Thursday, October 25, 2018
O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 11
Abaixo trechos da Referência [1] e sequência de [2].
Muitos fármacos só funcionam porque se espera isso deles, não porque tenham algum efeito bioquímico no organismo. Sem a crença de estar recebendo um benefício verdadeiro, o cérebro simplesmente irá bloquear o funcionamento do medicamento. Portanto, é a mente diz ao corpo para dar início ou não às reações bioquímicas necessárias para a cura.
Várias pesquisas confirmam que a cura do organismo é regulada pelo cérebro. Esse fato foi demonstrado repetidas vezes, inclusive por diversas pesquisas sobre antidepressivos, em que esses não conseguiram superar os efeitos do placebo. A boa notícia é que estamos no controle do nosso cérebro, que cumpre nossas instruções sob a forma de crenças e expectativas, positivas e negativas, conscientes e inconscientes. Ou seja, somos o que acreditamos. Assim, talvez, seja hora de mudar a maneira como pensamos no poder que temos sobre nossa própria capacidade de cura.
Referências:
[1] Andreas Moritz, O câncer não é uma doença, é um mecanismo de cura. Descubra a razão oculta do câncer, cure suas causas profundas e melhore sua saúde como nunca!, Madras Editora, 2018. ISBN: 978-85-370-1125-6.
[2] Postagem deste blog: Saúde Perfeita: O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 10
Labels: cancer, cérebro, medicamentos, placebo, saúde, sentimento
Saturday, January 06, 2018
O Fim e o Início
Em atos de violência só existe perdedor - perde a raça humana a oportunidade de desenvolver as faculdades superiores e sujeita-se, ainda, ao império dos instintos, às origens do reino animal.
Não é nada sábio cultivar o saudosismo (e muitas "tradições") e negar-se a acompanhar a marcha da vida. Os ciclos de nascimento e morte se sucedem individualmente. Cada um de nós desperta nesta vida recolhendo as mesmas condições em que viveu. Conforme o plantio é a colheita; a natureza não tem leis diferentes, ela é geral e homogênea.
O medo se liga à necessidade de conservação. Quando tememos uma mudança, surge forte o medo, é o instinto de conservação, que vai desde a conservação física até a conservação dos valores e crenças que nos sustentam no âmbito moral. Entendendo a si próprio, será mais fácil entender as dificuldades dos outros. A natureza não possui duas leis; a que serve para você serve, também, para seu próximo.
Todos os nossos sentimentos possuem direção, força e sentido. Se você os jogar para fora, em situações destrutivas, o efeito será o de uma veia aberta, escorrendo uma energia vital, deixando-o debilitado, produzindo sofrimento.
Efetivamente não possuímos senão aquilo que trouxemos conosco para este mundo. Como tudo é proporcional aos nossos méritos, se as pessoas são vazias interiormente, miseráveis hão de ter sido as condições em que chegaram. As pessoas não compreendem o elementar: que o homem realmente só possui de seu o que pode levar ao mundo material, o restante é empréstimo temporário que pertence ao mundo das formas físicas e fica com elas. A ninguém é pedido o que esteja além de suas forças.
Todos os problemas que surgem são desafios para ampliarmos nossas capacidades. Vamos encarar a dificuldade como uma boa oportunidade de crescimento.
Somos apenas semeadores nos corações alheios e agricultores dos nossos próprios corações. Não é possível cultivar em solo alheio. Se você jogou suas sementes, seja pela palavra, seja, principalmente, pelo exemplo de sua vivência, sua parte está realizada. A escolha das sementes a cultivar e o cuidado que dará a elas é tarefa da alçada de liberdade individual do outro (uso de seu livre arbítrio). Se ele não é ou não está como você gostaria ou sonhou, aguarde o tempo e compreenda que o trabalho de crescimento e auto-aprimoramento é pessoal, individual e intransferível. Realize o seu, é o que a vida lhe solicita fazer.
Chorar não resolve nada exteriormente, mas em muitas situações de crise, ameniza o universo interior, restabelecendo a harmonia e o controle das emoções. Esvazia alguns sentimentos cuja carga de energia se torna muito concentrada. Quando o calor é intenso demais, ele prenuncia ventos e chuva, que recolocarão as forças climáticas em ordem. As nossas lágrimas escoam os sentimentos exacerbados. Ninguém é fraco por chorar. É uma reação natural a um excesso de emoções a serem administradas, assim como nosso organismo tem outros mecanismos para livrar-se dos outros excessos que praticamos. As lágrimas não significam fraqueza ou doença, são simples reações da nossa natureza. Elas são um carinho do Criador, que nos deu esse mecanismo para aliviar e equilibrar nosso mundo interior. As lágrimas são o alívio de dores intoleráveis. Imagine o quanto sofre quem não chora.
Dizem que o homem a tudo se acostuma, mas a verdade é que há momentos em que se tolera muita coisa desagradável. O homem só se acostuma ao que lhe dá prazer; a dor e o sofrimento são, sempre e quando muito, apenas tolerados.
