quinta-feira, fevereiro 29, 2024
O Inferno
Quando nos habituamos a praticar atos trevosos enquanto estamos encarnados no plano físico (3D), ao desencarnarmos (ao "morrer" em 3D) vamos (somos atraídos) para um lugar denso (de baixa frequência de vibração) no plano astral (4D), chamado de "baixo astral". Para todos os efeitos, podemos chamar este local de Inferno, e ele é controlado por entidades trevosas (demônios, diabos, capetas = capas pretas). Muitos acreditam que o 'inferno' é quente, mas na verdade não é bem assim. Quanto mais negativo um local, mais frio ele é. O calor aquece o coração, o frio estarrece a alma, não é mesmo? Quando um espírito com baixa frequência vibratória se aproxima, dá uma sensação de calafrio e um certo arrepio. Uma temperatura bem baixa (gelo) também queima, e daí deve ter surgido a confusão. Pode-se dizer que o 'inferno' queima, mas é pelo frio.
Fonte: Renata Isabel Zimmermann, Terra II - Comando das Trevas: Mecanismos de Manipulação Umbralina, Instituto Portia, 2017.
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segunda-feira, agosto 21, 2023
A Raiz da Neurose
O perfeccionismo é a raiz de toda neurose. A menos que se livre da ideia da perfeição, a humanidade nunca vai ser sã. A própria ideia da perfeição levou toda a humanidade a um estado de loucura. Pensar em termos de perfeição significa pensar em termos de ideologia, objetivos, valores, e o que se deve ou não fazer.
As pessoas têm um determinado padrão a cumprir e, se caírem desse padrão, vão se sentir extremamente culpadas, pecadoras. E o padrão tende a ser definido de maneira tal que as pessoas não consigam alcançá-lo. Se puderem alcançá-lo, não será de muito valor para o ego.
É por isso que a qualidade intrínseca do ideal perfeccionista é que ele deva ser inatingível, pois só então valerá a pena obtê-lo. É possível ver a contradição? E essa contradição cria uma esquizofrenia: as pessoas tentam fazer o impossível, sabendo perfeitamente bem que não vai acontecer, e que não pode acontecer, pela própria natureza das coisas. Se puder acontecer, então não se trata tanto de perfeição, e daí qualquer pessoa pode fazê-lo. Por consequência, não há muito alimento para o ego nisso: o ego não pode mastigar, não pode crescer. O ego precisa do impossível, mas o impossível, por sua própria natureza, não vai acontecer.
Portanto, restam apenas duas opções: a primeita é começar a se sentir culpado. Se a pessoa é inocente, simples, inteligente, vai começar a se sentir culpada, e a culpa é um estado de doença. Não estou aqui para criar culpa em ningém. Todo o meu esforço é para ajudar as pessoas a se livrarem de toda a culpa. No momento em que elas se livram da culpa, irrompe a alegria. E a culpa está enraizada na ideia de perfeição.
A segunda opção é a seguinte: se a pessoa é astuta, então vai se tornar uma hipócrita, vai começar a fingir que obteve a perfeição. Ela enganará os outros e até mesmo tentará enganar a si mesma. Vai começar a viver ilusões, alucinações, e isso é muito profano, muito herege, muito doentio.
Fingir, viver uma vida de pretensões, é muito pior do que a vida de um homem culpado. O homem culpado, pelo menos, é simples, mas o homem que finge, o hipócrita, o santo, o chamado sábio, o mahatma, é um trapaceiro. Ele é basicamente desumano, e é desumano consigo mesmo, porque reprime a si mesmo, uma vez que esta é a única forma de fingir.
Tudo que ele encontrar em si mesmo que vá contra a perfeição terá que ser reprimido. Ele ficará fervendo por dentro, cheio de raiva e de fúria. Sua raiva e fúria virão para fora de várias maneiras - seja com sutileza, seja de forma indireta, elas virão à tona.
Mesmo pessoas agradáveis e boas como Jesus são cheias de raiva, fúria, e são contra coisas tão inocentes. Pode acreditar. Jesus vem acompanhado de seus seguidores, aquele bando de idiotas que chamam de apóstolos. Ele está com fome, todo aquele bando está com fome. Eles chegam a uma figueira, mas não é época de a árvore dar figos. Embora não seja culpa da árvore, Jesus fica tão irritado que condena a figueira, e a amaldiçoa. Ora, como isso é possível? Por um lado, ele diz: "Ame o teu inimigo como a ti mesmo". Por outro lado, ele não pode sequer perdoar uma figueira que não tem frutos porque não é época de dar frutos.
