terça-feira, maio 07, 2024
As Leis da Vida - 5
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
5. Lei da funcionalidade: TUDO É FUNCIONAL
Tudo na Natureza trabalha na funcionalidade. Se não é mais funcional, a natureza transforma, muda ou extingue aquela forma para dar origem a uma forma melhor e continuar a funcionalidade.
Tudo que existe é porque é funcional. Então, tudo que está na sua vida, de bom ou de ruim, é porque é funcional. Quando cumprir sua função, se transforma. Você jamais vai tirar algo de sua vida enquanto não mudar suas crenças e atitudes.
A funcionalidade está diretamente ligada às crenças e atitudes de cada um. O nome disso é prova. Provar é experimentar. Experimentar é sensibilizar. É para isso que temos os sentidos físicos. Os sentidos são os estímulos da vida, e sem esses estímulos nós não teríamos consciência, estaríamos dormindo.
Ora, a prova é aquilo que o leva a se desenvolver, a mudar suas crenças, sua postura interior. Se não fosse um estímulo desconfortável, não faria você se mexer. Uma dor pode durar quarenta anos e, do ponto de vista da vida, é uma bênção, segundo o grau de entendimento da pessoa.
Desse modo, a dor, o desconforto, a obrigação, tudo é funcional. A pessoa trabalha trinta e cinco anos sem gostar do serviço. Quando termina a prova, o estímulo, ela se aposenta. Não adianta. Enquanto aquilo for funcional, não vai passar. Tudo que você passou, como um acidente, um maltrato, uma obsessão, a falta de dinheiro, não tem nenhum culpado, não é castigo, não é perseguição das trevas. Trata-se apenas de estímulos, desafios, provas, porque para a vida é algo funcional. É a linguagem que você entende para poder seguir em frente e melhorar. Como você iria se esforçar por você, se não fosse desafiado? Iria dar seu poder para todo mundo.
Logo, não adianta se revoltar, espernear, se queixar, se lamentar, dizer que não aguenta mais, porque, se precisar, tudo vai voltar, até quando você estiver pronto. É quando você muda de visão,de ponto de vista, de crença, que a coisa sai da sua vida. Tudo está certo, no tempo certo que você permite e, enquanto for funcional para seu espírito, aquilo vem de novo. Você não vai conseguir fugir da lei. Enquanto o ruim for funcional, ele vai fazer parte da sua vida.
Veja a perfeição da lei. Muita coisa na sua vida é boa e você sempre foi muito bom naquela área. É porque não tem nada a ver com alguma necessidade de desenvolvimento. Por outro lado, há uma coisa que desde pequeno vai e volta, vai e volta e não sai dali. Dizem que á a cruz, que é o carma. Não é nada disso. É apenas o treino necessário.
As correntes angélicas de luz sempre fizeram isso para haver justiça no desenvolvimento, até o momento em que você aprende e, então, aquilo que é indesejado desaparece imediatamente.
É por isso que muita coisana sua vida sumiu do dia para a noite. Se você verificar, nesse tempo você desenvolveu virtudes, ou capacidades, ou habilidades, e, sem dúvida, aumentou sua estrutura interior.
Embora não ache ou não perceba, você nunca perdeu. Sempre ganhou. Alguma coisa você aprendeu com a experiência. Nada foi, nada é e nada será inútil. Se fosse inútil não existiria. Nem o fútil é inútil.
A dor existe para o sair da própria dor. Se a gente entendesse outra linguagem, a dor seria inútil. A evolução tanto se processa pela dor como pela lucidez. Mais uma vez, toda dor provém da ignorância. Entrou a luz, saiu a treva e a dor.
A lei da funcionalidade fica muito evidente na área relativa à vida afetivossexual das pessoas. Quanta ignorância, quantos conceitos equivocados norteiam essa área, cujas consequências dolorosas vão desde uma simples tristeza, passando pela solidão, à mais profunda depressão. Desde um simples nódulo a um câncer de mama, de útero ou de próstata, por exemplo.
Mas, é tudo funcional, até o aprendizado, o conhecimento se estabelecer. Não importa o tempo que dure a experiência, já que somos eternos. A funcionalidade da dor poderá perdurar a vida toda, continuar no astral e avançar até a próxima encarnação.
A ingratidão, em certos casos, tem sua função, que é de largar os outros e cuidar de si. Dessa forma, a pessoa adquire estrutura adequada para viver harmoniosamente um grande relacionamento afetivo. Só a ingratidão pode fazer largar dos outros e centrar na gente. Cada ingratidão, cada mau resultado, nos faz começar a largar dos outros e procurar cuidar de nós mesmos. A ingratidão é muito funcional.
O negócio é encarar de verdade a situação e perguntar: "O que isso quer de mim? Que crença, que atitude preciso mudar?". Aí você aprende, aquilo se torna inútil, obsoleto, isto é, deixa de ser funcional, acaba a necessidade, vai embora e aparece o novo mais harmônico.
Tem jeito de escapar dessas situações? Sinto muito, mas não tem como fugir da lei. Nem o jeitinho brasileiro consegue. Você só vai mudar aquilo quando chegar ao ponto certo.
Não adianta pedir aos guias, não adianta rezar, não adianta acender velas para Santo Antônio. Os guias só vão ajudar se você fizer a sua parte, que é ter boa vontade, aceitar a situação sem revolta, partir para outra sem se lamentar. Isso é humildade e só é ajudado quem é humilde. Não aquela humildade vista pela sociedade, da pessoa pobre, submissa, de pouca cultura. Isso é puro orgulho, ou seja, o oposto da verdadeira humildade. Os maiores orgulhosos estão nas favelas, senão não estariam lá.
Portanto, não adianta nada pedir aos guias, a Deus para provê-lo disso ou daquilo, para tirar isso ou aquilo da sua vida. Enquanto a situação atual for funcional para você, ela vai perdurar. Ninguém tira as provas que lhe cabem.
Como os guias aconselham? Muitas vezes, quando você dorme, por meio da projeção astral, mesmo que você não saiba se projetar conscientemente. Fora da verdade não há salvação. Você tem que chegar à sua verdade. Quantas situações indesejáveis saíram de sua vida de uma hora para a outra e você nem sabe por que? Por alguma razão qualquer, você mudou interiormente, a funcionalidade daquilo acabou e a prova foi embora.
A tentação, o tormento, as desgraças só existem porque são funcionais. Quando perdem a função, imediatamente cessam, porque você chegou aonde precisava chegar a partir da vivência daquilo. Há outras maneiras de se aprender que não seja pela dor: pela esperteza, pela inteligência, pela boa vontade, a boa vontade que já veio do sofrimento, e a partir daí compreendeu melhor.
Você pode dar orientações, mas não pode fazer seu filho evoluir, porque é uma coisa só dele. Então, largue, deixe a vida cuidar disso, como se diz, entregue nas mãos de Deus. Em outros termos, entregue nas mãos da lei.
Cabe aqui esclarecer a funcionalidade das trevas. O arcanjo Lúcifer trabalha com as trevas para que a gente saia das trevas. Se a pessoa entende outra linguagem que não a do sofrimento para desenvolver certas habilidades, virtudes, faculdades, usando a inteligência, por exemplo, as trevas, que decorrem da ignorância, não interferem no processo dela.
O que vamos passar tem tudo a ver com nossas crenças, nossas escolhas, nossas atitudes e, quando certas situações impõem um sofrimento inútil, Lúcifer intervém nas trevas e não deixa que o inútil aconteça. Só o que for funcional.
Ninguém se perde. E se pensar que está perdido, um dia vai ter que se achar, custe o que custar. A lei cuida. Claro que ela não produz só o sofrimento. Ela traz muita gente dando exemplo, e, quem aproveitar, vai evoluir sem precisar sofrer, ou seja, vai evoluir pela inteligência.
Gente mandona nasce em família com gente mandona. Isso é uma beleza. É um capricho da natureza para colocar você naquela família. Você não atrai só o que é seu semelhante, você atrai também o que é a sua prova.
"Ah, eu quero ser livre." Para ser livre, você tem que se bancar. Você se banca? Para se bancar vai ter que ver muita gente querendo jantar em cima de você, invadir seu espaço, mandar, para desenvolver por si sua força de defesa.
