sábado, janeiro 06, 2018
O Fim e o Início
Todos nós caminhamos da investigação do mundo das formas para o conhecimento do mundo da alma. Cada fim é, em verdade, um novo início. O início e o fim são elos indissolúveis da cadeia de evolução individual e social que marca a trajetória da humanidade. Nunca o fim corresponde ao término, ao apagar das luzes, a ele sempre se sucede um novo início, uma outra história, que se faz sobre cinzas e pó, sobre monumentos destruídos; com as pedras de um templo se constrói outro. Nas nossas vidas se dá o mesmo. De um fato nasce outro; de um sentimento, de uma experiência, nascem outros. Nada jamais se acaba, tudo é uma grande sucessão no universo divino que caminha sob leis harmoniosas.
Em atos de violência só existe perdedor - perde a raça humana a oportunidade de desenvolver as faculdades superiores e sujeita-se, ainda, ao império dos instintos, às origens do reino animal.
Não é nada sábio cultivar o saudosismo (e muitas "tradições") e negar-se a acompanhar a marcha da vida. Os ciclos de nascimento e morte se sucedem individualmente. Cada um de nós desperta nesta vida recolhendo as mesmas condições em que viveu. Conforme o plantio é a colheita; a natureza não tem leis diferentes, ela é geral e homogênea.
O medo se liga à necessidade de conservação. Quando tememos uma mudança, surge forte o medo, é o instinto de conservação, que vai desde a conservação física até a conservação dos valores e crenças que nos sustentam no âmbito moral. Entendendo a si próprio, será mais fácil entender as dificuldades dos outros. A natureza não possui duas leis; a que serve para você serve, também, para seu próximo.
Todos os nossos sentimentos possuem direção, força e sentido. Se você os jogar para fora, em situações destrutivas, o efeito será o de uma veia aberta, escorrendo uma energia vital, deixando-o debilitado, produzindo sofrimento.
Efetivamente não possuímos senão aquilo que trouxemos conosco para este mundo. Como tudo é proporcional aos nossos méritos, se as pessoas são vazias interiormente, miseráveis hão de ter sido as condições em que chegaram. As pessoas não compreendem o elementar: que o homem realmente só possui de seu o que pode levar ao mundo material, o restante é empréstimo temporário que pertence ao mundo das formas físicas e fica com elas. A ninguém é pedido o que esteja além de suas forças.
Todos os problemas que surgem são desafios para ampliarmos nossas capacidades. Vamos encarar a dificuldade como uma boa oportunidade de crescimento.
Somos apenas semeadores nos corações alheios e agricultores dos nossos próprios corações. Não é possível cultivar em solo alheio. Se você jogou suas sementes, seja pela palavra, seja, principalmente, pelo exemplo de sua vivência, sua parte está realizada. A escolha das sementes a cultivar e o cuidado que dará a elas é tarefa da alçada de liberdade individual do outro (uso de seu livre arbítrio). Se ele não é ou não está como você gostaria ou sonhou, aguarde o tempo e compreenda que o trabalho de crescimento e auto-aprimoramento é pessoal, individual e intransferível. Realize o seu, é o que a vida lhe solicita fazer.
Chorar não resolve nada exteriormente, mas em muitas situações de crise, ameniza o universo interior, restabelecendo a harmonia e o controle das emoções. Esvazia alguns sentimentos cuja carga de energia se torna muito concentrada. Quando o calor é intenso demais, ele prenuncia ventos e chuva, que recolocarão as forças climáticas em ordem. As nossas lágrimas escoam os sentimentos exacerbados. Ninguém é fraco por chorar. É uma reação natural a um excesso de emoções a serem administradas, assim como nosso organismo tem outros mecanismos para livrar-se dos outros excessos que praticamos. As lágrimas não significam fraqueza ou doença, são simples reações da nossa natureza. Elas são um carinho do Criador, que nos deu esse mecanismo para aliviar e equilibrar nosso mundo interior. As lágrimas são o alívio de dores intoleráveis. Imagine o quanto sofre quem não chora.
Dizem que o homem a tudo se acostuma, mas a verdade é que há momentos em que se tolera muita coisa desagradável. O homem só se acostuma ao que lhe dá prazer; a dor e o sofrimento são, sempre e quando muito, apenas tolerados.
A guerra se alimenta da guerra. Nós a criamos e, cedo ou tarde, elas cobram seu preço, que é a vida de seu autor. O ódio que alguém carrega no peito é o mesmo que contamina seus adversários. As emoções são contagiosas. E lembre-se, o que existe e nos cerca no mundo exterior, foi atraído pelo nosso interior.
Quando sobrevém um momento turbulento em nossas vidas, devemos pensar que, se ele não viesse, seria pior, pois sofreríamos mais e permaneceríamos como pessoas mortas, sem exercitar nossas inteligências em busca da compreensão do melhor. O trabalho é constante na vida e, mesmo após a morte do corpo, o espírito prossegue em atividade. Vida é movimento. Morte é não atividade.