A guerra se alimenta da guerra. Nós a criamos e, cedo ou tarde, elas cobram seu preço, que é a vida de seu autor. O ódio que alguém carrega no peito é o mesmo que contamina seus adversários. As emoções são contagiosas. E lembre-se, o que existe e nos cerca no mundo exterior, foi atraído pelo nosso interior.
Quando sobrevém um momento turbulento em nossas vidas, devemos pensar que, se ele não viesse, seria pior, pois sofreríamos mais e permaneceríamos como pessoas mortas, sem exercitar nossas inteligências em busca da compreensão do melhor. O trabalho é constante na vida e, mesmo após a morte do corpo, o espírito prossegue em atividade. Vida é movimento. Morte é não atividade.
Do dito "mal" sempre haverá de nascer um bem maior, uma vez que o mal é apenas e tão-somente a ausência do bem. A vida é cheia de lições e cada um aprende aquela que é mais necessária a si naquele momento. Ninguém é realmente feliz perseverando numa conduta distanciada da harmonia com as leis naturais. Tudo possui seu tempo certo. O tempo serve a todos nós. Nele nos movemos e cada um aprende e experimenta uma lição diferente. Ainda que, em uma mesma circunstância, se reúnam dez pessoas, por exemplo, cada uma delas terá um aprendizado diferente. O tempo oportuniza iguais condições a todos, indistintamente. Aceite as pessoas. Lembre-se que elas têm o direito de errar. O Criador não espera a angelitude em nós, senão com a contribuição de muito tempo e muitas existências.
As pessoas estão se exercitando no crescimento, não se aflija pela experiência alheia. Só podemos ser de fato úteis a nossos irmãos em aprendizado doloroso quando somos capazes de não nos abater ante as dores necessárias ao desenvolvimento do ser. Ainda que sejam acerbas, são lições. Uma vez aprendidas, não mais será preciso repeti-las; é assim que a dor do presente se converte em prazer no futuro. É o grande objetivo das lutas na vida desenvolver nossas capacidades, fazer-nos evoluir, ensinando os caminhos do progresso.
Lembrar sempre que a posse das coisas da matéria é transitória e de todo mal nasce um bem e do erro, um progresso. A vida tem um sabor mais agradável quando se cultiva a coragem e a alegria. Isolando-nos fugimos da luta real. Sozinho, distante de tudo e de todos que nos incomodam, é fácil crer que atingimos grandes alturas espirituais e podemos sair pelo mundo afora a fazer conversões, curas e sei lá o que mais. Só que estamos cegos de nós mesmos, pois é no contato com nossos irmãos e suas dificuldades que podemos conhecer e avaliar as nossas. É na luta de inteligências que transformamos e desenvolvemos as capacidades superiores da alma. É assim que evoluímos.
A fúria é uma expressão do medo, ela destrói de dentro para fora. Muitas pessoas morrem num ataque de fúria. O medo que sentem é tão forte, lhes dá uma sensação tão aterradora que, desesperados, começam a quebrar e destruir o que têm pela frente; apenas desconhecem que essa força, antes de explodir no exterior, já explodiu no interior de sua constituição, quebrando, arrebentando e destruindo órgãos vitais. A raiva é seu instinto de defesa, de conservação, preparando-se para reagir a um ataque. Ela faz parte da nossa constituição espiritual, ainda; aceite-a, conheça-a, não lute contra ela. Discipline-a com o apoio da razão, veja a vida em sua expressão maior e os seres humanos com os quais convive exatamente como são: aprendizes, falhos como nós mesmos, sujeitos às leis sábias da vida que nos conduzirão a todos, embora cada um a seu tempo, a um mesmo fim de aprendizado, evolução e felicidade. Confie no que conhece. Sinta, experimente as verdades que estuda. O mundo não precisa de salvadores, precisa de homens conscientes de si e dispostos à mudança pessoal.
Se Deus consente e espera, por que nós deveríamos agir de outra forma? A casca do orgulho é grossa e pesada. É difícil aceitar que não podemos tudo e que também a nossa justiça tem limites. Aceite o outro como ele é, fale a sua verdade, se questionado, ou quando ela for aceita. Se rejeitada, deixe-o em paz. Isso também é humildade.
Há, em cada um de nós, as mesmas perguntas: Por que o sofrimento? Por que as lutas? Os nomes que damos ao sofrimento - perda, desilusão, morte, dor, doença, decepção, tristeza, amargura - importam apenas no contexto pessoal, definem um estado momentâneo, porque a palavra de entendimento universal para essas e outras situações é: sofrimento. Assim também as lutas que denominamos - problemas familiares, divergência de opinião, incompatibilidade de gênios, conflitos políticos, sociais, econômicos, miséria, riqueza, conflito de gerações, diferenças culturais, guerras internas e externas - tudo isso podemos resumir como lutas da existência humana. E tudo porque de um lado está um ser e do outro lado também está um ser, e eles manifestam diferentes experiências evolutivas. E simplesmente não se compreendem, pois, ao invés de cantar glórias à diversidade, querem impor a igualdade a qualquer custo, sem atentar que a natureza nos aponta a absoluta impossibilidade de tal realização, já que não há um ser absolutamente igual ao outro. Não existe! Entretanto, na diversidade da criação reina a harmonia em todo o universo. Só o universo do homem sobre a Terra, por não admitir a diversidade e aprender com ela, vive em luta permanente. Nessa refrega desenvolvemos o intelecto e os sentimentos, até que exaustos deles aprendemos a evitá-los, desenvolvendo condutas compreensivas das diversidades de manifestação dos seres. Sofremos e lutamos para nosso aprendizado e evolução - lei divina universal -, para cultivarmos o bom uso da liberdade, sabedores que somos os construtores do nosso destino, evitando os charcos que anteriormente nos fizeram sofrer ou lutar. O Criador, o Deus Supremo, não importa o nome pelo qual o designamos, é a essência do amor, e a vida é a expressão desse amor. Ele não nos criou para lutar e sofrer, essas são necessidades evolutivas do nosso atual momento. Quanto antes aprendermos a viver a essência divina, a acordar o anjo que vive em cada um, mais rápido nos libertaremos dos grilhões das lutas e dos sofrimentos.
