Thursday, October 25, 2018

 

O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 11


Abaixo trechos da Referência [1] e sequência de [2]. 

 As expectativas moldam a realidade

A cura tem íntima correlação com os sentimentos. Não somos robôs. Para curar um câncer, precisamos de apoio, estímulo e segurança do mundo ao redor a fim de que possamos gerar o tipo de expectativa (positiva) necessária para que a cura aconteça. Um diagnóstico ou prognóstico negativo que ameace o paciente dizendo que se não tomar certo remédio vai morrer ou que o torne uma vítima indefesa de uma doença terrível, além de não ajudar em nada, pode ser responsável pela piora da sua saúde ou, o que é pior, por sua morte.

Muitos fármacos só funcionam porque se espera isso deles, não porque tenham algum efeito bioquímico no organismo. Sem a crença de estar recebendo um benefício verdadeiro, o cérebro simplesmente irá bloquear o funcionamento do medicamento. Portanto, é a mente diz ao corpo para dar início ou não às reações bioquímicas necessárias para a cura.

Várias pesquisas confirmam que a cura do organismo é regulada pelo cérebro. Esse fato foi demonstrado repetidas vezes, inclusive por diversas pesquisas sobre antidepressivos, em que esses não conseguiram superar os efeitos do placebo. A boa notícia é que estamos no controle do nosso cérebro, que cumpre nossas instruções sob a forma de crenças e expectativas, positivas e negativas, conscientes e inconscientes. Ou seja, somos o que acreditamos. Assim, talvez, seja hora de mudar a maneira como pensamos no poder que temos sobre nossa própria capacidade de cura.

Referências:
[1] Andreas Moritz, O câncer não é uma doença, é um mecanismo de cura. Descubra a razão oculta do câncer, cure suas causas profundas e melhore sua saúde como nunca!, Madras Editora, 2018. ISBN: 978-85-370-1125-6.
[2] Postagem deste blog: Saúde Perfeita: O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 10

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Sunday, September 09, 2018

 

O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 1


Abaixo, algumas ideias expostas na Referência [1].

O câncer não é uma doença de verdade. O câncer é uma tentativa elaborada e definitiva do organismo de se curar e permanecer vivo até onde as circunstâncias o permitam. Ele é um processo de cura que deve ser apoiado, não abolido nem combatido com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. O câncer só entrará em funcionamento caso se verifiquem algumas das seguintes precondições, raramente suspeitas:

1. Os principais sistemas de desintoxicação e de remoção de resíduos do corpo tornaram-se ineficazes.

2. Uma situação grave de estresse psicoemocional foi resolvida ou deixou de ter relevância na vida da pessoa!

Embora a primeira precondição soe razoável a quem esteja familiarizado com a conexão entre toxina e câncer, a segunda não fará sentido algum de imediato. Veremos que o câncer trabalha a nosso favor, não contra. Tampouco é uma ocorrência acidental e sem sentido. O câncer, de fato, é um mecanismo de cura. O câncer raramente causa a morte de uma pessoa, embora seja inegável que muitos pacientes com câncer de fato morram.

Toda terapia de câncer deveria se concentrar nas causas que originam o câncer, embora a maioria dos oncologistas comumente as ignore. Por exemplo, uma alimentação à base da chamada junk food, privada de qualquer valor nutricional e energia real, provoca condições caóticas e traumáticas no organismo, idênticas às da inanição.

Quase todos os cânceres são precedidos de alguma espécie de acontecimento traumático no passado, como um divórcio, a morte de um ente querido, um grave acidente, a perda de emprego ou bens, um conflito permanente com um chefe ou um parente, uma catástrofe nacional séria, ou a exposição a toxinas e à radiação. Ao corpo não resta alternativa senão reagir a tais fatores de estresse profundo com mecanismos previsíveis de sobrevivência ou de reação que, talvez, envolvam um crescimento celular anormal temporário (câncer). Embora a maioria dos médicos ainda concorde com a teoria de que o tumor resultante é uma doença em si e não um mecanismo de cura, isso não significa que isso seja verdade.

Os tumores cancerígenos são meramente sintomas de uma doença causada por algo que pode não ser evidente à primeira vista. É claro, no entanto, que não se manifestam do nada. De um lado, os conflitos emocionais constantes, o ressentimento, a ansiedade, a culpa e a vergonha podem facilmente paralisar o sistema imunológico, as funções digestivas e os processos metabólicos básicos, criando, assim, condições para o desenvolvimento de um tumor cancerígeno. 

