quinta-feira, maio 23, 2024
Os Sonhos
Deus nos fez para sermos alegres e felizes. Se não estamos permanentemente nesta condição, é porque estamos usando inadequadamente o presente que Ele nos deu, o livre arbítrio. Se fizermos uma auto-análise rigorosa poderemos idenficar nossos hábitos que estão nos afastando da alegria e da felicidade. O problema com a auto-análise é que ela sempre é feita com a contaminação das nossas crenças enraizadas, nossos preconceitos, que acaba distorcendo a análise. A psicoanálise freudiana procura investigar esta área através da interpretação dos sonhos. Para a pessoa comum esta via é bastante complicada. Porém, o ditado esotérico "Assim fora, como dentro" pode nos auxiliar em nossa auto-avaliação.
Diariamente, nossa essência passeia entre dois mundos: durante nosso período de vigília, vivemos na fisicalidade (3D), nosso mundo "de dentro", e, durante nosso período de sono, vamos passear no mundo astral (4D), nosso mundo "de fora". É comum retermos algumas lembranças (amostras) de nossos passeios astrais através do que nós chamamos "sonhos". Agora, se lançarmos mão do "Assim fora, como dentro", se nossos sonhos não são lindos, coloridos, alegres e felizes (lá fora), isso significa que nossa vida encarnada (aqui dentro) não anda nada boa: está na hora de proceder a uma auto-análise honesta para melhorar a nossa saúde física e mental.
Marcadores: auto-crítica, fisicalidade, Freud, mundo astral, psicanálise, saúde, sonhos, sono
quarta-feira, agosto 02, 2023
A Ausência de Ego
Visto que o ego é uma ficção, há momentos em que a pessoa fica livre dele. Por se tratar de uma ficção, o ego pode ficar presente apenas se a pessoa continuar a mantê-lo. A ficção precisa de bastante manutenção energética. A verdade não precisa de nenhuma manutenção, e é essa a beleza dela. Mas a ficção? É preciso pintá-la constantemente, colocar um suporte aqui e ali, e ela desmorona constantemente. No momento em que a pessoa consegue escorar um lado, o outro começa a desmoronar.
E é isso que as pessoas fazem a vida inteira, ou seja, tentam fazer com que a ficção pareça com a verdade. Ter mais dinheiro, para então poder ter um ego maior, um pouco mais sólido do que o ego do homem pobre. O ego do homem pobre é franzino, ele não pode se dar ao luxo de ter um ego mais robusto. Basta tornar-se o primeiro-ministro ou presidentede um país para que o ego da pessoa infle ao extremo.
Toda a nossa vida, a busca pelo dinheiro, poder, prestígio, isto e aquilo, não é nada além de uma busca por novas peças de amparo, uma busca por novos apoios, para, de alguma forma, manter a ficção em andamento. E o tempo todo a pessoa sabe que a morte está chegando. O que quer que ela faça, a morte vai destruir. Mas, mesmo assim, ela continua a ter esperança contra todas as expectativas: talvez todas as outras pessoas morram, menos ela.
E, de certa maneira, isso é verdade. Nós sempre vemos as outras pessoas morrendo, e nunca nós mesmos, portanto, isso também parece verdadeiro, além de lógico. Essa pessoa morre, aquela pessoa morre, mas nós nunca morremos.Estamos sempre presentes, para sentir pena dos que morreram, vamos ao cemitério para nos despedir deles e, depois,voltamos para casa.
Não se deixe enganar,no entanto, pois todos agem do mesmo jeito.E ninguém é exceção. A morte vem e destrói toda a ficção do nome e da fama do indivíduo. A morte vem e simplesmente apaga tudo, não são deixadas nem mesmo pegadas. O que quer que as pessoas continuem a fazer de suas vidas, não é nada além de escrever sobre a água - nem mesmo na areia, mas sobre a água. Nem mesmo terminam de escrever e ela já se foi.Não podemnem mesmo lê-la, pois, antes que possam lê-la, ela se foi.
