quinta-feira, junho 06, 2024
As Leis da Vida - 10
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO
A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.
Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.
Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".
A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.
Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.
A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.
Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.
Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.
"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.
Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.
Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.
Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.
Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.
Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.
Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.
No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.
O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.
Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.
Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.
Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).
Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.
Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.
Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.
"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).
A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.
Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.
É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.
Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.
E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.
Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.
Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.
Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.
Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.
Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.
Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.
Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.
Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".
Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.
Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.
Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.
Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.
As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.
Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".
Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.
Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.
Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".
Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.
Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.
Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."
Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.
Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.
Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição: De maneira alguma. Está perfeito tudo que o outro fez com você. Ele não tem culpa se você o atraiu para sua vida. Isso não significa que o outro possa fazer de você o que bem entender e tudo estar bem. Saber dizer 'não' também é uma grande virtude.
Se você se sentir invadido, use sua inteligência, se valendo do que estiver disponível no momento, para garantir seus direitos e sua proteção e, caso seja necessário, vá à justiça.
Porém, depois de passada a emoção, recolha-se ao seu silêncio interior e se responsabilize pelo fato, liberando o outro. A autorresponsabilidade é uma atitude interior.
Crença comum: "Não suporto a injustiça". Lei da perfeição: Não há injustiça, não há vítimas, tudo está perfeito. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir os outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).
Crença comum: "Não posso ver um mendigo na rua que morro de pena". Lei da perfeição: Cada um está onde se põe. Tudo é perfeito. Pena, piedade e dó são sentimentos que precisam ser erradicados da nossa vida. Não há vítimas. Como podemos ter pena de alguém que tem todo o poder dentro de si?
Quando você olha para alguém, por mais lastimável que seja a situação dele, com sentimento de pena, piedade ou dó, você está tirando todo o poder que Deus deu para ele. Está rebaixando mais ainda a condição dele. Você está sendo pretencioso, achando que Deus errou com ele. Por que será que Deus permite que ele passe por aquela situação? Por que temos que corrigir Deus?
Em potencial, todos somos iguais, porém diferentes nas manifestações individuais. Uns já desenvolveram certas habilidades, têm a consciência mais expandida, e em outros é só uma questão de tempo.
Quando vir um mendigo, uma pessoa doente, alguém passando necessidades, sofrendo muito, olhe para ela com os olhos da alma, que não julgam, e não com os olhos imediatistas do rosto, e perceba que aí tem uma pessoa com todo o poder dentro de si, como você e como todo mundo têm, que ele está passando por aquela experiência momentaneamente, para desenvolver alguma faculdade, alguma virtude, alguma habilidade, porque tudo é útil.
Assim, você não estará tirando o poder dela. Não a estará colocando ainda mais para baixo. Ao contrário, estará elevando-a. Estará trocando a pena, a piedade e o dó por um sentimento muito sublime, que vem da alma, chamado compaixão. Sua energia dirigida a ela não será tóxica, mas nutritiva. A alma dela perceberá e isso vai tratar de instigá-la a mudar de crenças e atitudes, melhorando, consequentemente, sua vida e a vida dela.
Essa pena que você sente é uma carência sua. A pior das carências, a carência espiritual. É você que está sendo digno de pena, pois não acredita um centavo no seu espírito e, consequentemente, no espírito dos outros, que têm um potencial do tamanho de Deus, só não estão sabendo usá-lo, por enquanto.
Crença comum: "Não consigo perdoar meu marido por ter me traído". Lei da perfeição: Está tudo certo, está tudo perfeito. Cada um está onde se põe. Ninguém trai ninguém. É a pessoa que atrai a traição porque é traível, e cada qual é responsável por tudo que ocorre em sua própria vida.
Depois, esse negócio de fidelidade é bobagem. Se você pautar seu relacionamento pela fidelidade ou infidelidade, adianto que já fracassou, porque não podemos e não conseguimos mudar e controlar as pessoas para satisfazerem nossas vontades.
As pessoas são como são e ponto final. Há tantos outros aspectos mais importantes num relacionamento. Sexo é importante, mas não é tudo, nem o principal. Quem decide com quem quer ficar não são as pessoas, mas os espíritos de ambos.
