terça-feira, junho 11, 2024
Curando depressão a cavalo…
quarta-feira, abril 24, 2024
Sun Gazing: a cura pelo sol
Sem a presença do Sol, não haveria vida no planeta Terra. Portanto, é a energia vinda do Sol que sustenta todas as formas de vida na superfície planetária. Olhar diretamente para o Sol (chamado de Sun Gazing, em inglês) energiza fortemente nossa mente e nosso corpo, podendo levar, inclusive, a dispensarmos a ingestão bucal de alimentos ("fome zero") e curando nossos problemas mentais (como depressão, por exemplo). Abaixo iremos compilando endereços úteis para obter mais informações sobre este assunto:
1. https://serluminoso.blogspot.com/2019/05/sun-gazing-como-praticar.html
Marcadores: cura, depressão, fome, sol, sun gazing, viver de luz
quarta-feira, outubro 04, 2023
Depressão, o Mal do Século
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Marcadores: depressão, Emília Barros, vídeo
segunda-feira, março 14, 2011
As Bases da Saúde
Uma pessoa relacionada à área da saúde me passou a seguinte informação sobre os fatores fundamentais (ordenados abaixo em ordem decrescente de relevância) necessários para se recuperar e preservar a saúde de nosso corpo:
1. Respiração: uma boa respiração de um ar puro é fator essencial para se preservar uma boa saúde. O ar é nosso principal alimento: não podemos passar muitos minutos sem ele, enquanto que sem alimentos e sem água podemos passar muitos dias...Todos os lugares do planeta onde existe maior densidade de centenários é em regiões montanhosas, onde o ar é puríssimo...
2. Alimentação: os alimentos mais adequados para nos manter vivos são os alimentos vivos, isto é, os alimentos crus...pois "a vida só vem da vida e da morte só vem (doenças e) morte"... alimento cozido é alimento morto (sem enzimas)... é também bom lembrar que o Sol é um alimento indispensável para nossa saúde, gerador de vitamina D no nosso corpo...
3. Movimentação: nosso corpo foi feito para movimentar-se, pois possui braços e pernas móveis... portanto, devemos sempre nos exercitar fisicamente... água parada apodrece... e o nosso corpo é feito majoritariamente de água....
4. Pensamentos: a qualidade de nossos pensamentos afeta a qualidade de nosso corpo... a maioria das doenças é de cunho psicossomático... pensamentos negativos arrasam o nosso corpo e pensamentos positivos o preservam...
5. Sociabilidade: o ser humano é um animal gregário, que gosta de viver em grupo... portanto, viver isolado é uma situação fora do normal para o homem e que pode afetar negativamente o funcionamento do seu corpo...
Todos esses fatores devem ser exercitados sem excessos, obviamente...
Tome, por exemplo, o caso de uma pessoa com depressão: ela imediatamente tende a se isolar socialmente (não atende o item 5)... dessa forma, ela começa a gerar pensamentos negativos (detona com o item 4)... deseja ficar parada dentro de casa (minimiza o item 3)... não se alimenta direito (compromete o item 2)... e, por ficar muito tempo dentro de casa, acaba por respirar um ar de qualidade inferior (ficando deficiente no item 1).
Ao movimentarmos o nosso corpo (item 3) - através de uma caminhada, dança, sexo, etc - há uma tendência natural de se melhorar a nossa respiração (item 1), tornando-a mais profunda.
Marcadores: alimentação, depressão, movimento, pensamento, respiração, sociabilidade
sábado, fevereiro 26, 2011
A Depressão Leve
Veja o que Ryuho Okawa [1] tem a dizer para combater a ocorrência de depressão leve.
Pergunta: Há muita gente sofrendo de depressão leve nos dias de hoje. Por favor, o senhor pode explicar as causas e falar das medidas para combater esse mal, de um ponto de vista espiritual?
Resposta: Em primeiro lugar, quando consideramos as causas dessa condição, descobrimos que, na maioria dos casos, há algum tipo de influência espiritual negativa em ação.
No entanto, o que eu gostaria que você lembrasse é que o ser que está possuindo ou influenciando uma pessoa e a pessoa influenciada estão, ambos, na mesma sintonia vibratória.
Em tais situações, vários tipos de espíritos são atraídos, mas, examinando esses espíritos, vemos num instante que a mente (o coração espiritual) da pessoa está doente. Uma entidade que não tenha afinidade com a pessoa não aparecerá. Sempre, e isso nunca falha, há algum tipo de familiaridade. Esse é um princípio fundamental.
