sábado, maio 04, 2024
As Leis da Vida - 3
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
3. Lei da Evolução: TUDO EVOLUI
Tudo muda, mas não muda simplesmente por mudar. Há uma inteligência nesse processo de mudança. Muda para evoluir. Tudo evolui. Tudo segue o trajeto do universo que se expande.
Assim, tudo segue esse caminho: do simples para o complexo, do caótico para o organizado, do pior para o melhor, do ignorante para o sábio, do atrasado para o avançado, do impotente para o poderoso, da criança ao adulto, do bruto para o polido.
A consciência de cada um, nas experiências cotidianas, vai se expandindo, e quanto mais expandida, mais evoluída será. Sua vida atual é melhor que todas as anteriores. Então, o mundo vai estar melhor daqui a cem anos? Com certeza absoluta.
Muitos argumentam que o mundo está mais violento hoje do que nos tempos de seus avós. Está nada! Está muitíssimo mais calmo se considerarmos proporcionalmente os números da violência com o número de habitantes do planeta daquela época e de agora.
O fato é que hoje a midia escancara cada crime que acontece na esquina. Hoje você assiste a uma guerra em tempo real. Desligue sua televisão por um mês e você vai sintonizar um mundo de paz.
Nossa consciência também segue esse trajeto: do latente primitivo e obtuso para o sofisticado, para as qualidades, para as virtudes, para o brilho, para a genialidade, para o iluminado. Quer queira quer não, você vai melhorar. Portanto, não importa o caminho que você faça nem o jeito como você vai, você vai melhorar. Portanto, seja otimista.
"Ah, mas não é bem assim que acontece com a maioria das pessoas, pois acabam tendo uma velhice sofrida e morrem bem pior que no auge da idade". Mas quem disse que a morte é o fim? Se a melhora não vem durante a vida, por conta das crenças erradas que a pessoa cultiva, virá no astral, e se não melhorar no astral, melhora na próxima vida.
A vida é um processo contínuo. Tudo continua. A morte não vem ao caso. É apenas um acidente de percurso, como um casamento, uma formatura, uma viagem, uma perda de emprego. A morte simplesmente provoca uma mudança de rotina. Há muitas pessoas com a cabeça boa que morrem na velhice com um padrão de vida bem melhor que no auge da idade.
Não existe erro. A gente só faz o que sabe. Você nunca errou. Hoje você faz diferente porque aprendeu com o "erro". Todo "erro" é captalizado para a evolução, para o sucesso da pessoa.
Do ponto de vista cósmico, tudo conta, tudo faz parte do processo. Ninguém salva ninguém. Nenhuma religião salva ninguém porque ninguém está perdido. Ninguém se perde. Está onde precisa estar, no seu caminho, no seu jeito, de acordo com o grau de consciência, de evolução dele.
A individualidade é sagrada no universo. Portanto, seja diferente, seja a ovelha negra. Você não precisa de pastor. O pastor só sabe o que é bom para ele. Você é seu próprio guia. Só o diferente aparece. Só o diferente se destaca e tem sucesso. Você não é uma ovelha comum.
Evoluir é tomar consciência do que já é. É descobrir. Tirar o que cobre, e o que cobre simplesmente é a ignorância.
Não adianta se agarrar no que dizem por aí. O que é para você só será para você. Já está escrito em você. Então, relaxe. Só vai ser o que já é, mas que ainda não emergiu. Seu caminho jamais será igual ao do outro.
Quando você se compara e quer fazer do jeito do outro, esta fantasiando e indo contra a lei da vida segundo a qual tudo é único. Pare de se comparar, para de exigir de você o que não é seu. Isso é se amar. Isso é ser seu melhor amigo.
Faça o que fizer de errado, isso está certo e você vai melhorar, evoluir. É a lei. Você não vai perder aquilo que fez de errado. Apenas vai transformá-lo em algo melhor. É assim o processo de expansão da consciência.
Deus é infinito e as possibilidades são infinitas. Tudo já é em Deus, mas nós vamos descobrindo no processo evolutivo. Para nós é novidade, mas Deus já sabia.
Quer evoluir mais rápido? Viva no aqui e agora. Curta o aqui e agora. Quem não curtir uma rosa não terá um jardim. Quanto mais tempo ficar curtindo aquilo, mais você ficará positivo e mais as coisas acontecerão. O domínio dos seus poderes é que faz a evolução.
Por falar em evolução, imediatamente vem à mente a evolução das espécies, segundo a Ciência, mais especificamente a evolução do ser humano. E a pergunta que emerge é: o homem veio do macaco?
Não. O homem veio do mesmo ser que originou o macaco. Ambos têm origem comum, mas em determinado instante os macacos seguiram um caminho e os humanos seguiram outro. Se não fosse assim, o macaco atual poderia evoluir e se tornar humano, mas isso nunca vai ocorrer.
Somos todos extraterrestres. Foi dessa maneira que desapareceram tantas raças, como os sumérios, os egípcios e alguns povos indígenas. Os quenão se transformaram e não se adaptaram aos novos propósitos dos criadores da Terra tiveram que deixá-la, e migraram para outros planetas ou para outras dimensões. A Terra tem três dimensões físicas: uma em que a evolução ocorre muito lentamente, uma intermediária, que é a que habitamos, e outra acelerada, onde vibram seres mais evoluídos, e tudo acontece muito rápido. Cada Terra física tem seus astrais correspondentes. É o plano astral que molda o plano material.
No astral também se constroem cidades, as pessoas se organizam em sociedade, há estudos, ciências, artes e, como aqui, lá também tudo evolui. Dessa forma, o que existe no mundo físico já passou pelo astral, e tudo que é vivo aqui volta para o astral. Na verdade, nunca saiu do astral. Da matéria sim, do astral não, porqueo fato de agente encarnar não quer dizer que saiu do astral.
A matéria limita nossa mente e não percebemos o astal, mas quem está no astral percebe o material e percebe também que os dois planos não estão separados. Quando você reencarna, você vai para uma viagem, mas não sai do astral, porque você fica nos dois. A diferença é que, quem está no astral não está nos dois, mas quem está na matéria está nos dois.
Nós estamos ao mesmo tempo no físico e no astral, por isso precisamos dormir. Toda vez que dormimos vamos para o mundo astral. É lá que repomos nossas energias, nos refazemos e voltamos, senão não aguentaríamos. A pessoa pode passar cinquenta dias sem comer que sobrevive, mas não sobrevive uma semana sem dormir.
O mundo físico é um estado peculiar, não é nosso estado natural. Quando chegamos ao astral, iremos perceber que tudo é astral. É quw a matéria tem um poder de sedução muito forte. Ela tem um poder de pressão tão denso, tão cheio de sensações, que dá a impressão de que estamos aqui. A gente está no astral com a impressão de que está só na matéria.
A matéria é só uma passagem. O habitat de todo mundo é o astral. A Terra física é só um adendo da Terra astral. Viemos para o mundo físico para facilitar o processo de evolução, porque aqui tudo é mais lento, menos dinâmico devido à densidade da matéria. Ou seja, a matéria existe para servir aos propósitos de contenção e disciplina. Sem nenhuma disciplina mental, a vida da pessoa no astral se torna um verdadeiro inferno.
A Terra, ficando mais pura, ficará mais acelerada, favorecendo os que aqui ficarão e outros seres mais evoluídos que pretendem viver aqui. Os que não conseguirem se adaptar às mudanças serão transferidos para outros planetas ou para a Terra mais densa. Sem dúvida, os que migrarem rão dominar os povos que lá estiverem, pois aqui é mais acelerado que lá.
Pode-se perguntar: "Será que antes de encarnar, ou mesmo em outras vidas, eu não fiz uma espécie de contrato segundo o qual, faça eu o que fizer, nesta encarnação não vou me tornar rico, ou não vou emagrecer, ou não vou curar tal doença, ou não vou ser feliz no amor, no intuito de desenvolver certas virtudes, certas faculdades ou habilidades, porque essa experiência me libertará mais e atenderá aos anseios do meu espírito?"
De acordo com o Calunga, decididamente a resposta é "não". Essa é uma crença muito limitadora. Não existe nenhuma espécie de contrato nesse sentido. Todo poder está no aqui e agora. O passado não pode de maneira alguma prevalecer sobre o presente.
Querer não é poder. Muita gente quer muito porque acredita que não vai ter. Quanto mais a pessoa acredita que não, mais ela quer. Quem quer muito é porque já tem um grande "não" dentro de si. Repare as pessoas que têm as coisas com facilidade. Elas não têm esse querer ansioso. Elas não fazem força para ter, porque creem que já são ou que já têm.
Por isso a filosofia chinesa prega o não desejo. Cabe aqui o exemplo do ar na mão. Se você quiser segurá-lo fechando a mão, ele irá escapar; se você abrir a mão, ela fica cheia de ar. Do ponto de vista da espiritualidade, quando você crê que é para você, a coisa vem. Crer não é simplesmene dizer "eu creio", mas sentir no corpo que aquilo é para você. É estar convicto daquilo. Já está no plano divino.
Crença comum: "Aquela pessoa fez isso, fez aquilo, por isso precisa pagar". Lei da evolução: Não é errado errar. Todos só fazem o que sabem, no seu devido grau de evolução. Do ponto de vista da espiritualidade, não há erro, mas aprendizado. O que as pessoas chamam de erro, na verdade, é uma tentativa de acertar. Ela está tão somente na ignorância.