A Terra. Jardim de diversidades humanas. Quanto nos oferece de aprendizado! É sobre o solo dela, envergando corpos à base de carbono, que precisamos desenvolver conscientemente nossa capacidade de amar. Justamente porque existem todas as espécies é que esta é a escola de redenção. Daqui saímos aptos a viver num mundo ainda material, onde ainda experimentamos sensações e desejos, mas livres das paixões desordenadas que escravizam moralmente tantas criaturas; já estaremos livres do orgulho que cala os sentimentos, das torturas indizíveis e cruéis da inveja, do ciúme; o medo perderá seu império; a ira cederá lugar à ponderação e ao equilíbrio no comportamento humano; a justiça será conhecida e praticada por todos, as desigualdades sociais desaparecerão, pois, cientes da verdade maior, todos quererão apenas o suficiente dos bens do mundo físico; o Criador, independente do nome sob o qual seja cultuado, será bandeira de união e não de guerra. O Criador vive em estado intuitivo nas nossas consciências; poucos esforçam-se para tentar compreendê-lo e as suas leis. Sabemos que a maldade não passa de ausência do bem, entendemos que não são caracteres maus, são irrefletidos, inconsequentes, maliciosos, desatentos ao aproveitamento do tempo e das oportunidades que recebem de avançar. O endurecimento e o apego às coisas da Terra acabam por gerar nossa dor e infelicidade.
Ana Cristina Vargas, O Fim e o Início - Os Quatro Cantos do Mundo - Tahuantinsuyo, Boa Nova Editora, abril 2005.
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Tuesday, December 21, 2010
Mensagens da Brahma Kumaris - 16
Sentimento
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“Nós criamos nossa própria experiência. Quando escolhemos o comportamento, escolhemos as consequências. Um pensamento é um comportamento. Nós conhecemos e experimentamos esse mundo através das percepções que criamos. Nossas percepções são as nossas interpretações do mundo. Nós, e apenas nós, escolhemos o que sentir. Os outros podem proporcionar um evento ou comportamento para que reajamos, mas depende de nós escolher o que sentir em relação a eles.” – BK Surendran, Bank of blessings, World Renewal, August, 2007 |
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Saturday, December 04, 2010
Mensagens da Brahma Kumaris - 12
Sentimentos
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“Quando escolho permanecer feliz, experimento felicidade e irradio sentimentos de felicidade. Quando estou feliz, tudo ao redor parece cheio de felicidade. Quando sinto tristeza, tudo ao redor parece igualmente triste. Apenas através da minha escolha consciente eu posso deixar de me influenciar pela tristeza do mundo. Meus sentimentos resultam dos meus pensamentos. Se eu me sinto bem é porque tive bons pensamentos. Este é o mecanismo incógnito e silencioso do meu funcionamento interior.” - BK Jyotsna, Inner Synergy, The World Renewal, 2009 |
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Thursday, October 14, 2010
Atenção e Sensibilidade
Você não pode ser sensível apenas em uma dimensão. A sensibilidade pertence à totalidade de seu ser, ou seja: você é sensível em todas as dimensões.
Seja mais perceptivo e aumente sua capacidade de observação. Se estiver andando sob o sol e sentir os raios de sol em seu rosto, seja sensível a seu toque sutil. E preste atenção também no momento em que a luz interna o atingir.
Quando você estiver sentado em um parque, sinta a grama, o verde a seu redor, a diferença na umidade, o cheiro da terra. Se você não conseguir, você não terá acesso a seus próprios sentimentos quando eles começarem a acontecer.
Sinta o que está a seu redor, este é o caminho mais fácil. Se não conseguir estabelecer um conexão com o exterior, você não poderá sentir o seu interior. Seja mais poético e menos pragmático em sua vida. Às vezes não custa nada ser sensível.
Ao tomar banho, você sentiu bem a água? O banho faz parte de sua rotina: cinco minutos e mais nada. Fique embaixo do chuveiro e deixe que a água caia sobre você durante alguns minutos. Isso pode se transformar em uma experiência profunda, porque a água é vida. Se não conseguir sentir a água caindo em você, não conseguirá perceber suas próprias marés internas.
