quarta-feira, abril 26, 2023
Luciano Cesa: ATUALIZAÇÕES 26/04/2023
Marcadores: Luciano Cesa, vícios
sexta-feira, março 06, 2009
Uma Mudança de Rota
Uma Mudança de Rota
Minha rota nesta vida terminava aos 7 anos de vida, com a minha morte. No entanto, aos 7 anos houve uma mudança de rota em minha vida, que permitiu eu estar hoje vivo e contando a história abaixo.
Até os sete anos de idade eu era um menino bastante doente e vivia indo a médicos e farmacêuticos para tratar de minha saúde debilitada. Nesse período tive pleurisia infantil, fui operado de hérnia e apendicite e me lembro de minha luta (tinham que me segurar braços e pernas) para tentar não receber as injeções rotineiras nas farmácias.
Inicialmente, convém notar que a nossa dificuldade de se deixar de comer comida cozida (ou torrada, ou queimada = "churrasco") vem do fato de que nós fomos gerados, dentro do útero de nossas mães, sendo alimentados com o sangue dela, que era formado de comida cozida. Portanto, fomos viciados em comida cozida desde o útero de nossas mães! Portanto, o vício em comer comidas cozidas é muito pior do que o vício (adquirido muito mais tardiamente) em drogas pesadas, como cocaína. E nós sabemos o que ocorre com viciados em cocaína, quando se tira a cocaína deles, não é mesmo? (Vide o caso do Maradona, por exemplo) Ocorre a famosa Síndrome de Abstinência. Essa mesma síndrome, com muito maior intensidade, ocorre com quem deixa de comer comida cozida, obviamente. Eu já passei por isso e abaixo conto minha experiência.
Em 1954, eu tinha 7 anos e morava com meus pais em Maceió-AL, onde tínhamos chegado recentemente. Devido a um problema meu de saúde, meu pai praticamente foi forçado a ler um livro (do Louis Kuhne) e após aplicar seus ensinamentos em mim (que servi como cobaia), ele se convenceu que o ser humano é um ser frugívoro, isto é, comedor apenas de frutas. Ele decidiu, então, que todos nós (eu, meu pai e minha mãe) iríamos comer apenas frutas daquele dia
Por que meu pai afirma categoricamente que ele é imortal (fisicamente)? Pela seguinte transformação que se processou no seu corpo físico.
Os avós de meu pai viveram até a faixa dos 90 anos. Os pais de meu pai viveram até a faixa dos 60 anos. Os 2 irmãos de meu pai viveram 36 e 37 anos. O filho de meu pai (eu) ia morrer aos 7 anos. Por aí dá para perceber a decadência biológica de uma geração para a seguinte na linha familiar de meu pai (queda de 30 anos a cada geração sucessiva). Para me salvar aos 7 anos, meu pai (que também sentia que iria morrer na faixa dos 30 anos) adotou um modo de vida que me salvou e, como bônus, salvou ele e minha mãe. Mas vou voltar um pouco no tempo, quando meu pai era um menino, entre 14 e 17 anos, que morava sozinho na cidade do Rio de Janeiro, trabalhando e estudando. Ele morava sozinho em pensões, que mudava de vez
Nos Estados Unidos tem uma região em que existem árvores milenares enormes, chamadas de sequóias gigantes. Quando elas eram pequeninas você poderia quebrar seu tronco facilmente com sua mão. Com o passar do tempo, essas arvorezinhas foram crescendo e se fortalecendo. Hoje, nem um batalhão do exército consegue derrubá-las usando apenas as mãos. Com o passar do tempo, as coisas vivas não precisam ficar mais fracas, mas certamente podem ficar mais fortes. Fraqueza é sinal de doença e como velhice é uma doença, acha-se normal que um idoso fique cada vez mais fraco com o avanço da idade... Balela...
Marcadores: imortalidade, morte, vícios, vida
sábado, fevereiro 23, 2008
Qual é o gosto de uma banana ?
Por que, neste exato instante, estamos encarnados em um corpo físico no planeta Terra? Resposta: estamos aqui para usufruir certas experiências que só no corpo físico, neste planeta, podemos sentir. Qual o objetivo disso? Resposta: para ampliarmos nossa percepção da realidade que nos cerca e, dessa forma, evoluirmos como parcelas divinas neste ambiente.