Por isso, releve, se libere desse apego doentio da infidelidade, que só a prejudica e a deixa presa na pessoa, pois seu poder, nessa condição, está com ela.
Crença comum: "Essa mulher não se manca mesmo. Apanha do marido alcoólatra quase todo dia e não larga esse cafageste". Lei da perfeição: Como a vida é perfeita e justa! Todo alcoólatra é um poço de orgulho. Como não consegue relaxar por causa da arrogância, se vale da bebida para isso. Aí vai cair na rua, se humilhar, vai ser motivo de chacotas, perde completamente a autoridade, inclusive para as crianças, até ceder. Quando ele aceita sua situação e entra na modéstia, ele para de beber.
A mulher, por sua ver, está no lugar onde se pôs e atraiu um marido dessa qualidade porque também é arrogante. Toda pessoa submissa é orgulhosa. É o oposto da verdadeira humildade. Faz-se de coitada para não assumir responsabilidades. Tudo é culpa dos outros. Sente-se bem quando os outros sente pena, piedade ou dó dela.
Veja como a mulher do alcoólatra se desvaloriza. Não se considera, tira de si para dar tudo para os outros, principalmente para os filhos, não sabe dizer não, e assim a vida a trata do jeito que ela se trata, atraindo um marido alcoólatra. Está tudo perféito.
As dores de ambos, porque é uma vida conjugal infernal, são a linguagem que entendem para desenvolverem o conhecimento, a lucidez e tomarem jeito. Se já tivessem um pouco de lucidez, não teriam se atraído.
Esta é a função da dor: nos estimular para a gente sair da própria dor. Ninguém briga com ninguém. Estão apenas se entendendo, se conhecendo, experienciando e, certamente, vão tirar algum proveito daquela situação dolorosa, mesmo que não percebam de imediato.
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sábado, dezembro 18, 2021
Mensagem de Mãe Maria - 14.12.2021
Amados Filhos,
SP-14-12-2021-Mensagem de Mãe Maria-45-2021 recebida por Jane M. Ribeiro
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quarta-feira, julho 13, 2011
Conversando com Deus - 7
Não há "deveria" ou "não deveria" no mundo de Deus. Faça o que você quiser, o que o reflete, o que o representa como uma versão mais grandiosa do seu Eu. Se quiser se sentir mal, sinta-se.
Mas não julgue ou condene. Você não sabe porque e com que objetivo um evento ocorre.
E lembre-se disto: o que você condena o condenará, e o que você julga um dia virá a julgá-lo.
Em vez disso, procure mudar os acontecimentos - ou apoiar outras pessoas que os estão mudando - que não mais refletem o seu sentido mais elevado de Quem Você É.
Entretanto, bendiga tudo - porque tudo é criação de Deus, através da vida, que é a Sua mais importante criação.
Eu nunca determinei um "certo" ou "errado", um "faça" ou "não faça". Isso seria privá-los totalmente da sua maior dádiva - a oportunidade de fazer o que quiserem e experimentar os resultados disso (via livre-arbítrio); a chance de recriar-se à imagem e semelhança de Quem Realmente São; o espaço para produzir uma realidade de um Eu cada vez mais elevado, baseado em sua idéia mais formidável do que são capazes.
Dizer que alguma coisa - um pensamento, uma palavra, um ato - é "errada" seria o mesmo que dizer-lhes para não fazê-la. Isso seria proibi-los, restringi-los, negar-lhes a realidade de Quem Vocês Realmente São, assim como a oportunidade de criar e experimentar essa verdade.
Há aqueles que dizem que Eu lhes dei o livre-arbítrio, mas essas mesmas pessoas também dizem que se vocês não me obedecerem, Eu os mandarei para o Inferno. Que tipo de livre-arbítrio é esse? Isso não é duvidar de Deus - e de qualquer tipo de relacionamento verdadeiro entre nós?
Fonte: Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008. ISBN 978-85-220-0848-3.