Onde houver ignorância, haverá dor. A dor é o próprio estímulo para a pessoa sair da ignorância e não ter mais dor. Ninguém está pagando nada pra ninguém. Só está se exercitando para sair da ignorância.
Diante da infinita sabedoria divina e do espírito, nós não passamos de criancinhas aprendendo as coisas. Diante da infinita generosidade e bondade divinas, Deus aplaude tudo que as pessoas fazem.
É como um bebê que está aprendendo a andar e cai. Os pais não vão bater nele porque ele errou. Ao contrário, vai aplaudi-lo, apoiá-lo e, se precisar, socorrê-lo. Ele está apenas tentando acertar. Os pais sabem que dentro de um mês ele estará andando.
Deus age da mesma forma conosco e cobra de ninguém. E por que iria cobrar, se Ele sabe que mais pra frente todos melhorarão, ou seja, sairão da ignorância? O tombo do bebê é apenas um estímulo para ele aprender a andar de forma segura.
Crença comum: "É meu carma, fazer o que?". Lei da evolução: Não existe carma. Não existe o "faz, paga". Ninguém cobra nada de ninguém. É a própria pessoa que cobra de si, porque ainda não conhece a lei da individualidade, a lei da perfeição e a lei do crer. A pessoa está tão-somente colhendo os frutos de suas crenças e atitudes.
Cada um responde por seus atos. Cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida. Responder significa ser responsável. É um ponto de vista totalmente diferente do carma.
No carma, a pessoa está pagando, por isso é tida como vítima. Na responsabilidade, ela está apenas respondendo, ou seja, ela é o agente. Como vítima não há muito o que fazer, como agente a pessoa detém o poder e, na medida em que ela muda suas crenças, os resultados são outros e, nessas experiências, ela evolui. Ou seja, no carma a pessoa é vítima, portanto o poder está fora dela.
Na autorresponsabilidade, a pessoa é o agente e, assim, detém o poder. No conceito de autoresponsabilidade, ninguém agride ninguém. São apenas companheiros de jornada tentando aprender e evoluir.
Em outras palavras, o "agressor" apenas vem dizer para o "agredido" o que ele está fazendo contra si e que está na hora de mudar suas crenças e atitudes para não atrair mais agressividade. Esta é uma visão libertadora, enquanto no carma a suposta vítima está presa na própria crença.
Crença comum: "Com tanta violência, a vida dos nossos filhos e netos vai ser um caos". Lei da evolução: Vai nada. Vai ser muito melhor que hoje. Proporcionalmente ao número de habitantes do planeta, o mundo hoje está bem menos violento que nos tempos dos nossos avós. É que as pessoas adoram uma tragédia e ficam ligadas na mídia, vendo violência e as desgraças do povo.
Hoje, qualquer crime que acontece na periferia da Grande São Paulo, que tem em torno de vinte milhões de habitantes, é transmitido pela televisão. As guerras são vistas em tempo real.
A vida atual de cada um é melhor que todas as anteriores. O mundo vai estar bem melhor no futuro. Agora, se a pessoa acredita que a vida será cada vez pior, para ela será, porque a realidade de cada um é feita de acordo com suas crenças.
Crença comum: "O aquecimento global vai acabar com o planeta". Lei da evolução: Vai nada. A lei da evolução não permite. A Terra já passou por outros fenômenos piores e não acabou. É muita pretensão do homem achar que pode destruir o planeta, como se não houvesse uma sabedoria superior cuidando de tudo.
Se os anjos construtores e donos da Terra quisessem, poderiam interferir a qualquer momento e acabar com o aquecimento global. Só não o fazem porque não é necessário. Eles só interferem se o planeta correr risco real de extinção.
Crença comum: "Só a dor faz a pessoa evoluir". Lei da evolução: Não necessariamente. Ou vai pelo amor, ou vai pela dor. No atual estágio evolutivo do planeta, a dor conta muito no processo de expansão da consciência das pessoas, pois há muita ignorância, isto é, falta de conhecimento.
Onde há lucidez, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Quando se usa a inteligência, a dor deixa de funcionar como estímulo. O espírito só lança mão da dor porque a pessoa não entende outra linguagem.
Exemplo: O preconceituoso, apesar de todos os esclarecimentos a respeito, apesar dos fatos e exemplos evidenciarem que sua atitude é desfavorável, na sua ignorância não tem o discernimento necessário para perceber que aquilo é prejudicial. Sua inteligência ainda não consegue alcançar as mensagens, então, só sofrendo na própria pele para tomar consciência.
Com o uso da inteligência, do discernimento, do bom senso, as pessoas podem evoluir pelas experiências dos outros, por meio de uma leitura, de um aconselhamento, de um curso, evitando, assim, a vivência dolorosa.
Marcadores: carma, comparação, consciência, dor, dormir, evolução, ignorância, leis, mundo astral, vida
Marcadores: carma, comparação, consciência, dor, dormir, evolução, ignorância, leis, mundo astral, vida
segunda-feira, abril 22, 2024
As Leis da Vida - 3
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
3. Lei da Evolução: TUDO EVOLUI
Tudo muda, mas não muda simplesmente por mudar. Há uma inteligência nesse processo de mudança. Muda para evoluir. Tudo evolui. Tudo segue o trajeto do universo que se expande.
Assim, tudo segue esse caminho: do simples para o complexo, do caótico para o organizado, do pior para o melhor, do ignorante para o sábio, do atrasado para o avançado, do impotente para o poderoso, da criança ao adulto, do bruto para o polido.
A consciência de cada um, nas experiências cotidianas, vai se expandindo, e quanto mais expandida, mais evoluída será. Sua vida atual é melhor que todas as anteriores. Então, o mundo vai estar melhor daqui a cem anos? Com certeza absoluta.
Muitos argumentam que o mundo está mais violento hoje do que nos tempos de seus avós. Está nada! Está muitíssimo mais calmo se considerarmos proporcionalmente os números da violência com o número de habitantes do planeta daquela época e de agora.
O fato é que hoje a midia escancara cada crime que acontece na esquina. Hoje você assiste a uma guerra em tempo real. Desligue sua televisão por um mês e você vai sintonizar um mundo de paz.
Nossa consciência também segue esse trajeto: do latente primitivo e obtuso para o sofisticado, para as qualidades, para as virtudes, para o brilho, para a genialidade, para o iluminado. Quer queira quer não, você vai melhorar. Portanto, não importa o caminho que você faça nem o jeito como você vai, você vai melhorar. Portanto, seja otimista.
"Ah, mas não é bem assim que acontece com a maioria das pessoas, pois acabam tendo uma velhice sofrida e morrem bem pior que no auge da idade". Mas quem disse que a morte é o fim? Se a melhora não vem durante a vida, por conta das crenças erradas que a pessoa cultiva, virá no astral, e se não melhorar no astral, melhora na próxima vida.
A vida é um processo contínuo. Tudo continua. A morte não vem ao caso. É apenas um acidente de percurso, como um casamento, uma formatura, uma viagem, uma perda de emprego. A morte simplesmente provoca uma mudança de rotina. Há muitas pessoas com a cabeça boa que morrem na velhice com um padrão de vida bem melhor que no auge da idade.
Não existe erro. A gente só faz o que sabe. Você nunca errou. Hoje você faz diferente porque aprendeu com o "erro". Todo "erro" é captalizado para a evolução, para o sucesso da pessoa.
Do ponto de vista cósmico, tudo conta, tudo faz parte do processo. Ninguém salva ninguém. Nenhuma religião salva ninguém porque ninguém está perdido. Ninguém se perde. Está onde precisa estar, no seu caminho, no seu jeito, de acordo com o grau de consciência, de evolução dele.
A individualidade é sagrada no universo. Portanto, seja diferente, seja a ovelha negra. Você não precisa de pastor. O pastor só sabe o que é bom para ele. Você é seu próprio guia. Só o diferente aparece. Só o diferente se destaca e tem sucesso. Você não é uma ovelha comum.
Evoluir é tomar consciência do que já é. É descobrir. Tirar o que cobre, e o que cobre simplesmente é a ignorância.
Não adianta se agarrar no que dizem por aí. O que é para você só será para você. Já está escrito em você. Então, relaxe. Só vai ser o que já é, mas que ainda não emergiu. Seu caminho jamais será igual ao do outro.
Quando você se compara e quer fazer do jeito do outro, esta fantasiando e indo contra a lei da vida segundo a qual tudo é único. Pare de se comparar, para de exigir de você o que não é seu. Isso é se amar. Isso é ser seu melhor amigo.
Faça o que fizer de errado, isso está certo e você vai melhorar, evoluir. É a lei. Você não vai perder aquilo que fez de errado. Apenas vai transformá-lo em algo melhor. É assim o processo de expansão da consciência.
Deus é infinito e as possibilidades são infinitas. Tudo já é em Deus, mas nós vamos descobrindo no processo evolutivo. Para nós é novidade, mas Deus já sabia.
Quer evoluir mais rápido? Viva no aqui e agora. Curta o aqui e agora. Quem não curtir uma rosa não terá um jardim. Quanto mais tempo ficar curtindo aquilo, mais você ficará positivo e mais as coisas acontecerão. O domínio dos seus poderes é que faz a evolução.
Por falar em evolução, imediatamente vem à mente a evolução das espécies, segundo a Ciência, mais especificamente a evolução do ser humano. E a pergunta que emerge é: o homem veio do macaco?
Não. O homem veio do mesmo ser que originou o macaco. Ambos têm origem comum, mas em determinado instante os macacos seguiram um caminho e os humanos seguiram outro. Se não fosse assim, o macaco atual poderia evoluir e se tornar humano, mas isso nunca vai ocorrer.
