Saturday, September 19, 2015

 

A Menstruação: Causas e Cura


A menstruação é um processo patológico e, como as demais doenças, pode ser evitada e curada, se já estiver presente. A menstruação tem causas físicas e psicológicas.

As causas psicológicas principais têm sido sustentadas por duas instituições: a religião e a medicina. A Bíblia Sagrada é um trabalho de homens e não de mulheres; em suas páginas fica muito claro um esquema engenhoso para escravizar as mulheres. O falso ensinamento religioso feito pelos sacerdotes (padres, pastores, papas, etc) baseado neste documento declara que a mulher fica "impura" (durante a menstruação, Levítico 15:19) e que um "sangue impuro" é eliminado pela "mulher pecadora" (amaldiçoada pelo "pecado original", Gênese 3:6) uma vez por mês, e se esse sangue não for eliminado dessa forma, o "fígado iria explodir". Que grande besteira! Um Deus que é Amor, e não é sádico, nunca iria amaldiçoar eternamente uma de suas principais criações (a mulher) com uma doença periódica que causa tanto sofrimento.

Se nos voltarmos ao mundo médico (que ainda vive na Era das Trevas), somos confrontados com a afirmação enganosa de que "a menstruação é uma função normal". Por mais estranho que isso possa parecer, as mulheres acreditam no que os médicos e sacerdotes dizem sobre sua condição humilhante de "impureza", ao invés de jogar fora essa antiga superstição, descobrir a verdade e se livrarem dessa chamada maldição. Convém lembrar que algo "normal", não é, necessariamente, "correto". Por exemplo: é normal para a maioria das pessoas comer cadáveres de animais (bovino, suíno, frango, peixe, etc), mas, apesar disso, isso não é correto (salutar) para a fisiologia humana.

Devido a esse ensinamento antigo e estúpido, as mulheres foram enganadas para acreditar que seu sexo desafortunado, em algum tempo antigo, cometeu um "pecado básico" (Gen. 3:6) que as levou a sofrer eternamente, sendo escravas dos homens (Gen. 3:16). Um mundo médico estúpido, ainda vinculado a superstições, vê essa função feminina como "normal", quando ela é acompanhada de sintomas penosos de doença como dor intensa, angústia mental e perda de uma grande quantidade de fluido vital.

As conclusões de quem estudou seriamente esse assunto é que, primária e fundamentalmente, a menstruação é uma hemorragia. Nenhuma autoridade da Terra pode manter a posição de que uma hemorragia é natural e normal, independente da parte do corpo em que ela ocorre.

Hemorragia não é uma condição de saúde. Portanto, ela é uma condição de doença. É um estado patológico e é sempre prejudicial e, muitas vezes, perigoso. Hemorragia no útero (menstruação) não é mais normal do que uma hemorragia no cérebro (AVC) ou nos pulmões. Ela é menos perigosa apenas porque o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo do que o cérebro e os pulmões.

A velha teoria de que a menstruação é um processo de limpeza, que livra o corpo feminino de materiais ruins e venenosos, levou alguns a acreditar que a amenorréia (ausência de menstruação) permite a retenção de tais produtos no corpo, e que a amenorréia é portanto prejudicial à saúde da mulher. Nenhuma evidência científica foi colhida para sustentar essa falsa crença e, ao contrário, a evidência clínica é exatamente oposta a isso [1].

Autoridades no assunto afirmam que o sangue menstrual é tão puro quanto o sangue nas outras partes da mulher menstruada. Se o sangue em todo o corpo dessa mulher estivesse em um estado saudável, a condição de saúde iria prevalecer, e não ocorreria a menstruação. É um fluxo de sangue poluído que envenena o corpo até o ponto em que a menstruação aparece, não como uma função normal, mas como um estado doentio; e o sangue menstrual é tão puro, ou tão poluído, quanto o sangue em qualquer parte do corpo. E perder sangue não irá melhorar a saúde da mulher, muito pelo contrário.

A mulher foi enganada (mentiram para ela) durante tanto tempo, que ela pensa que ela está normal quando ela está sofrendo dor, e que ela está saudável quando seu fluido vital está saindo de seu corpo. Esta atitude mental equivocada da mulher é, em parte, a causadora da menstruação. Muitas mulheres que acreditam que estão grávidas, mas na realidade não estão, param de menstruar sem qualquer efeito nocivo para a saúde.

A perda de sangue por qualquer parte do corpo prejudica a saúde de qualquer pessoa, e é um impedimento para as funções naturais e para o metabolismo. Nada, excepto a superstição, poderia ter mantido a mulher longe de fazer um estudo aprofundado dessa questão e de descobrir que o sangue não foi feito para ser perdido pela mulher e nem pelo homem. Nenhuma hemorragia é salutar.

Normalmente, o período menstrual é constituído de duas fases: a primeira fase é a saída de uma substância mucosa da vagina, vinda do útero, de cor clara ou branca, chamada de corrimento vaginal ou leucorréia. Com o passar do tempo, esse corrimento vaginal começa a receber uma coloração vermelha e transforma-se na segunda fase de pura hemorragia, chamada de menstruação. Tanto a menstruação como a leucorréia são condições patológicas e que, tendo um modo de vida apropriado, podem desaparecer permanentemente. Se a leucorréia desaparecer (primeira fase), a menstruação (segunda fase) automaticamente cessa.

Os fluidos perdidos na leucorréia são compostos de substâncias vitais importantes para o corpo. Essas substâncias são valiosas e necessárias para a nutrição do cérebro e dos nervos. Por esta razão, as descargas leucorréicas são desvitalizadoras ao cérebro e nervos. A perda desses fluidos é a causa principal das desordens nervosas e mentais, tão comum nas mulheres que menstruam.

Os corpúsculos mucosos presentes na excreção leucorréica são na realidade corpúsculos de sangue no processo de formação. Isso explica porque a mulher que sofre de leucorréia é frequentemente anêmica.

Várias autoridades afirmam que a condição de leucorréia está vinculada a uma dieta errada. O Dr. Ehret afirma que a leucorréia resulta da ingestão de alimentos que formam muco, particularmente as proteínas animais, tais como carne (carne bovina, suína, frangos, peixes, "frutos do mar", etc), ovos e produtos de laticínio (leite, queijo, iogurte, pudim, bolo, etc). Tanto a leucorréia como a menstruação resultam de uma condição inflamatória do útero que surge como efeito de uma dieta muito rica em proteínas. A maioria da população, por influência médica, tem muito medo de ingerir pouca proteína na sua alimentação, quando, ao contrário, deveria ter bastante cuidado para não ingerir muita proteína.

A cura da leucorréia irá resultar no desaparecimento gradual da menstruação, que é um efeito colateral dela. A perda de cálcio através da leucorréia pré-menstrual abaixa a capacidade do sangue de se coagular, o que resulta na hemorragia menstrual. Além da perda de cálcio, outras substâncias valiosas são perdidas através da leucorréia pré-menstrual. Não se deve interferir diretamente na hemorragia menstrual, mas ela pode ser indiretamente evitada eliminando a leucorréia que a precede.

Os desejos e atos sexuais e um ambiente muito erotizado são causas importantes na ocorrência da menstruação, já que prostitutas vivem em uma condição de quase constante hemorragia, enquanto as freiras enclusuradas e mulheres que vivem sozinhas, possuem cada vez menos menstruações, de tal forma que, às vezes, elas mal deixam uma marca no absorvente íntimo. Como a menstruação está diretamente relacionada com a indulgência sexual, verifica-se que entre as mulheres não casadas (solteiras) o fluxo menstrual possui uma menor duração do que entre as mulheres casadas.