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segunda-feira, maio 25, 2009
A Batata Quente
SANDRA SEPULVEDA
Muitos de nós têm um péssimo hábito: rever o passado e julgar negativamente os próprios atos concluindo que não fez o melhor que deveria ter feito. Com isso, acaba entrando em culpa e se oprimindo, deturpando a autoimagem.
O fato é que muitas situações em nossa vida são como batatas quentes nas mãos. Incomodam, machucam e, naquele momento, não podem ser transferidas a outro lugar ou a alguém.
A batata quente nos obriga a tomar decisões e a fazer escolhas sob grande pressão. Não há muito tempo para pensar e a possibilidade dela queimar e a dor aumentar, implica em uma ação rápida.
Essa situação absorve tanta atenção que diminui o grau de nossa percepção interna e externa, como também de suas variáveis e, consequentemente, diminui o grau de nossa consciência para fazer a escolha.
Então, tomar uma decisão com uma batata quente nas mãos não é tarefa fácil. Torna-se mais complicado ainda quando, ao rever e julgar nossas atitudes passadas, não levamos em conta nada disso.
Ignorando a batata quente que tínhamos nas mãos, analisamos as escolhas passadas sobre pontos de vistas e graus de consciência completamente diferentes e nos julgamos duramente, chegando a uma série de conclusões negativas a nosso próprio respeito. E, por uma tendência da mente às generalizações, estas conclusões negativas tornam-se rótulos, como por exemplo: “Sou um burro”, “Não sei me defender”, “Só escolho o pior”, etc.
Esses rótulos negativos ficam impregnados na autoimagem tornando-se verdades absolutas que enfraquecem a autoestima e servem de referencial para decisões futuras.
Portanto, quando buscar rever uma escolha passada, lembre-se de levar em conta a existência da batata quente e tenha presente que você fez o melhor que podia dentre as limitações que existiam naquela ocasião.
Um ótimo maio para você!
Referência: http://www.jornalzen.com.br/
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008
O Julgamento do Bem e do Mal
"Não julgue, para não seres julgado", Jesus
Uma estória taoista nos diz que, na China antiga, existia um sábio que morava numa pequena aldeia. Certo dia, seu único cavalo fugiu e todos os vizinhos vieram lhe prestar solidariedade por esse mal acontecimento. O sábio, no entanto, disse "é mal mas também pode ser bom". Os vizinhos não entenderam bem essa afirmação. Após alguns dias, o cavalo que tinha fugido voltou trazendo consigo um outro cavalo bravio. Os vizinhos vieram lhe prestar solidariedade dizendo que ótimo acontecimento havia ocorrido. O sábio novamente disse "é bom mas também pode ser mal". Os vizinhos continuavam não entendendo. O filho do sábio resolveu domar o cavalo selvagem, mas caiu do cavalo e quebrou a perna com gravidade. Os vizinhos, em solidariedade, vieram confortar o sábio por tão trágico acidente. O sábio disse "é mal mas também pode ser bom". Os vizinhos continuaram não entendendo. Logo após o acidente com o filho, o país entrou em guerra e todos os jovens em bom estado foram para a guerra, mas o filho do sábio não foi convocado por causa do seu acidente. Todos na aldeia vieram felicitar o sábio pela sua sorte, mas o sábio disse "é bom mas também pode ser mal".... e assim passaram-se os anos. Isso também ocorre em nossas vidas: quando estamos envolvido em um acontecimento, costumamos rotulá-lo de bom (sucesso) ou mau (fracasso); no entanto, se esse acontecimento for visto de uma perspectiva mais ampla, essa qualificação (via julgamento pelo livre arbítrio) pode sofrer modificações drásticas. A longo prazo, todos os males vêm para bem, pois servem de lição para a nossa evolução espiritual. Portanto, ao invés de nos considerarmos "donos da bola" deveríamos aceitar sermos instrumentos dóceis na mão de Deus, nosso criador. "Seja feita a Sua vontade, e não a minha"... e sua vida ficará muito mais fácil de ser vivida. Osho nos convida a essa melhor forma de viver quando disse "A vida não é um enigma para ser decifrado, mas um mistério para ser vivido"... Se você tentar decifrar o enigma, você irá morrer louco...