A vida nasceu no mar e 90% de seu corpo é feito de água. Vá nadar no mar e sinta a água em volta de seu corpo. Logo você saberá que faz parte do mar e que seu ser interior pertence ao mar. Quando a lua estiver no céu e o oceano acenar com suas ondas em resposta, seu corpo também responderá (marés externa e interna). Seu desafio é sentir essa emoção. Se você não for capaz de sentir uma coisa tão simples, será difícil você conquistar algo tão sutil quanto a meditação.
Como você pode sentir amor? Todos estão sofrendo. Eu vi milhares de pessoas em profunda dor. O sofrimento é por causa do amor. As pessoas querem amar e querem ser amadas, mas o problema é que, se você amá-las de fato, elas não poderão sentir isso. Continuarão perguntando: "Você me ama?" O que fazer, então? Se você disser que sim, elas não acreditarão porque não podem senti-lo. Se disser que não, elas se sentirão feridas.
Se você não puder sentir os raios de sol, a chuva, a grama ou o mundo externo que o cerca, então não poderá sentir coisas mais profundas, como amor e compaixão. Raiva, violência e tristeza são emoções muito evidentes, cruas, fáceis de serem alcançadas. Mas o caminho que nos leva para dentro é sutil, e quanto mais sutil sua meditação se tornar, mais sutis serão os sentimentos. É preciso estar preparado.
A meditação não é uma coisa que você faz durante uma hora e depois deixa de lado. De fato, toda a vida tem que ser meditativa. Somente então você começará a sentir as coisas. E quando digo que toda a vida deve ser meditativa, não estou sugerindo que você deve ficar sentado meditando durante 24 horas por dia - NÃO!
Você pode ser sensível onde quer que esteja e a sensibilidade lhe trará algo em retorno. Pense menos, sinta mais. Volte a sentir as coisas. Viva de acordo com seu coração, e não de acordo com sua mente. Brinque um pouco, sorria, chore, cante, faça algo espontaneamente. Relaxe seu corpo, sua respiração e mova-se como se fosse novamente uma criança.
Esqueça-se da alma e viva totalmente no corpo, porque o grau de sensibilidade que você tem com o seu corpo determina sua relação com a sua alma. Lembre-se disso. Pare de dar voltas ao redor do corpo e reassuma seu lugar. Todos têm medo de estar no corpo. A sociedade criou o medo e agora o medo está profundamente enraizado.
Retorne para o seu corpo, movimente-se novamente como um animal inocente. Observe os animais saltando e correndo e imite-os: salte e corra com eles. Esta é a senha para voltar a seu corpo e recomeçar a sentir os raios do sol, a chuva e o vento.
Você só vai conseguir sentir o que está acontecendo dentro de si mesmo quando sua capacidade de prestar atenção ao que ocorrer ao seu redor estiver funcionando de forma plena.
Fonte: Osho, Uma farmácia para a alma, Editora Sextante, 2006. ISBN 85-7542-218-9.
Labels: água, amor, atenção, meditação, Osho, sensibilidade, sentimento
Friday, June 04, 2010
Repressão e Controle
É difícil você mostrar os sentimentos e ser simplesmente quem você é porque, durante milhares de anos, disseram-lhe para reprimir os seus sentimentos. Isso se tornou parte do seu inconsciente coletivo. Durante milhares de anos, disseram-lhe para não ser você mesmo. Seja Jesus, seja Buda, seja Krishna, mas nunca seja você mesmo. Seja outra pessoa. Ao longo das eras você foi ensinado com tanta constância, com tanta persistência, que hoje isso está no seu sangue, nos seus ossos, no seu próprio cerne.
Uma profunda auto-rejeição passou a fazer parte de você. Todos os sacerdotes o condenam. Acusam-no de ser um pecador, de nascer em pecado. Sua única esperança é que Jesus possa salvá-lo ou Krishna possa vir salvá-lo, mas, se depender só de você, não há nenhuma esperança. Você não pode salvar a si mesmo, outra pessoa terá que fazer isso. Você está condenado; tudo o que pode fazer é rezar para Jesus, para Krishna, pedindo que o salvem. No que lhe diz respeito, você é simplesmente inútil, não passa de pó e nada mais. Você não tem valor nenhum, foi reduzido a uma coisa vil, um ser desprezível. É por causa disso que é tão difícil e assustador mostrar os seus próprios sentimentos. Você foi ensinado a ser hipócrita.
A hipocrisia tem as suas vantagens e qualquer coisa que traga vantagens parece ter valor. Dizem que a honestidade é a melhor política. Até a honestidade se tornou mera política, porque traz vantagens. E se não trouxer? Então a desonestidade é a melhor política. A religião também se tornou uma boa política. Trata-se de um tipo de seguro para o outro mundo. Você está se preparando para o outro mundo sendo virtuoso, indo à igreja, fazendo donativos aos pobres. Você está abrindo uma conta bancária no paraíso, para que, ao ir para lá, seja recebido com grande alegria, por anjos clamando "Aleluia!" e dançando, tocando harpa. O saldo da conta bancária que você terá lá depende de quantos atos virtuosos você tenha praticado aqui. A religião também se tornou um negócio, e a sua realidade é reprimida.
