quinta-feira, junho 06, 2024

 

As Leis da Vida - 10

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO

A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.

Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.

Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".

A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.

Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.

A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.

Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.

Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.

"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.

Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.

Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.

Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.

Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.

Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.

Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.

No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.

O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.

Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.

Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na  próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.

Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.

Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.

Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.

"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).

A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.

Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.

É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.

Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.

E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.

Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.

Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.

Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.

Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.

Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.

Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.

Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.

Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.

Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.

Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.

Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.

Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".

Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.

Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.

Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".

Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.

Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.

Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."

Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.

Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.

Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição: De maneira alguma. Está perfeito tudo que o outro fez com você. Ele não tem culpa se você o atraiu para sua vida. Isso não significa que o outro possa fazer de você o que bem entender e tudo estar bem. Saber dizer 'não' também é uma grande virtude.

Se você se sentir invadido, use sua inteligência, se valendo do que estiver disponível no momento, para garantir seus direitos e sua proteção e, caso seja necessário, vá à justiça.

Porém, depois de passada a emoção, recolha-se ao seu silêncio interior e se responsabilize pelo fato, liberando o outro. A autorresponsabilidade é uma atitude interior.

Crença comum: "Não suporto a injustiça". Lei da perfeição: Não há injustiça, não há vítimas, tudo está perfeito. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir os outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Crença comum: "Não posso ver um mendigo na rua que morro de pena". Lei da perfeição: Cada um está onde se põe. Tudo é perfeito. Pena, piedade e dó são sentimentos que precisam ser erradicados da nossa vida. Não há vítimas. Como podemos ter pena de alguém que tem todo o poder dentro de si?

Quando você olha para alguém, por mais lastimável que seja a situação dele, com sentimento de pena, piedade ou dó, você está tirando todo o poder que Deus deu para ele. Está rebaixando mais ainda a condição dele. Você está sendo pretencioso, achando que Deus errou com ele. Por que será que Deus permite que ele passe por aquela situação? Por que temos que corrigir Deus?

Em potencial, todos somos iguais, porém diferentes nas manifestações individuais. Uns já desenvolveram certas habilidades, têm a consciência mais expandida, e em outros é só uma questão de tempo.

Quando vir um mendigo, uma pessoa doente, alguém passando necessidades, sofrendo muito, olhe para ela com os olhos da alma, que não julgam, e não com os olhos imediatistas do rosto, e perceba que aí tem uma pessoa com todo o poder dentro de si, como você e como todo mundo têm, que ele está passando por aquela experiência momentaneamente, para desenvolver alguma faculdade, alguma virtude, alguma habilidade, porque tudo é útil.

Assim, você não estará tirando o poder dela. Não a estará colocando ainda mais para baixo. Ao contrário, estará elevando-a. Estará trocando a pena, a piedade e o dó por um sentimento muito sublime, que vem da alma, chamado compaixão. Sua energia dirigida a ela não será tóxica, mas nutritiva. A alma dela perceberá e isso vai tratar de instigá-la a mudar de crenças e atitudes, melhorando, consequentemente, sua vida e a vida dela.

Essa pena que você sente é uma carência sua. A pior das carências, a carência espiritual. É você que está sendo digno de pena, pois não acredita um centavo no seu espírito e, consequentemente, no espírito dos outros, que têm um potencial do tamanho de Deus, só não estão sabendo usá-lo, por enquanto.

Crença comum: "Não consigo perdoar meu marido por ter me traído". Lei da perfeição: Está tudo certo, está tudo perfeito. Cada um está onde se põe. Ninguém trai ninguém. É a pessoa que atrai a traição porque é traível, e cada qual é responsável por tudo que ocorre em sua própria vida.

Depois, esse negócio de fidelidade é bobagem. Se você pautar seu relacionamento pela fidelidade ou infidelidade, adianto que já fracassou, porque não podemos e não conseguimos mudar e controlar as pessoas para satisfazerem nossas vontades.

As pessoas são como são e ponto final. Há tantos outros aspectos mais importantes num relacionamento. Sexo é importante, mas não é tudo, nem o principal. Quem decide com quem quer ficar não são as pessoas, mas os espíritos de ambos.

Por isso, releve, se libere desse apego doentio da infidelidade, que só a prejudica e a deixa presa na pessoa, pois seu poder, nessa condição, está com ela.

Crença comum: "Essa mulher não se manca mesmo. Apanha do marido alcoólatra quase todo dia e não larga esse cafageste". Lei da perfeição: Como a vida é perfeita e justa! Todo alcoólatra é um poço de orgulho. Como não consegue relaxar por causa da arrogância, se vale da bebida para isso. Aí vai cair na rua, se humilhar, vai ser motivo de chacotas, perde completamente a autoridade, inclusive para as crianças, até ceder. Quando ele aceita sua situação e entra na modéstia, ele para de beber.

