quinta-feira, junho 06, 2024
As Leis da Vida - 10
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO
A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.
Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.
Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".
A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.
Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.
A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.
Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.
Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.
"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.
Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.
Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.
Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.
Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.
Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.
Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.
No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.
O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.
Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.
Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.
Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).
Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.
Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.
Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.
"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).
A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.
Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.
É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.
Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.
E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.
Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.
Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.
Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.
Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.
Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.
Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.
Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.
Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".
Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.
Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.
Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.
Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.
As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.
Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".
Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.
Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.
Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".
Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.
Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.
Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."
Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.
Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.
Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição: De maneira alguma. Está perfeito tudo que o outro fez com você. Ele não tem culpa se você o atraiu para sua vida. Isso não significa que o outro possa fazer de você o que bem entender e tudo estar bem. Saber dizer 'não' também é uma grande virtude.
Se você se sentir invadido, use sua inteligência, se valendo do que estiver disponível no momento, para garantir seus direitos e sua proteção e, caso seja necessário, vá à justiça.
Porém, depois de passada a emoção, recolha-se ao seu silêncio interior e se responsabilize pelo fato, liberando o outro. A autorresponsabilidade é uma atitude interior.
Crença comum: "Não suporto a injustiça". Lei da perfeição: Não há injustiça, não há vítimas, tudo está perfeito. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir os outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).
Crença comum: "Não posso ver um mendigo na rua que morro de pena". Lei da perfeição: Cada um está onde se põe. Tudo é perfeito. Pena, piedade e dó são sentimentos que precisam ser erradicados da nossa vida. Não há vítimas. Como podemos ter pena de alguém que tem todo o poder dentro de si?
Quando você olha para alguém, por mais lastimável que seja a situação dele, com sentimento de pena, piedade ou dó, você está tirando todo o poder que Deus deu para ele. Está rebaixando mais ainda a condição dele. Você está sendo pretencioso, achando que Deus errou com ele. Por que será que Deus permite que ele passe por aquela situação? Por que temos que corrigir Deus?
Em potencial, todos somos iguais, porém diferentes nas manifestações individuais. Uns já desenvolveram certas habilidades, têm a consciência mais expandida, e em outros é só uma questão de tempo.
Quando vir um mendigo, uma pessoa doente, alguém passando necessidades, sofrendo muito, olhe para ela com os olhos da alma, que não julgam, e não com os olhos imediatistas do rosto, e perceba que aí tem uma pessoa com todo o poder dentro de si, como você e como todo mundo têm, que ele está passando por aquela experiência momentaneamente, para desenvolver alguma faculdade, alguma virtude, alguma habilidade, porque tudo é útil.
Assim, você não estará tirando o poder dela. Não a estará colocando ainda mais para baixo. Ao contrário, estará elevando-a. Estará trocando a pena, a piedade e o dó por um sentimento muito sublime, que vem da alma, chamado compaixão. Sua energia dirigida a ela não será tóxica, mas nutritiva. A alma dela perceberá e isso vai tratar de instigá-la a mudar de crenças e atitudes, melhorando, consequentemente, sua vida e a vida dela.
Essa pena que você sente é uma carência sua. A pior das carências, a carência espiritual. É você que está sendo digno de pena, pois não acredita um centavo no seu espírito e, consequentemente, no espírito dos outros, que têm um potencial do tamanho de Deus, só não estão sabendo usá-lo, por enquanto.
Crença comum: "Não consigo perdoar meu marido por ter me traído". Lei da perfeição: Está tudo certo, está tudo perfeito. Cada um está onde se põe. Ninguém trai ninguém. É a pessoa que atrai a traição porque é traível, e cada qual é responsável por tudo que ocorre em sua própria vida.
Depois, esse negócio de fidelidade é bobagem. Se você pautar seu relacionamento pela fidelidade ou infidelidade, adianto que já fracassou, porque não podemos e não conseguimos mudar e controlar as pessoas para satisfazerem nossas vontades.