Por isso, se a pessoa descobre que está sendo influenciada por algum tipo de interferência espiritual, ela deve examinar a si mesma para certificar-se de que, em seu coração, não há nada que possa atrair esses espíritos negativos.
Nessa situação, o ensinamento da autorreflexão é o que tem o efeito mais poderoso. A autorreflexão é o caminho correto para a cura. Então, calmamente, analise profundamente o que existe dentro de seu coração.
Quando espíritos aproximam-se de uma pessoa, ou quando ela é propensa a sofrer interferências espirituais, a reação mais comum é a tendência de pôr a culpa do que acontece de errado em outras pessoas (escolhe-se "bodes expiatórios"). A reação imediata é essa. É inevitável que a pessoa comece a dizer: "Foi fulano que errou", ou "A culpa é de beltrano".
Se essa tendência se manifestar, reflita seriamente para ver se essa é realmente sua própria opinião. A idéia é sua mesma ou veio de algum espírito que o fez pensar dessa maneira? É preciso refletir sobre isso com muita calma.
Antes de culpar alguém, serene o seu coração e depois o examine para assegurar-se de que não há nenhum problema perturbando-o. Se houver, isso significa que você precisa praticar a autorreflexão, mesmo que isto leve algum tempo, vá retirando, uma por uma, todas as nuvens de perturbação de seu coração. Se conseguir reconhecer suas próprias falhas e arrepender-se delas, com certeza você se tornará mais forte. Assim, praticar a autorreflexão é a primeira opção.
Outro método para lidar com a depressão leve, quando tudo parece sair fora dos trilhos, é tentar não reagir demais. Em algum momento, você pode pensar: "Preciso fazer alguma coisa a respeito disso, imediatamente". Mas, se você se preocupar demais, acabará por se enredar cada vez mais na armadilha.
Um princípio básico é que a possessão por espíritos malignos não dura para sempre, pela simples razão de que o verdadeiro lugar deles é no Inferno. O Inferno é um mundo de ressentimentos emaranhados, de enganos e perseguições, onde todos são cheios de más intenções. Mesmo que os habitantes desse mundo infernal se apossem de pessoas encarnadas na Terra, isso será temporário, porque, se a possessão prolongar-se demais, eles também começarão a sofrer, pois as vibrações do Inferno e as do nosso mundo físico são diferentes.
A pessoa possuída sofre, mas o mesmo acontece com o espírito que a possui. Por favor, lembre-se desse fato. Em particular, a pessoa possída deve praticar a "busca do correto coração", o que fará o espírito obsessor sofrer de modo considerável. Pense nisso da seguinte forma: "Estou sofrendo, mas aquele do outro lado também está". Tal situação não pode durar muito tempo.
Assim, mesmo que uma pessoa ainda não tenha despertado espiritualmente de modo completo, ela pode esperar a libertação dentro de mais ou menos três meses, seis, no máximo. Se adotar um estilo de vida equilibrado, certamente o espírito dominador irá embora. Se a possessão causou uma depressão leve, isso também acabará.
A razão disso é que os companheiros do espírito, no Inferno, querem ter certeza de que ele voltará para seu meio. Eles o puxarão de volta, dizendo: "Quanto tempo você acha que vai continuar se divertindo?"
Então, por favor, dê tempo ao tempo. Se você lutar e fizer alguma tolice, você acabará por conseguir resultados indesejáveis. Portanto, um pouco de paciência é o melhor remédio. Se você tiver resistência suficiente para esperar seis meses, eu lhe garanto que as coisas mudarão para melhor.
Outro método é a pessoa manter o pensamento positivo. Se estiver sempre pensando em coisas ruins, inevitavelmente você cairá nas garras de espíritos malévolos. Quando você está com uma leve depressão e sob forte influência espiritual, a pessoa tende a ver pequenas coisas negativas como se fossem enormes. Algo ruim, mas pequeno como uma unha, pode assumir proporções gigantescas. Muitas vezes, os menores contratempos parecem questões de vida ou morte que se tornam problemas monumentais com capacidade de abalar a Terra.
Em tais momentos, é necessário fazer o coração serenar. Alcançada a serenidade, a pessoa deve pensar: "Mesmo que eu perca minha vida, ninguém pode tirar de mim o meu espírito imortal".
Como o espírito humano é imortal, não há nada, realmente, que nos possa ser tirado. Nós temos um espírito imortal e vida eterna. A vida, nesse sentido, não é algo que podemos perder. O pior que nos pode acontecer é perder a vida neste mundo físico. Em geral, as situações ruins surgem devido a problemas no relacionamento familiar, pelo fato de não sermos benquistos ou de perdermos o emprego.