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terça-feira, janeiro 22, 2008
Sobre a Morte
A morte física é a cessação de todas as funções orgânicas. É a defunção.
A morte física é profundamente significativa. Descobrindo o que ela é em si mesma, conheceremos o segredo da vida. Aquilo que continua além da sepultura somente pode ser conhecido pelas pessoas com a consciência desperta. Nós estamos adormecidos, e porisso desconhecemos aquilo que está além da morte. Há muitas teorias, cada um pode formular a sua opinião, porém o importante é experimentar diretamente tudo isso que pertence aos mistérios da morte, descobrir onde vivem as almas dos defuntos.
O temor à morte existe devido à ignorância. Sempre se teme o que se desconhece. Quando a consciência desperta, a ignorância desaparece e o temor do desconhecido deixa de existir.
Sabemos que o corpo físico se desintegra na sepultura depois da morte, porém podemos ter dúvidas do que se passa com a alma e para onde ela vai. A alma dos defuntos continua existindo nas dimensões superiores da natureza. Isso significa que os desencarnados podem ver o sol, a lua, as estrelas, os rios, os vales, as montanhas, da mesma forma que nós, porém de uma maneira mais esplêndida (em uma outra faixa espectral eletromagnética).
É comum ouvirmos que depois de se levar uma vida de maldades e de libertinagem, se nos arrependemos na hora da morte, a alma pode se salvar. Para o indigno todas as portas estarão fechadas, menos uma, a do arrependimento. Naturalmente, se nos arrependemos, ainda que seja no último instante, podemos ser ajudados a corrigir nossos erros.
Por que será que voltamos como fantasmas a este mundo depois que morremos? Saiba que neste planeta existe um universo paralelo, e nas regiões da quinta dimensão vivem os defuntos. Esse mundo, aparentemente invisível, interfere com o nosso, sem com ele se confundir.
Os suicidas sofrem muito depois de desencarnar. Eles vivem aqui e agora na região dos mortos e um dia terão de voltar a uma outra matriz física para renascer neste Vale de Lágrimas, quando, então, morrerão contra sua vontade ao chegarem novamente àquela idade em que se suicidaram; quem sabe, naqueles instantes em que estejam mais iludidos pela vida.
Espírito e alma não são a mesma coisa. Espírito se é, alma se tem. São, pois, diferentes.
Os animais e as plantas têm alma. As almas vegetais são conhecidas em todas as lendas universais com o nome de Fadas. As almas animais são criaturas inocentes. Recordemos a palavra "animal", se lhe tiramos o "L" ficará escrita assim: ANIMA.
As missas rezadas em memória do morto servem de ajuda para a alma. Qualquer ritual ajuda as almas dos defuntos. É claro que as orações dos parentes e amigos levam consolo às almas dos falecidos.
No momento em que o moribundo exala seu último suspiro, concorre ao leito mortuário um Anjo da Morte; deles há legiões. O anjo funerário corta o cordão de prata ou fio da vida que liga a alma com o corpo físico. O moribundo pode ver esse anjo na sua aparência espectral e a gadanha com que se apresenta é real. Esse instrumento de trabalho serve exatamente para que a deidade possa cortar o fio da existência.
Não há dúvidas que os falecidos realmente comem, não a parte física dos alimentos e sim a parte etérica, sutil, desconhecida para a visão física, contudo perceptível para a clarividência. Não esqueçamos que em todo alimento físico há a contraparte etérica, facilmente assimilável pelos defuntos.
Onde moram os defuntos? Eles vivem os primeiros dias na casa, na clínica ou no hospital onde faleceram. Depois, com tem de reviver a vida que acabou de passar, viverão naqueles lugares onde antes moravam.
