sexta-feira, julho 12, 2024

 

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sexta-feira, junho 07, 2024

 

As Leis da Vida - 11

  Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

Mensagem Final de Calunga

A lei da perfeição abraça todas as demais leis, pela sua grandeza. Não cai uma folha sem que seja da vontade do meu Pai. Nada acontece por acaso, não há sorte, não há azar, não há vazio, não há acidentes, não há coincidências.

Tudo tem um propósito, tudo está onde precisa estar, tudo acontece no momento certo, tudo está perfeitamente certo.

Eu sou único e sempre serei. Transformar-me-ei, evoluirei, desenvolverei meus potenciais na funcionalidade, nas capacidades, e tudo fluirá comigo ligado com tudo.

Tudo está marchando comigo e com todos.

Tudo vai gradualmente  de uma coisa levando à outra, uma coisa influenciando a outra e tudo vai se interligando, tudo vai se alimentando de tudo e tudo é nutrido de tudo.

Tudo está evoluindo sem que nada, absolutamente nada, seja inútil, seja esquecido, seja errado, seja falso. Até a falsidade desenvolve a gente na articulação da nossa expressão.

Quem não for falso jamais será um espírito articulado, porque falsidade é a capacidade teatral de vestir e criar personalidade no ser humano, nos seus dons mais brilhantes. Sem a prática da falsidade, jamais serei um espírito hábil e expressivo.

Tudo tem função, tudo está interligado, tudo me promove, tudo me melhora, seja qual for o caminho percorrido.

A perfeição paira indiferente às nuances, às interpretações, às doutrinas, às crenças, aos atos passados ou futuros.

Nada pode impedir a lei da perfeição. Não há julgamento, não há participação de uma consciência que decide, senão a minha.

Não há interferência quando eu não permito a interferência, e há interferência quando permito a interferência.

Vou junto com os mundos, junto com o sol, com a lua, com o sistema planetário, com a nossa galáxia, com as outras galáxias.

Estou caminhando num caminho sem fim, processando e evoluindo, ampliando minha consciência. A lei me mostra como caminhar mais facilmente.

Ser perfeito é conseguir a habilidade de funcionar na lei, porque tudo já funciona na lei.

Mesmo a minha disfunção é útil ao aprendizado e à minha conquista da funcionalidade.

Todo deficiente está apenas experimentando uma vivência do despertar de outras habilidades, de outras formas de desenvolver-se, e é periódico, porque ele sai da vida e volta a ter a saúde completa, e sua estrutura se refaz completamente.

Nada na lei da transformação vai se perder. Tudo se recompõe, tudo se renova. Eu morro velho e daqui a pouco estou novamente jovem, refeito, recomeçando, recomeçando e recomeçando sempre.

A cada minuto de vida eu me refaço, recomeço, me transformo e opto, me reinvento, me transformo, numa dança que jamais vai parar, e o prazer está justamente em dançar, em se transformar, em viver.

Aonde  vai chegar não me é dado saber, porque também não me interessa, pois tem algo que cuida disso.

O que me interessa é como eu ando, como eu danço, como eu vivo, como estou. Todo o resto me mostra a segurança da perfeição.

Tudo é absolutamente seguro. Quanto mais estudo e vejo a segurança em mim e em todas as coisas, mais eu me sinto seguro, mais tenho inspiração de como agir, de como me posicionar, de como entrar no sempre acertar, no sempre entender, no sempre comprender.

É pensando na lei que eu desabrocho a consciência cósmica, compensando o mecanismo de viver, e me transformo em direção do fluir de maneira funcional com tudo isso.

O nome da perfeição é equilíbrio. A sensação que eu tenho com o perfeito é o descanso no equilíbrio que tem uma constante na modificação.

A constante sou eu, espírito eterno. Sou a constante no uviverso, o que se transforma e nunca deixa de ser si mesmo.

Segurança é a consciência do meu espírito. Não importa o que acontecer, ainda serei eu e melhor do que sou.

A vida não me assusta, porque se vivi tudo isso e estou aqui, estarei daqui a milhões de anos bem melhor do que estou.

Não há o que condenar na vida. Eu criei minhas ilusões, eu criei minhas desilusões, eu criei minhas mágoas, eu criei minhas revoltas, por isso eu tenho que descriá-las. Na leitura que eu fiz, eu ainda era impotente para realizar o que eu queria.

Iludi-me com uma coisa que não era funcional, pois não tinha maturidade para produzir sua funcionalidade, assim não foi produzida e eu me vitimizei. Portanto, agora me liberto da vítima.

Confronto as perdas, os fracassos, as decepções, compreendendo e assumindo total responsabilidade por elas, dissolvendo-as como dissolvem as ilusões.

A lei que me faz rever o que é verdadeiro e o que é ilusório me ajuda a discernir. Agora observo e estudo essa lei que está em tudo e em todo lugar.

Só assim vou poder aproveitar os conhecimentos que estou adquirindo no momento, sensibilizando-me. Ela sempre esteve aqui dentro de mim e, mesmo que esteja mais fundo na minha consciência, eu agora a reconheço.

Neste instante, eu abraço a perfeição que existe em tudo que fiz, que faço e que farei, mais consciente dela, e me elevo na contemplação da vida, percebendo quão extraordinária ela é.

Tomo a consciência de minha necessidade de usar a lei da pefeição, de pô-la definitivamente na minha vida.

Tudo é único, tudo se transforma, tudo evolui, tudo é eterno, tudo é funcional, tudo está interligado, tudo é crer, tudo é relativo, tudo é perfeito e o que é para eu ser, eu serei.

