quinta-feira, agosto 08, 2024

 

Fãs Fanaticos: Síndrome da Adoração de Celebridades

 


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segunda-feira, junho 17, 2024

 

Entusiasmo, Sofrimento e Alegria

 Fonte consultada:  Osho, O Livro da sua Vida - Crie o seu próprio caminho para a liberdade, Editora Pensamento-Cultrix, 2019. ISBN: 978-85-316-0975-6

 Como integrar os aspectos material e espiritual da vida...

Faça as coisas com o empenho de toda a sua alma, do modo mais intenso de que você for capaz.

Nada que você faça sem entusiasmo vai lhe dar alegria na vida. Só vai lhe trazer sofrimento, ansiedade, tortura e tensão, pois sempre que você faz alguma coisa sem entusiasmo, você se divide em duas partes, e essa é uma das maiores calamidades que já aconteceu aos seres humanos - eles estão todos divididos. O sofrimento que existe no mundo não é nenhuma surpresa; é um resultado natural da falta de entusiasmo na vida, de fazer as coisas só com uma parte do seu ser, enquanto a outra parte está resistindo, se opondo, lutando.

E qualquer coisa que você faça só com a metade do seu ser, vai lhe causar remorso, sofrimento e a sensação de qua a sua outra parte, que não estava participando, talvez estivesse certa - pois, ao seguir apenas uma parte, tudo o que você conseguiu foi uma vida de sofrimento. Mas eu lhe digo: se você tivesse seguido a sua outra parte, o resultado seria o mesmo. Não é uma questão de saber qual das partes seguir, é uma questão de saber se você a seguiu com todo o seu ser ou não. Agir com todo o seu ser é o que traz alegria. Até mesmo uma ação trivial, comum, quando executada com todo o seu ser, lhe dá um novo ânimo, um sentimento de plenitude, de satisfação, um profundo contentamento. E qualquer coisa feita sem entusiasmo, por melhor que seja, vai lhe causar sofrimento.

O sofrimento não é o resultado das suas ações, assim como a alegria também não é. A alegria surge quando você faz uma coisa de corpo e alma. Não importa o que você faça, você vai acabar sofrendo caso tenha feito aquilo de modo parcial. Viver uma vida sem entusiasmo é criar um inferno para si mesmo - e esse inferno vai ficando cada vez maior com o passar do tempo.

As pessoas perguntam, existe mesmo um inferno, existe mesmo um céu? - porque todas as religiões falam do céu e do inferno como se eles fizessem parte da geografia do universo. Eles não são fenômenos geográficos, eles estão na sua psicologia.

Quando a sua mente, quando o seu coração, quando o seu ser estiver sendo puxado em duas direções diferentes ao mesmo tempo, você está criando o seu inferno. E, quando você é total, é uno, uma unidade orgânica... nessa própria unidade orgânica, as flores celestiais começam a desabrochar em você.

As pessoas continuam preocupadas com seus atos. Que tipo de atitude é certa e que tipo de atitude é errada? O que é bom e o que é ruim? No meu entendimento, não é uma questão de saber que ato que você está praticando. Tudo depende da sua psicologia.

Se você pratica o ato de corpo e alma, ele é bom; se você está dividido, ele é ruim. Dividido você sofre; integrado, você dança, você canta, você celebra.

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sábado, julho 29, 2023

 

O que é o ego?

 

O ego é exatamente o oposto do verdadeiro eu. O ego não é a pessoa. O ego é a decepção criada pela sociedade para que as pessoas possam continuar vivendo na fantasia e nunca se perguntarem a respeito da realidade. Se o homem não abandonar o ego, nunca vai chegar a conhecer a si mesmo.

Quando nascemos, temos nosso eu autêntico. Depois, a sociedade cria um falso eu: você é cristão, você é branco, você é alemão, faz parte da raça escolhida por Deus e deve governar o mundo e assim por diante. Ela cria uma falsa ideia de quem são as pessoas. Ela lhes dá um nome e, em torno do nome, cria ambições, condicionamentos.

E, pouco a pouco, uma vez que leva quase um terço da vida, a sociedade trabalha o ego dos indivíduos através da escola, da igreja, da faculdade... No momento em que volta da universidade para casa, você já esqueceu completamente seu ser inocente. Você agora é um grande ego com uma medalha de ouro, é da primeira classe, está no topo da universidade. Agora está pronto par ir para o mundo.

