Friday, December 29, 2017

 

A Virgem do Sol


Não importa o que nos seja feito, seja a nossa a conduta do pacífico, do manso. A natureza destrói, sem piedade, os seres que se opõem à suas forças quando em fúria,mas preserva os dóceis, os mansos, aqueles que sabem se curvar e se erguer conforme as necessidades do momento. A sabedoria não está em termos apenas uma atitude na vida, mas em sermos coerentes com nossos valores em cada momento da vida e adotarmos atitudes conformes com as necessidades expressas no tempo. Há situações em que abrir mão de nossas opiniões é prudente, necessário, principalmente quando elas apontam a convergência a um bem comum e maior ou nos mostram que realmente estamos enganados em nosso pensar, mas ceder sempre e sem critérios anula nossa personalidade e nos conduz a uma sensação de inferioridade e impotência. A rigidez é sacrificada na natureza e pessoas rígidas sacrificam a própria felicidade e a paz.

Aprender a harmonizar-se com a vida é uma trajetória longa, muito longa. Os homens ainda não a compreendem. Conforme crescemos mudam as nossas necessidades e a compreensão que temos dos fatos.

O que é o dever? O dever é o que nos dá a paz. Eu não poderia jamais viver com tranquilidade se minha consciência apontasse a falta para com um dever. O dever é o guardião interno da nossa paz e felicidade; se vivermos bem com ele estamos protegidos e seremos, andando em compasso com as leis supremas do universo. Entendo por vício o uso abusivo, que foge à relação de equilíbrio que nos garante a saúde. O dever é o guardião de nossa paz e felicidade, porque nos dá o limite para nossa ação, nos educa e é essa a razão por que, dentre toda criação, é a partir da espécie humana que aprendemos ser possível agir contra a vontade ditada pelos instintos, atendendo a compreensão de algo que divisamos maior - a obediência a uma lei natural, que se constitui em um dever do qual advirá a nossa felicidade real e duradoura como espíritos.

Não há sofrimento onde existe compreensão. Quando muito sentimos a visita de uma tristeza passageira, mas uma esperança cálida e firme de que a felicidade maior advém da mente em paz e do coração tranquilo. O sofrimento reflete sempre uma alma irresignada, revoltada e ignorante das coisas eternas do espírito.

Só o amor é capaz de fazer o homem superar suas imperfeições. O amor é tão sábio e conduz com tanta inteligência o homem que ele ensina a amar o dever. Todo conhecimento exposto de fora para dentro está sujeito a ser testado e fracassar.

O medo é um inimigo cruel e impiedoso. Ele engana a alma porque fez parte de nossa evolução e foi nosso protetor em tempos remotos quando ainda desenvolvíamos nossa identidade de espíritos imortais, estagiando nos reinos inferiores da natureza; era ele que despertava em nós o instinto de conservação, de proteção e valorização da experiência de viver, mas conforme evoluímos é necessário aprender a domá-lo. Reconhecer os limites de atuação e não deixar que ele habite em nossa mente. As criações imaginárias são as mais temíveis, porque não há fato que se possa contrapor-lhes, não aceitam argumento lógico e racional. Não desenvolva em você esse medo. Encare cada experiência em seu momento, esse é o segredo da segurança e da estabilidade. Veja o exemplo da natureza que a cerca, as estrelas não se mostram à luz do sol, e os animais que saem à noite não são os mesmos que caçam durante o dia. Cada coisa tem sua hora de agir e a aguarda. Cada momento tem sua lição e sua beleza, até mesmo a destruição encerra aprendizados preciosos e é uma necessidade da natureza. Portanto, não tema. Confie. Alimente seu espírito na esperança, na fé e na confiança na sabedoria divina. Tudo na vida são estágios, são etapas que devemos cumprir para avançar. Olhe o céu e pense que as estrelas são casas onde você irá habitar e cada uma delas representa um estágio no seu desenvolvimento e para mudar-se de uma para outra você necessitará passar por transformações que não se operam sem destruições. O que muda é a forma como elas - as transformações - se operam. Algumas são bruscas e violentas, outras são lentas e pacíficas, depende de quem as conduz. Não se deixe enganar pensando que o medo auxilia sua evolução neste momento; agora ele é o gigante que se põe à porta da caverna e tenta impedir a ação das forças do amor e do dever. 

A ciência e o amor são o equilíbrio um do outro, como um par bem afinado, se completam sendo diferentes entre si. Quando privilegiamos um desses lados e esquecemos o outro, andamos em uma faixa de desequilíbrio, quebramos a lei da harmonia que os colocou juntos em nosso ser. Somos seres imortais, ligados a um corpo sujeito ao nascimento e à morte; como espíritos cada qual surgiu a seu tempo, portanto não possuímos exatamente a mesma... idade, digamos assim.

Quando exercitamos a descoberta pessoal, começamos a conhecer e identificar nossos sentimentos, por que e como surgem, de que maneira melhor trabalhar com eles. São conhecimentos que aprimoraram nossa existência, nos tornam mais felizes porque já não nos iludimos tanto, não somos dominados pelas paixões que existem em nós e também sabemos transitar com mais segurança pelos domínios da matéria, vamos progressivamente nos tornando senhores da experiência, condição daquele que é desperto, não sofre mais se deixando levar pelos acontecimentos e necessidades, mas as olha sob outra perspectiva, sabendo aceitar a contingência da experiência material com controle para transformar, mudar o que seja possível, e, com a serenidade, a compreensão de deixar como está o que ainda não oferece condições de mudança e, portanto, precisa ser como é.

Manter sempre acesa a chama da esperança. A fé dá força ao ser humano para erguer a cabeça e desvendar as formas superiores de viver, mas a esperança é o que o sustém nesses mundos difíceis; é ela que nos ampara nas doenças ainda sem tratamento, nas separações de nossos familiares e amigos; nos momentos mais cruciais da vida é a esperança que nos lembra a importância da fé. Não cultive na fala a exortação de dificuldades e sofrimentos. Cultive a esperança, fale do bem, do amor, desperte nas pessoas o desejo de viver ou de conhecer a vida com novos olhos. É dessa forma que abreviamos o caminho entre uma visão animal da existência para uma visão espiritual. Agimos conforme pensamos e sentimos. Aí está a justiça do Criador, que dá a cada um o que necessita ao tempo certo e deixa que aprendamos por experiência pessoal o caminho que nos conduzirá a uma vida melhor.

Os sonhos são portas para a verdade. Através deles podemos entrar no mundo das almas que nos cercam, conversarmos com nossos antepassados, ou mesmo descobrir coisas a nosso respeito que não admitimos facilmente quando estamos presos à carne. 

Na velhice nos preparamos para o ciclo da destruição do corpo, a vida nos prepara para nos desligarmos dele e nos manda avisos em forma de dores e debilidades, dizendo que aquela organização não serve mais para o nosso crescimento e está nos ensinando as últimas lições de desapego ao que é transitório. Assim como a morte de um homem é algo natural, também o é a morte de uma civilização. A covardia diante dos fatos da vida existe enquanto não deres atenção à fé e à esperança, elas são as bases que tornam um homem verdadeiramente forte e corajoso para enfrentar as experiências de crescimento que o Criador dispôs ao longo de nossa jornada.

Quanto mais desagradável um assunto, mais rápido ele deve ser atendido. Temas pendentes e assuntos mal resolvidos, acabam por aumentar e gerar problemas bem mais sérios no futuro.

Fonte:
Ana Cristina Vargas, A Virgem do Sol - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo,  Boa Nova Editora, abril 2005.

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Monday, September 04, 2017

 

Nenhum Amor é em Vão


Abaixo alguns trechos deste livro [1] de Américo Simões.

Ninguém perde tempo ao lado de ninguém, todo o tempo que se passa com alguém é um grande aprendizado na vida. Não existe amor errado, toda união é necessária para que algo de bom aconteça em nossa vida, aconteça e cresça dentro de nós. Ainda que essa união dure apenas um dia.

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, Nenhum Amor é em Vão, Barbara Editora, São Paulo, 2011.

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Sunday, August 06, 2017

 

Se não amássemos tanto assim



Abaixo vão alguns trechos deste livro [1] de Américo Simões.

Não adianta tirar a própria vida por causa de uma paixão não correspondida. O que o afligia continuará o afligindo do mesmo modo, porque a morte apenas liberta o espírito do corpo físico, suas emoções, sentimentos, pensamentos, a consciência, enfim tudo está preso ao espírito, que é eterno, e o peso na consciência é que o indivíduo realmente quer se livrar. Portanto, procurar ajuda para se desvencilhar de seus tormentos e limitações, para tornar-se melhor já aqui e agora, por meio de ajuda psicológica e espiritual, é a única e melhor solução para todos nós.

Por isso é que muitos espíritos que atentam contra a própria vida, chegam a enlouquecer e se revoltar no plano espiritual, porque seu ato insano não os libertou daquilo que tanto queriam se libertar e que está na sua consciência, que jamais se desmembra do espírito. Do físico, sim, do espírito, jamais.

Um equívoco que muitos espíritas, declarados ou não, cometem, é pensar que se fulano está passando por algo desagradável em sua vida é porque ele merece passar por ter feito algo de ruim em vidas passadas e por isso não lhe estende a mão. Ainda que este indivíduo tenha feito algo de ruim (provavelmente por ignorância), estender a mão ao próximo até onde podemos alcançar, é cumprir o maior mandamento: não há evolução sem solidariedade (cooperação).

Muita gente pede ajuda, mas não deixa ser ajudado. É preciso se permitir receber ajuda. Quem não aceita que os sentimentos do outro não sejam recíprocos, fica birrento, chato e desagradável, não só para os que o cercam, mas especialmente para consigo próprio. Lembre-se: os outros não ficam com você 24 horas por dia, você sim.

Não é só na área afetiva que a paixão nos afeta e nos faz cometer loucuras contra nós mesmos e o próximo. Nas demais áreas da vida corremos os mesmos riscos. Área profissional ou econômica, por exemplo: paixão por dinheiro, paixão por status social, paixão por ter um "físico sarado" (aparência física), etc.

A paixão, seja pelo que for, enquanto nos é saudável é ótima, maravilhosa, mas paixão, quando começa a nos tirar fora do eixo, torna-se doentia. "Tudo aquilo de que nos tornamos dependentes na vida não nos faz bem. É altamente perigoso". É verdade. É tal e qual um vício. Toda dependência não nos é saudável. Saber conviver com tudo no limite certo é uma bênção. Um sinal de evolução.

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, Se não amássemos tanto assim, Barbara Editora, São Paulo, 2014.




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Monday, July 31, 2017

 

O Portal da Morte


O evento que chamamos morte do corpo físico constitui um portal para uma outra dimensão, uma outra realidade. Abaixo apresento algumas passagens de um livro [1] de Geoffrey Hodson que trata desse assunto.

A aproximação da morte

Estão aqueles que morrem conscientes da aproximação da morte? A resposta é: "Geralmente, não". A falta de suprimento de sangue e, portanto, de oxigênio no cérebro, acarreta a inconsciência, um processo semelhante ao sono. Mesmo que tenha havido sofrimento na proximidade da morte, este sofrimento cessa antes do fim.

O que vemos quando o processo da morte é diretamente observado? À medida que a hora da dissolução se aproxima, vemos as forças vitais sendo retiradas das extremidades e centradas no coração e aí visíveis como uma brilhante luz dourada. Depois disso, a sensação nos membros inferiores é grandemente diminuída. Então, quando a morte fica mais próxima, as forças vitais retiram-se para o meio da cabeça, que é a rede da consciência egoica durante a vida física. 

A pessoa que está morrendo pode estar ou não ainda consciente fisicamente. Se inconsciente, no coma que precede a morte, ela será visível à visão clarividente em seu veículo superfísico. Este veículo é construído de matéria muito mais sutil que o éter e, em linhas gerais, lembra quase exatamente o corpo físico; é, de fato, sua contraparte. Ele difere em aparência do físico, pois a substância com a qual é construído tem luz própria, de modo que brilha como se a luz viesse de seu interior, e é cercado por uma atmosfera visível (aura) como luz em constante mudança de cores. Existe uma ciência de correlação dos estados de consciência com as cores da aura.

