Saturday, February 26, 2011
A Depressão Leve
Veja o que Ryuho Okawa [1] tem a dizer para combater a ocorrência de depressão leve.
No entanto, o que eu gostaria que você lembrasse é que o ser que está possuindo ou influenciando uma pessoa e a pessoa influenciada estão, ambos, na mesma sintonia vibratória.
Em tais situações, vários tipos de espíritos são atraídos, mas, examinando esses espíritos, vemos num instante que a mente (o coração espiritual) da pessoa está doente. Uma entidade que não tenha afinidade com a pessoa não aparecerá. Sempre, e isso nunca falha, há algum tipo de familiaridade. Esse é um princípio fundamental.
Por isso, se a pessoa descobre que está sendo influenciada por algum tipo de interferência espiritual, ela deve examinar a si mesma para certificar-se de que, em seu coração, não há nada que possa atrair esses espíritos negativos.
Nessa situação, o ensinamento da autorreflexão é o que tem o efeito mais poderoso. A autorreflexão é o caminho correto para a cura. Então, calmamente, analise profundamente o que existe dentro de seu coração.
Quando espíritos aproximam-se de uma pessoa, ou quando ela é propensa a sofrer interferências espirituais, a reação mais comum é a tendência de pôr a culpa do que acontece de errado em outras pessoas (escolhe-se "bodes expiatórios"). A reação imediata é essa. É inevitável que a pessoa comece a dizer: "Foi fulano que errou", ou "A culpa é de beltrano".
Se essa tendência se manifestar, reflita seriamente para ver se essa é realmente sua própria opinião. A idéia é sua mesma ou veio de algum espírito que o fez pensar dessa maneira? É preciso refletir sobre isso com muita calma.
Antes de culpar alguém, serene o seu coração e depois o examine para assegurar-se de que não há nenhum problema perturbando-o. Se houver, isso significa que você precisa praticar a autorreflexão, mesmo que isto leve algum tempo, vá retirando, uma por uma, todas as nuvens de perturbação de seu coração. Se conseguir reconhecer suas próprias falhas e arrepender-se delas, com certeza você se tornará mais forte. Assim, praticar a autorreflexão é a primeira opção.
Outro método para lidar com a depressão leve, quando tudo parece sair fora dos trilhos, é tentar não reagir demais. Em algum momento, você pode pensar: "Preciso fazer alguma coisa a respeito disso, imediatamente". Mas, se você se preocupar demais, acabará por se enredar cada vez mais na armadilha.
Um princípio básico é que a possessão por espíritos malignos não dura para sempre, pela simples razão de que o verdadeiro lugar deles é no Inferno. O Inferno é um mundo de ressentimentos emaranhados, de enganos e perseguições, onde todos são cheios de más intenções. Mesmo que os habitantes desse mundo infernal se apossem de pessoas encarnadas na Terra, isso será temporário, porque, se a possessão prolongar-se demais, eles também começarão a sofrer, pois as vibrações do Inferno e as do nosso mundo físico são diferentes.
A pessoa possuída sofre, mas o mesmo acontece com o espírito que a possui. Por favor, lembre-se desse fato. Em particular, a pessoa possída deve praticar a "busca do correto coração", o que fará o espírito obsessor sofrer de modo considerável. Pense nisso da seguinte forma: "Estou sofrendo, mas aquele do outro lado também está". Tal situação não pode durar muito tempo.
Assim, mesmo que uma pessoa ainda não tenha despertado espiritualmente de modo completo, ela pode esperar a libertação dentro de mais ou menos três meses, seis, no máximo. Se adotar um estilo de vida equilibrado, certamente o espírito dominador irá embora. Se a possessão causou uma depressão leve, isso também acabará.
A razão disso é que os companheiros do espírito, no Inferno, querem ter certeza de que ele voltará para seu meio. Eles o puxarão de volta, dizendo: "Quanto tempo você acha que vai continuar se divertindo?"
Então, por favor, dê tempo ao tempo. Se você lutar e fizer alguma tolice, você acabará por conseguir resultados indesejáveis. Portanto, um pouco de paciência é o melhor remédio. Se você tiver resistência suficiente para esperar seis meses, eu lhe garanto que as coisas mudarão para melhor.
Outro método é a pessoa manter o pensamento positivo. Se estiver sempre pensando em coisas ruins, inevitavelmente você cairá nas garras de espíritos malévolos. Quando você está com uma leve depressão e sob forte influência espiritual, a pessoa tende a ver pequenas coisas negativas como se fossem enormes. Algo ruim, mas pequeno como uma unha, pode assumir proporções gigantescas. Muitas vezes, os menores contratempos parecem questões de vida ou morte que se tornam problemas monumentais com capacidade de abalar a Terra.
Em tais momentos, é necessário fazer o coração serenar. Alcançada a serenidade, a pessoa deve pensar: "Mesmo que eu perca minha vida, ninguém pode tirar de mim o meu espírito imortal".
Como o espírito humano é imortal, não há nada, realmente, que nos possa ser tirado. Nós temos um espírito imortal e vida eterna. A vida, nesse sentido, não é algo que podemos perder. O pior que nos pode acontecer é perder a vida neste mundo físico. Em geral, as situações ruins surgem devido a problemas no relacionamento familiar, pelo fato de não sermos benquistos ou de perdermos o emprego.
Tirar de nós nossa vida eterna, porém, ninguém pode. Como isso é impossível, você deve tentar avaliar qual seria o pior desfecho de uma situação e preparar-se adequadamente para isso, pensando: "Acredito que conseguirei continuar vivendo, mesmo nessas circunstâncias adversas". Se você estiver preparado para o pior, não ficará desnorteado. Então, depois de fortalecer seu espírito dessa maneira, se esperar um pouco, logo será capaz de ver várias "sementes de luz".
Embora até encontrar essas sementes você possa ter nutrido pensamentos negativos, coisas boas começarão a acontecer. Não há razão para você continuar pensando negativamente. Se tiver paciência para esperar que se passem seis meses, um mês, ou quinze dias, coisas boas começarão a acontecer em sua vida; então, procure não perder as oportunidades que surgirem.
É preciso nutrir essas sementes. Pense nas boas coisas que você fez, em boas coisas que aconteceram em momentos felizes e com isso tudo, nutra boas sementes para que elas germinem. Assim, expandindo sua felicidade, a infelicidade desaparecerá. Esse método de acender uma vela para dissipar a escuridão é, de fato, uma ótima estratégia.
Para pessoas que sofrem de depressão leve, pode ser difícil lutar contra o lado negativo de si mesmas e, para remediar isso, é bom que elas comecem a usar a força do pensamento positivo, acostumando-se a "procurar apenas o que existe de bom".
Esse procedimento geralmente é recomendado para pessoas sob alguma influência espiritual. Mas, o que você deve fazer, se alguém que você conhece está nessa situação?
Primeiro, elogie a pessoa, exaltando tudo o que ela tem de bom. Começando por aí, você garantirá o melhor efeito. Se você criticar os seus pontos fracos, a pessoa simplesmente ficará mais descontrolada. Por essa razão, não se esqueça de elogiá-la e conversar com ela sempre de modo alegre e animador.
É importante envolvê-la numa atmosfera harmoniosa. Um círculo protetor de amizade, apoio e pensamentos animadores, formado por amigos, é importante. A pessoa pode não conseguir vencer os maus espíritos sozinha, mas com pessoas reunidas à sua volta para ajudá-la, esses espíritos não terão força para derrotá-la.
Alguém que olha apenas para o lado escuro de tudo certamente encontrará escuridão. Mas quem olha para o lado da felicidade verá aumentarem seus motivos para ser feliz. Por favor, esforce-se para sempre ver o lado bom de tudo. E sempre tem o lado bom de tudo...
Referência:
[1] Ryuho Okawa, Curando a Si Mesmo: A Verdadeira Relação entre o Corpo e o Espírito, Editora Cultrix, 2010. ISBN 978-85-316-1102-5.
Labels: bode expiatório, depressão, imortalidade, inferno, mente, Ryuho Okawa
Saturday, January 15, 2011
No Centro e Na Periferia
O atual culto ao corpo não tem sentido. As pessoas procuram comida saudável, massagens, rolfing e mil e uma coisas que possam dar algum significado à vida. Mas olhe nos olhos das pessoas: há um grande vazio nelas. Dá para ver que elas não percebem esse significado. Não existe qualquer fragrância ali, a flor ainda não floresceu. Lá no fundo são como um deserto: estão perdidas, sem saber o que fazer. Não param de fazer coisas para o corpo, mas isso não está surtindo o efeito desejado.
Se falta o centro, então pode-se continuar decorando a periferia. Isso pode enganar aos outros, mas você não pode satisfazer a si mesmo. Pode até se enganar de vez em quando, porque nossas próprias mentiras, quando repetidas muitas vezes, começam a parecer verdades. Mas você não pode se satisfazer, não pode obter o contentamento. O homem moderno está tentando de tudo para aproveitar a vida, mas parece não haver qualquer alegria envolvida. Lembre-se: sempre que você estiver tentando aproveitar a vida, na verdade você a deixará escapar. Quando você estiver tentando alcançar a felicidade, você a deixará passar. Fazer esforço para atingir a felicidade é um absurdo, porque a felicidade já está aqui e nada pode ser "feito" para atingi-la. Não há nada a fazer, apenas permitir que ela aconteça. Ela já está acontecendo, está à sua volta, dentro, fora, só a felicidade existe. Nada mais é real. Observe, olhe atentamente este mundo, as árvores, os pássaros, as rochas, os rios, as estrelas, a Lua e o Sol, as pessoas, os animais - olhe com atenção: a existência é feita da essência da felicidade, da alegria. Ela é feita de êxtase. Não há nada a fazer quanto a isso. Seu próprio esforço de fazer pode ser uma barreira para alcançá-la. Relaxe e ela o preencherá; relaxe e a felicidade correrá ao seu encontro; relaxe e ela transbordará de você.
