sábado, junho 01, 2024

 

O Caqui

 Fonte: https://www.tuasaude.com/caqui/

Caqui: 10 benefícios da fruta e como comer (com receitas)


O caqui é uma fruta rica em carotenos, taninos e vitamina C, nutrientes com ação antioxidante que protegem a pele contra os danos causados pelos raios ultravioletas do sol, ajudando a prevenir o surgimento de câncer de pele e o envelhecimento precoce.

Além disso, o caqui também contém boas quantidades de fibras que prolongam a saciedade ao longo do dia e ajudam, assim, na perda de peso. Veja outros alimentos com fibras que ajudam na perda de peso.

Os principais tipos de caqui são o rama forte, o fuyu, o café e o chocolate, que se diferenciam quanto a textura, sendo macios ou firmes; a cor, que varia entre vermelho e amarelo; e a quantidade de taninos, podendo ser mais adocicada ou adstringente. O caqui pode ser consumido ao natural ou usado em receitas como sucos, saladas e geleias.

Benefícios do caqui

Os principais benefícios do caqui para a saúde são:

1. Combater a prisão de ventre

Por ser rico em fibras solúveis, um tipo de fibra que absorve água para o intestino, o caqui deixa as fezes mais macias, facilitando a evacuação e combatendo, assim, a prisão de ventre. Veja outras frutas ricas em fibras que combatem a prisão de ventre.

2. Prevenir o envelhecimento precoce

O caqui previne o envelhecimento precoce por ser rico em vitamina C, um nutriente essencial para a produção de colágeno, que é a proteína responsável por promover a firmeza e a elasticidade da pele.

Além disso, o caqui também contém taninos e carotenoides, compostos bioativos com propriedades antioxidantes que protegem a pele contra os danos causados pelos raios ultravioletas do sol e pelos radicais livres, ajudando e evitar o surgimento do câncer de pele.

3. Promover perda de peso

As fibras presentes no caqui se dissolvem em água e formam um tipo de gel no estômago, aumentando o tempo de digestão dos alimentos e prolongado a fome ao longo do dia. Por isso, o caqui ajuda a controlar a fome e diminuir a ingestão de alimentos, promovendo a perda de peso. Veja como usar as frutas para ajudar na perda de peso.

4. Fortalecer o sistema imunológico

O caqui é rico em vitamina C, carotenoides e taninos, antioxidantes que protegem e fortalecem as células do sistema imunológico, ajudando a combater vírus, bactérias e fungos e diminuindo, assim, o tempo de duração de gripes, resfriados e alergias, por exemplo.

5. Evitar a diabetes

O caqui tem ótimas quantidades de fibras que diminuem a velocidade de absorção do açúcar dos alimentos, equilibrando os níveis de glicose no sangue e evitando, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

6. Manter a saúde dos olhos

Por ser rico em cartotenoides, como a luteína e o betacaroteno, o caqui protege os olhos contra os raios UV emitidos pelo sol, assim como da luz azul emitida por computadores e telemóveis, mantendo a saúde dos olhos e prevenindo o surgimento de cataratas.

7. Diminuir o colesterol "ruim"

O caqui é rico em fibras que reduzem a absorção de gorduras provenientes dos alimentos, ajudando a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, e triglicerídeos no sangue, evitando, por isso, o risco de doenças, como infarto, AVC e aterosclerose.

8. Equilibrar a flora intestinal

Por ser rico em fibras que servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino, o caqui equilibra a saúde da flora intestinal, prevenindo o surgimento de situações como diarreia e câncer no intestino. Conheça outros alimentos que ajudam a equilibrar a flora intestinal.

9. Ajudar no tratamento da anemia

O caqui é rico em vitamina C, uma vitamina que melhora a absorção do ferro presente nos alimentos, ajudando a tratar a anemia, já que o ferro é fundamental para a formação da hemoglobina, o componente do sangue que é responsável por transportar o oxigênio e que se encontra diminuído na anemia.