O cordão prateado

A aura será visível em torno da pessoa agonizante que, fisicamente inconsciente, está então fora de seu corpo físico e flutuando acima dele, mas a ele ligado por uma corrente de forças que brilham com uma delicada luz prateada. Esta corrente flui entre as cabeças do corpo físico e do superfísico, assim ligando-as. Enquanto continuar fluindo há sempre a possibilidade do despertar físico. Uma vez rompida, o que se dá no momento da morte, não há mais possibilidade de retorno. Quando chega o  exato momento da morte, o cordão prateado rompe-se, e o homem ergue-se como se liberado de uma tração gravitacional.

A vida passada é revista

Em quase todos os casos o homem está inconsciente da morte como está do sono. Ele passa, por assim dizer, com um suspiro, deste mundo para o próximo. Geralmente ele está empenhado num processo de revisão, no qual passam ante seus olhos mentais os acontecimentos da vida que acabou, em perspectiva clara, causas e efeitos, sucessos e seus resultados, omissões e suas consequências, sendo vistos e correlatados. Este processo de revisão é muito importante, pois daí destila-se uma certa sabedoria - o fruto da vida encerrada. É por esta razão que deveríamos mental, emocional e fisicamente ficar quietos  na câmara da morte, de modo que, por excesso de pesar, não venhamos a perturbar o ser amado neste importante processo. Ele está agora vivendo em seu corpo mais sutil, o corpo da emoção, e está, portanto, altamente sensível às forças do pensamento e da emoção. Calmamente e com autocontrole, nossos pensamentos devem ser dirigidos para ele, com amor, com bênçãos e votos de progresso interior nos mundos mais sutis.

O despertar após a morte

Finda a revisão, segue-se geralmente um período de completa inconsciência que pode durar de trinta e seis a quarenta e oito horas, variando com o indivíduo. O despertar ocorre e o falecido, frequentemente ainda inconsciente do que aconteceu, olha ao seu redor. Em quase todos os casos algum amigo ou parente espera-o; ou, se não há ninguém para dar-lhe as boas-vindas, então algum membro do grande grupo dos auxiliares cujo trabalho é receber os recém-chegados, vai ter com ele. Tais auxiliares são membros de um grupo altamente treinado para esta função de dar assistência aos novos que chegam. Com as boas-vindas, explicam a mudança, ajudam para que se estabeleçam tão confortavelmente quanto possível. 

Lá não é uma terra estranha

O mundo para o qual nossos amigos foram, e para o qual iremos, não é uma terra estranha, porque vamos lá todas as noites enquanto nosso corpo físico dorme. O sono foi, com muita propriedade, chamado o irmão gêmeo da morte. Enquanto o corpo físico dorme, ficamos despertos no corpo que usaremos após a morte. Nossos sonhos são, em parte, memórias confusas de nossa vida nesse outro mundo, que trazemos de volta ao acordar. A diferença entre o sono e a morte está no fato de que, no sono, o "cordão prateado", que nos liga ao corpo físico, não é partido. Na morte, o cordão é partido, e como não temos mais laço com o corpo físico, não voltamos mais para ele. O mundo superfísico e o estado de consciência em que se ingressa na morte consistem em duas divisões ou planos da natureza: o emocional ou astral, e o mental. 

Influência do temperamento e do caráter

As condições nas quais uma pessoa se encontra depois da morte dependem grandemente de seu temperamento (e crenças) e da natureza da vida que levou no plano físico. Cada um de nós vê o mundo ao seu redor através das janelas de seu temperamento. O indivíduo amigável e alegre, desperta após a morte num mundo alegre, amigável; enquanto o centrado em si mesmo, pode acordar num mundo um tanto isolado, enfadonho e triste - não que esse mundo seja isolado, mas porque o indivíduo egocêntrico não consegue inspirar nem dar amizade. Felizmente, a dor, o enfado e o isolamento que tais pessoas criaram para si próprias, força-as a mudarem de atitude em relação à vida.

O cientista depois da morte

Os recém-chegados revelam uma tendência a procurar, depois da morte, as formas sublimadas que mais os atraíram na Terra. Assim, o investigador científico, cujo ideal na Terra era a procura da verdade, verifica que pode seguir a verdade lá como o fez aqui. Ele verifica também que suas investigações são muito mais frutíferas porque, deixando o mundo de matéria mais densa, está mais consciente na substância mais sutil, e mais próximo do mundo das causas. É na consciência mais elevada e no mundo das causas que residem a verdade e a compreensão. As forças circulantes, das quais o mundo físico é um produto ilusório, são visíveis como tal no mundo que se segue. Os grandes engenheiros do Logos, os Seres que fazem circular essas forças, operando e administrando os processos e as leis da Natureza - as Hostes Angélicas - podem ser vistas em operação, e o investigador científico encontra-se assim numa região em que seu trabalho é muito mais frutífero do que foi na Terra.

Os negócios deixados para trás

Todos que ingressam na morte verificam que o pensamento é uma força poderosa, potente para afetar a vide de outros, bem como um auxílio para si próprio, se ele a usar devidamente. A vida depois da morte pode, certamente, ser o começo de uma liberdade mais admirável, porque as fatigantes necessidades de negócios que, sem dúvida para nosso próprio bem, mantêm-nos atarefados aqui e tendem a acorrentar nossos pensamentos e emoções às coisas materiais, não mais existem. O ramo da alimentação, por exemplo, embora uma das principais causas dos negócios e do esforço pessoal no plano físico, deixa de ter qualquer importância na vida após a morte, porque toda a nutrição de nossos corpos sutis é automaticamente tirada da atmosfera. Lá, como aqui, o ar é carregado com a força vital de Deus, emanada através do Sol, e contém todo o necessário ao sustento nesse mundo. Todo o processo de sua absorção e assimilação é tão inconsciente como o respirar no plano físico. Consequentemente, o alimento não é uma fonte de atividade comercial. A roupa é feita pelo pensamento. Posto que a matéria do próximo mundo responde instantaneamente ao pensamento, pensar-se vestido é ficar vestido. O transporte não depende do trabalho dos outros. Nos mundos superfísicos nos movemos impulsionados pelo pensamento. Pensar alguém num lugar é deslocar-se para esse lugar. A habitação, a quarta das grandes fontes de negócios e de esforço humano no plano físico é também criada, no mundo vizinho, pelo pensamento. Lá, como aqui, as pessoas se reúnem em casas e cidades que são formas-pensamento. A privacidade é tão necessária na vida após a morte quanto na Terra, mas não um abrigo exigido pelo clima, pois as nossas condições climáticas adversas não se reproduzem lá. 

A vida nos mundos intermediários é transitória

Não há permanência em qualquer dessas condições e estados de consciência. Toda pessoa que morre de morte natural passa pelos mundos da emoção e da mente com velocidades variáveis, até que o centro de vida e de percepção, que estivera encarnado no corpo físico, seja retirado para sua fonte, que é o Ego no Corpo Causal. Há exceções, mas esta é a regra geral, e o tempo gasto no mundo astral após a morte depende muito do grau de espiritualidade ou materialismo no caráter e nos interesses do falecido. O ideal, naturalmente, é passar tão rapidamente quanto possível pelos mundos da emoção e do pensamento analítico para ingressar na beatitude da vida celestial e, mais tarde, na completa reabsorção no Eu Superior.

O amor é imortal

Será que o passamento significa a separação final, ou será que, de algum modo e em algum lugar, nós e aqueles a quem amamos nos encontraremos outra vez? A Teosofia afirma que, seguramente, aqueles que se amam irão se encontrar. Nada - nem a morte, nem o renascimento - pode quebrar os laços do verdadeiro amor. O amor é imortal e é, além de tudo, a mais poderosa força do universo. O encontro é, portanto, assegurado de maneira absoluta a todos aqueles que verdadeiramente amam. Se morrermos, poucos meses após a morte, iremos diretamente à presença do ser amado que nos precedeu.

O suicídio

Certos desvios do normal ocorrem em casos de suicídio e morte súbita e prematura. Quando cometidos por motivos abnegados, depois de passado o choque, que geralmente acompanha a morte súbita, a pessoa se acomoda às novas condições descritas anteriormente. Nesses casos, geralmente não há coma, e não há tempo para a pessoa se reajustar gradualmente às novas condições de vida. Aqueles que tomam suas vidas por motivo de fuga, a fim de escapar de condições inaceitáveis, podem mergulhar em inconsciência imediatamente ao deixar o corpo físico, e assim permanecer até o tempo da morte natural. Eles então despertam e se tornam sujeitos às leis e condições apropriadas. É este fato de despertar só quando o termo natural da vida física teria chegado ao fim que sugere haver um tempo fixado para a morte natural de cada um de nós, dependendo parcialmente de nossa conduta.  A experiência daqueles que cometem o terceiro tipo de suicídio é menos invejável ainda. Grosseiros e sensuais, eles deram fim a sua existência física na plenitude da vida, levados pela paixão do medo. Seus desejos fortes os conservam amarrados à Terra. Eles podem ver a réplica em matéria sutil do plano físico e vivem num meio mundo - entre este e o seguinte. Levados por desejos e paixões que não podem satisfazer, procuram, para seu alívio, entrar em lugares de permissividade sensual no plano físico e tentam unir sua consciência com o dos ébrios e sensuais que por aí vivem. Em tais circunstâncias, pessoas do plano físico sentem intensificação de seus desejos, de modo que o relacionamento, mesmo que ignorem tal coisa, pode lhes ser tão prejudicial quanto para as almas amarradas à Terra que procuram satisfação através deles. O suicídio é sempre um erro. Temporariamente o suicídio resolve certos problemas, é verdade, mas também cria outros novos.

O purgatório

A pessoa que morre presa de um vício autocriado sofre muito após a morte física. Ela está então vivendo em seu corpo emocional e, consequentemente, sentindo seus desejos com uma intensidade que lhe era ainda desconhecida quando a matéria do corpo físico os reduzia ou os abafava. Se existe o Inferno em algum lugar, então é nessa condição de ânsia forte e insatisfeita. O inferno não é um lugar; é um estado de consciência, bem como o é o Céu. Alguém pode estar em qualquer um deles, conforme a condição de sua consciência, onde quer que seu corpo esteja. Este sofrimento não é imposto como uma punição após um julgamento por uma autoridade externa; é algo autogerado, como é todo sofrimento e toda alegria. Ambos "colheitas" automáticas de "semeaduras" anteriores. O sofrimento causado por desejo insatisfeito não é algo permanente. O sofrimento post-mortem, resultante de vício não sobrepujado, dura somente o tempo da energia despendida em sua permissividade continuada. Quando isso se extingue, o homem fica livre e entra na vida normal post-mortem. As condições imediatamente além-túmulo podem ser tomadas como purgatoriais. Não se pode admitir acidentes no sentido usual da palavra. Todas as experiências do homem através do ciclo de vida, que consiste na descida ao nascimento, vida física, morte e ascensão ou retorno são autogeradas segundo a lei de causa e efeito. Não é aceita como possível a mais leve injustiça a qualquer ser humano. O homem é seu próprio legislador, o decretador de seu destino físico. A morte súbita pode causar um choque temporário. Uma catástrofe pode causar pânico. O conhecimento dos erros cometidos na Terra e a voz da consciência podem torturar a mente. Pode haver um vício não neutralizado, obrigações não cumpridas, conflitos psicológicos e complexos não resolvidos, desejos profundos nunca satisfeitos, e estes podem causar e causam sofrimento temporário após a morte. Felizmente há auxílio disponível: auxiliares que recebem, confortam e guiam aqueles que necessitam, e eles encontram na vida depois da morte uma continuação e uma extensão dos serviços que prestavam, ou queriam prestar na Terra.

O soldado depois da morte

Às vezes soldados que são mortos assumem a tarefa de ajudar os recém-chegados e, não raro no princípio, dão atendimento a seus próprios camaradas que vêm logo em seguida. No momento da morte normal, o falecido geralmente se empenha numa revisão de sua vida que se extingue. Na morte súbita, entretanto, não há, em muitos casos, nem revisão, nem pausa para descanso. Um instante apenas separa a consciência neste mundo da consciência no próximo. Conhecimento, faculdade, experiência, poderes adicionais e a oportunidade de satisfazer os desejos e as aspirações da vida precedente, que normalmente seria retardado até o próximo renascimento - estas são algumas das vantagens imediatamente adquiridas pelo soldado morto quando ele aceita o privilégio especial do renascimento imediato. A memória instintiva que surge no raro caso da reencarnação chamada de imediata pode ser bastante clara e detalhada, devido ao fenômeno raro de terem sido conservados os corpos astral e mental da última encarnação (pela renúncia ao período celestial ou Devachan), e não terem sido substituídos por outros novos vomo é o caso normal. Normalmente, o período entre vidas variam de 4 a 2.300 anos (geralmente de 4 a 40 anos no plano astral ou "purgatorial", seguido de zero a 2.300 anos no plano mental ou "celestial"), dependendo principalmente da duração da vida e do estágio evolutivo daquela alma. 