Como se vestem os defuntos? Como costumavam se vestir quando vivos. Comumente vestem−se com aquela roupa com que foram enterrados.
Quais são as suas diversões? O bêbado continuará freqüentando os bares, os espectadores os cinemas, o jogador os locais de apostas, a rameira os bordéis onde vivia, o libertino estará onde elas estejam, etc.
Que sol ilumina os defuntos? O sol que ilumina os mortos é o mesmo que ilumina os vivos, apenas que aqueles o vêem em cores além do espectro solar usual. Eles vêem cores que a retina física dos mortais não percebe.
Os mortos tomas banho e com que água o fazem? Eles banham−se com as mesmas águas com que os vivos tomam banho, somente que eles usam água da quinta dimensão.
Por que algumas pessoas morrem mais depressa que outras? Há pessoas que se apegam demasiado ao mundo físico e dele não querem partir, por isso demoram agonizando por horas a fio.
Com que luz os mortos se iluminam? Eles se iluminam com a luz astral. Essa luz é um fogo desprendido do nimbo do sol e fixado na terra pela força da gravidade e pelo peso da atmosfera.
Sente−se alguma dor ao morrer? A morte é dolorosa para os jovens e deliciosa para os velhos. Isto é semelhante a um fruto. Quando já está maduro, cai por seu próprio peso, porém quando está verde não cai. Poderia se dizer, neste caso, que sofre com o desprendimento.
Poderá alguém reconhecer seu corpo no ataúde depois de haver morrido? Podem vê−lo, mas normalmente não o reconhecem.Como possuem a consciência adormecida jamais acreditam que aquele seja seu próprio corpo. Pensam que se trata do corpo de outra pessoa.
Se uma pessoa se der conta que morreu, pode voltar ao corpo físico antes que o sepultem? Depois de cortado o fio da vida, ninguém poderá se meter em seu corpo. Neste caso, quando a pessoa se tornasse consciente de que realmente morreu, ou se assustaria terrivelmente ou muito se alegraria. Tudo depende das condições morais do defunto.
Que consolo recebe a alma quando seu corpo morre? O consolo dos desencarnados é a oração dos parentes e amigos. Há que se orar pelos mortos.
Cada um tem seu dia, hora e minuto fixado para morrer? Toda a pessoa que vem a este mundo recebe um capital de valores vitais. Quando esse capital se acaba, sobrevem a morte. Esclarecemos que se pode poupar tais valores e com isso se alongar a vida. Aqueles que não sabem economizar os valores vitais morrem mais ligeiro.
Um defunto pode levar um vivo ao mundo dos mortos? Quando aprendemos a sair do corpo físico à vontade, podemos visitar o mundo dos mortos. Em algumas ocasiões, os defuntos também podem levar as almas de seus amigos. Isto acontece geralmente durante o sono, porém terão de regressar ao mundo físico para despertarem. Isto significa que as visitas ao mundo dos mortos se faz durante o sono do corpo físico.
No mundo dos defuntos há aviões, carros e trens como no mundo físico? Todos os inventos que existem no mundo físico vêm precisamente da região dos mortos. Esses artefatos no fundo são formas mentais que os desencarnados podem ver, ouvir, tocar e apalpar.
Fonte: Samael Aun Weor, O Mistério da Morte.
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domingo, outubro 14, 2007
Um Papo no Cemitério
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.
Moral da História:
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue. Apenas tente compreender."
Marcadores: julgamento
domingo, junho 03, 2007
Pare de Morrer e Viva para Sempre - 18
Tiago: O Julgamento
Como este "cérebro do corpo" desenvolveu-se antes do sistema nervoso da espinha dorsal e do crânio, este centro continua a controlar muitas das funções psíquicas e fisiológicas do homem. Se o homem não perturbar esta rotina antiga, existirá pouco conflito interno mas quando o estudante eleva sua consciência para centros superiores e tenta transferir algumas de suas autoridades, este chacra ou centro rebela-se.