As pessoas são como são e ponto final. Há tantos outros aspectos mais importantes num relacionamento. Sexo é importante, mas não é tudo, nem o principal. Quem decide com quem quer ficar não são as pessoas, mas os espíritos de ambos.
Por isso, releve, se libere desse apego doentio da infidelidade, que só a prejudica e a deixa presa na pessoa, pois seu poder, nessa condição, está com ela.
Crença comum: "Essa mulher não se manca mesmo. Apanha do marido alcoólatra quase todo dia e não larga esse cafageste". Lei da perfeição: Como a vida é perfeita e justa! Todo alcoólatra é um poço de orgulho. Como não consegue relaxar por causa da arrogância, se vale da bebida para isso. Aí vai cair na rua, se humilhar, vai ser motivo de chacotas, perde completamente a autoridade, inclusive para as crianças, até ceder. Quando ele aceita sua situação e entra na modéstia, ele para de beber.
A mulher, por sua ver, está no lugar onde se pôs e atraiu um marido dessa qualidade porque também é arrogante. Toda pessoa submissa é orgulhosa. É o oposto da verdadeira humildade. Faz-se de coitada para não assumir responsabilidades. Tudo é culpa dos outros. Sente-se bem quando os outros sente pena, piedade ou dó dela.
Veja como a mulher do alcoólatra se desvaloriza. Não se considera, tira de si para dar tudo para os outros, principalmente para os filhos, não sabe dizer não, e assim a vida a trata do jeito que ela se trata, atraindo um marido alcoólatra. Está tudo perféito.
As dores de ambos, porque é uma vida conjugal infernal, são a linguagem que entendem para desenvolverem o conhecimento, a lucidez e tomarem jeito. Se já tivessem um pouco de lucidez, não teriam se atraído.
Esta é a função da dor: nos estimular para a gente sair da própria dor. Ninguém briga com ninguém. Estão apenas se entendendo, se conhecendo, experienciando e, certamente, vão tirar algum proveito daquela situação dolorosa, mesmo que não percebam de imediato.
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quarta-feira, agosto 09, 2023
O Pecado
O pecado é um conceito inventado pelas religiões. Na realidade, o pecado não existe, é uma ficção, pois não foi criado pela Natureza, que é o Deus Supremo criador. Com o pecado, a religião controla seus seguidores através do surgimento da Culpa, já que os fiéis não conseguem cumprir todos os objetivos ideais e inalcançaveis da religião. Como já vimos [1][2], a religião é "a arte de mentir (lig) repetidamente (re)". Uma das mentiras sempre repetidas é a existência do pecado.
O objetivo principal da religião é matar os seus seguidores o mais rápido possível, com idade bem abaixo de 200 anos. Por que? Porque, morrendo, os fiéis vão se juntar com o seu deus adorado (o diabo) no céu (no inferno). Portanto, a religião é um movimento mortalista. Ela tem tido muito sucesso em matar todos os seus fiéis através dos milênios.
Qual o principal pecado, em todas as religiões? É a atividade sexual chamada de incesto: sexo entre mãe e filho (complexo de Édipo), sexo entre pai e filha (complexo de Electra) e sexo entre irmão e irmã. Por que as religiões mortalistas fazem do incesto o maior dos pecados? A resposta para isso é longa e está vinculada com a preservação de nossa vida.
Grupos poderosos adotaram (ou ainda adotam) o incesto rotineiramente: os faraós do antigo Egito, as famílias da realeza e os atuais controladores de nossa sociedade, os iluminati. Algo importante está acontecendo e nós não estamos sendo esclarecidos a esse respeito. Vamos ver qual a explicação dada por Arcanjo Miguel [3] a esse respeito.
