domingo, maio 26, 2024

 

As Leis da Vida - 8

  

Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

8. Lei da relatividade: TUDO É RELATIVO

Tudo é relativo. Não há nada absoluto, além da sua eternidade ou da própria lei. O resto é relativo. Uma resposta dada como certa hoje, poderá não ser amenhã. Uma grande verdade espiritual que você tinha na infância, hoje pode ser um grande absurdo, não é mesmo? O que é pecado para uns, para outros é uma liberdade, um grande prazer.

As pessoas mudam, o mercado muda, o tempo muda, os valores mudam, e se você não mudar, aquele seu projeto de vida estará comprometido.

Há um momento  certo para alguma coisa acontecer, porque tudo é relativo. Tudo depende da combinação de vários aspectos internos de você, como seu estado emocional, afetivo, psicológico, seus condicionamentos, seus bloqueios, suas revoltas.

Quando você fala "não concordo", já vem porcaria, porque você quer do seu jeito, é teimoso, e aí vai fazendo um rolo danado, e terá uma série de conflitos, mas se você não tiver discordância, analisa tudo abertamente e tira uma conclusão e busca uma ação proporcional às condições daquele momento.

Você quer uma segurança total? Impossível. Você quer que a coisa fique totalmente clara e certinha? Impossível. Você quer uma receita? Você nunca vai ter, porque tudo é relativo e a receita do outro não serve para você.

Você acha mesmo que aquilo que deu certo para o outro vai dar certo para você? Não vai mesmo. Deu certo para ele nas condições dele. As suas condições são completamente diferentes.

Além dessa lei da relatividade, você se lembra da primeira lei, que diz que tudo é único? Você tem seu caminho único. Seu processo é diferente do processo de cada ser humano. A vida não repete.

Aceite que você não é de confiança. Aceite que você é relativo. "Bem, vou por aqui, vou seguir do meu jeito que é único, vou ver como é isso". Aí, a ansiedade se acalma, as cobranças desaparecem junto com as culpas e as desilusões, você já não promete mais, você fica calma, aberta, mais na humildade, e a coisa vai. É uma verdadeira revolução.

Siga sua vontade. A vontade é a voz do espírito dizendo: "é por aí". Você sente que é por aí, então vai. "Ah, mas o outro foi por aí e se deu mal". O outro é o outro no caminho que é só dele. Seu caminho não vai ser igual.

"Ah, mas eu já devia estar fazendo isso". Não devia. Você ainda está na arrogância. Não há nada que mais emperre o fluir das coisas que a arrogância. O seu melhor é o melhor que você sabe e não o que você acha que já devia saber. Isso é seu pior.

O negócio é ficar na sua. Relaxe, não crie expectativa, não se revolte, largue, pois tudo é relativo e tem seu tempo certo, que é aquele em que suas condições permitem.

Tudo aquilo que está acontecendo, o fato, que é um fenômeno da consciência do agora, e o que está nele, não passa de uma percepção segundo seu ponto de vista, e o seu ponto de vista (que é relativo), que é uma crença, pode ser mudado, mudando sua realidade. Você coloca seu crer ali de uma forma diferente da convencional, incorpora esse crer e isso acaba virando realidade.

Não é fantástico isso? A crença tanto pode construir o positivo como desfazer o negativo. Todo mundo acha que aquilo é assim, mas você, na sua convicção, diz: "não, isso é  ilusão, é bobagem!"

Pronto! Aquilo desaparece. A gente percebe isso na hipnose. A pessoa é sugestionada de que está com dor de barriga, por exemplo. Então, ela passa a sentir realmente a dor e, ao receber o comando de que é uma ilusão, a dor simplesmente desaparece.

Por isso, é fundamental prestar atenção ao que você está fazendo com as suas ideias. Toda ideia é uma crença que vai virar realidade. Analise, questione o que você está fazendo. Como está a coisa? Como é que é? O que está vendo ali? Que coisa é essa? Use o poder da crença para construir uma realidade melhor para você.