A mulher, por sua ver, está no lugar onde se pôs e atraiu um marido dessa qualidade porque também é arrogante. Toda pessoa submissa é orgulhosa. É o oposto da verdadeira humildade. Faz-se de coitada para não assumir responsabilidades. Tudo é culpa dos outros. Sente-se bem quando os outros sente pena, piedade ou dó dela.

Veja como a mulher do alcoólatra se desvaloriza. Não se considera, tira de si para dar tudo para os outros, principalmente para os filhos, não sabe dizer não, e assim a vida a trata do jeito que ela se trata, atraindo um marido alcoólatra. Está tudo perféito.

As dores de ambos, porque é uma vida conjugal infernal, são a linguagem que entendem para desenvolverem o conhecimento, a lucidez e tomarem jeito. Se já tivessem um pouco de lucidez, não teriam se atraído.

Esta é a função da dor: nos estimular para a gente sair da própria dor. Ninguém briga com ninguém. Estão apenas se entendendo, se conhecendo, experienciando e, certamente, vão tirar algum proveito daquela situação dolorosa, mesmo que não percebam de imediato. 

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segunda-feira, junho 03, 2024

 

As Leis da Vida - 10

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO

A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.

Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.

Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".

A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.

Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.

A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.

Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.

Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.

"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.

Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.

Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.

Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.

Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.

Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.

Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.

No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.

O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.

Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.

Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na  próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.

Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).

Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.

Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.

Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.

"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).

A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.

Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.

É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.

Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.

E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.

Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.

Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.

Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.

Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.

Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.

Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.

Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.

Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.

Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.

Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.

Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.

As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.

Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".

Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.

Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.

Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".

Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.

Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.

Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."

Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.

Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.

Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição:...

[continua]

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quarta-feira, agosto 23, 2023

 

A Perfeição e a Raiva


Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense em termos de ter de ser perfeito, pense em termos de ter de ser inteiro.

A totalidade vai lhe dar uma dimensão diferente.

Esse é o meu ensinamento: o homem deve ser inteiro, deve esquecer sobre ser perfeito. O que quer que esteja fazendo, deve fazê-lo em sua totalidade, não perfeitamente, mas totalmente. E qual é a diferença? Quando uma pessoa fica com raiva, o perfeccionista dirá: "Isso não é bom, não fique com raiva, um homem perfeito nunca fica com raiva". Isso é simplesmente absurdo, porque todos sabem que Jesus ficava irritado. Ele ficava com raiva da religião tradicional, dos sacerdotes, dos rabinos. Ele ficava com tanta raiva que, sozinho, enxotava todos os cobradores de impostos do templo, com um chicote na mão. E gritava no limite de sua voz, e os cobradores ficavam com medo, pois sua raiva era muito intensa, muito passional. Não se trata apenas de um acidente o fato de que as pessoas para as quais ele nasceu tiveram de matá-lo. Ele estava realmente bravo, estava revoltado.

Lembre-se, o perfeccionista vai dizer: "Não fique com raiva". Então o que a pessoa vai fazer? Vai reprimir sua raiva, vai engoli-la, e isso se tornará uma espécie de envenenamento em seu ser. A pessoa pode reprimir a raiva, mas depois ela vai se transformar em uma pessoa irritadiça, e isso é ruim. A raiva como um surto de vem em quando tem sua própria função, tem sua própria beleza, tem sua própria humanidade. Um homem que não é capaz de ter raiva vai ser covarde, não vai ter coragem.

Um homem que não consegue ficar com raiva também não será capaz de amar, pois ambos precisam de paixão, e é a mesma paixão. Um homem que não pode odiar não será capaz de amar, pois eles caminham juntos. Seu amor será frio. E lembre-se: um ódio quente é muito melhor do que um amor frio. Pelo menos é humano, tem intensidade, tem vida, respira.

E um homem que perdeu toda a paixão vai ser chato, insípido, morto, e sua vida como um todo estará imbuída de raiva. Ele não vai expressar isso, ele vai acumular, e ele simplesmente será uma pessoa irritadiça. Qualquer um pode ir ver seus chamados mahatmas e santos, e se certificar de que são pessoas amargas. Eles acham que controlam sua raiva, mas o que uma pessoa pode fazer com uma raiva controlada? Pode apenas engoli-la. Para onde ela vai? Ela pertence à pessoa, é parte dela, e permanecerá contida nela, sem ser expressa.

Sempre que a raiva é expressa, a pessoa se liberta dela. E, depois da raiva, ela pode sentir compaixão novamente, depois que a raiva e a tempestade tiverem ido embora ela poderá sentir o silêncio do amor de novo. Há um ritmo entre o ódio e o amor, entre a raiva e a compaixão. Se uma delas é descartada, a outra desaparecerá. E a ironia é que tudo o que a pessoa tiver abandonado terá apenas engolido. E vai tornar-se parte do seu sistema. A pessoa vai ficar simplesmente irritada sem razão alguma, sua raiva será irracional. Vai aparecer em seus olhos, em sua tristeza, em sua melancolia, em sua seriedade. E, assim, a pessoa se tornará incapaz de celebrar.

