quarta-feira, agosto 02, 2023
A Ausência de Ego
Visto que o ego é uma ficção, há momentos em que a pessoa fica livre dele. Por se tratar de uma ficção, o ego pode ficar presente apenas se a pessoa continuar a mantê-lo. A ficção precisa de bastante manutenção energética. A verdade não precisa de nenhuma manutenção, e é essa a beleza dela. Mas a ficção? É preciso pintá-la constantemente, colocar um suporte aqui e ali, e ela desmorona constantemente. No momento em que a pessoa consegue escorar um lado, o outro começa a desmoronar.
E é isso que as pessoas fazem a vida inteira, ou seja, tentam fazer com que a ficção pareça com a verdade. Ter mais dinheiro, para então poder ter um ego maior, um pouco mais sólido do que o ego do homem pobre. O ego do homem pobre é franzino, ele não pode se dar ao luxo de ter um ego mais robusto. Basta tornar-se o primeiro-ministro ou presidentede um país para que o ego da pessoa infle ao extremo.
Toda a nossa vida, a busca pelo dinheiro, poder, prestígio, isto e aquilo, não é nada além de uma busca por novas peças de amparo, uma busca por novos apoios, para, de alguma forma, manter a ficção em andamento. E o tempo todo a pessoa sabe que a morte está chegando. O que quer que ela faça, a morte vai destruir. Mas, mesmo assim, ela continua a ter esperança contra todas as expectativas: talvez todas as outras pessoas morram, menos ela.
E, de certa maneira, isso é verdade. Nós sempre vemos as outras pessoas morrendo, e nunca nós mesmos, portanto, isso também parece verdadeiro, além de lógico. Essa pessoa morre, aquela pessoa morre, mas nós nunca morremos.Estamos sempre presentes, para sentir pena dos que morreram, vamos ao cemitério para nos despedir deles e, depois,voltamos para casa.
Não se deixe enganar,no entanto, pois todos agem do mesmo jeito.E ninguém é exceção. A morte vem e destrói toda a ficção do nome e da fama do indivíduo. A morte vem e simplesmente apaga tudo, não são deixadas nem mesmo pegadas. O que quer que as pessoas continuem a fazer de suas vidas, não é nada além de escrever sobre a água - nem mesmo na areia, mas sobre a água. Nem mesmo terminam de escrever e ela já se foi.Não podemnem mesmo lê-la, pois, antes que possam lê-la, ela se foi.
Mas as pessoas continuam tentando fazer esses castelos no ar, Como é uma ficção, precisa de constante manutenção, esforço constante, dia e noite. E ninguém pode ser tão cuidadoso durante 24 horas por dia. Então, às vezes, sem que a pessoa perceba, há momentos em que tem um vislumbre da realidade sem que o ego funcione como uma barreira.
Sem a tela do ego, há momentos assim, mas sem que a pessoa perceba, é bom lembrar. Todo mundo, de vez em quando, tem esses momentos.
Por exemplo, toda noite, quando a pessoa cai em sono profundo, e o sono é tão profundo que não pode nem mesmo sonhar, o ego não é mais encontrado, todas as ficções se foram. O sono profundo, sem sonhos, é uma espécie de pequena morte.
No sono sem sonhos, o ego desaparece completamente, porque, quando não há nenhum pensamento, nenhum sonho, como a pessoa pode conduzir uma ficção? Mas o sono sem sonhos é muito pequeno. Em oito horas de sono saudável não são mais do que duas horas.Mas apenas essas duas horas são revitalizantes. Se a pessoa tem duas horas de sono profundo, sem sonhos, de manhã ela está nova, fresca, viva. A vida tem novamente emoção, o dia parece ser um presente. Tudo parece novo, porque a pessoa está renovada. E tudo parece belo, porque ela está em um lindo espaço.
O que acontece nessas duas horas, quando a pessoa cai em sono profundo, o que Patanjali [e o yoga] chama[m] de sushupti, sono sem sonhos? O ego desaparece. E o desaparecimento do ego revitaliza a pessoa, rejuvenesce-a. Com o desaparecimento do ego, mesmo que em profunda inconsciência, a pessoa tem uma prova de Deus. Patanjali diz que não há muita diferença entre sushupti, sono sem sonhos, e samadhi, o estado supremo do budismo, embora haja uma diferença. A diferença é a consciência. No sono sem sonhos a pessoa está inconsciente, em samadhi, a pessoa está consciente, mas o estado é o mesmo. A pessoa move-se para Deus, move-se para o centro universal. Ela desaparece da periferia e vai para o centro. E apenas esse contato com o centro a rejuvenece.