A dor tem sua funcionalidade, sua utilidade, senão ela não existiria, pois tudo que existe é funcional e útil. Se você não fosse estimulado pela dor, pelo desconforto, você iria se dissolver. Você seria capaz de se entregar de tal forma para o ambiente, que perderia sua individualidade.
O sistema está bom, está tudo bem, em equilíbrio, aí você pega uma faca e corta sua pele? É claro que vai ter uma manifestação de todo o sistema tentando conter o sangue, fechar o corte, avisar para se proteger... Ou seja, vem a dor porque a integridade não pode ser ferida. O que quer dizer ferir? É tentar romper a integridade. A integridade não pode ser rompida, caso contrário, dissolveria todo o universo. Tudo se desestruturaria, porque tudo é uma unidade.
A unidade tem defesas fortíssimas. Por isso, neste período de violência do ser humano, a reencarnação é um meio adequado e oportuno. O homem mata, mas não fere a individualidade do outro, porque ela sai. É um joguinho virtual. Vai para outra vida. Morre e vai para o astral, pois lá ele continua íntegro.
Os atos contra a individualidade são aqueles que causam as doenças, as dores que matam, que judiam. É fundamental que a pessoa fique do seu próprio lado e não do lado dos outros, porque o que pode ser bom para um, pode não ser bom para o outro. Assim, quando ela vai atrás dos outros, está se violando e atraindo o sofrimento, mesmo sem ter consciência disso. Então, o sofrimento está alertando, está mostrando a ela para tomar cuidado, porque a dor obriga a ter cuidado, protegendo a individualidade, pois a dor é da integralidade do ser.
A gente não sente nada. Quem sente é a consciência. O cérebro registra e a consciência pega a dor, que é para o eu consciente tomar medidas a favor da integridade. E quando se rompe a vida física, pelo compremetimento do corpo, o espírito joga fora a porcaria que está agredindo o corpo físico e sai fora, vai embora.
Tudo é evolução, tudo é regenerável, tudo é funcional. O poder de regeneração do ser humano é eterno. Não importa o tempo que se leve, tudo será regenerado, porque a manutenção da integridade do ser não pode se perder, não pode se romper e não pode sair do processo de evolução. O universo inteiro não permite.
Todo mundo vai se curar de tudo. O poder de regenaração já é capaz de muita coisa na matéria, mas fora da matéria pode tudo, porque todos vão durar pela eternidade. A pessoa passa a vida inteira sem a perna, mas chegando ao astral se regenera.
Há pessoas com defeitos físicos que no astral são perfeitas, como um cego de nascença, por exemplo, que ao se desdobrar enxerga perfeitamente. Ao dormir vai para o astral, e ao voltar para o corpo sabe tudo o que viu. Esta é a maior prova de que a mente é extra-cerebral.
Crença comum: "Eu rezo, peço aos guias e essa emcremca não sai da minha vida". Lei da funcionalidade: Tudo que existe na vida da pessoa, toda dor que ela estiver experimentando, é porque aquilo ainda é funcional. Quando cumprir sua função, isso se transforma. A pessoa jamais vai tirar isso da vida dela enquanto não mudar as crenças e atitudes.
O nome disso é prova. Provar é experimentar. Experimentar é sensibilizar. É para isso que nós temos os sentidos. Os sentidos são os estímulos da vida, e sem esses estímulos não temos consciência, estaríamos dormindo.
Ora, a prova é aquilo que levaa se desenvolver. Não adianta rezar, não adianta pedir aos guias, não adianta chorar. Enquanto aquilo for funcional para a pessoa, de acordo com suas crenças e atitudes, não vai sair da vida dela. A lei da funcionalidade está intrinsecamente ligada à lei do crer.
Crença comum: "Sou azarado mesmo. Tem-me acontecido cada coisa! Acho que é castigo". Lei da funcionalidade: Tudo que a pessoa passou, como um acidente, um maltrato, uma obsessão, falta de dinheiro, não tem nenhum culpado, não é castigo, não é perseguição das trevas, não é azar.
Trata-se apenas de estímulos, desafios, provas, porque para o espírito da pessoa, aquilo é funcional. E a linguagem que ela entende, para seguir em frente e melhorar.
Como alguém iria se esforçar por si, se não fosse desafiado? Desse modo, não adianta se revoltar, espernear, se queixar, se lamentar, dizer que não aguenta mais, pois tudo está certo, no tempo certo que ela permite e, enquanto for funcional para seu espírito, aquilo vem de novo.
Quando estiver pronta, quando cai a ficha, ela muda de postura interior, muda um ponto de vista, uma crença, e aquilo não acontece mais na vida dela. Não há azar, não há sorte, não há coincidência, não há acaso. Há a lei da funcionalidade.
Crença comum: "Não sei por que ela sofre tanto. É uma pessoa humilde, ajuda tanto os outros, vive na igreja e está sempre doente". Lei da funcionalidade: O conceito de humildade, do ponto de vista da sociedade, daquela pessoa pobre, submissa, vergonhosa, de pouca cultura, está completamente equivocado. Esse tipo de humildade, não raro, esconde um poço de orgulho, de revolta e indignação. Faz tipo para ter uma imagem aceita pelos outros. Olha como ela é boa! Tudo que lhe acontece de ruim é culpa dos outros. Ninguém a entende.
Como ela não se considera, não se valoriza, não se aceita, vai procurar isso nos outros. Faz-se de submissa para não assumir suas próprias responsabilidades. Ou seja, é exatamente o oposto da verdadeira humildade.
Trata-se de uma pessoa tóxica, melosa, e no convívio diário é uma mala e vampiriza todo mundo. Mexe lá no orgulho dela pra ver se ela não mostra suas garras.
Os maiores orgulhosos estão morando nas favelas, senão não estariam lá, porque a verdadeira humildade é irmã gêmea da prosperidade. A humildade sincera, a modéstia, se caracteriza pela aceitação dos fatos, de suas condições, da consciência de seus limites e da autorresponsabilidade. Uma pessoa assim anda de bem com a vida em todos os sentidos, sua energia contagia, e todos querem sua presença, pois se trata de alguém muito nutritivo. A vida trata a gente como a gente se trata e cada um está onde se põe.
Então, se uma pessoa está nessas condições de sofrimento, é porque é funcional para ela, até ela perceber, mudar de postura interior, de crença, de pontos de vista.
Se nãõ conseguir nesta encarnação, vai precisar fazer no astral. Se não tomar consciência no astral, vai reencarnar com as mesmas consequências, porque ainda serão funcionais para ela, até aprender.
Crença comum: "Há o bem e o mal". Lei da funcionalidade: Não há bem e não há mal. Há o bom, o agradável, o prazeroso, o satisfatório, e há o ruim, o desagradável, o insatisfatório, mas não significa que sejam o bem ou o mal.
Há o funcional. O mal é confundido com o que não é bom. O mal nada mais é que um bem menor. É o resultado da ignorância. Onde há ignorância, há trevas, ou seja, falta de luz, de esclarecimento, de lucidez. Onde há lucidez não há sofrimento.
Só é possível sair da ignorância por meio da dor que chamam de mal. A dor é altamente funcional, ou seja, o mal é altamente funcional. Quando um assassino, na sua ignorância, mata alguém, tanto para ele como para o assassinado é funcional. Ambos estão na ignorância e a vida, na sua sincronicidade, junta os dois para ambos aprenderem.
"Ah, mas o outro morreu!" Não importa. Para a vida, a morte não é levada em conta, já que somos eternos. Visto por um ângulo superior, o morto precisava morrer e atraiu o assassino, pois cada um é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que ocorre em sua vida.
Está tudo certo e perfeito na fantástica aventura da vida. Deus, assim como o espírito, que é uma extensão dEle, sabe de tudo, é justo e não erra, por isso não interfere. Não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há o bem, não há o mal. Tudo é funcional e sincrônico, e há o espírito que tem toda sabedoria, todas as respostas e todas as soluções.
Mensagem de Calunga: Equilibrar é agir na lei. Quem age na lei tem equilíbrio, tem resultados bons, realizadores. Família, situações, tudo caminha na perfeição da lei.
Tudo muda e isso me ajuda a me libertar da inutilidade das memórias traumáticas, dominando com isso a minha flexibilidade em caminhar constantemente para o novo e me habituar com o novo na plenitude de cada momento.