Quando digo substituir a perfeição pela totalidade, quero dizer que, quando a pessoa estiver com raiva, que esteja totalmente com raiva. Então, basta ter raiva, raiva pura. E a raiva tem sua beleza. E o mundo será muito melhor quando o homem aceitar a raiva como parte da humanidade, como parte do jogo das polaridades. Não se pode ter leste sem ter o oeste, não se pode ter a noite sem ter o dia, assim como não se pode ter o verão sem ter o inverno.

O homem tem que aceitar a vida em sua totalidade. Há um certo ritmo, há uma polaridade.

Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.

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segunda-feira, agosto 21, 2023

 

A Raiz da Neurose


O perfeccionismo é a raiz de toda neurose. A menos que se livre da ideia da perfeição, a humanidade nunca vai ser sã. A própria ideia da perfeição levou toda a humanidade a um estado de loucura. Pensar em termos de perfeição significa pensar em termos de ideologia, objetivos, valores, e o que se deve ou não fazer.

As pessoas têm um determinado padrão a cumprir e, se caírem desse padrão, vão se sentir extremamente culpadas, pecadoras. E o padrão tende a ser definido de maneira tal que as pessoas não consigam alcançá-lo. Se puderem alcançá-lo, não será de muito valor para o ego.

É por isso que a qualidade intrínseca do ideal perfeccionista é que ele deva ser inatingível, pois só então valerá a pena obtê-lo. É possível ver a contradição? E essa contradição cria uma esquizofrenia: as pessoas tentam fazer o impossível, sabendo perfeitamente bem que não vai acontecer, e que não pode acontecer, pela própria natureza das coisas. Se puder acontecer, então não se trata tanto de perfeição, e daí qualquer pessoa pode fazê-lo. Por consequência, não há muito alimento para o ego nisso: o ego não pode mastigar, não pode crescer. O ego precisa do impossível, mas o impossível, por sua própria natureza, não vai acontecer.

Portanto, restam apenas duas opções: a primeita é começar a se sentir culpado. Se a pessoa é inocente, simples, inteligente, vai começar a se sentir culpada, e a culpa é  um estado de doença. Não estou aqui para criar culpa em ningém. Todo o meu esforço é para ajudar as pessoas a se livrarem de toda a culpa. No momento em que elas se livram da culpa, irrompe a alegria. E a culpa está enraizada na ideia de perfeição.

A segunda opção é a seguinte: se a pessoa é astuta, então vai se tornar uma hipócrita, vai começar a fingir que obteve a perfeição. Ela enganará os outros e até mesmo tentará enganar a si mesma. Vai começar a viver ilusões, alucinações, e isso é muito profano, muito herege, muito doentio.

Fingir, viver uma vida de pretensões, é muito pior do que a vida de um homem culpado. O homem culpado, pelo menos, é simples, mas o homem que finge, o hipócrita, o santo, o chamado sábio, o mahatma, é um trapaceiro. Ele é basicamente desumano, e é desumano consigo mesmo, porque reprime a si mesmo, uma vez que esta é a única forma de fingir.

Tudo que ele encontrar em si mesmo que vá contra a perfeição terá que ser reprimido. Ele ficará fervendo por dentro, cheio de raiva e de fúria. Sua raiva e fúria virão para fora de várias maneiras - seja com sutileza, seja de forma indireta, elas virão à tona.

Mesmo pessoas agradáveis e boas como Jesus são cheias de raiva, fúria, e são contra coisas tão inocentes. Pode acreditar. Jesus vem acompanhado de seus seguidores, aquele bando de idiotas que chamam de apóstolos. Ele está com fome, todo aquele bando está com fome. Eles chegam a uma figueira, mas não é época de a árvore dar figos. Embora não seja culpa da árvore, Jesus fica tão irritado que condena a figueira, e a amaldiçoa. Ora, como isso é possível? Por um lado, ele diz: "Ame o teu inimigo como a ti mesmo". Por outro lado, ele não pode sequer perdoar uma figueira que não tem frutos porque não é época de dar frutos.

Essa dicotomia, essa esquizofrenia prevalece na humanidade por milhares de anos.

Ele diz "Deus é amor", porém, ainda assim Deus dirige um inferno. Se Deus é amor, a primeira coisa a ser destruída deveria ser o inferno; o inferno deveria ser imediatamente queimado, removido. A própria ideia de inferno vem de um Deus muito ciumento. Mas Jesus nasceu judeu, viveu como judeu, morreu como judeu, e não era cristão, e nunca ouviu a palavra "cristão". E a ideia judaica de Deus não é uma belíssima ideia. O Talmude diz (a declaração é feita nas próprias palavras de Deus): "Sou um Deus ciumento, muito ciumento. Não sou simpático! Não sou seu tio!" Esse Deus é obrigado a criar o inferno. Na verdade, para viver até mesmo no céu com um Deus assim, que não é o tio de ninguém, que não é simpático e que é ciumento, vai ser um inferno. Que tipo de paraíso alguém terá alcançado ao viver com Ele? Haverá uma atmosfera ditatorial e despótica, sem liberdade, sem amor. O ciúme e o amor não podem coexistir.