Mas as pessoas continuam tentando fazer esses castelos no ar, Como é uma ficção, precisa de constante manutenção, esforço constante, dia e noite. E ninguém pode ser tão cuidadoso durante 24 horas por dia. Então, às vezes, sem que a pessoa perceba, há momentos em que tem um vislumbre da realidade sem que o ego funcione como uma barreira.
Sem a tela do ego, há momentos assim, mas sem que a pessoa perceba, é bom lembrar. Todo mundo, de vez em quando, tem esses momentos.
Por exemplo, toda noite, quando a pessoa cai em sono profundo, e o sono é tão profundo que não pode nem mesmo sonhar, o ego não é mais encontrado, todas as ficções se foram. O sono profundo, sem sonhos, é uma espécie de pequena morte.
No sono sem sonhos, o ego desaparece completamente, porque, quando não há nenhum pensamento, nenhum sonho, como a pessoa pode conduzir uma ficção? Mas o sono sem sonhos é muito pequeno. Em oito horas de sono saudável não são mais do que duas horas.Mas apenas essas duas horas são revitalizantes. Se a pessoa tem duas horas de sono profundo, sem sonhos, de manhã ela está nova, fresca, viva. A vida tem novamente emoção, o dia parece ser um presente. Tudo parece novo, porque a pessoa está renovada. E tudo parece belo, porque ela está em um lindo espaço.
O que acontece nessas duas horas, quando a pessoa cai em sono profundo, o que Patanjali [e o yoga] chama[m] de sushupti, sono sem sonhos? O ego desaparece. E o desaparecimento do ego revitaliza a pessoa, rejuvenesce-a. Com o desaparecimento do ego, mesmo que em profunda inconsciência, a pessoa tem uma prova de Deus. Patanjali diz que não há muita diferença entre sushupti, sono sem sonhos, e samadhi, o estado supremo do budismo, embora haja uma diferença. A diferença é a consciência. No sono sem sonhos a pessoa está inconsciente, em samadhi, a pessoa está consciente, mas o estado é o mesmo. A pessoa move-se para Deus, move-se para o centro universal. Ela desaparece da periferia e vai para o centro. E apenas esse contato com o centro a rejuvenece.
Como o ego é uma ficção, ele às vezes desaparece. O tempo maior é o do sono sem sonhos. Portanto, tenha em mente que o sono é muito valioso, e não o perca, de jeito nenhum.
A segunda maior fonte de experiências sem ego é o sexo, o amor. Isso foi destruído pelos padres, eles o condenaram, por isso, não é mais uma experiência tão grandiosa. Esse tipo de condenação, por tanto tempo, condicionou as mentes das pessoas. Mesmo quando estão fazendo amor, no fundo sabem que estão fazendo algo errado. Alguma culpa está à espreita em algum lugar. E isso é assim até mesmo para a geração mais moderna, mais contemporânea, até mesmo para a mais jovem.
Superficialmente, as pessoas podem ter se revoltado contra a sociedade; superficialmente, podem não ser mais conformistas. No entanto, as coisas se aprofundaram, não é uma questão de revoltar-se superficialmente. Podem deixar o cabelo comprido, isso não vai ajudar muito. Podem tornar-se hippies e parar de tomar banho, isso não vai ajudar muito. Podem rejeitar a ordem vigente de todas as formas possíveis que imaginarem, mas isso não vai realmente ajudar, porque as coisas se aprofundaram muito e todas essas são medidas supreficiais.
Por milhares de anos foi dito que o sexo é o maior dos pecados. Isso se tornou parte do sangue, dos ossos e da medula do homem. Assim, mesmo que a pessoa saiba conscientemente que não há nada de errado nisso, o inconsciente a mantém um pouco afastada, com medo, com sentimento de culpa, e ela não consegue se concentrar totalmente nisso.