Tirar de nós nossa vida eterna, porém, ninguém pode. Como isso é impossível, você deve tentar avaliar qual seria o pior desfecho de uma situação e preparar-se adequadamente para isso, pensando: "Acredito que conseguirei continuar vivendo, mesmo nessas circunstâncias adversas". Se você estiver preparado para o pior, não ficará desnorteado. Então, depois de fortalecer seu espírito dessa maneira, se esperar um pouco, logo será capaz de ver várias "sementes de luz".
Embora até encontrar essas sementes você possa ter nutrido pensamentos negativos, coisas boas começarão a acontecer. Não há razão para você continuar pensando negativamente. Se tiver paciência para esperar que se passem seis meses, um mês, ou quinze dias, coisas boas começarão a acontecer em sua vida; então, procure não perder as oportunidades que surgirem.
É preciso nutrir essas sementes. Pense nas boas coisas que você fez, em boas coisas que aconteceram em momentos felizes e com isso tudo, nutra boas sementes para que elas germinem. Assim, expandindo sua felicidade, a infelicidade desaparecerá. Esse método de acender uma vela para dissipar a escuridão é, de fato, uma ótima estratégia.
Para pessoas que sofrem de depressão leve, pode ser difícil lutar contra o lado negativo de si mesmas e, para remediar isso, é bom que elas comecem a usar a força do pensamento positivo, acostumando-se a "procurar apenas o que existe de bom".
Esse procedimento geralmente é recomendado para pessoas sob alguma influência espiritual. Mas, o que você deve fazer, se alguém que você conhece está nessa situação?
Primeiro, elogie a pessoa, exaltando tudo o que ela tem de bom. Começando por aí, você garantirá o melhor efeito. Se você criticar os seus pontos fracos, a pessoa simplesmente ficará mais descontrolada. Por essa razão, não se esqueça de elogiá-la e conversar com ela sempre de modo alegre e animador.
É importante envolvê-la numa atmosfera harmoniosa. Um círculo protetor de amizade, apoio e pensamentos animadores, formado por amigos, é importante. A pessoa pode não conseguir vencer os maus espíritos sozinha, mas com pessoas reunidas à sua volta para ajudá-la, esses espíritos não terão força para derrotá-la.
Alguém que olha apenas para o lado escuro de tudo certamente encontrará escuridão. Mas quem olha para o lado da felicidade verá aumentarem seus motivos para ser feliz. Por favor, esforce-se para sempre ver o lado bom de tudo. E sempre tem o lado bom de tudo...
No entanto, o que eu gostaria que você lembrasse é que o ser que está possuindo ou influenciando uma pessoa e a pessoa influenciada estão, ambos, na mesma sintonia vibratória.
Em tais situações, vários tipos de espíritos são atraídos, mas, examinando esses espíritos, vemos num instante que a mente (o coração espiritual) da pessoa está doente. Uma entidade que não tenha afinidade com a pessoa não aparecerá. Sempre, e isso nunca falha, há algum tipo de familiaridade. Esse é um princípio fundamental.
Por isso, se a pessoa descobre que está sendo influenciada por algum tipo de interferência espiritual, ela deve examinar a si mesma para certificar-se de que, em seu coração, não há nada que possa atrair esses espíritos negativos.
Primeiro recurso contra a depressão leve - Reflita calmamente sobre o estado de seu coração
Nessa situação, o ensinamento da autorreflexão é o que tem o efeito mais poderoso. A autorreflexão é o caminho correto para a cura. Então, calmamente, analise profundamente o que existe dentro de seu coração.
Quando espíritos aproximam-se de uma pessoa, ou quando ela é propensa a sofrer interferências espirituais, a reação mais comum é a tendência de pôr a culpa do que acontece de errado em outras pessoas (escolhe-se "bodes expiatórios"). A reação imediata é essa. É inevitável que a pessoa comece a dizer: "Foi fulano que errou", ou "A culpa é de beltrano".
Se essa tendência se manifestar, reflita seriamente para ver se essa é realmente sua própria opinião. A idéia é sua mesma ou veio de algum espírito que o fez pensar dessa maneira? É preciso refletir sobre isso com muita calma.
Antes de culpar alguém, serene o seu coração e depois o examine para assegurar-se de que não há nenhum problema perturbando-o. Se houver, isso significa que você precisa praticar a autorreflexão, mesmo que isto leve algum tempo, vá retirando, uma por uma, todas as nuvens de perturbação de seu coração. Se conseguir reconhecer suas próprias falhas e arrepender-se delas, com certeza você se tornará mais forte. Assim, praticar a autorreflexão é a primeira opção.