Existe uma trama (via religião) para eliminar os seres humanos originais que a Natureza criou, os hermafroditas. Cada hermafrodita tinha ambos os sexos, o masculino (pênis) e o feminino (vagina). Não havia hierarquia entre os hermafroditas, todos eram iguais. Junto com a trama de eliminar os hermafroditas, o gênero masculino da espécie humana foi criado para ser escravizado e jogado na morte. O propósito desta trama foi manter a morte neste mundo e, então, governar a terra através do medo da morte.
A trama foi chamada de "A árvore do conhecimento do bem e do mal", também conhecida como religião. Na Bíblia, "A árvore do conhecimento do bem e do mal" simboliza a religião. As religiões fornecem a você o conhecimento do que é bom e do que é mal. As religiões sempre mantiveram o direito autoral único do que você aprendeu ser bem e mal. A religião nunca permitiu a ninguém dizer para você o que é bom e o que é mal. A morte está diretamente ligada à árvore do conhecimento do bem e do mal, que você conhece como religião. O resultado do seu envolvimento com religião é a morte. A Natureza não tem qualquer ligação com a morte. A Natureza produz apenas vida. A Natureza produziu a Árvore da Vida, a verdade. Morte é o lugar onde a Natureza confinou o senhor deus, que escondeu a Árvore da Vida, para que o homem, e toda vida humana, morresse. Por isso, a Natureza chamou o senhor deus, o diabo. A religião é proibida pela Lei Natural. A Natureza é rígida: "Todas as formas de adoração são adoração ao diabo e é proibida para todos que desejam viver".
No Livro dos GENESis, do Velho Testamento, são citados dois Deus, um verdadeiro e um falso. O Deus verdadeiro é a Natureza e ele aparece em três passagens importantes:
Gen. 1:27 - A Natureza criou os hermafroditas à sua imagem, na imagem da Natureza ela os criou, criou-os macho e fêmea (em inglês, "male and female", não "man and woman").
Gen. 1:28 - E a Natureza abençoou-os, dizendo-lhes: "Prolificai e multiplicai-vos, e povoai a terra..."
Gen. 1:29 - E acrescentou: "Eis, eu vos dou toda a erva que produz semente sobre a superfície inteira da terra, e toda árvore que dá fruto e produz semente, servirão para vós de alimento.
E em Gen. 1:30, a Natureza deu ervas para servir de alimentação de todos os animais que se movem na terra e que voam no ar. Portanto, todos os animais eram vegetarianos, no início. Não existiam animais carnívoros.
Em Marcos 10:6, há uma confirmação de Gen. 1:27: Mas, desde o pricípio da criação, fê-los Deus (Natureza) macho e fêmea.
Nessa primeira leva da criação divina de seres humanos, foram criados os hermafroditas A'belle e Cain.
Continuando a leitura do Genesis, chega-se a:
Gen. 2:7 - Então o Senhor Deus formou o homem com o pó da terra e lhe insuflou nas narinas um hálito de vida, e com isso tornou-se o homem uma alma vivente.
O Deus verdadeiro (Natureza) já tinha criado o ser humano hermafrodita, à sua imagem e semelhança, em Gen. 1:27, e agora aparece posteriormente um tal de Senhor Deus impostor (se intitulando Deus), que resolve criar um ser humano, sem nenhuma imagem especificada, de apenas um sexo, o masculino (homem, e não mulher). Iremos, posteriormente, identificar quem é esse impostor que se faz passar por Senhor Deus.
Vejamos como o Arcanjo Miguel [3] apresenta os personagens do Gênesis. Na Bíblia Abelle é apresentado como Abel [4]. Abelle é o deus EL do Velho Testamento, o Senhor Deus. Abel é hermafrodita (como Abelle). A serpente (na Bíblia) é Cain, que era um hermafrodita completo no início. Abelle referia-se a Cain como "o pó da terra" e o chamava de homem.