Esse ego tem todos os desejos, ambições e vontades para estar sempre no topo de tudo. O homem é explorado por esse ego. E isso nunca lhe permite nem mesmo um vislumbre de seu eu autêntico, real, e sua vida está lá, em sua autenticidade. Portanto, esse ego produz apenas infelicidade, sofrimento, luta, frustação, loucura, suicídio, assassinato, todos os tipos de crime.

A pessoa que busca a verdade tem de começar exatamente a partir desse ponto: descartar tudo o que lhe foi dito pela sociedade em relação a quem ela é. Com certeza, ela não é nada disso, pois ninguém pode saber quem o outro é, exceto ele próprio. Nem os pais, nem os professores, nem os padres. A não ser você mesmo, ninguém sabe nada sobre você, e o que quer que tenham dito a seu respeito está errado.

Coloque isso de lado. Desmantele todo o ego! Ao destruir o ego você vai descobrir seu ser. E essa descoberta é a maior possível, porque dá início a uma peregrinação totalmente nova em direção à felicidade suprema, rumo à vida eterna.

É possível optar pela frustação, pelo sofrimento, pela infelicidade e, então, continuar a alimentar o ego. Ou pode escolher a paz, o silêncio, a felicidade, mas, nesse caso, é preciso recuperar a inocência.

Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.

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sábado, setembro 03, 2022

 

33 Magos: A fonte do equilíbrio cósmico

 

Trechos selecionados do último capítulo do livro mencionado no título desta postagem [1].

Nada acontece por acaso no cosmos.

O sofrimento é totalmente desnecessário. Isso nunca foi programado pelas hierarquias divinas e tampouco pelos mestres siderais.

O ser se esquece que, em função de também estar vivo, já que a vida nunca cessa, ele também é responsável por tudo.

Quando a impermanência da matéria brotar em sua mente como a única realidade entre as várias vidas e períodos que imagina ter vivido e morrido, compreenderá que esteve, está e estará sempre vivo. Sabendo quem é e qual sua verdadeira natureza, poderá então fazer escolhas conscientes sobre seu papel na consciência universal. Poderá renovar suas vibrações de forma ilimitada enquanto perceber que determinado papel é o mais eficiente para os planos do universo, ou, simplesmente, unir-se à grande consciência, liberto de vestígios de individualidade.

Por muito tempo ainda o homem planetário continuará sua jornada destruindo a natureza de forma predatória e causando extremo sofrimento aos demais seres, como os animais que julga inferiores, por exemplo, dos  quais não desiste do prazer de se alimentar, desnecessariamente. Prosseguirá lesando seus semelhantes e disputando ferozmente o poder sobre coisas banais que nutram seu orgulho, sem atinar como tudo isso causa um enorme desequilíbrio vibratório que, como já foi visto, desarranja enormemente a energia planetária.

Atualmente, em vez de se sentirem responsáveis pela vida do planeta que os abriga, as pessoas cuidam apenas de si mesmas, e muito mal, pois só pensam em seus próprios egos, em suas individualidades, e sofrem, o que termina por se refletir  no todo. Não se trata, no entanto, de um salvar o outro. Trata-se de trabalhar em conjunto para todos poderem dar o próximo e glorioso passo de seu desenvolvimento, quando iniciarão uma evolução de consciência semelhante às humanidades dos planetas de onde os mestres são oriundos. Seria um estado de felicidade mais que consciente, responsável, pois a felicidade verdadeira já é um estado de consciência, embora sua natureza ainda seja desconhecida pela maioria.

Desta maneira, nenhum homem seria novamente manipulado ou aprisionado em condicionamentos, pois aprenderia a cuidar mais de si, mesmo deixando o eu ou o meu, de lado. Não existe outra possibilidade em seu caminho. Buscar os avatares que estão dentro de si mesmo e fazer os próprios milagres acontecerem, sem interesse pessoal.

Como se observou na Terra, o homem foi sendo tutoreado de uma forma explícita, passando depois por diversos tipos de influência até se aproximar agora da hora de ser autossuficiente, de se auto conduzir, de encontrar e conhecer sua própria alma. Muitas intervenções foram necessárias para manter o equilíbrio e elevar o homem à sua responsabilidade individual neste momento que se inicia. Muitas coisas aconteceram visando, justamente, a diminuição da intervenção externa dos missionários, visando a liberdade de consciência. Do ponto de vista humano, foi um processo demorado até aqui, como também será o próximo passo.