Segundo recurso contra depressão leve - Não lute, de tempo ao tempo
Outro método para lidar com a depressão leve, quando tudo parece sair fora dos trilhos, é tentar não reagir demais. Em algum momento, você pode pensar: "Preciso fazer alguma coisa a respeito disso, imediatamente". Mas, se você se preocupar demais, acabará por se enredar cada vez mais na armadilha.
Um princípio básico é que a possessão por espíritos malignos não dura para sempre, pela simples razão de que o verdadeiro lugar deles é no Inferno. O Inferno é um mundo de ressentimentos emaranhados, de enganos e perseguições, onde todos são cheios de más intenções. Mesmo que os habitantes desse mundo infernal se apossem de pessoas encarnadas na Terra, isso será temporário, porque, se a possessão prolongar-se demais, eles também começarão a sofrer, pois as vibrações do Inferno e as do nosso mundo físico são diferentes.
A pessoa possuída sofre, mas o mesmo acontece com o espírito que a possui. Por favor, lembre-se desse fato. Em particular, a pessoa possída deve praticar a "busca do correto coração", o que fará o espírito obsessor sofrer de modo considerável. Pense nisso da seguinte forma: "Estou sofrendo, mas aquele do outro lado também está". Tal situação não pode durar muito tempo.
Assim, mesmo que uma pessoa ainda não tenha despertado espiritualmente de modo completo, ela pode esperar a libertação dentro de mais ou menos três meses, seis, no máximo. Se adotar um estilo de vida equilibrado, certamente o espírito dominador irá embora. Se a possessão causou uma depressão leve, isso também acabará.
A razão disso é que os companheiros do espírito, no Inferno, querem ter certeza de que ele voltará para seu meio. Eles o puxarão de volta, dizendo: "Quanto tempo você acha que vai continuar se divertindo?"
Então, por favor, dê tempo ao tempo. Se você lutar e fizer alguma tolice, você acabará por conseguir resultados indesejáveis. Portanto, um pouco de paciência é o melhor remédio. Se você tiver resistência suficiente para esperar seis meses, eu lhe garanto que as coisas mudarão para melhor.
Terceiro recurso contra depressão leve - Prepare-se para o pior
Outro método é a pessoa manter o pensamento positivo. Se estiver sempre pensando em coisas ruins, inevitavelmente você cairá nas garras de espíritos malévolos. Quando você está com uma leve depressão e sob forte influência espiritual, a pessoa tende a ver pequenas coisas negativas como se fossem enormes. Algo ruim, mas pequeno como uma unha, pode assumir proporções gigantescas. Muitas vezes, os menores contratempos parecem questões de vida ou morte que se tornam problemas monumentais com capacidade de abalar a Terra.
Em tais momentos, é necessário fazer o coração serenar. Alcançada a serenidade, a pessoa deve pensar: "Mesmo que eu perca minha vida, ninguém pode tirar de mim o meu espírito imortal".
Como o espírito humano é imortal, não há nada, realmente, que nos possa ser tirado. Nós temos um espírito imortal e vida eterna. A vida, nesse sentido, não é algo que podemos perder. O pior que nos pode acontecer é perder a vida neste mundo físico. Em geral, as situações ruins surgem devido a problemas no relacionamento familiar, pelo fato de não sermos benquistos ou de perdermos o emprego.
Tirar de nós nossa vida eterna, porém, ninguém pode. Como isso é impossível, você deve tentar avaliar qual seria o pior desfecho de uma situação e preparar-se adequadamente para isso, pensando: "Acredito que conseguirei continuar vivendo, mesmo nessas circunstâncias adversas". Se você estiver preparado para o pior, não ficará desnorteado. Então, depois de fortalecer seu espírito dessa maneira, se esperar um pouco, logo será capaz de ver várias "sementes de luz".
Embora até encontrar essas sementes você possa ter nutrido pensamentos negativos, coisas boas começarão a acontecer. Não há razão para você continuar pensando negativamente. Se tiver paciência para esperar que se passem seis meses, um mês, ou quinze dias, coisas boas começarão a acontecer em sua vida; então, procure não perder as oportunidades que surgirem.
É preciso nutrir essas sementes. Pense nas boas coisas que você fez, em boas coisas que aconteceram em momentos felizes e com isso tudo, nutra boas sementes para que elas germinem. Assim, expandindo sua felicidade, a infelicidade desaparecerá. Esse método de acender uma vela para dissipar a escuridão é, de fato, uma ótima estratégia.