Portanto, a primeira coisa essencial para ter um controle da menstruação é evitar totalmente qualquer ato sexual. Mulheres que vivem em castidade absoluta, longe de qualquer excitação erótica, percebem que suas menstruações acabam ficando tão limitadas que quase não deixa marcas na roupa. Ao contrário, mulheres que desfrutam de muito sexo e prostitutas observam que o fluxo menstrual torna-se muito abundante e dura de dez a quinze dias. Metade de suas existências é uma longa menstruação.

As antigas mulheres  guerreiras Amazonas, viviam separadas e não se casavam com homens, pois considerava isso uma escravidão e, como consequência, não menstruavam. Portanto, isso parece indicar que a origem da menstruação é a sujeição sexual da mulher ao homem. Uma conspiração masculina, feita por sacerdotes e médicos, incutiu na mente feminina que a menstruação é algo normal do seu sexo e que deve ser aceito como algo inevitável. Mentira! Isso foi feito para gerar uma supremacia do homem sobre a mulher em nossa sociedade.

Na nossa sociedade atual, o homem é meramente uma degeneração da mulher. O homem situa-se entre a mulher e o macaco (ele é muito mais peludo que a mulher). O homem é o "sexo fraco", e não a mulher. A mulher é o sexo forte. Isso pode ser constatado por inúmeros fatos. Os bebês natimortos do sexo masculino são de trinta a quarenta porcento mais numerosos que os do sexo feminino [1]. Os bebês femininos têm uma taxa de mortalidade menor que os bebês masculinos. Estatísticas de seguro de vida mostram que é mais difícil cuidar de um menino do que de uma menina, do ponto de vista de saúde. As meninas se desenvolvem mais precocemente que os meninos (ficam mais altas), até começarem as menstruações na puberdade [As menstruações começam na puberdade porque até esta idade a saúde da menina já decaiu muito, havendo um grande desequilíbrio em seus hormônios], quando, então, elas param de crescer (devido à perda de cálcio e outros elementos importantes através do fluxo menstrual) enquanto os meninos, que não menstruam (apenas poucos sangramentos pelo nariz), continuam a crescer e passam as moças em altura. A menstruação traz uma parada prematura e não natural tanto no desenvolvimento físico como mental da mulher; a perda de cálcio e fósforo pára o crescimento do esqueleto e a perda de iodo e lecitina causa também uma interrupção prematura do crescimento do cérebro.

Estatísticas mostram a superioridade feminina sobre a masculina em todas as idades, com exceção do período fértil, período entre a primeira e a última menstruação, que suga sua vitalidade feminina. Assim que a menstruação começa, a superioridade das fêmeas sobre os machos começa a declinar. Mas essa superioridade aumenta novamente quando o período menstrual termina (na menopausa). Este fato científico mostra o efeito degenerativo da menstruação. Após o período das menstruações (na menopausa), a mulher mostra novamente sua superioridade. Quanto mais se avança em idade, mais aparece a predominância numérica das mulheres sobre os homens: existem muito mais viúvas do que viúvos!

As mulheres do campo, que possuem uma dieta menos volumosa que as da cidade e que se exercitam mais com o trabalho e respiram um ar menos viciado, possuem menstruações menos frequentes e menos abundantes.

A menstruação feminina é algo equivalente à emissão seminal nos homens. A menstruação representa uma perda de energia na mulher, assim como a perda de sêmen constitui-se em uma perda de energia para o homem. A menstruação não ocorre nos animais selvagens fêmeas porque os machos perdem pouco sêmen devido a atos reprodutivos infrequentes, limitados a determinadas épocas do ano, enquanto o macho humano tem atividade sexual mais frequente. A menstruação frequente da mulher representa, portanto, uma perda compensatória de vitalidade na mulher para tentar manter um equilíbrio entre os dois sexos, já que sem a perda menstrual, as mulheres iriam rapidamente suplantar os homens, como resultado de suas perdas seminais.

O processo da menstruação não é um processo fisiológico, mas o resultado de uma interferência com a natureza. A menstruação é uma hemorragia, sendo constituída pela ruptura de vasos sanguíneos. Vasos sanguíneos não são feitos para se romperem e, portanto, nenhuma hemorragia é algo natural.

Animais não domésticos (com exceção dos macacos) nunca menstruam, mas quando estão em cativeiro ou quando são cuidados sob condições artificiais de domesticação, sendo alimentados com dieta não natural, descargas menstruais regulares têm sido notadas. Isto tem sido observado em éguas, vacas, ovelhas, porcos, coelhos e cães. Nesses casos, a dieta artificial e a forma de viver devem ser consideradas as causas da menstruação dos animais domésticos, em vista da ausência desse fenômeno entre os membros selvagens da mesma espécie. Logo, muitos estudiosos afirmam que sob condições naturais perfeitas de alimentação e de vida, uma mulher nunca iria menstruar, apesar de ovular normalmente; uma dieta com pouca proteína, constituída de frutas e vegetais, fará a mulher parar de menstruar.

Um fator que agrava a menstruação é uma constipação crônica (prisão de ventre, eliminação deficiente de fezes) que causa uma intoxicação sanguínea. Verifica-se que durante a menstruação, a concentração de ácido úrico (uma toxina) no sangue chega a um máximo. Sabe-se que a constipação é mais intensa no período menstrual e a constipação, obviamente, é um precursor da auto-intoxicação. Quando ocorre a constipação e auto-intoxicação, os locais principais de eliminação ficam sobrecarregados e eliminações suplementares passam a funcionar através das membranas mucosas, como o útero (e o nariz). Alguns investigadores vêem o útero como um órgão de excreção cuja função consiste na eliminação dos produtos prejudiciais do metabolismo. Hipócrates, considerado o Pai da Medicina moderna, disse: "O útero é o esgoto de todos os excrementos que existem no corpo, pois todas as impurezas vão para o útero". Quanto mais imperfeita for a eliminação sistêmica, mais descargas irão sair pelo útero, se a membrana mucosa uterina se constituir no ponto de menor resistência. Uma respiração pulmonar mais intensa pode, portanto, reduzir a menstruação (maior expulsão de toxinas via mucosa do pulmão).

As mudanças inflamatórias na membrana mucosa uterina que levam à hemorragia menstrual são devidas ao excesso de proteínas, pois se sabe que a ingestão excessiva de alimentos proteicos (especialmente de origem animal) é a principal causa da constipação e da autointoxicação. Ehret e outros pesquisadores verificaram que quando as suas pacientes eram colocadas em uma dieta de baixa proteína, elas experimentavam uma redução gradual na quantidade e na frequência da menstruação, até que ela diminuía ao ponto de desaparecer. Havelock Ellis, por exemplo, cita o caso de uma mulher que tinha menstruações prolongadas e doloridas quando tinha uma dieta de carne, enquanto em uma dieta vegetariana a sua menstruação diminuiu ao ponto de desaparecer.

Efeitos similares foram observados no caso de leucorréia (descarga mucosa genital, corrimento vaginal) que desaparece sob uma dieta sem proteínas. Ehret afirma que se o sangue ficar completamente livre de toxinas ácidas através de uma dieta alcalina de vegetais e frutas de baixa proteína, a menstruação irá ocorrer em intervalos progressivamente mais longos de 2, 3, 4 meses, etc, até que ela finalmente desaparece. Ele considera a menstruação como um efeito patológico de uma condição inflamatória da membrana mucosa uterina induzida por uma dieta alta em proteína, e que pela redução desta inflamação por uma dieta alcalina de frutas e vegetais, o fluxo irá gradualmente diminuir em frequência e quantidade, até que ele desaparece. Portanto, não é correta a visão usual de que a menstruação é apenas "uma limpeza mensal", algo que pretende fazer com que as mulheres aceitem esta doença periódica sem reclamar muito (e se manterem submissas ao homem).