Essa dicotomia, essa esquizofrenia prevalece na humanidade por milhares de anos.
Ele diz "Deus é amor", porém, ainda assim Deus dirige um inferno. Se Deus é amor, a primeira coisa a ser destruída deveria ser o inferno; o inferno deveria ser imediatamente queimado, removido. A própria ideia de inferno vem de um Deus muito ciumento. Mas Jesus nasceu judeu, viveu como judeu, morreu como judeu, e não era cristão, e nunca ouviu a palavra "cristão". E a ideia judaica de Deus não é uma belíssima ideia. O Talmude diz (a declaração é feita nas próprias palavras de Deus): "Sou um Deus ciumento, muito ciumento. Não sou simpático! Não sou seu tio!" Esse Deus é obrigado a criar o inferno. Na verdade, para viver até mesmo no céu com um Deus assim, que não é o tio de ninguém, que não é simpático e que é ciumento, vai ser um inferno. Que tipo de paraíso alguém terá alcançado ao viver com Ele? Haverá uma atmosfera ditatorial e despótica, sem liberdade, sem amor. O ciúme e o amor não podem coexistir.
Assim, até mesmo as ditas pessoas boas causam a infelicidade humana.
Os jainistas dizem que Mahavira nunca transpirava. Como pode um homem perfeito transpirar? Eu posso transpirar, eu não sou um homem perfeito! E a transpiração no verão é tão bela que prefiro escolher a transpiração em vez da perfeição! Afinal, um homem que não transpira simplesmente tem um corpo de plástico, sintético,que não respira, que não é poroso. O corpo inteiro respira, é por isso que o ser humano transpira, e a transpiração é um processo natural para manter a temperatura do corpo constantemente a mesma. Ora, Mahavira deve estar queimando por dentro como o diabo! Como ele vai conseguir manter constante a temperatura de seu corpo? Sem transpiração isso não pode ser feito, é impossível. Os jainistas dizem que, quando uma cobra feriu os pés de Mahavira, não foi sangue mas leite que escorreu de seus pés. Ora, escorrer leite só seria possível se os pés de Mahavira não fossem pés e sim seios, e um homem que tem seios nos pés deveria ser colocado em um circo!
Essa é a ideia de perfeição: um homem perfeito não pode ter uma coisa suja como o sangue, uma coisa maldita como o sangue; deve estar repleto de leite e mel. Mas imagine isso: um homem cheio de leite e mel vai feder! O leite vai coalhar e o mel vai atrair toda espécie de mosquito e mosca,e o homem vai ficar completemente coberto de moscas! Não gosto desse tipo de perfeição.
Mahavira é tão perfeito que não urina, não defeca, pois essas coisas são para os seres humanos imperfeitos. Não se pode imaginar Mahavira sentado em um vaso sanitário, é impossível, mas, então, para onde vai toda a sua merda? Então ele deve ser o homem mais enfezado do mundo. Li em publicações médicas sobre um homem, o caso mais longo de constipação: 18 meses. Mas esses médicos não estão cientes do caso de Mahavira, isso não é nada, quarenta anos! Esse é o período mais longo que qualquer homem foi capaz de controlar seu intestino. Isso é yoga real! O maior caso de constipação em toda a história do homem... e não acho que alguém vai derrotá-lo.
Essas ideias estúpidas foram perpetuadas apenas para fazer a humanidade sofrer. Ao terem essas ideias na mente as pessoas vão se sentir culpadas por tudo.
Amo este mundo porque ele é imperfeito. É imperfeito, e é por isso que ele está crescendo; se fosse perfeito, teria morrido. O crescimento é possível somente se houver imperfeição.
A perfeição significa um ponto final, a perfeição significa a morte definitiva, então não há nenhuma maneira de ir além dela. Gostaria que as pessoas lembrassem sempre que eu sou imperfeito, que todo o universo é imperfeito, e que amar essa imperfeição, alegrar-se com essa imperfeição, é toda a minha mensagem.
Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.
Marcadores: Deus, ego, imperfeição, inferno, neurose, Osho, perfeição
domingo, maio 07, 2023
Céu e Inferno
Esses conceitos de Céu e Inferno estão com a humanidade pelo que parece ser uma eternidade. Esses lugares misteriosos que parecem ser distribuídos de forma muito injusta, dependendo de quão 'bom' ou 'mau' uma pessoa se comportou em suas vidas físicas!
https://www.youtube.com/watch?