Assim, até mesmo as ditas pessoas boas causam a infelicidade humana.

Os jainistas dizem que Mahavira nunca transpirava. Como pode um homem perfeito transpirar? Eu posso transpirar, eu não sou um homem perfeito! E a transpiração no verão é tão bela que prefiro escolher a transpiração em vez da perfeição! Afinal, um homem que não transpira simplesmente tem um corpo de plástico, sintético,que não respira, que não é poroso. O corpo inteiro respira, é por isso que o ser humano transpira, e a transpiração é um processo natural para manter a temperatura do corpo constantemente a mesma. Ora, Mahavira deve estar queimando por dentro como o diabo! Como ele vai conseguir manter constante a temperatura de seu corpo? Sem transpiração isso não pode ser feito, é impossível. Os jainistas dizem que, quando uma cobra feriu os pés de  Mahavira, não foi sangue mas leite que escorreu de seus pés. Ora, escorrer leite só seria possível se os pés de Mahavira não fossem pés e sim seios, e um homem que tem seios nos pés deveria ser colocado em um circo!

Essa é a ideia de perfeição: um homem perfeito não pode ter uma coisa suja como o sangue, uma coisa maldita como o sangue; deve estar repleto de leite e mel. Mas imagine isso: um homem cheio de leite e mel vai feder! O leite vai coalhar e o mel vai atrair toda espécie de mosquito e mosca,e o homem vai ficar completemente coberto de moscas! Não gosto desse tipo de perfeição.

Mahavira é tão perfeito que não urina, não defeca, pois essas coisas são para os seres humanos imperfeitos. Não se pode imaginar Mahavira sentado em um vaso sanitário, é impossível, mas, então, para onde vai toda a sua merda? Então ele deve ser o homem mais enfezado do mundo. Li em publicações médicas sobre um homem, o caso mais longo de constipação: 18 meses. Mas esses médicos não estão cientes do caso de Mahavira, isso não é nada, quarenta anos! Esse é o período mais longo que qualquer homem foi capaz de controlar seu intestino. Isso é yoga real! O maior caso de constipação em toda a história do homem... e não acho que alguém vai derrotá-lo.

Essas ideias estúpidas foram perpetuadas apenas para fazer a humanidade sofrer. Ao terem essas ideias na mente as pessoas vão se sentir culpadas por tudo.

Amo este mundo porque ele é imperfeito. É imperfeito, e é por isso que ele está crescendo; se fosse perfeito, teria morrido. O crescimento é possível somente se houver imperfeição.

A perfeição significa um ponto final, a perfeição significa a morte definitiva, então não há nenhuma maneira de ir além dela. Gostaria que as pessoas lembrassem sempre que eu sou imperfeito, que todo o universo é imperfeito, e que amar essa imperfeição, alegrar-se com essa imperfeição, é toda a minha mensagem.

Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.

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sexta-feira, julho 27, 2018

 

A Patologia da Ambição


Todas as culturas e religiões o condicionam a ter sentimentos negativos sobre si. Ninguém é amado ou valorizado por ser o que é. Querem que você prove que tem valor: ganhe medalhas de ouro nos esportes; alcance o sucesso; tenha dinheiro, poder, prestígio, que seja respeitado. Prove-se! Seu valor não é intrínseco, isso é o que lhe ensinam. Seu valor deve ser provado.

Daí, surge na pessoa um profundo antagonismo, um sentimento de: "Não tenho o menor valor, a menos que possa provar o contrário." Pouquíssimas pessoas se dão bem neste mundo competitivo. Milhões e milhões de indivíduos competem. Quantos são bem-sucedidos? Quantas pessoas podem se tornar presidentes e primeiros-ministros? Em um país de milhões, só uma pessoa se tornará presidente, mas, no fundo, todos anseiam por esse cargo. Milhões não conseguem ver seu próprio valor. Quantos indivíduos se tornam grandes pintores? Entretanto, todos têm algo para criar. 

A ideia do sucesso é torturante. A ideia do sucesso, de que você precisa ser bem-sucedido, é a maior calamidade que já se abateu sobre o mundo. E o sucesso significa que você deve competir, deve lutar - por meios limpos ou não, isso não importa. Se obtiver sucesso, tudo bem.O ponto-chave é o sucesso; mesmo que o consiga por meios ilícitos, uma vez alcançado o sucesso, tudo o que se tiver feito no caminho é aceitável.