Se acompanharmos a evolução de uma criança, em determinado momento de seu desenvolvimento, os pais precisarão deixar que ela caminhe com suas próprias pernas e tome suas próprias decisões. Para saber se dará certo, a única maneira é deixar ir. O ser precisa exercer seu livre arbítiro, o que significa a não intervenção. Este é o momento da Terra. A ocasião em que seus habitantes já têm todas as informações e elementos para prosseguir neste processo de construção espiritual planetário, ou seja, estarão quase que independentes a partir de agora. O caminho não será mais indicado a cada dia pelos missionários e sim decidido por cada ser que se encontra no planeta.

O que realmente importa para que toda essa transformação aconteça, começa agora, com o homem da Terra conseguindo em breve despertar desse sonho acordado que o faz viver.

Referência:

[1] Maria Teodora Ribeiro Guimarães, 33 Magos: A fonte do equilíbrio cósmico, Editora do Conhecimento, 2021. ISBN: 978-65--5727-104-9.

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sexta-feira, janeiro 26, 2018

 

O Guardião do Sétimo Portal


Trechos deste livro [1] de Maura de Albanesi.

Tudo em nós é aproveitado para o nosso crescimento e o dos outros. Sempre serviremos com o que temos para servir. Nada é desperdiçado. Até os maus servem à lei, mesmo sem o saberem. O que fazemos para o outro também fazemos para nós. Essa é a lei da reciprocidade.

No astral existiam corpos mergulhados no limo sujo, gosmento, despontando somente cabeças de pessoas com os olhos esbugalhados e fixos no nada. Ele sentiu o frio invadir o seu corpo. De repente, um movimento em seus pés chamou-lhe a atenção. Para seu espanto, ele estava pisando numa cabeça que chorava alucinada. A religião é a maior fonte formadora de culpas.

A felicidade real vem do pouco que se tem. Quando a felicidade se baseia no muito que se conquistou, ficamos abalados por qualquer infortúnio. São os valentes e os brutos que o céu aguarda. Só os valentes terão a coragem de enfrentar o mal e seguir. Faça seu trabalho. Mas faça para o bem. A morte é apenas do corpo. Nosso espírito é imortal. O corpo é apenas um instrumento necessário para as tarefas que o espírito precisa realizar na Terra. Você se sente fraco  quando seu corpo está envelhecido e, ao morrermos, ficamos somente com o corpo etérico, que guarda as memórias do corpo físico.

Nós vamos à Terra sempre com duas missões: uma pessoal, que visa adquirir sabedoria, conhecimento e também, quando estamos prontos, reavaliar nosso carma; a segunda missão é  coletiva, que está a serviço de uma contribuição com o desenvolvimento da Terra e do povo que lá está encarnado. Ambas se interligam para que possamos evoluir nas leis do amor. Estamos em desenvolvimento. Nossas escolhas nos colocam em situações das quais nos arrependemos depois, mas sempre conseguimos tirar grandes lições de nossos erros. Só nós mesmos temos a condição de nos fazer mal. O mal que acreditamos fazer é o mal que infligimos em nós mesmos, assim como o bem que fazemos ao próximo é o bem que fazemos a nós mesmos. Lembre-se disso e não caia na tentação de se estagnar na culpa. É curando que se é curado.

Após o almoço (em um mosteiro terrestre), todos retornaram ao dormitório por quarenta minutos para o repouso do corpo e a digestão dos alimentos comidos. Quem não consegue controlar o corpo, nunca conseguirá controlar a mente. O corpo responde a impulsos e reflexos imediatos do desejo do que virá, e a alma responde a impulsos de desejo do que realmente é. Se não estiverem equalizados a alma e o corpo, o que se quer e o que se tem realmente, perde-se a função dos dois, ocasionando dor ao corpo. Dor no corpo é dor da alma em dessincronia com o corpo. É quando se valoriza mais o ter em vez do ser. Assim como a árvore está fixa sem estar parada, nós também estamos em movimento mesmo quando nosso corpo não se movimenta. Apesar de a árvore estar parada, há uma movimentação. A seiva que sobe pelo caule, os nutrientes da terra, a fotossíntese realizada pelas folhas, o crescimento e desenvolvimento da árvore. Se não houvesse movimento, como poderia haver tamanha transformação? Há sempre algo sendo movimentado (nas coisas vivas) e, mesmo que invisível aos nossos olhos, é perceptível ao nosso sentimento. Para tudo há um devido tempo e cada um tem o próprio desenvolvimento. Nunca se deve comer por comer, pois o alimento tem a função única e exclusiva de nutrir o corpo. 