Felizmente, a conexão entre estresse psicológico  e câncer não mais se encontra no campo da ficção e da incerteza. Amparados por vastas evidências científicas, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDCP), dos Estados Unidos, publicaram esta importante declaração em seu website: "O estresse intenso e prolongado pode provocar uma série de efeitos negativos na saúde a curto e longo prazo. Ele tem a capacidade de inibir o desenvolvimento cerebral, comprometendo o funcionamento dos sistemas nervoso e imunitário. Além disso, o estresse infantil pode levar a problemas de saúde posteriores, inclusive ao alcoolismo, depressão, distúrbios alimentares, doenças cardíacas, câncer e outras doenças crônicas". 

Apesar da inegável evidência que respalda as afirmações dos CDCP, a maioria dos médicos raramente reconhece ou procura tratar as causas profundas da doença, ao contrário, eles concentram-se apenas em erradicar os sintomas. 

O estresse infantil pode levar ao câncer (como leucemia), de acordo com o CDCP, sendo que pesquisas confirmaram que os seres humanos sentem estresse desde tenra idade, até mesmo dentro do útero materno. Está cientificamente provado que no útero materno ocorrem algumas das mais fortes influências experimentadas por uma criança. Já foi claramente demonstrado que o sofrimento emocional e físico de uma gestante tem forte impacto na saúde física e emocional do feto. Por exemplo, há reações adversas de fetos aos ultrassons obstétricos que, futuramente, podem levar a problemas de desenvolvimento. 

Há evidências de que as cesarianas tenham efeitos traumáticos nos recém-nascidos. Igualmente, não amamentar um bebê ou mantê-lo longe da mãe (em quarto separado) provocaria um trauma de separação biológica conducente inclusive à morte súbita infantil. Não ouvir nem sentir o batimento cardíaco da mãe levaria a severa ansiedade em uma criança. A ansiedade da separação talvez traumatize particularmente os bebês prematuros.

Ademais, as vacinas podem provocar reações de choque biológico, similares a miniacidentes vasculares, além de expor a criança às inúmeras toxinas carcinogênicas contidas nelas. É cada vez mais comum crianças apresentarem fortes reações alérgicas aos componentes das vacinas, a ponto de traumatizá-las e causar-lhes a morte. Em crianças sensíveis, a dor da injeção e a resultante reação de cura também podem ter consequências relacionadas com o trauma. 

Sabe-se que a falta de amamentação provoca problemas emocionais, psicológicos e de desenvolvimento em crianças de tenra idade.

De acordo com estudos recentes, a exposição direta dos fetos e recém-nascidos à radiação emitidas por telefones celulares e telefones sem fio afeta profundamente a saúde das crianças.

Uma dieta inadequada, na qual se incluam açúcar refinado, leite pasteurizado, proteínas animais, frituras e outros alimentos sem valor nutritivo causaria efeito negativo considerável na saúde infantil. Entre outros fatores nocivos que afetariam a saúde e o desenvolvimento do feto estão o consumo pela gestante de bebidas alcoólicas, fumo, comidas sem valor nutritivo, medicamentos ou vacinas.

Tratar a infecção em bebês com antibióticos é extremamente danoso a seu sistema imunológico em desenvolvimento. Uma pesquisa epidemiológica, feita em 2006, mostrou claros indícios, em 151 estudos independentes, de que a vacinação de crianças contra doenças infantis aumenta significativamente o risco de estas crianças desenvolverem câncer no decorrer da vida. 

Uma série de estudos demonstrou a associação do venenoso flúor adicionado à água potável pelas empresas de saneamento ao desencadeamento de câncer dos ossos (osteossarcoma) e outros tipos de câncer. A boa notícia é que, após terem aprovado durante décadas a adição de flúor à água potável canalizada, em janeiro de 2011, o CDCP fez uma séria advertência sobre a alta nocividade, para as crianças, dos níveis atuais de flúor presentes na água potável. Infelizmente, muitas mães desinformadas continuam a usar água da torneira fluorada para preparar a mamadeira dos bebês.

O corte precoce do cordão umbilical, antes dos necessários 40-60 minutos após o nascimento, é capaz de reduzir a oxigenação do sangue do bebê em mais de 40%, impedindo a filtragem das toxinas do sangue através da placenta. Comprovou-se que essa prática, relativamente recente, causa efeitos negativos consideráveis no desenvolvimento da criança.

Todos os fatores que afetam o organismo físico da criança têm influência emocional e psicológica. Em outras palavras, não é necessário ser adulto para ser dominado por traumas emocionais. 

O estresse emocional prolongado é capaz de comprometer o sistema imunológico e, consequentemente, tornar o corpo suscetível a qualquer tipo de doença, inclusive o câncer.