10. Evitar a pressão alta

Por ser rico em carotenoides, vitamina C e taninos, o caqui possui ação antioxidante e anti-inflamatória, mantendo a saúde das artérias, melhorando a circulação de sangue e ajudando a evitar a pressão alta.

O caqui engorda?

Por ser uma fruta com ótimas quantidades de fibras que ajudam a aumentar o tempo de digestão dos alimentos, prolongando a saciedade e diminuindo a fome ao longo do dia, o caqui é uma fruta para ajudar na perda de peso.

No entanto, se for consumido em grandes quantidades, o caqui pode engordar. Além disso, consumir o caqui em preparações com muito açúcar e gordura, como mousses, pudins, geleias e sorvetes, aumentam o valor calórico da dieta, promovendo o ganho de peso.

Como consumir

Apesar de não existir uma quantidade específica indicada de caqui por dia, a ingestão mínima diária recomendada de frutas é entre 2 a 3 porções, o que equivale entre 160 e 240 g de caqui.

O caqui pode ser consumido ao natural ou usado em receitas, como saladas, sucos, sorbet, bolos e geleias.

Receitas saudáveis com caqui

Algumas receitas saudáveis e saborosas com caqui são sucos e saladas:

1. Suco de caqui com capim limão

Ingredientes:

  • 2 xícaras de chá de caqui (com casca), lavado e picado;
  • 2 colheres de sopa de capim limão lavado e picado;
  • 500 ml de água filtrada ou fervida;
  • Pedras de gelo a gosto.

Modo de preparo:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater por 2 minutos. Transferir a bebida para o copo e servir.

2. Salada de rúcula com alface e caqui

Ingredientes:

  • ½ maço de rúcula;
  • ½ maço de alface lisa;
  • 1 caqui maduro;
  • 2 colheres de nozes picadas;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • Sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Lavar bem as folhas de alface e de rúcula, e o caqui. Cortar as folhas de rúcula e de alface e distribuir bem em uma travessa. Cortar o caqui em lâminas e colocar sobre as verduras. Adicionar as nozes, o azeite, o sal e a pimenta, misturando bem com uma colher. Levar a salada à geladeira por uns minutos e servir gelada.



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sexta-feira, junho 10, 2011

 

Anemia e Leite


Uma notícia vinda de Portugal [1], para o nosso conhecimento...


Leite provoca anemia?



Mais uma informação que me chegou via email: Especialista diz que leite em excesso pode provocar anemia nas crianças mais pequenas 18.11.2005 - 14h24 Lusa

A hematologista alertou os pais para evitarem substituir refeições por leite. Beber mais do que meio litro de leite de vaca por dia é prejudicial para as crianças mais pequenas e pode conduzir a anemia por falta de ferro, foi hoje revelado na reunião da Sociedade Portuguesa de Hematologia, em Espinho.

"Há uma relação muito estreita entre a introdução do leite de vaca antes dos doze meses de idade e a anemia por falta de ferro", afirmou hoje Letícia Ribeiro, hematologista do Centro Hospitalar de Coimbra, esclarecendo que o leite de vaca é muito rico em fósforo e em cálcio, mas inibe a absorção do ferro.

Esta hematologista alertou os pais para evitarem substituir refeições por leite, sempre que os seus filhos se recusem a comer. "Compensar ou substituir refeições por leite é um erro que muitos pais desconhecem", frisou Letícia Ribeiro, realçando o facto da falta de ferro ser a deficiência nutricional mais prevalente em todo o mundo, atingindo todos os grupos socio-económicos.

Segundo a especialista, no segundo ano de vida das crianças, surgem frequentemente anemias por falta de ferro devido ao excesso de leite de vaca consumido.

-As crianças aparentemente estão bem e têm um peso bom, mas a dúvida manifesta-se porque o menino está muito pálido, muito irrequieto,dorme mal e, muitos deles, desenvolvem um fenómeno que nós designamos por 'pica', ou seja comem terra e roem móveis (à procura de ferro), acrescentou.