Treinar e obter conhecimentos têm de andar lado a lado. Se um desponta mais, o outro perde o sentido. O conhecimento teórico aguça a intuição. A intuição só se mantém com o treino e a prática intensa. Somente assim entramos na estabilidade espiritual. O queixume enfraquece o espírito. Se você não encontrar o fácil, sempre viverá o difícil. A culpa não faz andar para frente. Não há culpa nem punição. Apenas agem as leis de causa e efeito que a todo instante incidem sobre todos os seres. O sofrimento é um simples processo de lapidação da alma. Não há julgamentos, a própria alma é que se julga e se recrimina e a culpa a adoece. Nunca há força energética exterior que cause isso. A liberdade se estende até onde o espírito é capaz de ir e este limite tem a ver com seu crescimento, aceitação, compreensão de um todo e, acima de tudo, com sua capacidade de amar.

Cada dimensão requer uma frequência vibracional. Se o corpo etérico de algum espírito não se adequa perfeitamente àquela vibração, é preciso usar certas "capas energéticas". Os carmas só são purificados na Terra. É necessária uma nova ação concreta baseada na lei do amor. No mundo espiritual realizamos o que sabemos, ampliam-se conhecimentos que devem ser testados e provados na carne, mas não se adquirem novas habilidades (no mundo espiritual). O nascimento na Terra é o caminho para a evolução do espírito. A Lei do Carma é o conjunto de todas as suas ações em vida e suas consequências. Não importa o que o outro faça a você, mas como cada um reage diante dos acontecimentos. A Lei do Carma atua na ação tomada pelo espírito. Se uma criança já aprende como se dá o manuseio da faca e, ainda assim, opta por ferir pessoas com este instrumento, aí sim ela desencadeia rachaduras em sua alma, pois, quando ferimos o outro com consciência, ferimos a nós mesmos. E este processo de ferimento em si e no outro é que dá início à roda cármica. Muitos conhecimentos se adquirem no mundo espiritual. A Terra é para sedimentar no espírito os verdadeiros conhecimentos. Só assim eles farão parte essencial do espírito. Conhecimento sem prática é o grande laboratório de carma. Conhecimento adquirido na Terra penetram eternamente no espírito. Conhecimentos adquiridos no mundo espiritual devem ser praticados na Terra para firmarem no espírito. Não veja o carma como punição, já que nada se pune, pois é a consequência natural dos atos e sua repercussão na alma. Assim que você fecha uma ferida, sua vibração muda drasticamente e, desta forma, você ajudará os outros. 

Na morte nos desfazemos apenas do invólucro corpóreo. Seu corpo físico morreu, mas o seu espírito continua vivendo. Dependendo do grau de evolução de conhecimento e sabedoria, é permitido ao espírito escolher em qual dimensão quer atuar, auxiliando no equilíbrio e bem-estar dos demais. O amor sempre está presente, de um jeito ou de outro, pois essa energia permeia tudo. Uma pequena gota de amor move oceanos. Na Terra sempre há alguém por perto servindo de canal para o amor celestial. Esse é o grande círculo da vida! Tudo gira em torno do amor. A doença abre as portas da fé, facilitando a assimilação de energia.

Como nos libertamos das redes cármicas? Tendo ações concretas, repletas de amor. É o amor que neutraliza o carma. Quando em vida infligimos a dor a alguém ou a nós mesmos, intensificamos o nosso carma, pois encarnamos para agir dentro da lei evolucional do amor: amar ao próximo como a si mesmo. O caminho evolutivo não é linear, é feito de subidas e descidas. O sofrimento e a dor servem para despertar o amor e não é preciso submeter o outro a nenhuma dose a mais do que o próprio sofrimento que cada um já carrega. Como é possível se libertar das redes cármicas? Basta usar o livre-arbítrio e executar ações que comprovem a consciência adquirida. Falar, desejar, se lamentar e pensar não é suficiente. É preciso agir diferente para que aos poucos a pressão dessas redes afrouxe e a pessoa consiga se desvencilhar, não porque alguém a deixou sair, mas porque sua própria frequência não é mais compatível com a rede em questão. Esta é a cegueira em que vivem os humanos: a ilusão de que estão separados de um Todo Unificado e que suas ações não comprometem a todos. Os humanos vivem sustentados por mentiras criadas por eles mesmos. Os humanos, com sua facilidade em criar verdades ilusórias e segui-las com afinco, tornam-se alvos da escuridão. 

