terça-feira, julho 16, 2024

 

Conhecimento e Religião

A verdadeira religião só pode ser uma só, assim como a ciência. Por exemplo, você não tem uma física muçulmana, uma física hindu, uma física cristã, isso é pura maluquice. Mas é o que as religiões têm feito - e elas fizeram deste mundo um hospício.

Se a ciência é uma só, então por que a ciência espiritual (religião) não é uma só também? A ciência explora o mundo objetivo e a religião explora o mundo subjetivo. O funcionamento delas é o mesmo, o que muda é a direção e a dimensão. Numa era mais iluminada não haverá nada parecido com a religião atual, haverá apenas duas ciências: a ciência objetiva e a ciência subjetiva. A ciência objetiva lida com as coisas e a ciência subjetiva lida com o ser.

O erro mais básico de todas as atuais religiões é que nenhuma delas teve coragem suficiente para aceitar que existem coisas que não sabemos. Elas todas fingem saber tudo, fingem que são oniscientes. Por que isso aconteceu? Porque, se admitirem que não sabem algo, colocarão um ponto de interrogação na mente dos fiéis. Se elas não sabem uma coisa, então quem sabe? Talvez elas não saibam outras coisas também. Quem garante? Para garantir, todas elas fingem que sabem tudo, que são oniscientes.

O que existe de mais belo na ciência é que ela não finge ser onisciente. A ciência aceita as suas limitações humanas. Ela sabe até que ponto sabe e está ciente de que existe muito mais a descobrir.

Esse é o maior erro de todas as religiões: elas têm enganado a humanidade alardeando que sabem tudo.

Mas todos os dias elas são desmascaradas, assim como a sua falta de conhecimento; por isso elas lutam tanto contra qualquer tipo de progresso do conhecimento.

Uma das maiores qualidades de um homem realmente religioso é o seu grande senso de humor. Só os idiotas são sérios; é inevitável que sejam sérios. Para ser capaz de rir você precisa de um pouquinho de inteligência.

Todas as religiões do mundo têm de fingir que sabem tudo. Se algo existe, elas sabem. E sabem com perfeição; não poderia ser de outro modo.

O erro básico cometido por todas as religiões é não ter coragem de aceitar que o conhecimento delas é limitado. Elas não são capazes de admitir a própria ignorância acerca de nenhuma questão. Têm sido tão arrogantes que continuam dizendo que sabem tudo e ficam criando histórias fictícias à guisa de conhecimento.

Nenhuma religião tem coragem de dizer, "Sabemos até certo ponto, mas há muita coisa que ainda não sabemos; talvez no futuro isso mude. E além desse conhecimento há um espaço que permanecerá incognoscível para sempre".

Se as religiões tivessem essa humildade, o mundo seria totalmente diferente. A humanidade não estaria nessa mixórdia; não haveria tanta angústia. No mundo todo as pessoas vivem angustiadas. O que há para dizer a respeito do inferno?  Nós já estamos vivendo no inferno! Quanto mais sofrimento pode haver por lá? E as pessoas responsáveis por isso são consideradas religiosas. Elas continuam fingindo, encenando o mesmo teatro. Depois de séculos de ciência invadindo o território das religiões, destruindo sistematicamente o seu suposto conhecimento, vislumbrando novos fatos, novas realidades, o papa ainda é suposto infalível.

Um segundo ponto, é que todas essas religiões têm sido contra a dúvida. Elas, na verdade, têm medo da dúvida. Só um intelecto impotente pode ter medo da dúvida. pois a dúvida é um desafio, uma oportunidade de questionar.

Todas elas têm dizimado a dúvida e forçado a mente de todo mundo a pensar que, se você tem dúvida, você acabará indo para o inferno e sofrendo lá pela eternidade. "Nunca duvide".  A crença é fundamental, a fé, a fé absoluta - não adianta ter só um pouco de fé, você precisa ter fé absoluta. O que elas estão pedindo aos seres humanos? Algo completamente desumano. Um ser humano inteligente - como ele pode acreditar totalmente? Contra que dúvida ele estaria lutando para poder acreditar totalmente?

Existe a dúvida e ela não é destruída pela crença. A dúvida só é eliminada pela experiência.

As religiões dizem: acredite. Eu digo: investigue. Elas dizem: não duvide. Eu digo: duvide inicialmente de tudo, duvide até o fim, até chegar, conhecer, sentir e vivenciar. Então não haverá mais necessidade de reprimir a dúvida; ela evapora naturalmente. Você não precisa mais acreditar, você sabe.

Mas é isso o que todas as religiões pregam - elimine a dúvida e acredite, não investigue.

No momento em que você elimina a dúvida, você destrói algo de imenso valor, pois é a dúvida que vai ajudá-lo a questionar e descobrir. Ao eliminar a dúvida, você corta a própria raiz do questionamento; ele deixa de existir.

No Japão existe uma técnica curiosa, chamada Bonsai: corta-se periodicamente a raiz de uma árvore que seria muito grande e ela fica sempre pequena (árvore-anã), mas continua envelhecendo. Existem árvores bonsai com centenas de anos!

Esta atividade de bonsai no Japão mostra o que as religiões têm feito com o homem. Elas têm cortado as suas raízes para que o homem não cresça - só envelheça. E a primeira raiz que elas cortam é a da dúvida; quando essa raiz é cortada, deixa de existir questionamento (que leva à evolução).

Aceite-se. Respeite-se. Deixe que a sua natureza siga o seu curso. Não force nada, não reprima nada. Duvide - porque a dúvida não é pecado, é um sinal de inteligência. Duvide e não pare de questionar até chegar a uma resposta.

Uma coisa eu posso dizer: quem questiona, chega a uma resposta. Isso é absolutamente certo; nunca deixou de acontecer. Ninguém terminou de mãos vazias depois de um questionamento autêntico.

Sem uma autêntica religiosidade, você só pode vegetar, não pode viver de verdade. Você continua sendo superficial, não consegue atingir nenhuma profundidade, nenhuma autenticidade. Você não sabe nada sobre as suas próprias profundezas. Você sabe de si mesmo por meio dos outros, do que eles dizem. Assim como você conhece o seu rosto fitando a sua imagem no espelho, você conhece a si mesmo por intermédio da opinião alheia; você não se conhece diretamente. E as opiniões das quais você depende são de pessoas que vivem em situação parecida à sua; elas também não se conhecem.

Essas religiões criaram uma sociedade de pessoas cegas e continuam insistindo em dizer que você não precisa de olhos. Jesus tinha olhos; então por que os cristãos precisam de olhos? Tudo o que você precisa fazer é acreditar em Jesus; ele o conduzirá ao paraíso, você só precisa segui-lo. Não lhe deixam pensar, porque pensando você pode se desviar. Se você pensar, você fatalmente se desviará do caminho que eles querem que você siga, pois isso atiçará a sua dúvida, aguçará o seu intelecto. E isso é muito perigoso para as chamadas religiões. Essas religiões querem você entorpecido, morto, arrastando-se pela vida; elas o querem sem nenhuma inteligência. Mas elas sabem muito bem camuflar tudo isso com uma linda palavra: fé. A fé nada mais é do que o suicídio da inteligência.

A verdadeira religião não pede que você tenha fé; a verdadeira religião pede que você vivencie. A verdadeira religião ajudará você a encontrar a verdade.

E, lembre-se, a minha verdade pode nunca ser a sua verdade, pois não há maneira de transferir a verdade de uma pessoa para outra. A verdade de Maomé é a verdade de Maomé; ela não será sua só porque você se tornou maometano. Para você, a verdade dele não passará de uma crença. Jesus podia ter sido apenas um fanático, um neurótico. Esse é um ponto com que todos os psiquiatras, psicólogos e psicanalistas concordam: que Jesus é um caso a se estudar. Declarar-se o único filho bem-amado de Deus, declarar "Eu sou o messias que veio para redimir este mundo dos seus pecados" - você acha isso normal?

A verdade se revela à inteligência superior. Mas, se desde a mais tenra idade você é ensinado a acreditar, isso o deixa incapacitado, você é destruído. Se, desde cedo, você é condicionado a ter fé, você perde a sua alma. Passa então a vegetar, não vive mais. E é exatemente isso o que milhões de pessoas estão fazendo ao redor do mundo: vegetando.

Que vida você pode ter? Você nem ao menos conhece a si mesmo.  Você não sabe de onde veio, nem para onde vai, nem a finalidade de tudo isso. Quem impediu você de saber? Não foi o demônio, mas sim os papas, os sacerdotes, os padres, os rabinos eles, sim, são os verdadeiros demônios.