Pode-se passar toda uma vida inteira ensinando alguém sobre como é o gosto de uma banana (ou de outro alimento qualquer). No entanto, essa pessoa só vai conhecer realmente o gosto da banana quando executar a experiência de comer uma banana. Testar algo uma única vez se chama experiência; testar algo mais que uma vez se chama vício (hábito). Obviamente temos agregado ao nosso viver vícios bons e vícios maus. O hábito de respirar (comer ar), por exemplo, nos permite manter nosso corpo físico em boas condições. O hábito de fumar (poluir o ar respirado), por outro lado, nos permite degradar nosso corpo físico, presente de Deus.
O que limita a nossa vivência de experiências (para poder separar o joio do trigo)? Resposta: o medo. E por que temos medo? Resposta: porque o nosso ego nos convence que somos individualidades separadas de Deus. Portanto, temos que nos proteger por nós próprios, sem a ajuda do Deus Criador do Universo, que, obviamente, também nos criou e nos protege. Qual é o antídoto do medo? Resposta: o Amor. O amor é a cola do Universo, juntando todas as coisas. Quem ama não tem medo (veja o exemplo de Jesus). Quem ama tudo no Universo, não será prejudicado por nada do Universo.
Marcadores: amor, experiência, medo, vícios
quinta-feira, março 15, 2007
O Sofrimento Justo e Necessário
Carl Gustav Jung [1875-1961], o famoso psiquiatra suiço, declarou que a razão dos distúrbios mentais é a recusa das pessoas em passar pelos sofrimentos adequados. Um outro pesquisador da humanidade, Jesus Cristo, disse em certa ocasião [Mateus, Cap. 10, Vers. 38-39]: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á."
A conclusão de Jung se aplica, também, aos distúrbios físicos, além dos mentais (sua especialidade). Todos nós, desde o nascimento, adquirimos inúmeros hábitos danosos ao nosso organismo (vícios), através das informações erradas que nos foram repassadas pela sociedade (pais, professores, conhecidos, mídia). Ao tomarmos contato com uma informação correta e tentarmos implemantá-la, nos deparamos com o nosso primeiro grande problema: a síndrome de abstinência, que envolve um certo grau de sofrimento. Isso ocorre porque estamos descontinuando um hábito errado (vício) e o substituindo por um hábito correto (virtude). Neste ponto do caminho, a maioria das pessoas desiste de trilhar este caminho. Nossa sociedade está voltada para a busca constante de prazer, e se recusa tenazmente a ser envolvida com qualquer tipo de sofrimento (dor), por menor que seja.
Devido aos nossos "pecados" (erros, hábitos danosos ao corpo), vamos acumulando grande quantidade de toxinas (venenos) no corpo, que vão dando surgimento a doenças e ao envelhecimento corporal. Quando esses sintomas aparecem, é comum as pessoas recorrerem a remédios, para remediar a situação (nunca para curar o sintoma), já que a cura verdadeira requer sempre a descontinuidade do hábito patológico, que gerou a doença ou desconforto no corpo. É aqui que entra Jesus: "Aquele que tentar salvar a sua vida (através de remédios), perdê-la-á". Sabe como? Enterrando seu próprio corpo no cemitério, já que todos remédios são mortais (levam ao cemitério) se tomados continuamente, através de um "pequeno" detalhe (que todos possuem, mas é pouco enfatizado, obviamente) chamado "efeito colateral". O efeito colateral é matar você! Como sempre enfatizamos, a única forma de eliminar definitivamente qualquer doença, não é tomar remédios, mas sim descontinuar o hábito patológico que levou ao surgimento da doença. Mas ao implementar-se esta descontinuidade, surge o sofrimento justo e necessário para efetivar a cura, que todos procuram evitar.
Especificamente, por que surge o sofrimento no caminho da obtenção da saúde? O motivo é muito simples: seu corpo está cheio de toxinas, a maioria armazenada em certos locais do organismo, fora da circulação sangüínea normal (por exemplo, nas gorduras distribuídas ao longo de todo o corpo). Ao descontinuarmos o processo de intoxicação (o hábito patológico), o corpo aproveita a energia que irá sobrar para desintoxicar o corpo. Para isso, ele irá desalojar as toxinas incrustradas nas várias partes do corpo e irá jogá-las na corrente sangüínea, para poder efetuar sua eliminação (através da urina, fezes e transpiração pela pele). É nesta etapa que surge o sofrimento e que leva muitas pessoas a desistir da procura da saúde, preferindo ficar na doença. Uma das desculpas utilizadas para isso é que, se ela está se sentindo mal, o que ela está fazendo (desintoxicação) deve estar errado e, então, é melhor voltar ao velho hábito (patológico).