Do dito "mal" sempre haverá de nascer um bem maior, uma vez que o mal é apenas e tão-somente a ausência do bem. A vida é cheia de lições e cada um aprende aquela que é mais necessária a si naquele momento. Ninguém é realmente feliz perseverando numa conduta distanciada da harmonia com as leis naturais. Tudo possui seu tempo certo. O tempo serve a todos nós. Nele nos movemos e cada um aprende e experimenta uma lição diferente. Ainda que, em uma mesma circunstância, se reúnam dez pessoas, por exemplo, cada uma delas terá um aprendizado diferente. O tempo oportuniza iguais condições a todos, indistintamente. Aceite as pessoas. Lembre-se que elas têm o direito de errar. O Criador não espera a angelitude em nós, senão com a contribuição de muito tempo e muitas existências.
As pessoas estão se exercitando no crescimento, não se aflija pela experiência alheia. Só podemos ser de fato úteis a nossos irmãos em aprendizado doloroso quando somos capazes de não nos abater ante as dores necessárias ao desenvolvimento do ser. Ainda que sejam acerbas, são lições. Uma vez aprendidas, não mais será preciso repeti-las; é assim que a dor do presente se converte em prazer no futuro. É o grande objetivo das lutas na vida desenvolver nossas capacidades, fazer-nos evoluir, ensinando os caminhos do progresso.
Lembrar sempre que a posse das coisas da matéria é transitória e de todo mal nasce um bem e do erro, um progresso. A vida tem um sabor mais agradável quando se cultiva a coragem e a alegria. Isolando-nos fugimos da luta real. Sozinho, distante de tudo e de todos que nos incomodam, é fácil crer que atingimos grandes alturas espirituais e podemos sair pelo mundo afora a fazer conversões, curas e sei lá o que mais. Só que estamos cegos de nós mesmos, pois é no contato com nossos irmãos e suas dificuldades que podemos conhecer e avaliar as nossas. É na luta de inteligências que transformamos e desenvolvemos as capacidades superiores da alma. É assim que evoluímos.
A fúria é uma expressão do medo, ela destrói de dentro para fora. Muitas pessoas morrem num ataque de fúria. O medo que sentem é tão forte, lhes dá uma sensação tão aterradora que, desesperados, começam a quebrar e destruir o que têm pela frente; apenas desconhecem que essa força, antes de explodir no exterior, já explodiu no interior de sua constituição, quebrando, arrebentando e destruindo órgãos vitais. A raiva é seu instinto de defesa, de conservação, preparando-se para reagir a um ataque. Ela faz parte da nossa constituição espiritual, ainda; aceite-a, conheça-a, não lute contra ela. Discipline-a com o apoio da razão, veja a vida em sua expressão maior e os seres humanos com os quais convive exatamente como são: aprendizes, falhos como nós mesmos, sujeitos às leis sábias da vida que nos conduzirão a todos, embora cada um a seu tempo, a um mesmo fim de aprendizado, evolução e felicidade. Confie no que conhece. Sinta, experimente as verdades que estuda. O mundo não precisa de salvadores, precisa de homens conscientes de si e dispostos à mudança pessoal.
Se Deus consente e espera, por que nós deveríamos agir de outra forma? A casca do orgulho é grossa e pesada. É difícil aceitar que não podemos tudo e que também a nossa justiça tem limites. Aceite o outro como ele é, fale a sua verdade, se questionado, ou quando ela for aceita. Se rejeitada, deixe-o em paz. Isso também é humildade.
Há, em cada um de nós, as mesmas perguntas: Por que o sofrimento? Por que as lutas? Os nomes que damos ao sofrimento - perda, desilusão, morte, dor, doença, decepção, tristeza, amargura - importam apenas no contexto pessoal, definem um estado momentâneo, porque a palavra de entendimento universal para essas e outras situações é: sofrimento. Assim também as lutas que denominamos - problemas familiares, divergência de opinião, incompatibilidade de gênios, conflitos políticos, sociais, econômicos, miséria, riqueza, conflito de gerações, diferenças culturais, guerras internas e externas - tudo isso podemos resumir como lutas da existência humana. E tudo porque de um lado está um ser e do outro lado também está um ser, e eles manifestam diferentes experiências evolutivas. E simplesmente não se compreendem, pois, ao invés de cantar glórias à diversidade, querem impor a igualdade a qualquer custo, sem atentar que a natureza nos aponta a absoluta impossibilidade de tal realização, já que não há um ser absolutamente igual ao outro. Não existe! Entretanto, na diversidade da criação reina a harmonia em todo o universo. Só o universo do homem sobre a Terra, por não admitir a diversidade e aprender com ela, vive em luta permanente. Nessa refrega desenvolvemos o intelecto e os sentimentos, até que exaustos deles aprendemos a evitá-los, desenvolvendo condutas compreensivas das diversidades de manifestação dos seres. Sofremos e lutamos para nosso aprendizado e evolução - lei divina universal -, para cultivarmos o bom uso da liberdade, sabedores que somos os construtores do nosso destino, evitando os charcos que anteriormente nos fizeram sofrer ou lutar. O Criador, o Deus Supremo, não importa o nome pelo qual o designamos, é a essência do amor, e a vida é a expressão desse amor. Ele não nos criou para lutar e sofrer, essas são necessidades evolutivas do nosso atual momento. Quanto antes aprendermos a viver a essência divina, a acordar o anjo que vive em cada um, mais rápido nos libertaremos dos grilhões das lutas e dos sofrimentos.
