander Haig colocou um grupo de mulheres em uma dieta vegetariana "livre de ácido úrico", com o resultado que a menstruação ocorreu em intervalos cada vez mais longos, até que finalmente ela desapareceu. Este método dietético de reduzir a menstruação funciona melhor para mulheres solteiras que vivem em castidade. Mulheres estritamente vegetarianas irão menstruar se expostas à estimulação sexual. Se uma mulher experimenta congestões pélvicas frequentes devida a emoções sexuais que surgem pelo contato com o sexo oposto, ela irá menstruar apesar de sua dieta correta. Por esta razão, as freiras, que normalmente não são vegetarianas, têm menstruações pequenas e curtas, enquanto prostitutas têm hemorragias profusas e prolongadas. Isto indica que o fator sexual é mais importante do que o dietético como causador da menstruação.
Portanto, para eliminação da hemorragia menstrual, uma mulher deveria seguir uma dieta estritamente vegetariana de baixa proteína e, também, evitar toda a excitação sexual que resulta do contato com o sexo oposto. No caso de mulheres casadas, isso iria requerer camas separadas, ou melhor, quartos de dormir separados se a mulher desejar se ver livre desta perda debilitante de sangue que mina sua saúde e traz uma velhice prematura, se for permitida sua continuidade. Uma forma de reduzir a congestão uterina, além da isolação e descanso sexual é a prática diária de banhos frios de assento (ou abdomen inserido numa banheira de água fria), que contrai e reduz o útero, que estaria congestionado e aumentado, e seus vasos sanguíneos. Portanto, uma forma de curar a doença da menstruação é uma combinação de uma dieta vegetariana de baixa proteína, castidade e isolamento sexual e ataduras e banhos frios aplicados na região pélvica. Uma sugestão de povos primitivos é que a mulher menstruada fique na posição horizontal (deitada), o que tende a reduzir a congestão pélvica que resulta da posição vertical, quando a gravidade puxa o suprimento de sangue da parte superior do corpo para a pelvis.
O desejo sexual é influenciado materialmente pela dieta. Em experimentos dietéticos com homens com rações reduzidas, particularmente quando a cota de proteínas foi reduzida, verificou-se uma diminuição acentuada da libido. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi observado que a restrição no suprimento de comida foi responsável não só por uma diminuição da libido em homens como também no surgimento mais frequente da amenorréia.
Dr. Alexander Haig verificou que quanto maior a quantidade de ácido úrico no sangue, resultado do maior consumo de carne, mais profusa era a hemorragia menstrual. Verificou também que a concentração de ácido úrico no sangue é máxima logo antes e durante a menstruação. Portanto, ele sugere uma dieta "livre de ácido úrico", que exclui as seguintes comidas que produzem ácido úrico:
1. carne, sopas com carne, peixes, frango e ovos
2. feijões, ervilha, lentilhas e amendoins
3. cogumelos, aspargos, castanha de caju e pistachio
4. trigo e aveia
5. chá, café, cacau, chocolate e bebidas alcoólicas (cerveja)
O que aumenta a pressão do sangue, também aumenta o fluxo menstrual (como, por exemplo, o sal).
O Dr. Schroyer, um ginecologista da Nova Inglaterra, em seu "Doenças das Mulheres", após estudar a influência dos alimentos na menstruação e nas descargas mucosas da leucorréia, concluiu que ambas têm sua origem na condição inflamatória da membrana mucosa uterina (endométrio), devido a toxinas vindas dos intestinos (autointoxicação), e que para reduzir e eliminar essas descargas é necessário destoxificar o sangue (com dieta adequada) e o trato intestinal (com lavagens intestinais).
Sem sombra de dúvida, ficar deitada de costas sem se mexer durante o período menstrual certamente diminui bastante o fluxo. Os povos primitivos faziam provisões para que suas mulheres fizessem isso, enquanto os povos ditos civilizados não fazem isso. Isso é uma triste constatação na nossa civilização dominada pelos homens: as mulheres civilizadas, cuja menstruação é muito mais profusa, dolorosa e frequente do que as mulheres primitivas, são universalmente desprezadas neste período crítico, pois os homens, não tendo experiência pessoal deste fenômeno, estão inclinados a tratar isso com pouco caso. Diferentemente dos povos primitivos mais sábios, nós ainda não acordamos para a necessidade de aprovar a ausência compulsória da escola ou do local de trabalho para as mulheres durante a menstruação.