O sucesso muda a qualidade de todos os seus atos. O sucesso transforma o mal em bem. A única pergunta válida é: como obter o  sucesso, como chegar ao topo? Naturalmente, pouquíssimas pessoas chegam ao topo. Se todos tentarem chegar ao cume do Everest, quantos poderão permanecer lá? Não há espaço suficiente no pico; só uma pessoa pode se sustentar com facilidade. Os outros milhões de indivíduos que tentarem se sentem fracassados e suas almas são dominadas por um grande desespero. Começarão a se sentir negativos.

Essa é uma forma errada de educação. Essa educação que você recebeu é extremamente venenosa. Suas escolas e faculdades, suas universidades o estão envenenando. Criam amargura; são locais onde se fabricam infernos, mas de uma maneira tão bela que você nunca se dá conta do que realmente acontece. O mundo inteiro se tornou um inferno, por causa da educação errada. Qualquer educação que se baseie na ideia de ambição cria um inferno na Terra, e se dá bem com isso.

Todo mundo está sofrendo e se sentindo inferior. É uma situação realmente estranha. Ninguém é inferior e ninguém é superior, porque cada indivíduo é único; nenhuma comparação é possível. Você é você, e você é simplesmente você, não pode ser outro. Nem há necessidade disso. Você não precisa ser famoso, não precisa ser um sucesso aos olhos do mundo. Essas são ideias tolas. Você só precisa ser criativo, amável, consciente, meditativo. A pessoa ambiciosa é uma pessoa patológica.

Apenas ser é intrinsecamente valioso. O fato de você ser já é uma dádiva da existência, que mais se pode querer? Simplesmente respirar nesta linda existência é prova suficiente de que a existência o ama, de que precisa de você; do contrário, você não estaria aqui. Você é! A existência lhe deu a luz. Devia haver uma falta enorme, e você a supriu. Sem você, a existência seria menor. E quando digo isso, não me refiro só a você, eu me refiro às árvores, aos pássaros, aos animais, aos pedregulhos na costa. Um único pedregulho a menos na imensa orla marítima e ela não seria a mesma. Uma única flor a menos e o universo sentiria falta dela. 

Você precisa aprender que é valioso como você é. E não estou lhe ensinando a ser egoísta, pelo contrário. Se você se sentir valioso como é, sentirá que os outros também o são.

Aceite as pessoas como elas são; abandone os "deveria ser" - eles são inimigos. As pessoas carregam muitos "deveria ser": "Faça isso e não aquilo!" Você carrega consigo tantos "faça isso" e "não aquilo" que não consegue dançar; o fardo é pesado demais. Deram-lhe tantos ideais e metas, ideais de perfeição, que você sente que está deixando a desejar. E os ideais são totalmente impossíveis de atingir. Você não consegue realizá-los; não há a menor possibilidade. Por isso, sente-se sempre inadequado.

Ser perfeccionista é preparar-se para o divã do psiquiatra; ser perfeccionista é ser um neurótico. E sempre nos disseram que devemos ser perfeitos.

A vida é bela em todas as suas imperfeições. Nada é perfeito: nem Deus é perfeito - porque, se Deus é perfeito, então Friedrich Nietzsche está certo ao afirmar que Deus está morto. Perfeição é morte! Perfeição é a não possibilidade de crescimento. Perfeição é o fim de tudo. Imperfeição é a possibilidade de crescer. Imperfeição é a excitação de novos campos, o êxtase, a aventura. Imperfeição é estar vivo, é a continuidade da vida.

A vida é eterna, por isso, afirmo que ela é eternamente imperfeita. Não há nada de errado em ser imperfeito. Aceite sua imperfeição e o sentimento negativo acerca de si próprio desaparecerá. Aceite seu estado atual e não o compare com alguma perfeição futura, um futuro ideal. Não pense em termos de como você deveria ser. Essa é a raiz de toda a patologia, fuja disso. Você é como é hoje; e amanhã pode ser diferente. Mas não pode prever isso hoje; e também não há necessidade de planejar isso.

Viva este dia em toda a sua beleza, em toda a sua alegria, e toda a sua dor, agonia, êxtase. Viva o dia em sua totalidade, em sua escuridão, em sua luz. Viva o ódio e viva o amor. Viva a raiva e viva a compaixão. Viva tudo o que existir neste momento.

Minha abordagem não é a de perfeição, mas da totalidade. Viva totalmente o momento que lhe está disponível; e o momento seguinte nascerá dele. Esqueça tudo sobre o futuro, o presente basta.

Jesus diz: "Não pense no amanhã e observe os lírios do campo! Como são belos. Nem Salomão, com todo o seu esplendor, se comparava em beleza." E qual é o segredo dos lindos lírios? O segredo é simples: eles não pensam no amanhã, nada sabem do futuro. O amanhã não existe. Este dia é suficiente para eles; este momento basta, em si. E o seu sentimento de negatividade quanto a si próprio desaparecerá.