Todo poder é separatista e se opõe à unicidade na qual vivemos, permeados pelo amor que não pune. Libertar-se deste emaranhado de correntes a que encarnados e desencarnados estão afiliados desde o início de seu caminho na Terra é um desafio individual e coletivo. Os que se libertarem conseguirão fazer grandes mudanças, contanto que não se iludam novamente, pois a sensação logo após sair das redes é de perda de poder. A consciência traz a clareza, a ação traz o compromisso de agir segundo essa nova consciência. É preciso força, pois para ingressar no novo é necessário abdicar totalmente do velho, sem olhar para trás. No pós-morte humano, tudo se materializa de forma intensa e total, pois não há as distrações que o mundo terreno propicia. Portanto, as consequências aqui são imediatas. Existe um sentido maior a todo sofrimento e dor. Não há valor algum no dinheiro e ninguém deve deter o que não é seu. Dinheiro e ouro são energias que devem fluir. O ódio e as brigas são coisas inúteis. O processo de evolução é como um rio. Todos são levados pela correnteza. Alguns se prendem em alguma pedra por determinado período, mas o fluxo é certo para todos. 

Você morre quando seu corpo não tem mais forças para manter seu espírito. Se o homem viver na Terra sabendo da vida pós-Terra, ele será mais cauteloso em cada atitude que tomar. Não desperdiçará o tempo da Terra. O homem precisa acordar para o amor. Não há outro caminho de salvação a não ser o amor. Liberte-se do desejo de poder, pois ele lhe rouba o verdadeiro poder, que é amar. Não há nenhuma lei que o punirá. A lei serve para conduzí-lo ao caminho do bem. Desperte para o amor. Cessem as guerras na Terra e o inferno não terá como se alimentar e também cessará. Cesse o ódio e dê lugar à paz.

Referência:
[1] Maura de Albanesi, O Guardião do Sétimo Portal, Vida & Consciência Editora, São Paulo, 2015. ISBN: 978-85-7722-439-5.

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sexta-feira, dezembro 29, 2017

 

A Virgem do Sol


Não importa o que nos seja feito, seja a nossa a conduta do pacífico, do manso. A natureza destrói, sem piedade, os seres que se opõem à suas forças quando em fúria,mas preserva os dóceis, os mansos, aqueles que sabem se curvar e se erguer conforme as necessidades do momento. A sabedoria não está em termos apenas uma atitude na vida, mas em sermos coerentes com nossos valores em cada momento da vida e adotarmos atitudes conformes com as necessidades expressas no tempo. Há situações em que abrir mão de nossas opiniões é prudente, necessário, principalmente quando elas apontam a convergência a um bem comum e maior ou nos mostram que realmente estamos enganados em nosso pensar, mas ceder sempre e sem critérios anula nossa personalidade e nos conduz a uma sensação de inferioridade e impotência. A rigidez é sacrificada na natureza e pessoas rígidas sacrificam a própria felicidade e a paz.

Aprender a harmonizar-se com a vida é uma trajetória longa, muito longa. Os homens ainda não a compreendem. Conforme crescemos mudam as nossas necessidades e a compreensão que temos dos fatos.

O que é o dever? O dever é o que nos dá a paz. Eu não poderia jamais viver com tranquilidade se minha consciência apontasse a falta para com um dever. O dever é o guardião interno da nossa paz e felicidade; se vivermos bem com ele estamos protegidos e seremos, andando em compasso com as leis supremas do universo. Entendo por vício o uso abusivo, que foge à relação de equilíbrio que nos garante a saúde. O dever é o guardião de nossa paz e felicidade, porque nos dá o limite para nossa ação, nos educa e é essa a razão por que, dentre toda criação, é a partir da espécie humana que aprendemos ser possível agir contra a vontade ditada pelos instintos, atendendo a compreensão de algo que divisamos maior - a obediência a uma lei natural, que se constitui em um dever do qual advirá a nossa felicidade real e duradoura como espíritos.

Não há sofrimento onde existe compreensão. Quando muito sentimos a visita de uma tristeza passageira, mas uma esperança cálida e firme de que a felicidade maior advém da mente em paz e do coração tranquilo. O sofrimento reflete sempre uma alma irresignada, revoltada e ignorante das coisas eternas do espírito.

Só o amor é capaz de fazer o homem superar suas imperfeições. O amor é tão sábio e conduz com tanta inteligência o homem que ele ensina a amar o dever. Todo conhecimento exposto de fora para dentro está sujeito a ser testado e fracassar.

