sábado, março 23, 2024
Pensamento do Dia
“Ninguém é mais odiado do que aquele que fala a verdade”, Platão
Marcadores: ódio, pensamento, Platão, verdade
quarta-feira, outubro 04, 2017
O Jardineiro das Estrelas
Abaixo, alguns trechos deste livro [1] de Aydano Roriz.
O vovô Irineu (que já havia morrido) é osso duro de roer. Não conseguiram fazer a cabeça dele (para reencarnar novamente), não! Está lá, no canto dele, cuidando de uma coisa e outra, mexendo numa horta, numas plantas... Ainda outro dia, me falou que está muito bem como está. Se depender dele, não volta nunca mais.
(Um espírito falando para outro) Se você desejar, vá até o lugar que você quiser, eu o materializo e você conversa com quem quiser.
Eu vivo aqui em Selenópolis. Esta é uma colônia espiritual e animais não são dotados de espírito e, portanto, animais não vêm para cá. Selenópolis é uma colônia espiritual que gravita na face oculta da Lua. Note: na mitologia grega, Selene era a deusa da Lua; e polis significa cidade; portanto, Selenópolis significa a cidade da deusa da Lua. O mestre Platão a idealizou no ano 312 antes de Cristo. Tudo só começou a ser materializado a partir do mestre Platão, com a preciosa ajuda dos arquitetos Pythius e Ictinus. Aqui não precisamos nos limitar aos métodos de comunicação verbal da Terra. Podemos usar a linguagem do pensamento. Ele foi ao banheiro, levantou a tampa do vaso sanitário e urinou. Ele ainda urinava, às vezes, embora já tivesse parado de defecar há muito tempo.
O plantio é facultativo, mas a colheita é obrigatória. E eu completaria: A colheita será sempre proporcional ao plantio. Esta é a lei que rege o livre-arbítrio. Tal como a Lei da Gravidade, é uma das leis basilares e imutáveis que governam o universo. Deus não castiga ninguém. Se agisse assim, estaria subvertendo a lei do livre-arbítrio.
Sir Isaac Newton, o descobridor da Lei da Gravidade, foi só mais uma das encarnações do mestre Pitágoras, que está neste momento em Selenópolis.
Quem não tem a humildade de pedir perdão, não merece ser perdoado.
Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. É uma das leis do Universo, descoberta por um tal de Lavoisier.
Confesso que estou começando a ficar cansado de ti. Talvez o melhor fosse providenciarmos uma reencarnação à sua revelia.
O espírito não tem sexo. Tanto pode encarnar num homem, como numa mulher. Portanto, exceção feita ao corpo físico e ao perispírito, as mulheres não diferem em nada dos homens.
Passaram pela cantina para o desjejum (em Selenópolis) - o mesmo suco de sabor indefinido, com o qual se alimentavam desde que desencarnaram.
Mestre Platão acabou de voltar de uma encarnação em um planeta muito evoluído e tem feito um sem número de exigências aqui em Selenópolis. Saiba que, para ser instrutor, você terá de passar por uma banca examinadora um bocado exigente. E um tantinho conservadora.
E um dos alunos do instrutor era o nosso imperador Dom Pedro Segundo...
Referência:
[1] Aydano Roriz, O Jardineiro das Estrelas, Editora Europa, São Paulo, 2017. ISBN: 978-85-7960-474-4.
Marcadores: Aydano Roriz, Platão, Selenópolis, sexo
terça-feira, setembro 19, 2017
Platão e Aristóteles
Platão e Aristóteles defendiam coisas diferentes, pela qual uma negava a outra. Começando pelo primeiro, Platão defendia que absolutamente tudo que pertence ao "mundo dos sentidos" é feito de materiais que o tempo trata de desfazer mas, por sua vez, todas as coisas materiais nascem de uma "forma" atemporal, que é tanto eterna quanto imutável.
Para Platão, aquilo que é eterno e imutável não é nenhuma "substância fundamental" que pertence ao mundo físico, mas sim modelos ou padrões espirituais ou abstratos dos quais derivam todos os outros fenômenos.
Por exemplo: o cavalo, ele envelhece, passa a mancar, adoece e morre, mas a verdadeira "forma do cavalo" é eterna e imutável. A essas formas Platão deu o nome de ideias. Atrás de todo cavalo, porco ou ser humano existe um "cavalo ideal", um "porco ideal" ou um "ser humano ideal".