Preparação para a morte

Pode alguém fazer planos para sua vida depois da morte do corpo? Certamente que sim, pois a lei de causa e efeito age da vida no físico para a do superfísico. Cada um de nós, portanto, está contínua e diariamente preparando sua vida depois da morte com seus pensamentos, motivos, sentimentos, palavras e ações. Cada um de nós é um filho imortal de Deus. A morte existe apenas para os olhos que a observam e toca apenas o corpo físico, libertando-nos, em grande parte, do poder de cegar que tem a matéria. 

As vestes da alma

A essência do Eu de alguém é independente da existência física, é distinta do seu invólucro físico temporário. Os sete corpos do ser humano são:
- corpo físico
- duplo etérico
- corpo astral ou emocional
- corpo mental inferior, veículo do pensamento concreto
- corpo mental superior, veículo do pensamento abstrato
- veículo da intuição
- veículo da vontade espiritual

Quando o corpo físico é abandonado, o centro de consciência retira-se rápida ou lentamente, de acordo com a condição do morto, através do mundo intermediário ou astral, para gradualmente se estabelecer no corpo mental, o instrumento do pensamento concreto. Este processo finalmente se encerra e o corpo mental é, por sua vez, descartado e a consciência focalizada integralmente no corpo de luz, o corpo causal, o veículo do intelecto. A personalidade autoconsciente do morto como era na Terra, com seus sentimentos superiores, aspirações, afetos e mesmo predileções, ou antes a essência mais elevada de tudo isso, entra no Devachan. Os sentimentos mais sensuais, os desejos e as tendências da personalidade morta não podem experimentar o Devachan. Eles são deixados para trás flutuando na atmosfera da Terra com o seu veículo, o corpo astral e, à medida que este se desintegra, seus elementos vão voltando às fontes de onde foram tirados para formar o corpo. 

Idéias teosóficas

A Verdade deve ser procurada pelo estudo, pela reflexão, pela pureza de vida, pela devoção aos ideais elevados. A crença deve resultar do estudo ou da intuição individual, e deve repousar em conhecimento, não em afirmativa. Procurar remover a ignorância e não puni-la. A morte é um incidente que se repete numa vida sem fim. Reconhecer o Espírito como a si próprio e a mente e o corpo como seus servos.

Referência:
 [1] Geoffrey Hodson, Através do Portal da Morte, Editora Teosófica, 2013. ISBN: 978-85-7922-095-1. www.editorateosofica.com.br.

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Friday, July 22, 2016

 

A Prisão Nossa de Cada Dia


Conheça e pratique a Verdade, e ela nos libertará da prisão em que fomos colocados como escravos. Como isso aconteceu? Desde que nascemos no mundo físico (na terceira dimensão, 3D) só nos foi contado mentiras, mantidas pela Tradição, que nós aceitamos como verdades. Nós, como ignorantes ("burros"), aceitamos essas "estórias da carochinha" (mentiras) como verdades absolutas. É natural que um burro faça burradas, isto é, que um ignorante cometa erros. O livre-arbítrio do ignorante permite que ele escolha cometer inúmeros erros. A consequência de praticar inúmeros erros é uma vida cheia de problemas, como  uma saúde debilitada. Por que somos ignorantes, burros? Porque fomos manipulados geneticamente por uma raça extraterrestre (Anunnaki), que adoramos como Deus: tínhamos 12 hélices no DNA e acabamos ficando com apenas duas! Com isso, nossos sentidos, na fisicalidade, ficaram restritos a apenas cinco: visão, audição, gustação, olfato e tato. As religiões foram inventadas por esses seres malignos, para cultuar um Deus (eles!) que é todo Amor e Justiça, oniciente, onipresente e onipotente (pode fazer tudo). Como que esse Deus, que é todo amor e justiça, além de ter o poder de fazer tudo que quer (onipotente), faz com que nossas vidas sejam um rosário de coisas ruins, de sofrimento, doenças e dor? Porque esse Deus que adoramos é um capeta que nos manipula por diversão, da mesma forma que um menino ("Deus") destrói um formigueiro ("seres humanos") por pura diversão, sem qualquer remorso. Como que esse Deus sádico (e seus comandados) que adoramos consegue nos maltratar continuamente sem que nós nos revoltemos? Nos contando mentiras misturadas com algumas verdades.

O ser humano é multidimensional, possuindo energia no mundo físico (terceira dimensão, 3D), no mundo astral (4D), na quinta dimensão, etc. Quando "vivemos" no mundo físico, a nossa consciência está focada apenas na 3D; quando "morremos" no plano físico, a nossa consciência passa a atuar na 4D (mundo astral). O nosso problema é que somos escravos na prisão construída nas terceira e quarta dimensão do planeta Terra: ao morrermos na terceira dimensão somos expulsos para a quarta dimensão (astral) e ao morrermos no astral somos enviados de volta para a terceira dimensão (para um novo corpo físico) e assim sucessivamente, em um processo infinito de reencarnações sucessivas (roda de Sansara). Mente-se dizendo que essas reencarnações sucessivas levam a uma evolução humana: não há evolução quando você está permanentemente na cadeia como escravo de um deus vingativo!

Como os seres diabólicos construíram a prisão aqui na Terra e nos colocaram nela como escravos? Com dois estratagemas: muito sexo e muita comida (alimentação bucal)! Deus, o nosso criador original, não é apenas masculino ou apenas feminino. Nós, como criações suas, também tínhamos essa mesma característica, éramos andróginos/hermafroditas e nos reproduzíamos por partenogênese. Aí vieram nossos escravizadores e separaram os seres humanos em dois sexos, masculino e feminino. Com isso começou a escravização, com cada ser dependendo do sexo oposto para se sentir completo, bem.

A outra forma de escravização está associada à nossa alimentação bucal. Onde está a privada de Deus? Onde ele deposita sua urina e fezes? Obviamente, Deus não tem privada pois ele não urina nem defeca. Nós, como filhos de Deus, também não urinávamos e nem defecávamos inicialmente e, portanto, não poluíamos o meio ambiente em que habitávamos. A nossa alimentação era nasal, e não bucal. Em outras palavras, alimentávamos apenas através do ar que respirávamos pelas narinas. No nosso corpo, as partes mais importantes estão duplicadas. Temos apenas uma boca, um estômago, um pênis, uma vagina, mas temos dois braços, duas pernas, dois ouvidos, dois olhos, duas narinas, dois pulmões. Portanto, o uso das narinas/pulmões é muito mais importante que o uso do estômago: podemos passar apenas alguns minutos sem respirar, mas podemos passar muitos dias sem colocar alimentos sólidos ou líquidos no estômago.

Para mim, os budistas estão totalmente equivocados com aquela mania de raspar todos os fios de cabelo da cabeça: isso é uma forma de emburrecer as pessoas, tornando-as ainda mais escravas de um deus/diabo que construiu nossa prisão na 3D-4D. Para você ter uma ideia, Satanás é o nome de um anunnaki que infernizou a vida do personagem bíblico Jó! A bíblia sagrada conta que Sansão perdeu as forças (energia) quando a Dalila cortou o cabelo dele, que ele não cortava desde o nascimento. Por que isso ocorre? Porque os fios de cabelo são antenas eletromagnéticas que captam energia (e informação) do meio ambiente: quanto mais comprido o fio de cabelo, mais eficiente a captação da energia! Porisso, em todos os países do mundo (na atualidade!) as mulheres vivem mais do que os homens (em média); veja a estatística da ONU a esse respeito. Outro ponto pouco conhecido: pouco antes da Segunda Guerra Mundial, Maria Orsic fundou a sociedade secreta alemã VRIL; ela e suas sócias tinham cabelos extremamente longos e, com isso, conseguiram captar informações que levaram à construção dos discos voadores alemães (e nazistas) durante a Segunda Guerra Mundial. Não caia na arapuca de cortar o cabelo curto e evite o emburrecimento.

Como comentei acima, as duas principais técnicas "divinas" de nossa escravização são muito apreciadas por todos: sexo e comida. Meu pai uma vez me contou a seguinte estória: "um diabinho foi reclamar com seu chefe (o diabão), que não estava conseguindo prejudicar uma pessoa muito virtuosa. Aí o diabão (muito sabido) disse ao diabinho: "Induza ela a ter muito sexo (ou masturbação) e comer muita comida". Isso funcionou muito bem, e o diabinho ficou muito feliz". Não há corpo físico que aguente por muito tempo os hábitos de muito excesso de sexo (relação sexual ou masturbação) ou muita alimentação bucal. Veja: uma campeã brasileira de longevidade foi Maria do Carmo Jerônimo, que viveu 129 anos. Características dela: foi escrava (provavelmente, aprendeu a comer sempre pouco, como minha avó materna) e teve apenas uma filha (provavelmente, teve pouco sexo); além disso, sempre estava com os pés descalços no chão (algo que aprendeu do tempo da escravidão)...


 "Conheça a verdade e ela te libertará (da prisão)"

Vamos direto ao assunto. Considere inicialmente os pontos:

1. Vivemos como escravos em uma prisão constituída pela "roda das reencarnações" (sansara). Estamos vivendo na fisicalidade (terceira dimensão, 3D); quando morremos passamos a viver no mundo astral (quarta dimensão, 4D). Quando estamos na 4D somos induzidos a voltar (involuir!) para a 3D. Esta é a prisão: uma ida-e-vinda interminável entre a 3D e 4D.

2. Uma pessoa (como nós) perguntou a um grande mestre: "Qual a diferença entre eu e você?". Resposta do grande mestre: "A diferença é que eu me lembro de TODAS as minhas encarnações e você não se lembra nem da sua última".

3. Foi permitido aos Patriarcas da atual humanidade viverem muitos anos (próximo de mil anos) para que pudessem desenvolver as ciências.

A prisão (escravização) começou a ser criada com o surgimento de dois sexos na raça humana. No início só existia um sexo (o feminino!) que se reproduzia por partenogênese [1]. O sexo masculino surgiu como uma degradação do sexo feminino: menor longevidade, infertilidade, atrofia das mamas, hipertrofia do clitóris (passou a ser chamado de pênis), etc. Por que houve a degenerescência? Porque a raça humana (feminina) passou a acreditar e a praticar uma MENTIRA: que a nossa alimentação original (nasal, respiração via narinas e pulmões) deveria ser complementada com alimentação bucal. No nosso corpo, as partes duplicadas são mais importantes que as não-duplicadas: temos DOIS olhos, duas narinas, dois pulmões, mas somente UMA boca, um estômago, um pênis, uma vagina. Portanto, respirar e ver é mais importante que comida bucal e falar. Podemos viver apenas alguns minutos sem respirar, mas podemos passar muitos dias sem inserir substâncias ("alimentos" sólidos e líquidos) pela boca. Coma pouco e viva muito: minha avó materna, que sempre comeu muito pouco, viveu 100 anos. Vivendo pouco, não temos tempo para evoluírmos (lembre-se dos nossos Patriarcas!) e ficamos como burros na prisão. Todo alimento que inserimos pela boca, o corpo joga fora na forma de urina e fezes. Alimentando-se apenas com ar, as fístulas do ânus e do meato urinário se cicatrizarão (sumirão), por não terem mais utilidade. Deus não tem privada e nós também não precisaríamos ter. Com isso não poluiríamos o mundo.

Uma rápida pesquisa na internet mostrará que a raça humana na Terra já desenvolveu instrumentos -  motos, carros, naves espaciais, geradores de energia elétrica - que funcionam ilimitadamente com energia extraída do vácuo ["vacuum energy", "zero point energy", "free energy"], com poluição ZERO! Todas essas invenções são mantidas em segredo pelos controladores de nossa sociedade humana na superfície do planeta. Por que? Porque alguém sabido(a) poderia fazer a pergunta: "Será que o ser humano, que construiu essas máquinas que funcionam eternamente e com poluição zero, também não tem um corpo físico (muito mais sofisticado!) que poderia funcionar eternamente sem poluir nada?". A resposta é um estrondoso SIM! Via alimentação nasal (respiração), sem alimentação bucal.