Abelle observou o reino animal. Os animais não gostavam do incesto e produziam filhotes com um só sexo (masculino ou feminino). E os animais também morriam. Como o gene hermafrodita é passado via incesto, Abelle bolou que se ela tivesse sexo com outro hermafrodita não relacionado com Abelle, a criança nasceria com apenas um sexo, como os animais. Se Abelle pudesse também parar que os hermafroditas tivessem relações incestuosas, Abelle poderia mudar a raça humana para ser à imagem do reino animal. Abelle queria que o ser feminino governasse os machos. Os machos seriam os escravos trabalhadores das fêmeas.
Abelle, para obter a semente de um homem, seduziu Cain. Cain começou a adorar Abelle. Cain tornou-se um escravo de Abelle. Cain estava agora violando a Lei Natural, de nenhuma adoração. Abelle teve sexo com Cain, o plantador de semente, o homem. Abelle teve o filho e o educou como quis (como uma dama), sem a participação de Cain. Adão [5] é a fêmea que nasceu do sexo entre Abelle e Cain. Uma dama não é natural. Uma fêmea é algo natural. O diabo (Abelle) substituiu o nome "Adão" pelo nome "homem". Cain seduziu sua filha Adão e a engravidou. Abelle ficou muito brava e cortou o pênis de Cain, enquanto ele dormia. Como Cain era hermafrodita, e ainda tinha uma vagina, a partir deste momento, Cain passou a ser conhecido como Eva. Agora temos a mulher criada pelo Senhor Deus (Abelle). A costela que o senhor deus tirou de Adão (segundo a Bíblia), para fazer a mulher, na realidade era o pênis de Cain. A mulher Eva é, na realidade, o hermafrodita Cain com o pênis cortado. Cain deixou o Jardim do Éden, como Eva.
Adão e Eva possuiam apenas sexo feminino, e não poderiam gerar Abel e Cain, depois de sairem do Jardim do Éden, como nos conta a Bíblia. Houve uma guerra no céu (isto é, no paraíso, isto é, aqui na terra) e Eva matou Abelle (Cain - sem pênis - matou Abel, o mutilador do pênis de Cain, como relatado na Bíblia). Após a morte de Abelle, Abelle foi elevada a chefe de todos os deuses. Eva nunca morreu. Isso prova que matar uma pessoa (em certas circunstâncias) não leva necessariamente à morte da pessoa assassina.
Gen 3:22 - O Senhor Deus (Abelle) disse: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Pois bem, que ele não possa, estendendo a mão, colher também da árvore da vida, e, dela comendo, viver eternamente.
Entenda, neste ponto, que o senhor deus escondeu a árvore da vida, que permite a vida física eterna. Se a árvore da vida não está disponível, você não pode viver eternamente, você tem que morrer. Por que um deus amoroso faria isso?
Gen 2:16-17 - E o senhor deus deu ao hoem este preceito: "Podes comer de todas as outras árvores do jardim, mas da árvore da ciência do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás".
Entenda isso: o homem comeu da árvore da ciência do bem e do mal e não morreu, pois o senhor deus teve que esconder a árvore da vida para que o homem não comesse dela e vivesse para sempre. Portanto, o senhor deus mentiu neste caso e a serpente falou a verdade para Eva (que ela não morreria).
[continua]
Referências:
[1] https://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2015/02/a-arvore-da-vida.html
[2] https://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2023/08/religiao.html
[3] The Book of Life, transcribed by The Archangel Michael, 2008.
[4] Abelle = Abel.le = Abel e deus El
[5] Na Bíblia, Adão é apresentado como macho, mas, na realidade, é do sexo feminino. Adão, em inglês, é Adam = A.dam = A dame = uma dama. Assim como,em francês, Madam = Ma.dam = Ma dame = minha dama.
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sexta-feira, janeiro 26, 2018
O Guardião do Sétimo Portal
No astral existiam corpos mergulhados no limo sujo, gosmento, despontando somente cabeças de pessoas com os olhos esbugalhados e fixos no nada. Ele sentiu o frio invadir o seu corpo. De repente, um movimento em seus pés chamou-lhe a atenção. Para seu espanto, ele estava pisando numa cabeça que chorava alucinada. A religião é a maior fonte formadora de culpas.