A menstruação não é fisiológica, mas sim um processo patológico e que não é necessária para ter boa saúde (e ovular normalmente). Uma mulher não está saudável porque ela menstrua, mas apesar de menstruar. A menstruação é algo não natural e não é necessária para a saúde da mulher. A menstruação é definitivamente prejudicial à saúde da mulher. As estatísticas mostram que, em anos recentes, a desmenorréia (menstruação dolorosa) aumentou muito.

O endocrinologista Dr. Max Schlapp afirma que é no período menstrual que as mulheres epiléticas geralmente têm os seus sintomas. Esse endocrinologista também observou que na menstruação uma glândula importante e visível, a tireóide, torna-se maior ou inchada, e ativa em excesso. Verificou-se que o iodo está presente em maior concentração no sangue menstrual do que no sangue sistêmico. Pode ser por este motivo que a menstruação causa a glândula tireóide secretar em excesso, para tentar compensar esta deficiência de iodo. 

A Prof. Clelia Mosher, no seu livro "Personal Hygiene for Women", diz o seguinte quando escreve sobre os sintomas patológicos da menstruação nas mulheres civilizadas: "A lassidão, dor de cabeça e irritabilidade nervosa que está associada costumeiramente com a função menstrual, pode ser facilmente explicadas por (1) uma queda geral na pressão sanguínea e uma congestão excessiva do útero, o que causa uma deficiência no suprimento apropriado de sangue nos outros órgãos (incluindo a cabeça), e (2) uma inatividade que resulta tanto numa entrada diminuída de oxigênio como também numa eliminação diminuída de dióxido de carbono, dessa forma favorecendo o desenvolvimento desses sintomas indesejados... O aumento periódico da pressão sanguínea local e uma redução da pressão geral do sangue tem sido muito intensificado na mulher por causa de sua inatividade e por seus vestidos justos e por hábitos não saudáveis..."

Das observações acima pode-se concluir que a natureza patológica da menstruação é indiscutível, quando se considera seus efeitos sobre o sistema nervoso e o cérebro. Não existe dúvida que cada descarga menstrual periódica é acompanhada por uma diminuição da energia nervosa e por uma sensível incapacidade mental.

Lombroso descobriu que de 80 mulheres presas por se opor à polícia ou por assalto, apenas 9 não estavam em seu período menstrual. Legrand du Sauille descobriu que de 56 mulheres detidas por roubo, 35 estavam menstruando. O suicídio também é mais provável de acontecer durante esse período. Kugelstein afirma que em todos os casos (107)  de suicídio de mulheres que ele encontrou, o ato foi cometido durante o período menstrual. Entre as doentes mentais (insanas, loucas, dementes, lunáticas), observa-se que o desvio da mentalidade normal torna-se mais acentuado no período menstrual, e frequentemente esta é a única ocasião durante o mês em que as manifestações da anormalidade mental aparece. Uma alta concentração do hormônio sexual feminino tem sido encontrado na descarga mucosa premenstrual (corrimento vaginal, leucorréia), e este hormônio é de importância vital para o cérebro e o sistema nervoso. Um bom número de mulheres nota a aproximação da próxima menstruação pelo aparecimento de sintomas nervosos.

Como nenhuma hemorragia é algo normal, a menstruação é algo anormal.  O modo de viver não natural e a alimentação das mulheres civilizadas são as causas principais das suas hemorragias menstruais excessivas, segundo o Dr. Kisch, que escreve no seu "Sexual Life of Woman": "A quantidade de sangue perdido e a duração do fluxo são menores em mulheres saudáveis e fortes, que têm uma vida regular ativa e ocupada, particularmente nas mulheres do campo e nas mulheres que são pobres e castas, do que nas mulheres fracas e delicadas que levam uma vida sedentária, cuja dieta é abundante e estimulante, e que estão acostumadas a uma existência luxuriante e enervante. Em freiras, por exemplo, a quantidade do fluxo menstrual gradualmente diminui logo após a entrada delas na clausura... Finalmente, o fluxo torna-se extremamente pequeno e dura por apenas um dia".

Uma demonstração notável do fato que um retorno a uma vida mais natural e simples é capaz de causar o desaparecimento da menstruação é a notável cessação da menstruação entre as mulheres da Europa Central durante a guerra mundial. Os médicos alemães ficaram surpresos com a maior prevalência de "amenorréia de guerra" naquela época. A cessação da menstruação foi atribuída à subnutrição, sobrecarga de trabalho, castidade, etc. Assim que os homens retornaram da guerra, com o retorno de um modo de vida mais luxuriante e sedentário, a menstruação retornou.

Apesar da amenorréia poder ser uma consequência de debilidade constitucional, ela também deve ser vista como uma ajuda poderosa para revigorar o corpo feminino e nunca deveria ser combatida como um inimigo.

Quando a menstruação é permitida continuar sem obstáculos, existe uma forte tendência para o desenvolvimento de crescimentos patológicos no útero; então, na ocasião em que a maioria das mulheres atinge a idade de 35 anos, vinte por cento delas já possuem miomas em seus úteros, gerados pela hipertrofia menstrual recorrente da membrana mucosa uterina; já com a idade de 50 anos, quarenta por cento dessas mulheres possuem miomas. A menstruação, de alguma forma, está relacionada a miomas, já que os miomas nunca começam antes do início das menstruações ou após cessarem as menstruações (na menopausa).

O Dr. Herbert Shelton afirma: " A mulher menstrua porque ela não está saudável. Mulheres saudáveis não menstruam. Eu tenho visto (na minha clínica) que a melhora na saúde tem resultado na descontinuidade desse incômodo mensal em tantos casos que eu tenho certeza do que afirmo".

Mulheres que vivem uma existência natural, como as mulheres primitivas, possuem menstruações pequenas e infrequentes quando comparado com as mulheres civilizadas. É portanto claro que um retorno a uma maneira natural de viver e de comer deve causar uma forte redução na menstruação das mulheres civilizadas.

Conhecimento da relação entre comida e menstruação parece ser universal entre as raças primitivas da humanidade, já que essas pessoas impõem um regime dietético estrito durante o período menstrual, proibindo as comidas que eles acreditam que aumentam o fluxo. A principal entre elas são as comidas animais, principalmente a carne; por esta razão, entre muitas tribos, as mulheres são proibidas de comer carne ou qualquer coisa que sangra, já que essas comidas são supostas aumentar a severidade do fluxo. As mulheres Kaffir são proibidas de tomar leite durante a menstruação, enquanto mulheres índias do Orinoco, na América do Sul, são obrigadas a jejuar durante cada período menstrual.

Havelock Ellis refere-se a uma mulher que sofria menstruações profusas e dolorosas quando tinha uma dieta com carne, e notou que quando ela mudou para uma dieta vegetariana, sua menstruação praticamente desapareceu e a dor sumiu.

Dr. Arnold Ehret afirma que a menstruação é devida a uma condição tóxica do sangue resultante de uma dieta de carne de alta proteína, pois ele descobriu que uma purificação do trato intestinal e do sangue através de uma dieta de baixa proteína, composta totalmente de frutas e vegetais crus, causava a menstruação a ocorrer em intervalos cada vez mais espaçados até que finalmente desaparecia.

Dr. Alexander Haig colocou um grupo de mulheres em uma dieta vegetariana "livre de ácido úrico", com o resultado que a menstruação ocorreu em intervalos cada vez mais longos, até que finalmente ela desapareceu. Este método dietético de reduzir a menstruação funciona melhor para mulheres solteiras que vivem em castidade. Mulheres estritamente vegetarianas irão menstruar se expostas à estimulação sexual. Se uma mulher experimenta congestões pélvicas frequentes devida a emoções sexuais que surgem pelo contato com o sexo oposto, ela irá menstruar apesar de sua dieta correta. Por esta razão, as freiras, que normalmente não são vegetarianas, têm menstruações pequenas e curtas, enquanto prostitutas têm hemorragias profusas e prolongadas. Isto indica que o fator sexual é mais importante do que o dietético como causador da menstruação.