Quem construiu e é o dono da nossa prisão? É o deus da bíblia sagrada e seus comparsas. Quando estivermos na 4D, devemos fazer uso de nossa SOBERANIA individual (relativa a todos os temas que nos afeta), combinada com nosso livre-arbítrio, para não aceitar involuir para a 3D (perdendo CONSCIÊNCIA de todas as nossas experiências de encarnações passadas, voltando a novamente cagar nas calças, como bebê!). Aceitar apenas ir para a 5D (para continuar a EVOLUIR sempre e continuamente!), e nunca INVOLUIR para a 3D.

Somos como passarinhos em uma gaiola: se os passarinhos (nós) nasceram e viveram sempre na gaiola (prisão), mesmo abrindo a porta da gaiola (opção de liberdade), os passarinhos não sairão da gaiola, se não perderem o medo do desconhecido (da liberdade). No nosso caso, se não nos livrarmos das mentiras (que geraram convicções e apegos) que nos contaram desde que nascemos na 3D.


Como deixei implícito acima, todos os problemas humanos de saúde física e mental estão associados a apenas DUAS causas básicas: sexo e comida. Os construtores e guardas da nossa prisão 3D-4D (Deus-Demônio, o Deusmônio e seus colaboradores) fizeram com que todos nós tirássemos muito prazer desses dois aspectos da vida, e distorceram o seu uso, visando que morrêssemos o mais cedo possível e, dessa forma, não tivéssemos tempo para evoluir e, portanto, continuarmos emburrecidos e presos na prisão 3D-4D.

Sobre o sexo: a prática excessiva de relação sexual e da masturbação diminui a energia vital da pessoa, que irá faltar para manter as atividades automáticas do corpo físico em seu melhor nível, como o sistema imunológico que, quando debilitado, proporciona o surgimento de inúmeras doenças, como aids, câncer, etc. Quando o homem ejacula em uma relação sexual usual, ele perde muita energia vital. É por isso que o Taoismo e a Gnose recomendam que o homem não ejacule durante as relações sexuais: dessa forma ele preserva sua saúde e aumenta a sua longevidade! Desconfio que o sexo usual praticado entre homem e mulher aqui na 3D é mais um mecanismo artificial inventado pelos donos da prisão para manter os escravos (nós) permanentemente na prisão: esse sexo leva à gravidez da mulher, que desta forma puxa seres da 4D para a fisicalidade 3D (mecanismo de involução). Se a gravidez fosse um mecanismo natural, a gravidez deveria ocorrer em todas as dimensões, como resultado da atividade sexual naquela dimensão! Mas, na 4D, pode-se ter atividade sexual irrestrita, sem que isso cause uma gravidez e a consequente puxada  de seres da 5D para a 4D. Algo muito suspeito!


Sobre a comida: se inserirmos substâncias ("comida") pela boca, nós transformamos nosso corpo físico em uma máquina de poluição do Universo, através de nossa urina e fezes. É óbvio que a alimentação bucal não foi feita para os seres humanos deste planeta: a nossa alimentação básica deveria ser nasal, respirando o ar atmosférico. Na realidade, a nossa sobrevivência física neste planeta deveria envolver os quatro elementos: AR (via respiração), ÁGUA (extraída da umidade do ar, via respiração), FOGO (captada do Sol, gerando vitamina D) e TERRA (ficando descalço com o pé no chão). Duvido que os mestres ascensionados (como um Saint Germain, por exemplo) tenha uma privada em que descarregue sua urina e fezes!! Porque TODOS eles "escondem o jogo" e não nos esclarecem sobre esse "pulo do gato" (não usar a alimentação bucal, viver de luz, "viver de brisa")?? Pensem bastante sobre isso!

Sobre os complementos: 


1. Se você consultar as estatísticas da ONU (Organização das Nações Unidas) verá que o país campeão de longevidade é o Japão. Por que esse país (e não China ou Coreia, com o mesmo biotipo)? Porque os japoneses têm o hábito de andarem descalços dentro de casa! Não acreditam que seja isso? A Maria do Carmo Gerônimo, campeã brasileira de longevidade (129 anos), sempre andou descalça, com os pés no chão. Coincidência? Tenho uma tia (Stela, de Araraquara) que possui uma doença grave nas pernas, chamada erisipela (pele muito irritada, com dor): quando vai à praia e passa a andar descalça na areia, depois de 3 dias os sintomas de erisipela desaparecem; quando volta para Araraquara (onde fica sempre calçada) os sintomas reaparecem! Atribui-se a Jesus: "A vida só vem da vida e da morte só vem morte" [2]. Andar o tempo todo sobre uma coisa morta (seus calçados) só pode trazer as doenças e a morte a longo prazo.


2. Quanto maior a força da gravidade, maior o desgaste do seu corpo físico. Portanto, procure morar em um lugar elevado (próximo ao pico de uma montanha, como a Evelyn): ao nível do mar a força da gravidade é máxima! A campeã Maria do Carmo Jerônimo sempre morou no interior (Minas Gerais); a única vez que veio ao litoral e viu o mar foi quando o papa João Paulo II visitou o Brasil. Se você pesquisar as localidades onde ocorrem a maior densidade de pessoas centenárias verificará que são povoados em locais elevados, como Vilcabamba, no Equador. Há poucos dias, um brasileiro chamado João Havelange (que foi por muitos anos presidente da FIFA) morreu com 100 anos de idade. Por que ele viveu tanto tempo? Porque ele foi um atleta das piscinas na juventude, e nadou até poucos anos antes de morrer. Como isso se relaciona com longevidade? Quando seu corpo está dentro da piscina, ele fica sujeito a gravidade zero e minimiza o seu desgaste. Os astronautas, antes de serem mandados ao espaço (onde a gravidade é quase zero), treinam em piscinas! A vantagem adicional para morar próximo ao pico de uma montanha é que nessa região há uma maior densidade de energia, devido ao que os físicos chamam de "poder das pontas": cargas elétricas se concentram mais (gerando maior densidade energética) próximo de pontas de objetos condutores: uma pessoa em pé e descalço também constitui uma ponta na superfície terrestre, assim como um pênis ereto...
3. Evite a constante mutilação de seu corpo: não corte (mutile) seu cabelo, pois eles são antenas eletromagnéticas que captam energia (e informação) do meio ambiente; quanto maior o comprimento da antena (do fio de cabelo), maior a sua eficiência de captação de energia e informação: lembre-se da história de Sansão e Dalila e da Maria Orsic; veja o cabelão do sábio chamado Drunvalo Melchizedek (procure no YouTube) e da sábia Evelyn Levy. Minha vó materna também chegou aos 100 anos, sem nunca cortar os cabelos. Os budistas se emburrecem mais e ficam mais escravos do Deusmônio raspando todo o cabelo da cabeça; não caia nessa...
Pensem sobre os pontos acima e tirem suas próprias conclusões...

Referências:

[1] Postagem "Concepção Imaculada: As Mães Virgens", no blog http://saudeperfeitarfs.blogspot.com.br

[2] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz - Livro I, Editora Pensamento, São Paulo, 2005.

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Friday, May 20, 2011

 

Conversando com Deus - 3


Deus sabia que para o amor existir - e conhecer-se como amor puro - seu exato oposto também tinha de existir. Por isso, Ele criou voluntariamente a Grande Polaridade - o oposto absoluto do amor - tudo que o amor não é - o que agora é chamado de medo. No momento em que o medo existiu, o amor pôde existir como algo que podia ser experimentado.

É a essa criação da dualidade entre o amor e o seu oposto que os seres humanos se referem em suas várias mitologias como o aparecimento do mal, a desgraça de Adão, a rebelião de Satanás e assim por diante.

Do mesmo modo como vocês (seres humanos) escolheram personificar o amor puro como aquele a quem chamam de Deus, também escolheram personificar o medo abjeto como aquele a quem chamam de demônio.

Algumas pessoas na Terra criaram mitologias bastante elaboradas em torno desse evento, cheia de cenários de lutas e guerras, anjos guerreiros e demônios, as forças do bem e do mal, da luz e das trevas.

Essa mitologia foi a primeira tentativa da humanidade de compreender, e contar às outras pessoas de um modo que pudessem compreender, uma ocorrência cósmica da qual a alma humana está muito consciente, mas que a mente mal pode conceber.

Criando o Universo como uma versão dividida de Si Mesmo, Deus produziu, a partir de pura energia, tudo que agora existe - visível e invisível.

Em outras palavras, não foi só o universo físico que foi criado, como também o universo metafísico. E então Eu dei às inúmeras partes de Mim (a todos os meus filhos espirituais) o mesmo poder de criar que Eu tenho como o todo.

Isso é o que as suas religiões querem dizer quando afirmam que vocês foram criados "à imagem e semelhança de Deus". Isso não significa, como alguns sugeriram, que nossos corpos físicos se assemelham (embora Eu possa adotar qualquer forma física que escolher para um objetivo particular). Significa que nossa essência é a mesma. Somos feitos da mesma essência. SOMOS a "mesma essência"!! Com as mesmas propriedades e habilidades - inclusive a habilidade de criar a realidade física a partir do nada.

Meu objetivo ao criá-los, Meus filhos espirituais, foi conhecer a Mim Mesmo como Deus. Só posso fazer isso através de vocês. Portanto, pode-se dizer (como foi dito muitas vezes) que o Meu objetivo é que vocês se conheçam como Eu.

Fonte: Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008. ISBN 978-85-220-0848-3.

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Tuesday, March 29, 2011

 

Amor e Medo


Todas as ações humanas são motivadas, em seu nível mais profundo, por uma entre duas emoções: medo ou amor. Na verdade, há apenas duas emoções - apenas duas palavras na linguagem da alma. Esses são os extremos opostos da grande polaridade que Eu criei quando produzi o Universo e o seu mundo, como vocês o conhecem hoje.

Há dois pontos - o Alfa e o Ômega - que tornam possível a existência do sistema que vocês chamam de "relatividade". Sem os dois pontos, essas duas idéias sobre as coisas, nenhuma outra ideia poderia existir.

Todos os pensamentos e atos humanos se baseiam no amor ou no medo. Não há outra motivação humana, e todas as outras ideias se originam dessas duas. São simplesmente versões diferentes - variações do mesmo tema.

Pense bastante sobre isso e você perceberá que é verdadeiro. É o que Eu chamei de Pensamento Responsável, um pensamento de amor ou medo. É o primeiro pensamento, por trás doe qualquer pensamento - sua força motora. É a energia natural que põe em movimento a máquina da experiência humana.

E dessa forma o comportamento produz experiência após experiência. É por isso que os seres humanos amam, depois destroem e então amam novamente: sempre existe a passagem de uma emoção para a outra. O amor abona o medo, que abona o amor que abona o medo...

...E o motivo é a primeira mentira - aquela que vocês têm como verdadeira em relaçãoa Deus - a de que não se pode confiar totalmente Nele; nem depender do Seu amor; e que a aceitação Dele a seu respeito é condicional; que, portanto, o resultado final é incerto. Porque se vocês não puderem confiar em que o amor de Deus sempre existirá, no amor de quem poderão confiar? Se Deus os abandonar quando não agirem adequadamente, os simples mortais não farão o mesmo?

E então sucede que quando vocês juram o seu amor mais sublime, vocês enfrentam o seu maior medo. Porque a primeira coisa com que vocês se preocupam depois de dizerem "eu te amo" é se ouvirão o mesmo como resposta. E se ouvirem, começarão imediatamente a preocupar-se com a possibilidade de perderem o amor que acabaram de encontrar. E por isso toda ação se torna uma reação - uma defesa contra a perda -, até mesmo quando vocês tentam defender-se contra a perda de Deus.

Contudo, se vocês soubessem Quem São - os seres mais maravilhosos e notáveis que Deus já criou -, nunca sentiriam medo. Quem os poderia rejeitar? Nem mesmo Deus encontraria falhas em seres assim.

Mas vocês não sabem Quem São, e se consideram ser muito menos. E de onde tiraram a ideia de que são muito menos do que maravilhosos? Das únicas pessoas cujas palavras vocês aceitariam para tudo: sua mãe e seu pai.

Essas são as pessoas que vocês amam mais. Por que elas mentiriam? Porém, elas não lhes disseram que é demais isso e não o suficiente aquilo? Não lhes lembraram que devem ser vistos e não ouvidos? Não os repreenderam em alguns de seus momentos de maior exuberância? E não os incentivaram a deixar de lado algumas de suas ideias mais fantásticas?