A felicidade real vem do pouco que se tem. Quando a felicidade se baseia no muito que se conquistou, ficamos abalados por qualquer infortúnio. São os valentes e os brutos que o céu aguarda. Só os valentes terão a coragem de enfrentar o mal e seguir. Faça seu trabalho. Mas faça para o bem. A morte é apenas do corpo. Nosso espírito é imortal. O corpo é apenas um instrumento necessário para as tarefas que o espírito precisa realizar na Terra. Você se sente fraco quando seu corpo está envelhecido e, ao morrermos, ficamos somente com o corpo etérico, que guarda as memórias do corpo físico.
Nós vamos à Terra sempre com duas missões: uma pessoal, que visa adquirir sabedoria, conhecimento e também, quando estamos prontos, reavaliar nosso carma; a segunda missão é coletiva, que está a serviço de uma contribuição com o desenvolvimento da Terra e do povo que lá está encarnado. Ambas se interligam para que possamos evoluir nas leis do amor. Estamos em desenvolvimento. Nossas escolhas nos colocam em situações das quais nos arrependemos depois, mas sempre conseguimos tirar grandes lições de nossos erros. Só nós mesmos temos a condição de nos fazer mal. O mal que acreditamos fazer é o mal que infligimos em nós mesmos, assim como o bem que fazemos ao próximo é o bem que fazemos a nós mesmos. Lembre-se disso e não caia na tentação de se estagnar na culpa. É curando que se é curado.
Após o almoço (em um mosteiro terrestre), todos retornaram ao dormitório por quarenta minutos para o repouso do corpo e a digestão dos alimentos comidos. Quem não consegue controlar o corpo, nunca conseguirá controlar a mente. O corpo responde a impulsos e reflexos imediatos do desejo do que virá, e a alma responde a impulsos de desejo do que realmente é. Se não estiverem equalizados a alma e o corpo, o que se quer e o que se tem realmente, perde-se a função dos dois, ocasionando dor ao corpo. Dor no corpo é dor da alma em dessincronia com o corpo. É quando se valoriza mais o ter em vez do ser. Assim como a árvore está fixa sem estar parada, nós também estamos em movimento mesmo quando nosso corpo não se movimenta. Apesar de a árvore estar parada, há uma movimentação. A seiva que sobe pelo caule, os nutrientes da terra, a fotossíntese realizada pelas folhas, o crescimento e desenvolvimento da árvore. Se não houvesse movimento, como poderia haver tamanha transformação? Há sempre algo sendo movimentado (nas coisas vivas) e, mesmo que invisível aos nossos olhos, é perceptível ao nosso sentimento. Para tudo há um devido tempo e cada um tem o próprio desenvolvimento. Nunca se deve comer por comer, pois o alimento tem a função única e exclusiva de nutrir o corpo.
Treinar e obter conhecimentos têm de andar lado a lado. Se um desponta mais, o outro perde o sentido. O conhecimento teórico aguça a intuição. A intuição só se mantém com o treino e a prática intensa. Somente assim entramos na estabilidade espiritual. O queixume enfraquece o espírito. Se você não encontrar o fácil, sempre viverá o difícil. A culpa não faz andar para frente. Não há culpa nem punição. Apenas agem as leis de causa e efeito que a todo instante incidem sobre todos os seres. O sofrimento é um simples processo de lapidação da alma. Não há julgamentos, a própria alma é que se julga e se recrimina e a culpa a adoece. Nunca há força energética exterior que cause isso. A liberdade se estende até onde o espírito é capaz de ir e este limite tem a ver com seu crescimento, aceitação, compreensão de um todo e, acima de tudo, com sua capacidade de amar.