Letícia Ribeiro alertou ainda para a existência de estudos que provam que a falta de ferro no primeiro ano de vida vai condicionar as aquisições cognitivas e está associada a uma diminuição do QI em cinco a sete pontos e na idade adulta diminui a produtividade.

A hematologista defende, por isso, suplemento medicamentoso sempre que haja suspeita de que a criança não se alimenta correctamente.

Em discussão na reunião, que começou ontem e termina amanhã, está também a leucemia, doença que anualmente afecta entre 600 a mil portugueses.

Agora por minha conta afirmo que comer lacticíneos é uma das principais causas de as crianças evitarem comer hortaliças, ficarem cheios de mucos no aparelho respiratório e baixar as defesas do organismo.

O leite, o alimento completo... é-o mas só para os vitelos.

Referência:
[1] http://mariaafonsosancho.blogspot.com/2005/11/leite-provoca-anemia.html

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quarta-feira, agosto 19, 2009

 

A Soja - 2


SOJA – A História Não É Bem Assim

Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteí­nas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade, é mais um “conto do vigário” do qual a maioria é ví­tima.

É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô.

Por volta do século 2 A.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado “queijo de soja” ou tofu. O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo Oriente, especialmente no Japão. O uso de “queijo de soja” como fonte de proteí­na data do Século 8 da era cristã (Katz, Solomon H: “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.

Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteí­nas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteí­nas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa glândula, quando submetidos a dietas ricas em inibidores da enzima tripsina.

Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos, tem o seu crescimento e desenvolvimento prejudicado. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que vivem em outros paí­ses e adotam as dietas desses paí­ses, costumam ter uma estatura maior que a média no Japão. (Wills MR et al: Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants. The Lancet, 8 de abril de 1972, páginas 771-773).

O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir dos mesmos, entre os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um desequilí­brio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua fabricação, pode aumentar ou perpetuar esse desequilí­brio.

A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses indiví­duos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.

Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que mencionaremos a seguir, são neutralizados totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente durante a fabricação de tofu.

Os fitatos, ou ácido fí­tico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas em todas as sementes, e que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?

Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou este fato em estudos realizados em paí­ses subdesenvolvividos cuja dieta é baseada largamente em grãos. (Van-Rensburg et al: Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer, Nutr Cancer, volume 4, páginas. 206-216; Moser PB et al: Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants, Am J Clin Nutr, volume 47, páginas 729-734; Harland BF, et al: Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovo-vegetarian Trappist monks: 10 years later. J Am Diet Assoc., volume 88, páginas 1562-1566).

Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da soja. A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH: Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).

Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio etc), é possí­vel reduzir bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado. (Ologhobo AD et al: Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing. J Food Sci volume 49 número 1, páginas 199-201).

Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mí­nimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não tem os seus fitatos totalmente neutralizados.

Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et al: Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The availability of minerals in food, with particular reference to iron J R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).

Mas geralmente, os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que pretendem consumi-lo em lugar da carne!

O resultado?

Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas, como dor de cabeça e fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteí­nas e no controle dos ní­veis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a absorção do zinco mais do que qualquer outra substância. (Leviton, Richard: Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The “Food of the Future” – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, páginas 14-15).

Por conta da tradição oriental, a indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de “alimento saudável”, sem colesterol e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudo-cientí­ficas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV em rede nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteí­na texturizada de soja, e a maior sensação do momento, comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual comentarei mais adiante neste livro. A divulgação, na grande mí­dia, destes produtos de paladar no mí­nimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma aceitação cada vez maior dos mesmos por parte da população.

Que prejuí­zo! (Não para a indústria, é claro!)

Sabe como se faz leite de soja?

Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus Celsius, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteí­nas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.

A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerí­genas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral – alimentos estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria alimentí­cia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos processados industrialmente, contém algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.

E como se fabrica a proteí­na de soja?