Essas são as mensagens que vocês receberam, e embora elas não estejam de acordo com as normas e, portanto, não sejam de Deus, poderiam ter sido, porque certamente vieram dos "deuses" do seu universo.

Foram os seus pais que lhes ensinaram que o amor é condicional - vocês tiveram consciência dessas condições muitas vezes - e é essa a experiência que vocês levam para os seus próprios relacionamentos amorosos.

Também é a experiência que levam para Mim.

A partir dessa experiência, vocês tiram suas conclusões sobre Mim. Dentro dessa estrutura, contam a sua verdade. Dizem: "Deus é amoroso, mas se vocês não cumprirem os Seus Mandamentos, Ele os punirá com o desterro e a condenação eterna".

Vocês já não experimentaram o desterro que lhes foi imposto por seus próprios pais? Não conhecem a dor da sua condenação? Como então poderiam imaginar que fosse diferente Comigo?

Vocês se esqueceram de como é ser amado incondicionalmente. Não se lembram da experiência do amor divino (que é sempre incondicional). E por isso tentam imaginar como deve ser o amor de Deus baseado no que sabem sobre o amor (condicional) no mundo.

Vocês projetam o papel do "pai" em Deus, e por esse motivo imaginam um Deus que julga, recompensa ou pune, baseado em como Ele se sente em relação ao que vocês fizeram. Mas essa é uma visão muito simplista de Deus, apoiada em sua própria mitologia. Não tem nada a ver com Quem Eu Sou.

Tendo assim criado todo um sistema de pensamento sobre Deus fundamentado na experiência humana, em vez de nas verdades espirituais, vocês imaginam toda uma realidade a respeito do amor. É uma realidade baseada no medo, na ideia de um Deus temível e vingativo. Seu Pensamento Responsável está errado, mas negá-lo seria rejeitar toda a sua teologia. E apesar do fato de que a nova teologia que iria substituí-la seria realmente a sua salvação, vocês não podem aceitá-la, porque a ideia de um Deus que não deve ser temido, não julga e não tem motivos para te punir é maravilhosa demais para ser aceita dentro de sua crença maior em Quem e O Que Deus é.

Essa realidade do amor que evidencia o medo domina a sua experiência do amor; de fato, permite criá-la. Porque vocês não só se veem recebendo um amor que é condicional, como também dando-o do mesmo modo. E mesmo quando recuam e impõem as suas condições, uma parte de vocês sabe que não é isso que o amor verdadeiro realmente é. Ainda assim, vocês parecem incapazes de mudar o modo como o dispensam. Vocês aprenderam da maneira mais difícil, e dizem para si mesmos que serão condenados ao sofrimento se forem vulneráveis de novo. Mas a verdade é que o serão se não forem vulneráveis.

Devido aos seus próprios pensamentos (errôneos) a respeito do amor, vocês se condenam a nunca experimentá-lo puramente. Por isso, também se condenam a não Me conhecer como realmente Sou. Enquanto não amarem puramente. Porque vocês não conseguirão negar-Me para sempre, e chegará o momento da Nossa Reconciliação.

Todos os atos realizados pelos seres humanos se baseiam no amor ou no medo, não simplesmente os que dizem respeito aos relacionamentos. As decisões que afetam os negócios, a indústria, a política, a religião, a educação de seus jovens, os compromissos sociais de suas nações, os objetivos econômicos de sua sociedade, as escolhas que envolvem guerra, paz, ataque, defesa, agressão, submissão, as determinações de cobiçar algo ou dar aos outros, guardar ou partilhar, unir ou dividir - todas as escolhas feitas por livre vontade que já fizeram na vida surgem de um dos dois únicos pensamentos possíveis que existem: de amor ou medo.

O medo é a energia que restringe, paralisa, retrai, leva-os a fugir e esconder-se, e fere.

O amor é a energia que expande, move, revela, leva-os a ficar e partilhar, e cura.

O medo cobre os seus corpos de roupas, o amor lhes permite ficar nus. O medo os faz segurar tudo o que têm, o amor dá tudo aos outros. O medo sufoca, o amor mostra afeição. O medo oprime, o amor liberta. O medo irrita, o amor acalma. O medo critica, o amor regenera.

Todos os pensamentos e atos e todas as palavras humanas se baseiam em uma dessas emoções. Vocês não têm escolha em relação a isso, porque nada mais há a optar. Mas vocês têm o livre-arbítrio para decidir qual dessas selecionar.

Fonte:
Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Ediouro Publicações Ltda., 1997.

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Friday, March 25, 2011

 

Mensagens da Brahma Kumaris - 26

Amor

Onde há amor, há um mundo. O amor olha para todos com uma visão de equanimidade. Amor é dar sem pensar em um retorno. Um coração que tem amor é capaz de acomodar todo o universo e ainda ter espaço para mais. Amor altruísta é verdadeiramente ilimitado. Ele esquece e perdoa as fraquezas e vê apenas beleza e especialidades em todos.”

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Saturday, March 19, 2011

 

Mensagens da Brahma Kumaris - 25

Amor

Assim como nós, o Divino também é um Ser de Luz. Para que o poder curativo do amor chegue a nós, basta sintonizar os nossos pensamentos - em silêncio - e conectar com os pensamentos divinos. É como sintonizar uma estação de rádio e então receber o sinal. Quando nos preenchemos com energia divina, somos capazes de espalhar boas vibrações ao redor. Com nossos corações curados, começamos a trazer as qualidades da compaixão e do amor em nossos relacionamentos.”

BK Jayanti

Em sua conexão com o Divino, procure doar pensamentos e sentimentos de amor aos nossos irmãos que vivem no Japão, à família global e aos elementos da natureza.

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Tuesday, March 01, 2011

 

A Ambição


O Real ou o Simbólico?


Esta neurose que você chama de sociedade, de civilização, de cultura, de educação, tem uma estrutura sutil. A estrutura é esta: ela lhe dá certas idéias simbólicas para que, aos poucos, a realidade seja anuviada, torne-se enevoada e você não possa ver o real e você comece a se apegar ao irreal.

Por exemplo: a sociedade lhe diz para você ser ambicioso, ajuda-o a se tornar ambicioso. Ambição significa viver na esperança, viver no amanhã, significa que o hoje precisa ser sacrificado pelo amanhã.

Porém, o hoje é tudo o que sempre existe, o agora é o único tempo em que você sempre está, o único tempo em que você sempre estará. Se você deseja viver, é agora ou nunca!

Mas a nossa sociedade o torna ambicioso. Desde a infância, quando você vai à escola e a ambição é colocada em você, você fica para sempre envenenado: enriqueça, seja poderoso, seja alguém. Ninguém lhe diz que você já tem a capacidade total para ser feliz; todos dizem que você pode ter a capacidade de ser feliz somente se satisfizer certas condições, como ter muito dinheiro, uma casa grande, um carrão, isso e aquilo, e somente então você poderá ser feliz.

A felicidade nada tem a ver com essas coisas; ela não é uma conquista, mas a sua própria natureza. Os animais estão felizes sem nenhum dinheiro, e não são Rockefellers. E nenhum Rockefeller é tão feliz como um veado ou um cachorro. Os animais não têm poder político, não são primeiros-ministros e presidentes, mas são felizes. As árvores são felizes; se não fosse assim, elas teriam deixado de florescer. Elas ainda florescem, a primavera ainda vem, e elas ainda dançam, ainda cantam, ainda despejam seu ser aos pés do divino. A prece delas é contínua, a veneração delas está sempre acontecendo, mas elas não vão a nenhuma igreja, pois não há necessidade disso. Deus vem a elas. No vento, na chuva, no sol, Deus vem a elas.

Somente o ser humano não é feliz, pois ele vive na ambição, e não na realidade. A ambição é um truque, um truque para distrair a nossa mente. Com isso, a vida simbólica substitui a vida real.

Observe isso na vida. A mãe não pode amar o filho tanto quanto ele deseja que ela o ame, pois a mãe vive na cabeça. Sua vida não foi gratificante, sua vida amorosa foi um desastre, ela não foi capaz de florescer; viveu na ambição e tentou controlar o seu homem, possuí-lo; tem sido ciumenta e não uma mulher amorosa. Se ela não tem sido uma mulher amorosa, como repentinamente ela poderá ser amorosa com o filho?

Eu estava lendo um livro de R.D. Laing, The facts of life (Os fatos da vida), que ele me enviou. No livro ele se refere a um experimento no qual um psicanalista perguntou a muitas mães: "Quando seu filho estava para nascer, você estava realmente em um espírito de boas-vindas, estava pronta para aceitar a criança?" Ele fez um questionário: "A gravidez foi acidental ou você a desejou?" Noventa e nove por cento das mulheres responderam: "Foi acidental, não a desejávamos". Depois: "Quando a gravidez aconteceu, você estava hesitante? Você queria a criança ou queria abortar? Você tinha clareza a esse respeito?" Muitas delas disseram que hesitaram por semanas, avaliando se faziam um aborto ou se tinham a criança. Então a criança nasceu... elas não puderam decidir. Talvez houvesse outras considerações, como uma consideração religiosa, pois o aborto poderia ser um pecado, poderia levá-las ao inferno. Elas podiam ser católicas, e a idéia de que o aborto é assassinato as impediu de fazê-lo. Ou poderia haver considerações sociais, ou o marido queria a criança, ou quiseram a criança como uma continuidade de seus egos, mas a criança não era desejada. Raramente houve uma mãe que dissesse: "Sim, a criança foi muito bem-vinda. Eu estava esperando por ela e estava feliz".

Ora, uma criança nasce sem ser bem-vinda, e desde o começo a mãe estava em dúvida se a teria ou não... Isso deve trazer consequências, a criança deve sentir essas tensões. Quando a mãe pensava no aborto, a criança deve ter ficado magoada, pois ela já é parte do corpo da mãe, e toda vibração atingirá a criança. Ou, quando a mãe pensa e hesita e está para decidir o que fazer e o que não fazer, a criança também sentirá um tremor, um chacoalho, pois está entre a vida e a morte. Então de algum jeito a criança nasce, e a mãe pensa que foi apenas acidental; eles tentaram o controle da natalidade, tentaram isso e aquilo, mas tudo fracassou e a criança está ali, e eles têm de tolerar.

Essa tolerância não é amor. A criança sente falta do amor desde o início, e a mãe também se sente culpada, pois não está dando tanto amor como seria o natural. Então ela começa a substituir, forçando a criança a comer demais; ela não pode preencher a alma da criança com amor e tenta empanturrar o corpo dela com comida. Trata-se de um substituto, e você pode observar: as mães são muito obsessivas. A criança diz: "Não estou com fome", e a mãe insiste em forçar. Ela não dá ouvidos à criança, não a escuta e substitui: não pode dar amor, então dá comida. A criança cresce, e a mãe não pode amar, então lhe dá dinheiro. O dinheiro se torna um substituto do amor.

E a criança também acaba aprendendo que o dinheiro é mais importante do que o amor. Se ela não tiver amor, não há com o que se preocupar, mas precisa ter dinheiro. Na vida, ela será gananciosa, correrá atrás de dinheiro como uma maníaca. Ela não se importará com o amor e dirá: "O mais importante primeiro. Primeiro eu preciso ter uma boa conta bancária, preciso ter esse tanto de dinheiro, e somente então eu posso me dar ao luxo de amar".

Ora, o amor não precisa de dinheiro; você pode amar como você é. E, se você acha que o amor precisa de dinheiro e você corre atrás dele, um dia poderá ter dinheiro e, de repente, se sentirá vazio, porque todos os seus anos foram desperdiçados acumulando dinheiro. E eles não foram apenas desperdiçados; todos esses anos foram anos de desamor; portanto, você praticou o desamor. Agora você tem dinheiro, mas não sabe mais amar, esqueceu-se da própria linguagem do sentimento, da linguagem do amor, da linguagem do êxtase.

Sim, o homem pode comprar uma bela mulher, a mulher pode comprar um belo homem, mas isso não é amor. Você pode comprar a mulher mais bela do mundo, mas isso não é amor. E ela se aproximará de você não porque o ama, mas por causa de sua conta bancária.