Tenha um maravilhoso final de semana pela frente!
Amor, cuidado, coragem.
Tony Sayers
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domingo, setembro 10, 2017
Nas margens do grande rio
Referência:
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terça-feira, outubro 04, 2011
Conversando com Deus - 8
Pergunta feita a Deus: O que é o Inferno?
Resposta de Deus: É a experiência do pior resultado possível de suas escolhas, decisões e criações. É a consequência natural de qualquer pensamento que negue a Mim, ou Quem Vocês São em relação a Mim.
É o sofrimento provocado pelo pensamento errôneo. Contudo, até mesmo o termo "pensamento errôneo" é inadequado, porque não existe o errado.
O Inferno é o oposto da alegria. É insatisfação. É saber Quem e O Que Você É, e não experimentá-los. É ser menos. Isso é Inferno, e não existe um maior para a sua alma.
Mas o Inferno não existe como esse lugar que vocês fantasiaram, onde queimam em um fogo eterno, ou onde existem em um estado de tormento eterno. O que Eu ganharia com isso?
Mesmo se Eu tivesse o pensamento extraordinariamente Não-Divino de que vocês não "mereciam" o Céu, por que Eu precisaria procurar algum tipo de vingança ou punição por seu fracasso? (Seu fracasso já não é a sua própria punição?) Eu não poderia simplesmente dar fim a vocês? Que parte vingativa de Mim exigiria que Eu os condenasse a um sofrimento eterno indescritível?
Se você responder que Eu faria isso por uma necessidade de praticar justiça, uma simples negação da comunhão Comigo no Céu não serviria ao mesmo objetivo? A imposição de um sofrimento eterno também seria necessária?
Eu digo que não há uma experiência após a morte física como a que vocês imaginam em suas teologias baseadas no medo. No entanto, há uma experiência da alma tão infeliz, tão incompleta, tão menos do que o todo, tão separada da maior alegria de Deus, que para essa alma isso seria o Inferno. Mas Eu não os mando para lá, e tampouco lhes imponho essa experiência. Vocês mesmos a criam, sempre que separam o seu Eu do seu próprio pensamento mais elevado em relação a vocês; sempre que o negam e rejeitam Quem e O Que Realmente São.
Não obstante, nem mesmo essa experiência é eterna. Não pode ser, porque não é o Meu plano que vocês se separem de Mim por toda a eternidade (algo finito - a soma de nossos erros - não pode gerar um resultado infinito...óbvio!). De fato, isso é impossível - porque nesse caso não só vocês teriam de negar Quem São, como Eu também teria de negá-lo. Isso Eu nunca farei. E enquanto um de nós se mantiver fiel à verdade em relação a vocês, ela prevalecerá (E Eu sempre Me mantenho fiel à verdade...).
Pergunta feita a Deus: Mas se não há Inferno, isso significa que eu posso fazer o que quiser, realizar qualquer ato, sem medo de punição?
Resposta de Deus: É do medo que você precisa para ser, fazer e ter o que é intrinsicamente certo? Você tem de se sentir ameaçado para "ser bom"? E o que é "ser bom"? Quem tem a palavra final sobre isso? Quem dá as diretrizes? Quem cria as regras?
Eu digo que é você quem cria as suas próprias regras, que dá as diretrizes. É você quem decide o quanto se saiu bem. Porque você é o único que decidiu Quem e O Que Realmente É - e Quem Deseja Ser. Você é a única pessoa que pode avaliar como você está se saindo.
Ninguém mais o julgará, por que e como Deus poderia julgar a sua própria criação e considerá-la ruim? Se Eu quisesse que vocês fossem perfeitos e fizessem tudo certo, Eu teria deixado que vocês ficassem no estado de total perfeição de onde vieram. Todo o objetivo do processo foi fazê-los descobrir a si mesmos, criar os seus "Eus". como realmente são e desejam ser. Contudo, vocês só poderiam ser isso se tivessem uma chance de ser outra coisa.
Então Eu deveria puni-los por fazerem uma escolha que Eu coloquei à sua frente? Se Eu não quizesse que vocês fizessem a segunda escolha, por que criaria outra além da primeira opção?
Essa é a pergunta que devem fazer a si mesmos antes de Me atribuírem o papel de um Deus condenador.
A resposta direta para a sua pergunta é sim, você pode fazer o que quiser sem medo de punição. Mas, você terá que arcar com as consequências da sua escolha ("plantar é livre, mas a colheita é obrigatória").