Nenhuma religião tem a coragem de dizer: "Existem coisas sobre as quais você pode perguntar; só não espere uma resposta. A vida é um mistério".

Todo o meu empenho aqui é ajudar você a voltar a ser um ignorante (desaprender o que te ensinaram errado).

As religiões fizeram de você uma pessoa instruída, e foi esse o mal. Elas lhe transmitiram com tanta facilidade e simplicidade todo o catecismo cristão que você é capaz de repeti-lo em uma hora, tal qual um papagaio. Mas você não chegará à verdade, a real, aquela que o cerca externa e interiormente. Esse catecismo não vai transmiti-la a você.

Mas deixar de lado todo o conhecimento que você aprendeu é o maior problema, porque ele alimenta o seu ego. O ego quer todo o conhecimento na mão dele. E quando digo que você precisa deixar de lado toda a sua erudição e se tornar novamente uma criança, eu quero dizer que você tem de começar do ponto em que o rabino ou o padre o desorientou.

Você tem de ser outra vez inocente, ignorante, alheio a tudo, para que as perguntas possam começar a aflorar outra vez. O questionamento volta então a ser vibrante e, isso acontecendo, você deixa de vegetar.  A vida passa a ser uma exploração, uma grande aventura.

Fonte consultada:  Osho, O Livro da sua Vida - Crie o seu próprio caminho para a liberdade, Editora Pensamento-Cultrix, 2019. ISBN: 978-85-316-0975-6

Marcadores: , , , , , ,


domingo, junho 09, 2024

 

Fé, Crença e Dúvida

  Fonte:  Osho, O Livro da sua Vida - Crie o seu próprio caminho para a liberdade, Editora Pensamento-Cultrix, 2019. ISBN: 978-85-316-0975-6

 A fé de uma semente de mostarda pode remover montanhas...

Eu não acredito na crença. Minha filosofia é baseada no saber, e saber é uma dimensão totalmente diferente da crença. Ela tem início na dúvida, não na crença. No momento em que você acredita em algo, você pára de fazer perguntas. A crença é um dos piores venenos para a inteligência humana (você acredita em vacinas?)

Todas as religiões se baseiam na crença; só a ciência se baseia na dúvida. E eu gostaria que a inquirição religiosa também fosse científica, baseada na dúvida, pois desse modo não precisaríamos acreditar (em muitos mentirosos, controladores da nossa sociedade); poderíamos, desta forma, algum dia conhecer a verdade do nosso ser, e a verdade de todo o universo.

Marcadores: , , , , , ,


terça-feira, março 12, 2024

 

Ciência e Vírus

 

Encaminhou este e-mail? Inscreva-se aqui para mais

Ciência Parasitária e o Vírus Não Comprovado

Se quisermos abater rotineiramente a população, então um vírus invisível que não podemos ver ou provar seria a mentira perfeita para encobri-lo.


Ninguém jamais isolou um vírus. Isto é admitido pela ciência moderna que afirma que é impossível. Então, em vez disso, eles o misturam com uma sopa de outros materiais genéticos, passam-no por um computador e criam o que é conhecido como genoma de consenso.

A teoria de que o vírus invisível é uma mentira foi apresentada há quase trinta anos por William Bramley no seu livro The Gods of Eden, onde ele descreve milhares de anos de eventos de abate humano. Ele aponta como, durante a Peste Negra, avistamentos de humanos vestidos de preto e empunhando o que foram descritos como foices foram vistos antes do surto da Peste. Bramley sugeriu que as foices podem ter sido ferramentas projetadas para pulverizar gás venenoso. Denis Rancourt sugere que nunca existiu um agente patogénico virulento, incluindo a peste bobónica, e que estes eventos históricos de morte em massa são provocados deliberadamente por sistemas opressivos para manter o controle populacional. Se quisermos abater rotineiramente a população, então um vírus invisível que não podemos ver ou provar seria a mentira perfeita.

Na década de 1930, o engenheiro Royal Rife criou microscópios capazes de ampliar o material mais de dezessete mil vezes. Os microscópios modernos só podem fornecer uma ampliação de cerca de 2.400. Foi-nos negada a ampliação necessária para realmente ver se existe um vírus.

Esta ideia ganhou força durante o susto do VIH/SIDA, quando pessoas como Peter Duesberg, Kary Mullis e Celia Farber expuseram as mentiras de Anthony Fauci. E ganhou grande força durante a era COVID com o trabalho de Andrew Kaufman, Tom Cowan, Denis Rancourt e Dr. Lee Merritt que estudou o teste oficial para SARS-COV-2 e descobriu que eles estão, na verdade, testando o genoma do Homo-sapiens. O que é altamente suspeito. E há muitos outros fatos suspeitos.

Eles testam nosso nariz, que, como um filtro, está cheio de contaminantes estranhos.

Os testes PCR estão sendo deliberadamente repetidos para encontrar resultados falsificados.

O que nos dizem é um vírus mortal, parece idêntico a um Exossomo, uma parte natural da limpeza celular.

A primeira publicação científica criada para divulgar informações ao público recebeu o nome de um antigo altar usado para sacrifícios rituais chamado Pérgamo. E seu primeiro editor foi o agente do Mossad, Robert Maxwell.

Há mais de cem anos, os médicos estavam bem conscientes de como os parasitas poderiam ser mortais para o corpo humano. O principal conselheiro de John D. Rockefeller, Frederick Gates, convenceu Rockefeller a modernizar a medicina erradicando a ancilostomíase, um parasita que era conhecido por ser a maior causa de doenças em 1905. Até a década de 1980, os livros didáticos não falavam sobre vírus como a causa da doença. Eles estavam falando sobre parasitas. Hoje, embora os animais exijam desparasitação de rotina, a ciência moderna diz que isso não é um problema para os humanos.

Após décadas de pesquisa, um grupo de médicos alemães descobriu que cada célula cancerígena continha parasitas. E que se os tratamentos contra o câncer, como a quimioterapia, não conseguirem matar todos estes parasitas, então os parasitas terão as condições perfeitas para se espalharem por todo o corpo. Os parasitas começam na corrente sanguínea e se espalham para outras partes do corpo, onde se transformam em cistos. Sob um microscópio, os cistos parasitas parecem idênticos ao que chamamos de tumores. Fizeram filmes, publicaram artigos, mas tudo ficou enterrado. Porque se cem por cento dos pacientes com câncer têm parasitas, então os parasitas provavelmente estão causando o câncer. E hoje, as injeções contra a COVID, que sabemos que estão destruindo a imunidade natural, estão criando turbocânceres.

Ter um cachorro de colo com menos de cinco anos aumenta as chances de contrair esclerose múltipla (EM). O que não pode ser explicado pelo fato de a EM ser uma doença autoimune, mas pode ser explicado por parasitas cerebrais. O patologista Alan Macdonald estudou o cérebro e a medula espinhal de pacientes mortos com esclerose múltipla e todos tinham parasitas.

Todos nós temos parasitas. Os parasitas cerebrais são os mais perigosos. E o parasita Toxoplasma gondii tem uma capacidade significativa de infectar o cérebro humano. E é encontrado em insetos. Provavelmente é por isso que eles querem que comamos insetos.

A boa notícia é que existe remédio para esses parasitas. Um sistema imunológico saudável pode cuidar da maioria deles, o que requer boa nutrição, exercícios regulares, paz de espírito e amor. E a limpeza rotineira de parasitas pode cuidar do resto.


Fonte: The Reese Report



Marcadores: , , , , , , ,


sexta-feira, fevereiro 02, 2024

 

A Ciência


É comum ouvir-se pessoas dizerem: "Eu confio na ciência". O problema, nesta afirmação, é que existem DUAS ciências: a Ciência Divina, verdadeira e correta, e a Ciência Satânica (pseudociência), mentirosa e errada. Procure identificar a qual das duas ciências você está se filiando.

Marcadores: , , , ,


terça-feira, setembro 19, 2023

 

O Animal e o Divino


O homem é um dilema porque é uma dualidade. O homem não é um ser único: ele é o passado e o futuro. O passado significa o animal e o futuro significa o divino. E entre os dois está o presente, entre os dois está a existência do homem, dividida, separada em direções diametralmente opostas. 