Quando a força do meu espírito já não achar proveito no corpo, ele se tornará inútil e eu o deixarei, pois a morte é o momento em que me liberto daquela prova que estava prescrita para minha encarnação, ficando todas as chagas no corpo, e eu me liberto puro, no conhecimento adquirido, rumando para novas aventuras, novas aprendizagens.
As transformações virão porque ela fazem parte de tudo e de todos. Meu arbítrio é força do universo a compreender e a me colocar cada dia mais a agir de acordo com a lei.
Abençoo as provas que já tive, pois delas tirei o que sou. Abençoarei as próximas, porque saberei que delas eu tirarei o que serei. Tudo é mérito, tudo vem da vivência e da experiência. Há forças extraordinárias que me guiam e elas são a inteligência cósmica, por isso eu harmonizo meu coração e minha mente. É para mim e por mim que tudo está aqui.
Tudo que se estende na minha vida é especial para mim, e isso me deixa pleno de satisfação e alegria, e vai demolindo dentro de mim toda revolta da ignorância, todos aqueles fragmentos de uma vida sofrida, porque a ignorância doi quando não consigo entender, pois as coisas são como são e, sem entender, não posso cooperar e fazer.
Nunca serei abandonado. O universo sempre estará cuidando de mim da maneira que for necessária para mim.
Tudo vem na nora em que eu amadureço para aquilo, que é a minha hora certa. Que minha fé na vida seja feita de inteligência e não de ignorância.
Fique na paz.
Marcadores: dor, funcionalidade, leis, sentidos, vida
sábado, maio 04, 2024
As Leis da Vida - 3
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
3. Lei da Evolução: TUDO EVOLUI
Tudo muda, mas não muda simplesmente por mudar. Há uma inteligência nesse processo de mudança. Muda para evoluir. Tudo evolui. Tudo segue o trajeto do universo que se expande.
Assim, tudo segue esse caminho: do simples para o complexo, do caótico para o organizado, do pior para o melhor, do ignorante para o sábio, do atrasado para o avançado, do impotente para o poderoso, da criança ao adulto, do bruto para o polido.
A consciência de cada um, nas experiências cotidianas, vai se expandindo, e quanto mais expandida, mais evoluída será. Sua vida atual é melhor que todas as anteriores. Então, o mundo vai estar melhor daqui a cem anos? Com certeza absoluta.
Muitos argumentam que o mundo está mais violento hoje do que nos tempos de seus avós. Está nada! Está muitíssimo mais calmo se considerarmos proporcionalmente os números da violência com o número de habitantes do planeta daquela época e de agora.
O fato é que hoje a midia escancara cada crime que acontece na esquina. Hoje você assiste a uma guerra em tempo real. Desligue sua televisão por um mês e você vai sintonizar um mundo de paz.
Nossa consciência também segue esse trajeto: do latente primitivo e obtuso para o sofisticado, para as qualidades, para as virtudes, para o brilho, para a genialidade, para o iluminado. Quer queira quer não, você vai melhorar. Portanto, não importa o caminho que você faça nem o jeito como você vai, você vai melhorar. Portanto, seja otimista.
"Ah, mas não é bem assim que acontece com a maioria das pessoas, pois acabam tendo uma velhice sofrida e morrem bem pior que no auge da idade". Mas quem disse que a morte é o fim? Se a melhora não vem durante a vida, por conta das crenças erradas que a pessoa cultiva, virá no astral, e se não melhorar no astral, melhora na próxima vida.
A vida é um processo contínuo. Tudo continua. A morte não vem ao caso. É apenas um acidente de percurso, como um casamento, uma formatura, uma viagem, uma perda de emprego. A morte simplesmente provoca uma mudança de rotina. Há muitas pessoas com a cabeça boa que morrem na velhice com um padrão de vida bem melhor que no auge da idade.
Não existe erro. A gente só faz o que sabe. Você nunca errou. Hoje você faz diferente porque aprendeu com o "erro". Todo "erro" é captalizado para a evolução, para o sucesso da pessoa.
Do ponto de vista cósmico, tudo conta, tudo faz parte do processo. Ninguém salva ninguém. Nenhuma religião salva ninguém porque ninguém está perdido. Ninguém se perde. Está onde precisa estar, no seu caminho, no seu jeito, de acordo com o grau de consciência, de evolução dele.
A individualidade é sagrada no universo. Portanto, seja diferente, seja a ovelha negra. Você não precisa de pastor. O pastor só sabe o que é bom para ele. Você é seu próprio guia. Só o diferente aparece. Só o diferente se destaca e tem sucesso. Você não é uma ovelha comum.
Evoluir é tomar consciência do que já é. É descobrir. Tirar o que cobre, e o que cobre simplesmente é a ignorância.
Não adianta se agarrar no que dizem por aí. O que é para você só será para você. Já está escrito em você. Então, relaxe. Só vai ser o que já é, mas que ainda não emergiu. Seu caminho jamais será igual ao do outro.
Quando você se compara e quer fazer do jeito do outro, esta fantasiando e indo contra a lei da vida segundo a qual tudo é único. Pare de se comparar, para de exigir de você o que não é seu. Isso é se amar. Isso é ser seu melhor amigo.
Faça o que fizer de errado, isso está certo e você vai melhorar, evoluir. É a lei. Você não vai perder aquilo que fez de errado. Apenas vai transformá-lo em algo melhor. É assim o processo de expansão da consciência.
Deus é infinito e as possibilidades são infinitas. Tudo já é em Deus, mas nós vamos descobrindo no processo evolutivo. Para nós é novidade, mas Deus já sabia.
Quer evoluir mais rápido? Viva no aqui e agora. Curta o aqui e agora. Quem não curtir uma rosa não terá um jardim. Quanto mais tempo ficar curtindo aquilo, mais você ficará positivo e mais as coisas acontecerão. O domínio dos seus poderes é que faz a evolução.
Por falar em evolução, imediatamente vem à mente a evolução das espécies, segundo a Ciência, mais especificamente a evolução do ser humano. E a pergunta que emerge é: o homem veio do macaco?
Não. O homem veio do mesmo ser que originou o macaco. Ambos têm origem comum, mas em determinado instante os macacos seguiram um caminho e os humanos seguiram outro. Se não fosse assim, o macaco atual poderia evoluir e se tornar humano, mas isso nunca vai ocorrer.
Somos todos extraterrestres. Foi dessa maneira que desapareceram tantas raças, como os sumérios, os egípcios e alguns povos indígenas. Os quenão se transformaram e não se adaptaram aos novos propósitos dos criadores da Terra tiveram que deixá-la, e migraram para outros planetas ou para outras dimensões. A Terra tem três dimensões físicas: uma em que a evolução ocorre muito lentamente, uma intermediária, que é a que habitamos, e outra acelerada, onde vibram seres mais evoluídos, e tudo acontece muito rápido. Cada Terra física tem seus astrais correspondentes. É o plano astral que molda o plano material.
No astral também se constroem cidades, as pessoas se organizam em sociedade, há estudos, ciências, artes e, como aqui, lá também tudo evolui. Dessa forma, o que existe no mundo físico já passou pelo astral, e tudo que é vivo aqui volta para o astral. Na verdade, nunca saiu do astral. Da matéria sim, do astral não, porqueo fato de agente encarnar não quer dizer que saiu do astral.
A matéria limita nossa mente e não percebemos o astal, mas quem está no astral percebe o material e percebe também que os dois planos não estão separados. Quando você reencarna, você vai para uma viagem, mas não sai do astral, porque você fica nos dois. A diferença é que, quem está no astral não está nos dois, mas quem está na matéria está nos dois.
Nós estamos ao mesmo tempo no físico e no astral, por isso precisamos dormir. Toda vez que dormimos vamos para o mundo astral. É lá que repomos nossas energias, nos refazemos e voltamos, senão não aguentaríamos. A pessoa pode passar cinquenta dias sem comer que sobrevive, mas não sobrevive uma semana sem dormir.
O mundo físico é um estado peculiar, não é nosso estado natural. Quando chegamos ao astral, iremos perceber que tudo é astral. É quw a matéria tem um poder de sedução muito forte. Ela tem um poder de pressão tão denso, tão cheio de sensações, que dá a impressão de que estamos aqui. A gente está no astral com a impressão de que está só na matéria.