As consequências são os resultados naturais, que não são o mesmo que punições. São simplesmente isso, o que resulta da aplicação natural das leis naturais. Estas são o que ocorre, bastante previsivelmente, como uma consequência do que aconteceu.
Toda a vida física funciona de acordo com as leis naturais. Quando você se lembrar dessas leis, e aplicá-las, controlará a sua vida no plano físico.
O que lhe parece punição - ou o que você chamaria de mal, ou má sorte - é apenas uma lei natural fazendo-se valer.
Pergunta feita a Deus: Então se eu conhecer essas leis, e cumpri-las, nunca mais terei um momento de dificuldade. É isso que está me dizendo?
Resposta de Deus: Você nunca experimentaria o seu Eu como estando no que você chama de "dificuldade". Não encararia nenhuma circunstância da vida como um problema. Não temeria nenhuma situação. Poria fim a todas as preocupações, dúvidas e temores. Viveria como a fantasia que Adão e Eva viveram - não como espíritos desencarnados na esfera do absoluto, mas como espíritos encarnados na esfera do relativo. Teria toda liberdade, alegria, paz e sabedoria e todo o poder do Espírito que você é. Seria uma pessoa plenamente realizada.
Esse é o objetivo da sua alma - realizar-se enquanto ainda está no corpo; tornar-se a encarnação de tudo que realmente é.
Esse é o Meu plano, o Meu ideal: realizar a Mim Mesmo através de você; transformar o conceito em experiência; conhecer o Meu Eu experimentalmente.
As Leis do Universo foram estabelecidas por Mim. São leis perfeitas, que proporcionam um perfeito funcionamento da matéria.
Pergunta feita a Deus: Então como posso conhecer essas leis? Como posso aprendê-las?
Resposta de Deus: Isso não é uma questão de aprender, mas sim de lembrar-se.
Pergunta: Como posso lembrar-me delas?
Resposta: Comece ficando calado. Silencie o mundo exterior, para que o seu mundo interior possa trazer-lhe visão. Esse insight é o que procura, mas você não pode tê-lo enquanto estiver muito preocupado com a sua realidade exterior. Por isso, tente voltar-se o máximo possível para dentro. E quando não estiver se voltando para dentro, venha de dentro ao lidar com o mundo exterior. Lembre-se desta máxima:
me voltar para dentro,
serei privado de alguma coisa
(isso é introjetar-se)
Você tem sido privado de alguma coisa a sua vida inteira. No entanto, não precisa ser assim, e nunca precisou.
Não há nada que você não possa ser ou fazer, nada que não possa ter.
Pergunta: Isso parece uma promessa maravilhosa.
Resposta: Que outro tipo de promessa você acha que Eu faria? Você acreditaria em Mim se Eu prometesse menos?
Durante milhares de anos as pessoas não acreditaram em Minhas promessas pelo motivo mais extraordinário: eram boas demais para serem verdade. Então vocês escolheram uma promessa menor - um amor menor. Porque a Minha promessa maior provém do amor maior. Todavia, vocês não podem conceber um amor perfeito, e por isso uma promessa perfeita também é inconcebível. Como o é uma pessoa perfeita. Por esse motivo, vocês não conseguem acreditar nem mesmo em seus "Eus".
Não acreditar em nada disso significa não acreditar em Deus. Porque a crença em Deus produz crença na maior dádiva divina - o amor incondicional - e na maior promessa divina - o potencial ilimitado.
Fonte: Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008. ISBN 978-85-220-0848-3.
Marcadores: amor incondicional, Deus, inferno, Walsch
sábado, fevereiro 26, 2011
A Depressão Leve
Veja o que Ryuho Okawa [1] tem a dizer para combater a ocorrência de depressão leve.
No entanto, o que eu gostaria que você lembrasse é que o ser que está possuindo ou influenciando uma pessoa e a pessoa influenciada estão, ambos, na mesma sintonia vibratória.
Em tais situações, vários tipos de espíritos são atraídos, mas, examinando esses espíritos, vemos num instante que a mente (o coração espiritual) da pessoa está doente. Uma entidade que não tenha afinidade com a pessoa não aparecerá. Sempre, e isso nunca falha, há algum tipo de familiaridade. Esse é um princípio fundamental.
Por isso, se a pessoa descobre que está sendo influenciada por algum tipo de interferência espiritual, ela deve examinar a si mesma para certificar-se de que, em seu coração, não há nada que possa atrair esses espíritos negativos.
Nessa situação, o ensinamento da autorreflexão é o que tem o efeito mais poderoso. A autorreflexão é o caminho correto para a cura. Então, calmamente, analise profundamente o que existe dentro de seu coração.