Somos todos extraterrestres. Foi dessa maneira que desapareceram tantas raças, como os sumérios, os egípcios e alguns povos indígenas. Os quenão se transformaram e não se adaptaram aos novos propósitos dos criadores da Terra tiveram que deixá-la, e migraram para outros planetas ou para outras dimensões. A Terra tem três dimensões físicas: uma em que a evolução ocorre muito lentamente, uma intermediária, que é a que habitamos, e outra acelerada, onde vibram seres mais evoluídos, e tudo acontece muito rápido. Cada Terra física tem seus astrais correspondentes. É o plano astral que molda o plano material.
No astral também se constroem cidades, as pessoas se organizam em sociedade, há estudos, ciências, artes e, como aqui, lá também tudo evolui. Dessa forma, o que existe no mundo físico já passou pelo astral, e tudo que é vivo aqui volta para o astral. Na verdade, nunca saiu do astral. Da matéria sim, do astral não, porqueo fato de agente encarnar não quer dizer que saiu do astral.
A matéria limita nossa mente e não percebemos o astal, mas quem está no astral percebe o material e percebe também que os dois planos não estão separados. Quando você reencarna, você vai para uma viagem, mas não sai do astral, porque você fica nos dois. A diferença é que, quem está no astral não está nos dois, mas quem está na matéria está nos dois.
Nós estamos ao mesmo tempo no físico e no astral, por isso precisamos dormir. Toda vez que dormimos vamos para o mundo astral. É lá que repomos nossas energias, nos refazemos e voltamos, senão não aguentaríamos. A pessoa pode passar cinquenta dias sem comer que sobrevive, mas não sobrevive uma semana sem dormir.
O mundo físico é um estado peculiar, não é nosso estado natural. Quando chegamos ao astral, iremos perceber que tudo é astral. É quw a matéria tem um poder de sedução muito forte. Ela tem um poder de pressão tão denso, tão cheio de sensações, que dá a impressão de que estamos aqui. A gente está no astral com a impressão de que está só na matéria.
A matéria é só uma passagem. O habitat de todo mundo é o astral. A Terra física é só um adendo da Terra astral. Viemos para o mundo físico para facilitar o processo de evolução, porque aqui tudo é mais lento, menos dinâmico devido à densidade da matéria. Ou seja, a matéria existe para servir aos propósitos de contenção e disciplina. Sem nenhuma disciplina mental, a vida da pessoa no astral se torna um verdadeiro inferno.
A Terra, ficando mais pura, ficará mais acelerada, favorecendo os que aqui ficarão e outros seres mais evoluídos que pretendem viver aqui. Os que não conseguirem se adaptar às mudanças serão transferidos para outros planetas ou para a Terra mais densa. Sem dúvida, os que migrarem rão dominar os povos que lá estiverem, pois aqui é mais acelerado que lá.
Pode-se perguntar: "Será que antes de encarnar, ou mesmo em outras vidas, eu não fiz uma espécie de contrato segundo o qual, faça eu o que fizer, nesta encarnação não vou me tornar rico, ou não vou emagrecer, ou não vou curar tal doença, ou não vou ser feliz no amor, no intuito de desenvolver certas virtudes, certas faculdades ou habilidades, porque essa experiência me libertará mais e atenderá aos anseios do meu espírito?"
De acordo com o Calunga, decididamente a resposta é "não". Essa é uma crença muito limitadora. Não existe nenhuma espécie de contrato nesse sentido. Todo poder está no aqui e agora. O passado não pode de maneira alguma prevalecer sobre o presente.
Querer não é poder. Muita gente quer muito porque acredita que não vai ter. Quanto mais a pessoa acredita que não, mais ela quer. Quem quer muito é porque já tem um grande "não" dentro de si. Repare as pessoas que têm as coisas com facilidade. Elas não têm esse querer ansioso. Elas não fazem força para ter, porque creem que já são ou que já têm.
Por isso a filosofia chinesa prega o não desejo. Cabe aqui o exemplo do ar na mão. Se você quiser segurá-lo fechando a mão, ele irá escapar; se você abrir a mão, ela fica cheia de ar. Do ponto de vista da espiritualidade, quando você crê que é para você, a coisa vem. Crer não é simplesmene dizer "eu creio", mas sentir no corpo que aquilo é para você. É estar convicto daquilo. Já está no plano divino.
Crença comum: "Aquela pessoa fez isso, fez aquilo, por isso precisa pagar". Lei da evolução: Não é errado errar. Todos só fazem o que sabem, no seu devido grau de evolução. Do ponto de vista da espiritualidade, não há erro, mas aprendizado. O que as pessoas chamam de erro, na verdade, é uma tentativa de acertar. Ela está tão somente na ignorância.
Onde houver ignorância, haverá dor. A dor é o próprio estímulo para a pessoa sair da ignorância e não ter mais dor. Ninguém está pagando nada pra ninguém. Só está se exercitando para sair da ignorância.
Diante da infinita sabedoria divina e do espírito, nós não passamos de criancinhas aprendendo as coisas. Diante da infinita generosidade e bondade divinas, Deus aplaude tudo que as pessoas fazem.
É como um bebê que está aprendendo a andar e cai. Os pais não vão bater nele porque ele errou. Ao contrário, vai aplaudi-lo, apoiá-lo e, se precisar, socorrê-lo. Ele está apenas tentando acertar. Os pais sabem que dentro de um mês ele estará andando.
Deus age da mesma forma conosco e cobra de ninguém. E por que iria cobrar, se Ele sabe que mais pra frente todos melhorarão, ou seja, sairão da ignorância? O tombo do bebê é apenas um estímulo para ele aprender a andar de forma segura.
Crença comum: "É meu carma, fazer o que?". Lei da evolução: Não existe carma. Não existe o "faz, paga". Ninguém cobra nada de ninguém. É a própria pessoa que cobra de si, porque ainda não conhece a lei da individualidade, a lei da perfeição e a lei do crer. A pessoa está tão-somente colhendo os frutos de suas crenças e atitudes.
Cada um responde por seus atos. Cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida. Responder significa ser responsável. É um ponto de vista totalmente diferente do carma.
No carma, a pessoa está pagando, por isso é tida como vítima. Na responsabilidade, ela está apenas respondendo, ou seja, ela é o agente. Como vítima não há muito o que fazer, como agente a pessoa detém o poder e, na medida em que ela muda suas crenças, os resultados são outros e, nessas experiências, ela evolui. Ou seja, no carma a pessoa é vítima, portanto o poder está fora dela.
Na autorresponsabilidade, a pessoa é o agente e, assim, detém o poder. No conceito de autoresponsabilidade, ninguém agride ninguém. São apenas companheiros de jornada tentando aprender e evoluir.
Em outras palavras, o "agressor" apenas vem dizer para o "agredido" o que ele está fazendo contra si e que está na hora de mudar suas crenças e atitudes para não atrair mais agressividade. Esta é uma visão libertadora, enquanto no carma a suposta vítima está presa na própria crença.
Crença comum: "Com tanta violência, a vida dos nossos filhos e netos vai ser um caos". Lei da evolução: Vai nada. Vai ser muito melhor que hoje. Proporcionalmente ao número de habitantes do planeta, o mundo hoje está bem menos violento que nos tempos dos nossos avós. É que as pessoas adoram uma tragédia e ficam ligadas na mídia, vendo violência e as desgraças do povo.
Hoje, qualquer crime que acontece na periferia da Grande São Paulo, que tem em torno de vinte milhões de habitantes, é transmitido pela televisão. As guerras são vistas em tempo real.
A vida atual de cada um é melhor que todas as anteriores. O mundo vai estar bem melhor no futuro. Agora, se a pessoa acredita que a vida será cada vez pior, para ela será, porque a realidade de cada um é feita de acordo com suas crenças.
Crença comum: "O aquecimento global vai acabar com o planeta". Lei da evolução: Vai nada. A lei da evolução não permite. A Terra já passou por outros fenômenos piores e não acabou. É muita pretensão do homem achar que pode destruir o planeta, como se não houvesse uma sabedoria superior cuidando de tudo.
Se os anjos construtores e donos da Terra quisessem, poderiam interferir a qualquer momento e acabar com o aquecimento global. Só não o fazem porque não é necessário. Eles só interferem se o planeta correr risco real de extinção.
Crença comum: "Só a dor faz a pessoa evoluir". Lei da evolução: Não necessariamente. Ou vai pelo amor, ou vai pela dor. No atual estágio evolutivo do planeta, a dor conta muito no processo de expansão da consciência das pessoas, pois há muita ignorância, isto é, falta de conhecimento.
Onde há lucidez, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Quando se usa a inteligência, a dor deixa de funcionar como estímulo. O espírito só lança mão da dor porque a pessoa não entende outra linguagem.
Exemplo: O preconceituoso, apesar de todos os esclarecimentos a respeito, apesar dos fatos e exemplos evidenciarem que sua atitude é desfavorável, na sua ignorância não tem o discernimento necessário para perceber que aquilo é prejudicial. Sua inteligência ainda não consegue alcançar as mensagens, então, só sofrendo na própria pele para tomar consciência.
Com o uso da inteligência, do discernimento, do bom senso, as pessoas podem evoluir pelas experiências dos outros, por meio de uma leitura, de um aconselhamento, de um curso, evitando, assim, a vivência dolorosa.