Muitos instrutores psíquicos ensinam a seus estudantes a abrir inicialmente este chacra. Eu não aconselho isso. Existem muitas entidades ainda vinculadas à terra que ainda resistem à mudança chamada morte e que estão ansiosas por viver de qualquer forma através do corpo etérico de uma outra pessoa encarnada. Muito freqüentemente o custo desta atividade é muito alto, as vezes ocasionando má saúde, insanidade, possessão e obsessão da pessoa que está servindo como médium. Nunca abra uma porta que você não esteja certo de como você pode fechá-la no momento que você quiser. A mudança chamada morte não transforma instantaneamente pecadores em santos; existem tantos espíritos maus nos planos astrais como aqui no plano físico.
Este Trono de Tiago - o filho de Zebedeu - requer que nos exerçamos julgamento e discriminação em todas as nossas atividades. Existem pessoas que vêem a mediunidade como uma fonte de diversão. No entanto, crianças que brincam com fogo geralmente acabam queimadas.
É um conceito comum que nós temos apenas um centro de percepção e que este é o cérebro localizado na cabeça. Mas já sabemos que todo nosso corpo é uma massa de centros de percepção que têm inteligência e autoridade suficientes para tomar as decisões corretas para suas próprias preservação e proteção. O Espírito da Vida está trabalhando constantemente para proteger, preservar e perpetuar a Vida neste maravilhoso mecanismo que chamamos corpo humano. É sempre a mente mortal e não o cérebro do corpo ou os centros de vida que dá o comando para morrer. A dor e a doença são o resultado de nossa mente mortal pecar contra o instinto de preservação de nossos vários centros de vida e de inteligência do corpo físico. Decadência e morte são sempre estrangeiros não-bemvindos ao corpo físico, que batalha sempre para reabastecer, revitalizar e regenerar a si próprio num desejo constante para existir - para ser.
Quando o Amor da Vida - o desejo de continuar a crescer e a ter experiências - é permitido continuar no corpo em regeneração, sem a interferência da mente mortal que tem a ilusão da necessidade de morrer, nós estaremos vivendo de acordo com a vontade de Deus para toda a humanidade. As mentes superconsciente e subconsciente sempre trabalham em harmonia visando viver; apenas a mente consciente, com sua atenção focada nas ilusões da morte, é o verdadeiro inimigo.
Quando a vontade de viver (e de amar) das mentes superconsciente e subconsciente é permitida controlar as atividades da mente consciente, que está sujeita à poluição e à corrupção das ilusões de massa, só então nós de fato nos tornaremos imortais, como é a intenção de Deus. Se nós confirmamos a vida de um modo natural e espontâneo, não é necessário negar a morte; por que se preocupar em observar algo que é apenas uma ilusão da mente mortal? Quando você diz constantemente SIM para a vida, não existe necessidade de dizer NÃO para a morte.
Ao dizer sim para a vida e para o amor, nós vamos naturalmente para João - o discípulo amado - que representa o Amor no nosso itinerário de desenvolvimento. Foi João que colocou sua cabeça no seio de Jesus, e que nos diz, portanto, que seu trono está localizado na área do Coração. O Amor sempre une, liga, mantem a harmonia e a paz, é sempre criativo e coesivo, pacífico e sereno. Ele não conhece barreira de diferença e ignora completamente a personalidade. Ele é sempre inclusivo e nunca excludente.
O amor vem quando ele quer e vai embora quando ele não é apreciado ou bemvindo. Ele se alegra iluminando lugares escuros mas não permanece quando a pessoa constantemente se recusa a vinda da luz e deseja a escuridão. Amor não é uma conquista mas uma entrega; uma entrega ao amor divino que é a sua fonte e o seu sustentador. Amor e fé andam juntos pelo caminho da vida.
O amor é mais que uma emoção, pois ele é a força criativa que dá vitalidade e vigor a todo o mecanismo do corpo, da mente e da alma.