Portanto, para eliminação da hemorragia menstrual, uma mulher deveria seguir uma dieta estritamente vegetariana de baixa proteína e, também, evitar toda a excitação sexual que resulta do contato com o sexo oposto. No caso de mulheres casadas, isso iria requerer camas separadas, ou melhor, quartos de dormir separados se a mulher desejar se ver livre desta perda debilitante de sangue que mina sua saúde e traz uma velhice prematura, se for permitida sua continuidade. Uma forma de reduzir a congestão uterina, além da isolação e descanso sexual é a prática diária de banhos frios de assento (ou abdomen inserido numa banheira de água fria), que contrai e reduz o útero, que estaria congestionado e aumentado, e seus vasos sanguíneos. Portanto, uma forma de curar a doença da menstruação é uma combinação de uma dieta vegetariana de baixa proteína, castidade e isolamento sexual e ataduras e banhos frios aplicados na região pélvica. Uma sugestão de povos primitivos é que a mulher menstruada fique na posição horizontal (deitada), o que tende a reduzir a congestão pélvica que resulta da posição vertical, quando a gravidade puxa o suprimento de sangue da parte superior do corpo para a pelvis.

O desejo sexual é influenciado materialmente pela dieta. Em experimentos dietéticos com homens com rações reduzidas, particularmente quando a cota de proteínas foi reduzida, verificou-se uma diminuição acentuada da libido. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi observado que a restrição no suprimento de comida foi responsável não só por uma diminuição da libido em homens como também no surgimento mais frequente da amenorréia.

Dr. Alexander Haig verificou que quanto maior a quantidade de ácido úrico no sangue, resultado do maior consumo de carne, mais profusa era a hemorragia menstrual. Verificou também que a concentração de ácido úrico no sangue é máxima logo antes e durante a menstruação. Portanto, ele sugere uma dieta "livre de ácido úrico", que exclui as seguintes comidas que produzem ácido úrico:

1. carne, sopas com carne, peixes, frango e ovos
2. feijões, ervilha, lentilhas e amendoins
3. cogumelos, aspargos, castanha de caju e pistachio
4. trigo e aveia
5. chá, café, cacau, chocolate e bebidas alcoólicas (cerveja)

O que aumenta a pressão do sangue, também aumenta o fluxo menstrual (como, por exemplo, o sal).

O Dr. Schroyer, um ginecologista da Nova Inglaterra, em seu "Doenças das Mulheres", após estudar a influência dos alimentos na menstruação e nas descargas mucosas da leucorréia, concluiu que ambas têm sua origem na condição inflamatória da membrana mucosa uterina (endométrio), devido a toxinas vindas dos intestinos (autointoxicação), e que para reduzir e eliminar essas descargas é necessário destoxificar o sangue (com dieta adequada) e o trato intestinal (com lavagens intestinais).

Sem sombra de dúvida, ficar deitada de costas sem se mexer durante o período menstrual certamente diminui bastante o fluxo. Os povos primitivos faziam provisões para que suas mulheres fizessem isso, enquanto os povos ditos civilizados não fazem isso. Isso é uma triste constatação na nossa civilização dominada pelos homens: as mulheres civilizadas, cuja menstruação é muito mais profusa, dolorosa e frequente do que as mulheres primitivas, são universalmente desprezadas neste período crítico, pois os homens, não tendo experiência pessoal deste fenômeno, estão inclinados a tratar isso com pouco caso. Diferentemente dos povos primitivos mais sábios, nós ainda não acordamos para a necessidade de aprovar a ausência compulsória da escola ou do local de trabalho para as mulheres durante a menstruação.

O Dr. F. Schroyer afirma que a leucorréia tem sua origem em uma dieta errada rica em proteínas, principalmente as de origem animal, pois é da proteína que o muco expelido é formado. Para se livrar dessa condição, ele recomenda uma dieta altamente alcalina de baixa proteína composta basicamente de vegetais, de preferência crus, e de batatas assadas (ao invés de pão de trigo). 

O termo "menstruação" refere-se não apenas a uma descarga de sangue (hemorragia) mas também a um fluxo de secreções mucosas (leucorréia) que precede, acompanha e segue-se após a hemorragia. Os escritores antigos  não consideravam importante a descarga mucosa que acompanha a menstruação, considerando a perda de sangue a causa principal dos sintomas patológicos do período menstrual. No entanto, pesquisas modernas demonstraram que a leucorréia pré-menstrual, ou descarga mucosa, representa uma perda considerável de hormônio sexual feminino presente nela, assim como a emissão seminal masculina representa uma perda de hormônios sexuais masculinos, e que isso, junto com a perda simultânea de cálcio, fosfatos e lecitina, é responsável pelos sintomas neurastênicos que acompanha essa descarga, e que é mais marcante durante o período de maior fluxo mucoso durante o período pré-menstrual, diminuindo à medida que a perda de muco é substituída pela perda de sangue.

O termo "leucorréia" refere-se também a descargas mucosas que ocorrem em outros períodos do mês, além do período menstrual. A leucorréia aumenta com a estimulação sexual, e é mais comum entre mulheres casadas do que entre solteiras. Apesar de sua universalidade, a leucorréia é certamente uma patologia, já que a adoção de uma dieta natural e a aplicação de medidas higiênicas adequadas para suplantar a constipação (prisão de ventre) e a auto-intoxicação, que são normalmente a causa fisiológica dessa doença, irá causar o seu desaparecimento. Lembrar que os fatos mais importantes na cura da leucorréia é evitar o uso de proteínas animais e a estimulação sexual que leva à atividade das glândulas genitais femininas.

Antigamente, a leucorréia e a gonorréia eram classificadas como a mesma doença, conhecida como blenorragia. A única diferença entre ambas é na cor da descarga, que é leitosa no caso da leucorréia e amarelada ou esverdeada no caso da gonorréia. É um fato reconhecido que a gonorréia pode ser contraída como resultado de uma relação sexual durante a menstruação, apesar de ambos os parceiros estarem livres da doença. Este fato, reconhecido desde a antiguidade, levou à proibição das relações sexuais nesse período e ao isolamento das mulheres menstruadas como "impuras" pelo escritor do Velho Testamento. Tanto a leucorréia como a gonorréia são inflamações da membrana mucosa no interior do trato genital feminino. Os ginecologistas afirmam que a maioria das mulheres casadas têm leucorréia, a doença resultando da irritação crônica desse trato devido às práticas sexuais da vida casada. A descarga de uma leucorréia  severa funde-se inperceptivelmente com a gonorréia (agora com a presença do gonococcus), razão para ambas as patologias serem anteriormente chamadas por um nome comum (blenorragia, mencionada acima). Aceita-se hoje que um homem pode contrair gonorréia por relação sexual com uma mulher que tem leucorréia e está livre de infecção venérea, se essa relação ocorre no período menstrual. A dieta pode curar a leucorréia (e consequentemente a gonorréia) e os crescimentos mórbidos do útero (miomas), se for seguida uma dieta crua vegetariana de baixa proteína. Como vimos, a constipação é uma causa básica da leucorréia, que tende a sumir com a citada dieta.