Marcadores: carma, comparação, consciência, dor, dormir, evolução, ignorância, leis, mundo astral, vida
segunda-feira, janeiro 08, 2018
Enquanto Dormes
Algumas vezes a mente física consegue captar e trazer à tona boa parte da sabedoria gravada em seu inconsciente, região onde guardamos toda nossa história de vida, desde que adquirimos consciência na forma hominal, senão antes disso.
Como não existem penas perpétuas nem castigo divino, pois Deus é Pai e não carrasco, também podemos curar as feridas que trazemos em nós, curando as feridas dos outros, antes que a Lei nos pegue endividados e precisemos ressarcir com a mesma moeda ("olho por olho, dente por dente"). O objetivo da reencarnação não é voltar para pagar contas atrasadas, mas aprender a lição ignorada anteriormente e, dessa forma, desapegar do ego, auxiliando a todos a fazer o mesmo a fim de ajudar a melhorar o mundo. É desse jeito que ressarcimos, total ou parcialmente, o nosso saldo devedor.
O corpo físico é o templo que abriga nosso espírito na Terra; por isso, deve ser respeitado e bem cuidado. Porém, sendo templo, não é divindade. Quando os valores se invertem e esquecemos do que é imortal para endeusar somente o que é perecível, estamos nos condenando a perder os dois, pois no momento em que se devolve à terra o que é da terra (via morte), o espírito, que continua vivo, sente-se à deriva, já que perdeu seu comandante. E quem deve comandar nossa existência é nosso espírito, exercício que deve ser aprendido ainda pela grande maioria.
O espírito que desencarna não se transforma em santo, muito menos em fantasma. Não desaparece nem evapora. Apenas se despe do uniforme carnal que não lhe serve mais, para seguir em corpo fluídico, invisível aos nossos olhos físicos. Mas esse "seguir" não significa que todos que morrem conseguem imediatamente se desvincular do plano terreno. Para os que têm essa dificuldade, são necessários atenção e tempo especial dos socorristas, que, por sua vez, necessitam do auxílio imprescindível dos encarnados, principalmente dos familiares e amigos, nas primeiras horas pós-morte.
Qualquer dor que causamos ontem vem bater na nossa porta hoje, em busca de ressarcimento. Por isso, não existem vítimas diante das leis supremas. Existem, sim, devedores com saldo negativo, trazido do Além-túmulo. A melhor fórmula medicamentosa existente em nosso mundo é o perdão, pois por meio dele conseguimos nos libertar de um fardo do passado.
Nós, espíritos desencarnados, quando autorizados pela Grande Energia, temos a plasticidade de um corpo astral modificável na aparência e na forma, porém mantendo sempre a essência e o objetivo de nossa missão, que é o que realmente interessa. A casa de caridade que trabalha com a espiritualidade, seja ela um terreiro de umbanda ou outro templo qualquer, é um hospital de almas. Para lá se encaminham os necessitados de cura para suas dores emocionais, mentais ou espirituais e, por que não, também físicas. O ser humano atual não sabe mais parar, muito menos introspectar-se, razão pela qual também sofre. O espelho disso são os consultórios médicos e terapêuticos sempre lotados e, da mesma forma, os centros espiritualistas. As pessoas não se conhecem porque não se olham e, se o fazem, não se enxergam. Resta então buscar alguém que lhes diga o que está errado nelas ou que lhes receite um remédio, um alívio. Mas, para certas dores, não há calmante; há, sim, mudanças de atitude a serem feitas, ou seja, uma reeducação. Quando silenciamos nossa mente e conseguimos nos conectar com nosso "eu" superior, já terapeutizamos, com esse gesto, cinquenta por cento de nossas dores. Nessa condição de quietude, nos tornamos aptos e acessíveis aos espíritos que ali estão presentes para o auxílio fraterno.
Todos nós temos um mestre interior muito sábio e, quando aprendemos a ouvi-lo, nos surpreendemos com as mudanças positivas que ocorrerão em nossa existência. As entidades que ali estão são seres dispostos ao auxílio, mas acima de tudo aprenderam a respeitar o livre-arbítrio do outro e por isso só podem ajudar a quem estiver apto a receber essa ajuda. Nem Jesus curou a todos, mas somente aqueles que tinham fé e merecimento. Quando os templos entenderem que não se ajuda "resolvendo" o problema do sofredor, mas que é preciso fazê-lo compreender como se processa a autocura, as filas de sofredores diminuirão, dos dois lados da vida.
Se existe um crime que se possa praticar contra a evolução de um ser, é lhe negar informações, é deixar de ensiná-lo, de lhe apontar o caminho. Por outro lado, cuidado com a imposição. É preciso respeitar o livre-arbítrio e, se um espírito se nega ao aprendizado, nada lhe imponha, mas também não o carregue no colo. É assim que o Grande Pai faz com Seus filhos: dá a todos as mesmas oportunidades e os deixa livres para escolher, isentando-se no entanto de estancar sua dor se esta foi sua escolha.
O objetivo da luz não é "combater" as trevas, mas sempre foi e sempre será, enquanto essa dualidade habitar nosso mundo, transmutá-la, mesmo porque não podemos prescindir do auxílio paradoxal do Astral inferior que, fustigando muitos seres, os estimula à evolução. Apesar da aparência caótica de nosso mundo físico e astral na atualidade terrena, o time da luz atua com melhor e mais qualificado número de seres, o que está exigindo das trevas tremendo esforço e desgaste de suas falanges, facilitando o socorro dos dissidentes cansados da luta.
Erros passados são vento que já foi embora e a cada dia o Sol nasce de novo, trazendo vida e esperança. Ninguém tem o poder de mudar o outro, mas pode e deve mudar a si próprio e que essa mudança seja sempre para melhor. E a melhor maneira de ensinar é pelo exemplo. Quanto mais cedo nos aperfeiçoarmos, mais cedo sairemos da roda reencarnatória. Mas enquanto nela estiverem, abençoem o corpo físico que lhes permite adquirir novos aprendizados e ao mesmo tempo drenar os desajustes cármicos do corpo espiritual.
Todas as criaturas humanas reencarnadas no planeta têm os mesmos direitos e deveres em relação ao dinheiro. Ele existe para assegurar aos homens a evolução. Seu objetivo é nobre e salutar, mas para isso precisa que ele se movimente de mão em mão, assegurando o progresso e a evolução. Sendo a moeda a retribuição do esforço, do trabalho, do suor do homem, ela é abençoada. Muitas vezes as pessoas amaldiçoam o dinheiro, acusando-o das desgraças humanas, seja na falta dele ou no excesso, quando isso lhes causa transtornos, como o sequestro, o roubo, o latrocínio etc. Porém, a ele não podemos culpar, mas sim ao mau uso dele pelo homem, ainda muito egoísta. Tanto não sabe mover essa energia, aquele que o despreza, como aquele que o endeusa; aquele que não o valoriza quando o tem, gastando com coisas supérfluas, como aquele que o retém de maneira abusiva. A Lei da Ação e Reação, que equilibra o Universo, nos revela que o miserável de hoje pode ter sido o mau rico de ontem. O rico de hoje o é por merecimento ou por provação, e, dependendo de como agirá com essa energia,criará seu amanhã. Na matemática da vida, existem dois conjuntos de operações carmáticas e perigosas: a subtração e a adição são carmáticas, ou seja, o "tirar dos outros para acumular para si". Duas, no entanto, são evolutivas e benéficas: o dividir e o multiplicar, ou seja, "distribuindo os dons que me são confiados eu, consequentemente, os multiplico", promovendo o progresso. O homem, nos dias de hoje, em seu materialismo desenfreado, na sua ganância de "ter" em detrimento do "ser", esqueceu sua origem divina e nisso reside todo o seu equívoco. O deus-dinheiro tornou-se o único objetivo de todas as lutas e conquistas, a despeito de que "o que veio do pó, ao pó retornará". O que é perene e eterno é seu espírito e não seu corpo. Do outro lado da cortina que divisa a vida material da espiritual, a moeda é outra. Para lá, cada um vai levar "a vida que viveu na Terra". Enganam-se as criaturas que pensam que o dinheiro tudo compra e lhes dá poder acima do bem e do mal. Acima de nós, há um poder maior e absoluto que a tudo comanda, que visa somente ao bem de todos e que está atento e podendo interferir quando o livre-arbítrio dos homens extrapola os limites permitidos. Ismael, um preposto de Jesus, na condição de espírito evoluído,foi conclamado pelo Mestre para ser o anjo tutela do Brasil, a pátria do Cruzeiro do Sul, comandando esse projeto de luz. Esta terra é abençoada, pois apesar de todas as distorções e do egoísmo de alguns homens, nossa gente é pacífica e trabalhadora. As religiões aqui se multiplicam, dando suporte à fé e levando o Evangelho ao coração daqueles que os têm humildes.
Para crer é preciso conhecer. A ignorância e o bitolamento de ideias só recebem incentivo das trevas. Façamos um mundo melhor nos melhorando. A dor não tem só objetivo de resgatar ou drenar erros pretéritos, mas é, principalmente, a oportunidade de um "acordar" os nossos talentos ocultos, a capacidade interior que jaz escondida e que, por meio dela, pode vir à tona. Quando aproveitada como ensinamento, o resultado é um salto evolutivo; é o crescimento do espírito que passa a compreender a necessidade de se manter no bem. O valor da voz, sendo ela um dos sentidos divinos dados ao homem, deveria ser usada somente para construir, jamais para destruir.