O Dr. F. Schroyer afirma que a leucorréia tem sua origem em uma dieta errada rica em proteínas, principalmente as de origem animal, pois é da proteína que o muco expelido é formado. Para se livrar dessa condição, ele recomenda uma dieta altamente alcalina de baixa proteína composta basicamente de vegetais, de preferência crus, e de batatas assadas (ao invés de pão de trigo).
O termo "menstruação" refere-se não apenas a uma descarga de sangue (hemorragia) mas também a um fluxo de secreções mucosas (leucorréia) que precede, acompanha e segue-se após a hemorragia. Os escritores antigos não consideravam importante a descarga mucosa que acompanha a menstruação, considerando a perda de sangue a causa principal dos sintomas patológicos do período menstrual. No entanto, pesquisas modernas demonstraram que a leucorréia pré-menstrual, ou descarga mucosa, representa uma perda considerável de hormônio sexual feminino presente nela, assim como a emissão seminal masculina representa uma perda de hormônios sexuais masculinos, e que isso, junto com a perda simultânea de cálcio, fosfatos e lecitina, é responsável pelos sintomas neurastênicos que acompanha essa descarga, e que é mais marcante durante o período de maior fluxo mucoso durante o período pré-menstrual, diminuindo à medida que a perda de muco é substituída pela perda de sangue.
O termo "leucorréia" refere-se também a descargas mucosas que ocorrem em outros períodos do mês, além do período menstrual. A leucorréia aumenta com a estimulação sexual, e é mais comum entre mulheres casadas do que entre solteiras. Apesar de sua universalidade, a leucorréia é certamente uma patologia, já que a adoção de uma dieta natural e a aplicação de medidas higiênicas adequadas para suplantar a constipação (prisão de ventre) e a auto-intoxicação, que são normalmente a causa fisiológica dessa doença, irá causar o seu desaparecimento. Lembrar que os fatos mais importantes na cura da leucorréia é evitar o uso de proteínas animais e a estimulação sexual que leva à atividade das glândulas genitais femininas.
Antigamente, a leucorréia e a gonorréia eram classificadas como a mesma doença, conhecida como blenorragia. A única diferença entre ambas é na cor da descarga, que é leitosa no caso da leucorréia e amarelada ou esverdeada no caso da gonorréia. É um fato reconhecido que a gonorréia pode ser contraída como resultado de uma relação sexual durante a menstruação, apesar de ambos os parceiros estarem livres da doença. Este fato, reconhecido desde a antiguidade, levou à proibição das relações sexuais nesse período e ao isolamento das mulheres menstruadas como "impuras" pelo escritor do Velho Testamento. Tanto a leucorréia como a gonorréia são inflamações da membrana mucosa no interior do trato genital feminino. Os ginecologistas afirmam que a maioria das mulheres casadas têm leucorréia, a doença resultando da irritação crônica desse trato devido às práticas sexuais da vida casada. A descarga de uma leucorréia severa funde-se inperceptivelmente com a gonorréia (agora com a presença do gonococcus), razão para ambas as patologias serem anteriormente chamadas por um nome comum (blenorragia, mencionada acima). Aceita-se hoje que um homem pode contrair gonorréia por relação sexual com uma mulher que tem leucorréia e está livre de infecção venérea, se essa relação ocorre no período menstrual. A dieta pode curar a leucorréia (e consequentemente a gonorréia) e os crescimentos mórbidos do útero (miomas), se for seguida uma dieta crua vegetariana de baixa proteína. Como vimos, a constipação é uma causa básica da leucorréia, que tende a sumir com a citada dieta.
Uma dieta formadora de ácidos leva à leucorréia, assim como a outras inflamações catarrais (resfriado, gripe, etc) das membranas mucosas do corpo. A condição normal do sangue é alcalina. Doença é a manifestação de uma crise de acidose e toxicose no organismo (uma condição de estar ácido ou envenenado). O único tratamento racional para um resfriado ou para qualquer outra doença é limpar os venenos para fora do corpo envenenado através de uma eliminação adequada.