E as pessoas reprimidas são muito respeitadas. Você as considera santas; na verdade elas são apenas esquizofrênicas. Deveriam receber tratamento, precisam de terapia - e você as reverencia! Elas geralmente não estão tentando enganar você, elas enganam a si mesmas. São pessoas reprimidas.
Não há nada errado com os seus sentimentos, e nada errado com você! Não é preciso repressão ou destruição, é preciso que você aprenda a arte de harmonizar as suas energias. Você tem de se tornar uma orquestra. Se você não sabe tocar os instrumentos musicais, você só fará barulho, deixará os vizinhos malucos. Mas, se conhece a arte de tocar os instrumentos, você criará uma sinfonia, pode criar uma música celestial. Pode criar algo que vai além deste mundo.
A vida também é um grande instrumento. Você tem que aprender a tocá-lo. Não há nada que precise ser extirpado, destruído, reprimido, rejeitado. Tudo o que a existência lhe deu é belo. Se você não está sendo capaz de usar de maneira bela o que ela lhe deu, isso simplesmente indica que você ainda não chegou à maestria. Todos nós tomamos a nossa vida como um fato consumado; ela não é! O que recebemos foi uma mera possibilidade. Estamos recebendo apenas um potencial para a vida; temos de aprender a realizar esse potencial.
É preciso lançar mão de todos os recursos possíveis para que você possa aprender a usar a raiva de modo que ela se torne compaixão, use o sexo de maneira que ele se torne amor, use a ganância de modo que ela se torne um compartilhar. Toda a energia que você tem pode se tornar seu oposto polar, porque o oposto polar está sempre contido nessa energia.
O seu corpo contém a alma, a matéria contém a mente. O mundo contém o paraíso, o pó contém o divino. Você tem de descobri-lo, e o primeiro passo rumo a essa descoberta é aceitar você mesmo, alegrar-se em ser você mesmo. Você não tem de ser alguém como Jesus, não! Você não tem de ser alguém como Buda nem como ninguém. Você tem de ser apenas você mesmo. A existência não quer cópias; ela adora a nossa unicidade. E você só pode se oferecer para a vida sendo um fenômeno único. Você pode ser aceito como uma oferenda, mas apenas se for um fenômeno único. Se for uma imitação de Jesus, de Krishna, de Cristo, de Buda, de Maomé - não vai adiantar. Os imitadores sempre acabam rejeitados.
Seja você mesmo, seja você de verdade. Respeite-se. Ame-se. E então comece a observar todos os tipos de energia dentro de você - você é um vasto universo! E pouco a pouco, quando for se tornando mais consciente, você será capaz de pôr ordem na casa, colocar tudo no seu devido lugar. Você está de pernas para o ar, é verdade, mas não há nada de errado com o seu ser. Você não é um pecador - basta uma leve arrumadinha e você se tornará um belo fenômeno.
Repressão é viver uma vida que não era para você viver. Repressão é fazer coisas que você nunca quis fazer. Repressão é ser uma pessoa que você não é, repressão é uma maneira de destruir a si mesmo. Repressão é suicídio - um suicídio muito lento, claro, mas um envenenamento lento e constante. Expressão é vida; repressão é suicídio.
Quando você vive uma vida reprimida, você simplesmente não vive. Vida é expressão, criatividade, alegria. Quando você vive do jeito que a existência quer que viva, você vive de um jeito natural.
Não tenha medo dos sacerdotes. Ouça os seus próprios instintos, ouça o seu corpo, ouça o seu coração, ouça a sua inteligência. Dependa apenas de si mesmo, siga a sua espontaneidade e você nunca se perderá. E seguindo espontaneamente a sua vida natural, um dia você com certeza chegará às portas do divino.
A sua natureza é o divino dentro de você. A força que impulsiona essa natureza é a força da vida dentro de você. Não ouça aqueles que o envenenam, ouça o impulso interior da natureza. Sim, a natureza não é suficiente, mas o superior vem por meio do inferior. O lótus cresce do lodo. Por meio do corpo, cresce a alma; por meio do sexo, cresce o transcendente.
Os sacerdotes têm lhe ensinado a reprimir o inferior. E eles são muito lógicos, só se esqueceram de uma coisa - a vida não tem lógica! Eles são muito lógicos e isso agrada você. É por isso que você lhes deu ouvidos e os seguiu ao longo das eras. Agrada a sua razão pensar que, se quer atingir o superior, você não deve ouvir o inferior. Parece lógico. Se quer subir, então não desça - é tudo muito racional. O único problema é que a vida não é racional (é um mistério).
Existe uma polaridade na vida. A vida não é lógica, a natureza não é lógica. A natureza dá o sono aos mendigos que trabalham o dia todo, que andam de um lado para o outro sob o sol escaldante, pedindo esmolas. A natureza dá um bom sono aos trabalhadores, aos operários, aos lenhadores. Eles passam o dia inteiro trabalhando arduamente e ficam exaustos. Por causa dessa exaustão, à noite eles caem num sono profundo.
