segunda-feira, junho 03, 2024
As Leis da Vida - 10
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
10. Lei da perfeição: TUDO É PERFEITO
A lei da perfeição também é a lei de que tudo está certo. É a lei da segurança, da justiça, da certeza, da harmonia, do domínio, do absoluto, do poder, da funcionalidade. É a lei em que o funcionamento jamais passa por algum engano, por algum defeito, por alguma inutilidade, por algum caos, por nada.
Absolutamente tudo tem sua função. É como se fosse uma música harmônica em que todos os elementos têm uma interligação tão funcional que a gente chama isso de perfeição.
Quando você parte da ideia de que tudo é perfeito, de que tudo está certo, imediatamente a lei começa a se revelar. Se você entrar no drama de que está tudo errado, de que não tem saída, de que tem problema, então as coisas que você quer não acontecem. Não adianta insistir. O somatório das suas "fés" fica sempre no negativo. Essa lei precisa ser usada em qualquer coisa que você necessite saber, que você precisa entender, qualquer coisa de que você queira uma resposta, uma orientação, enfim, alguma coisa que você precise resolver em seu caminho. Em qualquer dessas situações, afirme: "tudo é perfeito, tudo está certo".
A palavra perfeição é ampla, funcional, certa e justa. Nada é perdido, nada é sem sentido, nada é sem propósito, tudo conta, tudo soma para a sua evolução, mesmo as ilusões.
Quando você começa a dizer que tudo é perfeito, a lei se revela e começa a vir na sua cabeça o entendimento diretamente das fontes da vida. Tudo se encaixa, tudo fica claro, tudo se explica. Você se localiza e age na segurança, porque você aceita e entra na modéstia, e sua vida começa a fluir. A própria lei o orienta, porque ela é a ação do espírito em você.
A lei não esconde nada. Tudo que você precisa saber lhe é revelado. É o ser humano que, no seu arbítrio, escolhe determinadas posturas que cegam. Mesmo assim, as suas escolhas foram perfeitas.
Na lei da perfeição não há vítimas, não há juízes, não há arrependimentos, porquanto não há culpas, não há mágoas, não há ódios, não há vinganças. É a limpeza total interior para que você possa plantar o novo que, com certeza, crescerá com todo vigor e dará os frutos desejados e até mais. É a liberdade total interior, e liberdade interior significa também liberdade exterior.
Pense aí com você e sinta o alívio que dá, a paz que dá, a serenidade que dá, ao saber que você nunca errou, nunca erra e nunca vai errar na sua vida, tendo feito o que tiver, escolha o que escolher.
"Ah, mas eu prejudiquei aquela pessoa." Não! Você não é responsável pelo que o outro atraiu de você. Só os prejudicáveis são prejudicados. Foi a vida, na sua sincronicidade, que juntou vocês dois para vivenciarem aquela experiência e ambos aprenderam algo que precisavam.
Não pode existir perfeição junto com imperfeição. Ou tudo é imperfeito, injusto e está terminando e acabando, ou tudo é perfeito. Tudo não pode ser imperfeito, porque nada está acabando, mas apenas se transformando, evoluindo, expandindo conforme o universo expande, e nisso tem uma ordem, tem uma inteligência envolvida, tem uma justiça.
Tudo é perfeito, tudo está certo. Assuma isso, vista isso, viva isso, ande com isso que tudo perfeito ficará. Se não fosse perfeito, Deus não deixaria acontecer, porque Ele não cria nada que não seja funcional.
Sabe aquele crime que revoltou o país? Ele foi perfeito, foi funcional para ambas as partes.
Aliás, Deus, por meio da natureza, faz coisas até piores. Manda um tsunami, um terremoto, um furacão, uma tempestade que mata milhares de pessoas, e não separa as criancinhas indefesas e inocentes. As pessoas ficam chocadas, mas não revoltadas. Agora, se um crime for praticado por um ser humano, todo mundo se revolta e pede sua condenação imediata, se possível pagando na mesma moeda.
Quando o trabalho é feito pela natureza, dizem: "foi obra da natureza". O ser humano, aos olhos de Deus, também faz parte da natureza.
Do ponto de vista da natureza, tanto faz matar numa guerra, num assalto ou num terremoto. Morte é morte.