Para pessoas que sofrem de depressão leve, pode ser difícil lutar contra o lado negativo de si mesmas e, para remediar isso, é bom que elas comecem a usar a força do pensamento positivo, acostumando-se a "procurar apenas o que existe de bom".
Esse procedimento geralmente é recomendado para pessoas sob alguma influência espiritual. Mas, o que você deve fazer, se alguém que você conhece está nessa situação?
Primeiro, elogie a pessoa, exaltando tudo o que ela tem de bom. Começando por aí, você garantirá o melhor efeito. Se você criticar os seus pontos fracos, a pessoa simplesmente ficará mais descontrolada. Por essa razão, não se esqueça de elogiá-la e conversar com ela sempre de modo alegre e animador.
É importante envolvê-la numa atmosfera harmoniosa. Um círculo protetor de amizade, apoio e pensamentos animadores, formado por amigos, é importante. A pessoa pode não conseguir vencer os maus espíritos sozinha, mas com pessoas reunidas à sua volta para ajudá-la, esses espíritos não terão força para derrotá-la.
Alguém que olha apenas para o lado escuro de tudo certamente encontrará escuridão. Mas quem olha para o lado da felicidade verá aumentarem seus motivos para ser feliz. Por favor, esforce-se para sempre ver o lado bom de tudo. E sempre tem o lado bom de tudo...
Referência:
[1] Ryuho Okawa, Curando a Si Mesmo: A Verdadeira Relação entre o Corpo e o Espírito, Editora Cultrix, 2010. ISBN 978-85-316-1102-5.
Marcadores: bode expiatório, depressão, imortalidade, inferno, mente, Ryuho Okawa
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Preguiça e Depressão
"Dos sete pecados capitais, o pior é a preguiça"
Referência:
[1] Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 11, 4 de fevereiro de 2010
A preguiça aumenta a probabilidade de depressão. E depressão mata. Veja a informação abaixo [1].
Exercícios reduzem o risco de depressão em câncer
Mulheres com câncer de mama que se exercitam regularmente têm menos risco de sofrer de depressão. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Os autores entrevistaram 1.399 mulheres seis meses após o diagnóstico e, novamente, depois de 18 meses.
Os pesquisadores constataram que mulheres que se exercitavam (não tinham preguiça!) durante pelo menos duas horas por semana tinham 42% menos risco de sofrer da doença. O benefício observado foi relacionado a todos os tipos de atividade física.
Outra conclusão do estudo é que o consumo regular de chá, especialmente o chá verde, também teve uma associação com menor risco de depressão. O artigo foi publicado no "Journal of Clinical Oncology"
Os pesquisadores constataram que mulheres que se exercitavam (não tinham preguiça!) durante pelo menos duas horas por semana tinham 42% menos risco de sofrer da doença. O benefício observado foi relacionado a todos os tipos de atividade física.
Outra conclusão do estudo é que o consumo regular de chá, especialmente o chá verde, também teve uma associação com menor risco de depressão. O artigo foi publicado no "Journal of Clinical Oncology"
Referência:
[1] Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 11, 4 de fevereiro de 2010
Marcadores: câncer, chá, depressão, exercícios, preguiça, seio
domingo, janeiro 24, 2010
Depressão e Alimentação
"Mente sã em corpo são", ditado popular
GORDURA TRANS
CEREAL REFINADO
GORDURA SATURADA
CORANTES, CONSERVANTES, EDULCORANTES
AÇÚCAR
Referência:
[1] Iara Biderman, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 22 de janeiro de 2010.
Nossa alimentação rotineira afeta o corpo e a mente. Portanto, distúrbios mentais (e do cérebro), como depressão e demência, podem ser causados pela alimentação inadequada, para determinadas pessoas. A pesquisa abaixo [1] comprova isso.
Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão
Estudo aponta ação da chamada "junk food" no desenvolvimento do distúrbio
Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados
Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes, etc) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.
Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.
Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.
O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.
Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir os sintomas da depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.
"O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.
Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão.
"A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.
Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio".
Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas um dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.
Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.
Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.
O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.
Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir os sintomas da depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.
"O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.
Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão.
"A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.
Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio".
Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas um dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.
GORDURA TRANS
Aumenta a produção de substâncias oxidantes pro até 3 horas após a refeição; estas substâncias ativam genes que levam a produções de substâncias pró-inflamatórias, como a IL 6 (interleucina 6). O aumento de IL 6 é observado em quadros depressivos.