A matéria é só uma passagem. O habitat de todo mundo é o astral. A Terra física é só um adendo da Terra astral. Viemos para o mundo físico para facilitar o processo de evolução, porque aqui tudo é mais lento, menos dinâmico devido à densidade da matéria. Ou seja, a matéria existe para servir aos propósitos de contenção e disciplina. Sem nenhuma disciplina mental, a vida da pessoa no astral se torna um verdadeiro inferno.
A Terra, ficando mais pura, ficará mais acelerada, favorecendo os que aqui ficarão e outros seres mais evoluídos que pretendem viver aqui. Os que não conseguirem se adaptar às mudanças serão transferidos para outros planetas ou para a Terra mais densa. Sem dúvida, os que migrarem rão dominar os povos que lá estiverem, pois aqui é mais acelerado que lá.
Pode-se perguntar: "Será que antes de encarnar, ou mesmo em outras vidas, eu não fiz uma espécie de contrato segundo o qual, faça eu o que fizer, nesta encarnação não vou me tornar rico, ou não vou emagrecer, ou não vou curar tal doença, ou não vou ser feliz no amor, no intuito de desenvolver certas virtudes, certas faculdades ou habilidades, porque essa experiência me libertará mais e atenderá aos anseios do meu espírito?"
De acordo com o Calunga, decididamente a resposta é "não". Essa é uma crença muito limitadora. Não existe nenhuma espécie de contrato nesse sentido. Todo poder está no aqui e agora. O passado não pode de maneira alguma prevalecer sobre o presente.
Querer não é poder. Muita gente quer muito porque acredita que não vai ter. Quanto mais a pessoa acredita que não, mais ela quer. Quem quer muito é porque já tem um grande "não" dentro de si. Repare as pessoas que têm as coisas com facilidade. Elas não têm esse querer ansioso. Elas não fazem força para ter, porque creem que já são ou que já têm.
Por isso a filosofia chinesa prega o não desejo. Cabe aqui o exemplo do ar na mão. Se você quiser segurá-lo fechando a mão, ele irá escapar; se você abrir a mão, ela fica cheia de ar. Do ponto de vista da espiritualidade, quando você crê que é para você, a coisa vem. Crer não é simplesmene dizer "eu creio", mas sentir no corpo que aquilo é para você. É estar convicto daquilo. Já está no plano divino.
Crença comum: "Aquela pessoa fez isso, fez aquilo, por isso precisa pagar". Lei da evolução: Não é errado errar. Todos só fazem o que sabem, no seu devido grau de evolução. Do ponto de vista da espiritualidade, não há erro, mas aprendizado. O que as pessoas chamam de erro, na verdade, é uma tentativa de acertar. Ela está tão somente na ignorância.
Onde houver ignorância, haverá dor. A dor é o próprio estímulo para a pessoa sair da ignorância e não ter mais dor. Ninguém está pagando nada pra ninguém. Só está se exercitando para sair da ignorância.
Diante da infinita sabedoria divina e do espírito, nós não passamos de criancinhas aprendendo as coisas. Diante da infinita generosidade e bondade divinas, Deus aplaude tudo que as pessoas fazem.
É como um bebê que está aprendendo a andar e cai. Os pais não vão bater nele porque ele errou. Ao contrário, vai aplaudi-lo, apoiá-lo e, se precisar, socorrê-lo. Ele está apenas tentando acertar. Os pais sabem que dentro de um mês ele estará andando.
Deus age da mesma forma conosco e cobra de ninguém. E por que iria cobrar, se Ele sabe que mais pra frente todos melhorarão, ou seja, sairão da ignorância? O tombo do bebê é apenas um estímulo para ele aprender a andar de forma segura.
Crença comum: "É meu carma, fazer o que?". Lei da evolução: Não existe carma. Não existe o "faz, paga". Ninguém cobra nada de ninguém. É a própria pessoa que cobra de si, porque ainda não conhece a lei da individualidade, a lei da perfeição e a lei do crer. A pessoa está tão-somente colhendo os frutos de suas crenças e atitudes.
Cada um responde por seus atos. Cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida. Responder significa ser responsável. É um ponto de vista totalmente diferente do carma.
No carma, a pessoa está pagando, por isso é tida como vítima. Na responsabilidade, ela está apenas respondendo, ou seja, ela é o agente. Como vítima não há muito o que fazer, como agente a pessoa detém o poder e, na medida em que ela muda suas crenças, os resultados são outros e, nessas experiências, ela evolui. Ou seja, no carma a pessoa é vítima, portanto o poder está fora dela.
Na autorresponsabilidade, a pessoa é o agente e, assim, detém o poder. No conceito de autoresponsabilidade, ninguém agride ninguém. São apenas companheiros de jornada tentando aprender e evoluir.
Em outras palavras, o "agressor" apenas vem dizer para o "agredido" o que ele está fazendo contra si e que está na hora de mudar suas crenças e atitudes para não atrair mais agressividade. Esta é uma visão libertadora, enquanto no carma a suposta vítima está presa na própria crença.
Crença comum: "Com tanta violência, a vida dos nossos filhos e netos vai ser um caos". Lei da evolução: Vai nada. Vai ser muito melhor que hoje. Proporcionalmente ao número de habitantes do planeta, o mundo hoje está bem menos violento que nos tempos dos nossos avós. É que as pessoas adoram uma tragédia e ficam ligadas na mídia, vendo violência e as desgraças do povo.
Hoje, qualquer crime que acontece na periferia da Grande São Paulo, que tem em torno de vinte milhões de habitantes, é transmitido pela televisão. As guerras são vistas em tempo real.
A vida atual de cada um é melhor que todas as anteriores. O mundo vai estar bem melhor no futuro. Agora, se a pessoa acredita que a vida será cada vez pior, para ela será, porque a realidade de cada um é feita de acordo com suas crenças.
Crença comum: "O aquecimento global vai acabar com o planeta". Lei da evolução: Vai nada. A lei da evolução não permite. A Terra já passou por outros fenômenos piores e não acabou. É muita pretensão do homem achar que pode destruir o planeta, como se não houvesse uma sabedoria superior cuidando de tudo.
Se os anjos construtores e donos da Terra quisessem, poderiam interferir a qualquer momento e acabar com o aquecimento global. Só não o fazem porque não é necessário. Eles só interferem se o planeta correr risco real de extinção.
Crença comum: "Só a dor faz a pessoa evoluir". Lei da evolução: Não necessariamente. Ou vai pelo amor, ou vai pela dor. No atual estágio evolutivo do planeta, a dor conta muito no processo de expansão da consciência das pessoas, pois há muita ignorância, isto é, falta de conhecimento.
Onde há lucidez, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Quando se usa a inteligência, a dor deixa de funcionar como estímulo. O espírito só lança mão da dor porque a pessoa não entende outra linguagem.
Exemplo: O preconceituoso, apesar de todos os esclarecimentos a respeito, apesar dos fatos e exemplos evidenciarem que sua atitude é desfavorável, na sua ignorância não tem o discernimento necessário para perceber que aquilo é prejudicial. Sua inteligência ainda não consegue alcançar as mensagens, então, só sofrendo na própria pele para tomar consciência.
Com o uso da inteligência, do discernimento, do bom senso, as pessoas podem evoluir pelas experiências dos outros, por meio de uma leitura, de um aconselhamento, de um curso, evitando, assim, a vivência dolorosa.
Marcadores: carma, comparação, consciência, dor, dormir, evolução, ignorância, leis, mundo astral, vida
Marcadores: carma, comparação, consciência, dor, dormir, evolução, ignorância, leis, mundo astral, vida
segunda-feira, abril 22, 2024
As Leis da Vida - 3
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
3. Lei da Evolução: TUDO EVOLUI
Tudo muda, mas não muda simplesmente por mudar. Há uma inteligência nesse processo de mudança. Muda para evoluir. Tudo evolui. Tudo segue o trajeto do universo que se expande.
Assim, tudo segue esse caminho: do simples para o complexo, do caótico para o organizado, do pior para o melhor, do ignorante para o sábio, do atrasado para o avançado, do impotente para o poderoso, da criança ao adulto, do bruto para o polido.
A consciência de cada um, nas experiências cotidianas, vai se expandindo, e quanto mais expandida, mais evoluída será. Sua vida atual é melhor que todas as anteriores. Então, o mundo vai estar melhor daqui a cem anos? Com certeza absoluta.