E assim vou vencendo os apegos, as ignorâncias e aprendendo a dinamizar meu potencial em meu próprio proveito.

Minha fé, minha importância, minha atenção, eu agora as seleciono bem para produzir os efeitos que eu quero. E ceramente os produzirei e viverei o que eu produzir.

Está em mim a liberdade de escolher para aprender a escolher de acordo com o meu espírito, com a minha individualidade, com a minha diferença, preservando, pelo meu arbítrio, a minha integridade para ao universo me integrar.

Fique em paz.

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quinta-feira, junho 06, 2024

 

As Leis da Vida - 10

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO

A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.

Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.

Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".

A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.

Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.

A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.

Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.

Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.

"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.

Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.

Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.

Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.

Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.

Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.

Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.

No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.

O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.

Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.

Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na  próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.

Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.

Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.

Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.

"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).

A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.

Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.

É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.

Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.

E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.

Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.

Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.

Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.

Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.

Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.

Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.

Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.

Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.

Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.

Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.

Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.

Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".

Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.

Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.

Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".

Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.

Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.

Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."

Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.

Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.

Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição: De maneira alguma. Está perfeito tudo que o outro fez com você. Ele não tem culpa se você o atraiu para sua vida. Isso não significa que o outro possa fazer de você o que bem entender e tudo estar bem. Saber dizer 'não' também é uma grande virtude.

Se você se sentir invadido, use sua inteligência, se valendo do que estiver disponível no momento, para garantir seus direitos e sua proteção e, caso seja necessário, vá à justiça.

Porém, depois de passada a emoção, recolha-se ao seu silêncio interior e se responsabilize pelo fato, liberando o outro. A autorresponsabilidade é uma atitude interior.

Crença comum: "Não suporto a injustiça". Lei da perfeição: Não há injustiça, não há vítimas, tudo está perfeito. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir os outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Crença comum: "Não posso ver um mendigo na rua que morro de pena". Lei da perfeição: Cada um está onde se põe. Tudo é perfeito. Pena, piedade e dó são sentimentos que precisam ser erradicados da nossa vida. Não há vítimas. Como podemos ter pena de alguém que tem todo o poder dentro de si?

Quando você olha para alguém, por mais lastimável que seja a situação dele, com sentimento de pena, piedade ou dó, você está tirando todo o poder que Deus deu para ele. Está rebaixando mais ainda a condição dele. Você está sendo pretencioso, achando que Deus errou com ele. Por que será que Deus permite que ele passe por aquela situação? Por que temos que corrigir Deus?

Em potencial, todos somos iguais, porém diferentes nas manifestações individuais. Uns já desenvolveram certas habilidades, têm a consciência mais expandida, e em outros é só uma questão de tempo.

Quando vir um mendigo, uma pessoa doente, alguém passando necessidades, sofrendo muito, olhe para ela com os olhos da alma, que não julgam, e não com os olhos imediatistas do rosto, e perceba que aí tem uma pessoa com todo o poder dentro de si, como você e como todo mundo têm, que ele está passando por aquela experiência momentaneamente, para desenvolver alguma faculdade, alguma virtude, alguma habilidade, porque tudo é útil.

Assim, você não estará tirando o poder dela. Não a estará colocando ainda mais para baixo. Ao contrário, estará elevando-a. Estará trocando a pena, a piedade e o dó por um sentimento muito sublime, que vem da alma, chamado compaixão. Sua energia dirigida a ela não será tóxica, mas nutritiva. A alma dela perceberá e isso vai tratar de instigá-la a mudar de crenças e atitudes, melhorando, consequentemente, sua vida e a vida dela.

Essa pena que você sente é uma carência sua. A pior das carências, a carência espiritual. É você que está sendo digno de pena, pois não acredita um centavo no seu espírito e, consequentemente, no espírito dos outros, que têm um potencial do tamanho de Deus, só não estão sabendo usá-lo, por enquanto.

Crença comum: "Não consigo perdoar meu marido por ter me traído". Lei da perfeição: Está tudo certo, está tudo perfeito. Cada um está onde se põe. Ninguém trai ninguém. É a pessoa que atrai a traição porque é traível, e cada qual é responsável por tudo que ocorre em sua própria vida.

Depois, esse negócio de fidelidade é bobagem. Se você pautar seu relacionamento pela fidelidade ou infidelidade, adianto que já fracassou, porque não podemos e não conseguimos mudar e controlar as pessoas para satisfazerem nossas vontades.

As pessoas são como são e ponto final. Há tantos outros aspectos mais importantes num relacionamento. Sexo é importante, mas não é tudo, nem o principal. Quem decide com quem quer ficar não são as pessoas, mas os espíritos de ambos.

Por isso, releve, se libere desse apego doentio da infidelidade, que só a prejudica e a deixa presa na pessoa, pois seu poder, nessa condição, está com ela.

Crença comum: "Essa mulher não se manca mesmo. Apanha do marido alcoólatra quase todo dia e não larga esse cafageste". Lei da perfeição: Como a vida é perfeita e justa! Todo alcoólatra é um poço de orgulho. Como não consegue relaxar por causa da arrogância, se vale da bebida para isso. Aí vai cair na rua, se humilhar, vai ser motivo de chacotas, perde completamente a autoridade, inclusive para as crianças, até ceder. Quando ele aceita sua situação e entra na modéstia, ele para de beber.

A mulher, por sua ver, está no lugar onde se pôs e atraiu um marido dessa qualidade porque também é arrogante. Toda pessoa submissa é orgulhosa. É o oposto da verdadeira humildade. Faz-se de coitada para não assumir responsabilidades. Tudo é culpa dos outros. Sente-se bem quando os outros sente pena, piedade ou dó dela.