Uma dieta formadora de ácidos leva à leucorréia, assim como a outras inflamações catarrais (resfriado, gripe, etc) das membranas mucosas do corpo. A condição normal do sangue é alcalina. Doença é a manifestação de uma crise de acidose e toxicose no organismo (uma condição de estar ácido ou envenenado). O único tratamento racional para um resfriado ou para qualquer outra doença é limpar os venenos para fora do corpo envenenado através de uma eliminação adequada.

Dr. Tilden afirma que a leucorréia é um processo de eliminação vicária - a excreção, através da mucosa genital, de lixo que os órgãos sobrecarregados de eliminação não conseguem mais processar. Quanto mais imperfeita a eliminação sistêmica, mais descarga haverá do útero. No entanto, deve ser lembrado, como no caso da descarga seminal nos homens, que além da eliminação vicária dos produtos finais albuminosos do metabolismo das proteínas, maior do que os rins podem manipular, estão presentes também nas secreções genitais um certo número de substâncias vitais de alto valor fisiológico, como lecitina, cálcio, fósforo, hormônios sexuais, vitaminas importantes, inclusive vitamina E, etc.

Como os alimentos de origem animal (carnes, ovos e laticínios) têm a maior tendência em gerar muco no corpo e levar a condições catarrais das membranas mucosas, que se manifesta como leucorréia, o primeiro passo para curar os catarros vaginal e uterino é cortar as gorduras e proteínas animais, assim como os grãos que formam ácidos, como o trigo. O Dr. Schoyer aconselha o uso abundante de vegetais verdes crús para a cura de leucorréia. Por outro lado, ele condena os produtos de farinha branca e açucar branco, dizendo "Farinha branca e açucar branco são realmente produtores de veneno. Não existe dúvida que alimentos refinados são, até certo ponto, responsáveis pelo câncer."

As mulheres menstruam porque não estão saudáveis. Mulheres saudáveis não menstruam. Melhorando a saúde este desconforto mensal desaparece. A perda de sangue devido à hemorragia da menstruação é algo patológico e não é necessária para o processo fisiológico da ovulação. Meninas podem e engravidam antes de sua primeira menstruação e mulheres têm engravidado após terem cessado as menstruações (na menopausa). A quantidade de sangue perdida durante a menstruação e a duração do fluxo menstrual é proporcional à perda de vigor físico na mulher. Portanto, deve-se condenar a prática médica usual de tentar promover a menstruação quando ela está ausente (amenorréia). Ao invés da ausência de menstruação  ser uma causa frequente de doença, como popularmente se supõe, a menstruação é devida a doença.

A menstruação é concomitante com a ovulação - o amadurecimento e liberação do óvulo feminino. A menstruação cessa quando há uma melhora acentuada na saúde e nutrição; nesses casos, não existe a parada da ovulação, como comprovada pelas gravidezes subsequentes. Note que na digestão, a quantidade aumentada de sangue no sistema digestivo supre os materiais necessários para a secreção dos fluidos digestivos e para a atividade muscular aumentada dos órgãos da digestão. Assim que a digestão está completa, o sangue extra é devolvido para o resto do sistema. Isto também deveria ocorrer com a ovulação. O sangue extra na pelvis deve suprir os materiais necessários para a ovulação e para as mudanças no útero e, depois disso, todo esse sangue deveria voltar para a circulação geral, e não ser perdido através de uma hemorragia.

Uma mulher deve almejar ficar livre de todas as perdas genitais, tanto de muco como de sangue, para conseguir a máxima conservação de vitalidade, resultando em regenaração e rejuvenescimento. Isto pode ser obtido pela redução da ingestão de proteínas e evitando toda excitação sexual que coloque suas glândulas sexuais em atividade. Como a dor durante o parto (o nascimento do bebê), assim como durante a menstruação, resulta da condição inflamatória do trato genital feminino, quando tal inflamação não ocorre (evidenciado pela ausência da menstruação, no período menstrual), o nascimento de bebês (partos) irão ocorrer sem dor.

É um fato que antes da ocorrência da crise pubertal (na realidade uma perturbação pluriglandular de origem dietética, e não um processo normal como a profissão médica acredita, tanto a menstruação no sexo feminino como as emissões seminais noturnas no sexo masculino são situações patológicas e evitáveis), não existe hemorragia menstrual idependentemente da dieta. Além disso, quando uma mulher se expõe a uma irritação sexual constante no estado de casada, ela irá menstruar independente da sua dieta. Portanto, a causa básica da menstruação, como muitos ginecologistas afirmam, é sexual - e ela pode resultar das emoções sexuais assim como de atos sexuais. O Dr. Guthrie afirma que o fator essencial para evitar a descarga de sangue é evitar a descarga mucosa (leucorréia) que a precede. Tanto fatores dietéticos como sexuais são importantes neste caso.

Ehret mostrou em seus estudos da relação da dieta com a formação de muco, que os alimentos ricos em proteínas, particularmente as proteínas animais (carne, ovos e leite) tendem a promover descargas mucosas de catarro através das membranas mucosas dos órgãos genitais assim como aquelas da cavidade nasal. Ehret descobriu que uma dieta "amucosa" de baixa proteína irá causar o desaparecimento da leucorréia ou descargas mucosas genitais femininas, assim como o desaparecimento das emissões noturnas nos homens. Além disso, tal dieta, consistindo majoritariamente de frutas e vegetais, irá ajudar a se livrar da constipação (prisão de ventre), que é causada principalmente pela putrefação das proteínas animais nos intestinos.

Apesar da dieta ser importante na eliminação tanto da leucorréia como da menstruação pela superação da constipação e pela redução da tendência de formação e descarga de muco, o comportamento sexual também é importante já que ele pode produzir secreção mucosa independente da dieta. Portanto, tanto uma dieta amucosa quanto evitar todas as emoções e estimulações sexuais são essenciais para a superação da menstruação. A drenagem de cálcio do sistema feminino durante o período de fluxo mucoso que precede a menstruação, reduz a capacidade de coagulação do sangue e isso colabora com a hemorragia que se segue.

Quando uma dieta apropriada causa a interrupção da menstruação, isso ocorre porque a mulher também não está exposta às causas sexuais da menstruação. A pequena menstruação das freiras, apesar de viverem com dietas convencionais, em contraste com a menstruação longa e profusa de prostitutas, é uma evidência deste fato. Todo o contato entre sexos, por ação reflexa no útero, tende a trazer a menstruação. Influências emocionais e psicológicas, assim como a força da sugestão, pode fazer a mesma coisa, causando o aparecimento da menstruação na puberdade. Muitos afirmam que a menstruação tem uma origem erótica.

Portanto, a combinação do isolamento sexual com uma dieta vegetariana de baixa proteína (sem laticínios ou ovos) é a forma mais segura de parar a menstruação e conservar sangue e secreções vitais valiosas que seria desperdiçada inutilmente, enquanto apenas a dieta não produzirá este efeito se a mulher ficar exposta a estímulo sexual pelo homem, que provavelmente irá ocorrer se ela vive junto com um homem. As raças civilizadas modernas, mantendo a visão falsa de que a menstruação é natural e necessária, não provê à mulher que menstrua com descanso ou isolamento sexual no período da hemorragia, não se esforçando para reduzi-la e muito menos eliminá-la.

Dr. H. Shelton provou que com a melhoria da saúde e com o tônus e força aumentados dos tecidos da pelvis, apesar da ovulação ocorrer regularmente, não haverá perda de sangue. Ao invés da esterilidade acompanhar a não-ocorrência da menstruação nesses casos, irá ocorrer um aumento da fertilidade.