Como o ego é uma ficção, ele às vezes desaparece. O tempo maior é o do sono sem sonhos. Portanto, tenha em mente que o sono é muito valioso, e não o perca, de jeito nenhum.
A segunda maior fonte de experiências sem ego é o sexo, o amor. Isso foi destruído pelos padres, eles o condenaram, por isso, não é mais uma experiência tão grandiosa. Esse tipo de condenação, por tanto tempo, condicionou as mentes das pessoas. Mesmo quando estão fazendo amor, no fundo sabem que estão fazendo algo errado. Alguma culpa está à espreita em algum lugar. E isso é assim até mesmo para a geração mais moderna, mais contemporânea, até mesmo para a mais jovem.
Superficialmente, as pessoas podem ter se revoltado contra a sociedade; superficialmente, podem não ser mais conformistas. No entanto, as coisas se aprofundaram, não é uma questão de revoltar-se superficialmente. Podem deixar o cabelo comprido, isso não vai ajudar muito. Podem tornar-se hippies e parar de tomar banho, isso não vai ajudar muito. Podem rejeitar a ordem vigente de todas as formas possíveis que imaginarem, mas isso não vai realmente ajudar, porque as coisas se aprofundaram muito e todas essas são medidas supreficiais.
Por milhares de anos foi dito que o sexo é o maior dos pecados. Isso se tornou parte do sangue, dos ossos e da medula do homem. Assim, mesmo que a pessoa saiba conscientemente que não há nada de errado nisso, o inconsciente a mantém um pouco afastada, com medo, com sentimento de culpa, e ela não consegue se concentrar totalmente nisso.
Se a pessoa consegue desfrutar do ato de amor totalmente, o ego desaparece, porque no clímax, no mais alto clímax do ato de amor, a pessoa é pura energia. A mente não consegue funcionar. É tamanha a explosão de energia que a mente fica desorientada, não sabe mais o que fazer. A mente é perfeitamente capaz de permanecer em funcionamento em situações normais, mas, quando alguma coisa muito nova e muito vital acontece, ela para. E o sexo é o que há de mais vital.
Se a pessoa puder se aprofundar no ato sexual, o ego desaparece. Essa é a beleza de se fazer amor, que é outra fonte de um vislumbre de Deus, assim como o sono profundo, mas muito mais valioso, porque, no sono profundo, a pessoa fica inconsciente. Ao fazer amor, ela fica consciente, porém, sem a mente.
Por isso, a grande ciência do Tranta tornou-se possível. Patanjali e o yoga trabalharam nas linhas do sono profundo. Escolheram esse caminho para transformar o sono profundoem um estado consciente, de modo quea pessoa saiba quem ela é, e saiba que está no centro. O tantra escolheu o ato de amor como uma janela em direção a Deus.
O caminho do yoga é muito longo, porque transformar o sono inconsciente em consciência é muito árduo, e pode levar muitas vidas...
Mas o tantra escolheu um caminho muito mais curto, o mais curto, e muito mais agradável também! O ato de fazer amor pode abrir a janela. Tudo o que é preciso é desarraigar os condicionamentos que os padres incutiram nas pessoas. Os padres os incutiram nas pessoas para que eles pudessem se tornar mediadores e agentes entre elas e Deus, de modo que o contato direto das pessoas fosse cortado. Claro que as pessoas precisariam de alguém para conectá-las, e assim o padre se tornaria poderoso. E o padre foi poderoso ao longo dos séculos.
Quem quer que coloque as pessoas em contato com o poder, o poder real, vai se tornar poderoso. Deus é o poder real, a fonte de todos os poderes. O padre permaneceu muito poderoso ao longo dos tempos, mais poderoso do que os reis. Agora, o cientista tomou o lugar do padre, porque, agora, ele sabe como conectá-las com a natureza. Mas o padre tem que desconectá-las primeiro, de modo que nenhuma linha privada individual permaneça entre elas e Deus. Ele estragou as fontes interiores das pessoas.Ele tornou-se muito poderoso, mas toda a humanidade ficou sem desejo sexual, sem amor, cheia de culpa.