O dinheiro é um símbolo; o poder, o poder político, é um símbolo; a respeitabilidade é um símbolo. Essas não são realidades, mas projeções humanas; não são coisas objetivas, não têm nenhuma objetividade. Essas coisas não existem e são apenas sonhos projetados por uma mente infeliz.

Se você deseja ficar extasiado, você terá de abandonar o simbólico. Livrar-se do simbólico é livrar-se da sociedade, livrar-se do simbólico é tornar-se um indivíduo. Ao livrar-se do simbólico você tomou coragem de entrar no real, e somente o real é real; o simbólico não é real.

Fonte: Osho, Alegria: A Felicidade que Vem de Dentro, Editora Cultrix, 2006. ISBN 978-85-316-0887-2.

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Saturday, February 12, 2011

 

Ego e Perdão


"A chave para a tristeza é viver com a mente focada no passado ou no futuro"


Perguntaram ao Osho: Por que é tão difícil perdoar, deixar de se apegar a mágoas que já passaram?

A resposta dele: O ego existe na infelicidade e, quanto maior a infelicidade, mais alimento o ego recebe. Nos momentos de plenitude, de alegria, o ego desaparece totalmente, e vive-versa: se o ego desaparece, o estado de plenitude começa a banhar você. Se você quiser permanecer no seu ego, você não poderá perdoar, não poderá esquecer, particularmente as suas mágoas, as feridas, os insultos, as humilhações, os pesadelos. Não apenas você não poderá perdoar, mas os exagerará, os enfatizará. Você tenderá a se esquecer de tudo o que foi belo em sua vida, não se lembrará dos inúmeros momentos alegres; no que se refere ao ego, esses momentos não têm nenhum propósito. A alegria é como veneno para o ego, e a infelicidade é como vitaminas para ele.

Você terá de entender todo o mecanismo do seu ego. Se você tentar perdoar, esse não é o perdão verdadeiro. Com uso do esforço, você apenas reprime. Você pode perdoar somente quando você entende a estupidez de todo o jogo que segue em frente dentro de sua mente. O absurdo total de tudo isso precisa ser percebido completamente; se não for assim, você reprimirá de um lado, e ele começará a vir de um outro lado; você reprimirá de uma forma, e ele se afirmará de uma outra forma, às vezes de uma maneira tão sutil que é praticamente impossível reconhecer que se trata da mesma velha estrutura, tão renovada e decorada que parece praticamente nova.

O ego vive no negativo, pois ele é basicamente um fenômeno negativo; ele existe ao você dizer "não". O "não" é a alma do ego. E como você pode dizer não para um estado de plenitude? Você pode dizer não para a infelicidade, para a agonia da vida, mas como você pode dizer não para as flores, para as estrelas, para os pores-do-sol e para tudo o que é belo e divino? E toda a existência está repleta dessas coisas, ela está repleta de rosas, mas você insiste em apanhar apenas os espinhos, pois tem feito um grande investimento nesses espinhos. Por um lado você diz: "Não, não quero essa infelicidade!", e por outro lado insiste em se apegar a ela. E por séculos lhe disseram para perdoar.

Mas o ego pode viver por meio do perdão, pode começar a ter um novo alimento graças à seguinte idéia: "Eu perdoei, perdoei até mesmo meus inimigos. Não sou uma pessoa comum". E lembre-se perfeitamente bem: um dos fundamentos da vida é que a pessoa comum acha que não é comum; a pessoa média acha que não está na média. No momento em que você aceita a sua ordinariedade, você se torna extraordinário; no momento em que você aceita a sua ignorância, o primeiro raio de luz penetra em seu ser, a primeira flor desabrocha e a primavera não estará distante.

Jesus diz: "Perdoe seus inimigos, ame seus inimigos". E ele está certo, pois, se você puder perdoar os seus inimigos, você ficará livre deles; do contrário, eles ficarão a assombrá-lo. A inimizade é um tipo de relacionamento; ela entra mais fundo do que seu pretenso amor.

Ainda hoje uma outra pessoa me perguntou: "Osho, por que um caso de amor harmonioso parece ser monótono e decadente?". Pela simples razão de ele ser harmonioso! Para o ego, ele perde toda a atração; parece que ele não existe. Algum conflito é necessário, alguma contenda é necessária, alguma violência é necessária, algum ódio é necessário. O amor, o seu pretenso amor, não vai muito fundo; ele tem a profundidade da sua pele, ou talvez nem seja tão profundo. Mas o seu ódio vai muito fundo, tão fundo quanto o seu ego.

Jesus está certo quando diz: "Perdoe", mas ele foi mal interpretado por séculos. Buda diz a mesma coisa, e todas as pessoas despertas fatalmente dirão a mesma coisa. A linguagem usada pode diferir, eras diferentes, épocas diferentes, pessoas diferentes... Naturalmente elas precisam falar linguagens diferentes, mas o âmago essencial não pode ser diferente. Se você não puder perdoar, isso significa que você viverá permanentemente com os seus inimigos, com as suas mágoas, com as suas dores.

Assim, por um lado você deseja esquecer e perdoar, pois a única maneira de esquecer é perdoando; se você não perdoar, você não poderá esquecer. Mas por outro lado, há um envolvimento mais profundo, e, a menos que você perceba esse envolvimento, Jesus ou Buda não serão de ajuda para você. As belas afirmações deles serão lembradas por você, mas não se tornarão parte do seu estilo de vida, não circularão no seu sangue, em seus ossos, em sua medula, não serão parte do seu ambiente espiritual; essas afirmações permanecerão alienígenas, algo imposto de fora; belas, pelo menos elas têm apelo intelectual, mas existencialmente você continuará a viver da mesma maneira de sempre.

O primeiro ponto a ser lembrado é que o ego é o fenômeno mais negativo da existência, como a escuridão. A escuridão não tem existência positiva; ela é simplesmente a ausência de luz. A luz tem uma existência positiva; é por isso que nada pode ser feito diretamente com a escuridão. Se o seu quarto estiver repleto de escuridão, você não poderá colocá-la para fora do quarto, não poderá jogá-la fora, não poderá destruí-la diretamente por nenhum meio. Se você tentar lutar contra ela, você será derrotado. A escuridão não pode ser derrotada pela luta direta. Você pode ser um grande lutador, mas ficará surpreso ao saber que não pode derrotar a escuridão; é impossível, pela simples razão de que a escuridão não existe. Se você quiser fazer alguma coisa com a escuridão, você terá de fazer via luz. Se você não quer a escuridão, traga a luz; e, se você quer a escuridão, apague a luz. Mas sempre faça algo com a luz; nada pode ser feito diretamente com a escuridão. O negativo não existe, e assim é o ego.

É por isso que eu não sugiro que você perdoe; não digo que você deveria amar e não odiar, não digo para você abandonar todos os seus pecados e se tornar virtuoso. A humanidade sempre tentou tudo isso e fracassou completamente. Meu trabalho é totalmente diferente; eu digo: Traga a luz para o seu ser, não se preocupe com todos esses fragmentos da escuridão.

E o ego está no próprio centro da escuridão; o ego é o centro da escuridão. Você pode trazer a luz, tornar-se mais consciente, mais alerta, e o método é a meditação. Se não for assim, você ficará reprimindo, e tudo o que é reprimido precisa ser reprimido repetidamente, e esse é um exercício inútil, completamente inútil. O que foi reprimido começará a aflorar a partir de um outro lugar; ele encontrará algum outro ponto mais fraço em você para se expressar.

Você pergunta: "Por que é tão difícil perdoar, deixar de se apegar a mágoas que já passaram?". Pela simples razão de que elas são tudo o que você tem. E você insiste em jogar com suas velhas feridas, de tal modo que elas permaneçam frescas em sua memória. Você nunca permite que elas se curem.

Um homem estava sentado em um compartimento de um trem, e à sua frente estava sentado um padre com uma cesta de piquenique a seu lado. O homem não tinha mais nada a fazer, e então ficou observando o padre.
Depois de algum tempo o padre abriu a cesta de piquenique e pegou uma pequena toalha, que colocou cuidadosamente sobre os joelhos. Então ele pegou uma tigela de vidro e a colocou sobre a toalha; depois pegou uma faca e uma maçã, descascou-a, cortou-a e colocou os seus pedaços dentro da tigela. Então ele pegou a tigela, ergueu-a e jogou os pedaços da maçã pela janela. Depois ele pegou uma banana, descascou-a, cortou-a, colocou na tigelae jogou-a pela janela. Fez o mesmo com uma pêra, com uma pequena lata de amoras e abacaxi e um vidro de creme, jogando-os todos pela janela depois de prepará-los cuidadosamente. Então ele limpou a tigela, chacoalhou a toalha e colocou-as de volta na cesta de piquenique.
O homem, que assombrado observava o padre fazer isso, finalmente perguntou: "Desculpe, padre, mas o que você estava fazendo?"
Ao que o padre calmamente respondeu: "Uma salada de frutas".
"Mas você jogou tudo pela janela!", exclamou o homem.
"Sim", disse o padre, "eu detesto salada de frutas!".

Na vida, as pessoas insistem em carregar coisas que detestam. Elas vivem em seus ódios, ficam cutucando suas feridas para que elas não sarem, não permitem que elas sarem; toda a vida delas depende de seu passado.

A menos que você comece a viver no presente, você não será capaz de esquecer e de perdoar o passado. Não sugiro que você deva esquecer e perdoar tudo o que aconteceu no passado; essa não é a minha abordagem. Eu digo: Viva o presente! Essa é a maneira positiva de abordar a existência: viver o presente. Essa é uma outra maneira de dizer para você ser mais meditativo, mais consciente, mais alerta, pois quando você está alerta, consciente, você está no presente.

A consciência não pode estar no passado e não pode estar no futuro. Ela conhece apenas o presente; ela não conhece nenhum passado e nenhum futuro e tem somente um tempo, o presente. Esteja consciente, e à medida que você começar a desfrutar o presente mais e mais, à medida que sentir o bem-estar de permanecer no presente, você deixará de fazer essas coisas estúpidas que todos insistem em fazer. Você deixará de ficar entrando no passado e inevitavelmente esquecerá e perdoará; isso simplesmente desaparecerá por conta própria. Você ficará surpreso: para onde isso foi? E uma vez que o passado deixe de existir, o futuro também desaparecerá, pois o futuro é apenas uma projeção do passado. Livrar-se do passado e do futuro é saborear a liberdade do presente pela primeira vez. E nessa experiência a pessoa fica mais inteira, saudável, todas as feridas são curadas. Subitamente não há mais nenhuma ferida; você começa a sentir um profundo bem-estar surgindo em você. Esse bem-estar é o começo da sua transformação.

Fonte: Osho, Alegria: A Felicidade que Vem de Dentro, Editora Cultrix, 2006. ISBN 978-85-316-0887-2.

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Wednesday, January 26, 2011

 

Mensagens da Brahma Kumaris - 18

Amor

Amor é a forma mais elevada de energia que preenche a alma humana. Amor é liberdade. Amor não discrimina, amor inclui, sempre. Por isso nunca pode ser egoísta. O amor possui extraordinário poder curativo capaz de mudar completamente a vida de muitos. Amor é o estado verdadeiro e original da alma. A necessidade do momento é relembrar esse estado amoroso de ser”.

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Friday, December 31, 2010

 

Comida e Sexo

"Tipicamente, pessoas gordas preferem mais a comida do que o sexo"

Muita comida e pouco sexo

Pergunta: "Desde que meu relacionamento terminou, tenho comido demais e engordado. Como posso voltar ao meu peso e comer menos?"

Quando alguém não deixa que a sua energia sexual circule livremente, essa pessoa começa a criar uma obsessão por comida. Comida e sexo são duas polaridades que equilibram uma à outra. Se você faz sexo demais, seu interesse por comida desaparece. Se você reprime sua sexualidade, seu interesse por comida vira quase uma obsessão. É preciso trabalhar adequadamente a sua energia sexual.

O problema surge porque as primeiras experiências com comida e com amor que a criança tem estão profundamente associadas entre si. Ela recebe alimento dos seios da mãe e amor também. Quando a criança recebe amor, ela não se preocupa em tomar leite; a mãe tem de persuadi-la a isso. Se a criança não está recebendo amor, ela não larga o seio materno, pois tem medo do futuro. Ela tenta tomar o máximo possível de leite, porque não sabe quando a mãe estará disponível outra vez. Se a criança recebe amor, ela se sente segura. Sempre que precisa da mãe, pode confiar em seu amor. Mas, se a mãe não é amorosa, a criança não pode confiar no amor materno, então precisa tomar todo o leite de que é capaz. Assim, sempre acaba exagerando.