O homem moderno está empenhado nessa busca, tentando conseguir algo da vida, tentando agarrá-la. Isso não vai funcionar, porque o caminho não é esse. Você não pode agarrar a vida, você tem de se render a ela. Você não pode conquistar a vida. Você tem de ser corajoso a ponto de ser derrotado por ela. A derrota é uma vitória nesse caso, e o esforço para ser vitorioso, no final será apenas sua derrocada final e absoluta.
A vida não pode ser conquistada, porque a parte não pode conquistar o todo. É como se uma pequena gota de água quisesse conquistar o oceano. Sim, a gota de água pode cair no oceano e se tornar o oceano, mas não pode conquistá-lo. Na verdade, se quiser conquistá-lo, ela terá de mergulhar dentro dele, escorregar para dentro dele.
O homem moderno está tentando encontrar a felicidade, por isso se preocupa tanto com o corpo. É quase uma obsessão. Ele está fazendo um grande esforço para estabelecer algum contato com a felicidade por meio do corpo, mas isso não é possível.
A mente moderna é muito competitiva (deveríamos ser cooperativos, colaborativos e não competitivos). Não é necessário ser, de fato, apaixonado pelo corpo - isso pode ser apenas uma competição com as outras pessoas. Como os outros estão fazendo coisas, você também tem de fazer... A mente contemporânea é a mais fútil e ambiciosa que já existiu neste mundo. É muito básica e mundana. É por isso que o homem de negócios é tão onipresente. Todo o resto passou para o segundo plano, enquanto o homem de negócios, o homem que controla o dinheiro, é a realidade mais presente - os buscadores de Deus. Na Europa, os aristocratas eram a realidade mais presente - cultos, estudados, alertas, em sintonia com os sutis matizes da vida: música, arte, poesia, escultura, arquitetura, danças clássicas, línguas, o grego e o latim. O aristocrata, que tinha sido condicionado, durante séculos, pelos valores mais elevados da vida, era a realidade mais presente na Europa. Na Rússia soviética, o proletariado, os tiranizados, os oprimidos, os operários eram a realidade mais presente. No Ocidente, hoje, é o homem de negócios, aquele que controla o dinheiro.
O dinheiro é o mais competitivo dos reinos. Não é preciso ter cultura, só dinheiro. Não é preciso saber nada sobre música e poesia. Não é preciso saber nada sobre literatura, história, religião e filosofia antigas. Se tiver uma conta bancária bem grande, você é importante. Você pode comprar um Van Gogh ou um Picasso, não pelo fato de ser um Picasso, mas porque os vizinhos também compraram. Eles têm um quadro de Picasso na sala de estar: como suportar não ter um também? Talvez você nada saiba sobre arte - pode nem mesmo saber como pendurá-lo, qual é o lado certo. Pode nem ter idéia se é um Picasso autêntico. Talvez nem olhe para ele, mas, como os outros têm um e estão falando sobre Picasso, é preciso mostrar a sua cultura. O dinheiro e os vizinhos parecem ser o único critério para decidir qualquer coisa: o carro, a casa, os quadros, a decoração. As pessoas não têm uma sauna no banheiro de casa porque amam o próprio corpo, mas porque está na moda - todo mundo tem. Quem não tiver vai parecer pobre. Se alguém tem uma casa nas montanhas, é preciso ter uma também. Talvez você nem saiba o que vai fazer nas montanhas ou ache aquilo um tédio. Ou vai levar a TV para lá e assistir aos mesmos programas que você vê em sua casa. Que diferença faz o lugar onde você está sentado?
Já observou uma criança correndo, gritando, dançando sem qualquer razão em especial - sem causa? Se perguntar por que ela está tão feliz, ela não será capaz de responder. Será que é preciso ter uma causa para ser feliz? Ela ficará chocada com a sua pergunta. Dará de ombros e seguirá seu caminho, continuando a cantar e a dançar. A criança não tem nada. Não é o primeiro-ministro ou o presidente da República. Ela não possui nada - talvez algumas conchas ou pedrinhas que tenha pego na praia, isso é tudo.
A vida do homem moderno acaba quando a vida acaba. Quando o corpo chega ao fim, a pessoa também chega. Por isso as pessoas têm muito medo da morte. Por causa do medo da morte, o homem moderno está tentando de todas as maneiras prolongar a vida, às vezes por períodos absurdos. Existem pessoas que estão vegetando nos hospitais, nos asilos. Não estão vivendo: estão mortas há muito tempo. A vida está sendo mantida pelos médicos, pelos remédios, pelos equipamentos modernos. De alguma forma, estão apenas adiando a morte.
O medo da morte é imenso. Depois de partir, você irá embora para sempre e nada mais restará - porque o homem moderno só conhece o corpo, e nada mais. Se só conhece o corpo, você vai ser muito pobre. Primeiro, sempre terá medo da morte - então como vai gostar realmente da vida? O medo estará sempre presente. É a vida que traz a morte e você não consegue vivê-la plenamente. Se a morte acaba com tudo, se essa é a sua compreensão e modo de pensar, sua vida será de correria e de eterna busca. Como a morte está sempre chegando, você não pode ter paciência. Daí a mania de velocidade - tudo tem de ser feito depressa, porque a morte está se aproximando: procure fazer o máximo possível. Procure sobrecarregar seu ser com a maior quantidade possível de experiências antes de morrer porque, depois, acabou.
Isso não tem sentido e, evidentemente, causa angústia e ansiedade. Se, depois da morte do corpo, não restar mais nada, nada do que você fizer pode ser muito profundo. Nada que você fizer o satisfará. Se a morte é o fim e depois não restar mais nada, a vida não pode ter sentido ou significado. Será uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, sem significado.
O ser humano consciente sabe que está no corpo, mas não é o corpo. Ele ama o corpo, pois é o seu abrigo, sua casa, seu lar. Ele não é contra o corpo porque seria tolice ficar contra a própria casa, mas também não é materialista. É realista, mas não materialista. Ele sabe que, na morte, nada morre de fato. A morte vem, mas a vida continua. Sua vida é imortal.
Camus escreveu que o único problema metafísico real do ser humano é o suicídio. Concordo. Se o corpo é a única realidade, e não existe dentro de você nada que vá além dele, então essa é a coisa mais importante a se considerar. Por que não cometer suicídio? Por que esperar até os 90 anos? E por que sofrer com tantos problemas e infortúnios nesse meio-tempo? Se a morte é certa, por que não morrer hoje? Por que acordar outra vez amanhã de manhã? Isso parece ser em vão.
O homem moderno está constantemente correndo de um lado para outro para conseguir, de algum jeito, agarrar todas as experiências possíveis. Corre o mundo, vai de cidade em cidade, de país em país, de hotel em hotel. Nessa busca, ele corre de guru em guru, de igreja em igreja, porque a morte está chegando. Ao mesmo tempo em que há uma louca perseguição que nunca se acaba, há também a profunda preocupação de que tudo seja inútil - porque a morte irá acabar com tudo. Se a pessoa tiver vivido em ostentação ou na pobreza, se foi inteligente ou não, se foi um grande amante ou deixou de ser, que diferença faz? A morte por fim chega e nivela a todos - o sábio e o tolo, os prudentes e os pecadores, os iluminados e os estúpidos, todos vão para baixo da terra e desaparecem para sempre. Então, para que tudo isso? Que diferença faz ser alguém como Buda, como Jesus ou como Judas? Jesus morreu na cruz, Judas se matou no dia seguinte: ambos desapareceram embaixo da terra.
Por outro lado, há sempre o medo de que você possa deixar escapar algo que os outros conquistaram; há a profunda preocupação de que, mesmo que você consiga algo, nada seja obtido. Mesmo se chegar, não chegará a lugar algum, pois a morte vem e acaba com tudo.
O homem consciente vive no corpo, ama o corpo, celebra-o, mas sabe que não é o corpo. Sabe que existe algo nele que sobreviverá a todas as mortes. Sabe que existe algo nele que é eterno e que o tempo não pode destruir. Passa a sentir isso por meio da meditação, do amor, da prece. Passa a sentir isso no interior do seu próprio ser. Não tem medo da morte porque sabe o que é a vida. Não corre atrás da felicidade porque sabe que Deus está enviando milhões de oportunidades, basta que ele permita que elas aconteçam.
A vida está pronta para acontecer. Você está criando tantas barreiras, e a maior delas é querer correr atrás das coisas. Sempre que a vida chega e bate à sua porta, você não está (geralmente você está envolvido com o passado ou com o futuro). Vive correndo atrás da vida, a vida correndo atrás de você e os dois nunca se encontram.
Exista... simplesmente exista, e tenha paciência...