No entanto, tudo está perfeito, tudo está certo, tudo é funcional. Se não fosse, Deus não permitiria. Do ponto de vista da espiritualidade, a morte e o tipo de morte não contam nada.
O tempo, tanto aqui como no astral, não é levado em conta, já que somos eternos. Já vimos que cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece em sua vida, seja adulto ou seja criança, porque o espírito não tem idade. Todos trazem consigo o resultado das saus crenças e atitudes desde sempre, inclusive de outras vidas.
Por isso não podemos tirar conclusões dos fatos e acontecimentos simplesmente pelo momento em que ocorrem. Há todo um processo que vem se desenrolando anteriormente e desfechou naquilo que trará novos conhecimentos, novos aprendizados para a próxima etapa da vida, seja aqui na matéria seja no astral, adentrando a próxima encarnação.
Com isso, os envolvidos desenvolvem virtudes, habilidades, faculdades, criam estruturas interiores, expandem a consciência e evoluem. No final, tudo se ajeita, tudo tem um resultado positivo. O assassino, por exemplo, na próxima vida, pode ser pai e devolver a vida que tirou.
Nunca ninguém perde. Tudo soma. É claro, se você não considerar a eternidade da vida e a reencarnação, tudo isso seria muito injusto. Por essa razão, a reeencarnação é uma bênção, uma nova oportunidade, uma prova da generosidade divina.
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós" (Mateus 7, 1-2).
Quem aceita a perfeição, aceita a vida como ela é, entra na modéstia, na verdadeira humildade, e tudo começa a fluir a seu favor.
Felicidade é coisa que ocorre para humildes. Acabam-se as críticas, as angústias, as ansiedades, as aflições, os medos fantasiosos, os julgamentos, os juízes, as vítimas, os réus, as cobranças, a pena, a piedade, o dó dos outros e de si mesmo. Só resta a compaixão e o amor. Somos todos inocentes. O perdão deixa de fazer sentido.
Por essa razão que essa é a lei da harmonia. Você vai ser envolvido por uma paz mental, espiritual e emocional tão grande, pelo fato de não resistir a nada, que sua vida não tem outra opção senão fluir cada vez melhor.
"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal" (Mateus 5, 39).
A Ciência, quando quer, vai, pesquisa e acha a resposta. A lei também não esconde nada. Não há mistérios, há o desconhecido, porque as pessoas não sabem da lei. A lei não esconde nada porque você é a lei viva. Você não é produto da lei, mas a própria lei.
Por isso seu verbo é seu verbo, sua crença é sua crença, sua escolha é sua escolha, sua realidade é sua realidade. Não há nenhuma condição, não há acaso, não há coincidência, não há sorte, não há azar, não há carma. Há o espírito que tem todas as respostas e todas as soluções. Então, você tem que receber seu espírito, incorporar seu espírito, se apossar do seu espírito. Plagiando o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20, "não sou eu quem vivo, mas o espirito vive em mim". Se você não usar seu espírito, você não vai chegar a lugar nenhum.
É só você que escolhe, porque você é a lei. Você é o poder vivo do espírito e essa é a condição de qualquer ser humano e não de uns especiais. O ser humano é pura magia, porque o espírito é a magia. Você só não consegue as coisas porque seu somatório das "fés" ainda é baixo.
Quando você está no espírito, você tem harmonia, tem a perfeição, porque não lhe falta nada, pois a lei é sábia. Como a lei é sábia, toda sabedoria é sua. Basta estar na postura do espírito que a ideia, a visão, a explicação, a inteligência, a inspiração e a solução vêm.
E vêm para cada um do seu jeito, conforme a lei de individualidade. Cada um é seu próprio mestre, sua própria fonte, porque a individualidade é sagrada. A essência de Deus é a individualidade.
Quando você declara, afirma e coloca fé, você cria e descria. É o maior poder que existe no universo. É o poder divino agindo por meio do seu espírito.
Mesmo os que não estão no espírito, estão criando sem saber, só que a criação é limitada. Quem está no espírito cria sem limites, porque o espírito é ilimitado.
Você pode dizer o seguinte: " o espírito em mim é amor, é saúde, é cura, é paz, é sabedoria, é conhecimento, é abundância, é solução, é certeza de agir, é o melhor, é o justo, é liberdade, é o poder e domínio". Tudo que precisar você deve falar.