Lembre-se: sentir-se negativo em relação a si próprio fará com que você sinta o mesmo a respeito das outras pessoas. Esse é um corolário necessário, que deve ser compreendido. A pessoa negativa a respeito de si mesma não pode ser positiva com mais ninguém, porque os defeitos que vê em si própria também serão vistos nos outros, aliás, parecerão defeitos ainda maiores nos outros. É uma vingança. Seus pais o fizeram se sentir negativo e agora você se vinga em seus filhos; fará com que se sintam ainda mais negativos.

Assim, a negatividade cresce a cada geração. Cada geração se torna cada vez mais patológica. Se as pessoas modernas sofrem tanto, psicologicamente falando, isso nada tem a ver com elas próprias; simplesmente mostra que todo o passado delas foi errado. É o acúmulo de todo o passado. Se não conseguirmos abandonar esse passado patológico e recomeçar do zero, vivendo no presente, sem ideia de perfeição, sem ideais, sem "deveria ser", sem mandamentos, a humanidade estará condenada.

Todo mundo se sente negativo. Alguns reconhecem isso, outros, não. E quando uma pessoa se sente negativa a respeito de si própria, também se sente assim a respeito de tudo mais. Sua atitude se torna negativa, a atitude do "não". E se uma pessoa negativa é levada até uma roseira, ela contará os espinhos, em vez de olhar as rosas.

Se você se sente negativo, tudo na vida se torna uma noite escura. Não existem mais madrugadas, as manhãs nunca chegam. O sol apenas se põe, e nunca nasce. Suas noites escuras nem ao menos têm estrelas.

A pessoa negativa vive nas trevas, vive uma espécie de morte. Morre lentamente. Autoboicota-se de várias maneiras; é autodestrutiva. E, claro, quem entrar em contato com essa pessoa é, também, destruído por ela. Uma mãe negativa destruirá seu filho. O marido negativo destruirá sua mulher; a mulher negativa destruirá o marido. Pais negativos destroem os filhos; o professor negativo destrói seus alunos.

É preciso uma nova humanidade que afirme a vida, que ame a vida, que ame o amor, que ame esta existência como ela é, que não exija perfeição, que celebre a vida com todas as suas limitações. Se amar sua vida, a vida começará a lhe abrir as portas. Se você amar, os mistérios serão revelados, os segredos serão expostos. Se você amar seu corpo, mais cedo ou mais tarde se tornará consciente da alma que nele vive. Se amar as árvores, as montanhas e os rios, cedo ou tarde verá as mãos invisíveis da existência por trás de tudo. Você só precisa de olhos para ver, e só os olhos positivos conseguem ver; olhos negativos nada veem.

Aceite-se; caso contrário, vai se tornar um hipócrita. E o que é um hipócrita? Um indivíduo que afirma crer em determinada coisa e vive o contrário. Não reprima nada, nada é negativo em você. A existência é inteiramente positiva. Expresse sua essência mais oculta. Cante sua música e não se preocupe com qual música é. Não espere aplausos, não há necessidade. O cantar, em si, deve ser a própria recompensa.

Se você quiser realmente viver, precisará de um profundo sim no coração. Só o sim lhe permite viver. Ele o alimenta, lhe dá espaço para se mexer. Observe. Ao simplesmente repetir a palavra sim, algo começa a se abrir em você. Diga não, repita não, e começará a se matar. Diga sim e estará pronto para amar, viver e ser.

Para mim, cada indivíduo é incrível, único. Não comparo as pessoas; a comparação não é o meu caminho, porque ela é sempre feia e violenta. Não direi que você é superior aos outros, nem que é inferior a este ou aquele. É apenas você mesmo; e é necessário, do jeito que você é. E você é incomparável, como todas as pessoas.

Referência:
[1] Osho, Meditação para ocupados - Estratégias de combate ao estresse para pessoas sem tempo para meditar, Editora Best Seller, Rio de Janeiro, 2016. ISBN: 978-85-7684-957-5.

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sábado, junho 12, 2010

 

A Imperfeição


O perfeccionismo é a causa básica de todas as neuroses. Ninguém pode ser perfeito - ninguém precisa ser perfeito. A vida é bela porque tudo é imperfeito. A perfeição é a morte, a imperfeição é a vida. É por causa da imperfeição que o crescimento é possível. Se você for perfeito, então não haverá crescimento possível, não haverá movimento. Nada poderá acontecer com você, pois tudo já terá acontecido. Você estará absolutamente morto.

Fonte: Osho, Osho de A a Z: Um dicionário espiritual do aqui e agora, Editora Sextante, 2004.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

 

Deus é Perfeito?