Muitos argumentam que o mundo está mais violento hoje do que nos tempos de seus avós. Está nada! Está muitíssimo mais calmo se considerarmos proporcionalmente os números da violência com o número de habitantes do planeta daquela época e de agora.
O fato é que hoje a midia escancara cada crime que acontece na esquina. Hoje você assiste a uma guerra em tempo real. Desligue sua televisão por um mês e você vai sintonizar um mundo de paz.
Nossa consciência também segue esse trajeto: do latente primitivo e obtuso para o sofisticado, para as qualidades, para as virtudes, para o brilho, para a genialidade, para o iluminado. Quer queira quer não, você vai melhorar. Portanto, não importa o caminho que você faça nem o jeito como você vai, você vai melhorar. Portanto, seja otimista.
"Ah, mas não é bem assim que acontece com a maioria das pessoas, pois acabam tendo uma velhice sofrida e morrem bem pior que no auge da idade". Mas quem disse que a morte é o fim? Se a melhora não vem durante a vida, por conta das crenças erradas que a pessoa cultiva, virá no astral, e se não melhorar no astral, melhora na próxima vida.
A vida é um processo contínuo. Tudo continua. A morte não vem ao caso. É apenas um acidente de percurso, como um casamento, uma formatura, uma viagem, uma perda de emprego. A morte simplesmente provoca uma mudança de rotina. Há muitas pessoas com a cabeça boa que morrem na velhice com um padrão de vida bem melhor que no auge da idade.
Não existe erro. A gente só faz o que sabe. Você nunca errou. Hoje você faz diferente porque aprendeu com o "erro". Todo "erro" é captalizado para a evolução, para o sucesso da pessoa.
Do ponto de vista cósmico, tudo conta, tudo faz parte do processo. Ninguém salva ninguém. Nenhuma religião salva ninguém porque ninguém está perdido. Ninguém se perde. Está onde precisa estar, no seu caminho, no seu jeito, de acordo com o grau de consciência, de evolução dele.
A individualidade é sagrada no universo. Portanto, seja diferente, seja a ovelha negra. Você não precisa de pastor. O pastor só sabe o que é bom para ele. Você é seu próprio guia. Só o diferente aparece. Só o diferente se destaca e tem sucesso. Você não é uma ovelha comum.
Evoluir é tomar consciência do que já é. É descobrir. Tirar o que cobre, e o que cobre simplesmente é a ignorância.
Não adianta se agarrar no que dizem por aí. O que é para você só será para você. Já está escrito em você. Então, relaxe. Só vai ser o que já é, mas que ainda não emergiu. Seu caminho jamais será igual ao do outro.
Quando você se compara e quer fazer do jeito do outro, esta fantasiando e indo contra a lei da vida segundo a qual tudo é único. Pare de se comparar, para de exigir de você o que não é seu. Isso é se amar. Isso é ser seu melhor amigo.
Faça o que fizer de errado, isso está certo e você vai melhorar, evoluir. É a lei. Você não vai perder aquilo que fez de errado. Apenas vai transformá-lo em algo melhor. É assim o processo de expansão da consciência.
Deus é infinito e as possibilidades são infinitas. Tudo já é em Deus, mas nós vamos descobrindo no processo evolutivo. Para nós é novidade, mas Deus já sabia.
Quer evoluir mais rápido? Viva no aqui e agora. Curta o aqui e agora. Quem não curtir uma rosa não terá um jardim. Quanto mais tempo ficar curtindo aquilo, mais você ficará positivo e mais as coisas acontecerão. O domínio dos seus poderes é que faz a evolução.
Por falar em evolução, imediatamente vem à mente a evolução das espécies, segundo a Ciência, mais especificamente a evolução do ser humano. E a pergunta que emerge é: o homem veio do macaco?
Não. O homem veio do mesmo ser que originou o macaco. Ambos têm origem comum, mas em determinado instante os macacos seguiram um caminho e os humanos seguiram outro. Se não fosse assim, o macaco atual poderia evoluir e se tornar humano, mas isso nunca vai ocorrer.
Somos todos extraterrestres. Foi dessa maneira que desapareceram tantas raças, como os sumérios, os egípcios e alguns povos indígenas. Os quenão se transformaram e não se adaptaram aos novos propósitos dos criadores da Terra tiveram que deixá-la, e migraram para outros planetas ou para outras dimensões. A Terra tem três dimensões físicas: uma em que a evolução ocorre muito lentamente, uma intermediária, que é a que habitamos, e outra acelerada, onde vibram seres mais evoluídos, e tudo acontece muito rápido. Cada Terra física tem seus astrais correspondentes. É o plano astral que molda o plano material.
No astral também se constroem cidades, as pessoas se organizam em sociedade, há estudos, ciências, artes e, como aqui, lá também tudo evolui. Dessa forma, o que existe no mundo físico já passou pelo astral, e tudo que é vivo aqui volta para o astral. Na verdade, nunca saiu do astral. Da matéria sim, do astral não, porqueo fato de agente encarnar não quer dizer que saiu do astral.
A matéria limita nossa mente e não percebemos o astal, mas quem está no astral percebe o material e percebe também que os dois planos não estão separados. Quando você reencarna, você vai para uma viagem, mas não sai do astral, porque você fica nos dois. A diferença é que, quem está no astral não está nos dois, mas quem está na matéria está nos dois.
Nós estamos ao mesmo tempo no físico e no astral, por isso precisamos dormir. Toda vez que dormimos vamos para o mundo astral. É lá que repomos nossas energias, nos refazemos e voltamos, senão não aguentaríamos. A pessoa pode passar cinquenta dias sem comer que sobrevive, mas não sobrevive uma semana sem dormir.
O mundo físico é um estado peculiar, não é nosso estado natural. Quando chegamos ao astral, iremos perceber que tudo é astral. É quw a matéria tem um poder de sedução muito forte. Ela tem um poder de pressão tão denso, tão cheio de sensações, que dá a impressão de que estamos aqui. A gente está no astral com a impressão de que está só na matéria.
A matéria é só uma passagem. O habitat de todo mundo é o astral. A Terra física é só um adendo da Terra astral. Viemos para o mundo físico para facilitar o processo de evolução, porque aqui tudo é mais lento, menos dinâmico devido à densidade da matéria. Ou seja, a matéria existe para servir aos propósitos de contenção e disciplina. Sem nenhuma disciplina mental, a vida da pessoa no astral se torna um verdadeiro inferno.
A Terra, ficando mais pura, ficará mais acelerada, favorecendo os que aqui ficarão e outros seres mais evoluídos que pretendem viver aqui. Os que não conseguirem se adaptar às mudanças serão transferidos para outros planetas ou para a Terra mais densa. Sem dúvida, os que migrarem rão dominar os povos que lá estiverem, pois aqui é mais acelerado que lá.
Pode-se perguntar: "Será que antes de encarnar, ou mesmo em outras vidas, eu não fiz uma espécie de contrato segundo o qual, faça eu o que fizer, nesta encarnação não vou me tornar rico, ou não vou emagrecer, ou não vou curar tal doença, ou não vou ser feliz no amor, no intuito de desenvolver certas virtudes, certas faculdades ou habilidades, porque essa experiência me libertará mais e atenderá aos anseios do meu espírito?"
De acordo com o Calunga, decididamente a resposta é "não". Essa é uma crença muito limitadora. Não existe nenhuma espécie de contrato nesse sentido. Todo poder está no aqui e agora. O passado não pode de maneira alguma prevalecer sobre o presente.
Querer não é poder. Muita gente quer muito porque acredita que não vai ter. Quanto mais a pessoa acredita que não, mais ela quer. Quem quer muito é porque já tem um grande "não" dentro de si. Repare as pessoas que têm as coisas com facilidade. Elas não têm esse querer ansioso. Elas não fazem força para ter, porque creem que já são ou que já têm.
Por isso a filosofia chinesa prega o não desejo. Cabe aqui o exemplo do ar na mão. Se você quiser segurá-lo fechando a mão, ele irá escapar; se você abrir a mão, ela fica cheia de ar. Do ponto de vista da espiritualidade, quando você crê que é para você, a coisa vem. Crer não é simplesmene dizer "eu creio", mas sentir no corpo que aquilo é para você. É estar convicto daquilo. Já está no plano divino.