A Terra. Jardim de diversidades humanas. Quanto nos oferece de aprendizado! É sobre o solo dela, envergando corpos à base de carbono, que precisamos desenvolver conscientemente nossa capacidade de amar. Justamente porque existem todas as espécies é que esta é a escola de redenção. Daqui saímos aptos a viver num mundo ainda material, onde ainda experimentamos sensações e desejos, mas livres das paixões desordenadas que escravizam moralmente tantas criaturas; já estaremos livres do orgulho que cala os sentimentos, das torturas indizíveis e cruéis da inveja, do ciúme; o medo perderá seu império; a ira cederá lugar à ponderação e ao equilíbrio no comportamento humano; a justiça será conhecida e praticada por todos, as desigualdades sociais desaparecerão, pois, cientes da verdade maior, todos quererão apenas o suficiente dos bens do mundo físico; o Criador, independente do nome sob o qual seja cultuado, será bandeira de união e não de guerra. O Criador vive em estado intuitivo nas nossas consciências; poucos esforçam-se para tentar compreendê-lo e as suas leis. Sabemos que a maldade não passa de ausência do bem, entendemos que não são caracteres maus, são irrefletidos, inconsequentes, maliciosos, desatentos ao aproveitamento do tempo e das oportunidades que recebem de avançar. O endurecimento e o apego às coisas da Terra acabam por gerar nossa dor e infelicidade.
Em atos de violência só existe perdedor - perde a raça humana a oportunidade de desenvolver as faculdades superiores e sujeita-se, ainda, ao império dos instintos, às origens do reino animal.
Não é nada sábio cultivar o saudosismo (e muitas "tradições") e negar-se a acompanhar a marcha da vida. Os ciclos de nascimento e morte se sucedem individualmente. Cada um de nós desperta nesta vida recolhendo as mesmas condições em que viveu. Conforme o plantio é a colheita; a natureza não tem leis diferentes, ela é geral e homogênea.
O medo se liga à necessidade de conservação. Quando tememos uma mudança, surge forte o medo, é o instinto de conservação, que vai desde a conservação física até a conservação dos valores e crenças que nos sustentam no âmbito moral. Entendendo a si próprio, será mais fácil entender as dificuldades dos outros. A natureza não possui duas leis; a que serve para você serve, também, para seu próximo.
Todos os nossos sentimentos possuem direção, força e sentido. Se você os jogar para fora, em situações destrutivas, o efeito será o de uma veia aberta, escorrendo uma energia vital, deixando-o debilitado, produzindo sofrimento.
Efetivamente não possuímos senão aquilo que trouxemos conosco para este mundo. Como tudo é proporcional aos nossos méritos, se as pessoas são vazias interiormente, miseráveis hão de ter sido as condições em que chegaram. As pessoas não compreendem o elementar: que o homem realmente só possui de seu o que pode levar ao mundo material, o restante é empréstimo temporário que pertence ao mundo das formas físicas e fica com elas. A ninguém é pedido o que esteja além de suas forças.
Todos os problemas que surgem são desafios para ampliarmos nossas capacidades. Vamos encarar a dificuldade como uma boa oportunidade de crescimento.
Somos apenas semeadores nos corações alheios e agricultores dos nossos próprios corações. Não é possível cultivar em solo alheio. Se você jogou suas sementes, seja pela palavra, seja, principalmente, pelo exemplo de sua vivência, sua parte está realizada. A escolha das sementes a cultivar e o cuidado que dará a elas é tarefa da alçada de liberdade individual do outro (uso de seu livre arbítrio). Se ele não é ou não está como você gostaria ou sonhou, aguarde o tempo e compreenda que o trabalho de crescimento e auto-aprimoramento é pessoal, individual e intransferível. Realize o seu, é o que a vida lhe solicita fazer.