É preciso abandonar essa culpa completamente. Ao fazer amor, a pessoa deve pensar em oração, meditação, Deus. Ao fazer amor, deve queimar incenso, entoar um mantra, cantar, dançar. O quanto há que ser um templo, um lugar sagrado. E o ato sexual não pode ser uma coisa apressada. A pessoa deve se aprofundar nele, saboreá-lo da forma mais lenta e mais graciosa possível. E ela vai se surpreender, Ela tem a chave.
Deus não enviou as pessoas ao mundo sem chaves. Mas essas chaves têm de ser usadas, as pessoas têm de colocá-las na fechadura e virá-las.
O amor é um outro fenômeno, um dos que tem maior potencial, no qual o ego desaparece e você permanece consciente, completamente consciente, pulsante, vibrante. Você não é mais um indivíduo, está perdido na energia do todo.
Depois, aos poucos, deve-se deixar que isso se torne o próprio modo de vida. O que acontece no auge do amor tem de se tornar a disciplina da pessoa, não apenas uma experiência, mas uma disciplina. Então, o que quer que a pessoa esteja fazendo ou por onde quer que esteja cominhando... no início da manhã, com o sal nascente, tenha o mesmo sentimento, a mesma fusão com a existência. Deitada no chão, o céu cheio de estrelas, tenha a mesma fusão novamente. Deitada na terra, sinta-se como pertencente à terra.
Pouco a pouco, o ato sexual deve lhe dar a pista de como é estar apaixonado pela existência em si. E, então, o ego é conhecido como uma ficção, é usado como uma ficção. E se a pessoa faz uso dele como uma ficção, não há nenhum perigo.
Existem alguns outros momentos em que o ego escapa da sua própria vontade. Em momentos de grande perigo, por exemplo. Digamos que a pessoa esteja dirigindo e, de repente, vê que vai acontecer um acidente. Ela perde o controle do carro e parece que não há nenhuma possibilidade de se salvar. Vai colidir com a árvore ou com o caminhão que se aproxima, ou vai cair no rio, isso é absolutamente certo. Nesses momentos, o ego desaparece de repente.
É por isso que há uma grande atração para se envolver em situações perigosas. As pessoas escalam o Evereste. Trata-se de uma meditação profunda, embora elas possam não compreender isso. O montanhismo é de grande importância. Escalar montanhas é perigoso e, quanto mais perigoso, mais bonito. Os indivíduos têm vislumbres, grandes vislumbres de ausência de ego. Sempre que o perigo está próximo, a mente para. A mente consegue pensar somente quando a pessoa não está em perigo, pois não há nada a dizer em perigo. O perigo torna as pessoas espontâneas e, nessa espontaneidade, elas de repente sabem que não são o ego.
Se a pessoa tem um coração estético, então a beleza vai abrir as portas. Basta que uma pessoa olhe uma linda mulher ou um belo homem que passa, apenas por um único momento, um flash de beleza e, de repente, o ego desaparece.
Ou ver uma flor de lótus na lagoa, ou ver o pôr do sol ou um pássaro voando, qualquer coisa que acione a sensibilidade interior, qualquer coisa que possua a pessoa, por um momento, de forma tão profunda que ela esquece de si própria, e, nesse caso, também o ego escapa. É uma ficção, e a pessoa tem que conduzi-la. Se ela esquecer por um momento, o ego escapa.
E é bom que haja uns poucos momentos em que o ego escapa e a pessoa tem um vislumbre da verdade e do real. É devido a esses vislumbres que a religião não morreu. Não é por causa dos padres, pois eles fizeram de tudo para matá-la. Aqueles que vão à igreja, à mesquita e ao templo, não vão por causa dos chamados religiosos. Eles não são religiosos, são impostores.
A religião não morreu por causa de alguns momentos que acontecem mais ou menos com quase todos. É preciso observá-los mais, absorver mais o espírito daqueles momentos, permitir mais momentos como aqueles, criar espaços par que aqueles momentos aconteçam mais vezes. Esse é o verdadeiro caminho para buscar a Deus.
Fonte: Osho, O livro do ego: Liberte-se da ilusão, Editora BestSeller, Rio de Janeiro, 2022. ISBN: 978-85-7684-710-6.
Marcadores: beleza, ego, Osho, Patanjali, perigo, samadhi, sexo, sonhos, sono, sushupti, Tantra, yoga
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Beleza, Saúde e Sono
Neurocientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, fotografaram 23 pessoas em dois momentos: após uma boa noite de sono, e após 31 horas seguidas de vigília.
