quarta-feira, maio 22, 2024
As Leis da Vida - 8
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
8. Lei da relatividade: TUDO É RELATIVO
Tudo é relativo. Não há nada absoluto, além da sua eternidade ou da própria lei. O resto é relativo. Uma resposta dada como certa hoje, poderá não ser amenhã. Uma grande verdade espiritual que você tinha na infância, hoje pode ser um grande absurdo, não é mesmo? O que é pecado para uns, para outros é uma liberdade, um grande prazer.
As pessoas mudam, o mercado muda, o tempo muda, os valores mudam, e se você não mudar, aquele seu projeto de vida estará comprometido.
Há um momento certo para alguma coisa acontecer, porque tudo é relativo. Tudo depende da combinação de vários aspectos internos de você, como seu estado emocional, afetivo, psicológico, seus condicionamentos, seus bloqueios, suas revoltas.
Quando você fala "não concordo", já vem porcaria, porque você quer do seu jeito, é teimoso, e aí vai fazendo um rolo danado, e terá uma série de conflitos, mas se você não tiver discordância, analisa tudo abertamente e tira uma conclusão e busca uma ação proporcional às condições daquele momento.
Você quer uma segurança total? Impossível. Você quer que a coisa fique totalmente clara e certinha? Impossível. Você quer uma receita? Você nunca vai ter, porque tudo é relativo e a receita do outro não serve para você.
Você acha mesmo que aquilo que deu certo para o outro vai dar certo para você? Não vai mesmo. Deu certo para ele nas condições dele. As suas condições são completamente diferentes.
Além dessa lei da relatividade, você se lembra da primeira lei, que diz que tudo é único? Você tem seu caminho único. Seu processo é diferente do processo de cada ser humano. A vida não repete.
Aceite que você não é de confiança. Aceite que você é relativo. "Bem, vou por aqui, vou seguir do meu jeito que é único, vou ver como é isso". Aí, a ansiedade se acalma, as cobranças desaparecem junto com as culpas e as desilusões, você já não promete mais, você fica calma, aberta, mais na humildade, e a coisa vai. É uma verdadeira revolução.
Siga sua vontade. A vontade é a voz do espírito dizendo: "é por aí". Você sente que é por aí, então vai. "Ah, mas o outro foi por aí e se deu mal". O outro é o outro no caminho que é só dele. Seu caminho não vai ser igual.
"Ah, mas eu já devia estar fazendo isso". Não devia. Você ainda está na arrogância. Não há nada que mais emperre o fluir das coisas que a arrogância. O seu melhor é o melhor que você sabe e não o que você acha que já devia saber. Isso é seu pior.
O negócio é ficar na sua. Relaxe, não crie expectativa, não se revolte, largue, pois tudo é relativo e tem seu tempo certo, que é aquele em que suas condições permitem.
Tudo aquilo que está acontecendo, o fato, que é um fenômeno da consciência do agora, e o que está nele, não passa de uma percepção segundo seu ponto de vista, e o seu ponto de vista (que é relativo), que é uma crença, pode ser mudado, mudando sua realidade. Você coloca seu crer ali de uma forma diferente da convencional, incorpora esse crer e isso acaba virando realidade.
Não é fantástico isso? A crença tanto pode construir o positivo como desfazer o negativo. Todo mundo acha que aquilo é assim, mas você, na sua convicção, diz: "não, isso é ilusão, é bobagem!"
Pronto! Aquilo desaparece. A gente percebe isso na hipnose. A pessoa é sugestionada de que está com dor de barriga, por exemplo. Então, ela passa a sentir realmente a dor e, ao receber o comando de que é uma ilusão, a dor simplesmente desaparece.
Por isso, é fundamental prestar atenção ao que você está fazendo com as suas ideias. Toda ideia é uma crença que vai virar realidade. Analise, questione o que você está fazendo. Como está a coisa? Como é que é? O que está vendo ali? Que coisa é essa? Use o poder da crença para construir uma realidade melhor para você.
"Fiz tal coisa, agora vem uma consequência, mas eu não acredito nessa consequência. Não boto fé nisso. Estou noutra". E aquela consequência acaba não acontecendo. Deixe os outros dizerem que vai dar errado, porque você fez assim. Eles estão viciados na normalidade. Não levam em conta a lei da relatividade.
[continua]
Marcadores: leis, relatividade, segurança, teoria da relatividade, vida