"Fiz tal coisa, agora vem uma consequência, mas eu não acredito nessa consequência. Não boto fé nisso. Estou noutra". E aquela consequência acaba não acontecendo. Deixe os outros dizerem que vai dar errado, porque você fez assim. Eles estão viciados na normalidade. Não levam em conta a lei da relatividade.

Quando você diz "é", você está dizendo "existe". "Eu sou o verbo." Não está escrito na Bíblia? O verbo ser é o verbo da criação. Ser é sinônimo de existir. Mal sabe o ser humano que sua realidade está  sendo construída, transformada, moldada pelo "é" ou pelo "não é".

Quando a intenção é para o negativo, é terrível, e é o mais comum, mas quando é para o positivo, é simplesmente fantástico. É o exercício da criação. Esse é o poder com o qual todos fazem sua realidade.

As pessoas, em geral, colocam o "é" em tudo, só que não têm posse do "é" delas. Acham que o "é" é independente delas. Por exemplo, tem uma coisa em casa que sumiu e nunca mais apareceu. O que aconteceu com aquilo? "Ah, acho que roubaram; acho que perdi." Dão uma explicação concreta que é independente delas.

O ser humano quer que seja independente dele porque dá uma sensação de segurança, mas é uma sensação falsa.

Sem saber, está construindo uma realidade insegura, porque se ele tivesse consciência do poder criativo do "é", ou seja, que ele é responsável pelo "é", que o "é" faz parte dele, certamente faria uma realidade tão próspera como segura.

O sumiço daquela coisa, não importa como ocorreu, é de responsabilidade do proprietário dela, ou seja, o poder de fazer sumir é dele. O "é" é dele.

Portanto, jamais abra mão do poder do seu "é" ou "não é". Mesmo para as coisas negativas, assuma que é uma criação sua, porque se você abdicar do poder de criar o negativo, fatalmente estará abdicando do poder de criar o positivo.

Como já foi dito, cada um, junto com seu espírito, é cem por cento responsável por tudo de bom ou de ruim que acontece na sua vida, sabendo ou não dessa máxima. Em outras palavras, seu destino é você quem faz.

O "é funciona em total sintonia com a relatividade. Tome o exemplo de suas pessoas que são leigas em determinada tarefa. Uma diz: "isso aqui é um problema". A outra diz: "é nada". Vai lá, mexe daqui, mexe dali e ajeita aquilo. "Ah, mas a outra sabia." Não, é que ela vê por um ângulo diferente. A pessoa continua achando que é problema, que a outra tem uma capacidade especial, mas não tem. Ela simplesmente não acreditou que era problema, mexeu e consertou.

"Ah, sou eu que não levo jeito pra coisa." Não. É o seu "é" que é diferente do "é" dela. Tudo é relativo. As pessoas não controlam esse "é", achando que o "é" existe fora delas.

É uma questão profunda de fé. Porque é o "é" que faz a fé. É ou não é. Isso é a fé. Não a fé no sentido cultivado pelas religiões,mas o crer. O crer comum de todo mundo. "Tua fé te salvou." Jesus poderia ter dito "Teu crer te curou" ou "Teu "é" te curou", que daria no mesmo.

O verbo ser é o verbo da criação. Mas, como é que se manifesa o verbo ser? Ele se manifesta através de você, da pedra, do rio, de todos os seres. Absolutamente tudo que existe, tudo que é, é uma manifestação de Deus. Todo ser é o "é" divino em ação.

Albert Einstein disse que "a realidade é meramente uma ilusão, apesar de ser uma ilusão muito persistente". Por ser mutável, a realidade é uma ilusão. A verdade nós não mudamos, mas a realidade sim.

O que é verdadeiro? O espírito. A matéria também é mutável, portanto, também é uma ilusão. O mundo físico que você vê também não passa de uma ilusão, mas o espírito precisa da matéria ilusória para se manifestar. A mesa que você comprou é uma criação da sua mente. Você a percebe como real, mas é uma ilusão. Tudo é criação da mente.

No astral, esse fenômeno se percebe mais claramente. Como as moléculas são menos coesas que aqui, por isso muitos o chamam de mundo etéreo, a ilusão se materializa instantaneamente com o poder criativo da mente.