CEREAL REFINADO
Cria desequilíbrios na flora intestinal, reduzindo a quantidade de bactérias "boas", que combatem infecções; o aumento das bactérias meléficas sinaliza inflamação, estimulando a produção de substâncias que alteram o equilíbrio hormonal e neurológico.
GORDURA SATURADA
Pode causar obstrução das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo para o cérebro e afetando o seu funcionamento; também ativa a produção de substâncias pró-inflamatórias.
CORANTES, CONSERVANTES, EDULCORANTES
Aumentam a produção de substâncias oxidantes por pelo menos 3 horas após a refeição; o cérebro "entende" essas substâncias como tóxicas e aciona o seu sistema de defesa, aumentando a produção de substâncias relacionadas aos processos inflamatórios.
AÇÚCAR
A oferta, por curto período, de energia em alta concentração causa oscilações bruscas na bioquímica cerebral e no humor; aumenta a produção de substâncias oxidantes por cerca de 2 horas após a refeição.
Referência:
[1] Iara Biderman, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 22 de janeiro de 2010.
Marcadores: alimentação, cérebro, depressão, mente
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Sono e Depressão
Dormir mais cedo diminui risco de ter depressão
Adolescentes que dormem mais cedo têm menos probabilidade de ter depressão e pensamentos suicidas, segundo um estudo do periódico "Sleep". Os resultados sugerem que horários estabelecidos pelos pais para que os filhos durmam mais cedo podem ter um efeito protetor, ao prolongar a duração do sono e aumentar a probabilidade de ter horas de sono suficientes. De acordo com a pesquisa, a má qualidade do sono é um fator de risco para a depressão.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 11, 7 de janeiro de 2010.
terça-feira, agosto 18, 2009
O Glúten
O glúten é uma substância presente em várias sementes comestíveis, os "frutos proibidos" da Bíblia. Já comentamos sobre o glúten em postagem anterior, de 14 de junho de 2009 ("Glúten e Saúde"; clicar no Label "glúten" desta presente postagem para ir para a postagem anterior). Abaixo reproduzo a história de horror vivida por uma mulher [1] que não sabia que era extremamente sensível (intolerante) a esta substância prejudicial ao nosso organismo. Talvez este relato sirva de alerta para outras pessoas que possuem alta sensibilidade ao glúten, mas não estão cientes disso.
VIDA SEM GLÚTEN
Marilis M. Moraes passou 35 anos com problemas até saber que tem doença celíaca
Marilis M. Moraes passou 35 anos com problemas até saber que tem doença celíaca
Foram 35 anos convivendo com os mais diversos sintomas, principalmente gastrointestinais. O que a acompanhou por mais tempo foi a anemia: Marilis Maldonado Morais, 48 anos, teve o problema "a vida inteira". Vivia tomando injeções de ferro e se lembra de ter feito uma transfusão de sangue aos seis anos. Apesar dos tratamentos, a melhora era só temporária.
Aos dez anos, foi diagnosticada com colite crônica. Tomou corticoides, mas os sintomas continuaram. Tinha diarreias repetitivas, falta de apetite e perda de peso. Passou toda a infância e a adolescência assim e também não houve melhora no início da sua vida adulta. "Trabalhava na área de marketing de uma multinacional. Sempre que ficava mais nervosa, ia direto para o banheiro, com diarreia", conta.
Casou-se, tinha empregada, mas ninguém podia fazer comida em casa, pois o cheiro a enjoava. Marilis passou a se alimentar das refeições preparadas pela sua vizinha. "Além de não sentir o cheiro da preparação, era um tempero diferente", lembra.
Foi em 1996, quando ela tinha 35 anos, que a situação saiu do controle. As crises de diarreia ficaram extremamente constantes, ela se debilitou muito e passou a ser internada com frequência. Mas seu problema continuava uma incógnita. "Os médicos me revistaram, pediram um monte de exames e nada. Acharam que era um problema de fundo emocional", conta.
Nesta época, Marilis emagreceu tanto que chegou a pesar 32 quilos - e mede 1,61 m. A barriga, no entanto, ficava estufada. No fim do ano, teve que andar, por cerca de um mês, com uma sonda permanentemente acoplada ao seu pescoço para repor os nutrientes que perdia. Uma enfermeira foi contratada por sua empresa para ajudá-la com o procedimento. Também fazia tratamento psiquiátrico contra depressão profunda.
Como Marilis não se alimentava direito, os médicos que a acompanhavam passaram a suspeitar de anorexia nervosa. "Mas eu tinha vontade de comer, só não conseguia fazer isso", lembra ela.