Expor as crianças à radiação ionizante, por meio de tomografias, por exemplo, após uma pancada na cabeça, é uma prática médica bastante arriscada e, em geral, desnecessária, capaz de levar facilmente a um tumor no cérebro e outros sérios problemas de saúde. O cérebro em desenvolvimento da criança tem pouca ou quase nenhuma proteção contra a radiação ionizante.

Duas frases importantes: "O câncer não faz adoecer uma pessoa; é a doença dessa pessoa que provoca o câncer" e "Uma vez que um câncer tenha sido produzido, seu objetivo principal é restaurar o doente a uma condição equilibrada entre mente, corpo e espírito".

O estresse emocional é capaz de desativar o sistema imunológico, impedindo que nosso organismo se cure e nos fazendo adoecer de verdade.

Os tratamentos oncológicos padrão conseguem diminuir o número de células cancerosas a um nível detectável, mas certamente não conseguem erradicar todas elas. Se as causas do crescimento tumoral permanecem intactas, o câncer pode se desenvolver de novo, a qualquer momento, em qualquer parte do corpo e a qualquer velocidade.

Tratar o câncer como uma doença é a armadilha na qual têm caído milhões de pessoas, que pagaram caro por não terem tratado as causas subjacentes.

O velho ditado, "O conhecimento é diferente nos diferentes estados de consciência", revela que a verdade é uma projeção subjetiva da mente, consciente ou subconsciente. Outrossim, se insistirmos que o câncer é uma doença terrível capaz de nos matar, essa crença provavelmente concretizará essa temida expectativa. Lembre-se, o trauma emocional reprime o sistema imunológico e impede a cura. Pesquisas recentes sobre o cérebro revelaram que o poder do pensamento positivo é o único indutor da cura do organismo. 

Não é o câncer que mata as pessoas. A menos que um tumor cancerígeno conduza a uma obstrução mecânica fatal ou a um inchaço e subsequente sufocamento de um órgão, não se deve considerar que o câncer prejudique ou mate um organismo. Ao contrário, o câncer é um mecanismo de cura ou sobrevivência que ocorre quando há uma ameaça à vida por um ou vários motivos discutidos aqui. O câncer é um indicativo de que o organismo está perigosamente em desequilíbrio e talvez morra por qualquer causa que o tenha desequilibrado. Existe uma clara distinção entre as causas do câncer e seus sintomas.

Referência:
[1] Andreas Moritz, O câncer não é uma doença, é um mecanismo de cura. Descubra a razão oculta do câncer, cure suas causas profundas e melhore sua saúde como nunca!, Madras Editora, 2018. ISBN: 978-85-370-1125-6.

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Tuesday, September 19, 2017

 

Platão e Aristóteles


Platão e Aristóteles defendiam coisas diferentes, pela qual uma negava a outra. Começando pelo primeiro, Platão defendia que absolutamente tudo que pertence ao "mundo dos sentidos" é feito de materiais que o tempo trata de desfazer mas, por sua vez, todas as coisas materiais nascem de uma "forma" atemporal, que é tanto eterna quanto imutável.

Para Platão, aquilo que é eterno e imutável não é nenhuma "substância fundamental" que pertence ao mundo físico, mas sim modelos ou padrões espirituais ou abstratos dos quais derivam todos os outros fenômenos.

Por exemplo: o cavalo, ele envelhece, passa a mancar, adoece e morre, mas a verdadeira "forma do cavalo" é eterna e imutável. A essas formas Platão deu o nome de ideias. Atrás de todo cavalo, porco ou ser humano existe um "cavalo ideal", um "porco ideal" ou um "ser humano ideal".

Em síntese, Platão quis dizer que deve haver uma realidade própria atrás do "mundo dos sentidos". A essa realidade ele chamou de "mundo das idéias". Lá estão os modelos, eternos e imutáveis, por detrás dos diferentes fenômenos que presenciamos na natureza; é no mundo da ideias que se enraíza a natureza humana.

Aristóteles, em determinado momento de sua vida, e que era seguidor de Platão, passou a contradizê-lo e deixou de seguir seus ideais. Isto porque Aristóteles era um famoso naturalista, e como tal, observador perspicaz da natureza, passou a enxergar nela a verdade e o local onde deveria o homem procurar a máxima, e, deste modo, a mesma estaria no mundo tangível e não naquele defendido por Platão.

Seu adágio era de que não havia ideias natas. Para Platão, o mais alto grau da realidade está naquilo que pensamos com a razão. Para Aristóteles, ao contrário, o mais alto grau da realidade está naquilo que sentimos com os sentidos. Daí que começa a disputa entre racionalistas (razão como verdade) e empiristas (sentido como verdade). Tem-se assim o mundo concreto dos sentidos, defendido por Aristóteles e o mundo inefável das ideias, defendido por Platão.