Chorar não resolve nada exteriormente, mas em muitas situações de crise, ameniza o universo interior, restabelecendo a harmonia e o controle das emoções. Esvazia alguns sentimentos cuja carga de energia se torna muito concentrada. Quando o calor é intenso demais, ele prenuncia ventos e chuva, que recolocarão as forças climáticas em ordem. As nossas lágrimas escoam os sentimentos exacerbados. Ninguém é fraco por chorar. É uma reação natural a um excesso de emoções a serem administradas, assim como nosso organismo tem outros mecanismos para livrar-se dos outros excessos que praticamos. As lágrimas não significam fraqueza ou doença, são simples reações da nossa natureza. Elas são um carinho do Criador, que nos deu esse mecanismo para aliviar e equilibrar nosso mundo interior. As lágrimas são o alívio de dores intoleráveis. Imagine o quanto sofre quem não chora.
Dizem que o homem a tudo se acostuma, mas a verdade é que há momentos em que se tolera muita coisa desagradável. O homem só se acostuma ao que lhe dá prazer; a dor e o sofrimento são, sempre e quando muito, apenas tolerados.
A guerra se alimenta da guerra. Nós a criamos e, cedo ou tarde, elas cobram seu preço, que é a vida de seu autor. O ódio que alguém carrega no peito é o mesmo que contamina seus adversários. As emoções são contagiosas. E lembre-se, o que existe e nos cerca no mundo exterior, foi atraído pelo nosso interior.
Quando sobrevém um momento turbulento em nossas vidas, devemos pensar que, se ele não viesse, seria pior, pois sofreríamos mais e permaneceríamos como pessoas mortas, sem exercitar nossas inteligências em busca da compreensão do melhor. O trabalho é constante na vida e, mesmo após a morte do corpo, o espírito prossegue em atividade. Vida é movimento. Morte é não atividade.
Do dito "mal" sempre haverá de nascer um bem maior, uma vez que o mal é apenas e tão-somente a ausência do bem. A vida é cheia de lições e cada um aprende aquela que é mais necessária a si naquele momento. Ninguém é realmente feliz perseverando numa conduta distanciada da harmonia com as leis naturais. Tudo possui seu tempo certo. O tempo serve a todos nós. Nele nos movemos e cada um aprende e experimenta uma lição diferente. Ainda que, em uma mesma circunstância, se reúnam dez pessoas, por exemplo, cada uma delas terá um aprendizado diferente. O tempo oportuniza iguais condições a todos, indistintamente. Aceite as pessoas. Lembre-se que elas têm o direito de errar. O Criador não espera a angelitude em nós, senão com a contribuição de muito tempo e muitas existências.
As pessoas estão se exercitando no crescimento, não se aflija pela experiência alheia. Só podemos ser de fato úteis a nossos irmãos em aprendizado doloroso quando somos capazes de não nos abater ante as dores necessárias ao desenvolvimento do ser. Ainda que sejam acerbas, são lições. Uma vez aprendidas, não mais será preciso repeti-las; é assim que a dor do presente se converte em prazer no futuro. É o grande objetivo das lutas na vida desenvolver nossas capacidades, fazer-nos evoluir, ensinando os caminhos do progresso.
Lembrar sempre que a posse das coisas da matéria é transitória e de todo mal nasce um bem e do erro, um progresso. A vida tem um sabor mais agradável quando se cultiva a coragem e a alegria. Isolando-nos fugimos da luta real. Sozinho, distante de tudo e de todos que nos incomodam, é fácil crer que atingimos grandes alturas espirituais e podemos sair pelo mundo afora a fazer conversões, curas e sei lá o que mais. Só que estamos cegos de nós mesmos, pois é no contato com nossos irmãos e suas dificuldades que podemos conhecer e avaliar as nossas. É na luta de inteligências que transformamos e desenvolvemos as capacidades superiores da alma. É assim que evoluímos.
A fúria é uma expressão do medo, ela destrói de dentro para fora. Muitas pessoas morrem num ataque de fúria. O medo que sentem é tão forte, lhes dá uma sensação tão aterradora que, desesperados, começam a quebrar e destruir o que têm pela frente; apenas desconhecem que essa força, antes de explodir no exterior, já explodiu no interior de sua constituição, quebrando, arrebentando e destruindo órgãos vitais. A raiva é seu instinto de defesa, de conservação, preparando-se para reagir a um ataque. Ela faz parte da nossa constituição espiritual, ainda; aceite-a, conheça-a, não lute contra ela. Discipline-a com o apoio da razão, veja a vida em sua expressão maior e os seres humanos com os quais convive exatamente como são: aprendizes, falhos como nós mesmos, sujeitos às leis sábias da vida que nos conduzirão a todos, embora cada um a seu tempo, a um mesmo fim de aprendizado, evolução e felicidade. Confie no que conhece. Sinta, experimente as verdades que estuda. O mundo não precisa de salvadores, precisa de homens conscientes de si e dispostos à mudança pessoal.
Se Deus consente e espera, por que nós deveríamos agir de outra forma? A casca do orgulho é grossa e pesada. É difícil aceitar que não podemos tudo e que também a nossa justiça tem limites. Aceite o outro como ele é, fale a sua verdade, se questionado, ou quando ela for aceita. Se rejeitada, deixe-o em paz. Isso também é humildade.