Em primeiro lugar, retira-se da soja moí­da o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes quí­micos e alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).

Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas deste produto. Que conveniente!

O povo… coitado… só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de colesterol – esta sim, presente em todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.

O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.

A proteí­na texturizada de soja (proteí­na texturizada vegetal, carne de soja) possui um agravante: a adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor do grão e criar um sabor de carne.

Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fí­gado, na África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o missô e o shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito “Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro.

Fonte: Não sei exatamente o autor deste artigo, que tive acesso através da internet.

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terça-feira, agosto 18, 2009

 

O Glúten


O glúten é uma substância presente em várias sementes comestíveis, os "frutos proibidos" da Bíblia. Já comentamos sobre o glúten em postagem anterior, de 14 de junho de 2009 ("Glúten e Saúde"; clicar no Label "glúten" desta presente postagem para ir para a postagem anterior). Abaixo reproduzo a história de horror vivida por uma mulher [1] que não sabia que era extremamente sensível (intolerante) a esta substância prejudicial ao nosso organismo. Talvez este relato sirva de alerta para outras pessoas que possuem alta sensibilidade ao glúten, mas não estão cientes disso.

VIDA SEM GLÚTEN
Marilis M. Moraes passou 35 anos com problemas até saber que tem doença celíaca


Foram 35 anos convivendo com os mais diversos sintomas, principalmente gastrointestinais. O que a acompanhou por mais tempo foi a anemia: Marilis Maldonado Morais, 48 anos, teve o problema "a vida inteira". Vivia tomando injeções de ferro e se lembra de ter feito uma transfusão de sangue aos seis anos. Apesar dos tratamentos, a melhora era só temporária.

Aos dez anos, foi diagnosticada com colite crônica. Tomou corticoides, mas os sintomas continuaram. Tinha diarreias repetitivas, falta de apetite e perda de peso. Passou toda a infância e a adolescência assim e também não houve melhora no início da sua vida adulta. "Trabalhava na área de marketing de uma multinacional. Sempre que ficava mais nervosa, ia direto para o banheiro, com diarreia", conta.

Casou-se, tinha empregada, mas ninguém podia fazer comida em casa, pois o cheiro a enjoava. Marilis passou a se alimentar das refeições preparadas pela sua vizinha. "Além de não sentir o cheiro da preparação, era um tempero diferente", lembra.

Foi em 1996, quando ela tinha 35 anos, que a situação saiu do controle. As crises de diarreia ficaram extremamente constantes, ela se debilitou muito e passou a ser internada com frequência. Mas seu problema continuava uma incógnita. "Os médicos me revistaram, pediram um monte de exames e nada. Acharam que era um problema de fundo emocional", conta.

Nesta época, Marilis emagreceu tanto que chegou a pesar 32 quilos - e mede 1,61 m. A barriga, no entanto, ficava estufada. No fim do ano, teve que andar, por cerca de um mês, com uma sonda permanentemente acoplada ao seu pescoço para repor os nutrientes que perdia. Uma enfermeira foi contratada por sua empresa para ajudá-la com o procedimento. Também fazia tratamento psiquiátrico contra depressão profunda.

Como Marilis não se alimentava direito, os médicos que a acompanhavam passaram a suspeitar de anorexia nervosa. "Mas eu tinha vontade de comer, só não conseguia fazer isso", lembra ela.

Quando se internou para substituir a sonda, trocou de equipe médica. Foi quando uma gastroenterologista imaginou, pelos sintomas, que ela tivesse a doença celíaca. Pediu uma biópsia do intestino delgado, que confirmou a suspeita: seu organismo era intolerante ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e no malte.

A solução parecia radical: cortar qualquer resquício de glúten da dieta. Mas a nova alimentação começou já no hospital - e, com um mês, ela já tinha ganhado dois quilos de peso. Em seis meses, estava totalmente recuperada.