O medo é um inimigo cruel e impiedoso. Ele engana a alma porque fez parte de nossa evolução e foi nosso protetor em tempos remotos quando ainda desenvolvíamos nossa identidade de espíritos imortais, estagiando nos reinos inferiores da natureza; era ele que despertava em nós o instinto de conservação, de proteção e valorização da experiência de viver, mas conforme evoluímos é necessário aprender a domá-lo. Reconhecer os limites de atuação e não deixar que ele habite em nossa mente. As criações imaginárias são as mais temíveis, porque não há fato que se possa contrapor-lhes, não aceitam argumento lógico e racional. Não desenvolva em você esse medo. Encare cada experiência em seu momento, esse é o segredo da segurança e da estabilidade. Veja o exemplo da natureza que a cerca, as estrelas não se mostram à luz do sol, e os animais que saem à noite não são os mesmos que caçam durante o dia. Cada coisa tem sua hora de agir e a aguarda. Cada momento tem sua lição e sua beleza, até mesmo a destruição encerra aprendizados preciosos e é uma necessidade da natureza. Portanto, não tema. Confie. Alimente seu espírito na esperança, na fé e na confiança na sabedoria divina. Tudo na vida são estágios, são etapas que devemos cumprir para avançar. Olhe o céu e pense que as estrelas são casas onde você irá habitar e cada uma delas representa um estágio no seu desenvolvimento e para mudar-se de uma para outra você necessitará passar por transformações que não se operam sem destruições. O que muda é a forma como elas - as transformações - se operam. Algumas são bruscas e violentas, outras são lentas e pacíficas, depende de quem as conduz. Não se deixe enganar pensando que o medo auxilia sua evolução neste momento; agora ele é o gigante que se põe à porta da caverna e tenta impedir a ação das forças do amor e do dever. 

A ciência e o amor são o equilíbrio um do outro, como um par bem afinado, se completam sendo diferentes entre si. Quando privilegiamos um desses lados e esquecemos o outro, andamos em uma faixa de desequilíbrio, quebramos a lei da harmonia que os colocou juntos em nosso ser. Somos seres imortais, ligados a um corpo sujeito ao nascimento e à morte; como espíritos cada qual surgiu a seu tempo, portanto não possuímos exatamente a mesma... idade, digamos assim.

Quando exercitamos a descoberta pessoal, começamos a conhecer e identificar nossos sentimentos, por que e como surgem, de que maneira melhor trabalhar com eles. São conhecimentos que aprimoraram nossa existência, nos tornam mais felizes porque já não nos iludimos tanto, não somos dominados pelas paixões que existem em nós e também sabemos transitar com mais segurança pelos domínios da matéria, vamos progressivamente nos tornando senhores da experiência, condição daquele que é desperto, não sofre mais se deixando levar pelos acontecimentos e necessidades, mas as olha sob outra perspectiva, sabendo aceitar a contingência da experiência material com controle para transformar, mudar o que seja possível, e, com a serenidade, a compreensão de deixar como está o que ainda não oferece condições de mudança e, portanto, precisa ser como é.

Manter sempre acesa a chama da esperança. A fé dá força ao ser humano para erguer a cabeça e desvendar as formas superiores de viver, mas a esperança é o que o sustém nesses mundos difíceis; é ela que nos ampara nas doenças ainda sem tratamento, nas separações de nossos familiares e amigos; nos momentos mais cruciais da vida é a esperança que nos lembra a importância da fé. Não cultive na fala a exortação de dificuldades e sofrimentos. Cultive a esperança, fale do bem, do amor, desperte nas pessoas o desejo de viver ou de conhecer a vida com novos olhos. É dessa forma que abreviamos o caminho entre uma visão animal da existência para uma visão espiritual. Agimos conforme pensamos e sentimos. Aí está a justiça do Criador, que dá a cada um o que necessita ao tempo certo e deixa que aprendamos por experiência pessoal o caminho que nos conduzirá a uma vida melhor.

Os sonhos são portas para a verdade. Através deles podemos entrar no mundo das almas que nos cercam, conversarmos com nossos antepassados, ou mesmo descobrir coisas a nosso respeito que não admitimos facilmente quando estamos presos à carne. 