Se o homem olha para trás, ele é um animal. É por isso que a ciência não consegue acreditar que o homem seja alguma coisa mais que não apenas outro animal; afinal, a ciência investiga somente o passado. Charles Darwin e outros estão certos de que o homem nasce dos animais. É verdade em relação ao passado, mas não em relação à totalidade do homem.

A religião olha para o possível, aquilo que pode acontecer no futuro e ainda não aconteceu. A ciência disseca a semente e não consegue achar nenhuma flor lá. A religião é visionária, sonha e é capaz de enxergar o que ainda não aconteceu: a flor. É claro, aquela flor não pode ser encontrada dissecando-se a semente.

A religião olha para o possível e acha que o homem não é um animal, e sim divino: o homem é Deus. E ambos são verdadeiros. O conflito é infundado. O conflito entre a ciência e a religião é fútil. As direções, os métodos de trabalho, os campos de atuação de ambas são totalmente diferentes.

A ciência sempre reduz tudo à fonte, enquanto a religião sempre pega um voo em direção ao objetivo. O homem é tanto um quanto o outro, e é por isso que ele é um dilema, uma ansiedade constante: ser ou não ser, ser isso ou ser aquilo?

A guerra dá uma oportunidade para o homem se tornar animal, e é por isso que a guerra tem tanta atração. A violência exerce grande atração, vide as guerras e os filmes.

É preciso que se entenda uma lei fundamental: nada pode retroceder. No máximo, pode-se fingir, no máximo, pode-se enganar, mas nada pode voltar para trás, porque o tempo não se move para trás. O tempo sempre vai em frente. Não se pode transformar um velho em uma criança, isso é impossível. A árvore não pode regredir à condição da semente original, é impossível. A evolução é contínua, e não há nenhuma forma de evitá-la ou forçá-la a regredir.

O homem é Deus em potencial e, a menos que se torne um Deus real, não haverá nenhuma possibilidade de satisfação. E, ao se tornar divino, o que fazer com o animal?

A solução mais simples que apareceu repetidamente ao longo dos séculos é a seguinte: reprimir o animal. Ou então, reprimir o divino, através da violência, através das drogas, ou seja, esquecer o divino. Esta é uma solução, embora nunca seja bem-sucedida, pois, pela própria natureza das coisas, está fadada a fracassar.

Reprimir o animal! Mas o homem não pode reprimir o animal, porque o animal tem uma energia enorme. O animal foi todo o seu passado e tem milhares de anos. Ele tem raízes profundas no homem, e este não pode se ver livre dele tão facilmente, apenas num piscar de olhos. Estará sendo simplesmente estúpido.

E o animal é a base do homem, é sua própria fundação. O homem nasce como um animal, e não é diferente de nenhum outro animal. Pode parecer diferente, mas não é, pois o fato de ter nascido homem não o torna diferente.

99% das pessoas religiosas têm feito algo completamente errado, ou seja, têm seguido exatamente a mesma lógica que é seguida pelas pessoas violentas, pelos alcoólatras. O mesmo tipo de lógica: esqueça o animal. Muitas técnicas foram desenvolvidas para esquecer o animal: entoar mantras para que se esqueça o animal, tornar-se ocupado enquanto se entoa o mantra, e seguir repetindo: "Rama, Rama, Rama, Rama." Repetir tão rápido que a mente como um todo fique repleta de vibração desta única palavra: "Rama". Essa é simplesmente uma forma de evitar o animal, embora ele esteja lá.

Pode-se prosseguir entoando o "Rama" durante séculos... o animal não vai ser alterado por meio de um truque tão simples. Não se pode enganar o animal. Vai permanecer apenas uma religiosidade muito superficial. Basta raspar qualquer homem religioso para se encontrar o animal dentro dele.

O homem vai à igreja, o homem lê a Bíblia, o homem entoa mantras, o homem faz orações, mas é tudo formal. O coração não está na ação. E o animal dentro dele ri dele e o ridiculariza. O homem pode prosseguir com seus mantras por horas, mas quando uma mulher bonita passa, de repente, toda a entonação desaparece e ele esquece tudo sobre Deus.

Qualquer coisinha que seja é suficinete! O homem é insultado e há raiva, o animal está pronto para se vingar e o homem está furioso. Na verdade, as pessoas religiosas ficam mais zangadas do que quaisquer outras pessoas, porque estas não se reprimem tanto.

Mahatma Gandhi escreveu que, mesmo aos setenta anos, ele ainda tinha sonhos sexuais. Ele esclareceu: "Durante o dia tornei-me disciplinado, e o dia inteiro nem mesmo um único pensamento sobre sexo vem a mim, Porém, à noite, estou inconsciente, de modo que toda a disciplina e todo o controle desaparecem".

A visão de Sigmund Freud é muito valiosa: para saber sobre um homem é preciso conhecer seus sonhos, e não sua vida acordado. A vida enquanto o homem está acordado é pseudo. Sua vida real se declara em seus sonhos, porque os sonhos são mais naturais, uma vez que não há repressão, não há disciplina, não há controle. Por isso, a psicanálise não se importa com a vida desperta. Basta observar a razão: a vida enquanto a pessoa está acordada é tão pseudo (falsa) que a psicanálise não acredita nela de jeito nenhum. É inútil. A psicanálise penetra nos sonhos, porque os sonhos são muito mais verdadeiros do que a chamada vida em que se está acordado.

É irônico que a vida em que se está acordado, que é tida como a vida real, não seja considerada pelos psicanalistas como real, e sim mais irreal do que os sonhos. Os sonhos são muito mais reais, porque a pessoa não está lá para distorcê-los, uma vez que está em sono profundo, a mente consciente está adormecida e o inconsciente está livre para dizer o que quiser. E o inconsciente é a sua mente verdadeira: o inconsciente é nove décimos da mente total, nove vezes maior do que a mente consciente.

E o que a pessoa faz quando luta com a sua sexualidade, com sua raiva, com a sua ganância? Continua jogando-as no inconsciente, na escuridão do porão, e achando que, ao deixar de vê-las, está se livrando delas. No entanto, não está se livrando...

Que seja compreendido de uma vez por todas: nenhuma energia pode jamais ser reprimida. A energia pode ser transformada, mas nunca reprimida.

A verdadeira religião consiste em alquimia, em técnicas e métodos de transformação.

A verdadeira religião consiste não em reprimir o animal, mas em purificá-lo, elevá-lo ao divino, usando-o como veículo para seguir em direção ao divino. Ele pode se tornar um veículo poderosíssimo, porque é energia.

O sexo pode ser usado como uma grande energia, pode ser usado como veículo até a própria porta de Deus. No entanto, se a pessoa o reprime, ela vai ficar cada vez mais enrolada...

Se a pessoa reprimir o sexo, fica irritada, pois toda a energia que se transformaria no sexo se transforma em raiva. E é melhor fazer sexo do que ficar irritado. No sexo pelo menos há algo de amor, enquanto na raiva há apenas pura violência, nada mais.

Se o sexo é reprimido, a pessoa se torna violenta - em relação aos outros ou a si mesma. Estas são as duas possibilidades: ou vai se tornar sádica e torturar os outros, ou vai se tornar masoquista e torturar a si mesma. Mas haverá sempre tortura.

Ao longo dos séculos, os soldados nunca tiveram permissão para ter relações sexuais. Por que? Porque, se os soldados tivessem permissão para ter relações sexuais, não reuniriam raiva suficiente dentro de si, violência suficiente dentro de cada um. O sexo para eles seria uma libertação, eles se tornariam mansos, e uma pessoa mansa não pode lutar. Deixe que o soldado tenha fome de sexo para que ele seja obrigado a lutar melhor. Na verdade, a violência dele é um substituto para sua sexualidade.

E Sigmund Freud está certo novamente quando diz que todas as armas são nada mais do que símbolos fálicos: a espada, a faca, a baioneta, não são nada além de símbolos fálicos. O soldado não teve permissão para entrar no corpo de alguém, no corpo de alguma mulher. Agora ele está louco para entrar, agora ele é capaz de fazer qualquer coisa. Um grande desejo pervertido entrou em seu ser agora. Sexo reprimido: ele gostaria de entrar no corpo de alguém por meio de uma baioneta, por meio de uma espada...

Ao longo dos séculos, o soldado foi forçado a reprimir seus desejos sexuais.