Há, em cada um de nós, as mesmas perguntas: Por que o sofrimento? Por que as lutas? Os nomes que damos ao sofrimento - perda, desilusão, morte, dor, doença, decepção, tristeza, amargura - importam apenas no contexto pessoal, definem um estado momentâneo, porque a palavra de entendimento universal para essas e outras situações é: sofrimento. Assim também as lutas que denominamos - problemas familiares, divergência de opinião, incompatibilidade de gênios, conflitos políticos, sociais, econômicos, miséria, riqueza, conflito de gerações, diferenças culturais, guerras internas e externas - tudo isso podemos resumir como lutas da existência humana. E tudo porque de um lado está um ser e do outro lado também está um ser, e eles manifestam diferentes experiências evolutivas. E simplesmente não se compreendem, pois, ao invés de cantar glórias à diversidade, querem impor a igualdade a qualquer custo, sem atentar que a natureza nos aponta a absoluta impossibilidade de tal realização, já que não há um ser absolutamente igual ao outro. Não existe! Entretanto, na diversidade da criação reina a harmonia em todo o universo. Só o universo do homem sobre a Terra, por não admitir a diversidade e aprender com ela, vive em luta permanente. Nessa refrega desenvolvemos o intelecto e os sentimentos, até que exaustos deles aprendemos a evitá-los, desenvolvendo condutas compreensivas das diversidades de manifestação dos seres. Sofremos e lutamos para nosso aprendizado e evolução - lei divina universal -, para cultivarmos o bom uso da liberdade, sabedores que somos os construtores do nosso destino, evitando os charcos que anteriormente nos fizeram sofrer ou lutar. O Criador, o Deus Supremo, não importa o nome pelo qual o designamos, é a essência do amor, e a vida é a expressão desse amor. Ele não nos criou para lutar e sofrer, essas são necessidades evolutivas do nosso atual momento. Quanto antes aprendermos a viver a essência divina, a acordar o anjo que vive em cada um, mais rápido nos libertaremos dos grilhões das lutas e dos sofrimentos.
A Terra. Jardim de diversidades humanas. Quanto nos oferece de aprendizado! É sobre o solo dela, envergando corpos à base de carbono, que precisamos desenvolver conscientemente nossa capacidade de amar. Justamente porque existem todas as espécies é que esta é a escola de redenção. Daqui saímos aptos a viver num mundo ainda material, onde ainda experimentamos sensações e desejos, mas livres das paixões desordenadas que escravizam moralmente tantas criaturas; já estaremos livres do orgulho que cala os sentimentos, das torturas indizíveis e cruéis da inveja, do ciúme; o medo perderá seu império; a ira cederá lugar à ponderação e ao equilíbrio no comportamento humano; a justiça será conhecida e praticada por todos, as desigualdades sociais desaparecerão, pois, cientes da verdade maior, todos quererão apenas o suficiente dos bens do mundo físico; o Criador, independente do nome sob o qual seja cultuado, será bandeira de união e não de guerra. O Criador vive em estado intuitivo nas nossas consciências; poucos esforçam-se para tentar compreendê-lo e as suas leis. Sabemos que a maldade não passa de ausência do bem, entendemos que não são caracteres maus, são irrefletidos, inconsequentes, maliciosos, desatentos ao aproveitamento do tempo e das oportunidades que recebem de avançar. O endurecimento e o apego às coisas da Terra acabam por gerar nossa dor e infelicidade.
Ana Cristina Vargas, O Fim e o Início - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo, Boa Nova Editora, abril 2005.
Marcadores: Ana Cristina Vargas, chorar, fúria, instinto de conservação, lágrimas, mal, medo, Natureza, posses, problema, saudosismo, sentimento, tradição, violência
sexta-feira, dezembro 29, 2017
A Virgem do Sol
Não importa o que nos seja feito, seja a nossa a conduta do pacífico, do manso. A natureza destrói, sem piedade, os seres que se opõem à suas forças quando em fúria,mas preserva os dóceis, os mansos, aqueles que sabem se curvar e se erguer conforme as necessidades do momento. A sabedoria não está em termos apenas uma atitude na vida, mas em sermos coerentes com nossos valores em cada momento da vida e adotarmos atitudes conformes com as necessidades expressas no tempo. Há situações em que abrir mão de nossas opiniões é prudente, necessário, principalmente quando elas apontam a convergência a um bem comum e maior ou nos mostram que realmente estamos enganados em nosso pensar, mas ceder sempre e sem critérios anula nossa personalidade e nos conduz a uma sensação de inferioridade e impotência. A rigidez é sacrificada na natureza e pessoas rígidas sacrificam a própria felicidade e a paz.
Aprender a harmonizar-se com a vida é uma trajetória longa, muito longa. Os homens ainda não a compreendem. Conforme crescemos mudam as nossas necessidades e a compreensão que temos dos fatos.