Essa é a polaridade. Quanto mais energia você gasta, de mais sono você precisa, porque você só pode acumular energia quando dorme profundamente. Se você esgotar a sua energia, você cria uma situação em que cairá num sono profundo. Se você não fizer nada o dia inteiro, então não há necessidade de sono. Você não usou nem mesmo a energia que já recebeu, então para que receber mais? Só recebe energia que a usa.
Se você quer ser autenticamente verdadeiro, então você terá de arriscar. A repressão é uma maneira de evitar o risco. Por exemplo, você foi ensinado a nunca ficar com raiva, e acha que uma pessoa que nunca sente raiva com certeza será muito amorosa. Você está errado. A pessoa que nunca fica com raiva também não será capaz de amar. A raiva e o amor andam de mãos dadas, eles vêm no mesmo pacote. A pessoa que realmente ama às vezes ficará realmente com raiva. Na verdade, você se sentirá grato pelo fato de ela ter ficado com raiva. Já reparou? Se você ama uma pessoa e faz alguma coisa que a deixa realmente zangada, você se sente grato ao ver que ela o ama tanto a ponto de ter ficado com raiva. Do contrário, por que ficaria? Se o seu filho vai se jogar de um abismo, você vai ficar impassível? Não vai gritar? A sua energia não vai entrar em ebulição? Você vai continuar sorrindo? Não é possível!
A repressão é um truque para deixar você aleijado. Um truque para destruí-lo, para enfraquecê-lo. Colocá-lo contra si mesmo. Criar um conflito dentro de você; e sempre que um homem está em conflito consigo mesmo, é claro que ele fica mais fraco.
A sociedade fez um jogo e tanto. Ela colocou você contra si mesmo, porisso você está sempre travando uma batalha interior. Não tem energia para fazer mais nada. Você consegue ver isso acontecendo em você? Essa briga constante? A sociedade transformou-o numa pessoa dividida, deixou-o esquizofrênico e confuso. Você está desnorteado. Não sabe quem é, não sabe para onde está indo, não sabe o que está fazendo aqui. Não sabe nem por que está aqui. Isso deixou você realmente confuso. E dessa confusão nascem grandes líderes - Adolf Hitler, Mao Zedong, Josef Stalin. Dessa confusão nasce o papa e milhares de outras coisas. Mas você está acabado.
Expresse-se. Mas, lembre-se, expressão não significa falta de responsabilidade. Expresse-se de modo inteligente e nada de mal acontecerá a ninguém por sua causa. A pessoa que não causa mal a si próprio não causa mal a ninguém. E a que é capaz de causar mal a si mesmo é de certo modo perigosa. Se não ama nem a si mesmo, você é perigoso; pode fazer mal a alguém. Na verdade, você com certeza fará.
Quando você está triste, quando está depressivo, você faz com que as outras pessoas à sua volta também fiquem tristes e depressivas. Quando você está feliz, você tem vontade de criar uma sociedade feliz, porque a felicidade só pode existir num mundo feliz. Se vive cheio de alegria, você quer que todo mundo viva cheio de alegria - essa é a verdadeira religiosidade. Com a sua alegria, você abençoa toda a existência.
Mas a repressão o torna falso. Não é por meio da repressão que se põe fim à raiva, ao sexo, à ganância, não. Eles ainda existem, só o rótulo foi trocado. Com a repressão vão para o inconsciente e começam a influenciá-lo a partir dali. Vão para os subterrâneos. E, evidentemente, quando estão nos subterrâneos, são mais poderosos. Tudo o que o movimento psicanalítico tenta fazer é trazer à tona o que está nos subterrâneos. Depois que isso se torna consciente, você consegue se libertar.
Os seus pais e a sua sociedade destruíram você, e agora você está destruindo os seus filhos. Isso é um círculo vicioso. Cada geração destrói a que vem depois dela; a menos que a pessoa fique muito alerta, consciente, é inevitável que a destruição aconteça.
Os psicólogos dizem que todas as armas são fálicas. Como você não podia penetrar o corpo de uma mulher, então você penetrou o corpo de alguém com uma espada. A espada é um símbola fálico.
Estar em sintonia com a natureza é ser religioso. Minha definição de religião é estar em sintonia com a natureza. E esse o significado da palavra indiana dharma; ela significa "natureza", natureza intrínseca. Confie na natureza e não a desrespeite. Mas você foi ensinado a desrespeitar a natureza.
Lembre-se, a pessoa que não consegue ficar com raiva também não consegue amar. As rosas só crescem com espinhos. Se você não consegue ferver de raiva em algum momento, também não consegue arder de amor - pois você não consegue arder, não consegue ser quente, você vive gelado. E, se reprimir demais a sua raiva, você vai viver com medo de mergulhar no amor.
Uma pessoa livre é feliz; uma pessoa aprisionada nunca é feliz. Você não nasceu para ser um escravo.
Quando a mente está tomada de emoções, o corpo tem de corresponder a isso; a emoção tem de ser paralela ao movimento corporal. Se a emoção aflora e o corpo não a acompanha, isso significa que o corpo está sofrendo de uma certa inibição. O seu corpo tem sido inibido há séculos. As pessoas são ensinadas a fazer amor sem se mexer; fazer amor como se todo o corpo ficasse imóvel e o amor fosse um acontecimento banal. As mulheres foram ensinadas a se manter quietas, quase mortas, como um cadáver, porque, se a mulher começar a se mexer, o homem pode ficar com medo.