Pense um instante: aquele que quiser lutar vai ter que deixar de fazer sexo por alguns dias. Pode perguntar a Muhammad Ali (antigamente Cassius Clay) e a outros boxeadores: antes da luta, durante alguns dias, eles têm de se tornar celibatários. É uma obrigação! Pode perguntar aos competidores olímpicos, durante alguns dias, eles têm de deixar de fazer sexo. Isso dá um impulso, dá uma grande violência, torna os competidores capazes de lutar. Eles correm mais rápido, atacam mais rápido, porque a energia de luta está fervendo por dentro. Daí o soldado ter sido reprimido.

Basta permitir que todos os exércitos do mundo sejam satisfeitos sexualmente para que haja paz. Basta permitir que as pessoas tenham satisfação sexual para que haja menos conflitos. Se o amor se espalhar, a guerra desaparecerá - os dois não podem coexistir.

A transformação é o caminho. As pessoas não devem reprimir nada. Se a sexualidade está lá, não deve ser reprimida, pois, do contrário, cria-se uma nova complexidade, que vai ser mais difícil resolver...

Para aqueles que forem capazes de vir para a sexualidade natural, espontânea, as coisas serão muito simples, de um modo que nem se pode imaginar. E, depois, a energia resultante é também natural, e essa energia natural não cria nenhum obstáculo para a transformação. A transformação pode ocorrer se, primeiro, a pessoa aceitar o seu ser natural.

O que quer que seja natural é bom. Sim, é possível obter mais, mas isso só será possível se a pessoa aceitar sua natureza como um todo, se acolhê-la, se não se sentir culpada em relação a ela. Ser culpado, sentir-se culpado, é não ser religioso. No passado, foi dito exatamente o contrário: as pessoas devem se sentir culpadas para que sejam religiosas. E eu digo: sintam-se culpados e nunca serão religiosos.

Abandonem a culpa!

O homem é tudo aquilo que Deus fez dele. O homem é tudo aquilo que a existência fez dele.

O sexo não é criação do homem: é um presente de Deus!

Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.


Marcadores: , , , , , ,


domingo, abril 16, 2023

 

Bases da Ciência Espiritual


Fonte: Aage Nost, Spiritual Science, higher conscious thinking, and how to access the universal consciousness, Outskirts Press, 2015. ISBN: 978-1-4787-4863-2.


Existe um velho ditado: "Não existe dinheiro na solução, existe dinheiro apenas no problema". Esta é uma das razões de nós termos tantos "problemas".

A coisa que vai te segurar mais do que qualquer coisa, no seu crescimento espiritual, é o Ego. O Ego está apaixonado com a realidade física. O Ego irá comandar a Mente Consciente e Subconsciente, se você o permitir. Ele adora estar "no comando", e o único lugar que ele pode estar "no comando", é na realidade física.

O Amor é a força mais poderosa do Universo, e quando o Amor flui através de você, o Ego precisa se afastar. Se você persiste no Amor, o Ego é transmutado em pura luz.

Temos apenas três formas de ciência:

1. Ciência Física

2. Ciência Mental

3. Ciência Espiritual

Todas as outras "ciências", se você as dividir adequadamente, se encaixarão em uma dessas três categorias de ciência.

A ciência física nós conhecemos bem: carros, aviões, bombas, etc.

A ciência mental envolve a hipnose, memória fotográfica, transferência de pensamento, fotografia subliminar, e outras tecnologias da mente.

A ciência espiritual é muito pouco conhecida pela maioria das pessoas. Esta área se sobrepõe com a Religião, Física Teórica e a Física Quântica, sem ser reconhecida no entanto como tal.

Nós vivemos em um Universo criado pela mente.

Tudo no Universo está interconectado como um grande organismo.

As únicas limitações que você tem são aquelas criadas na sua própria mente.

Um excelante lugar para a comunicação Universal e Subconsciente é no chuveiro. Quantas vezes você teve uma idéia brilhante, uma inspiração ou a solução de uma questão enquanto tomava banho? Isto tem algo a ver com a água escorrendo pelo seu corpo e aterrando você ao planeta. Algo semelhante ocorre com a meditação. Um dos melhores lugares para se meditar é sentar debaixo de uma árvore com suas costas apoiada nela, com os pés descalços sobre o chão. Desta forma você está aterrado novamente. Tudo no mundo físico possui uma natureza elétrica.

[continua] 

Marcadores: , , , , , , , , , ,


 

Hipnose via Rádio, Televisão e Cinema


Cuidado! Sua mente pode ser condicionada hipnoticamente através de sons e imagens, muitas vezes tornados invisíveis à nossa mente consciente pela tecnologia, indo diretamente para nossa mente incosnciente.

É um mundo maravilhoso - e perigoso - no qual vivemos hoje, graças à ciência. O perigo surge pelo fato que as criações da ciência não possui uma consciência. O ser humano precisa suprir isso.

 https://www.youtube.com/watch?v=W7ZRmKnkFJA

Marcadores: , , , , , , ,


quarta-feira, novembro 03, 2021

 

Guerra e violência são induzidas por alienígenas


 Guerra e violência são induzidas por alienígenas

A maioria dos seres humanos gosta de cuidar da própria vida e viver em paz, mas há uma presença desumana neste mundo (o que gostamos de chamar de satânica ou demoníaca) que gosta de causar problemas entre nós e eles usarão todos os meios para fazer isso.

Um de seus meios favoritos é a ideologia ou sistema de crenças. Vários escritos ou histórias são produzidos, às vezes com base em personagens e eventos reais, que são respeitados e transmitidos de geração em geração.

Embora a maior parte dos escritos pareça positiva ou benéfica, eles podem ser habilmente planejados para fomentar a separação e a guerra entre os indivíduos e a população em geral.

As forças das trevas ou caídas já existem há muito tempo e nos conhecem muito bem - nossos pontos fortes e fracos, e usam esse conhecimento para seu próprio ganho. Eles sabem como nos excitar ou aterrorizar e são mestres do engano e da manipulação.

Existem duas maneiras principais pelas quais eles nos enganam; uma é através da religião que joga com nosso medo e emoções, e a outra é a ciência que joga com nossa ignorância e credulidade. Ambos os meios são igualmente eficazes para nos enganar.

Quando sua religião ou sistema de crença lhe diz que a verdade deles é a única e que se você não se submeter a ela irá para o inferno, isso é propaganda baseada no medo no seu melhor. Nenhuma organização tem toda a verdade, e estabelecer diversas religiões em diversos lugares e criar antagonismos entre elas é a manobra favorita do diabo.

O Diabo caído, Satanás, Lúcifer, Arconte Chefe, Demiurgo ou Deus ou Rei deste Mundo nos odeia (humanos), porque fomos projetados ou criados para substituí-lo. Temos a semente dentro de nós para nos tornarmos Deuses, mas Satanás fará de tudo para impedir que essa semente germine, desde vacinas no nascimento ou na infância até toxinas em nossa comida, água e ar. Agora, até nossa fonte de luz (o sol) está sendo ameaçada.

Além disso, nossas vidas são reguladas por leis, idéias e sistemas falsos que nos cegam ou desviam da verdade que nos libertaria. A ganância e a ignorância são encorajadas e aprendemos apenas o que beneficiará os interesses egoístas. Dinheiro, sexo, comida, drogas e entretenimento são nossos deuses e no final todos nós morremos de doença ou ignorância.

Como a religião, a ciência também foi usada para nos controlar e enganar. Muito do que nos foi ensinado sobre nosso mundo e universo é apenas teoria ou projetado para nos enganar. Nossa astronomia moderna é particularmente enganosa. Mesmo nossa história de longo prazo pode ser falsa ou imprecisa.

Toda a guerra e violência em nosso mundo não são naturalmente criadas pelo homem. Somos basicamente pacíficos por natureza, mas entidades mais poderosas e negativas do que nós estão nos usando para criar esta guerra. Muitos dos "deuses" neste plano são muito guerreiros, incluindo o deus do Antigo Testamento que ainda tem domínio sobre a maior parte da Terra.

A guerra é um estado doente. É gerado por nossos desejos e paixões que governam aqueles que comem carne e laticínios e todos os alimentos processados ​​ou desnaturados. Um estilo de vida vegano, vegano puro ou frugívoro contribuirá muito para acalmar essas paixões e estabelecer um estilo de vida ético e pacífico. Todos aqueles filmes de guerra e batalha são estúpidos e enganosos. Não há glória em matar ou mutilar os outros, mas os poderes constituídos parecem pensar assim.