Se a pessoa consegue desfrutar do ato de amor totalmente, o ego desaparece, porque no clímax, no mais alto clímax do ato de amor, a pessoa é pura energia. A mente não consegue funcionar. É tamanha a explosão de energia que a mente fica desorientada, não sabe mais o que fazer. A mente é perfeitamente capaz de permanecer em funcionamento em situações normais, mas, quando alguma coisa muito nova e muito vital acontece, ela para. E o sexo é o que há de mais vital.
Se a pessoa puder se aprofundar no ato sexual, o ego desaparece. Essa é a beleza de se fazer amor, que é outra fonte de um vislumbre de Deus, assim como o sono profundo, mas muito mais valioso, porque, no sono profundo, a pessoa fica inconsciente. Ao fazer amor, ela fica consciente, porém, sem a mente.
Por isso, a grande ciência do Tranta tornou-se possível. Patanjali e o yoga trabalharam nas linhas do sono profundo. Escolheram esse caminho para transformar o sono profundoem um estado consciente, de modo quea pessoa saiba quem ela é, e saiba que está no centro. O tantra escolheu o ato de amor como uma janela em direção a Deus.
O caminho do yoga é muito longo, porque transformar o sono inconsciente em consciência é muito árduo, e pode levar muitas vidas...
Mas o tantra escolheu um caminho muito mais curto, o mais curto, e muito mais agradável também! O ato de fazer amor pode abrir a janela. Tudo o que é preciso é desarraigar os condicionamentos que os padres incutiram nas pessoas. Os padres os incutiram nas pessoas para que eles pudessem se tornar mediadores e agentes entre elas e Deus, de modo que o contato direto das pessoas fosse cortado. Claro que as pessoas precisariam de alguém para conectá-las, e assim o padre se tornaria poderoso. E o padre foi poderoso ao longo dos séculos.
Quem quer que coloque as pessoas em contato com o poder, o poder real, vai se tornar poderoso. Deus é o poder real, a fonte de todos os poderes. O padre permaneceu muito poderoso ao longo dos tempos, mais poderoso do que os reis. Agora, o cientista tomou o lugar do padre, porque, agora, ele sabe como conectá-las com a natureza. Mas o padre tem que desconectá-las primeiro, de modo que nenhuma linha privada individual permaneça entre elas e Deus. Ele estragou as fontes interiores das pessoas.Ele tornou-se muito poderoso, mas toda a humanidade ficou sem desejo sexual, sem amor, cheia de culpa.
É preciso abandonar essa culpa completamente. Ao fazer amor, a pessoa deve pensar em oração, meditação, Deus. Ao fazer amor, deve queimar incenso, entoar um mantra, cantar, dançar. O quanto há que ser um templo, um lugar sagrado. E o ato sexual não pode ser uma coisa apressada. A pessoa deve se aprofundar nele, saboreá-lo da forma mais lenta e mais graciosa possível. E ela vai se surpreender, Ela tem a chave.
Deus não enviou as pessoas ao mundo sem chaves. Mas essas chaves têm de ser usadas, as pessoas têm de colocá-las na fechadura e virá-las.
O amor é um outro fenômeno, um dos que tem maior potencial, no qual o ego desaparece e você permanece consciente, completamente consciente, pulsante, vibrante. Você não é mais um indivíduo, está perdido na energia do todo.
Depois, aos poucos, deve-se deixar que isso se torne o próprio modo de vida. O que acontece no auge do amor tem de se tornar a disciplina da pessoa, não apenas uma experiência, mas uma disciplina. Então, o que quer que a pessoa esteja fazendo ou por onde quer que esteja cominhando... no início da manhã, com o sal nascente, tenha o mesmo sentimento, a mesma fusão com a existência. Deitada no chão, o céu cheio de estrelas, tenha a mesma fusão novamente. Deitada na terra, sinta-se como pertencente à terra.
Pouco a pouco, o ato sexual deve lhe dar a pista de como é estar apaixonado pela existência em si. E, então, o ego é conhecido como uma ficção, é usado como uma ficção. E se a pessoa faz uso dele como uma ficção, não há nenhum perigo.