Veja como a mulher do alcoólatra se desvaloriza. Não se considera, tira de si para dar tudo para os outros, principalmente para os filhos, não sabe dizer não, e assim a vida a trata do jeito que ela se trata, atraindo um marido alcoólatra. Está tudo perféito.

As dores de ambos, porque é uma vida conjugal infernal, são a linguagem que entendem para desenvolverem o conhecimento, a lucidez e tomarem jeito. Se já tivessem um pouco de lucidez, não teriam se atraído.

Esta é a função da dor: nos estimular para a gente sair da própria dor. Ninguém briga com ninguém. Estão apenas se entendendo, se conhecendo, experienciando e, certamente, vão tirar algum proveito daquela situação dolorosa, mesmo que não percebam de imediato. 

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segunda-feira, junho 03, 2024

 

As Leis da Vida - 10

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO

A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.

Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.

Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".

A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.

Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.

A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.

Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.

Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.

"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.

Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.

Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.

Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.

Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.

Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.

Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.

No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.

O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.

Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.

Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na  próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.

Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.

Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.

Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.

"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).

A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.

Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.

É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.

Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.

E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.

Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.

Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.

Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.

Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.

Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.

Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.

Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.

Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.

Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.

Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.

Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.

Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".

Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.

Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.

Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".

Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.

Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.

Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."

Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.

Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.

Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição:...

[continua]

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segunda-feira, maio 27, 2024

 

As Leis da Vida - 9

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

9. Lei do destino: O QUE É PARA EU SER, SEREI

A lei do destino é fatal. Por que é fatal? Porque existe um plano divino estabelecido pelo seu espírito que é perfeito para você. O que você vai ser não pode ser mudado, porque você já é.

O processo para alcançá-lo não é fatal, pode ser mudado de acordo com suas crenças. O caminho é você quem faz, por meio de suas escolhas, de seu arbítrio.

Cada um tem seu caminho único, individual, pois você é diferente de todos e o que serve para você é diferente do que serve para os outros.

Assim, você vai escolher, entre todas as opções, aquela que faz um bem para você. Como tudo está ligado a tudo, você iria se dissolver se não tivesse uma escolha própria.

Uma escolha só pode acontecer se houver percepção, discernimento, consciência. Você vive, experimenta, sente as coisas, então escolhe. Chega um milhão de coisas na sua cabeça todo dia, e você está constantemente fazendo escolhas.

Diante disso, ninguém consegue parar de escolher. "Ah, não vou escolher". Neste caso você já fez uma escolha. Não tem saída. E tudo que você escolhe está perfeito. Sendo assim, sua evolução está seguramente garantida. Por isso que você é a lei.

O "como vai" é seu. Vai sem dinheiro ou com dinheiro? Vai com ajuda ou sem ajuda?  Vai encrencando ou vai na maciota? Vai na teimosia, batendo o pé feito criança e arrumando encrenca ou vai fluindo como um bom aluno? Não importa como, mas você vai.

"E aonde eu vou chegar?" Sei lá. O seu lá é diferente do lá do outro. Hoje você chegou e aquilo já estava ali quando você chegou, e aí você teve uma paz, e quando teve aquela paz, o que você sentiu? Que a paz sempre esteve dentro de você.

Perguntaram para Michelangelo como ele esculpia aquelas estátuas tão maravilhosas. Ele disse que, ao ver o bloco de mármore, já via a obra pronta. Só ia tirando os excessos e descobrindo a estátua.

Na verdade, esses excessos na nossa vida são as nossas ilusões. A nossa essência apenas está encoberta por elas.

Muita coisa você percebe porque você está emergindo à medida que você lê. A leitura está inspirando você, tirando suas ilusões, sensibilizando, puxando, e aquilo vai vindo. A gente chama isso de inspirar, motivar, provocar, sensibilizar, mas são apenas palavras usadas para trazer o que já está dentro de nós.

"Ai, que maravilha esta leitura!" Claro, já estava dentro de você... "Este livro é o máximo!" Não, ele só está trazendo à tona o que já está aí.

O máximo é a vida. Você é a lei. Seu verbo, sua fé, faz a maneira como você caminha dentro do seu processo. Então, quando você crê desta maneira, você vem para cá. Quando muda a crença, você vai para lá.

É assim durante todo o caminho. Você vai do seu jeito, que é seu próprio exercício de desenvolvimento, porque tudo é relativo ao seu crer e tudo vai para o melhor sempre, e tudo é útil porque tudo é funcional e perfeito.

Todas as leis estão inter-relacionadas, pois tudo está ligado e tudo afeta tudo. A verdade é infinita porque tudo é infinito. Por isso você costuma tomar uma frase que sintetiza um aspecto da verdade.

Você pode ler uma frase a vida inteira e, cada vez que ler, ela vai lhe trazer alguma coisa nova. Ela é universal. Essa é a característica daquela frase, daquele ditado, daquela poesia. Ela tocou a verdade e tudo que toca a verdade, ou mostra um ângulo da verdade, é infinito.

Para falar da lei do destino, fatalmente precisamos insistir no somatório das nossas "fés". Não poderia de ser, uma vez que são nossas crenças que moldam nosso futuro.

Você sabe que é você que faz sua realidade. Você é a base, você é a lei, você é suas crenças e você não tem apenas uma fé. O que é este instante para você? É a realidade que está se formando a partir de suas "fés" ativadas.

Na verdade, este instante é feito do somatório das suas crenças passadas. "Ah, eu acredito que vai dar certo". Não basta só isso. Vai depender de suas outras "fés".

O que conta é o somatório para você, e cada um tem o seu somatório, já que tudo é único, como vimos na lei da unidade. Cada um vai viver dos seu jeito.