Podemos definir hábito como a repetição de algo mais que uma vez. Hábito ruim = vício; hábito bom = virtude. A execução de algo uma única vez se chama experiência.
Hipócrates, considerado até hoje como o Pai da Medicina, disse "que seu alimento seja seu remédio e que seu remédio seja seu alimento!". Portanto, qual deve ser nosso alimento (e remédio)? Deve ser o alimento vivo (cru), que mantém a saúde e a vida, e não o alimento morto (cozido), que contribui para as nossas doenças e morte. Jesus já dizia "da morte (alimentação morta) só vem doenças e morte". Em particular, a morte é apenas a doença terminal final. Saúde perfeita (ausência de qualquer doença) significa imortalidade física. Lembrar que o nosso alimento mais importante é o alimento gasoso chamado ar: não podemos passar 5 minutos sem ele! Você sabe respirar corretamente? O seu ar é de boa qualidade?
Qual o vício que você vai sepultar hoje? Ou, qual a virtude que você vai começar por em prática a partir deste instante?
Paz e Saúde, Rui.
Marcadores: ar, doença, dor, hábitos, Hipócrates, Jesus, Jung, morte, saúde, sofrimento, toxinas, vícios, vida, virtude
quarta-feira, março 14, 2007
Mudar Dói. Não Mudar Dói Muito Mais.
Gastamos mais de nossa vitalidade tentando permanecer da mesma maneira, do que atualizando a versão do nosso jeito de ser. Você, hoje, está funcionando em que versão? Ainda na versão 1.9 ou já na 2.0? Quando foi a sua última atualização?
Para não mudarmos, nos condicionamos a padrões e automatismos de sentir, pensar, agir, funcionar e, com orgulho, dizemos: "eu sempre fui assim". Ao fixarmos um padrão, paramos o movimento e a energia fica reprimida, gerando uma série de infortúnios e doenças (físicas, mentais e, até, espirituais).
A doença nos diz: "você precisa mudar!" Se permanecemos com os mesmos sentimentos, pensamentos e atitudes, continuaremos doentes. Quer ser saudável? Deixe-se mudar. Desapegue-se desse velho baú que está dentro de você. Mude inclusive a forma de ver sua doença. Ela é somente um alarme de que algo está travando em algum ponto.
Não é com a doença que você deve brigar, é contigo mesmo, com essa sua parte ultrapassada e acomodada que não quer ser atualizada. Na verdade, a mudança só traz dor na proporção da sua dificuldade em se desapegar e aceitar o que a vida traz. Se para você, mudar dói, não mudar dói muito mais. Portanto, um próximo mês de atualizações com sucesso e mudanças (sem dor).
Meu comentário: Mudança dói porque requer largar um vício antigo que, no entanto, está prejudicando nosso corpo. Toda mudança de vício envolve esforço e um certo grau de dor (síndrome de abstinência). Carl Jung disse que as doenças mentais são o resultado das pessoas não aceitarem sofrer a dor merecida. Se não mudarmos, este vício nefasto nos irá levar para o cemitério (dor muito maior). A mudança precisa envolver largar um hábito prejudicial e adotar um novo hábito benéfico ao nosso corpo. Vida é movimento e movimento é mudança. Identificamos algo como morto por esse corpo não se movimentar. Uma estátua não se movimenta e, portanto, não evolui. Com o passar do tempo uma estátua se desintegra. Você quer ser uma estátua? Exluindo as doenças genéticas (devidas a problemas cármicos), você não nasceu com as doenças que você tem hoje. Essas doenças surgiram porque você adotou maus hábitos de vida. E para curar definitivamente qualquer doença, o único método é descontinuar o mau hábito que gerou essa doença, adotanto, no seu lugar, um outro hábito saudável.
Marcadores: doença, dor, evolução, mudança, saúde, vícios
sábado, fevereiro 24, 2007
Pensamento do Dia
"O início de um hábito é como um fio quase invisível, mas a cada vez que o repetimos o ato reforça esse fio, acrescentando-lhe outro filamento, até que o fio se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e na ação"
Orison Swett Marden