Fonte: Osho, Corpo e Mente em Equilíbrio, Editora Sextante, 2008. ISBN 978-85-7542-349-3.
Labels: Alma, corpo, felicidade, imortalidade, mente, Osho
Tuesday, October 19, 2010
Ame a Si Mesmo
Ame a si mesmo.
Exatamente o oposto foi ensinado a você, por todas as tradições do mundo, todas as civilizações, culturas e igrejas. Elas dizem: Ame os outros, não ame a si mesmo. E existe uma certa estratégia ladina por trás desses ensinamentos.
O amor é o que nutre a alma. A comida é para o corpo o que o amor é para a alma. Sem comida, o corpo fica fraco; sem amor, a alma fica fraca. E nenhum país, nenhuma igreja e nenhum capital investido jamais desejou que as pessoas tivessem almas fortes, pois uma pessoa com energia espiritual elevada inevitavelmente será rebelde à sociedade.
O amor o torna rebelde, revolucionário, lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá discernimento sobre as coisas, de tal maneira que ninguém possa enganá-lo, explorá-lo, oprimi-lo. E os sacerdotes e os políticos sobrevivem somente com o seu sangue, somente com a sua exploração, sua escravização.
Todos os sacerdotes e políticos são parasitas. Para torná-lo espiritualmente fraco, eles encontraram um método seguro, cem por cento garantido, que é ensiná-lo a não se amar a si próprio. Porque se uma pessoa não puder amar a si mesma, ela também não poderá amar a mais ninguém. O ensinamento é muito astuto, eles dizem, "Ame os outros", pois sabem que, se você não puder amar a si mesmo, de modo nenhum você poderá amar. Mas eles ficam dizendo: "Ame os outros, a humanidade, a Deus. Ame a natureza, a sua esposa, o seu marido, os seus filhos, os seus pais". Mas não ame a si mesmo, porque, de acordo com eles, amar a si mesmo é egoísmo. O que mais eles condenam é o amor-próprio.
E eles fizeram com que esses ensinamentos parecessem muito lógicos. Eles dizem: "Se amar a si mesmo, você vai se tornar um egoísta, um narcisista". Isso não é verdade.
Uma pessoa que ama a si mesma descobre que não existe nenhum ego nela. O ego surge ao amar os outros sem amar a si mesmo, ao tentar amar os outros. Os missionários, os reformistas sociais, os benfeitores têm os maiores egos do mundo. Isso é natural, pois eles se consideram seres humanos superiores. Eles não são comuns; só pessoas comuns amam a si mesmas. Eles amam os outros, amam grandes ideais, amam Deus.
E todo o amor deles é falso, pois esse amor não tem raízes.
Uma pessoa que ama a si mesma dá o primeiro passo em direção ao amor real e verdadeiro. É como atirar uma pedra num lago tranquilo: primeiro, ondulações circulares surgirão em torno da pedra, muito próxima da pedra. Naturalmente! Onde mais as ondulações poderiam surgir? E depois elas se espalharão, alcançando a margem mais distante. Se você impedir essas ondulações iniciais de surgirem próximas da pedra (de você), de maneira nenhuma haverá outras ondulações se propagando. Então, nessa situação, não se pode esperar criar ondulações que alcancem as praias mais distantes; é impossível.
E os sacerdotes e os políticos perceberam esse fenômeno: ao impedir as pessoas de amarem a si mesmas, aniquilam-se suas capacidades de amar. Agora, tudo o que elas pensam que é amor será falso. Pode ser obrigação, mas não é amor - obrigação é uma palavra suja. Os pais estão cumprindo suas obrigações para com os filhos e, em troca, os filhos cumprirão suas obrigações para com os pais. A esposa cumpre seus deveres para com o marido, e o marido cumpre seus deveres para com a esposa. Onde está o amor em tudo isso?
O amor nada conhece de obrigação. Obrigação é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; ele é informal. A pessoa que ama nunca sente que fez o suficiente; ela sempre sente que era possível fazer algo mais. Ela nunca sente: "Eu fiz um favor à outra pessoa". Pelo contrário, ela sente: "A pessoa me fez um favor recebendo o meu amor. Por receber minha dádiva, por não rejeitá-la, o outro me fez um favor".
A pessoa que cumpre obrigações pensa: "Sou superior, espiritual e extraordinário. Olhe como sirvo as pessoas!" Esses benfeitores são as pessoas mais falsas do mundo e também as mais nocivas. Se pudéssemos nos livrar dos benfeitores públicos, a humanidade tiraria um enorme peso dos ombros, se sentiria muito leve, seria capaz de novamente dançar, de novamente cantar.
Mas, durante séculos, as suas raízes têm sido cortadas, envenenadas. Fizeram com que você tivesse medo de sentir amor por você mesmo - que é o primeiro passo do amor e a primeira experiência. Uma pessoa que ama a si mesma respeita a si mesma. E a pessoa que ama e que respeita a si mesma, respeita os outros também, porque ela sabe: "Assim como eu sou, assim são os outros. Assim como tenho amor, respeito, dignidade, assim têm os outros". Nos detalhes, podemos ser um pouco diferentes uns dos outros - isso traz variedade, isso é belo -, mas na base, somos parte de uma só natureza.
A pessoa que ama a si mesma sente tanto amor e se torna tão bem-aventurada que o seu amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Ele precisa alcançar! Se você viver o amor real, precisará compartilhá-lo. Você não poderá continuar a amar só a si mesmo para sempre, pois algo ficará absolutamente claro para você: se amar uma pessoa - a você mesmo - é tão imensamente extasiante e belo, mais êxtases estarão esperando você, se você começar a compartilhar seu amor com muitas, muitas pessoas!
Lentamente suas ondulações amorosas começarão a ir mais e mais longe. Você amará outras pessoas, e então começará a amar os animais, os pássaros, as árvores, as rochas. Você pode preencher todo o Universo com o seu amor. Uma única pessoa é suficiente para preencher todo o Universo com amor, exatamente como uma única pedrinha pode preencher todo o lago com andulações - uma única pedrinha.
Somente um buda pode dizer: Ame a si mesmo. Nenhum sacerdote, nenhum político pode concordar com isso, pois isso é destruir todo o edifício, toda a estrutura de exploração montada por eles. Se uma pessoa não tiver permissão para amar a si mesma, seu espírito, sua alma, fica cada dia mais fraca. Seu corpo pode se desenvolver, mas ela não terá crescimento interior, pois não terá nutrição interior. Ela permanece um corpo praticamente sem alma, ou com somente uma potencialidade, uma probabilidade de alma. A alma permanece uma semente e continuará assim, se você não puder encontrar o correto solo do amor para ela. E você não o encontrará, se seguir a idéia idiota usual: "Não ame a si mesmo".
Eu também lhe ensino a primeiro amar a si mesmo. Isso nada tem a ver com o ego. Na verdade, o amor é uma tal luz que a escuridão do ego de maneira nenhuma pode existir nela. Se você amar os outros, se seu amor estiver focado apenas nos outros, você viverá na escuridão. Primeiro, volte a sua luz em direção a si mesmo; primeiro, torne-se uma luz para si mesmo. Deixe a luz dispersar sua escuridão interior, sua fraqueza interior. Deixe que o amor faça de você um poder imenso, uma grande força espiritual.
E, uma vez que sua alma se torne poderosa, você saberá que não morrerá, que você é imortal, eterno. O amor lhe dá o primeiro discernimento com relação à eternidade, à imortalidade. O amor é a única experiência que transcende o tempo. Exatamente por isso, as pessoas que amam não temem a morte. Um único momento de amor é mais do que toda a eternidade.
Mas o amor precisa começar do começo, precisa iniciar com este primeiro passo:
Não se condene. Você já foi condenado demais e aceitou toda essa condenação. Agora, você fica se machucando. Ninguém se considera digno o suficiente, ninguém se considera uma bela criação de Deus, ninguém pensa que é necessário para a existência. Essas são idéias venenosas, mas você foi envenenado, envenenado com o leite de sua mãe, e esse tem sido todo o seu passado. A humanidade tem vivido sob uma escura nuvem de autocondenação. Se você se condena, como você poderá se desenvolver, como você poderá se tornar maduro? E se você se condena, como poderá venerar a existência? Se você não puder venerar a existência dentro de você, você será incapaz de venerar a existência nos outros; será impossível.
Você só pode se tornar parte do todo se tiver um grande respeito pelo Deus que reside dentro de você. Você é um anfitrião, Deus é seu convidado. Ao amar a si mesmo, você saberá: Deus o escolheu para ser um veículo. Ao escolher você para ser um veículo, ele já o respeitou, já o amou. Ao criar você, ele demonstrou seu amor por você. Ele não fez você acidentalmente; ele o fez com um certo destino, com um certo potencial, com uma certa glória que você precisa atingir. Sim, Deus criou o ser humano à sua própria imagem. O ser humano precisa se tornar um deus. A menos que o ser humano se torne um deus, não haverá preenchimento, contentamento.
Mas como você pode se tornar um deus? Seus sacerdotes dizem que você é um pecador, uma perdição, que você inevitavelmente irá para o inferno. E eles o deixam com muito medo de amar a si mesmo. Esse é o truque deles, cortar a própria raiz do amor. Eles são muito espertos. A profissão mais ardilosa no mundo é a dos sacerdotes. Eles dizem: "Ame os outros". Ora, isso será artificial, sintético, um fingimento, uma representação.