Cada dimensão requer uma frequência vibracional. Se o corpo etérico de algum espírito não se adequa perfeitamente àquela vibração, é preciso usar certas "capas energéticas". Os carmas só são purificados na Terra. É necessária uma nova ação concreta baseada na lei do amor. No mundo espiritual realizamos o que sabemos, ampliam-se conhecimentos que devem ser testados e provados na carne, mas não se adquirem novas habilidades (no mundo espiritual). O nascimento na Terra é o caminho para a evolução do espírito. A Lei do Carma é o conjunto de todas as suas ações em vida e suas consequências. Não importa o que o outro faça a você, mas como cada um reage diante dos acontecimentos. A Lei do Carma atua na ação tomada pelo espírito. Se uma criança já aprende como se dá o manuseio da faca e, ainda assim, opta por ferir pessoas com este instrumento, aí sim ela desencadeia rachaduras em sua alma, pois, quando ferimos o outro com consciência, ferimos a nós mesmos. E este processo de ferimento em si e no outro é que dá início à roda cármica. Muitos conhecimentos se adquirem no mundo espiritual. A Terra é para sedimentar no espírito os verdadeiros conhecimentos. Só assim eles farão parte essencial do espírito. Conhecimento sem prática é o grande laboratório de carma. Conhecimento adquirido na Terra penetram eternamente no espírito. Conhecimentos adquiridos no mundo espiritual devem ser praticados na Terra para firmarem no espírito. Não veja o carma como punição, já que nada se pune, pois é a consequência natural dos atos e sua repercussão na alma. Assim que você fecha uma ferida, sua vibração muda drasticamente e, desta forma, você ajudará os outros.
Na morte nos desfazemos apenas do invólucro corpóreo. Seu corpo físico morreu, mas o seu espírito continua vivendo. Dependendo do grau de evolução de conhecimento e sabedoria, é permitido ao espírito escolher em qual dimensão quer atuar, auxiliando no equilíbrio e bem-estar dos demais. O amor sempre está presente, de um jeito ou de outro, pois essa energia permeia tudo. Uma pequena gota de amor move oceanos. Na Terra sempre há alguém por perto servindo de canal para o amor celestial. Esse é o grande círculo da vida! Tudo gira em torno do amor. A doença abre as portas da fé, facilitando a assimilação de energia.
Como nos libertamos das redes cármicas? Tendo ações concretas, repletas de amor. É o amor que neutraliza o carma. Quando em vida infligimos a dor a alguém ou a nós mesmos, intensificamos o nosso carma, pois encarnamos para agir dentro da lei evolucional do amor: amar ao próximo como a si mesmo. O caminho evolutivo não é linear, é feito de subidas e descidas. O sofrimento e a dor servem para despertar o amor e não é preciso submeter o outro a nenhuma dose a mais do que o próprio sofrimento que cada um já carrega. Como é possível se libertar das redes cármicas? Basta usar o livre-arbítrio e executar ações que comprovem a consciência adquirida. Falar, desejar, se lamentar e pensar não é suficiente. É preciso agir diferente para que aos poucos a pressão dessas redes afrouxe e a pessoa consiga se desvencilhar, não porque alguém a deixou sair, mas porque sua própria frequência não é mais compatível com a rede em questão. Esta é a cegueira em que vivem os humanos: a ilusão de que estão separados de um Todo Unificado e que suas ações não comprometem a todos. Os humanos vivem sustentados por mentiras criadas por eles mesmos. Os humanos, com sua facilidade em criar verdades ilusórias e segui-las com afinco, tornam-se alvos da escuridão.