Na velhice nos preparamos para o ciclo da destruição do corpo, a vida nos prepara para nos desligarmos dele e nos manda avisos em forma de dores e debilidades, dizendo que aquela organização não serve mais para o nosso crescimento e está nos ensinando as últimas lições de desapego ao que é transitório. Assim como a morte de um homem é algo natural, também o é a morte de uma civilização. A covardia diante dos fatos da vida existe enquanto não deres atenção à fé e à esperança, elas são as bases que tornam um homem verdadeiramente forte e corajoso para enfrentar as experiências de crescimento que o Criador dispôs ao longo de nossa jornada.

Quanto mais desagradável um assunto, mais rápido ele deve ser atendido. Temas pendentes e assuntos mal resolvidos, acabam por aumentar e gerar problemas bem mais sérios no futuro.

Fonte:
Ana Cristina Vargas, A Virgem do Sol - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo,  Boa Nova Editora, abril 2005.

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sábado, julho 09, 2011

 

Conversando com Deus - 6


Nem todas as coisas que lhes acontecem, e que vocês chamam de ruins, são escolha de vocês. Não no sentido consciente. Porém, todas elas são criações suas.

Vocês estão sempre envolvidos no processo de criar. Em todos os momentos. Todos os minutos. Todos os dias. Por enquanto, aceite apenas a Minha palavra: vocês são uma grande máquina criadora e produzem uma nova manifestação tão veloz quanto o pensamento.

Ocorrências, condições, situações - tudo isso é criado pela consciência. A consciência individual é muito poderosa. E a consciência das massas? Ela é tão poderosa que pode criar ocorrências e situações de importância e consequências mundiais.

Não seria certo dizer que vocês escolhem essas experiências. Não as escolhem mais do que Eu as escolho. Como Eu, vocês as observam. E decidem Quem São em referência a elas.

No entanto, não há vítimas e nem algozes no mundo. E você tampouco é uma vítima das escolhas dos outros. Em algum nível todos vocês criaram o que dizem que detestam - e, por conseguinte, o escolheram.

Enquanto você nutrir a idéia de que há algo ou alguém "fazendo isso" com você, você não terá o poder de fazer nada a respeito. Somente quando você disser "eu fiz isso" você poderá ter o poder de mudá-lo.

É muito mais fácil você mudar o que está fazendo do que mudar o que os outros estão fazendo.

O primeiro passo para mudar qualquer coisa é saber a aceitar que você escolheu ela ser o que é. Se não puder aceitar isso em um nível pessoal, admita-o através de sua compreensão de que Nós somos todos Um.

No sentido mais amplo, todos os eventos "ruins" que acontecem são da sua escolha. O erro não é escolhê-los, mas chamá-los de ruins. Porque ao fazer isso, você chama o seu Eu de ruim, já que foi ele que os criou.

As calamidades e os desastres naturais do mundo - seus tornados e furacões, vulcões e enchentes - desordens físicas - não são especificamente criações suas. O que você cria, nesses casos, é o grau em que esses eventos afetam a sua vida.

Vocês criam coletiva e individualmente a vida e os tempos que estão experimentando, e o objetivo é a evolução da alma.

Você pergunta se há um modo menos doloroso de passar por esse processo - e a resposta é sim. Contudo, nada em sua experiência exterior terá mudado. O modo de diminuir o sofrimento que você associa às experiências e ocorrências terrenas - tanto as suas como as das outras pessoas - é mudar o modo de vê-las.

Você não pode mudar o evento exterior (porque ele foi criado por todos vocês, e não é suficientemente maduro em sua consciência para alterar individualmente o que foi criado coletivamente), por isso você deve modificar apenas a experiência interior. Esse é o caminho para o completo controle da vida.

Nada é em si mesmo doloroso. O sofrimento resulta do pensamento errôneo. É apenas um erro no modo de pensar.

O sofrimento resulta de um julgamento que você fez sobre uma coisa. Elimine o julgamento e o sofrimento desaparecerá. O julgamento frequentemente se baseia em uma experiência anterior.

Todo o pensamento é criativo, e nenhum pensamento é mais poderoso do que o original. É por essa razão que às vezes ele também é chamado de pecado original.

O pecado original ocorre quando o seu primeiro pensamento sobre alguma situação é errôneo. O erro é, então, cometido muitas vezes, sempre que você tem um segundo ou terceiro pensamento em relação a ele. É trabalho do Espírito Santo inspirá-lo a ter nova compreensões que podem livrá-lo de seus erros.

Fonte: Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008. ISBN 978-85-220-0848-3.