Eles dizem: "Ame a humanidade, sua terra natal, sua nação, a vida, a existência, Deus". Grandes palavras, mas completamente sem significado. Você já se deparou com a humanidade? Você sempre se depara com seres humanos - e infelizmente condenou o primeiro ser humano que encontrou, você.
Você não se respeita, não se ama. Agora você desperdiça toda a sua vida condenando os outros. É por isso que as pessoas são tão críticas. Elas se criticam, e como podem evitar de encontrar as mesmas faltas nos outros? Na verdadem, elas as encontrarão e as aumentarão; elas as tornarão tão grandes quanto possível. Essa parece ser a única escapatória para, de alguma maneira, livrar a cara; isso precisa ser feito. Por isso existe tanto criticismo e tanta falta de amor.
Eu digo que esse é um dos sutras mais profundos de Buda, e somente uma pessoa desperta como ele pode dar a você esse discernimento.
Ele diz: Ame a si mesmo... Essa pode se tornar a base para uma transformação radical. Não tenha medo de amar a si mesmo. Ame totalmente e você ficará surpreso: o dia em que você se livrar de toda autocondenação e autodesrespeito, em que você se livrar da idéia do pecado original, em que puder pensar em si mesmo como alguém valioso e amado pela existência, será um dia de grande bênção. Desse dia em diante, você começará a perceber as pessoas assim como elas são de verdade e terá compaixão. E essa não será uma compaixão cultivada; será um fluxo natural e espontâneo.
Uma pessoa que se ama pode facilmente se tornar meditativa, porque meditação significa estar consigo mesmo. Se você se odiar - como você se odeia, como lhe disseram para fazer e você fez religiosamente -, se você se odiar, como poderá ficar com você mesmo? E meditar nada mais é do que apreciar sua bela solitude. Celebrar a si mesmo, é isso o que a meditação é.
A meditação não é um relacionamento; o outro não é necessário, a pessoa é suficiente em si mesma, é banhada em sua própria glória, em sua própria luz. Ela está simplesmente feliz por estar viva, por existir.
O maior milagre do mundo é este: você existe, eu existo. Existir é o maior milagre, e a meditação abre as portas para esse grande milagre. Mas somente uma pessoa que ama a si mesma pode meditar; do contrário, você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para uma face feia e quem quer penetrar num ser feio? Quem quer penetrar fundo em sua própria lama, em sua própria escuridão? Quem quer entrar no inferno que você julga ser? Você quer manter tudo isso coberto com belas flores e sempre fugir de si mesmo.
Por isso as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não conseguem ficar com elas mesmas e querem ficar com outras pessoas. As pessoas estão procurando qualquer tipo de companhia; se elas puderem evitar a companhia delas mesmas, qualquer coisa servirá. Elas sentarão num cinema durante três horas, assistindo algo completamente idiota; lerão um romance policial por horas, desperdiçando seu tempo. Lerão o mesmo jornal repetidamente, apenas para se manterem ocupadas; jogarão cartas e xadrez apenas para matar o tempo, como se tivessem muito tempo!
Nós não temos muito tempo, não temos tempo suficiente para nos desenvolver, para ser, para nos alegrar.
Mas este é um dos problemas básicos criados por uma educação equivocada: evite a si mesmo. As pessoas ficam sentadas em frente à TV, grudadas na poltrona durante quatro, cinco, até seis horas. Na média, o norte-americano assiste à televisão durante cinco horas por dia, e essa doença se espalhará por todo o mundo. E o que você está vendo? E o que você está ganhando com isso? Queimando seus olhos...
Mas isso sempre foi assim; mesmo se a televisão não existisse, haveria outras coisas. O problema é o mesmo: como evitar a si mesmo? Porque a pessoa se sente muito feia. E quem a fez ficar tão feia? Seus pretensos religiosos, seus papas. Eles são responsáveis por distorcerem suas faces, e foram bem-sucedidos, tornaram todos feios.
Toda criança nasce bela e, então, começamos a distorcer sua beleza, mutilando-a e paralisando-a de muitas maneiras, distorcendo sua proporção, tornando-a desequilibrada. Mais cedo ou mais tarde ela fica tão desgostosa consigo mesma que aceita ficar com qualquer um. O sujeito pode procurar uma prostituta apenas para evitar a si mesmo.
Ame a si mesmo, diz Buda. E isso pode transformar todo o mundo, pode destruir todo o feio passado, pode anunciar uma nova era, pode ser o princípio de uma nova humanidade.
Daí a minha insistência no amor - mas o amor começa com você mesmo. Depois ele pode continuar se espalhando, se espalhando por conta própria. Você não precisa fazer nada para espalhá-lo.
Ame a si mesmo, diz Buda e, logo depois, ele acrescenta: e observe. Isto é meditação, é o nome que Buda dá à meditação. Mas o primeiro requisito é se amar e, depois, observar. Se você não se amar e começar a observar, você vai querer se suicidar! Muitos budistas pensam em suicídio, pois não prestam atenção na primeira parte do sutra e, imediatamente, pulam para a segunda parte: "Observe a si mesmo". Na verdadem, nunca me deparei com um único comentário sobre o Dhammapada, sobre esses sutras de Buda, que desse qualquer atenção à sua primeira parte: Ame a si mesmo.
Sócrates diz: "Conheça a si mesmo". Buda diz: "Ame a si mesmo". Buda está muito mais correto, porque a menos que você ame a si mesmo, nunca se conhecerá. O conhecer virá somente mais tarde. O amor prepara o terreno, é a possibilidade de se conhecer, é o caminho correto para se conhecer.
Ninguém acha - nem mesmo os budistas - que amar a si mesmo precisa ser a base para conhecer a si mesmo, para observar a si mesmo, pois, a menos que você se ame, você não conseguirá se encarar. Você evitará. Isso porque o observar pode, ele próprio, ser uma maneira de evitar a si mesmo.
Primeiro: Ame a si mesmo e observe, hoje, amanhã e sempre.
Crie uma energia amorosa à sua volta. Ame o seu corpo, ame a sua mente, ame todo o seu mecanismo, todo o seu organismo. Amar significa aceitar como é. Não tentar reprimir. Reprimimos somente quando odiamos algo, quando somos contra algo. Não reprima, porque se você reprimir, como você irá observar? E não conseguimos olhar nos olhos do inimigo; só conseguimos olhar nos olhos de nosso amado. Se você não se amar, você não será capaz de olhar em seus próprios olhos, em sua própria face, em sua própria realidade.
Observar é meditar, é o nome que Buda dá à meditação. Observar é a senha de Buda. Ele diz: fique atento, fique alerta, não seja inconsciente, não se comporte de maneira sonolenta, não continue funcionando como uma máquina, como um robô. E é assim que as pessoas estão vivendo.
As pessoas estão vivendo inconscientemente, elas não estão conscientes do que estão dizendo, do que estão fazendo; elas não são observadoras. As pessoas ficam supondo e não vêem; elas não têm discernimento, não podem ter. O discernimento só acontece por meio de grande observação; então, pode-se ver até com os olhos fechados. No momento, você não pode ver nem mesmo com os olhos abertos. Você conclui, supõe, impõe, projeta.
Grace está deitada no divã do psiquiatra.
"Feche os olhos e relaxe", diz o médico, "e irei tentar um experimento".
Ele pegou seu chaveiro de bolso e levemente balançou as chaves. "O que este som lembra?", perguntou.
"Sexo", ela sussurrou.
Então, ele encostou levemente o chaveiro na palma da mão da moça, e o corpo dela enrijeceu.
"E isso?", perguntou o psiquiatra.
"Sexo", Grace murmurou nervosa.
"Agora, abra os olhos", instruiu o médico, "e me diga por que o que fiz fez você pensar em sexo".
Hesitantemente, suas pálpebras se abriram. Grace viu o molho de chaves na mão do psiquiatra e enrubesceu.
"Be-bem, para começar", ela gagejou, "pensei que o primeiro som fosse o zíper da sua calça se abrindo..."
Sua mente está constantemente projetando, projetando a si mesma. Ela está constantemente interferindo na realidade, dando-lhe uma cor, uma configuração e uma forma que não lhe é própria. Sua mente nunca permite que você perceba aquilo que é; ela permite que você perceba somente aquilo que ela deseja perceber.
Os cientistas pensavam que nossos olhos, ouvidos, nariz, os outros sentidos e a mente nada mais fossem do que aberturas para a realidade, pontes para a realidade. Mas agora todo o entendimento mudou. Agora eles dizem que nossos sentidos e a mente não são realmente aberturas para a realidade, mas defesas contra a realidade. Somente dois por cento da realidade passa por essas defesas e chega até você; noventa e oito por cento da realidade fica do lado de fora de você. E os dois por cento, que chegam até você e ao seu ser, são alterados. Eles precisam passar por tantas barreiras, precisam amoldar-se a tantas coisas da mente que, quando chegam até você, não são mais os mesmos.
Meditação significa colocar a mente de lado, de tal modo que ela não mais interfira na realidade e você possa perceber as coisas como elas são.