O que é o dever? O dever é o que nos dá a paz. Eu não poderia jamais viver com tranquilidade se minha consciência apontasse a falta para com um dever. O dever é o guardião interno da nossa paz e felicidade; se vivermos bem com ele estamos protegidos e seremos, andando em compasso com as leis supremas do universo. Entendo por vício o uso abusivo, que foge à relação de equilíbrio que nos garante a saúde. O dever é o guardião de nossa paz e felicidade, porque nos dá o limite para nossa ação, nos educa e é essa a razão por que, dentre toda criação, é a partir da espécie humana que aprendemos ser possível agir contra a vontade ditada pelos instintos, atendendo a compreensão de algo que divisamos maior - a obediência a uma lei natural, que se constitui em um dever do qual advirá a nossa felicidade real e duradoura como espíritos.
Não há sofrimento onde existe compreensão. Quando muito sentimos a visita de uma tristeza passageira, mas uma esperança cálida e firme de que a felicidade maior advém da mente em paz e do coração tranquilo. O sofrimento reflete sempre uma alma irresignada, revoltada e ignorante das coisas eternas do espírito.
Só o amor é capaz de fazer o homem superar suas imperfeições. O amor é tão sábio e conduz com tanta inteligência o homem que ele ensina a amar o dever. Todo conhecimento exposto de fora para dentro está sujeito a ser testado e fracassar.
O medo é um inimigo cruel e impiedoso. Ele engana a alma porque fez parte de nossa evolução e foi nosso protetor em tempos remotos quando ainda desenvolvíamos nossa identidade de espíritos imortais, estagiando nos reinos inferiores da natureza; era ele que despertava em nós o instinto de conservação, de proteção e valorização da experiência de viver, mas conforme evoluímos é necessário aprender a domá-lo. Reconhecer os limites de atuação e não deixar que ele habite em nossa mente. As criações imaginárias são as mais temíveis, porque não há fato que se possa contrapor-lhes, não aceitam argumento lógico e racional. Não desenvolva em você esse medo. Encare cada experiência em seu momento, esse é o segredo da segurança e da estabilidade. Veja o exemplo da natureza que a cerca, as estrelas não se mostram à luz do sol, e os animais que saem à noite não são os mesmos que caçam durante o dia. Cada coisa tem sua hora de agir e a aguarda. Cada momento tem sua lição e sua beleza, até mesmo a destruição encerra aprendizados preciosos e é uma necessidade da natureza. Portanto, não tema. Confie. Alimente seu espírito na esperança, na fé e na confiança na sabedoria divina. Tudo na vida são estágios, são etapas que devemos cumprir para avançar. Olhe o céu e pense que as estrelas são casas onde você irá habitar e cada uma delas representa um estágio no seu desenvolvimento e para mudar-se de uma para outra você necessitará passar por transformações que não se operam sem destruições. O que muda é a forma como elas - as transformações - se operam. Algumas são bruscas e violentas, outras são lentas e pacíficas, depende de quem as conduz. Não se deixe enganar pensando que o medo auxilia sua evolução neste momento; agora ele é o gigante que se põe à porta da caverna e tenta impedir a ação das forças do amor e do dever.
A ciência e o amor são o equilíbrio um do outro, como um par bem afinado, se completam sendo diferentes entre si. Quando privilegiamos um desses lados e esquecemos o outro, andamos em uma faixa de desequilíbrio, quebramos a lei da harmonia que os colocou juntos em nosso ser. Somos seres imortais, ligados a um corpo sujeito ao nascimento e à morte; como espíritos cada qual surgiu a seu tempo, portanto não possuímos exatamente a mesma... idade, digamos assim.
Quando exercitamos a descoberta pessoal, começamos a conhecer e identificar nossos sentimentos, por que e como surgem, de que maneira melhor trabalhar com eles. São conhecimentos que aprimoraram nossa existência, nos tornam mais felizes porque já não nos iludimos tanto, não somos dominados pelas paixões que existem em nós e também sabemos transitar com mais segurança pelos domínios da matéria, vamos progressivamente nos tornando senhores da experiência, condição daquele que é desperto, não sofre mais se deixando levar pelos acontecimentos e necessidades, mas as olha sob outra perspectiva, sabendo aceitar a contingência da experiência material com controle para transformar, mudar o que seja possível, e, com a serenidade, a compreensão de deixar como está o que ainda não oferece condições de mudança e, portanto, precisa ser como é.