Quando se internou para substituir a sonda, trocou de equipe médica. Foi quando uma gastroenterologista imaginou, pelos sintomas, que ela tivesse a doença celíaca. Pediu uma biópsia do intestino delgado, que confirmou a suspeita: seu organismo era intolerante ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e no malte.
A solução parecia radical: cortar qualquer resquício de glúten da dieta. Mas a nova alimentação começou já no hospital - e, com um mês, ela já tinha ganhado dois quilos de peso. Em seis meses, estava totalmente recuperada.
Não foi fácil se adaptar à nova dieta. Afinal, Marilis teria que dar adeus, para sempre, a pães, bolos, biscoitos, salgadinhos e cerveja, entre outros alimentos. "Nunca tinha ouvido falar dessa doença. Parece que o mundo acaba, que você não tem opção de nada. Fiquei deprimida, pensei que não poderia mais sair de casa", conta.
As opções de substituição quase não existiam. "Não tinha nada no mercado: só biscoito de polvilho e pão de queijo", diz. Marilis encontrou receitas estrangeiras de pão sem glúten, mas conta que era "um zero à esquerda na cozinha".
Procurou, então, um curso de panificação. "Era tudo com farinha de trigo. Saíam fornadas com aquele cheiro delicioso, os alunos provavam, e eu ficava só olhando". No fim das aulas, ela desenvolveu, com a professora, uma nova receita de pão sem glúten - parecido com o tradicional, mas menor e mais seco.
Marilis começou a vender o pão informalmente até que, após ser despedida da empresa em que trabalhava, montou um negócio próprio. Hoje, tem dez funcionários e vende diversos produtos: bolos, biscoitos, massa de pizza, salgadinhos, macarrão, alfajor. Para substituir o glúten, usa creme de arroz, fécula de batata e fécula de mandioca.
Quando vai a uma festa, janta antes. Se vai a um coquetel, leva seus salgadinhos e pede para o "maître" esquentá-los. Ruim mesmo é comer lanches na rua. "Aí só tem pão de queijo", diz.
Mesmo não contendo glúten, o alimento, se for feito perto de outros produtos com farinha de trigo, pode se contaminar. E qualquer quantidade de glúten é prejudicial. Marilis já passou mal após comer pão de queijo de padaria e até ao tomar um comprimido de antigripal.
"Mas já me adaptei, e não é tão ruim... As pessoas acham que eu não posso comer nada, mas há opções".
Aos dez anos, foi diagnosticada com colite crônica. Tomou corticoides, mas os sintomas continuaram. Tinha diarreias repetitivas, falta de apetite e perda de peso. Passou toda a infância e a adolescência assim e também não houve melhora no início da sua vida adulta. "Trabalhava na área de marketing de uma multinacional. Sempre que ficava mais nervosa, ia direto para o banheiro, com diarreia", conta.
Casou-se, tinha empregada, mas ninguém podia fazer comida em casa, pois o cheiro a enjoava. Marilis passou a se alimentar das refeições preparadas pela sua vizinha. "Além de não sentir o cheiro da preparação, era um tempero diferente", lembra.
Foi em 1996, quando ela tinha 35 anos, que a situação saiu do controle. As crises de diarreia ficaram extremamente constantes, ela se debilitou muito e passou a ser internada com frequência. Mas seu problema continuava uma incógnita. "Os médicos me revistaram, pediram um monte de exames e nada. Acharam que era um problema de fundo emocional", conta.
Nesta época, Marilis emagreceu tanto que chegou a pesar 32 quilos - e mede 1,61 m. A barriga, no entanto, ficava estufada. No fim do ano, teve que andar, por cerca de um mês, com uma sonda permanentemente acoplada ao seu pescoço para repor os nutrientes que perdia. Uma enfermeira foi contratada por sua empresa para ajudá-la com o procedimento. Também fazia tratamento psiquiátrico contra depressão profunda.
Como Marilis não se alimentava direito, os médicos que a acompanhavam passaram a suspeitar de anorexia nervosa. "Mas eu tinha vontade de comer, só não conseguia fazer isso", lembra ela.
Quando se internou para substituir a sonda, trocou de equipe médica. Foi quando uma gastroenterologista imaginou, pelos sintomas, que ela tivesse a doença celíaca. Pediu uma biópsia do intestino delgado, que confirmou a suspeita: seu organismo era intolerante ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e no malte.
A solução parecia radical: cortar qualquer resquício de glúten da dieta. Mas a nova alimentação começou já no hospital - e, com um mês, ela já tinha ganhado dois quilos de peso. Em seis meses, estava totalmente recuperada.