Dr. Tilden afirma que a leucorréia é um processo de eliminação vicária - a excreção, através da mucosa genital, de lixo que os órgãos sobrecarregados de eliminação não conseguem mais processar. Quanto mais imperfeita a eliminação sistêmica, mais descarga haverá do útero. No entanto, deve ser lembrado, como no caso da descarga seminal nos homens, que além da eliminação vicária dos produtos finais albuminosos do metabolismo das proteínas, maior do que os rins podem manipular, estão presentes também nas secreções genitais um certo número de substâncias vitais de alto valor fisiológico, como lecitina, cálcio, fósforo, hormônios sexuais, vitaminas importantes, inclusive vitamina E, etc.
Como os alimentos de origem animal (carnes, ovos e laticínios) têm a maior tendência em gerar muco no corpo e levar a condições catarrais das membranas mucosas, que se manifesta como leucorréia, o primeiro passo para curar os catarros vaginal e uterino é cortar as gorduras e proteínas animais, assim como os grãos que formam ácidos, como o trigo. O Dr. Schoyer aconselha o uso abundante de vegetais verdes crús para a cura de leucorréia. Por outro lado, ele condena os produtos de farinha branca e açucar branco, dizendo "Farinha branca e açucar branco são realmente produtores de veneno. Não existe dúvida que alimentos refinados são, até certo ponto, responsáveis pelo câncer."
As mulheres menstruam porque não estão saudáveis. Mulheres saudáveis não menstruam. Melhorando a saúde este desconforto mensal desaparece. A perda de sangue devido à hemorragia da menstruação é algo patológico e não é necessária para o processo fisiológico da ovulação. Meninas podem e engravidam antes de sua primeira menstruação e mulheres têm engravidado após terem cessado as menstruações (na menopausa). A quantidade de sangue perdida durante a menstruação e a duração do fluxo menstrual é proporcional à perda de vigor físico na mulher. Portanto, deve-se condenar a prática médica usual de tentar promover a menstruação quando ela está ausente (amenorréia). Ao invés da ausência de menstruação ser uma causa frequente de doença, como popularmente se supõe, a menstruação é devida a doença.
A menstruação é concomitante com a ovulação - o amadurecimento e liberação do óvulo feminino. A menstruação cessa quando há uma melhora acentuada na saúde e nutrição; nesses casos, não existe a parada da ovulação, como comprovada pelas gravidezes subsequentes. Note que na digestão, a quantidade aumentada de sangue no sistema digestivo supre os materiais necessários para a secreção dos fluidos digestivos e para a atividade muscular aumentada dos órgãos da digestão. Assim que a digestão está completa, o sangue extra é devolvido para o resto do sistema. Isto também deveria ocorrer com a ovulação. O sangue extra na pelvis deve suprir os materiais necessários para a ovulação e para as mudanças no útero e, depois disso, todo esse sangue deveria voltar para a circulação geral, e não ser perdido através de uma hemorragia.
Uma mulher deve almejar ficar livre de todas as perdas genitais, tanto de muco como de sangue, para conseguir a máxima conservação de vitalidade, resultando em regenaração e rejuvenescimento. Isto pode ser obtido pela redução da ingestão de proteínas e evitando toda excitação sexual que coloque suas glândulas sexuais em atividade. Como a dor durante o parto (o nascimento do bebê), assim como durante a menstruação, resulta da condição inflamatória do trato genital feminino, quando tal inflamação não ocorre (evidenciado pela ausência da menstruação, no período menstrual), o nascimento de bebês (partos) irão ocorrer sem dor.
É um fato que antes da ocorrência da crise pubertal (na realidade uma perturbação pluriglandular de origem dietética, e não um processo normal como a profissão médica acredita, tanto a menstruação no sexo feminino como as emissões seminais noturnas no sexo masculino são situações patológicas e evitáveis), não existe hemorragia menstrual idependentemente da dieta. Além disso, quando uma mulher se expõe a uma irritação sexual constante no estado de casada, ela irá menstruar independente da sua dieta. Portanto, a causa básica da menstruação, como muitos ginecologistas afirmam, é sexual - e ela pode resultar das emoções sexuais assim como de atos sexuais. O Dr. Guthrie afirma que o fator essencial para evitar a descarga de sangue é evitar a descarga mucosa (leucorréia) que a precede. Tanto fatores dietéticos como sexuais são importantes neste caso.