Se você se concentrar e imaginar uma mesa, ela imediatamente se materializa na sua frente. Eu, Lúcio, pude comprovar isso numa projeção astral que fiz em companhia de meu guia.

Como eu adoro cachorros, peguntei se no mundo dele (astral) havia cães. "É claro", ele me respondeu, e pediu que eu olhasse para um grande gramado à frente e imaginasse um cão com determinadas características. Imediatamente apareceu um cão que veio ao meu encontro e se ergueu para me abraçar. Era o meu Barão, que havia morrido havia seis meses.

No astral, as pessoas criativas, os arquitetos, os artistas, pintam e bordam com esse poder. Constroem e refazem casas e jardins belíssimos, tão magníficos que não há similares por aqui.

Quer dizer que até a matéria é relativa? É. Toda ilusão é relativa. Cada um vê uma construção de um modo diferente. A Terra é uma ilusão? É, assim como o sol, a lua, as estrelas, tudo que é material. O mundo que vemos é Maya, como dizem no Oriente.

Os astros, como a Terra, são criações de seres mais poderosos, as criaturas angélicas, como foi dito no capítulo referente à lei da evolução. Pra gente, que não está nesse nível de criação, fica difícil entender e aceitar, acha que as coisas existem independentemente de alguma consciência e se confunde.

Quando a gente evoluir mais, principalmente no astral, vai perceber que a Terra é plasmada por essas consciências. Se essas consciências resolvessem afirmar: "tal planeta é uma ilusão!", ele imediatamente desapareceria. 

Você precisa tomar consciência da lei da relatividade nas suas ideias, nas suas atitudes, nas suas crenças, enfim, na sua vida. "Ah, porque eu sou isso. Ah, porque essa situação na minha vida existe."

Tudo bem. Se existe e você não consegue mudar é porque há outra consciência que está submetendo essa crença em você. Você está submisso à ideia de alguém. Mas, se você não estiver submisso, seu "é" está puro, você está livre para atuar no seu ponto de vista.

As trevas não podem agir em volta de você. Elas têm que agir através de você. Se você foi sugestionado, desde criança, de que tem medo, passou a vida inteira tendo medo, viveu aquele  medo, é a sua crença submissa a alguém que está criando sua vida insegura.

O que  é realmente anárquico é saber que, quando cada um perceber que seu "é" é o dono do seu poder,do seu destino, de sua verdade, de sua realidade, de sua eternidade, não haverá mais domínio de uns sobre outros, a não ser dos mais evoluídos, mas esses nunca trabalham com as trevas.

Os mais evoluídos dominam as ideias e criam, como um pai cria para o filho seguir em frente. São os responsáveis por nós. Querem o nosso progresso, porque eles também dependem do nosso progresso.

Perceba, então, que nada é, senão quando você afirma que é. Tudo segue da forma que você vê e interpreta, e ver é uma questão de ponto de vista. Isso é o melhor da lei da relatividade.

Tudo pode ter um milhão de lados. Você precisa usar essa lei o dia todo. Não tome os fatos, as situações, como se fossem uma fotografia estática e definitiva do momento.

Não use seu "é" indiscriminadamente, para não criar determinada situação indesejada em sua vida. Ele é muito valioso para ser desperdiçado em qualquer coisa. Cuide dele como se fosse a joia mais preciosa do universo. E é.

Mesmo se toda uma conjuntura parecer óbvia aos olhos dos outros, você ainda assim pode ver de um ângulo diferente e transformar a situação a seu favor, porque você é o verbo. Aquilo pode afetar todo mundo, mas, chegando a você, muda. Você será o único a não ser atingido.

"Como é que é isso? Que sorte!", todos dizem. É nada. É o seu "é" que é diferente. No relativismo tudo anda de acordo com o ponto de vista de cada um. Procure, então, ver por outro ângulo, por outra perspectiva, aquela situação desagradável que não sai da sua vida.