Por causa desse medo, o homem forçou a mulher a permanecer quieta enquanto ele faz amor. Do contrário, a mulher vai começar a fazer movimentos orgásmicos, quase frenéticos, e pode quase enlouquecer. Ela pulará e dançará, fará uma orgia e toda a vizinhança vai ficar sabendo! O homem fica com medo.
O medo é até maior do que o medo da vizinhança. O medo é que, se a mulher de fato fizer movimentos, nenhum homem a saciará - nenhum homem, porque existe uma limitação na energia masculina. O homem só pode ter um orgasmo e a mulher pode ter orgasmos múltiplos: seis, nove, doze. Então o homem ficará quase impotente com qualquer mulher. Qualquer homem, mesmo sendo potente, sempre acaba ficando impotente se a mulher começar a fazer movimentos.
Durante séculos as mulheres esqueceram completamente o que é um orgasmo. Em algumas culturas, até a palavra orgasmo desapareceu. Foi só nas últimas décadas que a palavra ressurgiu. Existem línguas para as quais a palavra orgasmo não pode ser traduzida. Pense em como o corpo está sendo mutilado!
Se você sente medo, o corpo tem de tremer. É como se o vento estivesse soprando e as folhas se agitassem. Quando o medo está soprando, o seu corpo tem de tremer. Essa é a função natural do corpo para acompanhar a emoção. A palavra "emoção" significa movimento. Ela tem de corresponder ao movimento do corpo, do contrário não é emoção.
Portanto, esse é um truque para controlar a emoção: se você controlar o corpo, a emoção será controlada. Por exemplo, se as lágrimas estão aflorando nos seus olhos e você segurá-las, o próprio esforço acabará com o choro e os soluços.
William James tem uma teoria sobre as emoções. Ela é muito famosa, chama-se a teoria James-Lange. Costumamos pensar que uma pessoa sente medo e por causa disso ela corre. James e Lange levantaram a hipótese de que acontece justamente o contrário: a pessoa corre, e é por isso que ela sente medo. Segundo eles, se você parar de correr, o medo desaparece - não corra e, de repente, você verá que não está mais com medo. E num sentido eles estão certos porque corpo e mente são as duas metades de um todo, eles se equilibram. Quando faz amor, a sua mente começa a tecer fantasias e o seu corpo começa a mexer. Se tanto a mente quanto o corpo estão correndo, naturalmente estão funcionando juntos. Se o corpo for, de algum modo, mutilado, eles não correrão mais juntos.
Portanto, se você sente medo ou sente amor ou sente raiva, o corpo tem de acompanhar essa emoção. Cada emoção tem um movimento correspondente no corpo. E essa é uma função natural, portanto não faça disso um problema. Aproveite, permita: não deixe que aconteça nem uma sutil repressão. Por exemplo, se você sentir a sua mão tremer e a mente começar a dizer para ela parar, porque não vai cair bem, você não é nenhum covarde para ficar tremendo - se impedir que a mão trema, você estará se forçando a ser antinatural.
Por isso a minha sugestão é que você coopere com o tremor, pois pouco a pouco verá que o corpo passará a se movimentar de modo sutil e gracioso a cada emoção. Enquanto faz amor, vá à loucura. O amor não deve ser uma coisa local, não só os órgãos genitais devem participar, mas a sua totalidade. Você deve ter não só um orgasmo sexual; precisa ter um orgasmo espiritual.
Todo ato de amor tem de ser uma crucificação e uma ressureição. Desse modo fica tão prazeroso que não há necessidade de repetir a experiência diariamente. As pessoas repetem demais o que elas chamam de fazer amor porque nunca ficam satisfeitas.
Na Índia, o texto mais antigo sobre sexo, o Kama Sutra de Vatsyayana, afirma que, se você fizer amor de modo realmente selvagem, uma vez por ano é suficiente! Isso parece quase impossível para a mente moderna - uma vez por ano? E essas pessoas não eram do tipo que se reprimisse de algum modo. Vatsyayana foi o primeiro sexólogo do mundo, e o primeiro a levar a meditação ao sexo; o primeiro que percebeu a existência dos seus centros mais profundos. Ele está certo. Levado a extremos, o sexo feito uma vez por ano é quase suficiente. Satisfará você a tal ponto que seus efeitos serão sentidos durante meses.
Não transforme os acontecimentos em problemas. Simplesmente seja natural e deixe as coisas acontecerem.
Fonte: Osho, Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa, Editora Cultrix, 2008.
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Friday, April 02, 2010
A Cura
"Não existe efeito sem causa"
Com o avanço da idade, os homens costumam ter um aumento do volume da próstata, o que costuma ser chamado de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Ela pode ser sentida como uma maior dificuldade de micção, com uma saída da urina através de um jato menos potente. A HPB pode evoluir para um câncer de próstata. Por que a próstata aumenta de tamanho e o que fazer para reduzir o seu tamanho?