Você tem alguma crença antiga que já desativou. Você a usou enquanto lhe foi útil, mas depois começou a pensar diferente, mudou seu ponto de vista, percebeu que não servia mais, e a desativou.

Tem crença nova que está apenas meio ativada, porque você está mudando. Tem crença que está totalmente ativada, ou positivada. Mas, não é só porque você crê que vai funcionar e, assim, vai obter aquilo que você quer. Vai depender de todas as crenças que estão ativadas. É o somatório de tudo, é a proporcionalidade, é matemática pura.

Então, o que vale é o somatório. Aí entra a outra lei, a lei da conexão. Tudo está  ligado a tudo em todas as suas crenças ativadas.

Por exemplo, você pode estar muito bem consigo, se sentir ótima, as coisas estão indo bem, até que você se olha no espelho e, de repente, tem uma crise de ego, porque está feia, porque está gorda, porque está velha, porque está assim ou assado, começa a se comparar com a outra. Isso vem na cabeça, você permite, aceita e entra no negativo.

Pronto! O somatório despenca. De sessenta cai para quarenta. "Ah, mas isso não tem nada a ver com a minha vida financeira, com a minha vida afetiva." Você é que pensa que não tem. É a lei da conexão funcionando. Aquilo que você faz consigo, o que você pensa da vida, tudo isso conta.

Não é só o crer que conta. É também o ativar o que se crê. Você já resolveu uma crença, mudou para outra melhor, você melhorou, mas a crença antiga  ainda está lá e a qualquer momento pode ser ativada se você não tiver firmeza e posse de si.

Crer é uma coisa, outra coisa é o quanto você investe nas circunstâncias do dia a dia. Tem crença que você já firmou, não tem mais jeito de investir, mas tem crença que não está bem firmada, que ainda corre perigo de ser ativada por algum comentário de alguém e sua média pode cair.

Não é uma convicção plena, porque essa se garante. Podem falar o que bem entenderem que o somatório não cai.

Portanto, o ato de criação das coisas e do seu destino depende da constância com que você alimenta suas crenças, de onde você investe. Há perigos? Há.

Conforme o grau do seu domínio vai crescendo com a evolução, você vai conseguindo entrar nesse universo de criar com mais facilidade e qualidade.

Muitas vezes o ego sofre influência do meio, da mãe, por exemplo, e a mãe, do filho, porque o domínio é: o domínio do mundo sobre você, ou de você sobre o mundo.

Este é seu trabalho. Sair do domínio do mundo para entrar no seu domínio. E nesse processo você está vulnerável num certo grau. Por isso, uma das maiores virtudes do ser humano é a posse de si.

A posse de si protege de tudo e de todos, de qualquer espécie de energia densa, e essa proteção é extensiva a tudo o que é seu. A posse de si representa a confiança em sua Sombra, em sua Alma, em seu Eu Superior e, em consequência, no Espírito Uno.

A pessoa que não tem posse de si, que fica assumindo responsabilidades que são dos outros, se sente confusa, atrapalhada, seus caminhos ficam cruzados com os dos outros, acaba ficando doente e sua vida vira um inferno. Se a pessoa for mais sensível, com uma mediunidade mais desenvolvida, tudo fica mais intenso e pior. Daí a importância da posse de si.

Ter posse de si é se aceitar como você é, espontaneamente. Nos trabalhos de terapia, a gente percebe que as pessoas não sabem o que é realmente se aceitar. A maioria chega dizendo: "Ah, mas eu me aceito e as coisas continuam na mesma". Aceitar-se é não se comparar a ninguém, é não se culpar, não se julgar inferior, é respeitar sua individualidade, seu temperamento, seu jeito de ser, é não desempenhar um certo papel para ser aprovado e aceito. Quem se aceita de verdade tem posse de si, é dono de si.

Ter posse de si é se pôr em primeiro lugar. Quando você não se põe em primeiro lugar, você está pondo alguém lá e se rejeitando. Isso não significa ser egoísta, mas dar-se o devido valor. Quando você toma essa atitude, não quer dizer que você esteja rebaixando ninguém, ou roubando o lugar de alguém. Cada um sabe onde se colocar. A pessoa, quando não se põe em primeiro lugar, está dizendo que os outros são mais importantes e, geralmente, para ganhar uma aprovação, procura ser boa para eles, não importa o sacrifício dispensado. Se você age desta maneira, saiba que você está dando uma ordem à sua Sombra: vai para eles. E Ela vai para a mãe, para o pai, para o irmão, para a sociedade, e você fica vulnerável, sentindo-se um lixo.

Ter posse de si é sentir que o que você sente é mais importante do que as pessoas falam. O que os outros falam ou pensam de você, só interessa a eles, não a você. O importante não é aquilo que você aprendeu, mas aquilo que você aceita na sua experiência, o que você gosta. Só você sabe o que é bom para si.

Ter posse de si é sentir que você é ótimo, perfeito, corajoso e ousado, não se criticando, não se condenando, não se contrariando, aceitando suas vontades e seu temperamento. É sentir-se divino. Se você não se sentir ótimo, como poderá tomar posse de algo que tenha qualidade?

Quem tem posse de si não reivindica a consideração, a atenção, o apoio, o amor do outro com a intenção velada de se sustentar, embora, quando aparecem, sejam sempre bem-vindos e muito agradáveis. Sua sustentação reside na posse de si e não no externo. Significa não delegar o seu poder a ninguém, visto ter a sua individualidade bem definida, eis que se considera sui generis, único, aceitando-se como é. Cultua para si o pressuposto "estou no mundo, mas não sou do mundo", e está longe de pertencer à vala comum. Investe em suas diferenças, abominando a mesmice. As forças da Sombra só obedecem quem tem posse de si. Se você não tomar posse de si, fatalmente, outros tomarão.