Existem alguns outros momentos em que o ego escapa da sua própria vontade. Em momentos de grande perigo, por exemplo. Digamos que a pessoa esteja dirigindo e, de repente, vê que vai acontecer um acidente. Ela perde o controle do carro e parece que não há nenhuma possibilidade de se salvar. Vai colidir com a árvore ou com o caminhão que se aproxima, ou vai cair no rio, isso é absolutamente certo. Nesses momentos, o ego desaparece de repente.
É por isso que há uma grande atração para se envolver em situações perigosas. As pessoas escalam o Evereste. Trata-se de uma meditação profunda, embora elas possam não compreender isso. O montanhismo é de grande importância. Escalar montanhas é perigoso e, quanto mais perigoso, mais bonito. Os indivíduos têm vislumbres, grandes vislumbres de ausência de ego. Sempre que o perigo está próximo, a mente para. A mente consegue pensar somente quando a pessoa não está em perigo, pois não há nada a dizer em perigo. O perigo torna as pessoas espontâneas e, nessa espontaneidade, elas de repente sabem que não são o ego.
Se a pessoa tem um coração estético, então a beleza vai abrir as portas. Basta que uma pessoa olhe uma linda mulher ou um belo homem que passa, apenas por um único momento, um flash de beleza e, de repente, o ego desaparece.
Ou ver uma flor de lótus na lagoa, ou ver o pôr do sol ou um pássaro voando, qualquer coisa que acione a sensibilidade interior, qualquer coisa que possua a pessoa, por um momento, de forma tão profunda que ela esquece de si própria, e, nesse caso, também o ego escapa. É uma ficção, e a pessoa tem que conduzi-la. Se ela esquecer por um momento, o ego escapa.
E é bom que haja uns poucos momentos em que o ego escapa e a pessoa tem um vislumbre da verdade e do real. É devido a esses vislumbres que a religião não morreu. Não é por causa dos padres, pois eles fizeram de tudo para matá-la. Aqueles que vão à igreja, à mesquita e ao templo, não vão por causa dos chamados religiosos. Eles não são religiosos, são impostores.
A religião não morreu por causa de alguns momentos que acontecem mais ou menos com quase todos. É preciso observá-los mais, absorver mais o espírito daqueles momentos, permitir mais momentos como aqueles, criar espaços par que aqueles momentos aconteçam mais vezes. Esse é o verdadeiro caminho para buscar a Deus.
Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.
Marcadores: beleza, ego, Osho, Patanjali, perigo, samadhi, sexo, sonhos, sono, sushupti, Tantra, yoga
sexta-feira, dezembro 29, 2017
A Virgem do Sol
Aprender a harmonizar-se com a vida é uma trajetória longa, muito longa. Os homens ainda não a compreendem. Conforme crescemos mudam as nossas necessidades e a compreensão que temos dos fatos.
O que é o dever? O dever é o que nos dá a paz. Eu não poderia jamais viver com tranquilidade se minha consciência apontasse a falta para com um dever. O dever é o guardião interno da nossa paz e felicidade; se vivermos bem com ele estamos protegidos e seremos, andando em compasso com as leis supremas do universo. Entendo por vício o uso abusivo, que foge à relação de equilíbrio que nos garante a saúde. O dever é o guardião de nossa paz e felicidade, porque nos dá o limite para nossa ação, nos educa e é essa a razão por que, dentre toda criação, é a partir da espécie humana que aprendemos ser possível agir contra a vontade ditada pelos instintos, atendendo a compreensão de algo que divisamos maior - a obediência a uma lei natural, que se constitui em um dever do qual advirá a nossa felicidade real e duradoura como espíritos.
Não há sofrimento onde existe compreensão. Quando muito sentimos a visita de uma tristeza passageira, mas uma esperança cálida e firme de que a felicidade maior advém da mente em paz e do coração tranquilo. O sofrimento reflete sempre uma alma irresignada, revoltada e ignorante das coisas eternas do espírito.
Só o amor é capaz de fazer o homem superar suas imperfeições. O amor é tão sábio e conduz com tanta inteligência o homem que ele ensina a amar o dever. Todo conhecimento exposto de fora para dentro está sujeito a ser testado e fracassar.