Elyon, o verdadeiro Pai ou Deus de todos os Deuses a quem Jesus orou, e sua esposa Sofia, ainda estão no controle deste mundo, caso contrário a humanidade teria sido exterminada há muito tempo. Os filhos rebeldes deste casal, um dos quais é Jeová, logo serão colocados em seu lugar, para que a humanidade e a justiça possam finalmente florescer novamente. Estamos vendo isso agora como um por um, os vasos dos poderes constituídos estão sendo removidos do poder.

Parece que estamos lentamente acordando de nosso sono, mas apenas porque é hora ou está sendo permitido. Quando acordarmos totalmente, olharemos para trás e ficaremos verdadeiramente surpresos com o quão estúpidos ou enganados fomos. Que essa hora chegue rapidamente.

de volta à mesa de
volta para casa

Marcadores: , , , , , , , , ,


quarta-feira, agosto 18, 2021

 

A Guerra entre Luz e Trevas


Atualmente, existe ums guerra explícita entre as forças da luz e a força das trevas. Podemos traçar um paralelo entre os acontecimentos atuais e as passagens bíblicas do "fim dos tempos", "batalha do Armagedon", "separação entre joio e trigo", "inserção da marca da besta", etc. Por exemplo, "trigo" são as pessoas que confiam (têm fé) em Deus e no sistema imunológico que Ele implementou em nosso corpo físico e, portanto, não tomam a injeção ("vacina") contra a covid-19 e serão preservadas. "Joio" são as pessoas que serão eliminadas e que confiam na "ciência de Satanás" (na falsa ciência), nos cientistas satânicos que desenvolveram uma injeção para prover "imunização" contra a covid-19. Tomar essa injeção de "vacina" é injetar em si a "marca da besta", para facilitar sua vida na nossa sociedade satânica.

Note que, quando as trevas avançam nesta guerra, vamos perdendo as nossas liberdades individuais e quando a luz avança nós vamos ganhando mais liberdade. Note, por exemplo, o que aconteceu com nossas liberdades quando foi instituída uma pandemia planejada ("plandemia") pelos trevosos:

1. Uso obrigatório de máscaras faciais em público.

2. Pressão para tomar uma injeção mortal, chamada de "vacina", para poder frequentar certos ambientes sociais. A intenção é exterminar a maior parte da população e escravizar o que sobrar.

3. Impedir pessoas totalmente saudáveis de trabalhar e conseguir seu sustento financeiro, através da tática de lockdown, fechamento do funcionamento de indústria e comércio, para deixar as pessoas na dependência financeira do governo (escravos do governo) e para quebrar financeiramente o país.

4. Aqui no Brasil, existe um ministro trevoso do Supremo Tribunal Federal (STF) que prendeu (via Polícia Federal) um jornalista, um deputado federal no exercício do mandato e um presidente de partido político (PTB) por expressarem opiniões pessoais (verdadeiras) que foram consideradas ilegais por ele, por se oporem às opiniões pessoais deste magistrado no que tange à plandemia. Mais pulverização de liberdade individual: ter opinião própria e divulgá-la é crime! 

[continua]

Marcadores: , , , , , , , , , , ,


sexta-feira, dezembro 17, 2010

 

As Trevas e o Carma

"Não lute contra coisas inexistentes, pois você será certamente derrotado"

As trevas é uma das coisas mais misteriosas da existência - e sua vida está ligada a essa questão. Precisamos entender a natureza das trevas, porque da mesma natureza é o sono, da mesma natureza é a morte e da mesma natureza é toda a ignorância.

A primeira coisa a ser entendida é que as trevas não existem, não têm qualquer existência. É mais misteriosa a treva do que a luz, pois ela não tem absolutamente existência - pelo contrário, ela não passa de ausência de luz. Não existe trevas em lugar algum, você não as pode encontrar, elas não têm existência em si mesmas; acontece, simplesmente, que a luz não está presente.

Se há luz, não há trevas; se não há luz, as trevas aparecem. A treva é a ausência de luz, e não a presença de alguma outra coisa. Por isso é que a luz vai e vem, mas a treva permanece. Não existe, mas permanece. Você pode criar a luz, pode destruir a luz, mas você não pode criar a treva e não pode destruir a treva

A segunda coisa que você compreenderá, se contemplar a treva, é que por causa da sua não-existência, você nada pode fazer com ela. E, se você tentar fazer algo, você será derrotado. As trevas não podem ser derrotadas, pois como podemos derrotar algo que não existe? E, se você for derrotado por ela pensará: "Isso é muito poderoso, pois derrotou-me". Mas isso será absurdo! As trevas não têm qualquer poder, como pode uma coisa que não existe ter poder? Você não é derrotado pelas trevas e seu poder, você é derrotado por sua insensatez. Em primeiro lugar, você começou a lutar - e isso foi algo insensato. Como você pode lutar contra alguma coisa que não existe? Lembre-se: você tem estado lutando com muitas coisas que não existem, como com as trevas.

A moralidade, como um todo, luta contra as trevas, por isso é estúpida. O todo da moralidade, incondicionalmente, é uma luta com as trevas, uma luta contra algo que não existe.

O ódio não é real, é apenas a ausência do amor.
A cólera não é real, é apenas a ausência da compaixão.
A ignorância não é real, é apenas a ausência do estado de Buda, da Iluminação.

Toda moralidade continua lutando com o que não é. Um moralista jamais poderá ter sucesso, é impossível que o tenha. Terá que ser derrotado, pois todo o seu esforço é insensato.

E essa é a diferença entre religião verdadeira e moralidade: a moralidade tenta lutar contra as trevas e a religião tenta acordar a luz que está escondida no seu interior. Não se preocupe com as trevas, mas, simplesmente, tente encontrar a sua luz íntima. Desde que a luz ali esteja, as trevas desaparecerão. Desde que a luz ali esteja, você não precisará fazer nada em relação às trevas - elas, simplesmente, não existirão.

Esta é a segunda coisa: nada pode ser feito contra as trevas, diretamente. Se você deseja fazer algo com as trevas, você terá de fazer algo com a luz, e as trevas já ali não estarão - mas você não pode simplesmente ligar e desligar as trevas, não pode trazê-las de algures, não pode expulsá-las. Se quiser fazer alguma coisa com as trevas, deve fazê-lo por intermédio da luz, deve procurar um caminho indireto.

Nunca lute com as coisas que não existem. A mente é tentada a lutar, e a atenção é perigosa: desperdiçará as suas energias, sua vida e você se desgastará. Não se deixe tentar pela mente; veja, simplesmente, se algo tem existência real, ou se é apenas uma ausência. Se é uma ausência, não a combata, mas procure a coisa da qual ela é a ausência - e você estará, então, na pista certa.

A terceira coisa sobre as trevas é que elas estão profundamente envolvidas na sua existência de milhões de maneiras.

Sempre que você está encolerizado, sua luz interior desaparece. Na verdade, você está encolerizado porque a sua luz desapareceu, as trevas entraram. Você só pode estar encolerizado quando você está inconsciente; você não pode conscientemente encolerizar-se. Tente isso: ou você perde a consciência e a cólera se instala, ou você permanece consciente e a cólera não aparece - você não pode estar encolerizado conscientemente. O que significa isso? Significa que a natureza da consciência é exatamente igual à da luz e que a natureza da cólera é exatamente igual à das trevas. Se tem a luz, não pode ter as trevas; se você está consciente, não pode estar colérico.

As pessoas procuram-me constantemente e perguntam como fazer par não se encolerizarem. Estão fazendo a pergunta errada: quando se faz uma pergunta errada dificilmente se consegue obter a resposta certa. Faça, primeiro, a pergunta certa. Não pergunte como afastar as trevas, não pergunte como afastar as preocupações, a angústia, a ansiedade, a cólera. Analise sua mente e veja, antes de mais nada, por que elas existem ali. Elas existem ali porque você não está consciente o bastante; portanto, faça a pergunta certa: como ser cada vez mais consciente, ter cada vez maior percepção? Se perguntar como fazer para não se encolerizar, você será vítima de algum moralista. E, se perguntar como fazer para estar mais consciente, de forma que a cólera não possa existir, de forma que a ganância não possa existir, então você estará no caminho certo, então você se tornará um investigador religioso.

A moralidade é uma moeda falsa, engana as pessoas, não é, absolutamente, religião. A verdadeira religião não tem nada a ver com a moralidade, porque a religião nada tem a ver com as trevas. Ela é um esforço positivo para o despertar. Ela não se preocupa com o seu caráter. O que você faz não tem importância; você não pode mudar seu caráter. Pode enfeitar, mas não mudar. Pode colori-lo de muitas e belas maneiras, pode pintá-lo, mas não pode mudá-lo.