A posse de si é a base de toda força, da possibilidade de realização. Estamos falando das forças divinas em nós. Porém, essas forças não se encontram bem direcionadas devido exatemente à falta de posse de si. A gente vem de um nível sem posse nenhuma, totalmente na dependência do mundo externo (quando somos bebês). A posse de si tem muitos níveis, e é preciso galgá-los sistematicamente.

Sua vulnerabilidade traz para você a inconstância, e essa inconstância gera um fluxo de realidade instável de altos e baixos. Isso é do momento evolutivo das pessoas. Vai e volta até se firmar naquela crença.

Mas, isso não significa que você não seja o responsável, o autor, o agente. Você sempre será. Cada um é cem por cento responsável por sua realidade.

[continua]

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domingo, maio 26, 2024

 

As Leis da Vida - 8

  

Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

8. Lei da relatividade: TUDO É RELATIVO

Tudo é relativo. Não há nada absoluto, além da sua eternidade ou da própria lei. O resto é relativo. Uma resposta dada como certa hoje, poderá não ser amenhã. Uma grande verdade espiritual que você tinha na infância, hoje pode ser um grande absurdo, não é mesmo? O que é pecado para uns, para outros é uma liberdade, um grande prazer.

As pessoas mudam, o mercado muda, o tempo muda, os valores mudam, e se você não mudar, aquele seu projeto de vida estará comprometido.

Há um momento  certo para alguma coisa acontecer, porque tudo é relativo. Tudo depende da combinação de vários aspectos internos de você, como seu estado emocional, afetivo, psicológico, seus condicionamentos, seus bloqueios, suas revoltas.

Quando você fala "não concordo", já vem porcaria, porque você quer do seu jeito, é teimoso, e aí vai fazendo um rolo danado, e terá uma série de conflitos, mas se você não tiver discordância, analisa tudo abertamente e tira uma conclusão e busca uma ação proporcional às condições daquele momento.

Você quer uma segurança total? Impossível. Você quer que a coisa fique totalmente clara e certinha? Impossível. Você quer uma receita? Você nunca vai ter, porque tudo é relativo e a receita do outro não serve para você.

Você acha mesmo que aquilo que deu certo para o outro vai dar certo para você? Não vai mesmo. Deu certo para ele nas condições dele. As suas condições são completamente diferentes.

Além dessa lei da relatividade, você se lembra da primeira lei, que diz que tudo é único? Você tem seu caminho único. Seu processo é diferente do processo de cada ser humano. A vida não repete.

Aceite que você não é de confiança. Aceite que você é relativo. "Bem, vou por aqui, vou seguir do meu jeito que é único, vou ver como é isso". Aí, a ansiedade se acalma, as cobranças desaparecem junto com as culpas e as desilusões, você já não promete mais, você fica calma, aberta, mais na humildade, e a coisa vai. É uma verdadeira revolução.

Siga sua vontade. A vontade é a voz do espírito dizendo: "é por aí". Você sente que é por aí, então vai. "Ah, mas o outro foi por aí e se deu mal". O outro é o outro no caminho que é só dele. Seu caminho não vai ser igual.

"Ah, mas eu já devia estar fazendo isso". Não devia. Você ainda está na arrogância. Não há nada que mais emperre o fluir das coisas que a arrogância. O seu melhor é o melhor que você sabe e não o que você acha que já devia saber. Isso é seu pior.

O negócio é ficar na sua. Relaxe, não crie expectativa, não se revolte, largue, pois tudo é relativo e tem seu tempo certo, que é aquele em que suas condições permitem.

Tudo aquilo que está acontecendo, o fato, que é um fenômeno da consciência do agora, e o que está nele, não passa de uma percepção segundo seu ponto de vista, e o seu ponto de vista (que é relativo), que é uma crença, pode ser mudado, mudando sua realidade. Você coloca seu crer ali de uma forma diferente da convencional, incorpora esse crer e isso acaba virando realidade.

Não é fantástico isso? A crença tanto pode construir o positivo como desfazer o negativo. Todo mundo acha que aquilo é assim, mas você, na sua convicção, diz: "não, isso é  ilusão, é bobagem!"

Pronto! Aquilo desaparece. A gente percebe isso na hipnose. A pessoa é sugestionada de que está com dor de barriga, por exemplo. Então, ela passa a sentir realmente a dor e, ao receber o comando de que é uma ilusão, a dor simplesmente desaparece.

Por isso, é fundamental prestar atenção ao que você está fazendo com as suas ideias. Toda ideia é uma crença que vai virar realidade. Analise, questione o que você está fazendo. Como está a coisa? Como é que é? O que está vendo ali? Que coisa é essa? Use o poder da crença para construir uma realidade melhor para você.

"Fiz tal coisa, agora vem uma consequência, mas eu não acredito nessa consequência. Não boto fé nisso. Estou noutra". E aquela consequência acaba não acontecendo. Deixe os outros dizerem que vai dar errado, porque você fez assim. Eles estão viciados na normalidade. Não levam em conta a lei da relatividade.

Quando você diz "é", você está dizendo "existe". "Eu sou o verbo." Não está escrito na Bíblia? O verbo ser é o verbo da criação. Ser é sinônimo de existir. Mal sabe o ser humano que sua realidade está  sendo construída, transformada, moldada pelo "é" ou pelo "não é".

Quando a intenção é para o negativo, é terrível, e é o mais comum, mas quando é para o positivo, é simplesmente fantástico. É o exercício da criação. Esse é o poder com o qual todos fazem sua realidade.