Além da paz, busque a sabedoria. O homem não erra porque é ruim, mas porque é ignorante. Ignorante das leis, do amor, da vida. Enquanto o espírito não se educa, e isso quase sempre ocorre na dor, ele continua a se encarcerar, seja na carne ou fora dela. O modelo de prisão usado pelos homens, na sua maioria, não educa nem salva ninguém. Ela tem sido uma faculdade do crime, onde quem entra no primário sai de lá diplomado. Além disso, ninguém está lá injustamente. A Lei da Ação e Reação realiza a justiça independentemente das leis humanas. A mesma dor que os animais sentem, quando aprisionados e maltratados, sente o homem.
O morto não morreu, pois somos todos imortais. A vida palpita ainda mais viva do lado de lá, onde estão os chamados mortos. A interferência existente entre os dois mundos é muito maior do que a maioria dos homens supõem. Tudo que existe, pré-existe além da matéria. Nada se perde, tudo se renova. O planejamento sideral prevê com séculos de antecedência todos os acontecimentos que se desenrolarão no plano físico, incentivando sempre o progresso. Tudo o que o homem já conhece não significa nada diante daquilo que ele ainda virá a conhecer.
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sexta-feira, abril 27, 2012
A Ignorância - 2
Marcadores: ignorância
sexta-feira, dezembro 17, 2010
As Trevas e o Carma
A primeira coisa a ser entendida é que as trevas não existem, não têm qualquer existência. É mais misteriosa a treva do que a luz, pois ela não tem absolutamente existência - pelo contrário, ela não passa de ausência de luz. Não existe trevas em lugar algum, você não as pode encontrar, elas não têm existência em si mesmas; acontece, simplesmente, que a luz não está presente.
Se há luz, não há trevas; se não há luz, as trevas aparecem. A treva é a ausência de luz, e não a presença de alguma outra coisa. Por isso é que a luz vai e vem, mas a treva permanece. Não existe, mas permanece. Você pode criar a luz, pode destruir a luz, mas você não pode criar a treva e não pode destruir a treva
A segunda coisa que você compreenderá, se contemplar a treva, é que por causa da sua não-existência, você nada pode fazer com ela. E, se você tentar fazer algo, você será derrotado. As trevas não podem ser derrotadas, pois como podemos derrotar algo que não existe? E, se você for derrotado por ela pensará: "Isso é muito poderoso, pois derrotou-me". Mas isso será absurdo! As trevas não têm qualquer poder, como pode uma coisa que não existe ter poder? Você não é derrotado pelas trevas e seu poder, você é derrotado por sua insensatez. Em primeiro lugar, você começou a lutar - e isso foi algo insensato. Como você pode lutar contra alguma coisa que não existe? Lembre-se: você tem estado lutando com muitas coisas que não existem, como com as trevas.
A moralidade, como um todo, luta contra as trevas, por isso é estúpida. O todo da moralidade, incondicionalmente, é uma luta com as trevas, uma luta contra algo que não existe.
O ódio não é real, é apenas a ausência do amor.
A cólera não é real, é apenas a ausência da compaixão.
A ignorância não é real, é apenas a ausência do estado de Buda, da Iluminação.
Toda moralidade continua lutando com o que não é. Um moralista jamais poderá ter sucesso, é impossível que o tenha. Terá que ser derrotado, pois todo o seu esforço é insensato.
E essa é a diferença entre religião verdadeira e moralidade: a moralidade tenta lutar contra as trevas e a religião tenta acordar a luz que está escondida no seu interior. Não se preocupe com as trevas, mas, simplesmente, tente encontrar a sua luz íntima. Desde que a luz ali esteja, as trevas desaparecerão. Desde que a luz ali esteja, você não precisará fazer nada em relação às trevas - elas, simplesmente, não existirão.
Esta é a segunda coisa: nada pode ser feito contra as trevas, diretamente. Se você deseja fazer algo com as trevas, você terá de fazer algo com a luz, e as trevas já ali não estarão - mas você não pode simplesmente ligar e desligar as trevas, não pode trazê-las de algures, não pode expulsá-las. Se quiser fazer alguma coisa com as trevas, deve fazê-lo por intermédio da luz, deve procurar um caminho indireto.
Nunca lute com as coisas que não existem. A mente é tentada a lutar, e a atenção é perigosa: desperdiçará as suas energias, sua vida e você se desgastará. Não se deixe tentar pela mente; veja, simplesmente, se algo tem existência real, ou se é apenas uma ausência. Se é uma ausência, não a combata, mas procure a coisa da qual ela é a ausência - e você estará, então, na pista certa.
A terceira coisa sobre as trevas é que elas estão profundamente envolvidas na sua existência de milhões de maneiras.
Sempre que você está encolerizado, sua luz interior desaparece. Na verdade, você está encolerizado porque a sua luz desapareceu, as trevas entraram. Você só pode estar encolerizado quando você está inconsciente; você não pode conscientemente encolerizar-se. Tente isso: ou você perde a consciência e a cólera se instala, ou você permanece consciente e a cólera não aparece - você não pode estar encolerizado conscientemente. O que significa isso? Significa que a natureza da consciência é exatamente igual à da luz e que a natureza da cólera é exatamente igual à das trevas. Se tem a luz, não pode ter as trevas; se você está consciente, não pode estar colérico.
As pessoas procuram-me constantemente e perguntam como fazer par não se encolerizarem. Estão fazendo a pergunta errada: quando se faz uma pergunta errada dificilmente se consegue obter a resposta certa. Faça, primeiro, a pergunta certa. Não pergunte como afastar as trevas, não pergunte como afastar as preocupações, a angústia, a ansiedade, a cólera. Analise sua mente e veja, antes de mais nada, por que elas existem ali. Elas existem ali porque você não está consciente o bastante; portanto, faça a pergunta certa: como ser cada vez mais consciente, ter cada vez maior percepção? Se perguntar como fazer para não se encolerizar, você será vítima de algum moralista. E, se perguntar como fazer para estar mais consciente, de forma que a cólera não possa existir, de forma que a ganância não possa existir, então você estará no caminho certo, então você se tornará um investigador religioso.
A moralidade é uma moeda falsa, engana as pessoas, não é, absolutamente, religião. A verdadeira religião não tem nada a ver com a moralidade, porque a religião nada tem a ver com as trevas. Ela é um esforço positivo para o despertar. Ela não se preocupa com o seu caráter. O que você faz não tem importância; você não pode mudar seu caráter. Pode enfeitar, mas não mudar. Pode colori-lo de muitas e belas maneiras, pode pintá-lo, mas não pode mudá-lo.
Pode ocorrer somente uma transformação, uma revolução; e a revolução não virá por estar relacionada com o seu caráter, com os seus atos, com aquilo que você faz, mas por estar relacionada com o seu ser. Ser é um fenômeno positivo: desde que o ser esteja alerta, desperto, consciente, as trevas desaparecem, subitamente - pois o ser é da natureza da luz.
A quarta coisa diz que o sono é tal qual as trevas. Não é por acaso que você tem dificuldade de adormecer quando existe luz ao seu redor; é que é simplesmente natural. As trevas têm afinidade com o sono, por isso é tão fácil dormir à noite. As trevas envolventes criam o ambiente adequado no qual você pode adormecer muito facilmente.
O que acontece durante o sono? Você perde gradualmente a consciência. Até que, durante um certo intervalo, você sonha; o sonhar é um estado de meia-consciência, exatamente o estado central, tendendo para a inconsciência total. Do estado desperto você está seguindo para a inconsciência total. No meio do caminho existe o sonho, e sonhos significam, apenas, que você está meio desperto, meio adormecido. Por isso é que, se você sonha continuamente, durante toda a noite, você sente-se cansado pela manhã. E, se não puder sonhar, então também se sentirá cansado, porque os sonhos existem por uma certa razão.
Durante as horas em que você está desperto, você acumula muitas coisas, pensamentos, sentimentos, assuntos incompletos, suspensos na mente. Você vê uma bela mulher no seu caminho e, subitamente, surge o desejo em você. Mas você é um homem de caráter, de maneiras, civilizado, de modo que você repele o desejo, não quer vê-lo, continua com o seu trabalho - e um desejo incompleto permanece suspenso em sua mente. Ele precisa completar-se, de outra maneira você não poderá adormecer profundamente, porque ele virá de volta, uma e mais vezes. E dirá: "Ouça! Aquela mulher é realmente bela, seu corpo tem encantos. E você é um tolo, o que está fazendo aqui? Procure-a. Você perdeu uma oportunidade!"
O desejo suspenso não permitirá que você adormeça. Então a mente cria um sonho: você está de novo no caminho, a bela mulher passa, mas dessa vez você está só e não há civilização alguma ao seu redor. Não há necessidade de maneiras, nenhuma etiqueta é exigida. Você é como um animal, natural; não há em você moralidade. Aquele é o seu mundo particular, não há policiamento que ali possa entrar, não há juiz que ali possa julgar. Você está, simplesmente, a sós e terá um sonho sexual. O sonho completa o desejo suspenso e, então, você adormece. Mas, se sonhar continuadamente, você também se sentirá cansado.
Nos Estados Unidos, existem muitos laboratórios de sonhos; nesses laboratórios, descobriu-se este fenômeno: se uma pessoa não puder sonhar, depois de três semanas ela ficará louca. É possível acordar alguém, repetidamente, logo que comece a sonhar, porque há sinais visíveis quando se começa a sonhar: as pálpebras, particularmente, começam a mover-se rapidamente, o que significa que a pessoa está tendo um sonho; quando não sonha, as pálpebras permanecem em repouso. Isso acontece porque quando se sonha, os olhos funcionam. Acorde-se a pessoa, repita-se isso durante toda a noite, sempre que ela comece a sonhar - dentro de três semanas ela enlouquecerá.