O medo é um inimigo cruel e impiedoso. Ele engana a alma porque fez parte de nossa evolução e foi nosso protetor em tempos remotos quando ainda desenvolvíamos nossa identidade de espíritos imortais, estagiando nos reinos inferiores da natureza; era ele que despertava em nós o instinto de conservação, de proteção e valorização da experiência de viver, mas conforme evoluímos é necessário aprender a domá-lo. Reconhecer os limites de atuação e não deixar que ele habite em nossa mente. As criações imaginárias são as mais temíveis, porque não há fato que se possa contrapor-lhes, não aceitam argumento lógico e racional. Não desenvolva em você esse medo. Encare cada experiência em seu momento, esse é o segredo da segurança e da estabilidade. Veja o exemplo da natureza que a cerca, as estrelas não se mostram à luz do sol, e os animais que saem à noite não são os mesmos que caçam durante o dia. Cada coisa tem sua hora de agir e a aguarda. Cada momento tem sua lição e sua beleza, até mesmo a destruição encerra aprendizados preciosos e é uma necessidade da natureza. Portanto, não tema. Confie. Alimente seu espírito na esperança, na fé e na confiança na sabedoria divina. Tudo na vida são estágios, são etapas que devemos cumprir para avançar. Olhe o céu e pense que as estrelas são casas onde você irá habitar e cada uma delas representa um estágio no seu desenvolvimento e para mudar-se de uma para outra você necessitará passar por transformações que não se operam sem destruições. O que muda é a forma como elas - as transformações - se operam. Algumas são bruscas e violentas, outras são lentas e pacíficas, depende de quem as conduz. Não se deixe enganar pensando que o medo auxilia sua evolução neste momento; agora ele é o gigante que se põe à porta da caverna e tenta impedir a ação das forças do amor e do dever.
A ciência e o amor são o equilíbrio um do outro, como um par bem afinado, se completam sendo diferentes entre si. Quando privilegiamos um desses lados e esquecemos o outro, andamos em uma faixa de desequilíbrio, quebramos a lei da harmonia que os colocou juntos em nosso ser. Somos seres imortais, ligados a um corpo sujeito ao nascimento e à morte; como espíritos cada qual surgiu a seu tempo, portanto não possuímos exatamente a mesma... idade, digamos assim.
Quando exercitamos a descoberta pessoal, começamos a conhecer e identificar nossos sentimentos, por que e como surgem, de que maneira melhor trabalhar com eles. São conhecimentos que aprimoraram nossa existência, nos tornam mais felizes porque já não nos iludimos tanto, não somos dominados pelas paixões que existem em nós e também sabemos transitar com mais segurança pelos domínios da matéria, vamos progressivamente nos tornando senhores da experiência, condição daquele que é desperto, não sofre mais se deixando levar pelos acontecimentos e necessidades, mas as olha sob outra perspectiva, sabendo aceitar a contingência da experiência material com controle para transformar, mudar o que seja possível, e, com a serenidade, a compreensão de deixar como está o que ainda não oferece condições de mudança e, portanto, precisa ser como é.
Manter sempre acesa a chama da esperança. A fé dá força ao ser humano para erguer a cabeça e desvendar as formas superiores de viver, mas a esperança é o que o sustém nesses mundos difíceis; é ela que nos ampara nas doenças ainda sem tratamento, nas separações de nossos familiares e amigos; nos momentos mais cruciais da vida é a esperança que nos lembra a importância da fé. Não cultive na fala a exortação de dificuldades e sofrimentos. Cultive a esperança, fale do bem, do amor, desperte nas pessoas o desejo de viver ou de conhecer a vida com novos olhos. É dessa forma que abreviamos o caminho entre uma visão animal da existência para uma visão espiritual. Agimos conforme pensamos e sentimos. Aí está a justiça do Criador, que dá a cada um o que necessita ao tempo certo e deixa que aprendamos por experiência pessoal o caminho que nos conduzirá a uma vida melhor.