As pessoas, em geral, colocam o "é" em tudo, só que não têm posse do "é" delas. Acham que o "é" é independente delas. Por exemplo, tem uma coisa em casa que sumiu e nunca mais apareceu. O que aconteceu com aquilo? "Ah, acho que roubaram; acho que perdi." Dão uma explicação concreta que é independente delas.

O ser humano quer que seja independente dele porque dá uma sensação de segurança, mas é uma sensação falsa.

Sem saber, está construindo uma realidade insegura, porque se ele tivesse consciência do poder criativo do "é", ou seja, que ele é responsável pelo "é", que o "é" faz parte dele, certamente faria uma realidade tão próspera como segura.

O sumiço daquela coisa, não importa como ocorreu, é de responsabilidade do proprietário dela, ou seja, o poder de fazer sumir é dele. O "é" é dele.

Portanto, jamais abra mão do poder do seu "é" ou "não é". Mesmo para as coisas negativas, assuma que é uma criação sua, porque se você abdicar do poder de criar o negativo, fatalmente estará abdicando do poder de criar o positivo.

Como já foi dito, cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece na sua vida, sabendo ou não dessa máxima. Em outras palavras, seu destino é você quem faz.

O "é funciona em total sintonia com a relatividade. Tome o exemplo de suas pessoas que são leigas em determinada tarefa. Uma diz: "isso aqui é um problema". A outra diz: "é nada". Vai lá, mexe daqui, mexe dali e ajeita aquilo. "Ah, mas a outra sabia." Não, é que ela vê por um ângulo diferente. A pessoa continua achando que é problema, que a outra tem uma capacidade especial, mas não tem. Ela simplesmente não acreditou que era problema, mexeu e consertou.

"Ah, sou eu que não levo jeito pra coisa." Não. É o seu "é" que é diferente do "é" dela. Tudo é relativo. As pessoas não controlam esse "é", achando que o "é" existe fora delas.

É uma questão profunda de fé. Porque é o "é" que faz a fé. É ou não é. Isso é a fé. Não a fé no sentido cultivado pelas religiões,mas o crer. O crer comum de todo mundo. "Tua fé te salvou." Jesus poderia ter dito "Teu crer te curou" ou "Teu "é" te curou", que daria no mesmo.

O verbo ser é o verbo da criação. Mas, como é que se manifesa o verbo ser? Ele se manifesta através de você, da pedra, do rio, de todos os seres. Absolutamente tudo que existe, tudo que é, é uma manifestação de Deus. Todo ser é o "é" divino em ação.

Albert Einstein disse que "a realidade é meramente uma ilusão, apesar de ser uma ilusão muito persistente". Por ser mutável, a realidade é uma ilusão. A verdade nós não mudamos, mas a realidade sim.

O que é verdadeiro? O espírito. A matéria também é mutável, portanto, também é uma ilusão. O mundo físico que você vê também não passa de uma ilusão, mas o espírito precisa da matéria ilusória para se manifestar. A mesa que você comprou é uma criação da sua mente. Você a percebe como real, mas é uma ilusão. Tudo é criação da mente.

No astral, esse fenômeno se percebe mais claramente. Como as moléculas são menos coesas que aqui, por isso muitos o chamam de mundo etéreo, a ilusão se materializa instantaneamente com o poder criativo da mente.

Se você se concentrar e imaginar uma mesa, ela imediatamente se materializa na sua frente. Eu, Lúcio, pude comprovar isso numa projeção astral que fiz em companhia de meu guia.

Como eu adoro cachorros, peguntei se no mundo dele (astral) havia cães. "É claro", ele me respondeu, e pediu que eu olhasse para um grande gramado à frente e imaginasse um cão com determinadas características. Imediatamente apareceu um cão que veio ao meu encontro e se ergueu para me abraçar. Era o meu Barão, que havia morrido havia seis meses.

No astral, as pessoas criativas, os arquitetos, os artistas, pintam e bordam com esse poder. Constroem e refazem casas e jardins belíssimos, tão magníficos que não há similares por aqui.

Quer dizer que até a matéria é relativa? É. Toda ilusão é relativa. Cada um vê uma construção de um modo diferente. A Terra é uma ilusão? É, assim como o sol, a lua, as estrelas, tudo que é material. O mundo que vemos é Maya, como dizem no Oriente.

Os astros, como a Terra, são criações de seres mais poderosos, as criaturas angélicas, como foi dito no capítulo referente à lei da evolução. Pra gente, que não está nesse nível de criação, fica difícil entender e aceitar, acha que as coisas existem independentemente de alguma consciência e se confunde.

Quando a gente evoluir mais, principalmente no astral, vai perceber que a Terra é plasmada por essas consciências. Se essas consciências resolvessem afirmar: "tal planeta é uma ilusão!", ele imediatamente desapareceria. 

Você precisa tomar consciência da lei da relatividade nas suas ideias, nas suas atitudes, nas suas crenças, enfim, na sua vida. "Ah, porque eu sou isso. Ah, porque essa situação na minha vida existe."

Tudo bem. Se existe e você não consegue mudar é porque há outra consciência que está submetendo essa crença em você. Você está submisso à ideia de alguém. Mas, se você não estiver submisso, seu "é" está puro, você está livre para atuar no seu ponto de vista.

As trevas não podem agir em volta de você. Elas têm que agir através de você. Se você foi sugestionado, desde criança, de que tem medo, passou a vida inteira tendo medo, viveu aquele  medo, é a sua crença submissa a alguém que está criando sua vida insegura.