Quando espíritos aproximam-se de uma pessoa, ou quando ela é propensa a sofrer interferências espirituais, a reação mais comum é a tendência de pôr a culpa do que acontece de errado em outras pessoas (escolhe-se "bodes expiatórios"). A reação imediata é essa. É inevitável que a pessoa comece a dizer: "Foi fulano que errou", ou "A culpa é de beltrano".
Se essa tendência se manifestar, reflita seriamente para ver se essa é realmente sua própria opinião. A idéia é sua mesma ou veio de algum espírito que o fez pensar dessa maneira? É preciso refletir sobre isso com muita calma.
Antes de culpar alguém, serene o seu coração e depois o examine para assegurar-se de que não há nenhum problema perturbando-o. Se houver, isso significa que você precisa praticar a autorreflexão, mesmo que isto leve algum tempo, vá retirando, uma por uma, todas as nuvens de perturbação de seu coração. Se conseguir reconhecer suas próprias falhas e arrepender-se delas, com certeza você se tornará mais forte. Assim, praticar a autorreflexão é a primeira opção.
Outro método para lidar com a depressão leve, quando tudo parece sair fora dos trilhos, é tentar não reagir demais. Em algum momento, você pode pensar: "Preciso fazer alguma coisa a respeito disso, imediatamente". Mas, se você se preocupar demais, acabará por se enredar cada vez mais na armadilha.
Um princípio básico é que a possessão por espíritos malignos não dura para sempre, pela simples razão de que o verdadeiro lugar deles é no Inferno. O Inferno é um mundo de ressentimentos emaranhados, de enganos e perseguições, onde todos são cheios de más intenções. Mesmo que os habitantes desse mundo infernal se apossem de pessoas encarnadas na Terra, isso será temporário, porque, se a possessão prolongar-se demais, eles também começarão a sofrer, pois as vibrações do Inferno e as do nosso mundo físico são diferentes.
A pessoa possuída sofre, mas o mesmo acontece com o espírito que a possui. Por favor, lembre-se desse fato. Em particular, a pessoa possída deve praticar a "busca do correto coração", o que fará o espírito obsessor sofrer de modo considerável. Pense nisso da seguinte forma: "Estou sofrendo, mas aquele do outro lado também está". Tal situação não pode durar muito tempo.
Assim, mesmo que uma pessoa ainda não tenha despertado espiritualmente de modo completo, ela pode esperar a libertação dentro de mais ou menos três meses, seis, no máximo. Se adotar um estilo de vida equilibrado, certamente o espírito dominador irá embora. Se a possessão causou uma depressão leve, isso também acabará.
A razão disso é que os companheiros do espírito, no Inferno, querem ter certeza de que ele voltará para seu meio. Eles o puxarão de volta, dizendo: "Quanto tempo você acha que vai continuar se divertindo?"
Então, por favor, dê tempo ao tempo. Se você lutar e fizer alguma tolice, você acabará por conseguir resultados indesejáveis. Portanto, um pouco de paciência é o melhor remédio. Se você tiver resistência suficiente para esperar seis meses, eu lhe garanto que as coisas mudarão para melhor.
Outro método é a pessoa manter o pensamento positivo. Se estiver sempre pensando em coisas ruins, inevitavelmente você cairá nas garras de espíritos malévolos. Quando você está com uma leve depressão e sob forte influência espiritual, a pessoa tende a ver pequenas coisas negativas como se fossem enormes. Algo ruim, mas pequeno como uma unha, pode assumir proporções gigantescas. Muitas vezes, os menores contratempos parecem questões de vida ou morte que se tornam problemas monumentais com capacidade de abalar a Terra.
Em tais momentos, é necessário fazer o coração serenar. Alcançada a serenidade, a pessoa deve pensar: "Mesmo que eu perca minha vida, ninguém pode tirar de mim o meu espírito imortal".
Como o espírito humano é imortal, não há nada, realmente, que nos possa ser tirado. Nós temos um espírito imortal e vida eterna. A vida, nesse sentido, não é algo que podemos perder. O pior que nos pode acontecer é perder a vida neste mundo físico. Em geral, as situações ruins surgem devido a problemas no relacionamento familiar, pelo fato de não sermos benquistos ou de perdermos o emprego.