Se, de alguma forma, você bloqueou a sua energia de amor, ela se transformará num interesse por comida. Se quiser mudar isso, terá que fazer essa energia circular um pouco mais, terá que ficar mais amoroso. Ame o seu próprio corpo - comece daí: aprecie o seu próprio corpo. Ele é um belo fenômeno, uma dádiva. Dance, cante, sinta e toque o seu corpo.

O problema é que, se você não gostar de seu próprio corpo, você não deixará que ninguém mais goste. Na realidade, se alguém tentar ser amoroso com você, isso irá parecer ridículo e tolo aos seus olhos. Se você não consegue amar o seu próprio corpo, o que outra pessoa poderia ver em você? Se surgir uma oportunidade para ser amoroso com seu corpo, para abraçar ou segurar a mão de alguém, não deixe de aproveitá-la. Você ficará surpreso quando começar a se mover na direção do amor, o problema com a comida ficará naturalmente solucionado. Amar é uma grande experiência e se empanturrar de comida é extremamente deprimente. Não que a comida não seja bela, mas só é bela quando ingerida na quantidade certa.

Este é um belo fato, no que diz respeito ao amor: ele nunca é demais. Ninguém pode amar ao extremo, pois o amor não conhece extremos. Ao comer, você está se enchendo de comida, mas, ao amar, você está compartilhando e distribuindo coisas. É um fenômeno que te alivia. E, quanto mais você dá, mais energia começa a fluir em sua direção. Você se torna um rio, deixa de ser apenas um lago de águas estagnadas.

Quando você não vivencia o amor, sua energia é transformada num lago de águas estagnadas e gera um problema com a comida.

Quebre essas barreiras!

Fonte: Osho, Corpo e Mente em Equilíbrio, Editora Sextante, 2008. ISBN 978-85-7542-349-3.

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Friday, December 03, 2010

 

Mensagens da Brahma Kumaris - 11


Amor

Na quietude do meu interior eu desenvolvo a percepção de quem sou e da minha conexão com os eventos da vida. Assim encontro poder para experimentar e conhecer Deus. Sinto o amor chegando e me envolvendo com aceitação e proteção. Este amor é incondicional, não demanda, não deseja, não tem expectativa. Um amor que me aceita, independente do que eu tenha feito. Um amor que ressalta apenas a minha força e que me ajuda a ter uma visão positiva de mim. Uma experiência real do amor de Deus reacende a luz do ser e cura as feridas do passado.” – B.K. Meera, Self-Discovery. The World Renew, October, 2003

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Tuesday, October 19, 2010

 

Ame a Si Mesmo

"Ame a si mesmo e observe, hoje, amanhã e sempre", Gautama Buda

Começemos com um dos mais profundos ensinamentos de Gautama, o Buda:

Ame a si mesmo.

Exatamente o oposto foi ensinado a você, por todas as tradições do mundo, todas as civilizações, culturas e igrejas. Elas dizem: Ame os outros, não ame a si mesmo. E existe uma certa estratégia ladina por trás desses ensinamentos.

O amor é o que nutre a alma. A comida é para o corpo o que o amor é para a alma. Sem comida, o corpo fica fraco; sem amor, a alma fica fraca. E nenhum país, nenhuma igreja e nenhum capital investido jamais desejou que as pessoas tivessem almas fortes, pois uma pessoa com energia espiritual elevada inevitavelmente será rebelde à sociedade.

O amor o torna rebelde, revolucionário, lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá discernimento sobre as coisas, de tal maneira que ninguém possa enganá-lo, explorá-lo, oprimi-lo. E os sacerdotes e os políticos sobrevivem somente com o seu sangue, somente com a sua exploração, sua escravização.

Todos os sacerdotes e políticos são parasitas. Para torná-lo espiritualmente fraco, eles encontraram um método seguro, cem por cento garantido, que é ensiná-lo a não se amar a si próprio. Porque se uma pessoa não puder amar a si mesma, ela também não poderá amar a mais ninguém. O ensinamento é muito astuto, eles dizem, "Ame os outros", pois sabem que, se você não puder amar a si mesmo, de modo nenhum você poderá amar. Mas eles ficam dizendo: "Ame os outros, a humanidade, a Deus. Ame a natureza, a sua esposa, o seu marido, os seus filhos, os seus pais". Mas não ame a si mesmo, porque, de acordo com eles, amar a si mesmo é egoísmo. O que mais eles condenam é o amor-próprio.

E eles fizeram com que esses ensinamentos parecessem muito lógicos. Eles dizem: "Se amar a si mesmo, você vai se tornar um egoísta, um narcisista". Isso não é verdade.

Uma pessoa que ama a si mesma descobre que não existe nenhum ego nela. O ego surge ao amar os outros sem amar a si mesmo, ao tentar amar os outros. Os missionários, os reformistas sociais, os benfeitores têm os maiores egos do mundo. Isso é natural, pois eles se consideram seres humanos superiores. Eles não são comuns; só pessoas comuns amam a si mesmas. Eles amam os outros, amam grandes ideais, amam Deus.

E todo o amor deles é falso, pois esse amor não tem raízes.

Uma pessoa que ama a si mesma dá o primeiro passo em direção ao amor real e verdadeiro. É como atirar uma pedra num lago tranquilo: primeiro, ondulações circulares surgirão em torno da pedra, muito próxima da pedra. Naturalmente! Onde mais as ondulações poderiam surgir? E depois elas se espalharão, alcançando a margem mais distante. Se você impedir essas ondulações iniciais de surgirem próximas da pedra (de você), de maneira nenhuma haverá outras ondulações se propagando. Então, nessa situação, não se pode esperar criar ondulações que alcancem as praias mais distantes; é impossível.

E os sacerdotes e os políticos perceberam esse fenômeno: ao impedir as pessoas de amarem a si mesmas, aniquilam-se suas capacidades de amar. Agora, tudo o que elas pensam que é amor será falso. Pode ser obrigação, mas não é amor - obrigação é uma palavra suja. Os pais estão cumprindo suas obrigações para com os filhos e, em troca, os filhos cumprirão suas obrigações para com os pais. A esposa cumpre seus deveres para com o marido, e o marido cumpre seus deveres para com a esposa. Onde está o amor em tudo isso?

O amor nada conhece de obrigação. Obrigação é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; ele é informal. A pessoa que ama nunca sente que fez o suficiente; ela sempre sente que era possível fazer algo mais. Ela nunca sente: "Eu fiz um favor à outra pessoa". Pelo contrário, ela sente: "A pessoa me fez um favor recebendo o meu amor. Por receber minha dádiva, por não rejeitá-la, o outro me fez um favor".

A pessoa que cumpre obrigações pensa: "Sou superior, espiritual e extraordinário. Olhe como sirvo as pessoas!" Esses benfeitores são as pessoas mais falsas do mundo e também as mais nocivas. Se pudéssemos nos livrar dos benfeitores públicos, a humanidade tiraria um enorme peso dos ombros, se sentiria muito leve, seria capaz de novamente dançar, de novamente cantar.

Mas, durante séculos, as suas raízes têm sido cortadas, envenenadas. Fizeram com que você tivesse medo de sentir amor por você mesmo - que é o primeiro passo do amor e a primeira experiência. Uma pessoa que ama a si mesma respeita a si mesma. E a pessoa que ama e que respeita a si mesma, respeita os outros também, porque ela sabe: "Assim como eu sou, assim são os outros. Assim como tenho amor, respeito, dignidade, assim têm os outros". Nos detalhes, podemos ser um pouco diferentes uns dos outros - isso traz variedade, isso é belo -, mas na base, somos parte de uma só natureza.

A pessoa que ama a si mesma sente tanto amor e se torna tão bem-aventurada que o seu amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Ele precisa alcançar! Se você viver o amor real, precisará compartilhá-lo. Você não poderá continuar a amar só a si mesmo para sempre, pois algo ficará absolutamente claro para você: se amar uma pessoa - a você mesmo - é tão imensamente extasiante e belo, mais êxtases estarão esperando você, se você começar a compartilhar seu amor com muitas, muitas pessoas!

Lentamente suas ondulações amorosas começarão a ir mais e mais longe. Você amará outras pessoas, e então começará a amar os animais, os pássaros, as árvores, as rochas. Você pode preencher todo o Universo com o seu amor. Uma única pessoa é suficiente para preencher todo o Universo com amor, exatamente como uma única pedrinha pode preencher todo o lago com andulações - uma única pedrinha.

Somente um buda pode dizer: Ame a si mesmo. Nenhum sacerdote, nenhum político pode concordar com isso, pois isso é destruir todo o edifício, toda a estrutura de exploração montada por eles. Se uma pessoa não tiver permissão para amar a si mesma, seu espírito, sua alma, fica cada dia mais fraca. Seu corpo pode se desenvolver, mas ela não terá crescimento interior, pois não terá nutrição interior. Ela permanece um corpo praticamente sem alma, ou com somente uma potencialidade, uma probabilidade de alma. A alma permanece uma semente e continuará assim, se você não puder encontrar o correto solo do amor para ela. E você não o encontrará, se seguir a idéia idiota usual: "Não ame a si mesmo".

Eu também lhe ensino a primeiro amar a si mesmo. Isso nada tem a ver com o ego. Na verdade, o amor é uma tal luz que a escuridão do ego de maneira nenhuma pode existir nela. Se você amar os outros, se seu amor estiver focado apenas nos outros, você viverá na escuridão. Primeiro, volte a sua luz em direção a si mesmo; primeiro, torne-se uma luz para si mesmo. Deixe a luz dispersar sua escuridão interior, sua fraqueza interior. Deixe que o amor faça de você um poder imenso, uma grande força espiritual.

E, uma vez que sua alma se torne poderosa, você saberá que não morrerá, que você é imortal, eterno. O amor lhe dá o primeiro discernimento com relação à eternidade, à imortalidade. O amor é a única experiência que transcende o tempo. Exatamente por isso, as pessoas que amam não temem a morte. Um único momento de amor é mais do que toda a eternidade.

Mas o amor precisa começar do começo, precisa iniciar com este primeiro passo:

Ame a si mesmo

Não se condene. Você já foi condenado demais e aceitou toda essa condenação. Agora, você fica se machucando. Ninguém se considera digno o suficiente, ninguém se considera uma bela criação de Deus, ninguém pensa que é necessário para a existência. Essas são idéias venenosas, mas você foi envenenado, envenenado com o leite de sua mãe, e esse tem sido todo o seu passado. A humanidade tem vivido sob uma escura nuvem de autocondenação. Se você se condena, como você poderá se desenvolver, como você poderá se tornar maduro? E se você se condena, como poderá venerar a existência? Se você não puder venerar a existência dentro de você, você será incapaz de venerar a existência nos outros; será impossível.

Você só pode se tornar parte do todo se tiver um grande respeito pelo Deus que reside dentro de você. Você é um anfitrião, Deus é seu convidado. Ao amar a si mesmo, você saberá: Deus o escolheu para ser um veículo. Ao escolher você para ser um veículo, ele já o respeitou, já o amou. Ao criar você, ele demonstrou seu amor por você. Ele não fez você acidentalmente; ele o fez com um certo destino, com um certo potencial, com uma certa glória que você precisa atingir. Sim, Deus criou o ser humano à sua própria imagem. O ser humano precisa se tornar um deus. A menos que o ser humano se torne um deus, não haverá preenchimento, contentamento.

Mas como você pode se tornar um deus? Seus sacerdotes dizem que você é um pecador, uma perdição, que você inevitavelmente irá para o inferno. E eles o deixam com muito medo de amar a si mesmo. Esse é o truque deles, cortar a própria raiz do amor. Eles são muito espertos. A profissão mais ardilosa no mundo é a dos sacerdotes. Eles dizem: "Ame os outros". Ora, isso será artificial, sintético, um fingimento, uma representação.

Eles dizem: "Ame a humanidade, sua terra natal, sua nação, a vida, a existência, Deus". Grandes palavras, mas completamente sem significado. Você já se deparou com a humanidade? Você sempre se depara com seres humanos - e infelizmente condenou o primeiro ser humano que encontrou, você.