O que  é realmente anárquico é saber que, quando cada um perceber que seu "é" é o dono do seu poder,do seu destino, de sua verdade, de sua realidade, de sua eternidade, não haverá mais domínio de uns sobre outros, a não ser dos mais evoluídos, mas esses nunca trabalham com as trevas.

Os mais evoluídos dominam as ideias e criam, como um pai cria para o filho seguir em frente. São os responsáveis por nós. Querem o nosso progresso, porque eles também dependem do nosso progresso.

Perceba, então, que nada é, senão quando você afirma que é. Tudo segue da forma que você vê e interpreta, e ver é uma questão de ponto de vista. Isso é o melhor da lei da relatividade.

Tudo pode ter um milhão de lados. Você precisa usar essa lei o dia todo. Não tome os fatos, as situações, como se fossem uma fotografia estática e definitiva do momento.

Não use seu "é" indiscriminadamente, para não criar determinada situação indesejada em sua vida. Ele é muito valioso para ser desperdiçado em qualquer coisa. Cuide dele como se fosse a joia mais preciosa do universo. E é.

Mesmo se toda uma conjuntura parecer óbvia aos olhos dos outros, você ainda assim pode ver de um ângulo diferente e transformar a situação a seu favor, porque você é o verbo. Aquilo pode afetar todo mundo, mas, chegando a você, muda. Você será o único a não ser atingido.

"Como é que é isso? Que sorte!", todos dizem. É nada. É o seu "é" que é diferente. No relativismo tudo anda de acordo com o ponto de vista de cada um. Procure, então, ver por outro ângulo, por outra perspectiva, aquela situação desagradável que não sai da sua vida.

Você precisa escolher o ponto de vista que seja melhor pra si e, também, bancar o seu "é". Se você tiver essa coragem, o domínio de bancar seu "é", você vai conseguir qualquer intento, além da submissão dos demais que insistem em manter aquele ponto de vista diferente do seu. Fé é bancar o seu "é". Note que até a palavra Fé contém seu "é".

Se há um campo onde a relatividade se mostra bem evidente é o da moral. Moral é um conjunto de crenças, de valores estabelecidos num consenso por um grupo, na realidade deles. Um consenso é um acordo entre as pessoas para organizarem a relação social.

Toda realidade é um consenso social, grupal. A moral varia de acordo com o processo evolutivo da vida, e os valores se transformam com nossas experiências. A moral é relativa, pois depende da cultura de cada povo. Por exemplo, o árabe pode ter várias esposas, enquanto no Brasil isso é considerado crime.

"Olha, isso é sério". Depende. "Isso é errado". Depende. "Isso é imoral". Depende. "Isso é pecado". Depende. Tudo depende, porque o homem percebeu que um fenômeno qualquer contém muitas forças envolvidas.

Assim é a vida. Tudo está interligado e tudo interfere em tudo. Não existe um fenômeno, um fato, isolado.

As pessoas não estão limitadas a determinados valores. Cada um tem a sua individualidade, não obstante a interdependência entre elas. Individualidade é uma qualidade do espírito.

Na interdependência, uma pessoa influencia a outra ou várias. Se uma das pessoas tem uma vontade diferenciada dentro de um grupo e se afirma naquilo com poder e fé, as outras provavelmente vão mudar. Um líder, qualquer que seja a área em que atue, na religião, na política, na sociedade, é capaz de mudar todo um consenso.

Tudo é relativo a cada um e, ao mesmo tempo, às forças que estão em volta. Contudo, essas forças podem sofrer interferências por cada individualidade capacitada para interferir, com suas ideias, seu poder, sua convicção.

Por isso, todos sabem que a união faz a força. Quanto maior o grupo, mais ele fica forte e poderoso para implantar suas ideias e dominar na evolução social e nas transformações.

A tecnologia exerce um papel preponderante nas transformações do planeta, acelerando o progresso. Veja o caso da internet e dos meios de comunicação em massa. Simplesmente esculhambaram com a moral e estão derrubando governos  fundamentalistas e autoritários.

Não importa quão importante e grande seja um império, ele fatalmente vai ser substituído por outro. Não importa como foi sua vida e o que você passou. Você terá que viver outra vida, completamente diferente daquela.

A evolução é implacável. Tudo muda, nada fica parado. Quem se demorar, por causa do ego e de suas autoafirmações, só vai emperrar e virar trevas. Trevas são hoje o que ontem foi bom.

O ego, o orgulho da pessoa, não quer a evolução. Sendo a evolução e a relatividade leis da vida, se você não aprender a se renovar, a se reinventar na medida do contexto em que está vivendo, se você se atrasar e não se atualizar, você vai se arrebentar e vai para as trevas. Você vai se transformar no inimigo. Ontem você foi o mocinho, hoje será o bandido.

Tudo é uma questão de momento. Na época em que o mundo precisava ser povoado, a homossexualidade era malvista. Depois que houve o excesso populacional, ela deixou de ser imoral. Tudo é relativo segundo o interesse da comunidade.

No início, o samba e as escolas de samba eram marginalizados. Depois cresceram, o povo todo se interessou, virou manifestação cultural e a elite começou a aceitar, porque se tornou viável economicamente.

Tudo  envolve interesse econômicos. Tudo é relativo à época e às situações em que se encontra a coletividade. Quando não interessa, põe lá para baixo, quando interessa, põe lá pra cima. Sempre foi assim na humanidade.

Quem quiser se submeter à moral geral, que se submeta, quem não quiser, que escolha. O mundo, de jeito que vai, aponta para que a moral acabe e que tudo seja relativo, o que é muito mais humano.