A próstata é uma glândula interna que possui músculos. Da mesma forma que o nosso bíceps aumenta de volume quando exercitado rotineiramente, a próstata também irá aumentar de volume, quando exercitada com bastante frequência. Quando é que exercitamos a próstata? Através da atividade sexual ! Quando o homem ejacula, parte do líquido ejaculado é fabricado pela próstata. Portanto, quanto menos o homem ejacular, menor é a probabilidade de a sua próstata crescer. Convém lembrar que é possível ter relações sexuais normais sem chegar à ejaculação, praticando o que se chama de transmutação (ou magia, alquimia) sexual. Obviamente, uma menor ingestão alimentar bucal também irá contribuir para evitar um crescimento excessivo da próstata. Portanto, o jejum rotineiro continua sendo uma boa técnica para tentar evitar o aumento do volume prostático.
Labels: alimentação, câncer, cura, excesso, exercícios, hipertrofia, jejum, mente, obesidade, pensamento, próstata, sentimento
Wednesday, February 13, 2008
Sobre a Vida - 2
A atividade de Vida designada como sentimento, é o ponto menos resguardado da consciência humana. É a energia acumuladora, pela qual os pensamentos são impelidos para dentro da substância atômica e, assim, pensamentos se tornam coisas. Advirto-vos: a necessidade de vigilância sobre o sentimento nunca será demasiadamente enfatizada, porque o controle das emoções desempenha o papel mais importante em tudo na Vida, mantendo o equilíbrio da mente, a saúde do corpo, sucesso e realização nos negócios e no círculo social do eu-pessoal de todo indivíduo. PENSAMENTOS nunca poderão se converter em coisas, enquanto não se revestirem de SENTIMENTO.
“O que chamam de Espírito Santo é o que conhecemos como sentimento, é a parte da Vida — Deus — a Atividade do Amor Divino ou a Expressão Materna de Deus. É por isso que o pecado contra o Espírito Santo é referido como o que acarreta tão grande aflição, porque qualquer discordância no sentimento rompe a Lei do Amor, que é a Lei do Equilíbrio, Harmonia e Perfeição.
O maior crime no Universo contra a Lei do Amor é a emissão quase incessante, pela humanidade, de toda espécie de sentimentos negativos e destrutivos.
Um dia a raça humana virá a perceber e reconhecer que as forças sinistras e destrutivas que se manifestam nesta Terra e em sua atmosfera — geradas, notai bem, pelo pensamento e sentimento humanos — só entraram nos negócios dos indivíduos e das nações através da falta de controle das emoções na experiência diária de cada um. Mesmo os pensamentos destrutivos não podem expressar-se em ação, acontecimentos, ou transformar-se em coisas físicas sem passar pelo mundo do sentimento — porque é nessa fase de manifestação que tem lugar a atividade de solidificação do átomo físico sobre as formas mentais.
“Assim como o barulho de uma súbita explosão causa um choque no sistema nervoso de quem ouve, imprimindo uma sensação de tremor na estrutura celular do corpo — exatamente do mesmo modo as labaredas do sentimento irritado chocam, perturbam e desordenam as substâncias mais finas da estrutura atômica da mente, do corpo e do ambiente da pessoa que as emite, consciente ou inconscientemente, intencionalmente ou não.
O Sentimento discordante é o causador das condições a que chamamos desintegração, velhice, falta de memória e qualquer outra falha no mundo da experiência humana.
O efeito causado sobre a estrutura do corpo é o mesmo que seria produzido em um edifício se a argamassa, que une os tijolos, recebesse repetidos golpes, num aumento crescente, diariamente. Esse abalo contínuo separaria as partículas componentes da argamassa, e o edifício ruiria e se transformaria em massa caótica, e a forma deixaria de existir.
É isto que a humanidade está constantemente fazendo na estrutura atômica do corpo físico humano.
“Manifestar pensamentos e sentimentos discordantes que brotam de si mesmo, é proceder dentro do menor esforço e constitui uma atividade habitual do indivíduo pouco desenvolvido, rebelde e obstinado, que recusa compreender a ”LEI DO SEU PRÓPRIO SER” e trazer sua personalidade — que é apenas um instrumento de expressão — à obediência a ‘Essa Lei’.
Aquele que não quer controlar seus pensamentos e sentimentos, está em mau caminho, porque todas as portas de sua consciência estão abertas de par em par às atividades deslntegradoras projetadas pelas mentes e emoções de outras personalidades. Não é preciso nem força, nem sabedoria, nem treinamento, para dar passagem a impulsos malévolos e destrutivos, e os seres humanos adultos que fazem isto, não passam de crianças no desenvolvimento de seu auto-domínio.
Fonte: Livro Mistérios Desvelados.
Labels: pensamento, sentimento, vida
Tuesday, April 12, 2005
A Mente
A maioria das pessoas já absorveu tanto lixo de seus pais e da sociedade, que pode levar de 50 a 100 anos para curar a sua mente emocional. Vamos começar logo esta mudança?! A mente é um mecanismo poderoso para atingir objetivos. Devemos sempre selecionar conscientemente um objetivo para que nossa mente trabalhe sobre ele.
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