Existe uma possibilidade de que o período de acasalamento periódico humano poderia ocorrer com uma periodicidade solar ao invés da lunar (mensal), ocorrendo apenas uma vez ao ano, durante a primavera. Entre os esquimós vemos evidência deste ritmo solar no ciclo reprodutivo, pois o período do desejo sexual e menstruação normalmente ocorre apenas uma vez ao ano, durante o verão. Estatísticas mostram que em muitos países o maior número de nascimentos ocorre sempre no mês de fevereiro, correspondendo à  concepção em maio e junho (no hemisfério norte, final da primavera, começo do verão).\ Verifica-se que o  maior número de concepções na Suécia ocorre em junho; na Holanda e França, em maio-junho; na Espanha e Itália, em maio; na Grécia, em abril. Portanto, quanto mais ao sul (na Europa, quanto mais próximo do equador terrestre, menso frio) mais cedo ocorre a concepção, em média.

Parece provável que em tempos remotos, a estação sexual dos humanos era governada pelo Sol, e que com o aumento da civilização ela passou a ter uma periodicidade lunar. Verifica-se também que as insanidades períodicas estão vinculadas a mudanças lunares (pessoas "lunáticas").

Verificou-se que há uma queda acentuada de cálcio logo antes do sangramento menstrual começar (durante o período pré-menstrual da leucorréia). Essa perda de cálcio através da descarga pré-menstrual e menstrual pode explicar a não coagulabilidade do sangue menstrual, já que o cálcio é necessário para a coagulação do sangue.. O sangue ácido não coagula tão facilmente como o sangue alcalino, devido à pouca disponibilidade de cálcio. Verifica-se que o sangue menstrual é ácido enquanto o sangue sistêmico é alcalino. Isto significa que durante o fluxo menstrual, há um acúmulo de ácidos no útero, como se o sangue se livrasse do excesso de ácidos através da descarga menstrual. Isto pode ser a causa do sangue menstrual não coagular enquanto o sangue sistêmico coagula. A perda periódica de cálcio afeta negativamente o desenvolvimento do sistema de ossos, o que explica porque as garotas que começam a menstruar mais cedo param de crescer mais cedo do que aquelas que começam a menstruar mais tarde.

Se a menstruação fosse uma função normal, ela deveria estar presente em todas as mulheres saudáveis. Investigações mostram que a menstruação é acompanhada de fraqueza e doença, ao passo que ela diminui e geralmente desaparece quando a saúde melhora. É a mulher fraca que sofre de menstruação dolorida e prolongada. Quanto mais saudável a mulher, com mais certeza ela se verá livre desta "maldição".

Hemorragia não é uma condição de saúde. Portanto é uma condição de doença. É um estado patológico e é sempre prejudicial, e muito perigoso em alguns casos. Hemorragia no útero (menstruação) não é mais normal que uma hemorragia no nariz, no cérebro ou nos pulmões. Ela é menos perigosa apenas porque o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo. Uma mulher pode viver anos após remover seu útero, mas a morte virá rapidamente após a remoção do cérebro e dos pulmões. O fato de que o útero é menos vital para o bem estar imediato do corpo do que o cérebro e os pulmões, é a única razão para a hemorragia do útero (menstruação) não causar a morte imediata.

A menstruação não causa morte imediata. Ela executa seu trabalho mortal devagar e de forma insidiosa, como um ladrão na calada da noite. Ela suga a vitalidade gradualmente e causa a morte através de degraus imperceptíveis, dando surgimento a muitos sintomas sérios enquanto está destruindo o corpo. Estes sintomas, que são na realidade sinais de perigo, são mal interpretados pela paciente e são tratados erradamente pelo médico estúpido. Se esta condição causasse morte imediata, como resulta da hemorragia em partes mais vitais do corpo, ela seria considerada como perigosa e seria tratada adequadamente.

Não parece possível que uma mulher que pensa corretamente não se pergunte como pode ser um "processo natural" perder muita quantidade do fluido da vida (o sangue) durante cada mês. Nada, a não ser a superstição, pode ter mantido as mulheres afastadas de um estudo profundo desta questão e aprendido que o sangue não deve ser perdido por uma mulher, assim como pelo homem.

Apesar de saber-se da doença que afeta os órgãos femininos de geração (Árvore da Vida), o mundo médico estúpido fala de crianças normais, homens normais e mulheres normais. Como pode existir qualquer "criança normal" no mundo, quando as mães da raça estão praticamente todas sofrendo de desordens que afetam os próprios órgãos e centros que gera, desenvolve e produz uma nova pessoa? E como pode haver adultos normais se eles não são normais quando eles são crianças? Pode criança normal surgir de mães doentes? Toda árvore corrompida dá maus frutos (Mat. 7:17). Uma árvore corrompida (má) não pode dar bons frutos (Mat. 7:18). Esta é uma lei do Universo. Ela não admite exceção. Ela se aplica às mulheres humanas assim como a árvores que produzem frutos. Nós precisamos de boas árvores para ter bons frutos, pois a árvore é conhecida pelo seu fruto (Mat. 12:33). Os defeitos em uma árvore aparecem no fruto dela. Os defeitos em uma mãe aparecem no fruto de seu útero. É um milagre que todas as crianças não sejam mais fracas e não estejam muito mais doentes. Essas crianças de pais doentes, desenvolvem-se em adultos doentes, em que as doenças herdadas são aumentadas progressivamente por seus hábitos próprios prejudiciais. Independente do nome e da natureza da desordem que um homem ou mulher sofra, nenhuma parte ou órgão pode estar fora de ordem sem que todo o corpo esteja em desordem.  

Referência:
[1] Raymond Bernard, The Physiological Enigma of Woman: The Mystery of Menstruation, Literary Licensing (www.LiteraryLicensing.com), USA. ISBN 9781494036430.

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Saturday, August 01, 2015

 

Genialidade, Longevidade e Sexo [ A Teoria Errada do Sigmund Freud ]


Pitágoras, Aristóteles, Platão, Sócrates, Apolônio de Tiana (o verdadeiro Jesus), Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Mozart, Beethoven, Miguelângelo, Immanuel Kant, Leo Tolstoy, Gandhi, Nikola Tesla, Albert Einstein. O que esses gênios da humanidade tinham em comum? Na maior parte de suas vidas eles foram vegetarianos e praticaram rotineiramente a abstenção sexual (eram castos). Abaixo veremos porque essas duas práticas contribuem para o surgimento de gênios e, portanto, porque a teoria proposta por Freud sobre a "libido" e "repressão sexual", como responsável pelos problemas sexuais, está totalmente errada.

A nutrição tem uma influência profunda no processo de reprodução e na atividade sexual, sendo isso um fato biológico bem estabelecido: um aumento na nutrição aumenta a atividade reprodutiva e uma redução na nutrição diminui essa atividade. Regulando a dieta é possível diminuir e controlar a atividade procriativa e dessa forma limitar o nascimento de uma forma natural e sadia, sem lançar mão de métodos contraceptivos artificiais [1]. 

Pitágoras, que foi um fisiologista e um reformador moral, foi o primeiro a afirmar que comidas proteicas aumentam as inclinações sexuais e que uma dieta estritamente vegetariana de baixa proteína era essencial para todos aqueles que viviam em continência sexual e que desejassem experimentar os efeitos benéficos dessa prática que leva a uma melhor nutrição do cérebro e a uma elevação dos poderes intelectual e espiritual. Pitágoras ensinava que existia uma conexão direta entre o sêmen e o cérebro e que a perda do sêmen nas relações sexuais enfraquece o cérebro, enquanto a sua conservação melhora a nutrição do cérebro, já que as substâncias assim conservadas (devido à ausência da ejaculação do sêmen) agem como nutrientes do cérebro.