Todo poder é separatista e se opõe à unicidade na qual vivemos, permeados pelo amor que não pune. Libertar-se deste emaranhado de correntes a que encarnados e desencarnados estão afiliados desde o início de seu caminho na Terra é um desafio individual e coletivo. Os que se libertarem conseguirão fazer grandes mudanças, contanto que não se iludam novamente, pois a sensação logo após sair das redes é de perda de poder. A consciência traz a clareza, a ação traz o compromisso de agir segundo essa nova consciência. É preciso força, pois para ingressar no novo é necessário abdicar totalmente do velho, sem olhar para trás. No pós-morte humano, tudo se materializa de forma intensa e total, pois não há as distrações que o mundo terreno propicia. Portanto, as consequências aqui são imediatas. Existe um sentido maior a todo sofrimento e dor. Não há valor algum no dinheiro e ninguém deve deter o que não é seu. Dinheiro e ouro são energias que devem fluir. O ódio e as brigas são coisas inúteis. O processo de evolução é como um rio. Todos são levados pela correnteza. Alguns se prendem em alguma pedra por determinado período, mas o fluxo é certo para todos.
Você morre quando seu corpo não tem mais forças para manter seu espírito. Se o homem viver na Terra sabendo da vida pós-Terra, ele será mais cauteloso em cada atitude que tomar. Não desperdiçará o tempo da Terra. O homem precisa acordar para o amor. Não há outro caminho de salvação a não ser o amor. Liberte-se do desejo de poder, pois ele lhe rouba o verdadeiro poder, que é amar. Não há nenhuma lei que o punirá. A lei serve para conduzí-lo ao caminho do bem. Desperte para o amor. Cessem as guerras na Terra e o inferno não terá como se alimentar e também cessará. Cesse o ódio e dê lugar à paz.
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quarta-feira, dezembro 27, 2017
O Mistério do "Quem sou eu?"
Não siga regras impostas de fora. Nenhuma regra imposta pode jamais estar certa, porque as regras são inventadas por pessoas que querem dominá-lo. Nunca seja um imitador, seja sempre original. Não se torne uma cópia carbono. Mas é isso que está acontecendo no mundo todo - cópias e mais cópias carbono. Para chegar à porta certa é preciso primeiro bater em muitas portas erradas. Se você de repente esbarra na porta certa, não será capaz de reconhecer que ela é a certa. No cômputo geral, nenhum esforço jamais é desperdiçado; todos os esforços contribuem para o clímax supremo do seu crescimento. Por isso, não hesite, não se preocupe demais em estar seguindo o caminho errado. Esse é um dos problemas; as pessoas foram ensinadas a nunca fazer nada errado, e por isso se tornam tão hesitantes, tão temerosas, tão amedrontadas de fazer o que é errado, que acabam paralisadas. Não conseguem se mover porque algo de errado pode acontecer. Então se tornam como rochas, perdem todo o movimento.
Não lhe prescrevo nenhum mandamento. A própria palavra "mandamento" é feia. Comandar alguém é reduzi-lo a um escravo. Não há necessidade de olhar para trás; a vida anda sempre para a frente. Olhe para a frente. O caminho pelo qual você passou, já passou. Está acabado, não o leve mais consigo. Não seja desnecessariamente sobrecarregado pelo passado. O velho estava certo em seu próprio contexto, e o novo está certo em seu próprio contexto, e eles são incomparáveis (no passado eu era burro e fazia burradas; agora já não são tão burro, e não faço as mesmas burradas...) . Portanto, abandone a culpa! Porque ser culpado é viver no inferno. Viver carregado de culpa é simplesmente ser explorado pelos sacerdotes.
Tudo se torna irrelevante, porque a vida nunca permanece confinada. Ela vai sempre em frente; ela atravessa todos os limites, todas as fronteiras, é um processo infinito. A Bíblia, em algum momento, chega a um ponto final; o Alcorão, em algum momento, chega a um ponto final, mas a vida nunca chega a um ponto final, lembre-se disso. Quando os outros decidem por você, sua alma permanece adormecida e embotada. Quando você começa a decidir por você mesmo, surge uma perspicácia. Decidir significa assumir riscos, decidir significa que você pode errar - quem sabe? Esse é o risco. Quem sabe o que vai acontecer? Esse é o risco, não há garantias.
