segunda-feira, maio 27, 2024

 

As Leis da Vida - 9

 Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Gráfica Vida e Consciência, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

9. Lei do destino: O QUE É PARA EU SER, SEREI

A lei do destino é fatal. Por que é fatal? Porque existe um plano divino estabelecido pelo seu espírito que é perfeito para você. O que você vai ser não pode ser mudado, porque você já é.

O processo para alcançá-lo não é fatal, pode ser mudado de acordo com suas crenças. O caminho é você quem faz, por meio de suas escolhas, de seu arbítrio.

Cada um tem seu caminho único, individual, pois você é diferente de todos e o que serve para você é diferente do que serve para os outros.

Assim, você vai escolher, entre todas as opções, aquela que faz um bem para você. Como tudo está ligado a tudo, você iria se dissolver se não tivesse uma escolha própria.

Uma escolha só pode acontecer se houver percepção, discernimento, consciência. Você vive, experimenta, sente as coisas, então escolhe. Chega um milhão de coisas na sua cabeça todo dia, e você está constantemente fazendo escolhas.

Diante disso, ninguém consegue parar de escolher. "Ah, não vou escolher". Neste caso você já fez uma escolha. Não tem saída. E tudo que você escolhe está perfeito. Sendo assim, sua evolução está seguramente garantida. Por isso que você é a lei.

O "como vai" é seu. Vai sem dinheiro ou com dinheiro? Vai com ajuda ou sem ajuda?  Vai encrencando ou vai na maciota? Vai na teimosia, batendo o pé feito criança e arrumando encrenca ou vai fluindo como um bom aluno? Não importa como, mas você vai.

"E aonde eu vou chegar?" Sei lá. O seu lá é diferente do lá do outro. Hoje você chegou e aquilo já estava ali quando você chegou, e aí você teve uma paz, e quando teve aquela paz, o que você sentiu? Que a paz sempre esteve dentro de você.

Perguntaram para Michelangelo como ele esculpia aquelas estátuas tão maravilhosas. Ele disse que, ao ver o bloco de mármore, já via a obra pronta. Só ia tirando os excessos e descobrindo a estátua.

Na verdade, esses excessos na nossa vida são as nossas ilusões. A nossa essência apenas está encoberta por elas.

Muita coisa você percebe porque você está emergindo à medida que você lê. A leitura está inspirando você, tirando suas ilusões, sensibilizando, puxando, e aquilo vai vindo. A gente chama isso de inspirar, motivar, provocar, sensibilizar, mas são apenas palavras usadas para trazer o que já está dentro de nós.

"Ai, que maravilha esta leitura!" Claro, já estava dentro de você... "Este livro é o máximo!" Não, ele só está trazendo à tona o que já está aí.

O máximo é a vida. Você é a lei. Seu verbo, sua fé, faz a maneira como você caminha dentro do seu processo. Então, quando você crê desta maneira, você vem para cá. Quando muda a crença, você vai para lá.

É assim durante todo o caminho. Você vai do seu jeito, que é seu próprio exercício de desenvolvimento, porque tudo é relativo ao seu crer e tudo vai para o melhor sempre, e tudo é útil porque tudo é funcional e perfeito.

Todas as leis estão inter-relacionadas, pois tudo está ligado e tudo afeta tudo. A verdade é infinita porque tudo é infinito. Por isso você costuma tomar uma frase que sintetiza um aspecto da verdade.

Você pode ler uma frase a vida inteira e, cada vez que ler, ela vai lhe trazer alguma coisa nova. Ela é universal. Essa é a característica daquela frase, daquele ditado, daquela poesia. Ela tocou a verdade e tudo que toca a verdade, ou mostra um ângulo da verdade, é infinito.

Para falar da lei do destino, fatalmente precisamos insistir no somatório das nossas "fés". Não poderia de ser, uma vez que são nossas crenças que moldam nosso futuro.

Você sabe que é você que faz sua realidade. Você é a base, você é a lei, você é suas crenças e você não tem apenas uma fé. O que é este instante para você? É a realidade que está se formando a partir de suas "fés" ativadas.

Na verdade, este instante é feito do somatório das suas crenças passadas. "Ah, eu acredito que vai dar certo". Não basta só isso. Vai depender de suas outras "fés".

O que conta é o somatório para você, e cada um tem o seu somatório, já que tudo é único, como vimos na lei da unidade. Cada um vai viver dos seu jeito.

Você tem alguma crença antiga que já desativou. Você a usou enquanto lhe foi útil, mas depois começou a pensar diferente, mudou seu ponto de vista, percebeu que não servia mais, e a desativou.

Tem crença nova que está apenas meio ativada, porque você está mudando. Tem crença que está totalmente ativada, ou positivada. Mas, não é só porque você crê que vai funcionar e, assim, vai obter aquilo que você quer. Vai depender de todas as crenças que estão ativadas. É o somatório de tudo, é a proporcionalidade, é matemática pura.

Então, o que vale é o somatório. Aí entra a outra lei, a lei da conexão. Tudo está  ligado a tudo em todas as suas crenças ativadas.

Por exemplo, você pode estar muito bem consigo, se sentir ótima, as coisas estão indo bem, até que você se olha no espelho e, de repente, tem uma crise de ego, porque está feia, porque está gorda, porque está velha, porque está assim ou assado, começa a se comparar com a outra. Isso vem na cabeça, você permite, aceita e entra no negativo.