E por que a mente interfere? Ela interfere porque ela é criada pela sociedade, ela é o agente da sociedade em você! A mente não está a seu serviço, lembre-se disso! Ela é a sua mente, mas não está a seu serviço; ela está fazendo uma conspiração da sociedade contra você. A nossa mente foi condicionada pela sociedade, que implantou muitas coisas nela. Ela é a sua mente, mas não funciona como sua serva; ela funciona como serva da sociedade. Se você for cristão, ela funcionará como uma agente da igreja cristã; se você for hindu, ela será hindu; se você for budista, ela será budista. E a realidade não é cristã, hindu ou budista; a realidade é simplesmente como ela é.
Você precisa colocar de lado estas mentes: a mente comunista, a fascista, a católica, a protestante... Existem três mil religiões no mundo, grandes e pequenas, e pequenas seitas e seitas dentro de seitas... três mil no total. Dessa maneira, existem três mil mentes, tipos de mente, e a realidade é uma só, a existência é uma só, a verdade é uma só!!
Meditação significa: coloque a mente de lado e observe. O primeiro passo, ame a si mesmo, o ajudará imensamente. Ao amar a si mesmo, você irá destruir muito do que a sociedade implantou em você. Você se tornará mais livre da sociedade e de seus condicionamentos.
E o segundo passo é: observe, apenas observe. Buda não diz o que precisa ser observado - é tudo! Ao caminhar, observe o seu caminhar. Ao comer, observe seu comer. Ao tomar banho, observe a água, a água caindo sobre você, o toque da água, seu frescor, o calafrio que passa pela espinha - observe tudo, hoje, amanhã e sempre.
E finalmente, chega um momento em que você pode observar mesmo o seu sono. No que se refere ao observar, isso é o máximo. O corpo vai dormir e ainda assim existe um observador desperto, silenciosamente observando o corpo dormindo profundamente. No que se refere ao observar, isso é o máximo. No momento, acontece justamente o contrário: seu corpo está desperto, mas você está dormindo, em profunda sonolência. Então, você estará desperto e seu corpo estará dormindo.
O corpo precisa de repouso, mas sua consciência não precisa de sono. Sua consciência é consciência; ela é o estado de alerta, essa é a sua própria natureza. O corpo se cansa (e se desgasta) porque vive sob a lei da gravidade. É a gravidade que o deixa cansado (e desgastado). É por isso que ao correr rápido, você logo se cansa; ao subir escadas, você logo se cansa, pois a gravidade o puxa para baixo. Na verdade, ficar em pé é cansativo, sentar é cansativo, e quando você se deita na horizontal, somente então existe um pouco mais de repouso para o corpo, porque você fica mais em sintonia (equilíbrio) com a lei da gravidade. Quando você está em pé, na vertical, você está indo contra a lei; o sangue vai para a cabeça, contra a lei, e o coração precisa bater mais forte.
Mas a consciência não funciona sob a lei da gravidade, daí ela nunca se cansar. A gravidade não tem poder sobre a consciência; a consciência não é uma rocha, ela não tem peso. Ela funciona sob uma lei totalmente diferente, a lei da graça ou, como ela é conhecida no Oriente, a lei da levitação. Gravitação significa puxar para baixo, levitação significa puxar para cima.
O corpo está continuamente sendo puxado para baixo e, por isso, finalmente ele precisará se deitar na cova. Esse será o verdadeiro repouso para ele, pó sobre pó. O corpo, dessa forma, retornou à sua fonte, o tumulto cessou; agora não existe mais conflito. Os átomos de seu corpo terão verdadeiro repouso somente no túmulo.
A alma, no entanto, se eleva mais e mais alto. À medida que você se torna mais observador, você começa a ter asas - então, todo o céu é seu.
O ser humano é um encontro da terra com o céu, do corpo com a alma.
Fonte: Osho, Amor, Liberdade e Solitude, Editora Cultrix, 2006. ISBN 978-85-316-0913-8.
Labels: amor, consciência, gravidade, imortalidade, levitação, meditação, mente, obrigação, Osho
Saturday, October 02, 2010
Meditações do Osho - 30
Você não é o seu corpo nem é a mente; você é a testemunha de tudo. A menos que uma pessoa cresça cada vez mais como testemunha, ela nunca saberá que é uma alma.
Você só toma consciência dos olhos quando você vê. Se ficar com os olhos fechados, você os esquecerá. Se uma criança nunca tiver a chance de usar as pernas, ela não será capaz de andar e as esquecerá.
É pelo uso de determinada faculdade que nos tornamos cientes dela. Vendo, percebemos que temos olhos; ouvindo, percebemos que temos ouvidos; cheirando, percebemos que temos nariz. E exatamente desse modo, testemunhando, percebemos que temos uma alma. Testemunhar é a função da alma.
Esta tem sido a busca no Oriente: como se tornar uma testemunha de tudo, apenas um observador, um mero observador sem identificação. Você só olha para o corpo e a mente e todas as suas funções, atividades e movimentos, mas é apenas como um observador na beira da estrada - o trânsito vai passando. Você não é o carro que passa, nem o caminhão, nem o ônibus, nem as pessoas, nem os búfalos, nem as vacas - ninguém. Você é simplesmente o observador na beira da estrada.
Isto é meditação: ver seu complexo mente-corpo sem se identificar com ele. E logo um fenômeno totalmente diferente é vivenciado: a existência da alma. Este é meu trabalho aqui: tornar vocês cientes de que vocês são deuses e deusas, de que são seres eternos, imortais.
Labels: corpo, deuses, imortalidade, meditação, mente, observador, Osho, testemunha, vida eterna
Saturday, September 11, 2010
Meditações do Osho - 15
O corpo nasce e o corpo morre; a mente nasce e a mente morre. Mas você não é o corpo nem a mente. Você é algo transcendental a ambos, algo que nunca morre e nunca nasce. Você sempre existiu e sempre existirá.
No momento em que se começa a sentir isso, toda a sua perspectiva de vida muda. O que era importante até aquele instante se torna irrelevante: dinheiro, poder, prestígio, tudo isso. E o que antes nunca fora importante ganha, de repente, grande importância: amor, compaixão, meditação, oração, divindade.
Lembre-se de que dentro de você há algo que é eterno, imortal.
Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.
Labels: corpo, imortalidade, meditação, mente, Osho
Monday, May 03, 2010
A Grande Ilusão
Você pensa que tem pais, companheiro(a), filhos, amigos? Não tem. Essas pessoas foram apenas emprestadas para conviver com você durante um certo tempo. Você tem apenas aquilo que nunca pode lhe ser tirado!
Você pensa que tem um corpo, uma boca, um estômago, um pênis, uma vagina? Não, você não tem. Tudo isso lhe foi dado por empréstimo e terá que ser devolvido algum dia. Quem te emprestou tudo isso e supervisiona o seu uso? É sua Equipe de Supervisão individual, em que um dos membros é o seu Anjo da Guarda.
Afinal, você tem algo realmente seu? Sim, você tem. Esse algo é a sua alma, que constitui o veículo da sua consciência. Existe uma continuidade da nossa consciência na transição entre vida encarnada e morte, conforme inúmeros relatos de pessoas que morreram e foram ressuscitadas em UTIs de hospitais. Portanto, se melhorarmos nossa consciência durante nossa vida encarnada, isso nos será benéfico após a transição chamada morte. Logo, nunca é tarde demais para começar a fazer a coisa certa, pois as conquistas inseridas na consciência nunca nos será roubada. Portanto, somos seres imortais, pois a nossa alma é eterna. Logo, não há motivo para ter medo da morte, pois nunca deixaremos de existir.
Para termos uma boa morte, precisamos começar a cultivar uma boa vida encarnada, devido à continuidade de nossa consciência nessa transição.
Labels: Alma, anjos, consciência, Equipe de Supervisão, ilusão, imortalidade, morte, vida
Saturday, March 06, 2010
A Gripe Suína - 7
["Aquele que tentar se salvar (vacinando-se), morrerá"]
Para não cometer erros, precisamos responder corretamente a pergunta: "Quem sou eu?". A resposta correta é: Eu sou uma alma divina imortal, que transita entre o mundo físico e o mundo não-físico. Quando nascemos (aparecemos) no mundo físico, morremos (sumimos) no mundo não-físico (e vice-versa), mas estamos sempre vivendo, usando a nossa alma (que anima os nossos corpos físico e não-físico) como veículo de nossa consciência permanente. Portanto, não há necessidade de ficarmos preocupados e com medo de ficar doentes e morrer, porque a morte não existe para a nossa alma!
As pessoas só tomam vacinas porque têm medo de microorganismos, como vírus e micróbios. Nenhuma vacina tem elementos fortificantes para o nosso corpo físico, muito pelo contrário. Todas as vacinas possuem elementos venenosos e prejudiciais à saúde de nosso corpo físico. Logo após uma vacinação, a vítima está em uma condição física pior do que antes de tomar a vacina. Se a pessoa já está fraca antes de receber a vacina, essa pessoa (como as pessoas idosas) poderá morrer devido à vacinação, devido à piora imediata do seu estado clínico. Acredito que qualquer pessoa que se informe sobre os efeitos negativos da atual vacina contra a gripe suína [vírus A, H1N1] (vide, por exemplo, minhas postagens anteriores sobre este assunto) não irá se deixar vacinar a partir de 8 de março de 2010 (aqui no Brasil), apesar de toda a campanha governamental visando incutir medo na população. Veja os preparativos que estão em andamento (na minha região) para mandar você mais cedo para o cemitério (Programa para Redução da População Mundial) [1].