Pode ocorrer somente uma transformação, uma revolução; e a revolução não virá por estar relacionada com o seu caráter, com os seus atos, com aquilo que você faz, mas por estar relacionada com o seu ser. Ser é um fenômeno positivo: desde que o ser esteja alerta, desperto, consciente, as trevas desaparecem, subitamente - pois o ser é da natureza da luz.

A quarta coisa diz que o sono é tal qual as trevas. Não é por acaso que você tem dificuldade de adormecer quando existe luz ao seu redor; é que é simplesmente natural. As trevas têm afinidade com o sono, por isso é tão fácil dormir à noite. As trevas envolventes criam o ambiente adequado no qual você pode adormecer muito facilmente.

O que acontece durante o sono? Você perde gradualmente a consciência. Até que, durante um certo intervalo, você sonha; o sonhar é um estado de meia-consciência, exatamente o estado central, tendendo para a inconsciência total. Do estado desperto você está seguindo para a inconsciência total. No meio do caminho existe o sonho, e sonhos significam, apenas, que você está meio desperto, meio adormecido. Por isso é que, se você sonha continuamente, durante toda a noite, você sente-se cansado pela manhã. E, se não puder sonhar, então também se sentirá cansado, porque os sonhos existem por uma certa razão.

Durante as horas em que você está desperto, você acumula muitas coisas, pensamentos, sentimentos, assuntos incompletos, suspensos na mente. Você vê uma bela mulher no seu caminho e, subitamente, surge o desejo em você. Mas você é um homem de caráter, de maneiras, civilizado, de modo que você repele o desejo, não quer vê-lo, continua com o seu trabalho - e um desejo incompleto permanece suspenso em sua mente. Ele precisa completar-se, de outra maneira você não poderá adormecer profundamente, porque ele virá de volta, uma e mais vezes. E dirá: "Ouça! Aquela mulher é realmente bela, seu corpo tem encantos. E você é um tolo, o que está fazendo aqui? Procure-a. Você perdeu uma oportunidade!"

O desejo suspenso não permitirá que você adormeça. Então a mente cria um sonho: você está de novo no caminho, a bela mulher passa, mas dessa vez você está só e não há civilização alguma ao seu redor. Não há necessidade de maneiras, nenhuma etiqueta é exigida. Você é como um animal, natural; não há em você moralidade. Aquele é o seu mundo particular, não há policiamento que ali possa entrar, não há juiz que ali possa julgar. Você está, simplesmente, a sós e terá um sonho sexual. O sonho completa o desejo suspenso e, então, você adormece. Mas, se sonhar continuadamente, você também se sentirá cansado.

Nos Estados Unidos, existem muitos laboratórios de sonhos; nesses laboratórios, descobriu-se este fenômeno: se uma pessoa não puder sonhar, depois de três semanas ela ficará louca. É possível acordar alguém, repetidamente, logo que comece a sonhar, porque há sinais visíveis quando se começa a sonhar: as pálpebras, particularmente, começam a mover-se rapidamente, o que significa que a pessoa está tendo um sonho; quando não sonha, as pálpebras permanecem em repouso. Isso acontece porque quando se sonha, os olhos funcionam. Acorde-se a pessoa, repita-se isso durante toda a noite, sempre que ela comece a sonhar - dentro de três semanas ela enlouquecerá.

O sono não parece ser tão necessário. Se você acordar uma pessoa, quando ela não estiver sonhando, ela se sentirá cansada, mas não enlouquecerá. Que significa isso? Significa que os sonhos são uma necessidade para nós. Somos tão iludidos, toda a nossa existência é feita de tanta ilusão (de tantas mentiras) - o que os hindus chamam de maya - que os sonhos se fazem muito necessários. Sem sonhos você não pode existir: os sonhos são o seu alimento, os sonhos são a sua força; sem sonhos, você enlouqueceria. Os sonhos o desligam da loucura e, assim que esse desligamento acontece, você adormece.

Do estado desperto você passa ao sonho, e do sonho passa ao sono. Durante toda a noite, uma pessoa normal passa por oito ciclos de sonhos; entre dois desses ciclos há alguns momentos de sono profundo. No sono profundo toda a consciência desaparece, tudo é inteiramente escuro. Mas você ainda está na fronteira, pois qualquer emergência o despertará: se a casa se incendeia, você volta à sua consciência desperta; ou, se você é mãe e seu filho começa a chorar, você corre rapidamente para o despertar - de forma que você permanece na fronteira. Penetra nas trevas profundas, mas permanece na fronteira.

Na morte, você cai exatamente no centro. A morte e o sono são similares, a qualidade é a mesma. No sono, todos os dias você entra nas trevas, nas trevas completas; torna-se completamente inconsciente, cai num estado exatamente oposto ao estado de Buda. Um Buda está totalmente desperto o tempo todo, ao passo que, a cada noite, você tomba totalmente adormecido, em trevas absolutas.

No Gita, Krishna diz a Arjuna que, mesmo quando todos estão bem adormecidos, o iogue permanece acordado. Isso não significa que ele nunca dorme: ele dorme, mas só seu corpo é que o faz, seu corpo descansa. Ele não tem sonhos porque não tem desejos; se não tem desejos, não pode tê-los incompletos. E ele não dorme, como você - mesmo no mais profundo descanso a consciência dele é clara, sua consciência arde como uma chama.

Todas as noites, quando você adormece, você entra em profunda inconsciência, em coma. Na morte, você entra em coma ainda mais profundo. Todas essas situações são como as trevas e, por isso, você tem medo da escuridão. Porque ela se parece com a morte. E há pessoas que também têm medo de dormir, porque o sono também se parece com a morte.

Conheci muitas pessoas que queriam dormir, mas não conseguiam. Quando tentei compreender-lhes as mentes, percebi que elas eram, basicamente, temerosas. Diziam desejar dormir porque estavam fatigadas, mas bem no fundo receavam o sono - e isso é que criava toda a perturbação. Noventa por cento das insônias referem-se ao temor ao sono. Você tem medo. Tem medo da escuridão, tem também medo de dormir; e esse medo se relaciona ao medo da morte.

Se você compreender que tudo é escuridão e que a sua natureza interior é a luz, as coisas começarão a se modificar. Então não haverá mais sono para você, apenas repouso; então não haverá mais morte para você, apenas uma mudança de roupagem, de corpos, uma mudança de vestuário. Mas isso só poderá acontecer se você compreender a sua flama interior, sua natureza, seu mais íntimo ser.

Você não pode destruir a sua luz interior, porque as trevas não podem ser agressivas. Elas não existem: como pode, aquilo que não existe, ser agressivo? As trevas não podem destruir a luz. Mesmo uma chama pequena as trevas não podem destruir; não podem saltar sobre a luz, não podem entrar em conflito com ela - como podem as trevas destruir uma chama?

Mas as pessoas continuam pensando em termos de conflito: pensam que as trevas estão contra a luz. Isso é absurdo! As trevas não podem estar contra a luz. As trevas não podem estar contra a luz: não há luta, há, simplesmente, ausência: pura ausência, pura impotência - portanto, como pode a treva atacar?

Você continua, dizendo: "Que posso eu fazer? Eu tive uma crise de cólera" - isso é impossível; "Tive uma crise de ganância" - isso é impossível. A ganância não pode atacar, a cólera não pode atacar: elas são da natureza das trevas, e seu ser é luz; assim, a simples possibilidade não existe. A cólera surge apenas porque a sua chama (luz) interior foi completamente esquecida, você se tornou inteiramente olvidado dela, não sabe que ela existe. Esse esquecimento é que pode amortalhá-la, mas não as trevas.

Assim, a escuridão verdadeira é o seu esquecimento, que, por sua vez, chama a cólera, a ganância, a sensualidade, o ódio, o ciúme. Mas não são eles que o atacam. Lembre-se: você foi o primeiro a enviar o convite e eles o aceitaram. Eles não podem atacar e, com o seu convite, eles vieram como hóspedes, como convidados. Você pode ter esquecido que lhes fez o convite; pode esquecer, porque esqueceu a você mesmo, pode esquecer tudo. Esquecimento: eis a real escuridão.