O sono não parece ser tão necessário. Se você acordar uma pessoa, quando ela não estiver sonhando, ela se sentirá cansada, mas não enlouquecerá. Que significa isso? Significa que os sonhos são uma necessidade para nós. Somos tão iludidos, toda a nossa existência é feita de tanta ilusão (de tantas mentiras) - o que os hindus chamam de maya - que os sonhos se fazem muito necessários. Sem sonhos você não pode existir: os sonhos são o seu alimento, os sonhos são a sua força; sem sonhos, você enlouqueceria. Os sonhos o desligam da loucura e, assim que esse desligamento acontece, você adormece.
Do estado desperto você passa ao sonho, e do sonho passa ao sono. Durante toda a noite, uma pessoa normal passa por oito ciclos de sonhos; entre dois desses ciclos há alguns momentos de sono profundo. No sono profundo toda a consciência desaparece, tudo é inteiramente escuro. Mas você ainda está na fronteira, pois qualquer emergência o despertará: se a casa se incendeia, você volta à sua consciência desperta; ou, se você é mãe e seu filho começa a chorar, você corre rapidamente para o despertar - de forma que você permanece na fronteira. Penetra nas trevas profundas, mas permanece na fronteira.
Na morte, você cai exatamente no centro. A morte e o sono são similares, a qualidade é a mesma. No sono, todos os dias você entra nas trevas, nas trevas completas; torna-se completamente inconsciente, cai num estado exatamente oposto ao estado de Buda. Um Buda está totalmente desperto o tempo todo, ao passo que, a cada noite, você tomba totalmente adormecido, em trevas absolutas.
No Gita, Krishna diz a Arjuna que, mesmo quando todos estão bem adormecidos, o iogue permanece acordado. Isso não significa que ele nunca dorme: ele dorme, mas só seu corpo é que o faz, seu corpo descansa. Ele não tem sonhos porque não tem desejos; se não tem desejos, não pode tê-los incompletos. E ele não dorme, como você - mesmo no mais profundo descanso a consciência dele é clara, sua consciência arde como uma chama.
Todas as noites, quando você adormece, você entra em profunda inconsciência, em coma. Na morte, você entra em coma ainda mais profundo. Todas essas situações são como as trevas e, por isso, você tem medo da escuridão. Porque ela se parece com a morte. E há pessoas que também têm medo de dormir, porque o sono também se parece com a morte.
Conheci muitas pessoas que queriam dormir, mas não conseguiam. Quando tentei compreender-lhes as mentes, percebi que elas eram, basicamente, temerosas. Diziam desejar dormir porque estavam fatigadas, mas bem no fundo receavam o sono - e isso é que criava toda a perturbação. Noventa por cento das insônias referem-se ao temor ao sono. Você tem medo. Tem medo da escuridão, tem também medo de dormir; e esse medo se relaciona ao medo da morte.
Se você compreender que tudo é escuridão e que a sua natureza interior é a luz, as coisas começarão a se modificar. Então não haverá mais sono para você, apenas repouso; então não haverá mais morte para você, apenas uma mudança de roupagem, de corpos, uma mudança de vestuário. Mas isso só poderá acontecer se você compreender a sua flama interior, sua natureza, seu mais íntimo ser.
Você não pode destruir a sua luz interior, porque as trevas não podem ser agressivas. Elas não existem: como pode, aquilo que não existe, ser agressivo? As trevas não podem destruir a luz. Mesmo uma chama pequena as trevas não podem destruir; não podem saltar sobre a luz, não podem entrar em conflito com ela - como podem as trevas destruir uma chama?
Mas as pessoas continuam pensando em termos de conflito: pensam que as trevas estão contra a luz. Isso é absurdo! As trevas não podem estar contra a luz. As trevas não podem estar contra a luz: não há luta, há, simplesmente, ausência: pura ausência, pura impotência - portanto, como pode a treva atacar?
Você continua, dizendo: "Que posso eu fazer? Eu tive uma crise de cólera" - isso é impossível; "Tive uma crise de ganância" - isso é impossível. A ganância não pode atacar, a cólera não pode atacar: elas são da natureza das trevas, e seu ser é luz; assim, a simples possibilidade não existe. A cólera surge apenas porque a sua chama (luz) interior foi completamente esquecida, você se tornou inteiramente olvidado dela, não sabe que ela existe. Esse esquecimento é que pode amortalhá-la, mas não as trevas.
Assim, a escuridão verdadeira é o seu esquecimento, que, por sua vez, chama a cólera, a ganância, a sensualidade, o ódio, o ciúme. Mas não são eles que o atacam. Lembre-se: você foi o primeiro a enviar o convite e eles o aceitaram. Eles não podem atacar e, com o seu convite, eles vieram como hóspedes, como convidados. Você pode ter esquecido que lhes fez o convite; pode esquecer, porque esqueceu a você mesmo, pode esquecer tudo. Esquecimento: eis a real escuridão.
E, no esquecimento, tudo acontece: você é como um ébrio, se esqueceu inteiramente de você mesmo, de quem é, de para onde vai, de por que vai. Você perdeu todas as direções; o seu próprio senso de direção já não existe mais; é um ébrio. Por isso é que todos os ensinos religiosos básicos insistem na auto-recordação. O esquecimento é a doença; assim, a auto-recordação deve ser o antídoto necessário.
Não lhe imponho nenhuma disciplina, não lhe digo: "Faça isso e não faça aquilo". Minha disciplina é muito fácil. Minha disciplina consiste no fazer o que se deseja - mas fazê-lo com auto-recordação: faça com que se lembre do que está fazendo. Ao caminhar, lembre-se de que está caminhando. Não será preciso verbalizar, porque a verbalização não ajudará, pois poderá tornar-se uma distração. Não precisa andar, dizendo intimamente "estou andando", porque, se disser "estou andando, estou andando", esse "estou andando" será o seu esquecimento, e, então, você não conseguirá recordar. Lembre-se, simplesmente: não há necessidade de verbalizar as suas ações.
Eu verbalizo porque estou falando com você; mas quando estiver andando, recorde, simplesmente, o fenômeno, o andar; cada passo deve ser dado com plena consciência. Comer, comendo. Não estabeleça o que comer e o que não comer. Coma o que quiser, mas com auto-recordação do que está comendo. E depressa você verá que se tornou impossível fazer muitas coisas.
Com auto-recordação, você não pode comer carne, é impossível. É impossível ser violento, se você recordar. É impossível prejudicar seja quem for porque, quando recorda a você próprio, você vê, subitamente, que a mesma luz, a mesma chama está ardendo em toda parte, dentro de cada corpo, de cada unidade. Quanto mais conhecer a sua natureza interior, mais penetrará a do outro. Como poderá matar para comer? Comer carne tornar-se-á simplesmente impossível. Não que você faça disso uma prática; seria falso, se fosse uma prática. Será falso se empenhar em não ser ladrão; você continuará a ser ladrão; encontrará formas sutis de sê-lo; se praticar a não-violência, atrás dela estará escondida a sua violência.
Não, a religião não pode ser praticada. A moralidade pode ser praticada e, por isso, cria hipócritas, cria rostos falsos. A religião cria seres autênticos; não pode ser praticada. Como você pode praticar o ser? Torne-se simplesmente mais consciente, e as coisas começarão a se modificar. Torne-se mais da natureza da luz, simplesmente, e as trevas desaparecerão.
Durante milhões de vidas, por muitas eras, você permaneceu nas trevas; mas não se sinta deprimido nem desesperançado com isso, porque, mesmo tendo estado nas trevas durante milhões de vidas, neste exato momento você pode alcançar a luz, eliminando as trevas.
Observe: suponha que uma casa ficou fechada durante cem anos, no escuro; você entra nela e acende uma luz. Por acaso a escuridão dirá: "Eu tenho cem anos e esta luz mal acaba de nascer"? Dirá a escuridão: "Não vou desaparecer. Você terá de acender uma luz durante, pelo menos, cem anos e só então desaparecerei"? Não; mesmo uma pequena luz acabada de nascer é suficiente para dispersar uma escuridão muito antiga. Será que, em cem anos, a escuridão se fez inveterada? Mas não, a escuridão não pode ter-se feito inveterada, porque ela não existe. Ela apenas espera pela luz - no momento em que a luz penetra, a escuridão desaparece; ela não pode resistir, porque ela não tem existência positiva.
Há quem venha a mim, dizendo: "Você diz que a Iluminação súbita é possível. Então, o que acontece com as nossas vidas passadas e nossos passados karmas?" Nada. Eles são da mesma natureza da escuridão. Você pode ter sido um assassino, você pode ter sido um ladrão, assaltante, você pode ter sido um Hitler, um Gengis Khan, ou até pior, não faz qualquer diferença. Desde que você se recorde de você mesmo, a luz se fará presente e todo o passado imediatamente desaparecerá; não permanecerá mais nem por um só momento. Se você matou, isso não significa que você seja um assassino. Você matou porque não estava consciente de você mesmo, não estava consciente do que fazia.
Conta-se que Jesus disse, na cruz: "Perdoai-lhes, Pai, porque eles não sabem o que fazem". Com isso ele estava dizendo: "Eles não são da natureza da luz, não se recordam de si próprios. Eles estão agindo em completo esquecimento (de quem são), movem-se e tropeçam na escuridão. Perdoai-lhes; eles não são responsáveis pelo que quer que façam". Como pode uma pessoa que não se recorda de si própria ser responsável por algo?