Não há o profano. Tudo é sagrado, porque tudo é do espírito. Não há futilidade, mas utilidade. O espirito permeia tudo e torna tudo perfeito. Para que isso possa ser viabilizado, os preconceitos precisam ser abandonados. Os conceitos de divisão, os conceitos de que isso é assim, é assado, não poderão mais existir, porque tudo é relativo e individual.
Assim, você vai rompendo o seu modo de olhar, para ir adquirindo o modo do espírito, que é o seu modo. Seja ungido pelo seu espírito. Só o espírito tem o reino de Deus.
Crença comum: "Me sinto tão culpado por ter feito aquilo...". Lei da perfeição: Na lei da perfeição, você nunca errou. Fez somente o que era possível fazer na época, segundo seus conhecimentos de então. "Ah, mas eu sabia e mesmo assim fiz". Você não sabia cem por cento. Numa fração de segundo, você fez aquela escolha, porque ainda havia um resquício de desconhecimento.
Quem sabe cem por cento, não tem como agir senão dentro do conhecimento, porque o espírito é sempre justo.
Einstein disse que "a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".
Diante disso se conclui que, quando se tem o conhecimento, não tem como agir fora dele. Ninguém tem absolutamente culpa de nada.
Somos todos inocentes. Todo mundo só faz o que sabe, dentro do seu grau de evolução. As culpas são apenas distorções da consciência, porquanto, ilusões.
Tudo está certo, tudo está perfeito no seu devido lugar. Se não fosse para acontecer, seu espírito não deixaria, e aquilo que aconteceu foi de grande utilidade para você.
Crença comum: "Viu como você prejudicou aquela pessoa?" Lei da perfeição: Ninguém prejudica ninguém. É o outro que é prejudicável. Tudo é perfeito e funcional e tem sua utilidade. Cada um é cem por cento responsável por tudo que acontece em sua vida.
As pessoas atraem outras que as prejudicam, porque elas se prejudicam se desvalorizando, se criticando, se abandonando, contemporizando, dizendo sim aos outros e não para si, fazendo tipo para obter apoio, consideração, afeto, aplauso, amor.
Como a vida nos trata como nós nos tratamos e não como tratamos os outros, aparecem os "prejudicadores".
Os outros não nos prejudicam. Só vêm nos mostrar o que estamos fazendo contra nós mesmos. São companheiros de jornada.
Crença comum: "Preciso tanto me encontrar com ele para lhe pedir perdão." Lei da perfeição: Ninguém erra com ninguém, por isso perdoar não faz sentido. Perdoar não é sublime. Sublime é entender que cada um atrai para si as experiências de que precisa para evoluir e que cada um é responsável por tudo que ocorre em sua vida.
Só o orgulhoso perdoa, porque está julgando o outro, dizendo que ele errou consigo. E se o outro errar de novo? E se errar dez vezes? Vai passar a vida perdoando? Por trás do perdão geralmente tem um recado: "eu o perdoo, mas não faça mais isso comigo, viu?".
Quando alguém pergunta "Você me perdoa?", significa que a pessoa se considera inferior e culpada, e que o erro é um mal. Mesmo que o suposto infrator te perdoe, não adianta nada, porque seu espírito entende que você é devedor, que errou e fatalmente será cobrado.
Além disso, você está delegando seu poder ao outro. Normalmente as pessoas perdoam, mas permanecem resignadas, ou seja, continuam ligadas no assunto. Não importa o que o outro fez comigo. O que importa é como eu trabalho a situação aqui dentro de mim.
Se eu fico ligado ao outro, estou lhe delegando o meu poder. É uma questão de inteligência. "Não, você não me deve nada. Não precisa me pedir desculpas. Já está perdoado. Você é que precisa ver isso aí consigo."
Ao transcendermos o perdão, na consciência de que o outro não foi responsável pelo que de desagradável nos ocorreu, estamos praticando uma das mais belas virtudes, que é a verdadeira humildade, e tendo os mais nobres sentimentos: o verdadeiro amor e a compaixão.
Com o tempo deixaremos de atrair a agressividade dos outros, pois eles não terão mais nada para nos mostrar. Sublime é não precisar perdoar.
Crença comum: "Se eu sou responsável por tudo de ruim que acontece em minha vida, então posso deixar o outro fazer de mim gato e sapato e está tudo bem?". Lei da perfeição:...
[continua]
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