Você precisa escolher o ponto de vista que seja melhor pra si e, também, bancar o seu "é". Se você tiver essa coragem, o domínio de bancar seu "é", você vai conseguir qualquer intento, além da submissão dos demais que insistem em manter aquele ponto de vista diferente do seu. Fé é bancar o seu "é". Note que até a palavra Fé contém seu "é".

Se há um campo onde a relatividade se mostra bem evidente é o da moral. Moral é um conjunto de crenças, de valores estabelecidos num consenso por um grupo, na realidade deles. Um consenso é um acordo entre as pessoas para organizarem a relação social.

Toda realidade é um consenso social, grupal. A moral varia de acordo com o processo evolutivo da vida, e os valores se transformam com nossas experiências. A moral é relativa, pois depende da cultura de cada povo. Por exemplo, o árabe pode ter várias esposas, enquanto no Brasil isso é considerado crime.

"Olha, isso é sério". Depende. "Isso é errado". Depende. "Isso é imoral". Depende. "Isso é pecado". Depende. Tudo depende, porque o homem percebeu que um fenômeno qualquer contém muitas forças envolvidas.

Assim é a vida. Tudo está interligado e tudo interfere em tudo. Não existe um fenômeno, um fato, isolado.

As pessoas não estão limitadas a determinados valores. Cada um tem a sua individualidade, não obstante a interdependência entre elas. Individualidade é uma qualidade do espírito.

Na interdependência, uma pessoa influencia a outra ou várias. Se uma das pessoas tem uma vontade diferenciada dentro de um grupo e se afirma naquilo com poder e fé, as outras provavelmente vão mudar. Um líder, qualquer que seja a área em que atue, na religião, na política, na sociedade, é capaz de mudar todo um consenso.

Tudo é relativo a cada um e, ao mesmo tempo, às forças que estão em volta. Contudo, essas forças podem sofrer interferências por cada individualidade capacitada para interferir, com suas ideias, seu poder, sua convicção.

Por isso, todos sabem que a união faz a força. Quanto maior o grupo, mais ele fica forte e poderoso para implantar suas ideias e dominar na evolução social e nas transformações.

A tecnologia exerce um papel preponderante nas transformações do planeta, acelerando o progresso. Veja o caso da internet e dos meios de comunicação em massa. Simplesmente esculhambaram com a moral e estão derrubando governos  fundamentalistas e autoritários.

Não importa quão importante e grande seja um império, ele fatalmente vai ser substituído por outro. Não importa como foi sua vida e o que você passou. Você terá que viver outra vida, completamente diferente daquela.

A evolução é implacável. Tudo muda, nada fica parado. Quem se demorar, por causa do ego e de suas autoafirmações, só vai emperrar e virar trevas. Trevas são hoje o que ontem foi bom.

O ego, o orgulho da pessoa, não quer a evolução. Sendo a evolução e a relatividade leis da vida, se você não aprender a se renovar, a se reinventar na medida do contexto em que está vivendo, se você se atrasar e não se atualizar, você vai se arrebentar e vai para as trevas. Você vai se transformar no inimigo. Ontem você foi o mocinho, hoje será o bandido.

Tudo é uma questão de momento. Na época em que o mundo precisava ser povoado, a homossexualidade era malvista. Depois que houve o excesso populacional, ela deixou de ser imoral. Tudo é relativo segundo o interesse da comunidade.

No início, o samba e as escolas de samba eram marginalizados. Depois cresceram, o povo todo se interessou, virou manifestação cultural e a elite começou a aceitar, porque se tornou viável economicamente.

Tudo  envolve interesse econômicos. Tudo é relativo à época e às situações em que se encontra a coletividade. Quando não interessa, põe lá para baixo, quando interessa, põe lá pra cima. Sempre foi assim na humanidade.

Quem quiser se submeter à moral geral, que se submeta, quem não quiser, que escolha. O mundo, de jeito que vai, aponta para que a moral acabe e que tudo seja relativo, o que é muito mais humano.

Quando os valores restringem, dizendo que o normal é "x", a cultura estoura, se arrebenta em guerras e revoluções. Quando a cultura abre para que as individualidades possam se expressar com mais amplitude, ela prevalece e sobrevive, porque é a lei.