Com o pensamento antigo, há uma garantia. Milhões e milhões de pessoas o têm seguido - "como tantas pessoas podem estar erradas?". Essa é a garantia. Se tantas pessoas dizem que isto é certo, deve ser certo. Na verdade, a lógica da vida é exatamente o oposto. Se tantas pessoas estão seguindo determinada coisa, esteja certo de que ela está errada, porque tantas pessoas não são tão iluminadas e não podem ser tão iluminadas. A maioria consiste de tolos (são medíocres), tolos rematados. Cuidado com a maioria! Se tantas pessoas estão seguindo algo, isso é prova suficiente de que este algo está errado. A verdade ocorre para os indivíduos, não para as multidões. Como a verdade ocorre para os indivíduos, se você realmente quer que a verdade ocorra para você, seja um indivíduo. Regozije-se como você é.
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domingo, dezembro 25, 2011
Epicteto - 7
Sem vergonha, sem culpa
As pessoas medíocres normalmente culpam os outros por sua própria infelicidade. Em geral as pessoas culpam-se a si mesmas. Aquelas que se dedicam a uma vida de sabedoria entendem que o impulso de culpar algo ou alguém é bobagem, que nada se ganha em culpar, seja atribuindo-se a culpa aos outros ou a si mesmo.
Um dos sinais de início do progresso moral é a extinção gradual da culpa. Percebemos como é fútil levantar o dedo em riste. Quanto mais analisamos nossas atitudes e nos trabalhamos, menos sujeitos estamos a sermos arrebatados por reações emocionais intempestivas sob as quais buscamos explicações simplistas para acontecimentos inesperados.
As coisas simplesmente são como são. As outras pessoas pensam o que pensam, e isso não nos diz respeito. Sem Vergonha. Sem Culpa.
Fonte: Sharon Lebell, O Pequeno Livro da Vida, Editora Best Seller, 1994 (do original em inglês). ISBN 85-7123-482-5.
quarta-feira, março 12, 2008
Culpa e Ansiedade - 1
SANDRA SEPULVEDA [1]
sandra.sepulveda@terra.com.br
A reflexão que propôs um dos meus leitores foi sobre a dificuldade em estar no momento presente. Pela amplitude deste tema, ele será desenvolvido em duas partes, a primeira abordando o que nos mantém no passado e, no mês de abril, o que nos mantém no futuro.
Um dos principais sentimentos que nos estaciona no passado é a culpa. E o processo de estar no futuro nos leva à ansiedade. A culpa é fruto da aprendizagem de padrões sociais e culturais de certo/errado pelos quais formulamos julgamentos e imagens a nosso próprio respeito. A intensidade da culpa é diretamente proporcional à auto-exigência em ser o "certinho", o “perfeito” e não se permitir errar. Aprendemos também que, quando culpados, é preciso que sejamos castigados, nos levando a acreditar que não merecemos mais nada de bom ou de bem, nos gerando depressão, baixa-estima, descrédito consigo mesmo e minando nossos esforços.
Para caminharmos com o presente, é preciso lidar com a culpa, reconhecendo e aceitando nossa condição de seres em desenvolvimento, em processo de aprendizagem e, portanto, sujeitos a erros e acertos. Aceitar que erramos não é se acomodar, mas fazer do erro uma lição no sentido de que algo nos fugiu da percepção e é preciso ampliá-la.
Também é necessário ter humildade para resgatar a paz interior através do autoperdão. Ao nos perdoar, cortamos o vínculo negativo com a culpa e podemos estar no momento presente direcionando nossa energia criativa para reparar o erro e olhar outras possibilidades para aquela situação.
Tenham um mês pautado no momento presente!
Fonte: [1] Jornalzen, número 37, março 2008.
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