Cerca de 13,3 milhões de pessoas do Estado de São Paulo serão vacinadas contra a gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. Apenas na região de Campinas, deverão ser vacinadas 1,26 milhão de pessoas. O número foi definido na quarta-feira, 24.02.2010, pela Secretaria de Estado da Saúde.
A primeira etapa da campanha começa no próximo dia 8 de março, para 704,7 mil profissionais da área da saúde e 4,6 mil moradores de aldeias indígenas, e vai até o dia 19.
O primeiro lote de vacinas adquirido pelo Ministério da Saúde começará a ser distribuído atá a próxima semana aos municípios paulistas. Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que trabalham em serviçõs de saúde, envolvidos diretamente na resposta à pandemia, em 6.400 serviços de saúde do Estado, público, privados e conveniados, entre hospitais e pronto-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios e unidades de Saúde da Família, entre outros.
Seguindo as diretrizes do Ministério, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho dos profissionais. A Secretaria irá encaminhar as doses aos municípios, que ficarão encarregados de organizar a campanha localmente. Já a imunização da população indígena será feita diretamente nas aldeias, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
"Imunizar os profissionais de saúde é fundamental como medida de prevenção, já que esses trabalhadores lidam diretamente com pessoas doentes, algumas das quais podem adquirir e transmitir o vírus da nova gripe. Vamos aproveitar e também proteger a população das aldeias indígenas", diz o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
A segunda fase da vacinação contra a nova gripe, que começa em 22 de março, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade e os portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros. As gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os protadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.
Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população paulista de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina contra a gripe A H1N1 os idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).
Note que nada se fala sobre medidas simples de prevenção que a população deveria seguir para evitar pegar essa gripe (medidas que serviriam para melhorar a própria saúde, que geraria imunização contra todas as doenças). Não entregue o seu corpo para ser assassinado, por causa de seu medo; siga as recomendações do Mateus...
Referência:
[1] Jornal Integração (Barão Geraldo, Campinas-SP), pg. 4, 05 a 20 de março de 2010.
http://www.jintegracao.com/ [Edição 384]
Labels: Alma, doença, gripe suina, imortalidade, imunidade, medo, morte, nascimento, vírus
Sunday, January 17, 2010
A Venda de Medo e Preocupação
No entanto, não devemos ter medo de nada, pois somos todos seres imortais! Um ser imortal, por hipótese, não tem medo da morte e de nenhuma circunstância que pode levar à morte, como aquelas que nos são vendidas para nos causar medo, como as citadas acima. O oposto do medo é o amor! Portanto, os manipuladores sociais querem nos incutir medo para nos evitar de amar. Quem realmente ama não tem medo. O amor é a cola do Universo, o elemento agregador de todas as partes do Cosmos. Quando você ama alguém, deseja que essa pessoa esteja sempre próxima de você. Dá vontade de ficar "colada" com essa pessoa, inclusive sexualmente.
Uma das raízes do medo é a noção usual (errada) de que somos uma individualidade separada do resto do Universo, da Natureza, do Todo. Isso nos enfraquece e nos gera medo, pois devemos lutar contra tudo e contra todos para nos manter vivos: "A vida é uma luta!". Partimos, então, para a competição ao invés de irmos na direção da colaboração. Um antigo sábio chinês (Chuang Tzu) dizia: "O simples é o certo". É muito mais simples cooperar do que competir. Portanto, cooperar é o certo e competir é o errado. Para nos incutir medo, nos mostram todos os dias que pessoas morrem e são enterradas nos cemitérios. Mas, nenhuma pessoa morre (pois são todas imortais), apenas perdem seu corpo físico por usarem mal o seu livre-arbítrio. Deus não é sádico e, portanto, não cria os seres humanos para os colocar no "corredor da morte", aguardando execução e enterro no cemitério. Cemitério é local de suicidas. Os suicídios (conscientes e inconscientes) ocorrem por falta de amor por si mesmo e pelo resto da criação divina. Só podemos dar o que temos, inclusive o amor. A prática contínua do amor elimina radicalmente todos os sete pecados capitais/mortais (que nos levam para o cemitério), gerando as sete virtudes capitais...
Na prática, corpo físico e mente não são separáveis. Daí o ditado "mente sã em corpo são". Logo, temos dois tipos de alimentação que afetam nosso corpo físico: a alimentação bucal e a alimentação mental. A alimentação bucal correta nós já sabemos qual é: é o alimento preparado por Deus, sem interferência humana, para os seus filhos (nós!) que é, basicamente, frutas cruas. A alimentação mental venenosa, e portanto prejudicial ao nosso corpo, são todos os pensamentos negativos induzidos pelas más notícias que recebemos diariamente. Essas notícias negativas são o resultado da falta de amor e nos induzem para o mesmo caminho da falta de amor.
Todo o Mal progride (didaticamente) até certo ponto, mas quem tem a palavra final é o Bem. Existem equipes de seres inteligentes e bondosos que supervisionam todo o funcionamento do Universo, inclusive existe uma Equipe de Supervisão individual que acompanha cada um de nós, tentando nos induzir ao bem, mas respeitando nosso livre-arbítrio. Um dos membros de nossa equipe individual de supervisão é conhecido como "Anjo da Guarda"...
Por incrível que pareça, até as más condições atmosféricas e geológicas são consequências da falta de amor. Pense sobre isso (lembre-se do recente terremoto do Haiti, por exemplo)...
Labels: alimentação, amor, bem, Chuang Tzu, controle, corpo, Equipe de Supervisão, imortalidade, impostos, livre-arbítrio, mal, medo, pecados
Saturday, January 02, 2010
O Tribunal Celeste
Somos todos imortais, pois fomos feitos por um Deus imortal "à Sua imagem e semelhança". Portanto, somos peças divinas criadas por Deus para executar trabalhos divinos, tanto na forma encarnada quanto na forma desencarnada.
Quando desencarnamos somos levados a um local apropriado para rememorar nossas encarnações anteriores para verificar quão próximos nós ficamos do cumprimento de nossas tarefas programadas por Deus, usando o nosso falho Livre Arbítrio, geralmente contaminado por nosso egoísmo (sensação de separação do Todo). O nosso caminho, traçado inicialmente por Deus, é sempre mais suave do que o caminho que escolhemos por nós mesmos (contaminado de erros). Este local especial pode ser chamado de O Tribunal Celeste.
O Tribunal Celeste é dirigido por três magistrados, em um púlpito, e é presenciado por um público cujas vidas estão diretamente relacionadas com a pessoa sob julgamento. A pessoa sob julgamento é apresentada sequencialmente aos três juízes que presidem a sessão: o primeiro juiz representa a Verdade, o segundo a Justiça e o terceiro representa a Misericórdia.
O primeiro juiz mostra à pessoa sob análise uma recordação fiel de suas encarnações recentes e, posteriormente, pergunta a essa pessoa: "Meu filho, aquilo que você pôde ver corresponde à verdade dos fatos?". A pessoa se manifesta a esse respeito e é esclarecida se tiver dúvidas, como, por exemplo: A Lei do Universo nos concede novas oportunidades encarnatórias para o resgate de nossas faltas. Você vive muitas vidas encarnadas e, em cada uma delas, seus atos vão se somando para que o seu aprendizado possa se dar, tanto pelo sofrimento do erro quanto pela alegria do acerto.
Logo em seguida, a pessoa é conduzida ao segundo magistrado, que pergunta: "Meu filho, o que você fez foi justo?". Usando o tribunal de sua própria consciência (você é juiz de si mesmo), a pessoa responde, com sinceridade, a essa pergunta. Deus não julga pelas aparências. Deus é o Senhor das Essências e lê nos nossos corações o quanto a Verdade do seu Reino já se fez dentro de nós.
Em seguida, a pessoa é levada até o terceiro juiz, que serenamente se dirige a ele carinhosamente e pergunta: "Meu filho, qual a punição que você acha que merece pelos crimes que cometeu?". A própria pessoa sugere as punições que deseja para reparar os erros praticados. Neste ponto, o Juiz da Misericórdia chama as pessoas da platéia que foram prejudicadas pela pessoa sob análise, para que também se manifestem sobre as possíveis punições que elas sugerem para o réu. Mais do que vítima do erro, você é filho da Misericórdia que lhe garantirá o apoio necessário para as novas lutas da vida que o esperam. A Misericórdia é sempre maior para os que mais sofrem. Se nossas vítimas testemunharem a nosso favor, a sentença do Juiz da Misericórdia será mais suave do que as penas que pedirmos para nós mesmos.
Portanto, querido leitor, não eternize os seus sofrimentos. Faça todo o Bem que estiver ao alcance de suas mãos. Forneçamos à Misericórdia o material para que se estabeleça a nossa defesa, adiando a incidência da Justiça, para que o Tempo nos favoreça nas realizações do Bem. Se não fosse pela Misericórdia, certamente a Terra já estaria desabitada de seres humanos nos dias de hoje. Nunca desista de si mesmo. Sobre as dores que o fustiguem, a Misericórdia trabalha para atenuá-las, a fim de que você aprenda a crescer e a superá-las.
Nenhum de nós possui méritos capazes de justificar a nossa condição de filhos de Deus. Todos somos devedores eternos de um Pai generoso e verdadeiro. Não desdenhes da luta nem do sofrimento, porquanto o espinho que fere nos faz acordar dos sonhos da ilusão. Todos nós haveremos de enfrentar, algum dia, esse mesmo Tribunal Celeste...