Kant juntou a divisão entre Platão (racionalista) e Aristóteles (empirista), demonstrando que ambas estão corretas, tendo positividades e negatividades.

O cérebro esquerdo, que a grande maioria utiliza com mais magnificência do que seu oposto, está associado à parte lógica, analítica e estruturada. Já o hemisfério direito, condiz com a imaginação, criatividade, etc. Platão trabalhava mais com o cérebro direito (criativo, abstrato) e Aristóteles mais com o esquerdo (raciocínio lógico e analítico). Por isso, cada um defendia seu ponto de vista como o correto, sem se darem conta que era com a união dos dois que grandes pensadores fariam jus de suas obras, pois colocariam os dois hemisférios em prática.

A partir do momento que o ser humano está inserido no seu devido presente na matéria, a única maneira de acessar o "mundo das ideias" defendido por Platão, ironicamente, é através daquilo que ele negava como fonte de verdade, ou seja, é pelo "mundo dos sentidos" de Aristóteles. Para Platão, todos os fenômenos na natureza não passavam de uma sombra das formas ou ideias eternas, não descortinando para a verdadeira contemplação de como as coisas da natureza realmente são por trás das coisas.

O conhecimento sensível pode deixar de ser limitado ao ir para o campo da ideia, pois a ideia é ilimitada; isso faz com que a egrégora continue sendo alimentada, sempre tendo novos conhecimentos agregados, sendo então sempre crescente.

Fonte: Bruno Borges, TAC: Teoria de Absorção do Conhecimento, Arte e Vida - Infinity Editorial, 2017. ISBN: 978-85-69359-04-3.

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Wednesday, June 17, 2015

 

A Doença chamada Menstruação


Em toda a Natureza, o sexo feminino é superior ao sexo masculino. Apenas na raça humana esta regra é alterada, chamando-se o sexo feminino de "sexo frágil". No entanto, esta denominação não é correta, já que em todos os países do mundo [1], a mulher vive, em média, mais que os homens e, portanto, existem muito mais viúvas que viúvos em todos os países. Aqui no Brasil, por exemplo, as mulheres vivem, em média, mais de 7 anos a mais que os homens [2]. Todos nós sabemos que as meninas começam a se desenvolver mais cedo (ficando mais altas) que os meninos, até a época em que começam as hemorragias periódicas chamadas de menstruação. Com o fluxo sanguíneo menstrual, a adolescente perde os elementos cálcio e fósforo, que são necessários para a formação dos ossos, fazendo com que elas acabem crescendo menos que os rapazes, que não sofrem desta hemorragia periódica (apenas algumas hemorragias esporádicas pelo nariz). Apesar da desvantagem da menstruação, as mulheres ainda vivem mais que os homens, em média.

Outra característica patológica do sexo feminino da raça humana são os seios grandes. Os seios femininos deveriam ser pequenos, e deveriam aumentar de volume apenas por ocasião do parto, para amamentar os recém-nascidos. No entanto, em nossa sociedade é moda elegante ter seios volumosos e muitas mulheres procuram aumentá-los ainda mais através de implantes de silicone e injeções salinas [3]. Para segurar esse maior volume, é comum o uso de sutiãs, instrumento que contribui para o surgimento de câncer de mama nas mulheres [4]. O câncer de mama é muito mais comum em mulheres que possuem seios grandes, e muito menos frequente em mulheres de seios pequenos. Mulheres de seios pequenos tem a mesma probabilidade de câncer de mama que a probabilidade de câncer de seio que os homens, algo quase nulo.

Que a menstruação é um processo patológico prejudicial à mulher pode ser visto pelo desconforto físico e mental que ela causa, quando ocorre, como a conhecida TPM (tensão pré-menstrual). A menstruação não precisa acontecer enquanto a mulher está no seu período fértil da vida. Ela ocorre devido a um condicionamento social errado imposto às mulheres por uma sociedade machista. O fato de que existem registros médicos de inúmeras mulheres que viveram vidas longas e saudáveis e tiveram muitos filhos sem menstruar uma única vez nas suas vidas, é uma indicação que esta perda de sangue perfeitamente bom, o mesmo que flui na circulação geral do corpo, não é algo necessário para a saúde ou a fertilidade, como é usualmente suposto [5]; e os muitos casos registrados de mulheres que se livraram desta hemorragia adotando uma dieta e modo de vida naturais, indica que a menstruação é algo não natural e, portanto, é uma penalidade que se paga pela violação de leis naturais.