Ehret mostrou em seus estudos da relação da dieta com a formação de muco, que os alimentos ricos em proteínas, particularmente as proteínas animais (carne, ovos e leite) tendem a promover descargas mucosas de catarro através das membranas mucosas dos órgãos genitais assim como aquelas da cavidade nasal. Ehret descobriu que uma dieta "amucosa" de baixa proteína irá causar o desaparecimento da leucorréia ou descargas mucosas genitais femininas, assim como o desaparecimento das emissões noturnas nos homens. Além disso, tal dieta, consistindo majoritariamente de frutas e vegetais, irá ajudar a se livrar da constipação (prisão de ventre), que é causada principalmente pela putrefação das proteínas animais nos intestinos.
Apesar da dieta ser importante na eliminação tanto da leucorréia como da menstruação pela superação da constipação e pela redução da tendência de formação e descarga de muco, o comportamento sexual também é importante já que ele pode produzir secreção mucosa independente da dieta. Portanto, tanto uma dieta amucosa quanto evitar todas as emoções e estimulações sexuais são essenciais para a superação da menstruação. A drenagem de cálcio do sistema feminino durante o período de fluxo mucoso que precede a menstruação, reduz a capacidade de coagulação do sangue e isso colabora com a hemorragia que se segue.
Quando uma dieta apropriada causa a interrupção da menstruação, isso ocorre porque a mulher também não está exposta às causas sexuais da menstruação. A pequena menstruação das freiras, apesar de viverem com dietas convencionais, em contraste com a menstruação longa e profusa de prostitutas, é uma evidência deste fato. Todo o contato entre sexos, por ação reflexa no útero, tende a trazer a menstruação. Influências emocionais e psicológicas, assim como a força da sugestão, pode fazer a mesma coisa, causando o aparecimento da menstruação na puberdade. Muitos afirmam que a menstruação tem uma origem erótica.
Portanto, a combinação do isolamento sexual com uma dieta vegetariana de baixa proteína (sem laticínios ou ovos) é a forma mais segura de parar a menstruação e conservar sangue e secreções vitais valiosas que seria desperdiçada inutilmente, enquanto apenas a dieta não produzirá este efeito se a mulher ficar exposta a estímulo sexual pelo homem, que provavelmente irá ocorrer se ela vive junto com um homem. As raças civilizadas modernas, mantendo a visão falsa de que a menstruação é natural e necessária, não provê à mulher que menstrua com descanso ou isolamento sexual no período da hemorragia, não se esforçando para reduzi-la e muito menos eliminá-la.
Dr. H. Shelton provou que com a melhoria da saúde e com o tônus e força aumentados dos tecidos da pelvis, apesar da ovulação ocorrer regularmente, não haverá perda de sangue. Ao invés da esterilidade acompanhar a não-ocorrência da menstruação nesses casos, irá ocorrer um aumento da fertilidade.
Existe uma possibilidade de que o período de acasalamento periódico humano poderia ocorrer com uma periodicidade solar ao invés da lunar (mensal), ocorrendo apenas uma vez ao ano, durante a primavera. Entre os esquimós vemos evidência deste ritmo solar no ciclo reprodutivo, pois o período do desejo sexual e menstruação normalmente ocorre apenas uma vez ao ano, durante o verão. Estatísticas mostram que em muitos países o maior número de nascimentos ocorre sempre no mês de fevereiro, correspondendo à concepção em maio e junho (no hemisfério norte, final da primavera, começo do verão).\ Verifica-se que o maior número de concepções na Suécia ocorre em junho; na Holanda e França, em maio-junho; na Espanha e Itália, em maio; na Grécia, em abril. Portanto, quanto mais ao sul (na Europa, quanto mais próximo do equador terrestre, menso frio) mais cedo ocorre a concepção, em média.
Parece provável que em tempos remotos, a estação sexual dos humanos era governada pelo Sol, e que com o aumento da civilização ela passou a ter uma periodicidade lunar. Verifica-se também que as insanidades períodicas estão vinculadas a mudanças lunares (pessoas "lunáticas").