A gente vê bem isso nos sistemas políticos. O comunismo autoritário, por exemplo, sucumbiu, porque o sistema impedia a escolha, o elemento mais sagrado da individualidade. Os americanos fizeram o oposto: vale a individualidade, o arbítrio, a escolha.

Assim, dominaram o mundo. Quanto mais se permitir às pessoas se expressarem na variabilidade, mais rico é o país, mais rica é a cultura.

Quanto mais se exigir um comportamento unificado, mais mediocridade e mais pobreza se verificam. É só atentar para o exemplo de Cuba, parada há décadas, desde quando foi implantado o comunismo.

Nada é estático, tudo muda. A lei é implacável. Há civilizações inteiras que acabaram porque desrespeitaram a lei. Quem favorecer a atitude individual vai favorecer também o progresso. Quem se restringir, não vai conseguir a evolução.

As religiões que não quiserem evoluir, que insistirem em ficar sempre com o mesmo discurso, vão desaparecer. Os fundamentalistas, os ortodoxos serão os primeiros a sofrer as consequências da lei. Aliás, já estão sofrendo.

O resultado disso é que os líderes radicais serão emigrados para outros mundos, onde as atitudes deles façam sentido, senão as sociedades onde eles estão não andam. As ideias radicais não poderão ficar e todas morrerão.

Nunca dê valor total a nada. Sempre seja relativo. Então, o negócio é não ficar se descabelando com a situção atual, porque tudo é relativo. Se tem coisa ruim, também tem coisa boa.

Tudo passa, tudo se renova, tudo se transforma. O certo é não dar muita importância às situações, porque elas fatalmente vão passar. Assim também são as pessoas.

Não dê importância total a ninguém. O amor, o gostar de alguém tem que ser completamente espontâneo e livre, para que você não fique dando valor excessivo. Se der, você vai sofrer porque aquilo vai certamente mudar.

A conduta de equilíbrio, a pessoa equilibrada, tão desejada pelo ser humano, se caracteriza exatamente por não dar valor excessivo a nada. Faça tudo com gosto e nada com paixão, porque a paixão é algo radical e tem seu preço. O caminho do relativismo controla o senso de importância. Ele relativiza.

Nesse contexto isso é importante, naquele não é. Estou com dor, fui lá, tomei um  remédio e a dor passou. Peguei e joguei o resto do remédio fora porque aquilo não serve mais para nada. Tudo vai do contexto. É como o certo e o errado. Num contexto é certo, noutro é errado.

Crença comum: "Ah, eu vou seguir o exemplo daquela pessoa, porque ela me disse que fez assim, assado e ficou próspera". Lei da relatividade: A receita dela só serviu para ela e não vai servir para mais ninguém. Tanto a lei da relatividade como a lei da unidade corroboram isso. Cada um é único, cada um tem seu próprio caminho, e tudo é relativo, tudo depende do momento, das circunstâncias, das crenças e atitudes individuais.

Se alguém se tornou próspero e resolveu escrever um livro dando as dicas de prosperidade, não vai servir para ninguém, porque o caminho que ele percorreu foi só dele. Pode dar alguns conceitos básicos sobre prosperidade, mas ninguém vai ficar próspero pondo em prática e seguindo à risca o que o autor recomenda.

Não há receita pronta para ser próspero. Cada um precisa descobrir a sua, que é única, individual, relativa e não vai servir para mais ninguém.

Crença comum: "Ah, eu não confio nos políticos.  São todos corruptos. O Brasil não tem jeito porque a corrupção nunca vai acabar". Lei da relatividade: Cada povo tem o governo que merece. Se o político corrupto está no poder, foi porque o povo o colocou lá e, então, não pode reclamar. Povo corrupto elege político corrupto.

O Brasil não vai ter um parlamento igual ao da Suécia enquanto a maioria do povo for corrupta. Se a maioria dos políticos é corrupta, é porque a maioria do povo brasileiro é corrupta.

Tudo é  relativo e único. Cada país tem sua individualidade, e depende do seu povo a qualidade dos políticos eleitos.