Na Referência [5], o autor informa que encontrou uma jovem mulher que disse a ele confidencialmente algo singular: ela tinha se separado recentemente do seu marido e também tinha começado uma dieta crua de frutas, consistindo basicamente de saladas de frutas. Ela disse que após deixar seu marido e adotar essa dieta, a sua menstruação desapareceu completamente. Ela também acrescentou que ela tomava banhos frios todos os dias do mês. Isto era a primeira vez que ele ouvia tal coisa, pois ele acreditava que a menstruação era um aspecto necessário da fisiologia feminina entre a puberdade e a menopausa. Pouco depois, ele encontrou outra jovem mulher que disse a ele que quando ela adotou uma dieta vegetariana, ela parou de menstruar por um ano, mas a menstruação voltou quando ela voltou a ter uma dieta com carne.

A menstruação envolve uma terrível perda de hormônios sexuais femininos, que estão presentes no sangue menstrual em até seis vezes a concentração deles presente na circulação geral do organismo. É esta perda contínua de hormônios sexuais durante três décadas de menstruação que traz a menopausa e seus efeitos posteriores, causando o envelhecimento da mulher e a perda da sua juventude e da beleza. Por esta razão, a menstruação traz os sintomas da senilidade e da velhice. A partir disso, podemos concluir que se uma mulher se livrar dessa hemorragia debilitante, ela iria preservar sua juventude para sempre, como foi o caso de uma francesa famosa, Ninon de L'Enclos, que, com a idade de 90 anos parecia-se como uma mulher jovem e era tão bonita que muitos pretendentes pediam sua mão em casamento. Isto ela conseguiu através de uma dieta especial que a livrou da menstruação, que é a chave do rejuvenescimento feminino.

Contrário à crença de que o cérebro do homem é maior do que o da mulher, o cérebro da mulher é, relativo ao peso total de seu corpo, um quarto mais pesado do que o do homem. É um erro julgar a superioridade mental de um organismo vivo com base no peso absoluto do cérebro, pois, nesse caso, o elefante tem um cérebro maior e, portanto, deveria ser muito mais esperto que o homem. O peso relativo do cérebro da mulher, sendo 25% maior do que o do homem, isso iria fazer ela o sexo mentalmente superior, apesar de que na nossa presente sociedade patriarcal, não são dadas a elas as oportunidades dadas ao sexo masculino que é relativamente inferior. Porém, o que é mais forte: a "intuição feminina" ou a "intuição masculina"? 

O organismo feminino vem ao mundo com maior vitalidade que o masculino; durante o período de gestação sua tenacidade superior pela vida resulta no fato de que existem menos abortos espontâneos femininos do que masculinos. Também na ocasião do parto existem menos morte de fêmeas, enquanto durante a infância existe uma menor incidência de doenças e mortes. Vindo ao mundo com maior vitalidade, o organismo feminino acaba superando o masculino em longevidade.

Durante a infância a menina é mentalmente superior ao menino. A sua glândula tireoide, que possui três lóbulos, enquanto a do sexo masculino possui apenas dois, leva ela a ter um desenvolvimento precoce, tanto do corpo como do cérebro, já que ambos estão sob o domínio da tireoide. Estimou-se que o cérebro feminino desenvolve-se, a partir do nascimento, quatro vezes mais do que a taxa masculina, entre outras coisas, por receber a influência catalisadora da maior quantidade de hormônios da tireoide ricos em iodo, que controlam o desenvolvimento e a diferenciação das células cerebrais, pois está provado que quando esse hormônio está deficiente, ocorre a idiotia. Como resultado, a menina com a idade de sete anos alcança uma capacidade cerebral que o menino apenas alcança com a idade de quatorze anos.

O crescimento mais rápido do cérebro feminino durante a infância não apenas termina prematuramente com o começo das menstruações, como também para completamente alguns anos mais tarde, enquanto o cérebro masculino que está crescendo mais devagar continua a se desenvolver até a idade de trinta anos. Esta parada não natural de crescimento do cérebro feminino, como um resultado da menstruação, permite ao cérebro masculino, relativamente inferior, finalmente suplantar e exceder o cérebro feminino em desenvolvimento e capacidade, levando à superioridade mental do sexo masculino sobre o feminino, que não existiria se não houvesse a presença da desvantagem menstrual, que, na sua ausência, levaria o crescimento do cérebro feminino a suplantar amplamente aquele do cérebro masculino. Será que os homens, através de falsos ensinamentos religiosos (o pecado original de Eva) e médicos, impuseram a menstruação sobre as mulheres para evitar que elas se tornassem mentalmente superiores e para mantê-las em um estado de subjugação sexual? A igreja católica, por exemplo, matava na fogueira as mulheres mais inteligentes (chamando-as de "bruxas" e que, provavelmente, não menstruavam) durante a Idade Média, para evitar a supremacia das mulheres sobre os homens. Todas as mulheres extraordinárias da história estiveram relativamente livres dessa drenagem vital do sexo delas. Elas ou menstruavam pouco ou não menstruavam, como foi o caso de Joana d'Arc, como ficou provado por exames médicos durante o seu julgamento por feitiçaria, que a levou a ser queimada na fogueira como uma bruxa, por esta razão.