Muitas vezes nós permitimos que a poeira e a sujeira do mundo mortal obscureçam nossa visão interior, de tal forma que nós ficamos temporariamente cegos à presença do amor e da graça de Deus que nos habita. A Bíblia fala da necessidade dos olhos serem singelos, que eu entendo dizer que nós não podemos ver tanto o bem como o mal; devemos nos focar em um ou no outro. Uma casa dividida contra si mesma não consegue ficar de pé; nós não podemos ser a favor de Deus e também nega-lo; nós não podemos ser duas mentes ao mesmo tempo, não podemos servir a dois senhores. Precisamos nos tornar íntegros em mente, corpo e alma; precisamos olhar para Deus e ver a Luz ou, se olharmos na direção oposta a ele, nós vemos apenas a escuridão de nossa mente mortal. Não pode existir tanto Deus como não-deus; bem e mal; vida e não-vida. Este foi o erro de Adão e nós ainda estamos pecando seguindo os passos dele, o que nos está levando cada vez mais longe da verdade.
Durante os anos recentes vários "cultos mentais" têm focado muito atenção na atividade nas funções intelectuais, de tal forma que a força e o poder do amor foram relegados ao reino da religião "fora de moda", em nosso prejuízo. Esses movimentos perdem o poder dinâmico da emoção. Não foram os grandes pensadores que têm movido o mundo, mas os grandes amantes. O ministério de Jesus - a maior dos amantes - aumentou após a sua chamada morte porque sua mensagem tem estado enraizada nos corações dos homens, e não nas suas mentes.
Quando nos engajamos em uma atividade criativa, o processo deve se algo como:
1. Visualize seu objetivo - não coloque qualquer limitação em torno dele - mas fixe o propósito geral e a natureza do seu desejo.
2. Vitalize - dê vida, vigor e vitalidade - aplicando um desejo para a sua manifestação adequada. Nunca se torne ansioso, preocupado ou apressado nesta fase de concretização.
3. Atualize - quando as oportunidades para a sua contribuição própria aparece, reconheça-as e faça o que é necessário nessas ocasiões.
Nunca procure uma solução final, pois cada dia traz novas oportunidades que você não poderia antecipar no dia anterior. Seja flexível e nunca rígido; não insista que as coisas aconteçam, quando, onde e como você as visualizou anteriormente. Não tente ditar para Deus; deixe que a Sua vontade se manifeste, pois Ele sabe melhor do que você o que é melhor para você.
A vida é uma mudança constante e nós deveríamos mudar nossa mente pelo menos tão freqüentemente como mudamos nossas roupas. Devemos viver cada novo dia com uma mente limpa, um coração suave e um espírito obediente sujeito às influências sutis do Espírito Divino.
Não é coincidência que o Trono do Amor esteja localizado atrás do coração, pois este órgão é responsável pelo bombeamento do sangue - o reabastecedor das novas células - para todas as partes do corpo. Precisa haver uma renovação constante das células, quando as antigas são consumidas. Se a diminuição exceder o reabastecimento, então a morte irá ocorrer. Existe um constante deslocamento e substituição ocorrendo em todos os nossos corpos e órgãos e isto se reflete na nossa vida externa. Quando velhos amigos nos deixam, novos precisam entrar em nossas vidas.
A primeira lei da vida é mudança e se nos recusarmos a ceder a isso, nós seremos quebrados por esta lei imutável que governa todas as expressões da vida. Você nunca aprenderá sobre o amor lendo um livro ou assintindo uma palestra; isto é uma experiência muito íntima e pessoal. Amor, como a religião, é um projeto do tipo faça-você-mesmo.
É essencial praticarmos meditação e contemplação para descobrir o amor de Deus dentro de nós, antes de tentarmos desenvolver e exercitar qualquer poder mental, físico ou psíquico, pois podemos nos tornar demônios da destruição ("aprendizes de feitiçeiro"). Nós não podemos e não devemos tentar usar Deus, mas podemos pedir a Ele para trabalhar com e através de nós, como agentes cooperativos com o Amor e a Lei Divina. Certamente, nós não conseguimos vencê-Lo; portanto, por que nós não nos juntamos a ELE?
[continua]
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