sábado, setembro 03, 2022
33 Magos: A fonte do equilíbrio cósmico
Trechos selecionados do último capítulo do livro mencionado no título desta postagem [1].
Nada acontece por acaso no cosmos.
O sofrimento é totalmente desnecessário. Isso nunca foi programado pelas hierarquias divinas e tampouco pelos mestres siderais.
O ser se esquece que, em função de também estar vivo, já que a vida nunca cessa, ele também é responsável por tudo.
Quando a impermanência da matéria brotar em sua mente como a única realidade entre as várias vidas e períodos que imagina ter vivido e morrido, compreenderá que esteve, está e estará sempre vivo. Sabendo quem é e qual sua verdadeira natureza, poderá então fazer escolhas conscientes sobre seu papel na consciência universal. Poderá renovar suas vibrações de forma ilimitada enquanto perceber que determinado papel é o mais eficiente para os planos do universo, ou, simplesmente, unir-se à grande consciência, liberto de vestígios de individualidade.
Por muito tempo ainda o homem planetário continuará sua jornada destruindo a natureza de forma predatória e causando extremo sofrimento aos demais seres, como os animais que julga inferiores, por exemplo, dos quais não desiste do prazer de se alimentar, desnecessariamente. Prosseguirá lesando seus semelhantes e disputando ferozmente o poder sobre coisas banais que nutram seu orgulho, sem atinar como tudo isso causa um enorme desequilíbrio vibratório que, como já foi visto, desarranja enormemente a energia planetária.
Atualmente, em vez de se sentirem responsáveis pela vida do planeta que os abriga, as pessoas cuidam apenas de si mesmas, e muito mal, pois só pensam em seus próprios egos, em suas individualidades, e sofrem, o que termina por se refletir no todo. Não se trata, no entanto, de um salvar o outro. Trata-se de trabalhar em conjunto para todos poderem dar o próximo e glorioso passo de seu desenvolvimento, quando iniciarão uma evolução de consciência semelhante às humanidades dos planetas de onde os mestres são oriundos. Seria um estado de felicidade mais que consciente, responsável, pois a felicidade verdadeira já é um estado de consciência, embora sua natureza ainda seja desconhecida pela maioria.
Desta maneira, nenhum homem seria novamente manipulado ou aprisionado em condicionamentos, pois aprenderia a cuidar mais de si, mesmo deixando o eu ou o meu, de lado. Não existe outra possibilidade em seu caminho. Buscar os avatares que estão dentro de si mesmo e fazer os próprios milagres acontecerem, sem interesse pessoal.
Como se observou na Terra, o homem foi sendo tutoreado de uma forma explícita, passando depois por diversos tipos de influência até se aproximar agora da hora de ser autossuficiente, de se auto conduzir, de encontrar e conhecer sua própria alma. Muitas intervenções foram necessárias para manter o equilíbrio e elevar o homem à sua responsabilidade individual neste momento que se inicia. Muitas coisas aconteceram visando, justamente, a diminuição da intervenção externa dos missionários, visando a liberdade de consciência. Do ponto de vista humano, foi um processo demorado até aqui, como também será o próximo passo.
Se acompanharmos a evolução de uma criança, em determinado momento de seu desenvolvimento, os pais precisarão deixar que ela caminhe com suas próprias pernas e tome suas próprias decisões. Para saber se dará certo, a única maneira é deixar ir. O ser precisa exercer seu livre arbítiro, o que significa a não intervenção. Este é o momento da Terra. A ocasião em que seus habitantes já têm todas as informações e elementos para prosseguir neste processo de construção espiritual planetário, ou seja, estarão quase que independentes a partir de agora. O caminho não será mais indicado a cada dia pelos missionários e sim decidido por cada ser que se encontra no planeta.
O que realmente importa para que toda essa transformação aconteça, começa agora, com o homem da Terra conseguindo em breve despertar desse sonho acordado que o faz viver.
Referência:
[1] Maria Teodora Ribeiro Guimarães, 33 Magos: A fonte do equilíbrio cósmico, Editora do Conhecimento, 2021. ISBN: 978-65--5727-104-9.
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