Os nibiruanos (habitantes do planeta Nibiru, também conhecido como Planeta X, Hercólubus, Astro Intruso, etc) que vieram para o nosso planeta, chamados de anunnaki (que significa "aqueles que vieram do céu para a terra") pelos antigos sumérios, disseminaram entre os seres humanos deste planeta a noção de que o Deus (Criador e Único) que criou todas as coisas (visíveis e invisíveis) do Universo é um ser perfeito. Esta noção de um Deus perfeito tem criado muitos problemas para os pesquisadores verdadeiros [1]. Na realidade Deus é Amor, e, como consequência, tudo que é criação própria Dele é algo bom. A palavra "perfeição" e "amor" não são sinônimos!

Se Deus fosse perfeito, como poderia existir o problema do mal? O problema do mal tem deixado muitos pesquisadores sinceros perplexos. A base do problema é que se Deus é perfeito, como poderia existir tanto sofrimento, decadência, injustiça e, finalmente, como poderia existir morte? Alguns acreditam que todo o mal aparente origina-se da vontade humana (via livre arbítrio). Para esses, nada pode existir além de Deus e do que Ele criou. Portanto, eles argumentam que existe apenas um princípio, e que esse princípio é Deus e todas as coisas são criadas por Ele. Um corolário disso é que nós deveríamos aceitar o mal da mesma forma que aceitamos o bem, mas isso se torna algo sem sentido.

O problema do mal fica exacerbado pela crença que Deus é bom, e que todas a coisas são criadas por Deus. Por esse raciocínio, tudo que existe precisa ser bom, já que tudo que existe tem a virtude de ter sido criado por um deus bom. Tal argumento mostra uma conexão necessária entre ser e bondade. Este é outro exemplo do problema do mal, quando tomamos por base a noção de que Deus é perfeito.

Na realidade, o Deus Verdadeiro NÃO É perfeito no sentido da noção anunnaki da perfeição. Deus é Amor e o que Deus cria é criado com Amor. Se algo vai pelo caminho errado no processo de criação, Deus pode corrigir isso. Isto é considerado uma imperfeição de acordo com a noção humana da perfeição de Deus. É importante perceber que bom não é sinônimo de perfeição. "Perfeito" é um adjetivo para caracterizar uma palavra, e ele não significa necessariamente que "perfeito" é "bom". Nos Salmos (139:22) fala-se em "ódio perfeito".

O argumento contra a perfeição está bem diante de nós no mundo físico. Se Deus fosse "perfeito" e criasse apenas coisas "perfeitas", por que Deus iria criar corpos biológicos que entram em decadência e morrem?

A resposta fica clara quando aceitamos que ou Deus é imperfeito (uma aparente impossibilidade), ou que Deus não criou os corpos biológicos. Se Deus não criou os corpos biológicos, então quem ou o que os criou? A resposta é que vários demiurgos criaram a matéria, a vida biológica e, muito importante, a morte. Os demiurgos são responsáveis por todas as mortes. Na Criação Verdadeira, não existe morte ou decadência. Os demiurgos selecionaram certas raças como suas escolhidas; essas são criações especiais com consciências diferenciadas. As três raças terrenas mais recentes escolhidas pelos demiurgos são:

1. Os antigos Chineses Verdadeiros de certas raças chinesas
2. Os antigos Judeus Verdadeiros
3. Os antigos Japoneses Verdadeiros

As consciências dos escolhidos estão agora em vários corpos de várias raças. A consciência dos Verdadeiros Judeus pode estar em corpos judeus, italianos, espanhóis, chineses ou outros. As consciências dos Verdadeiros Chineses pode estar em chineses, alemães, indianos, russos, japoneses, árabes e em outros corpos. As consciências dos Judeus Verdadeiros e dos Chineses Verdadeiros foram escolhidas pelo mesmo demiurgo, enquanto que a dos Japoneses Verdadeiros foi escolhida por um demiurgo diferente.

Referência:
[1]Maximillien de Lafayette, What Extraterrestrials and Anunnaki Want You to Know, Publicado e distribuído pela Companhia Amazon.com, março de 2008.

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segunda-feira, julho 02, 2007

 

Ninguém é Perfeito



Cada ser humano tem suas peculiaridades. Isso é muito fácil de perceber, mas certamente difícil de aceitar. Cada um tem sua história, crenças e pensamentos que estão diretamente ligados à sua criação. As experiências vividas na infância, os modelos familiares, os comportamentos adotados e os valores arraigados, constituem a essência de uma pessoa. Muitos sofrem desnecessariamente por querer mudar os outros de acordo com suas crenças. Esquecem quão profundamente essas verdades estão estruturadas.

As pessoas são únicas: " Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito". Todos nós sabemos que nenhum ser humano é perfeito. Os pais não são perfeitos. O chefe não é perfeito. Os empregados não são perfeitos. Os clientes não são perfeitos. Os amigos não são perfeitos. O cônjugue está longe do ideal de perfeição. Os filhos também não são perfeitos. E, principalmente, nós também não somos perfeitos.