Fonte:
André Luiz Ruiz, Sob as Mãos da Misericórdia, Editora IDE, Araras-SP, julho 2009 (4a. Ed.).
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Thursday, June 18, 2009
A Longevidade Humana - 1
A Bíblia católica nos informa que os nossos dez patriarcas anti-diluvianos tiveram longevidades que variaram de 365 anos (Enoque, que não morreu com essa idade, mas foi levado embora com essa idade) a 969 (Matusalém). Os Vedas indianos, mais antigos do que a Bíblia, informa que os primeiros seres humanos viviam milhares de anos em um mesmo corpo físico. Por que nós, descendentes destes seres, temos longevidades típicas abaixo dos 100 anos? Vejamos algumas causas da diminuição da longevidade dos seres humanos no planeta Terra.
1. Inicialmente, vamos tomar a própria Bíblia como fonte de informação. Existem três tipos de estudiosos da Bíblia: aqueles que fazem uma interpretação mítica dos registros lá existentes (e negam qualquer validade histórica aos registros), os que fazem uma interpretação metafórica (com os patriarcas representando um grupo ou tribo que existiu naquele período) e os estudiosos que fazem uma interpretação literal do texto, quando, então, os patriarcas teriam realmente vivido todos aqueles anos. Na minha opinião, a interpretação literal é a correta. Por que? Porque no final do Século XX, matemáticos descobriram um Código Secreto da Bíblia, que deram informações corretas sobre inúmeros eventos que aconteceram naquele século (Guerra do Golfo, assassinato de Yitzhak Rabin, Cometa Shoemaker-Levy, atentado a passageiros do metrô de Tóquio com gás venenoso Sarin, etc), tudo isso embutido em um texto escrito há milhares de anos no passado! [1] Se informações implícitas (escondidas no texto) são verdadeiras, as informações explícitas, apresentadas diretamente no texto, devem ser, com muito mais razão, totalmente corretas. Vejamos alguns trechos do Velho Testamento da Bíblia que se relacionam com a nossa longevidade.
Gênesis 1: 29-30: "Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a erva verde das plantas".
Gênesis 2: 15-17: "Deus tomou o homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar. E deu ao homem este mandamento: 'Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que comeres terás que morrer'".
Gênesis 6: 2,4: "Os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e tomaram como esposas todas as que lhes agradaram. Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis tão afamados nos tempos antigos".
Vamos agora analisar com cuidado estes três trechos do Velho Testamento da Bíblia. Apesar de Deus dar inicialmente como alimento humano as ervas e os frutos das árvores, posteriormente, no Jardim do Éden, ele proibiu um "fruto proibido", da árvore do conhecimento, e, implicitamente, também proibiu as ervas, reservando-as aos animais (que, portanto, eram inicialmente todos vegetarianos, não-carnívoros). Para descobrir o que é o fruto proibido, devemos esclarecer outra questão: será que deveríamos comer apenas os frutos, ou também as sementes, que já estão dentro dos frutos? As sementes, ou frutos sementes, não devem ser comidos porque, apesar de poderem ser adocicados na sua polpa, possuem o germe a nascer e ao redor de toda semente tem veneno (ácidos taninosos ou sais tânicos, ciânicos, etc., todos altamente tóxicos), cuja finalidade é preservar a semente até o seu nascimento. Portanto, o fruto proibido é a semente! Uma lista dos frutos-sementes: castanha do Pará (Brazil nut), castanha de caju, nozes, amêndoas, avelãs, amendoin, côco, arroz, feijões, trigo, cevada, grão de bico, lentilha, ervilha, soja, milho.
Existe uma grande precisão na linguagem usada na Bíblia: "Eu vos dou todas as ervas que dão semente e todas as árvores que dão frutos que dão semente". Está bem claro: deve-se consumir apenas ervas e frutos que dão semente. Logo, frutos que não dão semente, mas que são semente, devem ser excluídos de nossa alimentação, por causa do veneno que protege o gérmen reprodutor da semente.
Fica, então, resolvido o mistério do "fruto proibido". O fruto proibido é o fruto que é semente, em vez de dar semente. O fruto proibido, que desencadeou a catástrofe alimentar humana, é o Fruto-Semente. Toda semente tem junto ao germe vital uma carga de veneno cuja função é defendê-lo de ataques até que a semente possa germinar. Os homens do passado começaram a comer sementes (nozes, cocos, amêndoas, castanhas). Sabemos, hoje em dia, que dessas frutas-sementes provêm elementos excitantes sexuais.
Vejamos, então, o que temos até aqui. O homem não respeita a proibição divina de não comer o fruto proibido (o fruto-semente); comendo-o excita-se sexualmente e com isso a sua sexualidade é sensualizada e o seu tempo de vida é diminuído; a maldade cresce e com isso vem a destruição (morte, dilúvio). A morte só aparece como uma consequência do pecado da transgressão do mandamento divino de não comer o fruto proibido. Temos assim que, no início da criação, o homem era imortal, o que é pleno de sentido, pois se ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, só poderia ter herdado o atributo divino da imortalidade. Vejamos o que nos diz Gênesis 3 (vr. 22), nas próprias palavras de Deus: "Se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma e viva para sempre!". Neste versículo há uma dubiedade. Vamos então reescrever este versículo com uma outra forma permitida pela dubiedade: "Se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e não colha também da árvore da vida, e não coma e não viva para sempre!". A colocação dos "nãos", suprimidos no texto original, mostra-nos que antes da transgressão o homem estendia a mão, colhia da árvore da vida, comia e vivia para sempre, isto é, era imortal. Transgrediu, e veio a mortalidade.
A imortalidade original do homem também se manifesta em Gênesis 2 (vers. 15 a 17) no mandamento divino: "Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que comeres terás que morrer". No dia em que comeres "terás que morrer" - esta passagem deixa bem claro que se o homem não comesse daquele fruto não morreria.
Tudo isso nos permite articular a questão da morte com o fruto proibido, com o fruto-semente. Alguma coisa havia nesse fruto que provocaria a morte se o homem o comesse. Que coisa seria esta? É bastante difícil apresentar claramente as múltiplas possibilidades de intoxicação associáveis à dieta alimentar ou que podem originar-se no organismo através dela. Porém, quando se fala em sementes, podemos classificar as sementes cruas em três grupos, de acordo com seus níveis de toxidez: Aquelas do primeiro grupo produzem perda de peso e morte dos animais de experimentação que as consomem; as do segundo grupo, cujo representante típico é a soja, produzem um menor crescimento, que, não obstante, é muito melhor quando a semente é consumida cozida; no terceiro grupo situam-se aquelas sementes que, tanto cruas quanto cozidas, produzem aproximadamente o mesmo crescimento nos animais de experimentação.
No caso do feijão (Phaseolus vulgaris), foram descritas numerosas intoxicações em pessoas que consumiram a farinha dessa leguminosa incompletamente cozida. A maioria dos feijões, quando ministrados crus e como única fonte de proteínas de animais de experimentação, produzem a morte desses animais num lapso de 2 a 3 semanas. Esse efeito letal pode ser atribuído à presença de hemaglutinina, mas pode haver também a presença de outros tóxicos nas sementes.
A toxicidade das sementes se acha associada com a morte, para as sementes do primeiro grupo, ou com a diminuição do crescimento, nas sementes do segundo e terceiro grupos. Neste ponto, é interessante lembrar que a Bíblia faz referência à existência de gigantes (por exemplo, na passagem do Gênesis citada anteriormente). Gigante, por definição, é um ser vivo, animal ou vegetal, que cresceu demais em relação a outros, que cresceram normalmente, ou que cresceram menos. Inúmeras outras passagens da Bíblia fala sobre gigantes (como Golias, por exemplo). Além das citações bíblicas, encontramos registros de gigantes na mitologia grega, nas escrituras islâmicas e hindus.
Sabendo que as sementes contêm tóxicos e que esses tóxicos determinam, senão a morte, alterações de crescimento, podemos pensar que, em nosso passado distante, após o desvio alimentar humano, simbolizado na Bíblia pelo pecado original do fruto proibido, nossos ancestrais se tenham dividido em grupo que se foram dispersando com o tempo e alguns grupos desenvolveram hábitos dietéticos predominantemente com frutos que são sementes. Como isso, pela toxicidade das sementes, que interfere no crescimento (diminuindo-o), podemos facilmente entender que se tenham desenvolvido raças humanas de diversos tamanhos; os gigantes teriam sido os povos que se alimentavam predominantemente de frutos não-semente.
2. A descoberta do fogo e do cozimento dos alimentos possibilitou um salto qualitativo, no sentido negativo, do desvio já iniciado anteriormente na dieta humana, a partir do desvio alimentar das frutas não-semente. As facilidades decorrentes do cozimento, juntamente com a excitabilidade sexual aumentada pelas sementes, trouxeram uma multiplicação maior dos povos consumidores de sementes. Estes, em maior número, espalharam-se e tornaram-se mais poderosos e com isso tiveram condições de conquistar e aniquilar os gigantes. Os gigantes tinham sua multiplicação num ritmo mais natural (menor), pela ausência da excitabilidade sexual frequente, trazida pelo fruto-semente.