Não foi fácil se adaptar à nova dieta. Afinal, Marilis teria que dar adeus, para sempre, a pães, bolos, biscoitos, salgadinhos e cerveja, entre outros alimentos. "Nunca tinha ouvido falar dessa doença. Parece que o mundo acaba, que você não tem opção de nada. Fiquei deprimida, pensei que não poderia mais sair de casa", conta.
As opções de substituição quase não existiam. "Não tinha nada no mercado: só biscoito de polvilho e pão de queijo", diz. Marilis encontrou receitas estrangeiras de pão sem glúten, mas conta que era "um zero à esquerda na cozinha".
Procurou, então, um curso de panificação. "Era tudo com farinha de trigo. Saíam fornadas com aquele cheiro delicioso, os alunos provavam, e eu ficava só olhando". No fim das aulas, ela desenvolveu, com a professora, uma nova receita de pão sem glúten - parecido com o tradicional, mas menor e mais seco.
Marilis começou a vender o pão informalmente até que, após ser despedida da empresa em que trabalhava, montou um negócio próprio. Hoje, tem dez funcionários e vende diversos produtos: bolos, biscoitos, massa de pizza, salgadinhos, macarrão, alfajor. Para substituir o glúten, usa creme de arroz, fécula de batata e fécula de mandioca.
Quando vai a uma festa, janta antes. Se vai a um coquetel, leva seus salgadinhos e pede para o "maître" esquentá-los. Ruim mesmo é comer lanches na rua. "Aí só tem pão de queijo", diz.
Mesmo não contendo glúten, o alimento, se for feito perto de outros produtos com farinha de trigo, pode se contaminar. E qualquer quantidade de glúten é prejudicial. Marilis já passou mal após comer pão de queijo de padaria e até ao tomar um comprimido de antigripal.
"Mas já me adaptei, e não é tão ruim... As pessoas acham que eu não posso comer nada, mas há opções".
A DOENÇA CELÍACA
É uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína. Geralmente se manifesta entre o primeiro e o terceiro ano de vida, mas pode surgir em qualquer idade.
O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado de quem tem a doença celíaca e prejudica a absorção dos alimentos ingeridos.
Quais os alimentos que contêm glúten? Todos os alimentos à base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, como empanados, bolos, bolachas, pães e cerveja.
Como tratamento, a única medida efetiva é retirar o glúten da dieta.
O diagnóstico é feito com exames sorológicos e biópsia do intestino delgado. A biópsia sempre deve ser feita antes de haver a restrição ao glúten.
Os sintomas podem ser gastrointestinais ou não. Diarreia crônica, barriga inchada, perda de peso, vômitos, anemia, atraso no crescimento (lembra-se da extinção dos gigantes da Bíblia?), irritabilidade e apatia são alguns deles.
Observação: Estima-se que uma em cada 214 pessoas tem doença celíaca na cidade de São Paulo, de acordo com um levantamento feito com 3.000 doadores de sangue; o índice é considerado elevado e é semelhante ao encontrado na Europa, diz a especialista em gastroenterologia pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Fonte: Flávia Mantovani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 16 de agosto de 2009.
O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado de quem tem a doença celíaca e prejudica a absorção dos alimentos ingeridos.
Quais os alimentos que contêm glúten? Todos os alimentos à base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, como empanados, bolos, bolachas, pães e cerveja.
Como tratamento, a única medida efetiva é retirar o glúten da dieta.
O diagnóstico é feito com exames sorológicos e biópsia do intestino delgado. A biópsia sempre deve ser feita antes de haver a restrição ao glúten.
Os sintomas podem ser gastrointestinais ou não. Diarreia crônica, barriga inchada, perda de peso, vômitos, anemia, atraso no crescimento (lembra-se da extinção dos gigantes da Bíblia?), irritabilidade e apatia são alguns deles.
Observação: Estima-se que uma em cada 214 pessoas tem doença celíaca na cidade de São Paulo, de acordo com um levantamento feito com 3.000 doadores de sangue; o índice é considerado elevado e é semelhante ao encontrado na Europa, diz a especialista em gastroenterologia pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Fonte: Flávia Mantovani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 16 de agosto de 2009.
Marcadores: anemia, anorexia nervosa, colite, depressão, diarreia, doença celíaca, glúten, tratamento psiquiátrico

É válido lembrar que nossa abordagem não é Acadêmica e nem Médica, embora contemple alguns aspectos da mesma, mas o enfoque será na perspectiva da