Existe uma Teoria da Menstruação de Gerson [Sobrevivência a um período de acasalamento primitivo]: o ciclo menstrual (também chamado de "regra", mas que não deveria ser regra) representa a continuação de um ciclo de acasalamento primitivo associado à Lua. Em época primitiva, a lua cheia - com sua alta claridade - encorajava andar durante a noite, enquanto que a escuridão (durante as outras fases da lua) proibia essas andanças, de tal forma que grupos errantes de homens capturavam e estupravam as mulheres nos períodos de lua cheia, gerando grandes traumas físicos e mentais. A origem da hemorragia menstrual, e o medo, a dor e a depressão ligadas a isso (origem da TPM), é devido a esse estupro mensal violento feito pelos homens que invadiam os povoados. Em outras palavras, nesta teoria a menstruação surgiu como uma hemorragia causada pelo estupro. Essa hemorragia gradualmente tornou-se um hábito adquirido e foi transmitido de mãe para filha, assim como a hemofilia. A perda de sangue lunarmente periódica que ocorria como resultado da relação sexual, posteriormente passou a ocorrer sem haver relação sexual, mas no período em ela poderia ter acontecido.

Em comunidades em que ambos os sexos são (ou eram) tratados de forma igualitária, o sexo feminino sempre se destaca. Na antiga Grécia, existia o Oráculo de Delfos ("Conheça a ti mesmo"), consultado por todos, em que as mulheres (sacerdotisas chamadas de pitonisas) eram as cabeças mais privilegiadas. Historiadores registraram que entre os antigos gauleses, as mulheres eram mais fortes que os homens, e elas lutavam com os romanos lado a lado com os homens. As gaulesas eram também mais altas que os homens. Entre os antigos teutões (antigos alemães), que reconheciam e praticavam a igualdade de direito dos sexos, as mulheres também eram mais altas e fortes que os homens e lutavam contra os romanos com igual ferocidade. Esqueletos encontrados delas, mostram que algumas atingiam mais de dois metros de altura.

As antigas Amazonas, aquelas mulheres emancipadas da antiguidade, de cuja existência histórica não há mais dúvidas, e que viviam separadas da companhia de homens, renunciando ao casamento como sendo escravidão sexual e lutando até a morte para não se submeter a isso, não menstruavam, o que indica que a origem da menstruação é a submissão sexual da mulher ao homem.

Hoje em dia, é comum que mulheres atletas (com muito boa saúde!) não menstruarem (situação chamada de amenorréia). Isso costuma ser visto pela classe médica como algo negativo, mas a verdade é justamente o oposto, conforme podemos concluir das informações fornecidas acima nesta postagem. Pelo exposto, também poderíamos concluir que a menstruação é uma doença psicossomática.

Referências:
[1] https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_life_expectancy
[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_unidades_federativas_do_Brasil_por_expectativa_de_vida#Unidades_federativas_do_Brasil_por_expectativa_de_vida
[3] Giuliana Vallone, Implante a jato, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Equilíbrio, pg. B7, 16 de junho de 2015.
[4] http://www.saudeperfeitarfs.blogspot.com.br/2005/04/o-suti-assassino.html 
[5] Raymond W. Bernard, The Physiological Enigma of Woman.

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Wednesday, March 30, 2011

 

Solidão e Doença


Para seres sociais, como nós, ter uma companhia é algo mais do que um desejo: é uma necessidade, fundamental para o nosso bem-estar. Curiosamente, essa necessidade não se dá tanto pela possibilidade de recebermos afeto efetivamente, e sim por sabermos que os outros estão lá, disponíveis e ao nosso alcance, mesmo que seja apenas para nos ouvir e oferecer um ombro amigo em tempos difíceis. Por isso, o isolamento prolongado costuma provocar sofrimento psíquico - e faz o corpo adoecer.

Estudos revelam que pessoas que cultivam relacionamentos conjugais harmoniosos e/ou têm amigos íntimos, adoecem menos e vivem mais do que as que têm poucos relacionamentos afetivos. O impacto positivo direto dos relacionamentos sobre o bem-estar pode estar na regulação da resposta ao stress crônico. Se considerarmos que o próprio isolamento é para o cérebro uma fonte de stress, fica fácil entender por que as pessoas socialmente isoladas têm o sistema nervoso simpático - aquele que dispara a resposta do stress - cronicamente hiperativo. Como a resposta crônica e intensa a vivências estressantes provoca hipertensão e leva à formação de placas nas artérias, essas pessoas têm de duas a cinco vezes mais riscos de sofrer de doenças cardíacas. No que talvez seja a descoberta da neurociência de maior impacto social da década, hoje sabemos como o contato social, na forma de abraços, beijos e carinhos, garante ao cérebro que você não está sozinho no mundo.