Manter sempre acesa a chama da esperança. A fé dá força ao ser humano para erguer a cabeça e desvendar as formas superiores de viver, mas a esperança é o que o sustém nesses mundos difíceis; é ela que nos ampara nas doenças ainda sem tratamento, nas separações de nossos familiares e amigos; nos momentos mais cruciais da vida é a esperança que nos lembra a importância da fé. Não cultive na fala a exortação de dificuldades e sofrimentos. Cultive a esperança, fale do bem, do amor, desperte nas pessoas o desejo de viver ou de conhecer a vida com novos olhos. É dessa forma que abreviamos o caminho entre uma visão animal da existência para uma visão espiritual. Agimos conforme pensamos e sentimos. Aí está a justiça do Criador, que dá a cada um o que necessita ao tempo certo e deixa que aprendamos por experiência pessoal o caminho que nos conduzirá a uma vida melhor.
Os sonhos são portas para a verdade. Através deles podemos entrar no mundo das almas que nos cercam, conversarmos com nossos antepassados, ou mesmo descobrir coisas a nosso respeito que não admitimos facilmente quando estamos presos à carne.
Na velhice nos preparamos para o ciclo da destruição do corpo, a vida nos prepara para nos desligarmos dele e nos manda avisos em forma de dores e debilidades, dizendo que aquela organização não serve mais para o nosso crescimento e está nos ensinando as últimas lições de desapego ao que é transitório. Assim como a morte de um homem é algo natural, também o é a morte de uma civilização. A covardia diante dos fatos da vida existe enquanto não deres atenção à fé e à esperança, elas são as bases que tornam um homem verdadeiramente forte e corajoso para enfrentar as experiências de crescimento que o Criador dispôs ao longo de nossa jornada.
Quanto mais desagradável um assunto, mais rápido ele deve ser atendido. Temas pendentes e assuntos mal resolvidos, acabam por aumentar e gerar problemas bem mais sérios no futuro.
Aprender a harmonizar-se com a vida é uma trajetória longa, muito longa. Os homens ainda não a compreendem. Conforme crescemos mudam as nossas necessidades e a compreensão que temos dos fatos.
O que é o dever? O dever é o que nos dá a paz. Eu não poderia jamais viver com tranquilidade se minha consciência apontasse a falta para com um dever. O dever é o guardião interno da nossa paz e felicidade; se vivermos bem com ele estamos protegidos e seremos, andando em compasso com as leis supremas do universo. Entendo por vício o uso abusivo, que foge à relação de equilíbrio que nos garante a saúde. O dever é o guardião de nossa paz e felicidade, porque nos dá o limite para nossa ação, nos educa e é essa a razão por que, dentre toda criação, é a partir da espécie humana que aprendemos ser possível agir contra a vontade ditada pelos instintos, atendendo a compreensão de algo que divisamos maior - a obediência a uma lei natural, que se constitui em um dever do qual advirá a nossa felicidade real e duradoura como espíritos.
Não há sofrimento onde existe compreensão. Quando muito sentimos a visita de uma tristeza passageira, mas uma esperança cálida e firme de que a felicidade maior advém da mente em paz e do coração tranquilo. O sofrimento reflete sempre uma alma irresignada, revoltada e ignorante das coisas eternas do espírito.
Só o amor é capaz de fazer o homem superar suas imperfeições. O amor é tão sábio e conduz com tanta inteligência o homem que ele ensina a amar o dever. Todo conhecimento exposto de fora para dentro está sujeito a ser testado e fracassar.
O medo é um inimigo cruel e impiedoso. Ele engana a alma porque fez parte de nossa evolução e foi nosso protetor em tempos remotos quando ainda desenvolvíamos nossa identidade de espíritos imortais, estagiando nos reinos inferiores da natureza; era ele que despertava em nós o instinto de conservação, de proteção e valorização da experiência de viver, mas conforme evoluímos é necessário aprender a domá-lo. Reconhecer os limites de atuação e não deixar que ele habite em nossa mente. As criações imaginárias são as mais temíveis, porque não há fato que se possa contrapor-lhes, não aceitam argumento lógico e racional. Não desenvolva em você esse medo. Encare cada experiência em seu momento, esse é o segredo da segurança e da estabilidade. Veja o exemplo da natureza que a cerca, as estrelas não se mostram à luz do sol, e os animais que saem à noite não são os mesmos que caçam durante o dia. Cada coisa tem sua hora de agir e a aguarda. Cada momento tem sua lição e sua beleza, até mesmo a destruição encerra aprendizados preciosos e é uma necessidade da natureza. Portanto, não tema. Confie. Alimente seu espírito na esperança, na fé e na confiança na sabedoria divina. Tudo na vida são estágios, são etapas que devemos cumprir para avançar. Olhe o céu e pense que as estrelas são casas onde você irá habitar e cada uma delas representa um estágio no seu desenvolvimento e para mudar-se de uma para outra você necessitará passar por transformações que não se operam sem destruições. O que muda é a forma como elas - as transformações - se operam. Algumas são bruscas e violentas, outras são lentas e pacíficas, depende de quem as conduz. Não se deixe enganar pensando que o medo auxilia sua evolução neste momento; agora ele é o gigante que se põe à porta da caverna e tenta impedir a ação das forças do amor e do dever.