Verificou-se que há uma queda acentuada de cálcio logo antes do sangramento menstrual começar (durante o período pré-menstrual da leucorréia). Essa perda de cálcio através da descarga pré-menstrual e menstrual pode explicar a não coagulabilidade do sangue menstrual, já que o cálcio é necessário para a coagulação do sangue.. O sangue ácido não coagula tão facilmente como o sangue alcalino, devido à pouca disponibilidade de cálcio. Verifica-se que o sangue menstrual é ácido enquanto o sangue sistêmico é alcalino. Isto significa que durante o fluxo menstrual, há um acúmulo de ácidos no útero, como se o sangue se livrasse do excesso de ácidos através da descarga menstrual. Isto pode ser a causa do sangue menstrual não coagular enquanto o sangue sistêmico coagula. A perda periódica de cálcio afeta negativamente o desenvolvimento do sistema de ossos, o que explica porque as garotas que começam a menstruar mais cedo param de crescer mais cedo do que aquelas que começam a menstruar mais tarde.
Se a menstruação fosse uma função normal, ela deveria estar presente em todas as mulheres saudáveis. Investigações mostram que a menstruação é acompanhada de fraqueza e doença, ao passo que ela diminui e geralmente desaparece quando a saúde melhora. É a mulher fraca que sofre de menstruação dolorida e prolongada. Quanto mais saudável a mulher, com mais certeza ela se verá livre desta "maldição".
Hemorragia não é uma condição de saúde. Portanto é uma condição de doença. É um estado patológico e é sempre prejudicial, e muito perigoso em alguns casos. Hemorragia no útero (menstruação) não é mais normal que uma hemorragia no nariz, no cérebro ou nos pulmões. Ela é menos perigosa apenas porque o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo. Uma mulher pode viver anos após remover seu útero, mas a morte virá rapidamente após a remoção do cérebro e dos pulmões. O fato de que o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo do que o cérebro e os pulmões, é a única razão para a hemorragia do útero (menstruação) não causar a morte imediata.
A menstruação não causa morte imediata. Ela executa seu trabalho mortal devagar e de forma insidiosa, como um ladrão na calada da noite. Ela suga a vitalidade gradualmente e causa a morte através de degraus imperceptíveis, dando surgimento a muitos sintomas sérios enquanto está destruindo o corpo. Estes sintomas, que são na realidade sinais de perigo, são mal interpretados pela paciente e são tratados erradamente pelo médico estúpido. Se esta condição causasse morte imediata, como resulta da hemorragia em partes mais vitais do corpo, ela seria considerada como perigosa e seria tratada adequadamente.
Não parece possível que uma mulher que pensa corretamente não se pergunte como pode ser um "processo natural" perder muita quantidade do fluido da vida (o sangue) durante cada mês. Nada, a não ser a superstição, pode ter mantido as mulheres afastadas de um estudo profundo desta questão e aprendido que o sangue não deve ser perdido por uma mulher, assim como pelo homem.
Apesar de saber-se da doença que afeta os órgãos femininos de geração (Árvore da Vida), o mundo médico estúpido fala de crianças normais, homens normais e mulheres normais. Como pode existir qualquer "criança normal" no mundo, quando as mães da raça estão praticamente todas sofrendo de desordens que afetam os próprios órgãos e centros que gera, desenvolve e produz uma nova pessoa? E como pode haver adultos normais se eles não são normais quando eles são crianças? Pode criança normal surgir de mães doentes? Toda árvore corrompida dá maus frutos (Mat. 7:17). Uma árvore corrompida (má) não pode dar bons frutos (Mat. 7:18). Esta é uma lei do Universo. Ela não admite exceção. Ela se aplica às mulheres humanas assim como a árvores que produzem frutos. Nós precisamos de boas árvores para ter bons frutos, pois a árvore é conhecida pelo seu fruto (Mat. 12:33). Os defeitos em uma árvore aparecem no fruto dela. Os defeitos em uma mãe aparecem no fruto de seu útero. É um milagre que todas as crianças não sejam mais fracas e não estejam muito mais doentes. Essas crianças de pais doentes, desenvolvem-se em adultos doentes, em que as doenças herdadas são aumentadas progressivamente por seus hábitos próprios prejudiciais. Independente do nome e da natureza da desordem que um homem ou mulher sofra, nenhuma parte ou órgão pode estar fora de ordem sem que todo o corpo esteja em desordem.
Referência:
[1] Raymond Bernard, The Physiological Enigma of Woman: The Mystery of Menstruation, Literary Licensing (www.LiteraryLicensing.com), USA. ISBN 9781494036430.
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