Crença comum: "Não vislumbro nenhuma saída. Acho que minha situação não tem jeito e vai perdurar para sempre". Lei da relatividade: A lei da relatividade e a lei da transformação não dizem isso. Daqui a um mês, a vida de qualquer um poderá ser totalmente diferente da de hoje.

Nada é estático, tudo muda, tudo se transforma e tudo é relativo às circunstâncias do momento futuro. Mesmo que a pessoa não creia que sua vida possa mudar, daqui a um mês haverá novas condições que poderão fazê-la mudar seu ponto de vista, suas crenças e escolhas, que transformarão sua realidade.

Crença comum: "Eu acredito cegamente naquela pessoa. Gosto muito dela. Ela tem um valor tremendo". Lei da relatividade: Não dê importância total a nada e a ninguèm. O amor, o gostar tem que ser completamente espontâneo e livre, para que você não fique dando valor excessivo. Se der, vai sofrer porque aquela pessoa também vai mudar, pois a relatividade também funciona para ela.

A conduta de equilíbrio, a pessoa equilibrada, tão desejada pelo ser humano, é exatamente não dar valor excessivo a nada. Faça tudo com gosto e nada com paixão, porque a paixão é algo radical e tem seu preço.

O caminho do relativismo controla o conceito de importância. Ele relativiza. Nesse contexto isso é importante, naquele não é. Num contexto é certo, noutro é errado.

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quarta-feira, maio 22, 2024

 

As Leis da Vida - 8

  Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

8. Lei da relatividade: TUDO É RELATIVO

Tudo é relativo. Não há nada absoluto, além da sua eternidade ou da própria lei. O resto é relativo. Uma resposta dada como certa hoje, poderá não ser amenhã. Uma grande verdade espiritual que você tinha na infância, hoje pode ser um grande absurdo, não é mesmo? O que é pecado para uns, para outros é uma liberdade, um grande prazer.

As pessoas mudam, o mercado muda, o tempo muda, os valores mudam, e se você não mudar, aquele seu projeto de vida estará comprometido.

Há um momento  certo para alguma coisa acontecer, porque tudo é relativo. Tudo depende da combinação de vários aspectos internos de você, como seu estado emocional, afetivo, psicológico, seus condicionamentos, seus bloqueios, suas revoltas.

Quando você fala "não concordo", já vem porcaria, porque você quer do seu jeito, é teimoso, e aí vai fazendo um rolo danado, e terá uma série de conflitos, mas se você não tiver discordância, analisa tudo abertamente e tira uma conclusão e busca uma ação proporcional às condições daquele momento.

Você quer uma segurança total? Impossível. Você quer que a coisa fique totalmente clara e certinha? Impossível. Você quer uma receita? Você nunca vai ter, porque tudo é relativo e a receita do outro não serve para você.

Você acha mesmo que aquilo que deu certo para o outro vai dar certo para você? Não vai mesmo. Deu certo para ele nas condições dele. As suas condições são completamente diferentes.

Além dessa lei da relatividade, você se lembra da primeira lei, que diz que tudo é único? Você tem seu caminho único. Seu processo é diferente do processo de cada ser humano. A vida não repete.

Aceite que você não é de confiança. Aceite que você é relativo. "Bem, vou por aqui, vou seguir do meu jeito que é único, vou ver como é isso". Aí, a ansiedade se acalma, as cobranças desaparecem junto com as culpas e as desilusões, você já não promete mais, você fica calma, aberta, mais na humildade, e a coisa vai. É uma verdadeira revolução.

Siga sua vontade. A vontade é a voz do espírito dizendo: "é por aí". Você sente que é por aí, então vai. "Ah, mas o outro foi por aí e se deu mal". O outro é o outro no caminho que é só dele. Seu caminho não vai ser igual.

"Ah, mas eu já devia estar fazendo isso". Não devia. Você ainda está na arrogância. Não há nada que mais emperre o fluir das coisas que a arrogância. O seu melhor é o melhor que você sabe e não o que você acha que já devia saber. Isso é seu pior.

O negócio é ficar na sua. Relaxe, não crie expectativa, não se revolte, largue, pois tudo é relativo e tem seu tempo certo, que é aquele em que suas condições permitem.