E, no esquecimento, tudo acontece: você é como um ébrio, se esqueceu inteiramente de você mesmo, de quem é, de para onde vai, de por que vai. Você perdeu todas as direções; o seu próprio senso de direção já não existe mais; é um ébrio. Por isso é que todos os ensinos religiosos básicos insistem na auto-recordação. O esquecimento é a doença; assim, a auto-recordação deve ser o antídoto necessário.

Não lhe imponho nenhuma disciplina, não lhe digo: "Faça isso e não faça aquilo". Minha disciplina é muito fácil. Minha disciplina consiste no fazer o que se deseja - mas fazê-lo com auto-recordação: faça com que se lembre do que está fazendo. Ao caminhar, lembre-se de que está caminhando. Não será preciso verbalizar, porque a verbalização não ajudará, pois poderá tornar-se uma distração. Não precisa andar, dizendo intimamente "estou andando", porque, se disser "estou andando, estou andando", esse "estou andando" será o seu esquecimento, e, então, você não conseguirá recordar. Lembre-se, simplesmente: não há necessidade de verbalizar as suas ações.

Eu verbalizo porque estou falando com você; mas quando estiver andando, recorde, simplesmente, o fenômeno, o andar; cada passo deve ser dado com plena consciência. Comer, comendo. Não estabeleça o que comer e o que não comer. Coma o que quiser, mas com auto-recordação do que está comendo. E depressa você verá que se tornou impossível fazer muitas coisas.

Com auto-recordação, você não pode comer carne, é impossível. É impossível ser violento, se você recordar. É impossível prejudicar seja quem for porque, quando recorda a você próprio, você vê, subitamente, que a mesma luz, a mesma chama está ardendo em toda parte, dentro de cada corpo, de cada unidade. Quanto mais conhecer a sua natureza interior, mais penetrará a do outro. Como poderá matar para comer? Comer carne tornar-se-á simplesmente impossível. Não que você faça disso uma prática; seria falso, se fosse uma prática. Será falso se empenhar em não ser ladrão; você continuará a ser ladrão; encontrará formas sutis de sê-lo; se praticar a não-violência, atrás dela estará escondida a sua violência.

Não, a religião não pode ser praticada. A moralidade pode ser praticada e, por isso, cria hipócritas, cria rostos falsos. A religião cria seres autênticos; não pode ser praticada. Como você pode praticar o ser? Torne-se simplesmente mais consciente, e as coisas começarão a se modificar. Torne-se mais da natureza da luz, simplesmente, e as trevas desaparecerão.

Durante milhões de vidas, por muitas eras, você permaneceu nas trevas; mas não se sinta deprimido nem desesperançado com isso, porque, mesmo tendo estado nas trevas durante milhões de vidas, neste exato momento você pode alcançar a luz, eliminando as trevas.

Observe: suponha que uma casa ficou fechada durante cem anos, no escuro; você entra nela e acende uma luz. Por acaso a escuridão dirá: "Eu tenho cem anos e esta luz mal acaba de nascer"? Dirá a escuridão: "Não vou desaparecer. Você terá de acender uma luz durante, pelo menos, cem anos e só então desaparecerei"? Não; mesmo uma pequena luz acabada de nascer é suficiente para dispersar uma escuridão muito antiga. Será que, em cem anos, a escuridão se fez inveterada? Mas não, a escuridão não pode ter-se feito inveterada, porque ela não existe. Ela apenas espera pela luz - no momento em que a luz penetra, a escuridão desaparece; ela não pode resistir, porque ela não tem existência positiva.

Há quem venha a mim, dizendo: "Você diz que a Iluminação súbita é possível. Então, o que acontece com as nossas vidas passadas e nossos passados karmas?" Nada. Eles são da mesma natureza da escuridão. Você pode ter sido um assassino, você pode ter sido um ladrão, assaltante, você pode ter sido um Hitler, um Gengis Khan, ou até pior, não faz qualquer diferença. Desde que você se recorde de você mesmo, a luz se fará presente e todo o passado imediatamente desaparecerá; não permanecerá mais nem por um só momento. Se você matou, isso não significa que você seja um assassino. Você matou porque não estava consciente de você mesmo, não estava consciente do que fazia.

Conta-se que Jesus disse, na cruz: "Perdoai-lhes, Pai, porque eles não sabem o que fazem". Com isso ele estava dizendo: "Eles não são da natureza da luz, não se recordam de si próprios. Eles estão agindo em completo esquecimento (de quem são), movem-se e tropeçam na escuridão. Perdoai-lhes; eles não são responsáveis pelo que quer que façam". Como pode uma pessoa que não se recorda de si própria ser responsável por algo?

Ser responsável significa recordar.

Seja o que for que você tenha feito, digo-lhe, não se preocupe. Aconteceu porque você não estava consciente, estava na ignorância. Acenda uma chama interior, procure-a, busque-a, ela existe - e, de um momento para outro, todo o passado desaparecerá, como se tudo tivesse acontecido num sonho. Na verdade, seu passado foi realmente um sonho, porque você não estava consciente. Todos os karmas aconteceram em sonho; são da mesma matéria com que são feitos os sonhos.

Você não precisa esperar que seus karmas sejam esgotados - caso contrário, você terá de esperar por toda a eternidade. Mesmo então, você não poderá sair da roda porque, simplesmente, não poderá apenas esperar pela eternidade; você estará fazendo muitas coisas, nesse entretempo, e, então, gerará mais karma e o círculo jamais se completará. Você se moverá continuamente e, continuamente fará coisas e novas coisas o ligarão a outras coisas futuras - e, então, onde estará o fim? Não, não há necessidade. Simplesmente, faça-se consciente e, de súbito, todos os seus karmas tombam. Num só momento de intensa consciência, todo o passado desaparece, torna-se refugo.

Essa é uma das coisas mais fundamentais que o Oriente descobriu. O Cristianismo não pode entendê-la. Continua a pensar em termos de julgamento, Dia do Juízo Final, quando todos deverão ser julgados pelos seus atos. Se assim fosse, Cristo ter-se-ia enganado quando disse: "Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Onde ficaria esse perdão? Os judeus não podem entender isso (Lei de Talião: "Olho por olho, dente por dente"); os muçulmanos também não podem entender isso (vide o Jihad, a Guerra Santa).

Os hindus penetraram no âmago do problema: o problema não é o agir, o problema é ser. Desde que você compreenda seu ser interior e a luz, você já não será deste mundo. O que quer que tenha acontecido no seu passado foi apenas um sonho. Por isso dizem os hindus que todo este mundo é um sonho; só você não é um sonho, só o sonhador não é um sonho. À exceção de você, tudo mais é um sonho.

Observe a beleza desta verdade: só o sonhador não é um sonho; o sonhador não pode ser um sonho porque, de outra maneira, o sonho não poderia existir. Pelo menos alguém, o sonhador, tem de ser um fenômeno real.

Durante o dia você está acordado e faz várias coisas: vai à loja, vai ao mercado, trabalha numa fazenda, ou numa fábrica, faz milhões de coisas. À noite, quando adormece, você se esquece de tudo isso, tudo desaparece e um novo mundo tem início - o mundo do sonho. E, agora, os cientistas dizem que você deve dar ao sonho o mesmo tempo que dá ao estado desperto. O mesmo número de horas que você passa acordado deve passar dormindo. Em sessenta anos, se vinte anos forem devotados ao trabalho, que você realiza acordado, vinte anos também deverão ser devotados ao sonho, dormindo. O mesmo tempo, exatamente o mesmo tempo, deve ser devotado ao sonho. Assim, o sonho não é menos real e necessário, tem o mesmo valor.

À noite você sonha e se esquece de seu mundo desperto. Em profundo sono, você esquece tanto o seu mundo desperto, como o seu mundo de sonho. Pela manhã, novamente no seu mundo desperto, que voltou a existir, você se esquece de seu sonho e de seu sono. Mas uma coisa permanece continuadamente: VOCÊ. Quem recorda os sonhos? Pela manhã, quem diz: "Sonhei na noite passada"? Pela manhã, quem é que diz: "Na noite passada dormi bem, profundamente, sem sonhar"? Quem?

Para que isso ocorra, deve haver uma testemunha que permanece a seu lado, que sempre fica de lado, observando. O despertar vem, o sonho vem, o sono vem e, no entanto, alguém está sempre a seu lado observando. Só isso é real, porque existe em todos os estados. Outros estados desaparecem, mas essa presença (testemunha) permanece em todos os estados; é a única coisa permanente em você.