Todo mundo sabe disso. Então, por que queremos encontrar no outro a perfeição? Estamos fazendo uma viagem de aprimoramento e a imperfeição faz parte desse processo evolutivo. Por mais virtudes que alguém tenha, cometerá, em algum momento da vida, pequenos deslizes. Ou seja, as pessoas são como são, por suas próprias razões e não para magoar os outros. Se não se comportam segundo nossas expectativas, julgamos que estão agindo daquela maneira para nos magoar, quando, na verdade, esse é apenas o jeito de ser de cada um.

Portanto, vamos repensar em nossas atitudes e atos, pois: A vida é a única verdade que existe. Então se permita ser dominado pela vida em todas as suas formas, cores e dimensões. E, lembre-se, quanto mais seguro você se sentir sobre seu processo de mudança, menos dependerá da decisão alheia, menos se sentirá prisioneiro de alguém ou de alguma coisa. Toda mudança tem início dentro de você.

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

 

Pare de Morrer e Viva para Sempre - 6


Erros de Adão


A Criação do Homem no Gênesis refere-se a duas criações diferentes: a primeira é ao do Homem Espiritual por Deus e a segunda é a criação do homem natural - Adão - do pó da terra, quando ele envolveu-se com a forma física.

O processo de involução precisa parar antes de que possamos comandar nossa evolução. Existe grande reconhecimento da necessidade do controle populacional, que significa uma diminuição das relações sexuais com propósitos reprodutivos. Devemos cessar de reproduzirmos como animais se nós desejarmos viver como deuses.

É bem conhecida a lei que antes de podermos funcionar em qualquer plano, nós precisamos ter um corpo apropriado para tal propósito. É também aceito que nós nos tornamos como as coisas em que mantemos nossa atenção (a tensão) e se nossa mente ficar focada nas funções animais, então nós gravamos aquelas operações em nossa consciência espiritual. É também bem conhecido que cães pegam as características das pessoas com quem convivem. Quanto mais forte a atenção (a tensão), mais forte o impacto da imagem gravada e mais certa a sua concretização. Tudo o que você procura (ou olha) irá vir para você, seja coisa boa ou ruim.

Fabricar imagem (imaginação) é um método de fabricar plantas mentais e pode ser uma ferramenta poderosa de criatividade. Nossos pensamentos são nossos filhos e eles sempre acham uma forma de voltarem para nossa casa quando menos os esperamos; eles são nossas criações e não bastardos alienígenas, apesar que nós freqüentemente negamos nosso parentesco com eles.

A Bíblia é o Livro da Vida. A vida é eterna; tudo que acontece em qualquer lugar e em qualquer época tem um significado e os homens e mulheres que fazem e dizem certas coisas têm uma aplicação direta em nossas próprias vidas e atividades. Adão e todos seus filhos estão vivendo hoje em você e em mim e nós precisamos reconhecer e aceitar este parentesco. Mas nós não devemos ficar desencorajados pelos pecados de nossos pais; nunca devemos esquecer que nós temos um Pai Divino e que a qualquer tempo podemos "tomar juízo" e nos elevarmos e retornarmos ao nosso Pai Celestial e dizer adeus a Adão, nosso pai natural.

São Paulo diz: "...e com a minha mente eu sirvo a lei de Deus, mas com minha carne eu sirvo a lei do pecado". Uma força sexual forte é essencial para uma vida longa e vigorosa no corpo físico, assim como para ter uma mente clara e um espírito dinâmico. Nenhum eunuco jamais conseguiu desenvolver um trabalho espiritual relevante e Jesus tinha um relacionamento saudável e natural com as mulheres de seus dias. Ele nunca condenou as mulheres pelas funções naturais de seus corpos, nem inclusive a prostituta apanhada no ato e levada à sua presença para julgamento. Deve ser notado que os antigos patriarcas tinham esposas e filhos, inclusive aqueles que está registrado que atingiram a vida eterna.

Histórias de casos médicos modernos indicam que o homem que casa e tem filhos, e às vezes mais que uma esposa, tem uma probabilidade maior de vida mais longa do que solteiros. A abstinência sexual não é essencial para a longevidade; em muitas situações ela causa desordens mentais e emocionais severas. Não devemos tentar matar quaisquer desejos normais e naturais, mas apenas controlá-los e trazermos eles sob a orientação divina do espírito.

Eu sei que nós obtemos o que merecemos e que merecemos o que obtemos. A salvação e a redenção é um resultado do nosso esforço pessoal e individual; ninguém pode pegar uma carona para o céu. A Graça de Deus é a Imortalidade Pessoal. Jesus não foi criado perfeito; ele mesmo afirmou que ninguém era perfeito, com exceção do Pai Celestial, mas que nós todos devemos batalhar para sermos perfeitos.

[continua]

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