Ser responsável significa recordar.
Seja o que for que você tenha feito, digo-lhe, não se preocupe. Aconteceu porque você não estava consciente, estava na ignorância. Acenda uma chama interior, procure-a, busque-a, ela existe - e, de um momento para outro, todo o passado desaparecerá, como se tudo tivesse acontecido num sonho. Na verdade, seu passado foi realmente um sonho, porque você não estava consciente. Todos os karmas aconteceram em sonho; são da mesma matéria com que são feitos os sonhos.
Você não precisa esperar que seus karmas sejam esgotados - caso contrário, você terá de esperar por toda a eternidade. Mesmo então, você não poderá sair da roda porque, simplesmente, não poderá apenas esperar pela eternidade; você estará fazendo muitas coisas, nesse entretempo, e, então, gerará mais karma e o círculo jamais se completará. Você se moverá continuamente e, continuamente fará coisas e novas coisas o ligarão a outras coisas futuras - e, então, onde estará o fim? Não, não há necessidade. Simplesmente, faça-se consciente e, de súbito, todos os seus karmas tombam. Num só momento de intensa consciência, todo o passado desaparece, torna-se refugo.
Essa é uma das coisas mais fundamentais que o Oriente descobriu. O Cristianismo não pode entendê-la. Continua a pensar em termos de julgamento, Dia do Juízo Final, quando todos deverão ser julgados pelos seus atos. Se assim fosse, Cristo ter-se-ia enganado quando disse: "Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Onde ficaria esse perdão? Os judeus não podem entender isso (Lei de Talião: "Olho por olho, dente por dente"); os muçulmanos também não podem entender isso (vide o Jihad, a Guerra Santa).
Os hindus penetraram no âmago do problema: o problema não é o agir, o problema é ser. Desde que você compreenda seu ser interior e a luz, você já não será deste mundo. O que quer que tenha acontecido no seu passado foi apenas um sonho. Por isso dizem os hindus que todo este mundo é um sonho; só você não é um sonho, só o sonhador não é um sonho. À exceção de você, tudo mais é um sonho.
Observe a beleza desta verdade: só o sonhador não é um sonho; o sonhador não pode ser um sonho porque, de outra maneira, o sonho não poderia existir. Pelo menos alguém, o sonhador, tem de ser um fenômeno real.
Durante o dia você está acordado e faz várias coisas: vai à loja, vai ao mercado, trabalha numa fazenda, ou numa fábrica, faz milhões de coisas. À noite, quando adormece, você se esquece de tudo isso, tudo desaparece e um novo mundo tem início - o mundo do sonho. E, agora, os cientistas dizem que você deve dar ao sonho o mesmo tempo que dá ao estado desperto. O mesmo número de horas que você passa acordado deve passar dormindo. Em sessenta anos, se vinte anos forem devotados ao trabalho, que você realiza acordado, vinte anos também deverão ser devotados ao sonho, dormindo. O mesmo tempo, exatamente o mesmo tempo, deve ser devotado ao sonho. Assim, o sonho não é menos real e necessário, tem o mesmo valor.
À noite você sonha e se esquece de seu mundo desperto. Em profundo sono, você esquece tanto o seu mundo desperto, como o seu mundo de sonho. Pela manhã, novamente no seu mundo desperto, que voltou a existir, você se esquece de seu sonho e de seu sono. Mas uma coisa permanece continuadamente: VOCÊ. Quem recorda os sonhos? Pela manhã, quem diz: "Sonhei na noite passada"? Pela manhã, quem é que diz: "Na noite passada dormi bem, profundamente, sem sonhar"? Quem?
Para que isso ocorra, deve haver uma testemunha que permanece a seu lado, que sempre fica de lado, observando. O despertar vem, o sonho vem, o sono vem e, no entanto, alguém está sempre a seu lado observando. Só isso é real, porque existe em todos os estados. Outros estados desaparecem, mas essa presença (testemunha) permanece em todos os estados; é a única coisa permanente em você.
Alcance essa testemunha cada vez mais. Torne-se mais e mais alerta, torne-se mais e mais uma testemunha, um espectador. Tudo o mais é sonho; só o sonhador é a verdade. Ele precisa ser verdadeiro; se não o for, como acontecerão os sonhos? Ele é a base. As ilusões só acontecerão se ele ali estiver.
E, desde que você se recorde, você começará a rir. Que tipo de vida existe sem a recordação? Você é um ébrio, passando de um estado a outro, sem saber o porquê, vagando sem direção.
Há três abordagens possíveis da realidade: uma é a abordagem empírica, a abordagem da mente científica, feita com base na experimentação com o mundo objetivo e, a não ser que algo seja provado pela experiência, não é aceito. A outra abordagem é a da mente lógica. Essa não realiza experiências; pensa, simplesmente, argumenta, encontra os prós e contras, e, só pelo esforço mental, raciocinando, conclui. E a terceira abordagem é a metafórica, a abordagem da poesia e da religião. Essas três abordagens existem: três dimensões através das quais procura-se chegar à realidade.
A ciência não pode ir além do objeto, porque a própria abordagem cria essa limitação. A ciência não pode ir além do exterior, porque as experiências só são possíveis com o que é externo. A filosofia e a lógica não podem ir além do subjetivo, porque são esforços da mente, trabalhos da mente. Não é possível dissolver a mente, não é possível a ninguém ir além da mente. A ciência é objetiva, a lógica e a filosofia são subjetivas. A religião e a poesia vão além: são pontes de ouro que ligam o objeto à substância. E, então, tudo se transforma num caos - criativo, naturalmente. Na verdade, não há criatividade se não houver caos. Tudo se torna indiscriminado e as divisões desaparecem.
Podemos dizer que a ciência é a abordagem do dia, em pleno meio-dia; tudo é claro, distinto, delimitado e você pode ver bem o outro. A lógica é a abordagem da noite; é o tatear no escuro apenas com a mente, sem qualquer apoio experimental, apenas usando o pensamento. A poesia e a religião são abordagens crepusculares, estão exatamente no meio.
É por isso que a poesia fala por metáforas; e a religião é a poesia definitiva, a religião também fala por metáforas. Lembre-se, as metáforas não devem ser tomadas literalmente, senão você perde o propósito. Quando digo "luz interior", não pense em termos literais. Quando digo "luz interior", faço uma metáfora. Algo é indicado, mas não é demarcado ou definido. Algo que tem a natureza da luz, mas não é exatamente a luz - eis a metáfora.
A religião fala por metáforas; não pode falar de outra maneira, não há outra maneira. Se estive num outro mundo onde vi flores que não existem nesta terra, e chego junto de você para falar dessas flores que deverei fazer? Terei de usar metáforas e símiles. Direi "como rosas" - mas não eram rosas. Se assim não fosse, por que diria "como rosas", se simplesmente poderia dizer "rosas"? Mas não se trata de rosas, aquelas flores têm uma qualidade diferente.
"Tal como" significa que estou tentando ligar meu conhecimento do outro mundo a seu conhecimento deste mundo - daí os símiles, as metáforas. Você conhece rosas, mas não conhece as flores de um outro mundo. Eu as conheço e tento transmitir-lhe algo daquele mundo; por isso digo que as flores são tal como rosas. Não se zangue comigo, quando chegar àquele mundo e não encontrar rosas; não me arraste a um tribunal, porque jamais tive a intenção de ser literal. Apenas a qualidade da rosa é indicada, apenas um gesto, um dedo apontando para a lua. Não agarre o dedo, ele é irrelevante; olhe para a lua e esqueça o dedo. Esse é o significado da metáfora: não se agarre à metáfora.
A religião fala por metáforas; não há outra forma, porque a religião fala de um outro mundo, o mundo do além. Tente encontrar símiles neste mundo, use palavras impróprias, mas essas palavras impróprias são as únicas disponíveis, de forma que temos de usá-las.
A religião precisa de confiança. A confiança pode fazer com que a faculdade de duvidar da mente (algo que caracteriza os seres humanos, diferentemente dos animais) adormeça; é algo parecido com a hipnose. Assim, quando as pessoas lhe dizem "Esse homem, esse Osho, hipnotinou-o", elas têm razão, de certa forma: se você confia em mim, está como que hipnotizado. Apesar de bem acordado, você deixou que sua razão se desvanecesse - e agora a imaginação funciona com sua capacidade total; agora você está numa situação perigosa.
Se der oportunidade à imaginação, você poderá imaginar toda sorte de coisas: a kundalini chegando, os chakras estão se abrindo. Toda sorte de coisas você poderá imaginar, e elas acontecerão com você. E são tão belas - mas não são verdadeiras. Assim, quando você confiar numa pessoa, mesmo confiando deve ter consciência da sua imaginação. Confie, mas não se torne uma vítima da imaginação. O que quer que esteja sendo dito aqui é metafórico. E recorde-se, sempre, de que todas as experiências são imaginação. De todas as experiências, digo eu, incondicionalmente - só o experimentador é a verdade.
Assim, seja qual for a sua experiência, não lhe dê muita atenção e nem comece a gabar-se dela. Lembre-se, apenas, de que tudo quanto é experimentado é ilusório; só aquele que realiza a experiência é verdadeiro. Atente para a testemunha; focalize a testemunha, e não as experiências. Por mais belas que sejam, todas as experiências são semelhantes ao sonho e é preciso que se vá além delas.