Fonte: Revista Mente&Cérebro, Edição Especial No. 19, da revista Scientific American. www.mentecerebro.com.br

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Sunday, January 24, 2010

 

Depressão e Alimentação

"Mente sã em corpo são", ditado popular

Nossa alimentação rotineira afeta o corpo e a mente. Portanto, distúrbios mentais (e do cérebro), como depressão e demência, podem ser causados pela alimentação inadequada, para determinadas pessoas. A pesquisa abaixo [1] comprova isso.

Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão
Estudo aponta ação da chamada "junk food" no desenvolvimento do distúrbio
Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados

Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes, etc) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.

Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.

Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.

O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.

Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir os sintomas da depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.

"O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.

Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão.

"A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio".

Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas um dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.

GORDURA TRANS
Aumenta a produção de substâncias oxidantes pro até 3 horas após a refeição; estas substâncias ativam genes que levam a produções de substâncias pró-inflamatórias, como a IL 6 (interleucina 6). O aumento de IL 6 é observado em quadros depressivos.

CEREAL REFINADO
Cria desequilíbrios na flora intestinal, reduzindo a quantidade de bactérias "boas", que combatem infecções; o aumento das bactérias meléficas sinaliza inflamação, estimulando a produção de substâncias que alteram o equilíbrio hormonal e neurológico.

GORDURA SATURADA
Pode causar obstrução das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo para o cérebro e afetando o seu funcionamento; também ativa a produção de substâncias pró-inflamatórias.

CORANTES, CONSERVANTES, EDULCORANTES
Aumentam a produção de substâncias oxidantes por pelo menos 3 horas após a refeição; o cérebro "entende" essas substâncias como tóxicas e aciona o seu sistema de defesa, aumentando a produção de substâncias relacionadas aos processos inflamatórios.

AÇÚCAR
A oferta, por curto período, de energia em alta concentração causa oscilações bruscas na bioquímica cerebral e no humor; aumenta a produção de substâncias oxidantes por cerca de 2 horas após a refeição.

Referência:
[1] Iara Biderman, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 22 de janeiro de 2010.

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Saturday, June 02, 2007

 

Osho e Tantra: Saraha, o Fundador do Tantra - 4

[continuação]

O instruído precisa ir ao vital, o falso precisa ir ao real. Saraha perguntou à mulher cheia de vida se ela fazia arcos e flechas profissionalmente, e a mulher deu uma risada, uma risada selvagem, e disse: "Seu brâmane estúpido! Você deixou o Veda, mas agora está adorando os dizeres de Buda. Então, qual é o sentido disso? Você mudou de livros, mudou sua filosofia, mas permanece o mesmo homem estúpido."

Saraha ficou chocado; ninguém jamais falara com ele dessa maneira; apenas uma mulher inculta poderia falar dessa maneira. E o modo como ela riu era muito pouco civilizado, muito primitivo, mas muito vivo. Ele estava se sentindo atraído; ela era um grande ímã e ele era um pedaço de ferro. Então ela disse: "Você acha que é um budista? O significado de Buda pode ser conhecido só através da ação, e não através de palavras e de livros. Você já não está no ponto de dar um basta? Você já não está saturado de tudo isso? Não desperdice mais tempo nessa busca inútil. Venha e me siga!". E ele a seguiu...

Ele a viu no mercado sem olhar para a esquerda nem para a direita (com o arco e a flecha), mas exatamente no meio. Pela primeira vez, ele entendeu o que Buda quis dizer com "estar no meio", evitando os extremos. Primeiro ele tinha sido um filósofo, agora ele se tornara um antifilósofo, indo de um extremo a outro. Primeiro ele estava venerando uma coisa, e agora estava venerando justamente o oposto, mas a veneração continuava.

Você pode se mover da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, mas isso não irá ajudar. Você será como um pêndulo, movendo-se da esquerda para a direita, da direita para a esquerda... Você já observou isso? E dessa forma, o relógio segue em frente e o mundo segue em frente.