Tirar de nós nossa vida eterna, porém, ninguém pode. Como isso é impossível, você deve tentar avaliar qual seria o pior desfecho de uma situação e preparar-se adequadamente para isso, pensando: "Acredito que conseguirei continuar vivendo, mesmo nessas circunstâncias adversas". Se você estiver preparado para o pior, não ficará desnorteado. Então, depois de fortalecer seu espírito dessa maneira, se esperar um pouco, logo será capaz de ver várias "sementes de luz".
Embora até encontrar essas sementes você possa ter nutrido pensamentos negativos, coisas boas começarão a acontecer. Não há razão para você continuar pensando negativamente. Se tiver paciência para esperar que se passem seis meses, um mês, ou quinze dias, coisas boas começarão a acontecer em sua vida; então, procure não perder as oportunidades que surgirem.
É preciso nutrir essas sementes. Pense nas boas coisas que você fez, em boas coisas que aconteceram em momentos felizes e com isso tudo, nutra boas sementes para que elas germinem. Assim, expandindo sua felicidade, a infelicidade desaparecerá. Esse método de acender uma vela para dissipar a escuridão é, de fato, uma ótima estratégia.
Para pessoas que sofrem de depressão leve, pode ser difícil lutar contra o lado negativo de si mesmas e, para remediar isso, é bom que elas comecem a usar a força do pensamento positivo, acostumando-se a "procurar apenas o que existe de bom".
Esse procedimento geralmente é recomendado para pessoas sob alguma influência espiritual. Mas, o que você deve fazer, se alguém que você conhece está nessa situação?
Primeiro, elogie a pessoa, exaltando tudo o que ela tem de bom. Começando por aí, você garantirá o melhor efeito. Se você criticar os seus pontos fracos, a pessoa simplesmente ficará mais descontrolada. Por essa razão, não se esqueça de elogiá-la e conversar com ela sempre de modo alegre e animador.
É importante envolvê-la numa atmosfera harmoniosa. Um círculo protetor de amizade, apoio e pensamentos animadores, formado por amigos, é importante. A pessoa pode não conseguir vencer os maus espíritos sozinha, mas com pessoas reunidas à sua volta para ajudá-la, esses espíritos não terão força para derrotá-la.
Alguém que olha apenas para o lado escuro de tudo certamente encontrará escuridão. Mas quem olha para o lado da felicidade verá aumentarem seus motivos para ser feliz. Por favor, esforce-se para sempre ver o lado bom de tudo. E sempre tem o lado bom de tudo...
Referência:
[1] Ryuho Okawa, Curando a Si Mesmo: A Verdadeira Relação entre o Corpo e o Espírito, Editora Cultrix, 2010. ISBN 978-85-316-1102-5.
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domingo, dezembro 27, 2009
A Dívida Cármica
Por que estamos atualmente encarnados no planeta Terra? Para pagarmos a dívida cármica que acumulamos em encarnações anteriores. Por que temos dívida cármica ao invés de crédito cármico? Porque a nossa lista de erros, nas encarnações passadas, é muito maior do que a nossa lista de acertos.
Pagar dívida não é uma atividade prazerosa. Um acúmulo muito grande de dívida cármica leva a uma deformação do corpo físico, já no nascimento, ou a graves distúrbios mentais. Como devemos proceder para pagar a nossa dívida cármica? Devemos movimentar o nosso corpo (não tendo Preguiça!) para facilitar a vida de todos os seres vivos que são colocados (pela nossa sábia e amorosa Equipe de Supervisão) ao nosso redor. Essa prática costuma ser chamada de Bondade, e pode ser praticada por todos que tiverem boa-vontade. Se todos agissem dessa forma este mundo seria o Paraíso, e os sete pecados capitais não existiriam.
A Natureza não trabalha aos saltos. Tudo modifica-se de uma forma contínua. Portanto, se nossa vida está um Inferno, a nossa dívida cármica está bastante alta. Se, para fugirmos desses nossos problemas infernais, lançarmos mão do suicídio, iremos passar para o mundo espiritual levando conosco os mesmos problemas, pois a nossa postura mental continua a mesma (quando encarnado e logo após o desencarne) por não existir saltos na natureza. Portanto, só iremos para o Paraíso após a morte do corpo físico se já estivermos gozando o Paraíso enquanto encarnados. No entanto, só estaremos gozando um estado paradisíaco, enquanto encarnados, se já tivermos pago toda a nossa dívida cármica. Portanto, analisando cuidadosamente a nossa condição atual (de saúde, relacionamentos, problemas, etc), podemos ter uma idéia do montante de nossa atual dívida cármica que ainda necessita ser paga, para atingirmos o paraíso do eterno bem-estar.
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