Quando os valores restringem, dizendo que o normal é "x", a cultura estoura, se arrebenta em guerras e revoluções. Quando a cultura abre para que as individualidades possam se expressar com mais amplitude, ela prevalece e sobrevive, porque é a lei.

A gente vê bem isso nos sistemas políticos. O comunismo autoritário, por exemplo, sucumbiu, porque o sistema impedia a escolha, o elemento mais sagrado da individualidade. Os americanos fizeram o oposto: vale a individualidade, o arbítrio, a escolha.

Assim, dominaram o mundo. Quanto mais se permitir às pessoas se expressarem na variabilidade, mais rico é o país, mais rica é a cultura.

Quanto mais se exigir um comportamento unificado, mais mediocridade e mais pobreza se verificam. É só atentar para o exemplo de Cuba, parada há décadas, desde quando foi implantado o comunismo.

Nada é estático, tudo muda. A lei é implacável. Há civilizações inteiras que acabaram porque desrespeitaram a lei. Quem favorecer a atitude individual vai favorecer também o progresso. Quem se restringir, não vai conseguir a evolução.

As religiões que não quiserem evoluir, que insistirem em ficar sempre com o mesmo discurso, vão desaparecer. Os fundamentalistas, os ortodoxos serão os primeiros a sofrer as consequências da lei. Aliás, já estão sofrendo.

O resultado disso é que os líderes radicais serão emigrados para outros mundos, onde as atitudes deles façam sentido, senão as sociedades onde eles estão não andam. As ideias radicais não poderão ficar e todas morrerão.

Nunca dê valor total a nada. Sempre seja relativo. Então, o negócio é não ficar se descabelando com a situção atual, porque tudo é relativo. Se tem coisa ruim, também tem coisa boa.

Tudo passa, tudo se renova, tudo se transforma. O certo é não dar muita importância às situações, porque elas fatalmente vão passar. Assim também são as pessoas.

Não dê importância total a ninguém. O amor, o gostar de alguém tem que ser completamente espontâneo e livre, para que você não fique dando valor excessivo. Se der, você vai sofrer porque aquilo vai certamente mudar.

A conduta de equilíbrio, a pessoa equilibrada, tão desejada pelo ser humano, se caracteriza exatamente por não dar valor excessivo a nada. Faça tudo com gosto e nada com paixão, porque a paixão é algo radical e tem seu preço. O caminho do relativismo controla o senso de importância. Ele relativiza.

Nesse contexto isso é importante, naquele não é. Estou com dor, fui lá, tomei um  remédio e a dor passou. Peguei e joguei o resto do remédio fora porque aquilo não serve mais para nada. Tudo vai do contexto. É como o certo e o errado. Num contexto é certo, noutro é errado.

Crença comum: "Ah, eu vou seguir o exemplo daquela pessoa, porque ela me disse que fez assim, assado e ficou próspera". Lei da relatividade: A receita dela só serviu para ela e não vai servir para mais ninguém. Tanto a lei da relatividade como a lei da unidade corroboram isso. Cada um é único, cada um tem seu próprio caminho, e tudo é relativo, tudo depende do momento, das circunstâncias, das crenças e atitudes individuais.

Se alguém se tornou próspero e resolveu escrever um livro dando as dicas de prosperidade, não vai servir para ninguém, porque o caminho que ele percorreu foi só dele. Pode dar alguns conceitos básicos sobre prosperidade, mas ninguém vai ficar próspero pondo em prática e seguindo à risca o que o autor recomenda.

Não há receita pronta para ser próspero. Cada um precisa descobrir a sua, que é única, individual, relativa e não vai servir para mais ninguém.

Crença comum: "Ah, eu não confio nos políticos.  São todos corruptos. O Brasil não tem jeito porque a corrupção nunca vai acabar". Lei da relatividade: Cada povo tem o governo que merece. Se o político corrupto está no poder, foi porque o povo o colocou lá e, então, não pode reclamar. Povo corrupto elege político corrupto.

O Brasil não vai ter um parlamento igual ao da Suécia enquanto a maioria do povo for corrupta. Se a maioria dos políticos é corrupta, é porque a maioria do povo brasileiro é corrupta.

Tudo é  relativo e único. Cada país tem sua individualidade, e depende do seu povo a qualidade dos políticos eleitos.

Crença comum: "Não vislumbro nenhuma saída. Acho que minha situação não tem jeito e vai perdurar para sempre". Lei da relatividade: A lei da relatividade e a lei da transformação não dizem isso. Daqui a um mês, a vida de qualquer um poderá ser totalmente diferente da de hoje.

Nada é estático, tudo muda, tudo se transforma e tudo é relativo às circunstâncias do momento futuro. Mesmo que a pessoa não creia que sua vida possa mudar, daqui a um mês haverá novas condições que poderão fazê-la mudar seu ponto de vista, suas crenças e escolhas, que transformarão sua realidade.

Crença comum: "Eu acredito cegamente naquela pessoa. Gosto muito dela. Ela tem um valor tremendo". Lei da relatividade: Não dê importância total a nada e a ninguèm. O amor, o gostar tem que ser completamente espontâneo e livre, para que você não fique dando valor excessivo. Se der, vai sofrer porque aquela pessoa também vai mudar, pois a relatividade também funciona para ela.

A conduta de equilíbrio, a pessoa equilibrada, tão desejada pelo ser humano, é exatamente não dar valor excessivo a nada. Faça tudo com gosto e nada com paixão, porque a paixão é algo radical e tem seu preço.

O caminho do relativismo controla o conceito de importância. Ele relativiza. Nesse contexto isso é importante, naquele não é. Num contexto é certo, noutro é errado.

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