Nós hoje sabemos que isso é um fato fisiológico que a intuição de Pitágoras percebeu séculos atrás, já que a lecitina, uma gordura orgânica fosfatizada (rica no elemento químico fósforo, P) , que é o constituinte principal do cérebro e dos tecidos nervosos, é um componente essencial do sêmen e é perdido com ele, através da ejaculação. Isso significa que quanto maior a excreção seminal, mais lecitina é perdida do sangue e, consequentemente, do cérebro; por outro lado, a conservação do sêmen, através da continência sexual, leva a uma melhor nutrição de lecitina (fósforo orgânico) no cérebro e a um aumento da energia intelectual. Como uma dieta de baixa proteína diminui a tendência de excreção seminal, ela ajuda a conservar a lecitina para a nutrição do cérebro.

Como é razoável identificar a espiritualidade com a regeneração dos centros cerebrais superiores - as glândulas pituitária e pineal, esta última sendo o órgão mais rico em lecitina que qualquer outra parte do nosso corpo - nós podemos então entender a razão porque certas ordens religiosas têm sempre insistido na continência sexual como um requisito fundamental para aqueles que desejam viver uma vida espiritual.

Entre os pitagóricos, não apenas a carne mas todos os alimentos ricos em proteínas, inclusive proteínas vegetais concentradas, eram proibidos como inimigos para se alcançar o desejado estado de continência.

Pitágoras, que manteve seu vigor físico e mental durante um século de vida ativa, restringiu sua dieta para uma composta basicamente de vegetais, frutas e grãos; e o maior de seus seguidores, Apolônio de Tiana, que viveu cinco séculos depois dele, aderiu estritamente à dieta pitagórica de frutas e ervas como um meio de alcançar um estado de castidade por toda a vida, que ele conseguiu manter com sucesso durante sua longa vida de mais de um século. 

De Pitágoras, Platão e Aristóteles aprenderam as doutrinas do vegetarianismo e da continência, às quais ambos aderiram durante toda a vida longa deles; e Aristóteles ensinou essas doutrinas ao seu pupilo, Alexandre o Grande, que foi um vegetariano estrito que vivia de frutas e vegetais.

Os antigos espartanos oferecem um exemplo de uma raça cujo vigor e saúde física exemplares estava associado tanto com uma dieta vegetariana com a um alto grau de castidade. Entre os espartanos, os casais casados não viviam juntos, com indulgência em relações sexuais frequentes, mas os sexos viviam separados em dormitórios separados. Plutarco, ao relatar a vida do rei espartano Lycurgus, refere-se à abstenção pelos espartanos de toda carne e álcool e ao fato de que a juventude de Esparta era casta antes e após o casamento, pois imediatamente após a concepção o marido deixava sua esposa e retirava-se para o dormitório dos homens e geralmente não a via mais até após o nascimento da criança, após o qual ele a visitava raramente. Os espartanos comiam em mesas comunitárias e as comidas servidas a eles, por ordem do rei Lycurgus, era estritamente vegetariana e havia abstinência completa do uso de bebidas alcoólicas.

Existe uma relação entre o consumo de certos alimentos (afrodisíacos) e uma maior atividade sexual, percebida desde a mais remota antiguidade. Os antigos egípcios proibiam seus sacerdotes de comerem peixes para que não se inflamassem suas paixões sexuais.

O método de controle de nascimento através da união sexual contida e não-orgásmica pode ser simples quando se adota uma dieta vegetariana de baixa proteína, mas se torna difícil ou quase impossível com uma dieta carnívora de alta proteína. A lista de estimulantes sexuais é muito longa, como bebidas alcoólicas, café, chá, chocolate, carnes, peixes, ostras, ovos, pimenta, mostarda, cebola, alho, sal. Obviamente, existem muitas pessoas que preferem essas coisas exatamente por causa desses efeitos estimulantes (afrodisíacos) nessa direção.

O tabaco é outro afrodisíaco potente, devido ao seu efeito irritante na membrana mucosa genital, que é o local da sensação sexual. Aqueles que trabalham em fábricas de tabaco comumente são atrapalhados por muitas emissões involuntárias de sêmen (polução noturna e diurna, saída de sêmen ao defecar, etc). O tabaco é mais prejudicial à mulher do que ao homem, já que o tabaco prejudica o aparelho genital feminino, produzindo esterilidade e câncer nesses órgãos.

Entre os chineses, o ginseng é muito usado como um revigorante sexual devido ao efeito bem conhecido dessa erva na vitalização das glândulas sexuais, sendo usado na China para a prevenção e a cura da impotência e da esterilidade. Afirma-se que os usuários chineses do ginseng nunca passam pelo climatério e estão aptos para gerarem filhos aos 60, 70, 80 e até os 90 anos de idade. No entanto, diferentemente da maioria dos afrodisíacos, o ginseng deve as suas propriedades invigorantes sexuais não à mera irritação ou estimulação mas à uma ação vitalizante das glândulas sexuais, evitando os seus declínios usuais depois de quatro décadas de vida.

Foram feitos experimentos de alimentação com homens que se submeteram a rações reduzidas de alimentos, particularmente com restrição da cota de proteínas, e observou-se uma redução acentuada da libido. Durante o período de guerra na Alemanha, foi observado que o suprimento restrito de comida foi responsável não apenas pela redução da libido nos homens, como também o aumento da cessasão da menstruação (amenorréia) nas mulheres.

Nenhum atleta de elite irá pensar em ter uma ejaculação nos dias que antecedem uma competição acirrada, não é mesmo? Isso porque o que se perde em uma ejaculação irá enfraquecer o seu sistema nervoso-muscular, que precisa estar na melhor condição possível. O taoísmo, voltado para a longevidade do ser humano, recomenda que o sexo deve ser praticado para a manutenção da saúde, porém sem chegar ao orgasmo ou à ejaculação [2].

Todas as secreções geradas pelas nossas glândulas endócrinas devem ser inseridas integralmente no nosso sangue, para manter nosso corpo na melhor condição de saúde possível. No entanto, a secreção de nossas glândulas endócrinas sexuais (gônadas) são parcialmente eliminadas do nosso corpo, através da ejaculação (masculina ou feminina) durante as relações sexuais. Isso leva, obviamente, à nossa decadência física ao longo do tempo.

Em vista das considerações acima, os problemas sexuais constituem apenas um problema bioquímico, e a moralidade sexual torna-se um ramo da bioquímica aplicada. O bioquímico sexual, desta forma, substitui o moralista, o  psicoanalista (o psicólogo), o psiquiatra, o pastor, todos tentando resolver o problema sexual por meios puramente psíquicos, não reconhecendo sua origem física e química. Alterando as condições químicas do corpo, responsável pelas energias sexuais humanas, segundo direções socialmente construtivas e provedoras da saúde, as pessoas irão domar a força sexual para elevar o homem, e não deixá-lo como escravo dessa força. A bioquímica sexual irá substituir a moralidade sexual, e o cientista irá substituir o pastor/padre/sacerdote. 

De acordo com a nova filosofia mecanicista do sexo aqui apresentada, a psicoanálise, assim como a psiquiatria, deve ser descartada por estar baseada na concepção dualística falsa de corpo e mente como sendo duas entidades separadas capazes de interagirem entre si; e contra a psicoanálise, que procura vincular efeitos físicos a causas psíquicas, nosso novo ponto de vista considera o fenômeno psíquico do sexo como derivado de processos bioquímicos e fisiológicos básicos e como sendo algo secundário ao invés de primário, não admitindo a existência de fatores puramente psíquicos, tal como "libido", "complexos", "memórias suprimidas", etc., como tendo qualquer existência real ou capaz de agir como causas do processo orgânico.