Alcance essa testemunha cada vez mais. Torne-se mais e mais alerta, torne-se mais e mais uma testemunha, um espectador. Tudo o mais é sonho; só o sonhador é a verdade. Ele precisa ser verdadeiro; se não o for, como acontecerão os sonhos? Ele é a base. As ilusões só acontecerão se ele ali estiver.

E, desde que você se recorde, você começará a rir. Que tipo de vida existe sem a recordação? Você é um ébrio, passando de um estado a outro, sem saber o porquê, vagando sem direção.

Há três abordagens possíveis da realidade: uma é a abordagem empírica, a abordagem da mente científica, feita com base na experimentação com o mundo objetivo e, a não ser que algo seja provado pela experiência, não é aceito. A outra abordagem é a da mente lógica. Essa não realiza experiências; pensa, simplesmente, argumenta, encontra os prós e contras, e, só pelo esforço mental, raciocinando, conclui. E a terceira abordagem é a metafórica, a abordagem da poesia e da religião. Essas três abordagens existem: três dimensões através das quais procura-se chegar à realidade.

A ciência não pode ir além do objeto, porque a própria abordagem cria essa limitação. A ciência não pode ir além do exterior, porque as experiências só são possíveis com o que é externo. A filosofia e a lógica não podem ir além do subjetivo, porque são esforços da mente, trabalhos da mente. Não é possível dissolver a mente, não é possível a ninguém ir além da mente. A ciência é objetiva, a lógica e a filosofia são subjetivas. A religião e a poesia vão além: são pontes de ouro que ligam o objeto à substância. E, então, tudo se transforma num caos - criativo, naturalmente. Na verdade, não há criatividade se não houver caos. Tudo se torna indiscriminado e as divisões desaparecem.

Podemos dizer que a ciência é a abordagem do dia, em pleno meio-dia; tudo é claro, distinto, delimitado e você pode ver bem o outro. A lógica é a abordagem da noite; é o tatear no escuro apenas com a mente, sem qualquer apoio experimental, apenas usando o pensamento. A poesia e a religião são abordagens crepusculares, estão exatamente no meio.

É por isso que a poesia fala por metáforas; e a religião é a poesia definitiva, a religião também fala por metáforas. Lembre-se, as metáforas não devem ser tomadas literalmente, senão você perde o propósito. Quando digo "luz interior", não pense em termos literais. Quando digo "luz interior", faço uma metáfora. Algo é indicado, mas não é demarcado ou definido. Algo que tem a natureza da luz, mas não é exatamente a luz - eis a metáfora.

A religião fala por metáforas; não pode falar de outra maneira, não há outra maneira. Se estive num outro mundo onde vi flores que não existem nesta terra, e chego junto de você para falar dessas flores que deverei fazer? Terei de usar metáforas e símiles. Direi "como rosas" - mas não eram rosas. Se assim não fosse, por que diria "como rosas", se simplesmente poderia dizer "rosas"? Mas não se trata de rosas, aquelas flores têm uma qualidade diferente.

"Tal como" significa que estou tentando ligar meu conhecimento do outro mundo a seu conhecimento deste mundo - daí os símiles, as metáforas. Você conhece rosas, mas não conhece as flores de um outro mundo. Eu as conheço e tento transmitir-lhe algo daquele mundo; por isso digo que as flores são tal como rosas. Não se zangue comigo, quando chegar àquele mundo e não encontrar rosas; não me arraste a um tribunal, porque jamais tive a intenção de ser literal. Apenas a qualidade da rosa é indicada, apenas um gesto, um dedo apontando para a lua. Não agarre o dedo, ele é irrelevante; olhe para a lua e esqueça o dedo. Esse é o significado da metáfora: não se agarre à metáfora.

A religião fala por metáforas; não há outra forma, porque a religião fala de um outro mundo, o mundo do além. Tente encontrar símiles neste mundo, use palavras impróprias, mas essas palavras impróprias são as únicas disponíveis, de forma que temos de usá-las.

A religião precisa de confiança. A confiança pode fazer com que a faculdade de duvidar da mente (algo que caracteriza os seres humanos, diferentemente dos animais) adormeça; é algo parecido com a hipnose. Assim, quando as pessoas lhe dizem "Esse homem, esse Osho, hipnotinou-o", elas têm razão, de certa forma: se você confia em mim, está como que hipnotizado. Apesar de bem acordado, você deixou que sua razão se desvanecesse - e agora a imaginação funciona com sua capacidade total; agora você está numa situação perigosa.

Se der oportunidade à imaginação, você poderá imaginar toda sorte de coisas: a kundalini chegando, os chakras estão se abrindo. Toda sorte de coisas você poderá imaginar, e elas acontecerão com você. E são tão belas - mas não são verdadeiras. Assim, quando você confiar numa pessoa, mesmo confiando deve ter consciência da sua imaginação. Confie, mas não se torne uma vítima da imaginação. O que quer que esteja sendo dito aqui é metafórico. E recorde-se, sempre, de que todas as experiências são imaginação. De todas as experiências, digo eu, incondicionalmente - só o experimentador é a verdade.

Assim, seja qual for a sua experiência, não lhe dê muita atenção e nem comece a gabar-se dela. Lembre-se, apenas, de que tudo quanto é experimentado é ilusório; só aquele que realiza a experiência é verdadeiro. Atente para a testemunha; focalize a testemunha, e não as experiências. Por mais belas que sejam, todas as experiências são semelhantes ao sonho e é preciso que se vá além delas.

Assim, se a religião é poética, temos de falar metaforicamente. O discípulo que confia profundamente pode, facilmente, ser vítima da imaginação - é preciso estar sempre bem alerta. Confie, ouça as metáforas, mas recorde-se de que são apenas metáforas. Confie; muitas coisas começarão a acontecer, mas lembre-se: tudo é imaginação, menos você. E tem de chegar a um ponto no qual não há experiências, onde só existe o experimentador, silenciosamente.

Só a testemunha, a consciência, permenece observando tudo. Todas as experiências desaparecem e só o próprio cenário de todas as experiências permanece. Você permanece; tudo o mais está perdido. Lembre-se, porque você confia em mim, que falo por metáforas - e, então, a imaginação é possível. Imaginazione: cuidado com essa doença.

Fonte: Osho, Tantra: A Suprema Compreensão, Editora Cultrix, 1992.

Marcadores: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


segunda-feira, fevereiro 12, 2007

 

Pare de Morrer e Viva para Sempre

Fonte: Stanley Spears, Stop Dying and Live Forever, DeVorss & Co. Publishers, 1972.

Eu te dou um novo mandamento: PARE DE MORRER E VIVA PARA SEMPRE. Quem disse isso? Foi Jesus, o mestre professor, o mostrador do caminho, o exemplo vivo da vida triunfante sobre a morte.

Minha única intenção e propósito é declarar e demonstrar nos níveis científico, psicológico, mental, fisiológico e espiritual que o homem e a mulher podem e eventualmente irão viver tanto quanto escolherem em um corpo físico redimido. Eu não estou aqui tratando dos planos astrais de algum tipo de existência mental subjetiva após a morte da forma física.

Eu também declaro que as necessidades gêmeas da vida, carma e reencarnação, são apenas medidas temporárias que operam até que os homens e mulheres possam elevar suas faculdades físicas, mentais, psíquicas e espirituais para aceitar, assimilar e responder às leis mais elevadas do Universo. O homem foi feito perfeito originalmente, na imagem e semelhança da Vida Divina e operou numa condição perfeita e imortal até que Adão fez o erro fatal (mas curável) de tornar-se fascinado com o envelhecimento, decaimento e morte das formas animal e vegetal à sua volta. Explicaremos como em Adão "todos os homens morrem" mas em Cristo "todos os homens viverão".

Não existe qualquer razão para acreditar que, obedecendo certas regras de vida, nosso presente corpos físicos não devam se reparar, regenerar e reproduzir a si mesmos durante tanto tempo quanto nós decidamos habitar neles.

Além disso, a morte não é natural. Devemos parar de caluniar Deus declarando que os desastres que resultam em morte e destruição são a vontade de Deus. O Princípio Criativo que os homens chamam Deus não está preocupado com a deterioração, degeneração, destruição, morte e decaimento. Deus não tem noção de tais incidentes destrutivos. Essas condições são causadas pelo homem, o rebelde perverso e teimoso.

Não existe oposição ou hostilidade entre a verdadeira ciência e a verdadeira doutrina espiritual. A única dificuldade está em reconciliar as linguagens e as abordagens.

[continua]

Marcadores: , , , , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?