Observadores independentes, que ignoravam o objetivo do estudo, avaliaram as imagens, mostradas aleatoriamente para que a ordem das apresentações não influenciasse as correspondentes considerações.
As fotografias também tinham um padrão definido - ninguém usava maquiagem e todos tinham a mesma expressão em ambas as fotos.
Os observadores acharam as pessoas menos atraentes, menos saudáveis e mais cansadas nas fotos feitas quando elas foram privadas de sono.
Durante o sono, o organismo produz hormônios que renovam a pele. Os principais são o GH (hormônio humano do crescimento) e o ACTH, hormônio que controla a produção de cortisol, explica a endocrinologista Elaine Costa, que é professora da Faculdade de Medicina da USP.
Quando não há repouso adequado, o corpo secreta hormônios associados ao estresse (tensão), que alteram funções e levam à vasoconstrição, deixando a pessoa pálida e com aparência cansada, diz a dermatologista Flavia Addor, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Mais do que a quantidade, importa a qualidade do sono, especialmente na fase REM, em que o repouso é mais profundo, de acordo com o neurologista Rubens Gagliardi. Se o nosso organismo não entra nessa fase, os nossos neurotransmissores são produzidos de forma anormal, desregulando a secreção de hormônios.
Referência:
Marcadores: beleza, fotos, hormônios, saúde, sono
sábado, março 06, 2010
A Busca pela Beleza Instantânea
A paciente Livia Marcello, de 29 anos, morreu durante uma cirurgia na clínica de estética Heller, em Porto Alegre-RS, ontem. Ela estava se submetendo a uma lipoaspiração e implante de silicone nos seios quando sofreu uma parada cardíaca. O delegado Artur Raldi disse que o médico, um auxiliar e o anestesista tentaram reanimar a mulher durante uma hora e meia. Peritos da polícia informaram que a clínica tem equipamentos adequados ao trabalho que presta. A necropsia do Departamento Médico Legal vai indicar se a morte foi causada por algum mal súbito e imprevisível ou por eventual falha humana. A polícia começa a tomar depoimentos nos próximos dias. Os responsáveis pela clínica, que tem 30 anos de atividades, ainda não se manifestaram sobre a morte da mulher.
PS: Muitos anos atrás, minha esposa se submeteu a uma cirurgia de lipoaspiração e também teve uma parada cardíaca, mas, felizmente, conseguiu ser reanimada. Será que você, que está pretendendo fazer uma lipoaspiração, não está propensa a morrer durante essa intervenção cirúrgica? Você aceita este risco, pela vaidade de parecer mais bela?
Referências:
[1] Jornal Correio Popular (Campinas-SP), Caderno Brasil, pg. B2, 6 de março de 2010.
[2] Jornal Correio Popular (Campinas-SP), Caderno Brasil, pg. A18, 25 de março de 2010.
Marcadores: beleza, cirurgia plástica, lipoaspiração, morte, parada cardíaca
domingo, novembro 01, 2009
A Água Divina - 2
Colocamos uma jarra cheia de água sobre fotos de paisagens bonitas. Depois fotografamos os cristais que se formaram, quando essa água foi congelada. Dessa forma, pudemos verificar como a água reagiu às fotografias. Veja abaixo o que ocorreu quando a água ficou na presença de uma fotografia do Sol.
Podemos observar que as moléculas de água se arranjam em uma bela estrutura, com núcleo hexagonal, quando expostas a uma imagem do Sol. Podemos deduzir, sem possibilidade de cometermos erro grosseiro, que as moléculas de água se estruturam desta bela forma quando são expostas diretamente à energia dos raios solares. Podemos dizer que, quando a água fotografa o Sol, a "revelação" da fotografia é esta bela estrutura, basicamente hexagonal. Como o nosso corpo físico é composto por mais de 50% de moléculas de água, quando o expomos diretamente ao Sol, nossas moléculas corporais de água passam a se agregarem nessa bela forma. Como beleza e saúde estão intimamente ligadas, ao nos expormos à energia dos raios solares iremos melhorar nossa saúde. Em outras palavras, iremos melhorar os sintomas de qualquer doença ao nos expormos adequadamente ao Sol.[Continua na Parte 3]
Referência:
[1] Masaru Emoto, HADO: Mensagens Ocultas na Água, Editora Cultrix, São Paulo, 2006.
Marcadores: água, beleza, doença, saúde, sol