Veja o grande prejuízo trazido pelo fogo à nossa alimentação [2]: "Em um estudo realizado por Pottenges, em 1983, com quatro gerações de gatos, num total de 900 felinos, todos os animais que receberam alimentos processados pelo calor, desenvolveram as mesmas doenças degenerativas que acometem o ser humano. E todos que receberam leite pasteurizado a 130 graus Celsius desenvolveram osteoporose com baixo teor de cálcio e fósforo!".
Os homens do norte da Inglaterra e do sul da Escócia, que durante as guerras napoleônicas eram altos e fortes, tornaram-se franzinos e incapazes para o serviço militar mais tarde, quando da Guerra dos Bôeres. Uma comissão que foi criada e designada para estudar o que estava acontecendo, descobriu que a causa da pequenez (menor crescimento) e franzinidade (fraqueza) dos homens era o êxodo para as cidades, que teve como consequência o fato das pessoas não mais comerem o pão integral do campo, que fora substituído pelo pão francês (feito com farinha refinada) e pelo açucar refinado. Portanto, a literatura recente registra inequivocamente que alterações alimentares carregam a potencialidade de reduzir o crescimento humano.
[continua]
Referências:
[1] Leocádio Celso Gonçalves, Desenvelhecimento: Um Vôo Livre Panorâmico Sobre a Questão do Envelhecer, Editora LTR, São Paulo - Brasil, 1999.
[2] Sérgio Teixeira, Medicina Holística, Editora Campus, Rio de Janeiro-Brasil, 1998.
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Friday, March 06, 2009
Uma Mudança de Rota
Uma Mudança de Rota
Minha rota nesta vida terminava aos 7 anos de vida, com a minha morte. No entanto, aos 7 anos houve uma mudança de rota em minha vida, que permitiu eu estar hoje vivo e contando a história abaixo.
Até os sete anos de idade eu era um menino bastante doente e vivia indo a médicos e farmacêuticos para tratar de minha saúde debilitada. Nesse período tive pleurisia infantil, fui operado de hérnia e apendicite e me lembro de minha luta (tinham que me segurar braços e pernas) para tentar não receber as injeções rotineiras nas farmácias.
Inicialmente, convém notar que a nossa dificuldade de se deixar de comer comida cozida (ou torrada, ou queimada = "churrasco") vem do fato de que nós fomos gerados, dentro do útero de nossas mães, sendo alimentados com o sangue dela, que era formado de comida cozida. Portanto, fomos viciados em comida cozida desde o útero de nossas mães! Portanto, o vício em comer comidas cozidas é muito pior do que o vício (adquirido muito mais tardiamente) em drogas pesadas, como cocaína. E nós sabemos o que ocorre com viciados em cocaína, quando se tira a cocaína deles, não é mesmo? (Vide o caso do Maradona, por exemplo) Ocorre a famosa Síndrome de Abstinência. Essa mesma síndrome, com muito maior intensidade, ocorre com quem deixa de comer comida cozida, obviamente. Eu já passei por isso e abaixo conto minha experiência.
Em 1954, eu tinha 7 anos e morava com meus pais em Maceió-AL, onde tínhamos chegado recentemente. Devido a um problema meu de saúde, meu pai praticamente foi forçado a ler um livro (do Louis Kuhne) e após aplicar seus ensinamentos em mim (que servi como cobaia), ele se convenceu que o ser humano é um ser frugívoro, isto é, comedor apenas de frutas. Ele decidiu, então, que todos nós (eu, meu pai e minha mãe) iríamos comer apenas frutas daquele dia
Por que meu pai afirma categoricamente que ele é imortal (fisicamente)? Pela seguinte transformação que se processou no seu corpo físico.
Os avós de meu pai viveram até a faixa dos 90 anos. Os pais de meu pai viveram até a faixa dos 60 anos. Os 2 irmãos de meu pai viveram 36 e 37 anos. O filho de meu pai (eu) ia morrer aos 7 anos. Por aí dá para perceber a decadência biológica de uma geração para a seguinte na linha familiar de meu pai (queda de 30 anos a cada geração sucessiva). Para me salvar aos 7 anos, meu pai (que também sentia que iria morrer na faixa dos 30 anos) adotou um modo de vida que me salvou e, como bônus, salvou ele e minha mãe. Mas vou voltar um pouco no tempo, quando meu pai era um menino, entre 14 e 17 anos, que morava sozinho na cidade do Rio de Janeiro, trabalhando e estudando. Ele morava sozinho em pensões, que mudava de vez
Nos Estados Unidos tem uma região em que existem árvores milenares enormes, chamadas de sequóias gigantes. Quando elas eram pequeninas você poderia quebrar seu tronco facilmente com sua mão. Com o passar do tempo, essas arvorezinhas foram crescendo e se fortalecendo. Hoje, nem um batalhão do exército consegue derrubá-las usando apenas as mãos. Com o passar do tempo, as coisas vivas não precisam ficar mais fracas, mas certamente podem ficar mais fortes. Fraqueza é sinal de doença e como velhice é uma doença, acha-se normal que um idoso fique cada vez mais fraco com o avanço da idade... Balela...
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Saturday, January 24, 2009
A Doutrina Mortalista
Você pode ter um corpo jovem e atraente independente do número (de anos) que associam a você, como 88, 41, 16, 157, 23, 867, 33, 1276, etc. Não existe tal coisa chamada idade, mas os mortais dão poder a essa palavra e, por causa disso, ela passa a ter poder.
A doutrinação da mortalidade costuma ter alguns aspectos sutis. Por exemplo, preste atenção ao que os meios de comunicação fazem: eles colocam a idade ao lado do nome de todas as celebridades, figuras políticas, criminosos condenados, qualquer pessoa que passa a ser notícia. O sistema social é cuidadosamente projetado para relembrar constantemente às pessoa de quanto "velhas" elas são. Em inglês, quando se pergunta a idade para uma pessoa, diz-se literalmente "Quão velha é você?" (How old are you?). A resposta pode ser, por exemplo, "Eu sou uma velha de 18 anos". Além disso, a mídia sempre apresenta como notícia mais importante do dia a morte da pessoa supostamente mais velha do mundo. Isso costuma acontecer várias vezes durante o ano. Quando uma pessoa famosa morre, eles também sempre relatam a idade de tal pessoa. Essas coisas todas são projetadas para fazer uma lavagem cerebral em você, para fazer você acreditar que qualquer ser humano deve morrer dentro de uma certa faixa de tempo após o nascimento.
Observe também, por exemplo, os seus dias de aniversário de nascimento. O hábito (presente em quase todas as culturas humanas) de celebrar o dia de nascimento é também parte do projeto para manter os seres humanos na condição de mortais. Uma pessoa mortal típica, que comemora sempre seu dia de aniversário, está praticamente contando os dias para a sua morte.
Convém também lembrar que a maioria das grandes religiões também segue uma doutrina mortalista: prometem para você o céu após a sua morte, se você se comportar bem agora...
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Friday, January 23, 2009
Tornando-se como Deus - 11
Sabendo disso, nós temos o mandato para fazer essas coisas acontecerem. Existem pessoas que têm o poder de mandar embora o anjo da morte com um simples ato de vontade. Portanto, porque nós convidamos a morte para vir ao nosso quarto de dormir de forma tão amigável? Por que a inevitabilidade da morte está fora da mesa de debate, marcada com o aviso de FORA DE DISCUSSÃO? Simplesmente porque tem sido sempre assim? Apenas porque estamos dirigindo através da história com os nossos olhos fixos no espelho retrovisor de nosso carro, ao invés de olharmos para a estrada à frente?
A vida deveria vir com o mesmo aviso legal usado nas propagandas financeiras: o desempenho do passado não é uma garantia dos resultados futuros. Os pontos de verdadeira mudança na história humana são apenas o registro de hipóteses que foram jogadas fora: um diário das impossibilidades e daqueles que decidiram torná-las realidade. Teve uma época em que um-terço da humanidade morreu em consequência de vírus e bactérias. Hoje, a peste bubônica é apenas um nome de uma banda de rock. No passado, quando as lâmpadas a óleo ainda eram usadas, os especialistas da época declararam que tudo que poderia ser inventado já tinha sido inventado. Hoje, nós tiramos fotografias digitais e as enviamos pelos nossos telefones celulares.
A história não é bondosa com as impossibilidades. Por mais impossível que a imortalidade física possa parecer, a evolução irá varrer para longe essa noção.
A imortalidade não irá simplesmente acontecer porque nós contruímos uma máquina do tempo, desenvolvemos antibióticos mais potentes ou descarregamos nosso DNA (ADN) em discos rígidos de computadores. A imortalidade irá acontecer por causa de nosso trabalho em nos tornarmos como Deus e porque nós já somos imortais neste exato momento. Em nossas almas, nós já somos como Deus, mas por causa de nossa separação da natureza de compartilhamento de Deus, nós acabamos sofrendo e morrendo. Quando nos tornamos como Deus, nós apagamos nossas próprias doenças, transformamos as chateações diárias em oportunidades para nos tornarmos livres, nos desligamos dos pensamentos que causam depressão, vivemos um propósito mais grandioso do que apenas sobreviver à prisão por mais um dia e tornamo-nos a causa de todas as nossas experiências. Nós inclusive poremos um aviso de NÃO ATRAVESSAR para o anjo da morte, para que de agora até a eternidade, a morte não tenha mais domínio.
Labels: Deus, imortalidade