O freudianismo é, em grande medida, uma racionalização do comportamento sexual moderno, que procura prover uma justificação científica para nossas ações sexuais que são certamente não-naturais e são produtos da estimulação afrodisíaca dos alimentos. O principal erro deste culto fálico pseudo-científico é a superstição que Freud tinha e que vestiu de forma científica de que a abstinência sexual é algo prejudicial e a causa de desordens nervosas e mentais como resultado da "repressão sexual" que ela envolve e que a relação sexual é uma expressão normal da libido que é necessário para a saúde, cuja crença tem levado muitos médicos mal informados a aconselhar moços a visitarem prostitutas e arriscarem a pegar doenças venéreas como um mal menor que os supostos efeitos perniciosos da abstinência sexual. Esta crença não tem fundamentação científica e é desmentida pelas evidências científicas aqui apresentadas. Freud faz desse mito, na forma de sua doutrina da repressão, a pedra angular de seu edifício pseudo-científico. Ele próprio era um homem doente e neurastênico. É comum a fotografia dele fumando um charuto, um poderoso afrodisíaco. Toda sua filosofia do sexo, na maior parte, foi colorida pela influência bioquímica do seu vício pelo tabaco, sem ele estar ciente disso, e da sua dieta, o que não conseguiu manter a sua saúde.

Na realidade, a presente era neurótica pós-freudiana sofre não de repressão e abstinência sexual mas do oposto, de expressão sexual excessiva e indulgência excessiva em atividades sexuais. Em nenhum lugar dos trabalhos de Freud encontramos um aviso contra excessos sexuais como uma causa de doenças nervosas e insanidade, algo que é admitido como verdadeiro por eminentes autoridades. Ao invés de atribuir a neurastênia à sua verdadeira causa, isto é, à deficiência de lecitina e à resultante subnutrição das células nervosas, devido à perda  de lecitina através do sêmen, Freud erradamente liga ela à repressão sexual ou pouca indulgência em atividade sexual e sua proposta cura é relações sexuais desinibidas. Divulgando e popularizando este ponto de vista, Freud elevou as superstições populares sem fundamentos e concepções erradas não-científicas para uma "teoria científica" que, à luz do conhecimento moderno da bioquímica sexual e da endocrinologia, deve ser jogado no lixo das teorias pseudo-científicas descartadas e vista como uma racionalização para agradar a consciência das pessoas modernas neuróticas que se excedem no sexo e para vender livros e abrir área de trabalho para psicólogos e psiquiatras, para extrair dinheiro da população.

No lugar da tentativa de Freud em vincular o fenômeno físico do sexo a uma causa psíquica, isto é, à expressão normal ou anormal de sua suposta libido, a visão mecanicista aqui mostrada de determinação bioquímica do sexo mostra que todos os fenômenos sexuais, tanto físicos como psíquicos, podem ser explicados como reações reflexas a estímulos químicos, como hormônios, toxinas, e produtos metabólicos que agem em zonas nervosas erógenas e em centros cerebrais e que evocam respostas na forma de comportamento sexual. Entre esses estímulos, o mais potente na determinação do comportamento sexual psicofísico do homem civilizado é a alimentação inadequada. 

Referências:
[1] Raymond W. Bernard, Nutritional Sex Control and Rejuvenation, Literary Licensing, www.LiteraryLicensing.com. 
[2]  http://www.pistissophiah.org/gnose/taoismo_tao_do_amor.htm

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Sunday, June 14, 2009

 

Glúten e Saúde


Lendo com atenção o texto abaixo [1] pode-se concluir que o ser humano não foi projetado para comer grãos em geral e, portanto, não deveria comer pão, pizza, bolos, biscoitos, macarrão, soja e seus derivados, etc.

Viva bem sem glúten

Somos seres únicos, com características genéticas e necessidades diferentes. Também respondemos aos alimentos de maneiras diferentes. O alimento que faz bem para uma pessoa pode não fazer bem a outra. O trigo, a aveia, a cevada, o centeio e o malte de cereais, por exemplo, são fontes de glúten, uma proteína que comumente causa reações alérgicas em grande número de indivíduos.

Pesquisas sugerem que a ingestão de glúten por pessoas hipersensíveis afeta a função normal do cérebro e pode causar sintomas imunológicos e intestinais. Os sintomas mais comuns relacionados ao glúten são constipação intestinal, rinite, asma, artrite, prurido, dermatite e acne, além de alterações de humor, ansiedade, depressão e síndrome do pânico.

Quando não são imediatos, os sintomas podem se manifestar até quatro dias depois da ingestão do alimento, e muitas vezes de maneira crônica. Porisso, torna-se difícil para a maioria das pessoas relacionar qual alimento ocasionou o sintoma. Daí a necessidade de observar premanentemente e, se possível, anotar em um papel como nosso corpo responde após a ingestão dos nossos alimentos.

No caso do glúten, um grande número de pessoas observa que os sintomas são atenuados e até desaparecem com a retirada do alimento alergênico. Porisso, a dieta é sugerida para verificar se a exclusão do glúten proporciona melhoria nos sinais e sintomas apresentados.

É preciso lembrar que o glúten não é um nutriente essencial para a nossa saúde e a sua retirada da dieta não nos causa prejuízos. Para pessoas que apresentam problemas crônicos de constipação, flatulência, artrite, coceiras pelo corpo, enxaquecas, alterações de humor e ansiedade, e que ingerem glúten com frequência, a nossa sugestão é restringir o consumo desses alimentos para observar se há melhoras desses sintomas.

A restrição do glúten deve ser feita por um período de duas semanas a 40 dias. Nesta fase, não se deve ingerir qualquer alimento que contenha essa proteína em sua formulação. Portanto, é fundamental a leitura dos rótulos dos alimentos para identificar a ausência de glúten nos produtos consumidos.

Após o período de dieta de exclusão, o glúten deve ser reintroduzido na dieta, em três refeições, num mesmo dia. Depois, volta-se a excluir o glúten da dieta e se observa se nos quatro dias seguintes os sintomas indesejados se manifestam novamente. Se for identificada a melhora dos sintomas, a sugestão é persistir indefinidamente na dieta sem glúten.

Referência:
[1] Flávia Morais, JORNALZEN, Seção Bem Nutrir, Ano 5, No. 52, pg.19, junho de 2009.

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Tuesday, July 17, 2007

 

Asma e Obesidade


Muitas pessoas evitam a dieta vegetariana por ficarem com medo de ingerirem pouca proteína. Mal sabem elas que a maioria de nossos problemas de saúde está relacionada a proteínas. Veja o artigo abaixo, postado na BBCBrasil.com. RFS.


Pesquisa indica ligação entre asma e obesidade
pessoa acima do peso
Proteína no pulmão pode causar asma e aumentar apetite
Pesquisadores britânicos acreditam ter descoberto por que os obesos têm mais chances de desenvolver asma do que pessoas de peso normal.

Cientistas do King's College London analisaram células presentes nos pulmões de pessoas com asma e descobriraram que, além de produzirem uma proteína que causa a doença respiratória, as células também fabricam uma proteína responsável pelo aumento do apetite.

O líder da pesquisa, David Cousins, disse que agora a pesquisa vai continuar com o intuito de descobrir por que nem todo asmático é obeso.

Variações genéticas

"Estas descobertas revelam a ligação entre asma e obesidade. Agora queremos investigar possíveis mudanças ou variações genéticas da proteína para entender por que nem todo asmático é obeso", disse Cousin.

David Cousin ainda disse que espera um dia "poder bloquear as proteínas que causam a asma e aumentam a fome."

Vários estudos americanos e europeus já haviam sugerido ligações entre obesidade e asma, especulando que os asmáticos têm mais tendência à obesidade porque normalmente evitam os exercícios físicos, levando uma vida mais sedentária.

Outras pesquisas, no entanto, já observaram que, em vários casos, a obesidade se manifesta antes da asma.

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