Em síntese, Platão quis dizer que deve haver uma realidade própria atrás do "mundo dos sentidos". A essa realidade ele chamou de "mundo das idéias". Lá estão os modelos, eternos e imutáveis, por detrás dos diferentes fenômenos que presenciamos na natureza; é no mundo da ideias que se enraíza a natureza humana.
Aristóteles, em determinado momento de sua vida, e que era seguidor de Platão, passou a contradizê-lo e deixou de seguir seus ideais. Isto porque Aristóteles era um famoso naturalista, e como tal, observador perspicaz da natureza, passou a enxergar nela a verdade e o local onde deveria o homem procurar a máxima, e, deste modo, a mesma estaria no mundo tangível e não naquele defendido por Platão.
Seu adágio era de que não havia ideias natas. Para Platão, o mais alto grau da realidade está naquilo que pensamos com a razão. Para Aristóteles, ao contrário, o mais alto grau da realidade está naquilo que sentimos com os sentidos. Daí que começa a disputa entre racionalistas (razão como verdade) e empiristas (sentido como verdade). Tem-se assim o mundo concreto dos sentidos, defendido por Aristóteles e o mundo inefável das ideias, defendido por Platão.
Kant juntou a divisão entre Platão (racionalista) e Aristóteles (empirista), demonstrando que ambas estão corretas, tendo positividades e negatividades.
O cérebro esquerdo, que a grande maioria utiliza com mais magnificência do que seu oposto, está associado à parte lógica, analítica e estruturada. Já o hemisfério direito, condiz com a imaginação, criatividade, etc. Platão trabalhava mais com o cérebro direito (criativo, abstrato) e Aristóteles mais com o esquerdo (raciocínio lógico e analítico). Por isso, cada um defendia seu ponto de vista como o correto, sem se darem conta que era com a união dos dois que grandes pensadores fariam jus de suas obras, pois colocariam os dois hemisférios em prática.
A partir do momento que o ser humano está inserido no seu devido presente na matéria, a única maneira de acessar o "mundo das ideias" defendido por Platão, ironicamente, é através daquilo que ele negava como fonte de verdade, ou seja, é pelo "mundo dos sentidos" de Aristóteles. Para Platão, todos os fenômenos na natureza não passavam de uma sombra das formas ou ideias eternas, não descortinando para a verdadeira contemplação de como as coisas da natureza realmente são por trás das coisas.
O conhecimento sensível pode deixar de ser limitado ao ir para o campo da ideia, pois a ideia é ilimitada; isso faz com que a egrégora continue sendo alimentada, sempre tendo novos conhecimentos agregados, sendo então sempre crescente.
O cérebro esquerdo, que a grande maioria utiliza com mais magnificência do que seu oposto, está associado à parte lógica, analítica e estruturada. Já o hemisfério direito, condiz com a imaginação, criatividade, etc. Platão trabalhava mais com o cérebro direito (criativo, abstrato) e Aristóteles mais com o esquerdo (raciocínio lógico e analítico). Por isso, cada um defendia seu ponto de vista como o correto, sem se darem conta que era com a união dos dois que grandes pensadores fariam jus de suas obras, pois colocariam os dois hemisférios em prática.
A partir do momento que o ser humano está inserido no seu devido presente na matéria, a única maneira de acessar o "mundo das ideias" defendido por Platão, ironicamente, é através daquilo que ele negava como fonte de verdade, ou seja, é pelo "mundo dos sentidos" de Aristóteles. Para Platão, todos os fenômenos na natureza não passavam de uma sombra das formas ou ideias eternas, não descortinando para a verdadeira contemplação de como as coisas da natureza realmente são por trás das coisas.
O conhecimento sensível pode deixar de ser limitado ao ir para o campo da ideia, pois a ideia é ilimitada; isso faz com que a egrégora continue sendo alimentada, sempre tendo novos conhecimentos agregados, sendo então sempre crescente.
Fonte: Bruno Borges, TAC: Teoria de Absorção do Conhecimento, Arte e Vida - Infinity Editorial, 2017. ISBN: 978-85-69359-04-3.
Marcadores: Aristóteles, Bruno Borges, cérebro, Kant, mundo das ideias, mundo dos sentidos, Platão