Crença comum: "Aquela pessoa fez isso, fez aquilo, por isso precisa pagar". Lei da evolução: Não é errado errar. Todos só fazem o que sabem, no seu devido grau de evolução. Do ponto de vista da espiritualidade, não há erro, mas aprendizado. O que as pessoas chamam de erro, na verdade, é uma tentativa de acertar. Ela está tão somente na ignorância.
Onde houver ignorância, haverá dor. A dor é o próprio estímulo para a pessoa sair da ignorância e não ter mais dor. Ninguém está pagando nada pra ninguém. Só está se exercitando para sair da ignorância.
Diante da infinita sabedoria divina e do espírito, nós não passamos de criancinhas aprendendo as coisas. Diante da infinita generosidade e bondade divinas, Deus aplaude tudo que as pessoas fazem.
É como um bebê que está aprendendo a andar e cai. Os pais não vão bater nele porque ele errou. Ao contrário, vai aplaudi-lo, apoiá-lo e, se precisar, socorrê-lo. Ele está apenas tentando acertar. Os pais sabem que dentro de um mês ele estará andando.
Deus age da mesma forma conosco e cobra de ninguém. E por que iria cobrar, se Ele sabe que mais pra frente todos melhorarão, ou seja, sairão da ignorância? O tombo do bebê é apenas um estímulo para ele aprender a andar de forma segura.
Crença comum: "É meu carma, fazer o que?". Lei da evolução: Não existe carma. Não existe o "faz, paga". Ninguém cobra nada de ninguém. É a própria pessoa que cobra de si, porque ainda não conhece a lei da individualidade, a lei da perfeição e a lei do crer. A pessoa está tão-somente colhendo os frutos de suas crenças e atitudes.
Cada um responde por seus atos. Cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida. Responder significa ser responsável. É um ponto de vista totalmente diferente do carma.
No carma, a pessoa está pagando, por isso é tida como vítima. Na responsabilidade, ela está apenas respondendo, ou seja, ela é o agente. Como vítima não há muito o que fazer, como agente a pessoa detém o poder e, na medida em que ela muda suas crenças, os resultados são outros e, nessas experiências, ela evolui. Ou seja, no carma a pessoa é vítima, portanto o poder está fora dela.
Na autorresponsabilidade, a pessoa é o agente e, assim, detém o poder. No conceito de autoresponsabilidade, ninguém agride ninguém. São apenas companheiros de jornada tentando aprender e evoluir.
Em outras palavras, o "agressor" apenas vem dizer para o "agredido" o que ele está fazendo contra si e que está na hora de mudar suas crenças e atitudes para não atrair mais agressividade. Esta é uma visão libertadora, enquanto no carma a suposta vítima está presa na própria crença.
Crença comum: "Com tanta violência, a vida dos nossos filhos e netos vai ser um caos". Lei da evolução: Vai nada. Vai ser muito melhor que hoje. Proporcionalmente ao número de habitantes do planeta, o mundo hoje está bem menos violento que nos tempos dos nossos avós. É que as pessoas adoram uma tragédia e ficam ligadas na mídia, vendo violência e as desgraças do povo.
Hoje, qualquer crime que acontece na periferia da Grande São Paulo, que tem em torno de vinte milhões de habitantes, é transmitido pela televisão. As guerras são vistas em tempo real.
A vida atual de cada um é melhor que todas as anteriores. O mundo vai estar bem melhor no futuro. Agora, se a pessoa acredita que a vida será cada vez pior, para ela será, porque a realidade de cada um é feita de acordo com suas crenças.
Crença comum: "O aquecimento global vai acabar com o planeta". Lei da evolução: Vai nada. A lei da evolução não permite. A Terra já passou por outros fenômenos piores e não acabou. É muita pretensão do homem achar que pode destruir o planeta, como se não houvesse uma sabedoria superior cuidando de tudo.
Se os anjos construtores e donos da Terra quisessem, poderiam interferir a qualquer momento e acabar com o aquecimento global. Só não o fazem porque não é necessário. Eles só interferem se o planeta correr risco real de extinção.
Crença comum: "Só a dor faz a pessoa evoluir". Lei da evolução: Não necessariamente. Ou vai pelo amor, ou vai pela dor. No atual estágio evolutivo do planeta, a dor conta muito no processo de expansão da consciência das pessoas, pois há muita ignorância, isto é, falta de conhecimento.
Onde há lucidez, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Quando se usa a inteligência, a dor deixa de funcionar como estímulo. O espírito só lança mão da dor porque a pessoa não entende outra linguagem.
Exemplo: O preconceituoso, apesar de todos os esclarecimentos a respeito, apesar dos fatos e exemplos evidenciarem que sua atitude é desfavorável, na sua ignorância não tem o discernimento necessário para perceber que aquilo é prejudicial. Sua inteligência ainda não consegue alcançar as mensagens, então, só sofrendo na própria pele para tomar consciência.
Com o uso da inteligência, do discernimento, do bom senso, as pessoas podem evoluir pelas experiências dos outros, por meio de uma leitura, de um aconselhamento, de um curso, evitando, assim, a vivência dolorosa.
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quinta-feira, outubro 12, 2023
A Dor no Amor
O amor é doloroso porque gera o caminho para a felicidade. O amor é doloroso porque ele transforma; o amor é mutação. Cada transformação vai ser dolorosa, porque o velho tem de ser deixado para poder vir o novo. O velho é familiar, seguro, estável, o novo é absolutamente desconhecido. A pessoa estará se movendo em um oceano inexplorado. Não se pode usar a mente com o novo, ao passo que, com o velho, a mente é hábil. A mente pode funcionar somente com o velho - com o novo, a mente é completamente inútil.
Consequentemente, surge o medo e, ao deixar o velho, o confortável, o mundo seguro, o mundo de conveniência, surge a dor. É a mesma dor que a criança sente quando sai do útero da mãe. É a mesma dor que o pássaro sente quando sai do ovo. É a mesma dor que o pássaro vai sentir quando tentar voar pela primeira vez.
O medo do desconhecido, a segurança do conhecido, a insegurança do desconhecido e a imprevisibilidade do desconhecido fazem com que a pessoa fique muito assustada.
E como a transformação vai ser do ser para um estado de não ser, a agonia é muito profunda. Mas não se pode ter êxtase sem passar pela agonia. Se o ouro quer ser purificado, tem que passar pelo fogo.
O amor é fogo.
É por causa da dor do amor que milhões de pessoas vivem uma vida sem amor. Elas também sofrem, e seu sofrimento é inútil. Sofrer no amor não é sofrer em vão. Sofrer no amor é criativo, e conduz a níveis mais elevados de consciência. Sofrer sem amor é um desperdício total, não leva ninguém a lugar algum, e mantém as pessoas em movimento no mesmo círculo vicioso.
O homem que não tem amor é narcisista, fechado. Ele conhece apenas a si mesmo. E quanto ele pode conhecer de si mesmo, se não conhece o outro, uma vez que somente o outro pode funcionar como um espelho? Nunca vai conhecer a si mesmo sem conhecer o outro. O amor é fundamental também para o autoconhecimento. A pessoa que não conheceu o outro em amor profundo, em paixão intensa, em êxtase total, não será capaz de saber quem é, porque não vai ter o espelho para ver seu próprio reflexo.
O relacionamento é um espelho - quanto mais puro o amor, mais elevado; quanto mais limpo o espelho, melhor o espelho. Porém, o amor mais elevado exige que a pessoa esteja aberta. O amor mais elevado exige que a pessoa esteja vulnerável. Ela tem que abandonar sua armadura, e isso é doloroso. É necessário que não esteja constantemente alerta. Tem que abandonar a mente calculista. Tem que se arriscar. Tem que viver perigosamente. O outro pode machucá-la, e é esse o medo de estar vulnerável. O outro pode rejeitá-la, e é esse o medo de estar apaixonada.
O reflexo que a pessoa vai encontrar no outro, de seu próprio eu, pode ser feio, e é essa a ansiedade. Portanto, deve evitar o espelho. Porém, o fato de evitar o espelho não significa que a pessoa vai ficar bela. Ao evitar a situação,a pessoa também não crescerá. O desafio tem que ser aceito.
É preciso amar. Este é o primeiro passo em direção a Deus, e não pode ser ignorado. Aqueles que tentam ignorar o passo do amor nunca chegarão a Deus. Isso é absolutamente necessário, porque a pessoa se torna ciente de sua totalidade somente quando é provocada pela presença do outro, quando sua presença é realçada pela presença do outro, quando ela é tirada de seu mundo narcisista e fechado, para céu aberto.