Tudo aquilo que está acontecendo, o fato, que é um fenômeno da consciência do agora, e o que está nele, não passa de uma percepção segundo seu ponto de vista, e o seu ponto de vista (que é relativo), que é uma crença, pode ser mudado, mudando sua realidade. Você coloca seu crer ali de uma forma diferente da convencional, incorpora esse crer e isso acaba virando realidade.

Não é fantástico isso? A crença tanto pode construir o positivo como desfazer o negativo. Todo mundo acha que aquilo é assim, mas você, na sua convicção, diz: "não, isso é  ilusão, é bobagem!"

Pronto! Aquilo desaparece. A gente percebe isso na hipnose. A pessoa é sugestionada de que está com dor de barriga, por exemplo. Então, ela passa a sentir realmente a dor e, ao receber o comando de que é uma ilusão, a dor simplesmente desaparece.

Por isso, é fundamental prestar atenção ao que você está fazendo com as suas ideias. Toda ideia é uma crença que vai virar realidade. Analise, questione o que você está fazendo. Como está a coisa? Como é que é? O que está vendo ali? Que coisa é essa? Use o poder da crença para construir uma realidade melhor para você.

"Fiz tal coisa, agora vem uma consequência, mas eu não acredito nessa consequência. Não boto fé nisso. Estou noutra". E aquela consequência acaba não acontecendo. Deixe os outros dizerem que vai dar errado, porque você fez assim. Eles estão viciados na normalidade. Não levam em conta a lei da relatividade.

[continua]

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domingo, maio 22, 2011

 

Conversando com Deus - 4


Como já expliquei, saber algo e experimentá-lo são duas situações bem diferentes. O Espírito ansiava por conhecer-se experimentalmente (como Eu fiz!). Apenas a consciência conceitual não foi suficiente para vocês. Então Eu elaborei um plano. É a idéia mais extraordinária em todo o Universo - e também a colaboração mais espetacular. Digo colaboração porque todos vocês estão participando disso Comigo.

Segundo o plano, vocês como espíritos puros que são entrariam no universo físico recém-criado. Isso porque a materialidade é o único modo de saber experimentalmente o que se sabe conceitualmente. De fato, esse é o motivo pelo qual eu criei primeiramente o universo físico, e o sistema de relatividade que o governa, e tudo que existe.

Uma vez no universo físico vocês, Meus filhos espirituais, podiam experimentar o que sabiam sobre si mesmos; mas primeiro tinham de conhecer o oposto. Explicando isso de um modo simplista, vocês não podem saber que são altos, se não souberem o que é ser baixo. Não podem experimentar a parte de si mesmos que chamam de gorda, se não souberem o que é ser magro.

Seguindo essa lógica primária, vocês só podem experimentar a si mesmos como o que são quando vocês se deparam com o que não são. É essa a finalidade da teoria da relatividade, e de toda a vida física. É de acordo com os que não são que vocês se definem.

Vocês só podem experimentar a si mesmos como o Criador quando vocês criam. E só podem criar a si mesmos quando se destroem. Em certo sentido, primeiro vocês têm de "não ser" para, depois, ser.

É claro que não há como vocês não serem quem e o que são - simplesmente vocês são isso (um espírito puro e criativo), sempre foram e sempre serão. Então vocês fizeram a melhor rota a seguir: obrigaram-se a esquecer Quem Realmente São.

Ao entrarem no universo físico, vocês renunciaram à lembrança de si mesmos. Isso lhes permite escolher ser Quem São. Vocês não podem não ser Meus filhos, por mais que tentem - mas podem esquecer disso.

Portanto, sua funçao na Terra não é aprender (porque vocês já sabem), mas lembrar-se de Quem São; e de quem todas as outras pessoas são. Todos os maravilhosos mestres espirituais têm feito justamente isso. Esse é o seu único objetivo. Ou seja, o objetivo da sua alma.

Fonte: Neale Donald Walsch, Conversando com Deus - Livro I, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008. ISBN 978-85-220-0848-3.

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