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quinta-feira, março 15, 2007

 

O Sofrimento Justo e Necessário


Carl Gustav Jung [1875-1961], o famoso psiquiatra suiço, declarou que a razão dos distúrbios mentais é a recusa das pessoas em passar pelos sofrimentos adequados. Um outro pesquisador da humanidade, Jesus Cristo, disse em certa ocasião [Mateus, Cap. 10, Vers. 38-39]: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á."

A conclusão de Jung se aplica, também, aos distúrbios físicos, além dos mentais (sua especialidade). Todos nós, desde o nascimento, adquirimos inúmeros hábitos danosos ao nosso organismo (vícios), através das informações erradas que nos foram repassadas pela sociedade (pais, professores, conhecidos, mídia). Ao tomarmos contato com uma informação correta e tentarmos implemantá-la, nos deparamos com o nosso primeiro grande problema: a síndrome de abstinência, que envolve um certo grau de sofrimento. Isso ocorre porque estamos descontinuando um hábito errado (vício) e o substituindo por um hábito correto (virtude). Neste ponto do caminho, a maioria das pessoas desiste de trilhar este caminho. Nossa sociedade está voltada para a busca constante de prazer, e se recusa tenazmente a ser envolvida com qualquer tipo de sofrimento (dor), por menor que seja.

Devido aos nossos "pecados" (erros, hábitos danosos ao corpo), vamos acumulando grande quantidade de toxinas (venenos) no corpo, que vão dando surgimento a doenças e ao envelhecimento corporal. Quando esses sintomas aparecem, é comum as pessoas recorrerem a remédios, para remediar a situação (nunca para curar o sintoma), já que a cura verdadeira requer sempre a descontinuidade do hábito patológico, que gerou a doença ou desconforto no corpo. É aqui que entra Jesus: "Aquele que tentar salvar a sua vida (através de remédios), perdê-la-á". Sabe como? Enterrando seu próprio corpo no cemitério, já que todos remédios são mortais (levam ao cemitério) se tomados continuamente, através de um "pequeno" detalhe (que todos possuem, mas é pouco enfatizado, obviamente) chamado "efeito colateral". O efeito colateral é matar você! Como sempre enfatizamos, a única forma de eliminar definitivamente qualquer doença, não é tomar remédios, mas sim descontinuar o hábito patológico que levou ao surgimento da doença. Mas ao implementar-se esta descontinuidade, surge o sofrimento justo e necessário para efetivar a cura, que todos procuram evitar.

Especificamente, por que surge o sofrimento no caminho da obtenção da saúde? O motivo é muito simples: seu corpo está cheio de toxinas, a maioria armazenada em certos locais do organismo, fora da circulação sangüínea normal (por exemplo, nas gorduras distribuídas ao longo de todo o corpo). Ao descontinuarmos o processo de intoxicação (o hábito patológico), o corpo aproveita a energia que irá sobrar para desintoxicar o corpo. Para isso, ele irá desalojar as toxinas incrustradas nas várias partes do corpo e irá jogá-las na corrente sangüínea, para poder efetuar sua eliminação (através da urina, fezes e transpiração pela pele). É nesta etapa que surge o sofrimento e que leva muitas pessoas a desistir da procura da saúde, preferindo ficar na doença. Uma das desculpas utilizadas para isso é que, se ela está se sentindo mal, o que ela está fazendo (desintoxicação) deve estar errado e, então, é melhor voltar ao velho hábito (patológico).

Podemos definir hábito como a repetição de algo mais que uma vez. Hábito ruim = vício; hábito bom = virtude. A execução de algo uma única vez se chama experiência.

Hipócrates, considerado até hoje como o Pai da Medicina, disse "que seu alimento seja seu remédio e que seu remédio seja seu alimento!". Portanto, qual deve ser nosso alimento (e remédio)? Deve ser o alimento vivo (cru), que mantém a saúde e a vida, e não o alimento morto (cozido), que contribui para as nossas doenças e morte. Jesus já dizia "da morte (alimentação morta) só vem doenças e morte". Em particular, a morte é apenas a doença terminal final. Saúde perfeita (ausência de qualquer doença) significa imortalidade física. Lembrar que o nosso alimento mais importante é o alimento gasoso chamado ar: não podemos passar 5 minutos sem ele! Você sabe respirar corretamente? O seu ar é de boa qualidade?

Qual o vício que você vai sepultar hoje? Ou, qual a virtude que você vai começar por em prática a partir deste instante?

Paz e Saúde, Rui.

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