Estar no meio significa que o pêndulo vai ficar pendurado bem no meio, sem ir para a direita nem para a esquerda. Então o relógio pára, o mundo pára; não há mais tempo e surge o estado de não-tempo. O meio é o ponto a partir do qual a transcendência acontece. Pense a respeito disso. Uma pessoa correndo atrás de dinheiro é louca, louca por dinheiro; o dinheiro é o seu deus. Um dia ou outro, esse deus fracassa, e isso é inevitável. O dinheiro não pode ser o deus; ele era a sua ilusão. Um dia você chega ao ponto em que percebe que não existe nenhum deus no dinheiro, que não existe nada nele e que você desperdiçou a sua vida. Então você se volta contra ele e toma a atitude oposta, passando a ser contra o dinheiro e nem mesmo tocando em dinheiro. Mas você esta obcecado nas duas atitudes. Agora você é contra o dinheiro, mas a sua obsessão permanece. Você se moveu da esquerda para a direita, mas o dinheiro ainda está no centro da sua consciência.

Você pode mudar de um desejo a outro; era muito mundano e agora se tornou espiritual; mas você continua o mesmo, a doença persiste.

Buda diz que ser mundano é ser mundano, e que ser espiritual é também ser mundano; venerar o dinheiro é ser louco, e ser contra o dinheiro é ser louco; procurar o poder é tolice, e fugir dele também o é.

A mulher disse para Saraha: "Você só pode aprender através da ação." Esta é novamente uma mensagem budista: ser total na ação é estar completamente livre da ação. O carma (karma) é criado porque você não está totalmente envolvido em seus atos; se você estiver totalmente na ação, ela não deixará marcas.

Faça qualquer coisa na sua totalidade, e ela estará terminada, e você não irá carregar a sua memória psicológica. Fazendo qualquer coisa de uma maneira incompleta, ela ficará pendurada em você, seguindo em frente... ela se torna uma ressaca. A mente quer continuar, quer fazê-la e completá-la, tem uma grande tentação de completar coisas. Complete qualquer coisa, e a mente se vai; se você continuar a fazer as coisas com totalidade, um dia subitamente descobrirá que a mente não está presente.

A mente é o passado acumulado de todas as ações incompletas. Você queria amar uma mulher e não amou, e agora essa mulher está morta; você queria ir ao seu pai e pedir perdão por tudo o que você fez, por tudo o que fez que o deixou magoado, mas agora ele está morto. Agora a ressaca ficará com você como um fantasma, agora você é impotente. O que fazer, a quem ir, como pedir perdão? Você queria ser gentil com um amigo mas não pôde porque você se fechou, e agora o amigo deixou de ser amigo e isso o magoa; você começa a se sentir culpado e se arrepende. E dessa maneira as coisas seguem em frente.

Faça qualquer ação com totalidade e você se livra dela e não olha mais para trás, pois não há nada lá para ver. Você não tem ressacas e simplesmente segue em frente. Seus olhos estão limpos do passado, sua visão não está anuviada. Nessa clareza, a pessoa vem a saber o que é a realidade.

Você está tão preocupado... com todas as suas ações incompletas. Você é como um depósito de lixo, uma coisa incompleta aqui, uma outra incompleta ali... nada está completo. Você observou isso? Você já completou alguma coisa, ou tudo está simplesmente incompleto? Nós insistimos em deixar de lado uma coisa e começamos uma outra, e antes que essa seja completada, começamos uma terceira. Ficamos com um fardo cada vez maior, e carma é justamente isso. Carma significa ação incompleta. Seja total e estará livre.

A mulher que fazia arcos e flechas estava totalmente absorta no que fazia, e foi porisso que ela parecia tão luminosa, tão bela. Ela era uma mulher comum, mas sua beleza não era deste mundo. A beleza vinha de sua absorção total na ação; a beleza vinha porque ela não era de extremos; a beleza vinha porque ela estava no meio, equilibrada. A partir do equilíbrio vem a graça. Pela primeira vez Saraha entendeu: a meditação é isso!

Fechar um olho e abrir o outro é também um símbolo budista. Buda diz que metade do cérebro raciocina e que a outra metade intui. O cérebro é dividido em duas partes, em dois hemisférios. O lado esquerdo mantém a faculdade da razão, da lógica, do pensamento discursivo, da análise, da filosofia, da teologia... palavras e mais palavras, argumentos, silogismos e inferências; portanto, o lado esquerdo do cérebro é aristotélico. O lado direito é intuitivo, poético; dele vem a inspiração, a visão, a consciência a priori, o conhecimento a priori. Nesta situação você não argumenta, mas simplesmente você sabe; não que você infira, mas simplesmente se dá conta. Este é o significado do conhecimento a priori, ele simplesmente está ali. A verdade é conhecida pelo lado direito do cérebro; a verdade é inferida pelo lado esquerdo. Inferência é apenas inferência, e não experiência.

[continua]

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