Não foi fácil se adaptar à nova dieta. Afinal, Marilis teria que dar adeus, para sempre, a pães, bolos, biscoitos, salgadinhos e cerveja, entre outros alimentos. "Nunca tinha ouvido falar dessa doença. Parece que o mundo acaba, que você não tem opção de nada. Fiquei deprimida, pensei que não poderia mais sair de casa", conta.

As opções de substituição quase não existiam. "Não tinha nada no mercado: só biscoito de polvilho e pão de queijo", diz. Marilis encontrou receitas estrangeiras de pão sem glúten, mas conta que era "um zero à esquerda na cozinha".

Procurou, então, um curso de panificação. "Era tudo com farinha de trigo. Saíam fornadas com aquele cheiro delicioso, os alunos provavam, e eu ficava só olhando". No fim das aulas, ela desenvolveu, com a professora, uma nova receita de pão sem glúten - parecido com o tradicional, mas menor e mais seco.

Marilis começou a vender o pão informalmente até que, após ser despedida da empresa em que trabalhava, montou um negócio próprio. Hoje, tem dez funcionários e vende diversos produtos: bolos, biscoitos, massa de pizza, salgadinhos, macarrão, alfajor. Para substituir o glúten, usa creme de arroz, fécula de batata e fécula de mandioca.

Quando vai a uma festa, janta antes. Se vai a um coquetel, leva seus salgadinhos e pede para o "maître" esquentá-los. Ruim mesmo é comer lanches na rua. "Aí só tem pão de queijo", diz.

Mesmo não contendo glúten, o alimento, se for feito perto de outros produtos com farinha de trigo, pode se contaminar. E qualquer quantidade de glúten é prejudicial. Marilis já passou mal após comer pão de queijo de padaria e até ao tomar um comprimido de antigripal.

"Mas já me adaptei, e não é tão ruim... As pessoas acham que eu não posso comer nada, mas há opções".

A DOENÇA CELÍACA

É uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína. Geralmente se manifesta entre o primeiro e o terceiro ano de vida, mas pode surgir em qualquer idade.

O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado de quem tem a doença celíaca e prejudica a absorção dos alimentos ingeridos.

Quais os alimentos que contêm glúten? Todos os alimentos à base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, como empanados, bolos, bolachas, pães e cerveja.

Como tratamento, a única medida efetiva é retirar o glúten da dieta.

O diagnóstico é feito com exames sorológicos e biópsia do intestino delgado. A biópsia sempre deve ser feita antes de haver a restrição ao glúten.

Os sintomas podem ser gastrointestinais ou não. Diarreia crônica, barriga inchada, perda de peso, vômitos, anemia, atraso no crescimento (lembra-se da extinção dos gigantes da Bíblia?), irritabilidade e apatia são alguns deles.

Observação: Estima-se que uma em cada 214 pessoas tem doença celíaca na cidade de São Paulo, de acordo com um levantamento feito com 3.000 doadores de sangue; o índice é considerado elevado e é semelhante ao encontrado na Europa, diz a especialista em gastroenterologia pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Fonte: Flávia Mantovani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 16 de agosto de 2009.

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domingo, março 11, 2007

 

A Luz que Cura [ou A Escuridão que Mata]


O Sol, com a sua luz e sua energia, é o astro responsável pela existência de todos os seres vivos do planeta Terra. A raça humana construiu uma civilização que consiste, basicamente, em manter-se ao abrigo da radiação direta solar, pelo uso de roupas e pelo exercício de nossas atividades no interior de construções, à sombra, como casas, escritórios, fábricas, etc. Este tipo de comportamento, leva a desequilíbrios biológicos que são chamados de mal estar físicos ou doenças.

Uma forma de combate a esses desequilíbrios (devidos à falta de exposição do corpo à radiação solar) consiste em submeter o doente à uma dose extra de radiação em determinadas faixas do espectro eletromagnético (cores). Esta técnica é conhecida como Cromoterapia, onde cada cor visível está relacionada a determinadas doenças. No entanto, a melhor cromoterapia consiste em expor o corpo à luz solar, que contém TODAS as cores, visíveis e invisíveis (infravermelho e ultravioleta), e portanto é útil na erradicação de TODAS as doenças. Uma anemia, por exemplo, é rapidamente eliminada pela exposição ao sol. A incidência de câncer de mama é maior em locais com menor incidência de radiação solar [1].