A ciência e o amor são o equilíbrio um do outro, como um par bem afinado, se completam sendo diferentes entre si. Quando privilegiamos um desses lados e esquecemos o outro, andamos em uma faixa de desequilíbrio, quebramos a lei da harmonia que os colocou juntos em nosso ser. Somos seres imortais, ligados a um corpo sujeito ao nascimento e à morte; como espíritos cada qual surgiu a seu tempo, portanto não possuímos exatamente a mesma... idade, digamos assim.
Quando exercitamos a descoberta pessoal, começamos a conhecer e identificar nossos sentimentos, por que e como surgem, de que maneira melhor trabalhar com eles. São conhecimentos que aprimoraram nossa existência, nos tornam mais felizes porque já não nos iludimos tanto, não somos dominados pelas paixões que existem em nós e também sabemos transitar com mais segurança pelos domínios da matéria, vamos progressivamente nos tornando senhores da experiência, condição daquele que é desperto, não sofre mais se deixando levar pelos acontecimentos e necessidades, mas as olha sob outra perspectiva, sabendo aceitar a contingência da experiência material com controle para transformar, mudar o que seja possível, e, com a serenidade, a compreensão de deixar como está o que ainda não oferece condições de mudança e, portanto, precisa ser como é.
Manter sempre acesa a chama da esperança. A fé dá força ao ser humano para erguer a cabeça e desvendar as formas superiores de viver, mas a esperança é o que o sustém nesses mundos difíceis; é ela que nos ampara nas doenças ainda sem tratamento, nas separações de nossos familiares e amigos; nos momentos mais cruciais da vida é a esperança que nos lembra a importância da fé. Não cultive na fala a exortação de dificuldades e sofrimentos. Cultive a esperança, fale do bem, do amor, desperte nas pessoas o desejo de viver ou de conhecer a vida com novos olhos. É dessa forma que abreviamos o caminho entre uma visão animal da existência para uma visão espiritual. Agimos conforme pensamos e sentimos. Aí está a justiça do Criador, que dá a cada um o que necessita ao tempo certo e deixa que aprendamos por experiência pessoal o caminho que nos conduzirá a uma vida melhor.
Os sonhos são portas para a verdade. Através deles podemos entrar no mundo das almas que nos cercam, conversarmos com nossos antepassados, ou mesmo descobrir coisas a nosso respeito que não admitimos facilmente quando estamos presos à carne.
Na velhice nos preparamos para o ciclo da destruição do corpo, a vida nos prepara para nos desligarmos dele e nos manda avisos em forma de dores e debilidades, dizendo que aquela organização não serve mais para o nosso crescimento e está nos ensinando as últimas lições de desapego ao que é transitório. Assim como a morte de um homem é algo natural, também o é a morte de uma civilização. A covardia diante dos fatos da vida existe enquanto não deres atenção à fé e à esperança, elas são as bases que tornam um homem verdadeiramente forte e corajoso para enfrentar as experiências de crescimento que o Criador dispôs ao longo de nossa jornada.
Quanto mais desagradável um assunto, mais rápido ele deve ser atendido. Temas pendentes e assuntos mal resolvidos, acabam por aumentar e gerar problemas bem mais sérios no futuro.
Fonte:
Ana Cristina Vargas, A Virgem do Sol - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo, Boa Nova Editora, abril 2005.
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quarta-feira, outubro 11, 2017
O Herdeiro
Trechos deste livro [1] de Ana Cristina Vargas.
Eu tenho só uma boca, portanto não preciso de duas canecas. Só posso estar em um local de cada vez; para que desejar um castelo com muitos cômodos? Descobrir o que é essencial na sua vida é o segredo de estar bem. Aprender a conhecer quais são os desejos realmente necessários à sua vida e quais são os supérfluos lhe dará estabilidade para navegar no mar das coisas materiais, e seu coração é seu leme e bússola a um só tempo; se você orientar o rumo às necessidades reais, estará ao abrigo das tempestades geradas pelas paixões alimentadas, quase sempre, pela satisfação dos desejos supérfluos. Se você não se tornou senhor de si mesmo, não queira ter a pretensão de governar ou dirigir os outros.
O afeto dos animais é cheio de liberdade e carinho, eles não nos aprisionam, nem se aprisionam, simplesmente vivem e deixam viver que com eles se relaciona, enquanto que nós os humanos, dotados de plena capacidade de sentir e raciocinar, nos perdemos em apegos pueris e construímos relacionamentos que são prisões, onde se fecham um certo número de pessoas sem, muitas vezes, direito ao exercício da própria individualidade, tornando-se obrigatoriamente modelos do que o outro deseja.
Referância:
[1] Ana Cristina Vargas, O Herdeiro [Primeiro volume da série Os Quatro Cantos do Mundo], Boa Nova Editora, 2004. ISBN: 85-86470-32-5.
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