Você não se respeita, não se ama. Agora você desperdiça toda a sua vida condenando os outros. É por isso que as pessoas são tão críticas. Elas se criticam, e como podem evitar de encontrar as mesmas faltas nos outros? Na verdadem, elas as encontrarão e as aumentarão; elas as tornarão tão grandes quanto possível. Essa parece ser a única escapatória para, de alguma maneira, livrar a cara; isso precisa ser feito. Por isso existe tanto criticismo e tanta falta de amor.

Eu digo que esse é um dos sutras mais profundos de Buda, e somente uma pessoa desperta como ele pode dar a você esse discernimento.

Ele diz: Ame a si mesmo... Essa pode se tornar a base para uma transformação radical. Não tenha medo de amar a si mesmo. Ame totalmente e você ficará surpreso: o dia em que você se livrar de toda autocondenação e autodesrespeito, em que você se livrar da idéia do pecado original, em que puder pensar em si mesmo como alguém valioso e amado pela existência, será um dia de grande bênção. Desse dia em diante, você começará a perceber as pessoas assim como elas são de verdade e terá compaixão. E essa não será uma compaixão cultivada; será um fluxo natural e espontâneo.

Uma pessoa que se ama pode facilmente se tornar meditativa, porque meditação significa estar consigo mesmo. Se você se odiar - como você se odeia, como lhe disseram para fazer e você fez religiosamente -, se você se odiar, como poderá ficar com você mesmo? E meditar nada mais é do que apreciar sua bela solitude. Celebrar a si mesmo, é isso o que a meditação é.

A meditação não é um relacionamento; o outro não é necessário, a pessoa é suficiente em si mesma, é banhada em sua própria glória, em sua própria luz. Ela está simplesmente feliz por estar viva, por existir.

O maior milagre do mundo é este: você existe, eu existo. Existir é o maior milagre, e a meditação abre as portas para esse grande milagre. Mas somente uma pessoa que ama a si mesma pode meditar; do contrário, você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para uma face feia e quem quer penetrar num ser feio? Quem quer penetrar fundo em sua própria lama, em sua própria escuridão? Quem quer entrar no inferno que você julga ser? Você quer manter tudo isso coberto com belas flores e sempre fugir de si mesmo.

Por isso as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não conseguem ficar com elas mesmas e querem ficar com outras pessoas. As pessoas estão procurando qualquer tipo de companhia; se elas puderem evitar a companhia delas mesmas, qualquer coisa servirá. Elas sentarão num cinema durante três horas, assistindo algo completamente idiota; lerão um romance policial por horas, desperdiçando seu tempo. Lerão o mesmo jornal repetidamente, apenas para se manterem ocupadas; jogarão cartas e xadrez apenas para matar o tempo, como se tivessem muito tempo!

Nós não temos muito tempo, não temos tempo suficiente para nos desenvolver, para ser, para nos alegrar.

Mas este é um dos problemas básicos criados por uma educação equivocada: evite a si mesmo. As pessoas ficam sentadas em frente à TV, grudadas na poltrona durante quatro, cinco, até seis horas. Na média, o norte-americano assiste à televisão durante cinco horas por dia, e essa doença se espalhará por todo o mundo. E o que você está vendo? E o que você está ganhando com isso? Queimando seus olhos...

Mas isso sempre foi assim; mesmo se a televisão não existisse, haveria outras coisas. O problema é o mesmo: como evitar a si mesmo? Porque a pessoa se sente muito feia. E quem a fez ficar tão feia? Seus pretensos religiosos, seus papas. Eles são responsáveis por distorcerem suas faces, e foram bem-sucedidos, tornaram todos feios.

Toda criança nasce bela e, então, começamos a distorcer sua beleza, mutilando-a e paralisando-a de muitas maneiras, distorcendo sua proporção, tornando-a desequilibrada. Mais cedo ou mais tarde ela fica tão desgostosa consigo mesma que aceita ficar com qualquer um. O sujeito pode procurar uma prostituta apenas para evitar a si mesmo.

Ame a si mesmo, diz Buda. E isso pode transformar todo o mundo, pode destruir todo o feio passado, pode anunciar uma nova era, pode ser o princípio de uma nova humanidade.

Daí a minha insistência no amor - mas o amor começa com você mesmo. Depois ele pode continuar se espalhando, se espalhando por conta própria. Você não precisa fazer nada para espalhá-lo.

Ame a si mesmo, diz Buda e, logo depois, ele acrescenta: e observe. Isto é meditação, é o nome que Buda dá à meditação. Mas o primeiro requisito é se amar e, depois, observar. Se você não se amar e começar a observar, você vai querer se suicidar! Muitos budistas pensam em suicídio, pois não prestam atenção na primeira parte do sutra e, imediatamente, pulam para a segunda parte: "Observe a si mesmo". Na verdadem, nunca me deparei com um único comentário sobre o Dhammapada, sobre esses sutras de Buda, que desse qualquer atenção à sua primeira parte: Ame a si mesmo.

Sócrates diz: "Conheça a si mesmo". Buda diz: "Ame a si mesmo". Buda está muito mais correto, porque a menos que você ame a si mesmo, nunca se conhecerá. O conhecer virá somente mais tarde. O amor prepara o terreno, é a possibilidade de se conhecer, é o caminho correto para se conhecer.

Ninguém acha - nem mesmo os budistas - que amar a si mesmo precisa ser a base para conhecer a si mesmo, para observar a si mesmo, pois, a menos que você se ame, você não conseguirá se encarar. Você evitará. Isso porque o observar pode, ele próprio, ser uma maneira de evitar a si mesmo.

Primeiro: Ame a si mesmo e observe, hoje, amanhã e sempre.

Crie uma energia amorosa à sua volta. Ame o seu corpo, ame a sua mente, ame todo o seu mecanismo, todo o seu organismo. Amar significa aceitar como é. Não tentar reprimir. Reprimimos somente quando odiamos algo, quando somos contra algo. Não reprima, porque se você reprimir, como você irá observar? E não conseguimos olhar nos olhos do inimigo; só conseguimos olhar nos olhos de nosso amado. Se você não se amar, você não será capaz de olhar em seus próprios olhos, em sua própria face, em sua própria realidade.

Observar é meditar, é o nome que Buda dá à meditação. Observar é a senha de Buda. Ele diz: fique atento, fique alerta, não seja inconsciente, não se comporte de maneira sonolenta, não continue funcionando como uma máquina, como um robô. E é assim que as pessoas estão vivendo.

As pessoas estão vivendo inconscientemente, elas não estão conscientes do que estão dizendo, do que estão fazendo; elas não são observadoras. As pessoas ficam supondo e não vêem; elas não têm discernimento, não podem ter. O discernimento só acontece por meio de grande observação; então, pode-se ver até com os olhos fechados. No momento, você não pode ver nem mesmo com os olhos abertos. Você conclui, supõe, impõe, projeta.

Grace está deitada no divã do psiquiatra.
"Feche os olhos e relaxe", diz o médico, "e irei tentar um experimento".
Ele pegou seu chaveiro de bolso e levemente balançou as chaves. "O que este som lembra?", perguntou.
"Sexo", ela sussurrou.
Então, ele encostou levemente o chaveiro na palma da mão da moça, e o corpo dela enrijeceu.
"E isso?", perguntou o psiquiatra.
"Sexo", Grace murmurou nervosa.
"Agora, abra os olhos", instruiu o médico, "e me diga por que o que fiz fez você pensar em sexo".
Hesitantemente, suas pálpebras se abriram. Grace viu o molho de chaves na mão do psiquiatra e enrubesceu.
"Be-bem, para começar", ela gagejou, "pensei que o primeiro som fosse o zíper da sua calça se abrindo..."

Sua mente está constantemente projetando, projetando a si mesma. Ela está constantemente interferindo na realidade, dando-lhe uma cor, uma configuração e uma forma que não lhe é própria. Sua mente nunca permite que você perceba aquilo que é; ela permite que você perceba somente aquilo que ela deseja perceber.

Os cientistas pensavam que nossos olhos, ouvidos, nariz, os outros sentidos e a mente nada mais fossem do que aberturas para a realidade, pontes para a realidade. Mas agora todo o entendimento mudou. Agora eles dizem que nossos sentidos e a mente não são realmente aberturas para a realidade, mas defesas contra a realidade. Somente dois por cento da realidade passa por essas defesas e chega até você; noventa e oito por cento da realidade fica do lado de fora de você. E os dois por cento, que chegam até você e ao seu ser, são alterados. Eles precisam passar por tantas barreiras, precisam amoldar-se a tantas coisas da mente que, quando chegam até você, não são mais os mesmos.

Meditação significa colocar a mente de lado, de tal modo que ela não mais interfira na realidade e você possa perceber as coisas como elas são.

E por que a mente interfere? Ela interfere porque ela é criada pela sociedade, ela é o agente da sociedade em você! A mente não está a seu serviço, lembre-se disso! Ela é a sua mente, mas não está a seu serviço; ela está fazendo uma conspiração da sociedade contra você. A nossa mente foi condicionada pela sociedade, que implantou muitas coisas nela. Ela é a sua mente, mas não funciona como sua serva; ela funciona como serva da sociedade. Se você for cristão, ela funcionará como uma agente da igreja cristã; se você for hindu, ela será hindu; se você for budista, ela será budista. E a realidade não é cristã, hindu ou budista; a realidade é simplesmente como ela é.

Você precisa colocar de lado estas mentes: a mente comunista, a fascista, a católica, a protestante... Existem três mil religiões no mundo, grandes e pequenas, e pequenas seitas e seitas dentro de seitas... três mil no total. Dessa maneira, existem três mil mentes, tipos de mente, e a realidade é uma só, a existência é uma só, a verdade é uma só!!

Meditação significa: coloque a mente de lado e observe. O primeiro passo, ame a si mesmo, o ajudará imensamente. Ao amar a si mesmo, você irá destruir muito do que a sociedade implantou em você. Você se tornará mais livre da sociedade e de seus condicionamentos.

E o segundo passo é: observe, apenas observe. Buda não diz o que precisa ser observado - é tudo! Ao caminhar, observe o seu caminhar. Ao comer, observe seu comer. Ao tomar banho, observe a água, a água caindo sobre você, o toque da água, seu frescor, o calafrio que passa pela espinha - observe tudo, hoje, amanhã e sempre.

E finalmente, chega um momento em que você pode observar mesmo o seu sono. No que se refere ao observar, isso é o máximo. O corpo vai dormir e ainda assim existe um observador desperto, silenciosamente observando o corpo dormindo profundamente. No que se refere ao observar, isso é o máximo. No momento, acontece justamente o contrário: seu corpo está desperto, mas você está dormindo, em profunda sonolência. Então, você estará desperto e seu corpo estará dormindo.

O corpo precisa de repouso, mas sua consciência não precisa de sono. Sua consciência é consciência; ela é o estado de alerta, essa é a sua própria natureza. O corpo se cansa (e se desgasta) porque vive sob a lei da gravidade. É a gravidade que o deixa cansado (e desgastado). É por isso que ao correr rápido, você logo se cansa; ao subir escadas, você logo se cansa, pois a gravidade o puxa para baixo. Na verdade, ficar em pé é cansativo, sentar é cansativo, e quando você se deita na horizontal, somente então existe um pouco mais de repouso para o corpo, porque você fica mais em sintonia (equilíbrio) com a lei da gravidade. Quando você está em pé, na vertical, você está indo contra a lei; o sangue vai para a cabeça, contra a lei, e o coração precisa bater mais forte.

Mas a consciência não funciona sob a lei da gravidade, daí ela nunca se cansar. A gravidade não tem poder sobre a consciência; a consciência não é uma rocha, ela não tem peso. Ela funciona sob uma lei totalmente diferente, a lei da graça ou, como ela é conhecida no Oriente, a lei da levitação. Gravitação significa puxar para baixo, levitação significa puxar para cima.

O corpo está continuamente sendo puxado para baixo e, por isso, finalmente ele precisará se deitar na cova. Esse será o verdadeiro repouso para ele, pó sobre pó. O corpo, dessa forma, retornou à sua fonte, o tumulto cessou; agora não existe mais conflito. Os átomos de seu corpo terão verdadeiro repouso somente no túmulo.

A alma, no entanto, se eleva mais e mais alto. À medida que você se torna mais observador, você começa a ter asas - então, todo o céu é seu.

O ser humano é um encontro da terra com o céu, do corpo com a alma.

Fonte: Osho, Amor, Liberdade e Solitude, Editora Cultrix, 2006. ISBN 978-85-316-0913-8.

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