Pronto! O somatório despenca. De sessenta cai para quarenta. "Ah, mas isso não tem nada a ver com a minha vida financeira, com a minha vida afetiva." Você é que pensa que não tem. É a lei da conexão funcionando. Aquilo que você faz consigo, o que você pensa da vida, tudo isso conta.

Não é só o crer que conta. É também o ativar o que se crê. Você já resolveu uma crença, mudou para outra melhor, você melhorou, mas a crença antiga  ainda está lá e a qualquer momento pode ser ativada se você não tiver firmeza e posse de si.

Crer é uma coisa, outra coisa é o quanto você investe nas circunstâncias do dia a dia. Tem crença que você já firmou, não tem mais jeito de investir, mas tem crença que não está bem firmada, que ainda corre perigo de ser ativada por algum comentário de alguém e sua média pode cair.

Não é uma convicção plena, porque essa se garante. Podem falar o que bem entenderem que o somatório não cai.

Portanto, o ato de criação das coisas e do seu destino depende da constância com que você alimenta suas crenças, de onde você investe. Há perigos? Há.

Conforme o grau do seu domínio vai crescendo com a evolução, você vai conseguindo entrar nesse universo de criar com mais facilidade e qualidade.

Muitas vezes o ego sofre influência do meio, da mãe, por exemplo, e a mãe, do filho, porque o domínio é: o domínio do mundo sobre você, ou de você sobre o mundo.

Este é seu trabalho. Sair do domínio do mundo para entrar no seu domínio. E nesse processo você está vulnerável num certo grau. Por isso, uma das maiores virtudes do ser humano é a posse de si.

A posse de si protege de tudo e de todos, de qualquer espécie de energia densa, e essa proteção é extensiva a tudo o que é seu. A posse de si representa a confiança em sua Sombra, em sua Alma, em seu Eu Superior e, em consequência, no Espírito Uno.

A pessoa que não tem posse de si, que fica assumindo responsabilidades que são dos outros, se sente confusa, atrapalhada, seus caminhos ficam cruzados com os dos outros, acaba ficando doente e sua vida vira um inferno. Se a pessoa for mais sensível, com uma mediunidade mais desenvolvida, tudo fica mais intenso e pior. Daí a importância da posse de si.

Ter posse de si é se aceitar como você é, espontaneamente. Nos trabalhos de terapia, a gente percebe que as pessoas não sabem o que é realmente se aceitar. A maioria chega dizendo: "Ah, mas eu me aceito e as coisas continuam na mesma". Aceitar-se é não se comparar a ninguém, é não se culpar, não se julgar inferior, é respeitar sua individualidade, seu temperamento, seu jeito de ser, é não desempenhar um certo papel para ser aprovado e aceito. Quem se aceita de verdade tem posse de si, é dono de si.

Ter posse de si é se pôr em primeiro lugar. Quando você não se põe em primeiro lugar, você está pondo alguém lá e se rejeitando. Isso não significa ser egoísta, mas dar-se o devido valor. Quando você toma essa atitude, não quer dizer que você esteja rebaixando ninguém, ou roubando o lugar de alguém. Cada um sabe onde se colocar. A pessoa, quando não se põe em primeiro lugar, está dizendo que os outros são mais importantes e, geralmente, para ganhar uma aprovação, procura ser boa para eles, não importa o sacrifício dispensado. Se você age desta maneira, saiba que você está dando uma ordem à sua Sombra: vai para eles. E Ela vai para a mãe, para o pai, para o irmão, para a sociedade, e você fica vulnerável, sentindo-se um lixo.

Ter posse de si é sentir que o que você sente é mais importante do que as pessoas falam. O que os outros falam ou pensam de você, só interessa a eles, não a você. O importante não é aquilo que você aprendeu, mas aquilo que você aceita na sua experiência, o que você gosta. Só você sabe o que é bom para si.

Ter posse de si é sentir que você é ótimo, perfeito, corajoso e ousado, não se criticando, não se condenando, não se contrariando, aceitando suas vontades e seu temperamento. É sentir-se divino. Se você não se sentir ótimo, como poderá tomar posse de algo que tenha qualidade?

Quem tem posse de si não reivindica a consideração, a atenção, o apoio, o amor do outro com a intenção velada de se sustentar, embora, quando aparecem, sejam sempre bem-vindos e muito agradáveis. Sua sustentação reside na posse de si e não no externo. Significa não delegar o seu poder a ninguém, visto ter a sua individualidade bem definida, eis que se considera sui generis, único, aceitando-se como é. Cultua para si o pressuposto "estou no mundo, mas não sou do mundo", e está longe de pertencer à vala comum. Investe em suas diferenças, abominando a mesmice. As forças da Sombra só obedecem quem tem posse de si. Se você não tomar posse de si, fatalmente, outros tomarão.

A posse de si é a base de toda força, da possibilidade de realização. Estamos falando das forças divinas em nós. Porém, essas forças não se encontram bem direcionadas devido exatemente à falta de posse de si. A gente vem de um nível sem posse nenhuma, totalmente na dependência do mundo externo (quando somos bebês). A posse de si tem muitos níveis, e é preciso galgá-los sistematicamente.

Sua vulnerabilidade traz para você a inconstância, e essa inconstância gera um fluxo de realidade instável de altos e baixos. Isso é do momento evolutivo das pessoas. Vai e volta até se firmar naquela crença.

Mas, isso não significa que você não seja o responsável, o autor, o agente. Você sempre será. Cada um é cem por cento responsável por sua realidade.

[continua]

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