O amor é um céu aberto. Estar apaixonado é poder voar. Porém, com certeza, o céu infinito gera medo.
Além disso, abandonar o ego é muito doloroso, porque o homem foi ensinado a cultivar o ego. Ele acha que o ego é o seu único tesouro. Protege-o, decora-o, sempre lhe dá polimento, e quando o amor bate à porta, tudo o que é preciso para se apaixonar é colocar o ego de lado, e, sem dúvida, é doloroso. Trata-se de um trabalho de uma vida inteira, é tudo o que ele criou - esse ego feio, essa ideia de que "eu sou separado da existência".
Essa ideia é feia porque é falsa. Essa ideia é ilusória, mas a nossa sociedade é baseada nessa ideia de que cada pessoa é uma pessoa, não uma presença.
A verdade é que não há nenhuma pessoa em todo o mundo, há somente a presença. O ser humano nao é - não como um ego, separado do todo. O todo penetra nele, o todo respira nele, pulsa nele, o todo é a sua vida.
O amor dá ao homem a primeira experiência de estar em sintonia com algo que n~eo é o seu ego. O amor lhe dá a primeira lição de que é possível entrar em harmonia com alguém que nunca fez parte do seu ego. Se pode estar em harmonia com uma mulher, se pode estar em harmonia com um amigo, com um homem, se pode estar em harmonia com seus filhos ou com a mãe, por que não pode estar em harminia com tooos os seres humanos? E se estar em harmonia com uma única pessoa lhe dá tanta alegria, qual será o resultado se estiver em harmonia com todos os seres humanos, por que não pode ficar em harmonia com animais, pássaros e árvores? Daí, então,um passo leva a outro.
O amor é uma escada. Começa com uma pessoa e termina com a totalidade. O amor é o princípio, Deus é o fim. Ter medo do amor, ter medo das dores crescentes do amor, é permanecer fechado em uma cela escura.
O homem moderno está vivendo em uma cela escura, e isso é narcisista. O narcisismo é a maior obsessão da mente moderna.
E depois há problemas, problemas que não têm sentido. Há problemas que são criativos, uma vez que levam a pessoa à consciência mais elevada. Há problemas que não a levam a lugar nenhum, simplesmente a mantém presa, simplesmente a mantém em sua velha bagunça.
O amor gera problemas. Esses problemas podem ser evitados, evitando-se o amor. Mas esses são problemas muito essenciais! É preciso que eles sejam enfrentados, encarados, é preciso que sejam vivenciados, é necessário que se passe por eles e que se vá além. E para se ir além é preciso passar por eles. O amor é a única coisa que vale a pena. Tudo o mais é secundário. Tudo mais é apenas um meio, enquanto o amor é o fim. Portanto, qualquer que seja a dor, permita-se amar.
Se a pessoa não se permite amar, assim como muita gente, ela fica presa consigo mesma. Consequentemente, sua vida não é uma peregrinação, sua vida não é um rio que segue para o oceano; pelo contrário, sua vida é uma poça suja com água parada, e logo não haverá nada além de sujeira e lama. Para que seja mantida limpa é necessário mantê-la fluindo. Um rio permanece limpo porque eu fluxo é contínuo. O fluxo é o processo que o mantém continuamente virgem.
Um amante continua a ser um virgem. Todos os amantes são virgens. As pessoas que não amam não podem continuar virgens, e, portanto, tornam-se dormentes, estagnadas, e começam a feder, mais cedo ou mais tarde; na verdade, mais cedo do que mais tarde, pois não têm para onde ir. A vida delas está morta.
A Terra inteira se tornou um hospício. A humanidade toda está sofrendo de uma espécie de neuroso. E essa neurose é proveniente da estagnação narcisista do homem. Todo mundo está preso na própria ilusão de ter um eu separado, e é por isso que as pessoas enlouquecem. E essa loucura é sem sentido, improdutiva, sem criatividade. Ou as pessoas começam a cometer suicídio. Esses suicídios também são improdutivos, sem criatividade.
Não se pode cometer suicídio tomando veneno, pulando de um penhasco ou atirando em si mesmo, mas é possível cometer um suicídio que passe por um processo muto lento, e é isso o que acontece. Poucas pessoas cometem suicídio de repente. Outras se decidem por um suicídio lento, e morrem aos poucos, bem devagar. Mas a tendência a se tornar suicida virou quase um fenômeno universal.
Isso não é modo de vida, e a razão, a razão fundamental, é que as pessoas esqueceram a linguagem do amor. Não são mais corajosas o suficiente para entrar nessa aventura chamada amor.
O amor é o maior koan zen.
É doloroso, mas não deve ser evitado. Aquele que o evita terá evitado a maior oportunidade de crescer. É preciso entrar no amor, sofrer de amor, porque, por meio do sofrimento, vem um grande êxtase. Sim, há agonia, mas é a partir da agonia que nasce o êxtase. Sim, o indivíduo terá de morrer como um ego, e se pode morrer como um ego, poderá nascer como Deus, como um Buda. E o amor vai lhe dar o primeiro gostinho do tao, do sufismo, do zen. O amor dará a você a primeira prova de que Deus existe, de que a vida não é sem sentido.
Aqueles que dizem que a vida é sem sentido são aqueles que não conheceram o amor. Tudo o que dizem é que faltou amor em suas vidas.
Que haja dor, que haja sofrimento. Atravessem a noite escura, e vão chegar a um belo nascer do sol. É no ventre da noite escura que o sol evolui. É através da noite escura que a manhã chega.
Toda minha abordagem aqui é de amor. Ensino o amor, só amor, nada mais. Podem esquecer Deus, isso é apenas uma palavra vazia. Podem esquecer orações, porque são apenas rituais impostos por outros. O amor é a oração natural, não imposta por ninguém. O homem nasce com ele.
O amor é o verdadeiro Deus, não o Deus dos teólogos, mas o Deus de Buda, de Jesus, de Maomé, o Deus dos sufis. O amor é um tariqa, um método, para matar o indivíduo como um indivíduo separado e ajudá-lo a se tornar o infinito.
É preciso que o homem desapareça como uma gota de orvalho e transforme-se no oceano, mas terá que passar pela porta do amor.
E, com certeza, quando ele começa a desaparecer como uma gota de orvalho, após ter vivido tanto tempo como uma gota de orvalho, dói, porque provavelmente ele pensou: "Sou isso, e agora isso está acontecendo. Estou morrendo". Ele não está morrendo, o que está morrendo é apenas uma ilusão. Ele se identificou com a ilusão, é verdade, mas a ilusão ainda é uma ilusão. E apenas quando a ilusão se for é que ele será capaz de ver quem ele é. E essa revelação leva-o para o pico supremo de alegria, de felicidade, de celebração.
Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.
Marcadores: amor, dor, ego, Osho, suicídio
sexta-feira, abril 28, 2023
Mensagem do Dia
"Limitar o amor que você dá acabará por se manifestar como dor. A natureza do amor flui livremente, alcançando corações, planetas e estrelas. Ele é grande demais para ser contido em um só corpo. Lembre-se sempre, um coração cheio de amor é um coração em paz"
Kejraj
Marcadores: amor, dor, KejRaj, mensagens
sexta-feira, janeiro 26, 2018
O Guardião do Sétimo Portal
No astral existiam corpos mergulhados no limo sujo, gosmento, despontando somente cabeças de pessoas com os olhos esbugalhados e fixos no nada. Ele sentiu o frio invadir o seu corpo. De repente, um movimento em seus pés chamou-lhe a atenção. Para seu espanto, ele estava pisando numa cabeça que chorava alucinada. A religião é a maior fonte formadora de culpas.
A felicidade real vem do pouco que se tem. Quando a felicidade se baseia no muito que se conquistou, ficamos abalados por qualquer infortúnio. São os valentes e os brutos que o céu aguarda. Só os valentes terão a coragem de enfrentar o mal e seguir. Faça seu trabalho. Mas faça para o bem. A morte é apenas do corpo. Nosso espírito é imortal. O corpo é apenas um instrumento necessário para as tarefas que o espírito precisa realizar na Terra. Você se sente fraco quando seu corpo está envelhecido e, ao morrermos, ficamos somente com o corpo etérico, que guarda as memórias do corpo físico.