Os sonhos são portas para a verdade. Através deles podemos entrar no mundo das almas que nos cercam, conversarmos com nossos antepassados, ou mesmo descobrir coisas a nosso respeito que não admitimos facilmente quando estamos presos à carne.
Na velhice nos preparamos para o ciclo da destruição do corpo, a vida nos prepara para nos desligarmos dele e nos manda avisos em forma de dores e debilidades, dizendo que aquela organização não serve mais para o nosso crescimento e está nos ensinando as últimas lições de desapego ao que é transitório. Assim como a morte de um homem é algo natural, também o é a morte de uma civilização. A covardia diante dos fatos da vida existe enquanto não deres atenção à fé e à esperança, elas são as bases que tornam um homem verdadeiramente forte e corajoso para enfrentar as experiências de crescimento que o Criador dispôs ao longo de nossa jornada.
Quanto mais desagradável um assunto, mais rápido ele deve ser atendido. Temas pendentes e assuntos mal resolvidos, acabam por aumentar e gerar problemas bem mais sérios no futuro.
Fonte:
Ana Cristina Vargas, A Virgem do Sol - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo, Boa Nova Editora, abril 2005.
Marcadores: amor, Ana Cristina Vargas, cavardia, dever, esperança, fé, medo, sofrimento, sonhos, velhice
terça-feira, abril 08, 2008
Explorações Fora do Corpo Físico
Vivemos em um Universo que pode ser dividido em duas partes: um é o Universo físico que observamos com os nossos olhos físicos e o outro é o Universo invisível (oculto) aos nossos olhos físicos. Obviamente, esses dois Universos interferem em nossa vida encarnada (através da energia associada a cada um deles), mas usualmente o Universo não-físico costuma passar despercebido de nossas cogitações diárias. Costuma-se esquecer que o Universo visível é mantido energeticamente pelo Universo invisível (a energia de sustentação dos objetos físicos costuma ser invisível aos olhos físicos). Isto pode ser fonte de problemas em nossa vida, pois estamos nos mantendo ignorantes de uma parte importante da realidade na qual estamos inseridos.
No entanto, todos nós costumamos explorar a realidade não-física diariamente, através de nossos sonhos durante nosso período de sono. O problema é que, geralmente, nós nos esquecemos da maior parte das lições recebidas nesse período, ficando elas registradas na forma inconsciente em nosso cérebro. Existem técnicas, na área de Psicologia, que procuram dar significado aos nossos sonhos alegóricos (técnicas de interpretação dos sonhos, iniciada por Freud), muitas vezes lembrados ao acordar de nosso sono. No entanto, existem técnicas mais interessantes de explorar o mundo invisível aos olhos físicos, mas que tornam-se visíveis aos nossos olhos espirituais. Essas técnicas costumam receber uma série de nomes, como sonhos lúcidos, visão remota, experiências fora do corpo, desdobramento ou viagem astral, etc. O interessante em todos esses experimentos é que conseguimos ver todo um Universo (físico e não-físico) com o nosso sentido de visão, estando nossas pálpebras físicas fechadas (não expondo nossos olhos físicos ao meio ambiente). Isso ocorre porque nosso sentido de visão (e todos os outros!) está sediado em nossa consciência, que se encontra localizada fora do nosso corpo físico, nas experiências relatadas acima.
O interessante nas técnicas mencionadas é que utilizando-as conseguimos explorar o mundo físico que vemos (com muito mais detalhes e flexibilidade) e o mundo não-físico, que não vemos no nosso estado de vigília, tanto no tempo presente, como no passado e no futuro (clarividência ou pré-cognição). Fica claro, dessa forma, que podemos viajar no tempo usando nosso corpo não-físico. Como pode ser percebido, o Universo explorável por essas técnicas é muito mais amplo do que o nosso Universo tridimensional, no qual mantemos focada a nossa consciência no dia-a-dia.
Marcadores: mundo astral, sonhos, Universo