Assim, se a religião é poética, temos de falar metaforicamente. O discípulo que confia profundamente pode, facilmente, ser vítima da imaginação - é preciso estar sempre bem alerta. Confie, ouça as metáforas, mas recorde-se de que são apenas metáforas. Confie; muitas coisas começarão a acontecer, mas lembre-se: tudo é imaginação, menos você. E tem de chegar a um ponto no qual não há experiências, onde só existe o experimentador, silenciosamente.
Só a testemunha, a consciência, permenece observando tudo. Todas as experiências desaparecem e só o próprio cenário de todas as experiências permanece. Você permanece; tudo o mais está perdido. Lembre-se, porque você confia em mim, que falo por metáforas - e, então, a imaginação é possível. Imaginazione: cuidado com essa doença.
Fonte: Osho, Tantra: A Suprema Compreensão, Editora Cultrix, 1992.
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quarta-feira, novembro 03, 2010
O Ídolo
Deus não pode ser reduzido a uma imagem, e este é um dos fundamentos da experiência Sufi.
A visão Sufi diz: Deus não pode ser reduzido a qualquer imagem, metáfora, símbolo ou sinal, embora a mente humana tenha tentado, através dos tempos, reduzir Deus a algo que o ser humano possa venerar, manusear e enfrentar. Este tem sido um dos desejos mais antigos da mente humana: colocar Deus nas categorias humanas, de tal modo que ele possa ser manejado, manipulado e estar em suas mãos.
Na experiência Sufi isso é um sacrilégio, um pecado. O esforço de reduzir Deus a uma imagem se dá para falsificar a realidade.
Em primeiro lugar, por que desejamos que Deus seja reduzido a um ídolo? A própria enormidade da existência os desconcerta. Com essa infinidade, sentimos que estamos caindo num abismo. Pelo medo, o ser humano cria um Deus, um Deus pequeno, pequeno como o homem. Pelo medo, o ser humano cria Deus à sua imagem, e então ele se sente à vontade. Com a enormidade da existência, para se sentir à vontade você terá de desaparecer. Ou desapareça na infinidade da existência ou crie um Deus manipulável. Crie um templo em sua casa, deixe que Deus seja reduzido a uma imagem - então você pode esquecer a enormidade, a grande magnitude, a imensidão.
Por causa do silêncio eterno da existência, o ser humano deseja criar uma canção para cantar. A canção pode ser dos Vedas ou do Alcorão, não importa. O som é consolador, o silêncio é amedrontador. A imagem parece humana, parte do nosso mundo. O Deus sem imagem é super-humano, está além de nós. Se não formos além de nós mesmos, não poderemos encontrar o verdadeiro Deus. Para evitar esse encontro e essa transcendência, criamos por conta própria um Deus pequeno. Começamos a ter diálogos com nosso Deus criado, construído, manufaturado pela mente humana. Nós adoramos, oramos, fazemos rituais e ficamos felizes. Isso é uma espécie de sonho, não é entrar na realidade. Seus templos são barreiras para Deus, não portas. Elas fingem ser portas, mas não são. E seus modelos, suas imagens, suas filosofias, seu contínuo esforço de preencher o vazio da existência com palavras, filosofias e sistemas nada mais são do que criar uma falsa segurança à sua volta.
Deus é insegurança. Estar com ele é estar constantemente em perigo, penetrar nele é penetrar no desconhecido e no incognoscível. Isso amedronta, assusta. A pessoa começa a se perder e deseja se conter e não investigar a enormidade. Portanto, são de grande ajuda esses pequenos deuses criados por você mesmo ou pelos seus sacerdotes, a partir de sua esperteza, astúcia e perícia. Eles são falsos porque você os criou.
O verdadeiro Deus é aquele que criou você, e o falso Deus é aquele que você criou. Este é um dos insights fundamentais do Sufismo: o templo deve estar vazio, vazio de tudo feito pelo ser humano. A prece deve ser silenciosa, silenciosa de tudo que o ser humano fabricou nas palavras. A prece pode ser somente um diálogo - sem palavras, silenciosa - com a infinidade. Ela pode ser somente um desaparecimento de sua parte. Você pode somente se dissolver, se derreter, se fundir.
Porém, para estar disposto a isso, grande coragem é necessária. E o ser humano está sempre feliz com brinquedos. Todos os seus ídolos são brinquedos - esteja alerta com este fato. E o ser humano é tão esperto: ele pode criar grandes filosofias à volta de suas falsidades. Ele pode defender, argumentar, racionalizar e criar tamanhas nuvens de lógica que você pode ficar perdido nessas nuvens. É dessa maneira que a humanidade está perdida. Alguém está perdido nas nuvens cristãs, alguém nas nuvens muçulmanas, alguém nas hindus. Contudo, se você for fundo nelas, elas são todas especulativas, enunciações lógicas, filosóficas, sobre e sobre... Mas a verdade não se reflete nelas. A verdade se reflete somente numa consciência meditativa, e não numa especulativa - jamais. No momento em que você pensa, você se extravia. A verdade se reflete somente quando você está num estado de não-pensamento, quando nada se agita em você, quando não existe nem mesmo uma pequena onda em seu lago de consciência; então a verdade se reflete em você, e essa verdade não tem imagem. Essa verdade é amorfa e sem nome.
Lao Tzu diz: "Não sei Seu nome - ninguém sabe -, portanto O chamarei de Tao". Até os muçulmanos criaram seus próprios ídolos. Parece que a mente humana não pode resistir a essa tentação. Agora Caaba e sua pedra negra se tornaram o ídolo.
Você pode chamar algo de conhecimento. Se o conhecimento for possível (pois existe também o incognoscível), então o estado anterior ao conhecimento é a ignorância, mas se o conhecimento for impossível, então o estado anterior a ele não pode ser chamado de ignorância. A ignorância é ignorância somente quando comparada ao conhecimento.
Os Sufis não chamam o estado do ser humano de ignorância, mas de inocência. E a inocência é destruída pelo conhecimento. Você não se torna um conhecedor, mas sua inocência é simplesmente destruída - o que é uma perda, não um ganho, pois Deus pode ser sentido através da inocência, nunca através do conhecimento.
[continua]
Fonte: Osho, A Sabedoria das Areias - Discurso sobre o Sufismo, Vol. II, Editora Gente, 1999. ISBN 85-7312-133-5.
Marcadores: conhecimento, Deus, idolos, ignorância, inocência, Osho, sufismo
quinta-feira, dezembro 31, 2009
O Bem e o Mal
Por isso, no momento adequado e através das ferramentas amorosas, as entidades superiores ("Equipe de Supervisão") que, por muito amarem os ignorantes seres em evolução, possuindo o governo da vida, intervêm de maneira decisiva a fim de aproveitar as circunstâncias por eles criadas e, longe de permitirem que a maldade ofereça a última palavra, retiram de todo o ódio e de todo o mal, o ensinamento que melhorará os errados e os maldosos.
O Bem espera a melhor hora para fazer o Mal esclarecer-se, resgatando aqueles seres que o praticavam não porque fossem, essencialmente, maus, e sim, porque eram, em verdade, apenas ignorantes.
Lembrar-se de que é o Bem quem dirige as coisas e que é o Amor que governa a vida, nos fará sentir que, por mais injustiçados que nos sintamos, forças generosas estão apurando os fatos, preparando os caminhos e construindo um edifício mais belo e imponente para que todos, agressores e vítimas, nos vejamos beneficiados com os frutos de seus exercícios morais, os rudes recebendo a vergonha da constatação de seus erros e os resignados encontrando a paz da aprovação da consciência e o sorriso da evolução luminosa como prêmio que lhe pertence por direito, conquistado por seus esforços pacientes e perseverantes.
Esqueça o impulso de ver seus desafetos sofrerem como forma de pagarem pelos desaforos que lhe fizeram. Sua alegria não pode depender das lágrimas alheias porque isso seria a mais triste constatação de seu atraso moral e de sua iniquidade pessoal.
Não pode existir em seu coração qualquer resquício de vingança, para que a Misericórdia se levante em seu favor.
Fonte:
André Luiz Ruiz, Sob as Mãos da Misericórdia, Editora IDE, Araras-SP, julho 2009 (4a. Ed.).
Marcadores: amor, bem, Equipe de Supervisão, erros, ignorância, inocência, mal, misericórdia, vingança
sábado, setembro 22, 2007
A Ignorância
Os problemas gerados pela ignorância podem ser os mais diversos, como o sofrimento e a perda de saúde. O sofrimento mental costuma estar ligado ao nosso apego (doentio) a tudo que nos cerca e a perda da saúde costuma estar relacionada com as nossas ações erradas, como ingerir alimentos prejudiciais ao nosso corpo. Como a maioria dos governos está interessada em controlar a população governada, esses governos procuram manter a maioria das pessoas na escuridão, para facilitar o seu trabalho de controle. Veja, por exemplo, a insistência de todos os governos em acobertar a fenomenologia verídica (com realidade incontestável) das naves espaciais conhecidas popularmente como "discos voadores" [UFO, OVNI]. Você já parou para pensar por que isso ocorre? Acorrentado aos discos voadores existem uma série de outros assuntos, que também constituem tabus sociais (impostos pelos governos), como energia livre, gratuita e abundante, imortalidade física, terra oca, etc. Lembrar sempre que a abundância leva à liberdade e a escassez permite a imposição do controle, desejado pelos poderosos (aqueles que mantêm as informações libertadoras em segredo, em suas sociedades secretas)... Poderíamos ter o paraíso aqui na Terra, mas a supressão das informações fundamentais tem transformado nosso planeta numa prisão infernal...
Marcadores: ignorância, informações, tabus