Nós vamos à Terra sempre com duas missões: uma pessoal, que visa adquirir sabedoria, conhecimento e também, quando estamos prontos, reavaliar nosso carma; a segunda missão é coletiva, que está a serviço de uma contribuição com o desenvolvimento da Terra e do povo que lá está encarnado. Ambas se interligam para que possamos evoluir nas leis do amor. Estamos em desenvolvimento. Nossas escolhas nos colocam em situações das quais nos arrependemos depois, mas sempre conseguimos tirar grandes lições de nossos erros. Só nós mesmos temos a condição de nos fazer mal. O mal que acreditamos fazer é o mal que infligimos em nós mesmos, assim como o bem que fazemos ao próximo é o bem que fazemos a nós mesmos. Lembre-se disso e não caia na tentação de se estagnar na culpa. É curando que se é curado.
Após o almoço (em um mosteiro terrestre), todos retornaram ao dormitório por quarenta minutos para o repouso do corpo e a digestão dos alimentos comidos. Quem não consegue controlar o corpo, nunca conseguirá controlar a mente. O corpo responde a impulsos e reflexos imediatos do desejo do que virá, e a alma responde a impulsos de desejo do que realmente é. Se não estiverem equalizados a alma e o corpo, o que se quer e o que se tem realmente, perde-se a função dos dois, ocasionando dor ao corpo. Dor no corpo é dor da alma em dessincronia com o corpo. É quando se valoriza mais o ter em vez do ser. Assim como a árvore está fixa sem estar parada, nós também estamos em movimento mesmo quando nosso corpo não se movimenta. Apesar de a árvore estar parada, há uma movimentação. A seiva que sobe pelo caule, os nutrientes da terra, a fotossíntese realizada pelas folhas, o crescimento e desenvolvimento da árvore. Se não houvesse movimento, como poderia haver tamanha transformação? Há sempre algo sendo movimentado (nas coisas vivas) e, mesmo que invisível aos nossos olhos, é perceptível ao nosso sentimento. Para tudo há um devido tempo e cada um tem o próprio desenvolvimento. Nunca se deve comer por comer, pois o alimento tem a função única e exclusiva de nutrir o corpo.
Treinar e obter conhecimentos têm de andar lado a lado. Se um desponta mais, o outro perde o sentido. O conhecimento teórico aguça a intuição. A intuição só se mantém com o treino e a prática intensa. Somente assim entramos na estabilidade espiritual. O queixume enfraquece o espírito. Se você não encontrar o fácil, sempre viverá o difícil. A culpa não faz andar para frente. Não há culpa nem punição. Apenas agem as leis de causa e efeito que a todo instante incidem sobre todos os seres. O sofrimento é um simples processo de lapidação da alma. Não há julgamentos, a própria alma é que se julga e se recrimina e a culpa a adoece. Nunca há força energética exterior que cause isso. A liberdade se estende até onde o espírito é capaz de ir e este limite tem a ver com seu crescimento, aceitação, compreensão de um todo e, acima de tudo, com sua capacidade de amar.
Cada dimensão requer uma frequência vibracional. Se o corpo etérico de algum espírito não se adequa perfeitamente àquela vibração, é preciso usar certas "capas energéticas". Os carmas só são purificados na Terra. É necessária uma nova ação concreta baseada na lei do amor. No mundo espiritual realizamos o que sabemos, ampliam-se conhecimentos que devem ser testados e provados na carne, mas não se adquirem novas habilidades (no mundo espiritual). O nascimento na Terra é o caminho para a evolução do espírito. A Lei do Carma é o conjunto de todas as suas ações em vida e suas consequências. Não importa o que o outro faça a você, mas como cada um reage diante dos acontecimentos. A Lei do Carma atua na ação tomada pelo espírito. Se uma criança já aprende como se dá o manuseio da faca e, ainda assim, opta por ferir pessoas com este instrumento, aí sim ela desencadeia rachaduras em sua alma, pois, quando ferimos o outro com consciência, ferimos a nós mesmos. E este processo de ferimento em si e no outro é que dá início à roda cármica. Muitos conhecimentos se adquirem no mundo espiritual. A Terra é para sedimentar no espírito os verdadeiros conhecimentos. Só assim eles farão parte essencial do espírito. Conhecimento sem prática é o grande laboratório de carma. Conhecimento adquirido na Terra penetram eternamente no espírito. Conhecimentos adquiridos no mundo espiritual devem ser praticados na Terra para firmarem no espírito. Não veja o carma como punição, já que nada se pune, pois é a consequência natural dos atos e sua repercussão na alma. Assim que você fecha uma ferida, sua vibração muda drasticamente e, desta forma, você ajudará os outros.
Na morte nos desfazemos apenas do invólucro corpóreo. Seu corpo físico morreu, mas o seu espírito continua vivendo. Dependendo do grau de evolução de conhecimento e sabedoria, é permitido ao espírito escolher em qual dimensão quer atuar, auxiliando no equilíbrio e bem-estar dos demais. O amor sempre está presente, de um jeito ou de outro, pois essa energia permeia tudo. Uma pequena gota de amor move oceanos. Na Terra sempre há alguém por perto servindo de canal para o amor celestial. Esse é o grande círculo da vida! Tudo gira em torno do amor. A doença abre as portas da fé, facilitando a assimilação de energia.
Como nos libertamos das redes cármicas? Tendo ações concretas, repletas de amor. É o amor que neutraliza o carma. Quando em vida infligimos a dor a alguém ou a nós mesmos, intensificamos o nosso carma, pois encarnamos para agir dentro da lei evolucional do amor: amar ao próximo como a si mesmo. O caminho evolutivo não é linear, é feito de subidas e descidas. O sofrimento e a dor servem para despertar o amor e não é preciso submeter o outro a nenhuma dose a mais do que o próprio sofrimento que cada um já carrega. Como é possível se libertar das redes cármicas? Basta usar o livre-arbítrio e executar ações que comprovem a consciência adquirida. Falar, desejar, se lamentar e pensar não é suficiente. É preciso agir diferente para que aos poucos a pressão dessas redes afrouxe e a pessoa consiga se desvencilhar, não porque alguém a deixou sair, mas porque sua própria frequência não é mais compatível com a rede em questão. Esta é a cegueira em que vivem os humanos: a ilusão de que estão separados de um Todo Unificado e que suas ações não comprometem a todos. Os humanos vivem sustentados por mentiras criadas por eles mesmos. Os humanos, com sua facilidade em criar verdades ilusórias e segui-las com afinco, tornam-se alvos da escuridão.
Todo poder é separatista e se opõe à unicidade na qual vivemos, permeados pelo amor que não pune. Libertar-se deste emaranhado de correntes a que encarnados e desencarnados estão afiliados desde o início de seu caminho na Terra é um desafio individual e coletivo. Os que se libertarem conseguirão fazer grandes mudanças, contanto que não se iludam novamente, pois a sensação logo após sair das redes é de perda de poder. A consciência traz a clareza, a ação traz o compromisso de agir segundo essa nova consciência. É preciso força, pois para ingressar no novo é necessário abdicar totalmente do velho, sem olhar para trás. No pós-morte humano, tudo se materializa de forma intensa e total, pois não há as distrações que o mundo terreno propicia. Portanto, as consequências aqui são imediatas. Existe um sentido maior a todo sofrimento e dor. Não há valor algum no dinheiro e ninguém deve deter o que não é seu. Dinheiro e ouro são energias que devem fluir. O ódio e as brigas são coisas inúteis. O processo de evolução é como um rio. Todos são levados pela correnteza. Alguns se prendem em alguma pedra por determinado período, mas o fluxo é certo para todos.
Você morre quando seu corpo não tem mais forças para manter seu espírito. Se o homem viver na Terra sabendo da vida pós-Terra, ele será mais cauteloso em cada atitude que tomar. Não desperdiçará o tempo da Terra. O homem precisa acordar para o amor. Não há outro caminho de salvação a não ser o amor. Liberte-se do desejo de poder, pois ele lhe rouba o verdadeiro poder, que é amar. Não há nenhuma lei que o punirá. A lei serve para conduzí-lo ao caminho do bem. Desperte para o amor. Cessem as guerras na Terra e o inferno não terá como se alimentar e também cessará. Cesse o ódio e dê lugar à paz.
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