Se você já visitou uma fazenda que não é muito bem tratada, verificou que só não cresce mato debaixo de árvores bem frondosas, como mangueiras antigas. No seu jardim, a grama morre nos locais em que o sol nunca chega, como abaixo dos arbustos bem fechados. Portanto, a escuridão permanente mata os seres vivos nos reinos vegetal e animal.

Pessoas que pegam mais sol, acabam virando atletas, como jogadores de futebol, nadadores, surfistas, cortadores de cana, etc. A cortadora de cana Maria Zeferina Baldaia, por exemplo, virou campeã da corrida de São Silvestre, na cidade de São Paulo. Um levantamento feito na Inglaterra entre carteiros, descobriu que aqueles que faziam o trabalho externo de entrega das correspondências tinham muito melhor saúde do que aqueles que faziam trabalho interno, ao abrigo do sol. Isto deve valer em todos os países do mundo.

Um tema possivelmente relacionado é a calvície (careca). Uma teoria afirma que a calvície é causada pela combinação de dois fatores: por andarmos de pé (na vertical) e por ingerirmos alimentos inadequados. Nessa teoria, os alimentos inadequados acabam se gaseificando nos intestinos, e esse gás tóxico tem a tendência de subir na vertical e, portanto, chega com maior intensidade na parte superior da cabeça, onde destroi o solo capilar. Mas, essa teoria não está completa, já que as mulheres são praticamente imunes à calvície. Porém, no caso das mulheres, existe um grande número de fatores que contribuem para a sua maior saúde, quando comparada com a dos homens [2]. Existe, no entanto, um fator a mais a favor das mulheres: é muito mais comum os homens usarem chapéus e bonés do que as mulheres. As mulheres costumam segurar os cabelos (geralmente mais compridos que os dos homens) usando coques ou rabos-de-cavalos que são sustentados por dispositivos que não impedem a chegada do sol no topo da cabeça. E, como vimos acima, locais que ficam permanentemente ao abrigo do sol [nas fazendas e nos jardins] acabam matando toda a vegetação (e os nossos cabelos...). Talvez, por terem a cabeça sempre mais iluminada do que os homens, as mulheres tenham desenvolvido mais o seu famoso "instinto feminino"... Em concordância com os dados acima, nunca vi um homem careca na região da sua barba (quando não raspada, obviamente), nunca vi um andarilho careca e nem usando óculos...

A energia vinda do Sol é abundante e tem inúmeros efeitos benéficos no nosso organismo [3]. Muitas pessoas, inclusive, afirmam que podemos nos alimentar apenas da energia (ki, chi, prana) presente no ar e na luz [4], [5].

Em termos não materiais, dizemos que alguém "tem luz" ou se "iluminou", se essa pessoa é esclarecida (está no "claro", não no "escuro"), possuidora de conhecimentos e sabedoria. Se a pessoa está "no escuro", não está sabendo de nada, está na ignorância das verdades.

Um abraço, Rui.

Referências:
[1] Bill Sardi, em http://www.knowledgeofhealth.com/,
"...the mortality rate for breast cancer in the US is 17-19 per 100,000 women in sunny southern states where vitamin D levels are high, and 33 per 100,000 in northern climates where vitamin D levels are low."
[2] Site Saúde Perfeita, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com, "Por que a Mulher vive mais que o Homem", 30.abr.2005.
[3] Edson Salgueiro, "O Poder do Sol em Benefício de sua Espiritualidade", Editora Roca, 1994.
[4] Jasmuheen, "Viver de Luz", Editora A, 2000.
[5] Site Vivendo da Luz, http://www.vivendodaluz.com/

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